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Revista Eletrônica INFORMATIVO G.R.D.
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CLUBE ESCOLAR
Prof.a.
Mestre Marise Palmeira de Carvalho
INTRODUÇÃO
Os Clubes Escolares são valorizados como atividades recreativas e de lazer que contribuem para o desenvolvimento integral da criança. É um programa de extensão de ação educativa, supervisionado pelo Projeto Educativo de cada Estabelecimento de Ensino.
Com a moderna tecnologia, o preenchimento das horas livre das crianças com as atividades ao ar livre deram lugar à massificação da imobilidade por meio de programas de televisão, do vídeo game, do computador e outros produtos eletrônicos. Eles levaram às crianças mudanças de suas características infantis, criando uma nova geração desinteressada pelas atividades físicas em suas horas de lazer.
O Clube Escolar possibilita o resgate das atividades recreativas, artísticas, expressivas e desportivas que tanto contribuem para que a criança se desenvolva de forma harmoniosa e saudável.
É um programa de ação educativa realizado fora do horário escolar e desenvolvido em diversos espaços da escola, sob a ação integrativa de professores e alunos. O projeto tem como objetivo estimular as atividades desportivas, de acordo com as condições de instalações da instituição de ensino. Favorece a livre organização, a descoberta de lideranças, o estímulo ao trabalho coletivo, sob a orientação do professor de Educação Física, principal elo entre o Clube Escolar e o Educandário em que as atividades desportivas, recreativas, artísticas são realizadas nas horas livres e de lazer.
As crianças apresentam perfis intelectuais diferentes e múltiplas capacidades em áreas de conhecimento, combinadas entre si. A principal meta desse projeto é elaborar um conjunto de atividades recreativas, na busca em desvendar competências individuais integrativas, onde cada participante possa vivenciar desafios e desenvolver sua capacidade de resolução de problemas.
Este programa educativo deve ser planejado e aplicado sob o enfoque da pedagogia centrada na criança, ser capaz de atender suas necessidades de movimentos e criatividade, respeitando as potencialidades de cada faixa etária.
Tais projetos contam com um somatório de profissionais especializados, sob a supervisão de professores de Educação Física que juntamente com os alunos, organizam atividades desportivas de recreação e de lazer, com apoio de professores de outras áreas.
Contudo, o Clube Escolar pretende estimular o potencial da criança em horários extraclasses distribuídos em oficinas, onde vivenciam atividades que desenvolvem a diferente linguagem corporal, expressiva, artística e criativa.
Objetivos
gerais:
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Favorecer o desenvolvimento
integrativo das funções psicomotoras, afetivas e sociais;
·
Proporcionar a experimentação e
a sensibilização por meio de diferentes linguagens artísticas;
·
Estimular a descoberta e o
desenvolvimento de habilidades artísticas e desportivas;
·
Favorecer o conhecimento e a
valorização da cultura brasileira;
·
Estimular situações de
solidariedade, companheirismo e identificação com o próximo.
Após a eleição da Chapa, a Diretoria do Clube Escolar escolherá os alunos candidatos que irão compor a coordenação das atividades programadas. Toda a realização dos trabalhos será sempre supervisionada por um Professor de Educação Física, Artes e qualquer das disciplinas teóricas. Entretanto, caberá a Supervisão Geral ao Professor de Educação Física integrados com os demais professores de classe.
Metodologia
Uma boa educação de base depende o futuro e a formação da identidade da criança. A condição mais favorável para o desenvolvimento harmonioso em nível infantil é a liberdade em atmosfera lúdica.
O projeto recreativo de Clube Escolar possibilita integração contínua e gradativa ao definir competências corporais e artísticas que favorecem a criatividade, responsabilidade e respeito. Partindo do pressuposto de que a criança constrói sua personalidade, o programa está baseado no conceito de livre opção, movimento e trabalho criativo, numa inter-relação entre o corpo vivido e o mundo lúdico, desenvolvendo talentos e potencialidades.
As Danças, sob a orientação de uma ou duas professoras de Dança ou de Educação Física, ministrará os brinquedos cantados, as danças folclóricas, brincadeiras infantis e outras.
