- Revista Eletr�nica INFORMATIVO GRD - ANO III - Edi��o 06 - 
J
ulho a Dezembro de 2002. 
Rio de Janeiro, 10 de agosto de 2002.
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A Gin�stica R�tmica � uma das mais novas modalidades desportivas. Caracteristicamente feminina, � regularmente pela Federa��o Internacional de Gin�stica (FIG) a partir do ano de 1963,  apresenta dois tipos de competi��o � individual e conjunto � compostos de exerc�cios ou movimentos encadeados contendo passos, corridas, saltos, saltitamentos, giros e equil�brios, executados em v�rias dire��es. Estas provas exigem da ginasta a demonstra��o de suas qualidades de coordena��o e destreza, aliadas � estreita inter-rela��o entre o dinamismo, amplitude e ritmo dos movimentos. Possui dimens�o expressiva e requer criatividade.

            Como express�o g�mnica � uma atividade f�sica/art�stica com a��es de movimentos regulamentadas pela Federa��o Internacional de Gin�stica � C�digo de Pontua��o (2001 � 2004).

  

CORDA

            A corda � um dos aparelhos de grande import�ncia nos programas de inicia��o de crian�as e adolescentes � Gin�stica R�tmica. � utilizada nos processos pedag�gicos em diferentes n�veis de treinamento desta modalidade desportiva.

            Sua aplica��o � voltada para o desenvolvimento das capacidades f�sicas de base, tais como o desenvolvimento da for�a, flexibilidade, resist�ncia, tempo de rea��o, velocidade. Suas estruturas psicomotoras como o ritmo, coordena��o da din�mica geral, coordena��o viso-segmentar, lateralidade, equil�brio s�o resultantes de sua aplica��o e, principalmente, as diferentes formas de locomo��o, manipula��o e t�nus corporal.

            Em suma o trabalho com aparelho corda, visa � melhoria da forma f�sica principalmente da resist�ncia cardiovascular e performance de movimentos.

            A corda � um aparelho gin�stico ligeiro que pela sua velocidade de execu��o leva � rapidez dos movimentos da executante.

            Entre os Jogos Tradicionais, desde tempos remotos, o saltar corda emitindo cantos, palavras ou n�meros era mito popular na Inglaterra e Fran�a. Mencionado em v�rios livros como atividades favoritas de jovens � mo�as e rapazes � no s�culo XVII, apontava como vencedor aquele que conseguisse saltar o maior n�mero de vezes sem interrup��o.

            Foi introduzida como aparelho oficial da Gin�stica R�tmica pela FIG, em 1967, no III Campeonato do Mundo em Copenhague, com uma s�rie de exerc�cios (composi��es) obrigat�rios.

            Posteriormente, o aparelho corda figurou em todas as competi��es individuais como exerc�cio livre, tendo sido introduzido pela primeira vez em 1973 nos exerc�cios de conjunto, no VI Campeonato do Mundo em Rotterdan. Apresentou-se com seis ginastas competindo com seis cordas. Em Madrid no VII Campeonato do Mundo, foi inclu�da a corda no programa de conjunto tr�s cordas e tr�s bolas com seis ginastas.

            Atualmente o material adotado para sua confec��o � preferencialmente sint�tico, de nylon. Por�m o sisal ou c�nhamo sempre foram utilizados em diferentes culturas. A corda deve apresentar leveza e flexibilidade, ter um di�metro uniforme, pode apresentar na sua  na sua parte central, um refor�o mais espesso, desde que seja de material id�ntico. Seu comprimento � sempre,, proporcional a altura da ginasta.

            As extremidades, podem ser simples ou apresentarem um ou dois n�s em cada ponta. � permitido uma  empunhadura de material antideslizante, no m�ximo de 10 cm, de cor livre. A corda parcialmente ou em sua extens�o total pode ter cor natural ou cores variadas.

            O exerc�cio individual de corda, tem dura��o entre um minuto e quinze e um minuto e trinta segundos. No exerc�cio de corda em conjunto, tem o tempo de dura��o entre dois minutos e quinze e dois minutos e trinta segundo. Combinam os saltos, saltitamentos e lan�amentos da corda, juntamente com variantes de passos de dan�a, giros e piruetas. Os elementos corporais s�o acompanhados por m�sica viva e adequada aos gestos e movimentos da composi��o.

            Durante a manipula��o o aparelho deve ser seguro nas extremidades, entre o dedo polegar e o dedo indicador, com os bra�os e cotovelos mantidos estendidos. OS movimentos devem ser cont�nuos, de maneira  que a corda se apresente constantemente em movimentos fluentes, sem contatos involunt�rios no solo ou no corpo da ginasta. A for�a e velocidade imprimidas interatuam na execu��o dos movimentos de forma lenta e ampla da corda, enquanto os movimentos r�pidos caracterizam-se pela execu��o veloz e curta.

