Revista Eletrônicaa INFORMATIVO GRD - ANO V Edição 09 - Janeiro / Junho- 2004
Rio de Janeiro, 14 de março de 2004.

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AS DIFERENÇAS ENTRE O CÉREBRO FEMININO
E O CÉREBRO MASCULINO

 

Serge Ginger
Psicólogo clínico
Membro da Societé Française de Gestalt  

  Tradução de Darcymires do Rêgo Barros

Este texto parece ser bem interessante uma vez que desperta a atenção 
para os problemas de ensino entre alunos masculinos e femininos; o professor não sendo o todo poderoso, deve observar os aspectos hereditários e congênitos!.

 

Segundo Serge Ginger, as palavras pronunciadas numa conferência não são entendidas de maneira idêntica por homens e mulheres. Para ele, com ampla variação individual, 20% dos homens têm um cérebro “feminino” e 10% das mulheres possuem um cérebro masculinizado.

As mulheres compreendem melhor as pessoas, pois utilizam os dois hemisférios integrados, enquanto os homens escutam essencialmente com o hemisfério esquerdo que é verbal, lógico e ainda crítico.

A mulher mobiliza ao mesmo tempo o hemisfério esquerdo e o direito, tendo muita importância a atuação de seu corpo caloso, o que lhe possibilita  realizar muitas tarefas simultaneamente. Quando as palavras pronunciadas são coloridas de emoção, são percebidas subjetivamente através de desejos e crenças, valores éticos e sociais, como por exemplo, feministas, as mulheres entendem o dito, sobretudo como é dito: elas são mais sensíveis às inflexões da voz do orador, ao ritmo de sua respiração, etc.

Esta proeminência de audição e de escuta subjetiva entre as mulheres, nada mais é do que um detalhe – uma vez que o interesse principal reside no fato de como ela se manifesta entre nós, aqui e agora. Realmente, pertencemos a duas espécies diferentes.  

CÉREBRO ESQUERDO E CÉREBRO DIREITO

  Todos os pesquisadores em neurociência atualmente estão de acordo em considerar que:

Desta forma, a mulher é portadora da verbalização e da comunicação, enquanto o homem está centrado na ação e na competição.  
Por exemplo, nas escolas maternais, numa classe de 50 minutos, as meninas falam 15 minutos e os meninos 4 minutos – ou seja 4 vezes menos que elas. Enquanto os meninos são turbulentos (barulhentos – bagunceiros) 10 vezes mais em 5 minutos no lugar de 30 segundos.
Na idade de 9 anos as meninas apresentam, em média, 18 meses de avanço verbal sobre os meninos. Na idade adulta as mulheres falam ao telefone em média 20 minutos pelo menos... contra 6 minutos para os homens.

As mulheres têm necessidade de participar, comunicar suas idéias, seus sentimentos, suas emoções, enquanto o homem controla e retém os sentimentos: ele transmite as informações e pesquisa as soluções... e a mulher não se conforma em escutar.

Resumindo, a mulher é menos emotiva, mas ela se expressa com desvantagem, enquanto o homem é na realidade mais emotivo. Ele não expressa suas emoções  que jamais perde de vista, tanto na vida conjugal quanto na psicoterapia.

 

ORIENTAÇÃO

A mulher é orientada no tempo (cérebro esquerdo)

O homem é orientado no espaço (cérebro direito): a vantagem dos homens nos testes de rotação espacial em três dimensões é espetacular desde a infância.  
A mulher tem lembrança dos objetos e dos signos concretos: a vantagem das mulheres nos testes de lembrança e denominação dos objetos é nítida.  
O homem se orienta numa direção abstrata: ele pode cortar caminhos para encontrar sua viatura ou seu hotel.

 

OS ÓRGÃOS DOS SENTIDOS

Globalmente, a mulher é muito mais sensível: - mais sensível pelos órgãos dos sentidos, mas não emotivo.

Sua audição é mais desenvolvida, daí a importância das palavras suaves, do timbre da voz, da melodia da música.