As atividades de artes visuais devem propiciar vivências na linguagem artística e plástica em que os professores de Artes, integrados com os demais professores, poderão utilizar material reciclado.
Os Jogos Tradicionais e os Jogos Aquáticos serão aplicados por professores de Educação Física.
As modalidades desportivas regidas por professores de Educação Física integrados com os demais professores de classe serão aplicadas sob forma de iniciação até ao desporto propriamente dito, em caráter cooperativo e competitivo.
Estratégias:
Cada criança terá 3 (três) aulas durante 3 (três) horas por semana, podendo escolher 2 (duas) atividades diferentes, mudando a cada semestre conforme desejarem explorar outras formas de atividades.
Os professores se encarregam da integração dos grupos conforme o interesse de colaborar, aprender ou solicitar o outro grupo.
Estruturas
da Escola:
Quadra polidesportiva
Piscina 20 metros.
Ginásio coberto.
Sala de Artes e de Dança.
Recursos:
Materiais para artes visuais e plásticas (papel de diferentes cores e texturas, lápis cera, lápis de cor, cola, tesoura, cola colorida, tintas guache e plástica, argila, areia, massinha colorida, pincéis de diversos tamanhos, e outros materiais para explorar outras formas de artes.
Colchonetes, cones, arcos e cordas de diversos tamanhos.
Bolas de FutSal Infantil, de Handebol Infantil e de Voleibol Infantil.
Piões coloridos e bolas de gude
Mesa de Ping-pong, raquetes e bolas.
Jogos de Dominó e de Dama.
Petecas coloridas
Bolas, arcos e outros materiais flutuantes.
Aparelho de som.
Arcos de ginástica, pneumáticos.
Bancos suecos e outros, de acordo com as atividades a serem programadas.
Existem poucas obras bibliográficas referentes ao assunto, daí a tomada de informação em entrevistas com professores de Educação Física e de Artes que exerciam docência nas décadas de 50 a 70 no antigo Distrito Federal e no Estado da Guanabara. Não se pode considerar uma novidade ou nova alternativa a criação do Clube Escolar.
Em 1954, o Professor Alfredo Colombo, Diretor da Divisão de Educação Física do Ministério da Educação e Cultura elaborou, com sua equipe composta dos professores Sebastião Cruz, Romeu de Castro Jobim e Yésis Amoedo y Passarinho, os regulamentos básicos sobre os Jogos Escolares Nacionais e Regionais, além da criação de Clubes Escolares. Pouca divulgada tal iniciativa, apesar de haver algumas ações isoladas dos estados ou tentativas de apresentar sempre como novidade por dirigentes posteriores.
Em agosto de 1985, a Secretaria de Educação Física e Desportos do MEC, sob a direção do Dr. Bruno da Silveira e a coordenação do Prof. Ruthênio de Aguiar, foi realizado o II Encontro Nacional do Desporto Escolar e Belo Horizonte a fim de estabelecer a Política de Ação com a implantação e dinamização do Desporto Escolar.
A regulamentação do Desporto Escolar pelas portarias 001/82 e 013/85 perdeu seu efeito após a criação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional em 1996.
O projeto de Clube Escolar ficou no esquecimento. Atualmente existe um projeto de Clube Escolar em 12 escolas no Município do Rio de Janeiro, que funciona com a participação total dos professores, ficando a criança sujeita às determinações dos mesmos, sem participação política e sem participação da organização do Clube.
Ainda nos dias de hoje discute-se e procura-se apresentar modelos de Clube Escolar. Sua importância pela participação integrada dos alunos, professores e comunidade continua a merecer dos educadores importância fundamental na formação do cidadão e desportista.
BIBLIOGRAFIA
GOUVÊA, Ruth. Recreação. Rio de Janeiro. Editora Agir, 1963.
RÊGO BARROS, Darcymires. A Educação Física e o Projeto de Educação. Palestra proferida no II Encontro Nacional do Desporto Escolar. Belo Horizonte, 1985.
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