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- Revista Eletr�nica
INFORMATIVO GRD - ANO III - Edi��o 06 - |
A Gin�stica
R�tmica � uma das mais novas modalidades desportivas. Caracteristicamente
feminina, � regularmente pela Federa��o Internacional de Gin�stica (FIG) a
partir do ano de 1963, apresenta
dois tipos de competi��o � individual e conjunto � compostos de exerc�cios
ou movimentos encadeados contendo passos, corridas, saltos, saltitamentos, giros
e equil�brios, executados em v�rias dire��es. Estas provas exigem da ginasta
a demonstra��o de suas qualidades de coordena��o e destreza, aliadas �
estreita inter-rela��o entre o dinamismo, amplitude e ritmo dos movimentos.
Possui dimens�o expressiva e requer criatividade.
Como express�o g�mnica � uma
atividade f�sica/art�stica com a��es de movimentos regulamentadas pela
Federa��o Internacional de Gin�stica � C�digo de Pontua��o (2001 �
2004).
CORDA
A corda � um dos aparelhos de grande import�ncia nos programas de
inicia��o de crian�as e adolescentes � Gin�stica R�tmica. � utilizada nos
processos pedag�gicos em diferentes n�veis de treinamento desta modalidade
desportiva.
Sua aplica��o � voltada para o
desenvolvimento das capacidades f�sicas de base, tais como o desenvolvimento da
for�a, flexibilidade, resist�ncia, tempo de rea��o, velocidade. Suas
estruturas psicomotoras como o ritmo, coordena��o da din�mica geral, coordena��o
viso-segmentar, lateralidade, equil�brio s�o resultantes de sua aplica��o e,
principalmente, as diferentes formas de locomo��o, manipula��o e t�nus
corporal.
Em suma o trabalho com aparelho corda,
visa � melhoria da forma f�sica principalmente da resist�ncia cardiovascular
e performance de movimentos.
A corda � um aparelho gin�stico
ligeiro que pela sua velocidade de execu��o leva � rapidez dos movimentos da
executante.
Entre os Jogos Tradicionais, desde
tempos remotos, o saltar corda emitindo cantos, palavras ou n�meros era mito
popular na Inglaterra e Fran�a. Mencionado em v�rios livros como atividades
favoritas de jovens � mo�as e rapazes � no s�culo XVII, apontava como
vencedor aquele que conseguisse saltar o maior n�mero de vezes sem interrup��o.
Foi introduzida como aparelho oficial
da Gin�stica R�tmica pela FIG, em 1967, no III Campeonato do Mundo em
Copenhague, com uma s�rie de exerc�cios (composi��es) obrigat�rios.
Posteriormente, o aparelho corda
figurou em todas as competi��es individuais como exerc�cio livre, tendo sido
introduzido pela primeira vez em 1973 nos exerc�cios de conjunto, no VI
Campeonato do Mundo em Rotterdan. Apresentou-se com seis ginastas competindo com
seis cordas. Em Madrid no VII Campeonato do Mundo, foi inclu�da a corda no
programa de conjunto tr�s cordas e tr�s bolas com seis ginastas.
Atualmente o material adotado para sua
confec��o � preferencialmente sint�tico, de nylon. Por�m o sisal ou c�nhamo
sempre foram utilizados em diferentes culturas. A corda deve apresentar leveza e
flexibilidade, ter um di�metro uniforme, pode apresentar na sua
na sua parte central, um refor�o mais espesso, desde que seja de
material id�ntico. Seu comprimento � sempre,, proporcional a altura da
ginasta.
As extremidades, podem ser simples ou
apresentarem um ou dois n�s em cada ponta. � permitido uma
empunhadura de material antideslizante, no m�ximo de 10 cm, de cor
livre. A corda parcialmente ou em sua extens�o total pode ter cor natural ou
cores variadas.
O exerc�cio individual de corda, tem
dura��o entre um minuto e quinze e um minuto e trinta segundos. No exerc�cio
de corda em conjunto, tem o tempo de dura��o entre dois minutos e quinze e
dois minutos e trinta segundo. Combinam os saltos, saltitamentos e lan�amentos
da corda, juntamente com variantes de passos de dan�a, giros e piruetas. Os
elementos corporais s�o acompanhados por m�sica viva e adequada aos gestos e
movimentos da composi��o.
Durante a manipula��o o aparelho
deve ser seguro nas extremidades, entre o dedo polegar e o dedo indicador, com
os bra�os e cotovelos mantidos estendidos. OS movimentos devem ser cont�nuos,
de maneira que a corda se apresente
constantemente em movimentos fluentes, sem contatos involunt�rios no solo ou no
corpo da ginasta. A for�a e velocidade imprimidas interatuam na execu��o dos
movimentos de forma lenta e ampla da corda, enquanto os movimentos r�pidos
caracterizam-se pela execu��o veloz e curta.