As mulheres possuem o sentido de tocar até 10 vezes mais pelos receptores cutâneos por meio do contato: o ocytocine e a prolactina (hormônios da afeição e de carinhos) multiplicam suas necessidades de tocar e de ser tocada.

O olfato da mulher é bem mais fino: até 100 vezes mais em determinados períodos do ciclo.

Seu OVN (ÓRGÃO VÔMER-NASAL) verdadeiro sexto sentido químico e relacional que percebe os feromônios –traduz muitas formas de emoções: desejo sexual, cólera, crença, tristeza. Mais sensível entre as mulheres, seria o que se chama  “intuição”.

Quanto à visão, há a desvantagem de ser desenvolvida e erotizada entre os homens, daí o interesse e sua excitação pelas roupas,  maquiagem,  bijuterias, a erotização do nu, suas tendências pelas revistas pornôs. Entretanto, a mulher dispõe de melhor memória visual (reconhecimento dos rostos e ordenação dos objetos).

Os pesquisadores explicam as numerosas diferenças biológicas fundamentais entre homens e mulheres pela seleção natural ao longo de mais de um milhão de anos de evolução da espécie humana. Esta evolução adaptativa teria modelado nosso cérebro e nossos órgãos dos sentidos através de ações conjugadas dos hormônios e neurotransmissores.

O homem pré-histórico adaptado a caçar em grandes espaços, bem como a participar da guerra entre clãs e tribos, aplicando perseguição silenciosa na caça durante muitos dias, retornando depois para a gruta (sentido de orientação). Poucas trocas verbais: tendo-se calculado que no decorrer de toda sua vida um homem pré-histórico não havia encontrado nada mais do que cerca de  150 pessoas. O cérebro da mulher no mesmo espaço de tempo é adaptado à exploração, no sentido de se cuidar como progenitora e à participação verbal no quadro restrito da gruta. 

Desta forma, sob o plano biológico, os homens são programados para a competição, as mulheres para a cooperação.

Pode-se observar que o acompanhamento psicoterapeutico das pessoas com dificuldades é uma tarefa biologicamente feminina. Estas orientações seriam ainda ligadas à biologia (hormônios e neurotransmissores). Elas se constituem desde as primeiras semanas de vida intra-uterina e são relativamente pouco condicionadas pela educação ou pela cultura.

 

HEREDITÁRIO E ADQUIRIDO

As características dos seres humanos:

- Um terço (1/3) hereditário: cromossomos do núcleo da célula+hereditariedade mitocrondial proveniente da mãe.

- Um terço (1/3) congênito, adquirido notadamente durante todas as primeiras semanas de vida intra-uterina; o embrião é feminino os primeiros dias, assim a forma fundamental da espécie é a feminina (DURDEN-SMITH J. & DESIMONE, D (1983) e a masculinidade é uma lenta conquista hormonal e educativa).

Desta forma, a menina não é um menino que perdeu seu pênis (como supunha Freud), mas o menino é uma menina que ganhou um pênis. (A inveja do pênis é uma hipótese não verificada pela experiência: assim, entre os transexuais é onde se encontram cinco vezes mais homens desejosos de ser mulher, do que mulheres procurando ser homem)...

Durante as guerras, nascem duas vezes mais homossexuais homens! (o stress da mãe perturba seu equilíbrio hormonal intra-uterino).

As partes hereditária e congênita são importantes. Assim, entre os verdadeiros gêmeos jovens, se um for homossexual, o outro é também em 50 a 65% dos casos. Entre os falsos gêmeos pode-se constatar que durante 20-30% dos casos, seja duas vezes menos freqüente – no entanto 5 vezes mais do que constata em  25% a 30% dos casos. – 5 vezes mais do que a população geral. Assim, pode-se predizer a homossexualidade desde um ano de idade, em numerosos casos (LE VAY,1993).

-  1/3 adquirido: banho cultural, educação, exercícios ou treinamento, circunstâncias fortuitas... ou  psicoterapeuta.

De uma maneira geral, a correlação global dos tratos caracteriza-se:

                  50% para os verdadeiros gêmeos (hereditariedade);

                  25% para os falsos gêmeos (banho hormonal no útero);

                  10% para os irmãos e irmãs (educação) e próximo de 0% para as pessoas estranhas.