            No decorrer dos trabalhos o desenho da corda deve ser n�tido e preciso. O aparelho ser� mantido ligeiramente estendido para permitir toda mobilidade e flexibilidade necess�ria � execu��o dos movimentos.

            Consideram-se movimentos conduzidos os impulsos, balanceamentos, v�us (voiles), movimentos em �oito� e circundu��es. As rota��es, lan�amentos e saltitamentos s�o caracterizados como movimentos din�micos.

            A velocidade da corda � obtida com giros ou rota��es simples e giros duplos da corda. Os giros ou rota��es se efetuam para frente, para tr�s ou lateralmente.

            A amplitude dos movimentos � relacionada a velocidade dos saltos e saltitos, se executados em ritmo lento nos saltos e r�pidos nos saltitos. Em cada volta lenta da corda, os bra�os se estendem verticalmente. Nos saltos em ritmo mais acelerado, a corda quase sempre trabalha estendida e paralela ao solo. Pode-se utilizar o aparelho em todo o seu comprimento, ou dobrado em duas, tr�s ou quatro vezes. Tamb�m pode ser seguro com as duas m�os ou apenas com uma das m�os, ou ainda seguro nas duas extremidades ou em uma das extremidades. A ponta dos dedos �ndice e polegar devem estar freq�entemente em contato com o aparelho. Somente durante a execu��o h� possibilidade de ser enrolada a corda no tronco, bra�o, perna ou m�os, como varia��o do manejo do aparelho.

 

ELEMENTOS T�CNICOS DE BASE

 Grupos T�cnicos

       Corda aberta, segura pelas duas m�os, girando para frente, para tr�s ou lateralmente, com saltos por dentro da corda.

       Corda aberta, segura pelas duas m�os, girando para frente, para tr�s ou lateralmente, com saltitamentos por dentro da corda.

 � poss�vel executar, com a corda, movimentos de enrolar, de espirais e de batida no solo. Os trabalhos realizados com a corda dobrada ou em n�, n�o s�o t�picos deste aparelho e portanto n�o devem predominar na composi��o.

 

 PROCESSOS PEDAG�GICOS

            No in�cio da aprendizagem deste trabalho, as praxias pedag�gicas s�o assinaladas primeiramente atrav�s dos OUTROS GRUPOS de elementos, classificados no C�digo de Pontua��o. Desta forma o executante ir� aprender a ter dom�nio do movimento coordenado entre o trabalho corporal e a domin�ncia dos movimentos com aparelho.

            As praxias empregadas de elementos caracterizados como movimentos circulares, fundamenta-se na biomec�nica de movimento, fixando-se nas regi�es esc�pulo-umeral, regi�o dos cotovelos e punho. Quando se exige movimento de rota��es com a corda, isto �, de giros da corda, o movimento arte do punho e dedos. Pode-se realizar elementos com a corda aberta de forma simples ou com a corda dobrada em partes.

Forma de segurar a corda

           A corda deve ser segura levemente, de modo que tenha toda a mobilidade necess�ria para a execu��o dos elementos pr�prios do aparelho.

            Pode ser mantida com duas m�os em cada extremidade, no centro da corda, com uma das m�os no centro e outra na extremidade. Tamb�m pode ser utilizada a corda aberta ou dobrada em duas, tr�s ou quatro partes.

            Durante os giros nos balanceamentos e lan�amentos, a corda ser� segura pelas extremidades. Permita-se recebida, no retorno at� 5 cm das extremidades ou pontas.

            BALANCEAMENTO � Durante os movimentos balanceados da corda, se observa que a sua execu��o deve ser suave, controlada de maneira conduzida e sem deixar a corda tocar no solo ou em qualquer parte do corpo.

            Os balanceamentos s�o movimentos utilizados nos exerc�cios ou combina��es de movimentos, como elemento de impulso, entre os demais movimentos de maior grau de dificuldade. Podem ser executados com varia��es de planos: frontal, sagital e horizontal.

            Em v�rias dire��es para frente, para o lado e para tr�s, com p�s unidos e afastados, com ou sem deslocamento do corpo no espa�o. Os elementos com a corda balanceada requerem boa coordena��o e ritmo, controle nos manejos a fim de que a corda n�o apresente constantes ondula��es durante o seu trabalho. Para que o movimento tenha maior efici�ncia, � necess�rio que o corpo da executante trabalhe como uma totalidade, sendo bastante solicitadas as flex�es e extens�es das articula��es t�bio-t�rsica, dos joelhos e coxofemoral, acompanhadas de inclina��es balanceadas do tronco.

 

Alguns trechos do �ltimo lan�amento de Daisy Barros e Giurga Nedialkova:

- Gin�stica R�tmica: Exerc�cios com Corda.

 


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