No decorrer dos trabalhos o desenho da
corda deve ser n�tido e preciso. O aparelho ser� mantido ligeiramente
estendido para permitir toda mobilidade e flexibilidade necess�ria � execu��o
dos movimentos.
Consideram-se movimentos conduzidos os
impulsos, balanceamentos, v�us (voiles), movimentos em �oito� e circundu��es.
As rota��es, lan�amentos e saltitamentos s�o caracterizados como movimentos
din�micos.
A velocidade da corda � obtida com giros ou rota��es simples e giros duplos da corda. Os giros ou rota��es se efetuam para frente, para tr�s ou lateralmente.
A
amplitude dos movimentos � relacionada a velocidade dos saltos e saltitos, se
executados em ritmo lento nos saltos e r�pidos nos saltitos. Em cada volta
lenta da corda, os bra�os se estendem verticalmente. Nos saltos em ritmo mais
acelerado, a corda quase sempre trabalha estendida e paralela ao solo. Pode-se
utilizar o aparelho em todo o seu comprimento, ou dobrado em duas, tr�s ou
quatro vezes. Tamb�m pode ser seguro com as duas m�os ou apenas com uma das m�os,
ou ainda seguro nas duas extremidades ou em uma das extremidades. A ponta dos
dedos �ndice e polegar devem estar freq�entemente em contato com o aparelho.
Somente durante a execu��o h� possibilidade de ser enrolada a corda no
tronco, bra�o, perna ou m�os, como varia��o do manejo do aparelho.
ELEMENTOS T�CNICOS DE BASE
Grupos T�cnicos
Corda aberta, segura pelas duas m�os, girando para frente, para tr�s ou lateralmente, com saltos por dentro da corda.
Corda aberta, segura pelas duas m�os, girando para frente, para tr�s ou lateralmente, com saltitamentos por dentro da corda.
Lan�amentos e recupera��o.
Balaceamentos
Circundun��es
Movimentos em oito
V�u (Voiles)
� poss�vel executar, com a corda, movimentos de enrolar, de espirais e de batida no solo. Os trabalhos realizados com a corda dobrada ou em n�, n�o s�o t�picos deste aparelho e portanto n�o devem predominar na composi��o.
PROCESSOS
PEDAG�GICOS
No in�cio da aprendizagem deste trabalho, as praxias pedag�gicas s�o assinaladas primeiramente atrav�s dos OUTROS GRUPOS de elementos, classificados no C�digo de Pontua��o. Desta forma o executante ir� aprender a ter dom�nio do movimento coordenado entre o trabalho corporal e a domin�ncia dos movimentos com aparelho.
As praxias empregadas de elementos caracterizados como movimentos circulares, fundamenta-se na biomec�nica de movimento, fixando-se nas regi�es esc�pulo-umeral, regi�o dos cotovelos e punho. Quando se exige movimento de rota��es com a corda, isto �, de giros da corda, o movimento arte do punho e dedos. Pode-se realizar elementos com a corda aberta de forma simples ou com a corda dobrada em partes.
A corda deve ser segura levemente, de modo que tenha toda a mobilidade necess�ria para a execu��o dos elementos pr�prios do aparelho.
Pode ser mantida com duas m�os em cada extremidade, no centro da corda, com uma das m�os no centro e outra na extremidade. Tamb�m pode ser utilizada a corda aberta ou dobrada em duas, tr�s ou quatro partes.
Durante os giros nos balanceamentos e lan�amentos, a corda ser� segura pelas extremidades. Permita-se recebida, no retorno at� 5 cm das extremidades ou pontas.
BALANCEAMENTO � Durante os movimentos balanceados da corda, se observa que a sua execu��o deve ser suave, controlada de maneira conduzida e sem deixar a corda tocar no solo ou em qualquer parte do corpo.
Os balanceamentos s�o movimentos utilizados nos exerc�cios ou combina��es de movimentos, como elemento de impulso, entre os demais movimentos de maior grau de dificuldade. Podem ser executados com varia��es de planos: frontal, sagital e horizontal.
Em v�rias dire��es para frente, para o lado e para tr�s, com p�s unidos e afastados, com ou sem deslocamento do corpo no espa�o. Os elementos com a corda balanceada requerem boa coordena��o e ritmo, controle nos manejos a fim de que a corda n�o apresente constantes ondula��es durante o seu trabalho. Para que o movimento tenha maior efici�ncia, � necess�rio que o corpo da executante trabalhe como uma totalidade, sendo bastante solicitadas as flex�es e extens�es das articula��es t�bio-t�rsica, dos joelhos e coxofemoral, acompanhadas de inclina��es balanceadas do tronco.
Alguns
trechos do �ltimo lan�amento de Daisy Barros e Giurga Nedialkova:
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Gin�stica R�tmica: Exerc�cios com Corda.
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