Pelas numerosas atitudes ou predisposições – tais como a inteligência, o dom pela música, o desporto e mesmo o otimismo se encontrariam nesses três terços (hereditário, adquirido no útero, adquirido durante a vida) em proporções de outras ligeiramente variáveis. Somente a herança de genes pessimistas ou otimistas poderia formular os resultados dessas pesquisas de diversas maneiras: (i) nossa característica é predeterminada desde o nascimento em cerca de 2/3 do ambiente; (ii) nossa característica se constrói em 2/3 durante a vida a partir da concepção.

Os hormônios

 Logo que vejam uma bola no solo, os meninos a chutam; as meninas a recolhem e aproximam a bola contra seu coração. Isto parece independente da educação e da cultura, estando diretamente ligado aos nossos hormônios.

 A testosterona (hormônio do desejo, da sexualidade e da agressividade, também conhecida como o hormônio da " conquista " - militar ou sexual) desenvolve (13):

* A força muscular (40 % de músculos entre os homens, contra 23 % entre as mulheres)

* A velocidade de reação e mesmo a impaciência (92 % dos motoristas que tocam freneticamente a busina são homens).

* A agressividade, a competição, o instinto de dominação (o macho dominante gera e mantém a qualidade da espécie)

* O endurance e a tenacidade;

* A cicatrização de feridas; a barba e a calvície;

* O lado direito do corpo (membros, dedos, estrias digitais – no decorrer do  4o. mês do feto).

* O homem é adaptado à caça em grandes espaços (assim como à guerra entre clans e tribos)  implicando uma perseguição muda durante muitos dias, depois o retorno para a gruta (sentido de orientação). Poucas trocas verbais: calcula-se que no decorrer de sua vida, um homem pré-histórico não havia encontrado mais de 150 pessoas.

* A visão de longe (ampla) - " teleobjetiva " para determinar qual o animal.;

* A precisão nos lançamentos;

* A orientação espacial (para reconduzir o produto da caça até a gruta).

* O gosto pela aventura, as experiências novas e os riscos. (os gênios, igualmente como os tolos são mais freqüentes entre os homens)

* A atenção em proteger  uma mulher mais jovens  ( sobretudo, quando  suscetível de procriar).


Os estrogênios desenvolvem:

* Os movimentos de precisão: a mulher pode dobrar facilmente cada dedo separadamente (Kimura,1999); ela é superior nos diversos testes de dexteridade;

* O lado esquerdo do corpo...e as estrias digitais do polegar esquerdo (Kimura,1999)

* A gordura (proteção e reserva para o bebê: 25% de gordura entre as mulheres, contra 15% entre os homens);

* A memória verbal (os nomes) e a memória de localização dos objetos, bem como a visão próxima (“grande angular” para proteger sua prole e toda intrusão estran’ha);

* A orelha: o leque de sua percepção é muito mais amplo e as mulheres cantam afinado seis vezes mais freqüentemente que os homens (Durdeen,1983); seu reconhecimento dos sons é bem melhor (entende e reconhece seu bebê);

* Ela reconhece  e descreve as cores com mais precisão (é o cromossomo X que é portador de cones necessários para a visão das cores);

* Seu odor é desenvolvido até 100 vezes mais, sobretudo em determinados períodos do ciclo;

* É atraída pelo macho dominante, forte e experiente, socialmente reconhecido (quanto menos jovem, mais suscetível de protege-la)


CONCLUSÃO

As numerosas pesquisas contemporâneas em neurociências confirmam de forma precisa certos dados tradicionais bem conhecidos. Eles orientam o trabalho quotidiano em psicoterapia (ou aconselhamento) de forma bem compreensiva, sobretudo no trabalho de acompanhamento de casais.

Exemplos concretos do impacto da neurociência que proporcionam estímulos aos psicoterapeutas:

< Escutar pacientemente uma mulher que se queixa, sobretudo em tentar ajuda-la na resolução dos problemas (atitude do macho muito orientada para a ação: no lugar da mãe, trata-la como seu pai!).

