Revista Eletrônica INFORMATIVO G.R.D.  
- ANO IV - Edição 08 - 
Agosto a Dezembro de 2003. 
Rio de Janeiro, 07 de novembro de 2003.
http://www.geocities.com/grdclube
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EDUCAÇÃO  FÍSICA  ESCOLAR

(A Educação  Psicomotora no Ensino Básico)  

Professores Doutores 
Daisy Barros 
Darcymires do Rêgo Barros

A Educação Física pode ser definida como ação psicomotora exercida pela cultura sobre a natureza e o comportamento do ser humano. Ela diversifica-se em função das relações sociais, das idéias morais, das capacidades e da maneira de ser de cada um, além de seus valores. Como um dos elementos da Educação  deve submeter-se às vicissitudes  impostas pela história da natureza humana, da qual o pensamento, as emoções, as crenças, as concepções e representações do ser humano são tributários.

A Educação Física é, pois, um fenômeno cultural que consiste em ações psicomotoras exercidas sobre o ser humano de maneira a favorecer determinados  comportamentos e emoções, permitindo, assim, as transformações.

A  diversificação das condições  sociais  em  cada  nível  escolar, e o  respeito  à individualidade das crianças em  cada processo de aprendizagem de gestos e movimentos, estão sujeitos ao  ritmo de aprendizagem e às peculiaridades das relações sociais que existem entre  os  integrantes  de  cada  grupo ou classe escolar.

Nas aulas de Educação Física Escolar na Pré-Escola, o professor de Educação Física ou a própria professora de classe posicionam-se nos seguintes dilemas:

 

O que ensinar ?  - Quando ensinar ?  - Como ensinar ? - O que, como e quando avaliar ?

Essas quatro questões fundamentais do desenho curricular básico podem ser analisadas da seguinte maneira:

O que ensinar ? - Esta questão proporciona informações sobre os objetivos e conteúdos do ensino.

Quando ensinar ? - Procura facilitar a maneira de seqüênciar  e ordenar os   referidos  objetivos e conteúdos.

Como ensinar ? - Abrange as atividades que vêm determinadas pelo Planejamento das atividades do processo e ensino/aprendizagem que nos permite atingir os objetivos propostos.

O que, como e quando avaliar ? - Implica comprovação e obtenção dos objetivos determinados. A criança joga, brinca, dança, constrói seu mundo de fantasia por meio de um dinamismo interno, ignorando as reflexões que os adultos realizam em torno de sua pessoa.

Para melhor conhecer cada criança e seu comportamento dentro do grupo, bem como suas necessidades, seus interesses, suas possibilidades de realização das tarefas e suas reações em diferentes situações problemas, são utilizadas várias formas de avaliação.

Assim, pode-se deduzir o que avaliar:   os comportamentos  das crianças, as formas variadas de ações, as atitudes do professor e seus efeitos sobre as ações.                  

Quem  se avalia ?  Uma criança, várias crianças, o grupo em movimento na sala de aula, nas atividades livres no recreio, nas aulas de Educação Física. O professor, as interações professor e alunos, as interações alunos entre si, bem como o meio ambiente envolvente e as variadas situações encontradas.

 

PRINCÍPIOS PSICOPEDAGÓGICOS

As respostas dessas questões podem ser determinadas por diferentes concepções  psicopedagógicas presentes em toda intervenção educativa.

a)  Da necessidade de partir do nível de desenvolvimento da criança: Isto indica  que  toda  intervenção  educativa  deve  ser  considerada  pela capacidade  cognitiva  e  de  adaptação  da  criança,  pelos  níveis  de aprendizagem e experiência individual. A cada nível de desenvolvimento se observa que a aprendizagem deve ser adequada ao tipo de movimento e de linguagem.

b)   Da necessidade de assegurar-se a construção de aprendizagens significativas: em processos de ensino/aprendizagem serão apresentadas situações que partem da aquisição de conhecimentos de caráter meramente memorizante até a assimilação de novas experiências inter-relacionadas com as vivências já adquiridas.

Se a aprendizagem nova se assimila e se integra às estruturas adquiridas, será  realizada uma relação significativa que implicará a modificação da referida estrutura. Esta, por sua vez, levará ao  processo de aprendizagem sólida e duradoura, diferente da aprendizagem repetitiva e mecânica.

c) Da necessidade de estabelecer objetivos prioritários em toda intervenção educativa, possibilitando que o aluno realize aprendizagens significativas por si mesmo.

Isto implicará na aquisição e desenvolvimento de estratégias cognitivas e psicomotoras que facilitem a construção da aprendizagem de parte da criança.

Deve-se, portanto, facilitar os processos de memorização compreensiva por meio da realização de gestos e movimentos adequados, bem como de organização, regulação e planejamento de forma autônoma das aprendizagens.

d) Os processos de aprendizagem devem partir da própria atividade da criança, de forma natural, espontânea e criativa, analisados como um projeto pedagógico, resultante de três forças ou de três parâmetros que são estreitamente inter-relacionados: (i) a popularidade da criança no grupo; (ii) as condutas individuais e no grupo e (iii) as imagens do EU e dos outros.  Com isso, será possível formar na criança a verdadeira noção de socialização e levar ao prof. a compreensão das relações que cada criança estabelece com cada um de seus semelhantes, a fim de poder melhor realizar suas intervenções pedagógicas. 


 

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Agosto a Dezembro de 2003. 
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