Revista Eletrônicaa INFORMATIVO GRD - ANO V Edição 09 - Janeiro / Junho- 2004
Rio de Janeiro, 15 de maio de 2004.

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A GINÁSTICA RÍTMICA E AS ESTRUTURAS PSICOMOTORAS

  Prof.a. Dr.a Daisy Barros (Brasil)
Prof.a. Giurga T. Nediakova (Bulgária)

 

         As estruturas psicomotoras na iniciação da Ginástica Rítmica são desenvolvidas por meio da realização de movimentos especializados, objetivando a atividade propriamente dita. Assim, o trabalho de base na Ginástica Rítmica tem como objetivo possibilitar a linguagem do corpo pela utilização dos movimentos naturais estimulados pela criatividade.

         O aprimoramento de técnicas específicas psicopedagógicas proporciona a realização de movimentos característicos essencialmente gímnicos. Esses movimentos são considerados na Ginástica Rítmica como Grupos de Elementos Corporais subdivididos em Elementos Fundamentais – saltos pivôs, equilíbrios e os movimentos de flexibilidade e ondas. São os elementos denominados de Outros Grupos – os deslocamentos, os saltitamentos, os balanceamentos, circunduções e os giros, além dos elementos pré-acrobáticos e acrobáticos - que enriquecem as ligações entre os movimentos e tornam, por meio de habilidades e destrezas com os aparelhos manuais, a Ginástica Rítmica um desporto espetacular repleto de harmonia, graça e beleza.

         Pode parecer complexo a execução e a interligação dos movimentos que traduzem este desporto artístico, porém a materialização das estruturas psicomotoras facilita o processo de internalização e realização dos movimentos.

         A inter-relação entre a Ginástica Rítmica e a Psicomotricidade fundamenta-se pelas ações integradas das estruturas psicomotoras com os movimentos orgânicos-naturais, tais como: (i) locomoção – andar natural, andar ginástico, corrida natural, corrida estilizada, passos rítmicos (valsa, “"chassé"”, polca), balanceamentos, giros, saltitamentos, saltos, rolamentos, elementos pré-acrobáticos e acrobáticos; (ii) manipulação – formas de preensão nos aparelhos manuais específicos: corda, arco, bola, maças e fita. Possuem características próprias nas variadas formas de tocar, bater, empurrar, lançar nas ações de rolar (bola, arco, maças), quicar (bola, arco), lançar e receber (todos os aparelhos), desenhar formas (fita e corda), deslizar (todos os aparelhos), executar movimentos assimétricos (maças), batidas rítmicas (bola, maças); (iii) organização espaço-temporal – variadas formas de deslocamentos do corpo no espaço determinadas pela manipulação dos aparelhos manuais ou não; (iv) coordenação viso-segmentar – todas as formas de manipulação com os aparelhos manuais inter-relacionadas com o olhar, o movimento do aparelho e a preensão;  (v) a coordenação da dinâmica geral – compreensão da inter-relação do trabalho total do corpo com a harmonia dos movimentos e o controle dos aparelhos; (vi) tônus corporal – caracterizado pelo equilíbrio e harmonia nas ações de forma consciente, intencional e sensível; (vii) ritmo – que se manifesta pela interpretação emocional e expressiva dos movimentos interligados com a música; (viii) relaxamento ou relaxação – pelo equilíbrio das tensões por meio das técnicas respiratórias no decorrer das ações coreográficas e o estado psíquico da executante.

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Do livro A. B. C. da Ginástica. Grupo Palestra Editora. Rio de Janeiro. 1999.
Prof.ª Dr.ª Daisy Barros (BRA)
Prof.ª Giurga T. Nedialkova (BUL)

(Em lançamentos SportsGym, no site 
do G.R.D. Clube, você encontra mais 
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