<  Observar na mulher a importância erótica de olhar para o homem;

< Observar no homem a importância do ambiente sonoro e olfativo junto à sua companheira, o efeito erótico da música e da voz, a riqueza em dividir as palavras;

< Estimular o conhecimento das doenças de risco: estas se curam mais rapidamente desde que as pessoas  estejam dispostas a um contato com o mundo exterior; estimulem atividades às pessoas idosas.Uma aposentadoria passiva induz ao envelhecimento rápido.

< Utilizar nas sessões de psicoterapia ambientes traquilos favoráveis aqo diálogo confidente, com relação a duas pulsões fundamentais: sexual e agressividade, geradas notadamente pelo hipotálamo e pela testosterona.

< Tratar com prudência as lembranças de abusos sexuais na primeira infância: seu efeito, a lembrança de uma cena, qualquer que seja ela, real ou imaginária, estão presentes na mesma localização cerebral e geram os mesmos processos mentais (40% de falsas lembranças – inconscientemente reconstituídas a partir de crenças ou de desejos);

< Mobilizar os lobos frontais, sede da responsabilidade e da autonomia (dizer “não”) daí a riqueza da terapia paradoxal.

Enfim, algumas lembranças e recordações:

A ADAPTAÇÃO BIOLÓGICA DA MULHER E SUA SUPERIORIDADE EM RELAÇÃO AO  HOMEM

Pesquisas realizadas em neurociência na Universidade de McCaster, Ontário, USAM – demonstraram que o cérebro da mulher possui o corpo caloso com milhões de fibras nervosas bem mais numerosas do que nos homens.

Alguns pesquisadores acreditam que essas diferenças anatômicas podem determinar as habilidades mentais em ambos os sexos. Não obstante, os trabalhos realizados na Alemanha e Áustria não confirmam estas diferenças.

Existem provas concretas de que as meninas aprendem a falar antes dos meninos, bem como nas mulheres a  recuperação cerebral é bem mais rápida, por ocasião de um AVC ou DVC do que nos homens.

O corpo caloso tem a função de estabelecer a comunicação entre os hemisférios cerebrais.

O hemisfério direito está relacionado com a percepção espacial e a arte. – Pensamento intuitivo, a inspiração artística...

O hemisfério esquerdo trabalha de maneira seqüencial, com respostas SIM/NÃO. Ativa a linguagem humana como porta-voz do cérebro e transmissor das inquietudes do hemisfério direito que chegam por meio do corpo caloso.

Desde 1861, Paul Brocca, cirurgião e antropólogo francês dedicou-se ao estudo do cérebro do ser humano. Descobriu que certas lesões em algumas zonas do hemisfério esquerdo provocavam anomalias na fala e na compreensão das palavras.

Muitos pesquisadores já concluiram que a habilidade mental tem um certo reflexo estrutural. Acreditam que o ambiente e a experiência reordenam e dispõem os neurônios em determinados momentos críticos da vida das pessoas.

Para eles a mulher possui superioridade verbal, embora não exista nos hemisférios qualquer indício da superioridade de um sobre o outro.

  *************

Conferência pronunciada pelo psicólogo  Serge Ginger no 10.o. Congresso da Associação Européia de Psicoterapia, em Moscou, em agosto de 2001 e em Viena, no 3.o. Congresso Mundial de Psicoterapia, em julho de 2002.

HOMENS

 MULHERES

Cérebro direito

 

Mais lateralizado=especializado – “compartimentado”

 

Orientados no espaço

 

Lógica espacial, orientação, rotação mental

Dom para a matemática

 

63 rapazes superdotados em matemática

Procuram caçar (caçador e guerreiro)

Uma bola no solo: chutam de imediato.

Visão de longe – teleobjetiva

Competição

Potência muscular: 40% - cicratização

Velocidade e impulsividade

Necessidade de movimento

Mais emotivo, mas reprimidos, emoções não expressadas

Interiorização

Visão desenvolvida e erotizada (roupas e maquiagem)

Percepção maior das formas e movimento

Olfato pouco desenvolvido, em geral.

Contato longe – visão

O homem se orienta (encontra o norte sem referências)

Necessidade de sexualidade para a intimidade.

Necessidade de agir e procurar as soluções

Necessidade de aventura e de risco (combate).

Experiência e aventura > gênios e tolos (criação).

Canhotos: 10% - 90% enuréticos

Menos tentativas de suicídios, maior número de sucesso em suicídios.

Cromossomo Y = o menor de todos

Concepção: aos 20 anos: 95 H em !00 F;

aos 80 anos= 58 H em 100 F

Defesas imunológicas fracas

Serotonina: acalma e inibe o homem

O SEXO FRACO!!

Cérebro esquerdo (+ o direito; corpo caloso mais importante)

 

Menos lateralizado: trabalho total do cérebro.

 

Orientados no tempo

 

Bom senso e lógica verbal, memória verbal

Desde 9 anos: 18 meses de avanço verbal sobre os rapazes.

 

Em 24.000 alunos – 0 superdotado

Sustentam a progenitora (mãe)

Uma bola no solo, tomam em seus braços.

Visão ampla – grande angular

Cooperação

Reserva de gordura; músculos:25%

Calma e paciência

Um hora de sono a  mais

Emotividade menos forte, mais tempo expressadas.

Exteriorização

Audição desenvolvida e erotizada (palavras, músicas)

Percepção maior das nuances das cores.

Olfato (até 100 vezes maior)

Procura o contato próximo (odores)

A mulher procura a referência (detalhes do itinerário)

Necessidade de intimidade para a sexualidade

Necessidade de falar e de ser entendida.

Necessidade de segurança (da ninhada)

 Equilíbrio e estabilidade da raça (conservação)

 Canhotas: 4%; 90%  bulímicas

Suicídio: muitas tentativas; poucas mortes.

 

Cromossomo X = maior de todos

Concepção: 140 rapazes para 100 meninas

 

Defesas imunológicas fortes (cérebro esquerdo)

Serotonina: excita a mulher

O SEXO FORTE!!!

Sexto sentido: química: feromônios, ao cérebro límbico (2 sexos).

inconscientes e inodores, ligados diretamente

 

BIBLIOGRAFIA:

ARON, Claude (2000) La Sexualité – Phéromones et désir – Paris: Odile Jacob (p.206).

BANDITER, Elisabeth (1992). XY, de l’identité masculine. Paris: Odile Jacob (p.315).

BRACONNIER, Alain (1996). Le sexe des émotions. Paris: Odile Jascob (p.210).

CREPAULT, Claude (1997). Le sexoananlyse. Paris: Payot.

CYRULNIK, Boris (1993) Les nourritures affectives. Paris: Odile Jacob (p.244) e demais livros.

DURDEN-SMITH & DESIMONE (1983). Sex and Brain. USA. Trad. Le sexe et le cerveau. Ottawa: éd. La Presse (p.270).

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GINGER, Serge (1995). La Gestalt, l’art du contact. Bruxelles: Guide de poche Marabout. 5a. edição 2001 (p.288). Capítulos 6 e 7 (pp.93-132).

GRAY, John (1998). Men are from Mars, Women are from Venus. Harper Collins (USA). Trad. Les hommens vinnnent de Mars, les femmes viennent de Venus.

JANOV, Arthur (2001) La Biologie de l’amour. Monaco: Le Rocher (p.378).

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KRAUSE-GIRTH, Cornelia (2001). La place des femmes dans la psychothérapie  (conferência em Frankfurt e Paris).

LE VAY, Simon (1994). Le cerveau a-t-il un sexe? Paris. Bibliot.scientifique Flammarion (p.230).

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PEASE, Allan & Barbara (2001). Why Men Don’t Listen and Women Can”t Read Maps. Orion. Trad. Pourquoi les hommes n’écoutent jamais rien et lês femmes ne savent pás lire les cartes routières. Paris: First éditions (p.430).

PLOMIN, R. et alli.(1997). Behavioral Genetics. Freeman & Co. New York.

VICENT, J.D. (1986). Biologie des passions. Paris: Odile Jacob (p. 352).

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