EM DEFESA DO SOCIALISMO

Il quarto stato (1901), onde o pintor Volpedo retratou com rara felicidade, a disposição dos trabalhadores em se tornarem sujeitos da história

A Internacional Socialista
Autor: Eugéne Pottier Música: Pierre Degeyter Versão: Tede Silva


De pé, ó vítimas da fome!


De pé, famélicos da terra!


Da idéia a chama já consome


A crosta bruta que a soterra.


Cortai o mal bem pelo fundo!


De pé, de pé, não mais senhores!


Se nada somos neste mundo,


Sejamos tudo, oh produtores!

 

 

 

Bem unidos façamos,


Nesta luta final,


Uma terra sem amos


A Internacional. 

 

 

 

 

Bem unidos façamos,


Nesta luta final,


Uma terra sem amos


A Internacional. 

 

 

 

 

Messias, deus, chefes supremos,


Nada esperemos de nenhum!


Sejamos nós quem conquistemos


A Terra-Mãe livre e comum!


Para não ter protestos vãos,


Para sair deste antro estreito,


Façamos nós por nossas mãos


Tudo o que a nós diz respeito!

 

 

 

 

  Bem unidos façamos,


Nesta luta final,


Uma terra sem amos


A Internacional.

 

 

 

 

 

Bem unidos façamos,


Nesta luta final,


Uma terra sem amos


A Internacional. 

 

 

 

 

Crime de rico a lei o cobre,


O Estado esmaga o oprimido.


Não há direitos para o pobre,


Ao rico tudo é permitido.


À opressão não mais sujeitos!


Somos iguais todos os seres.


Não mais deveres sem direitos,


Não mais direitos sem deveres!

 

 

 

 

Bem unidos façamos,


Nesta luta final,


Uma terra sem amos


A Internacional.

 

 

 

 

Bem unidos façamos,


Nesta luta final,


Uma terra sem amos


A Internacional. 

 

 

 

 

Abomináveis na grandeza,


Os reis da mina e da fornalha


Edificaram a riqueza


Sobre o suor de quem trabalha!


Todo o produto de quem sua


A corja rica o recolheu.


Querendo que ela o restitua,


O povo só quer o que é seu!

 

 

 

 

Bem unidos façamos,


Nesta luta final,


Uma terra sem amos


A Internacional.

 

 

 

 

Bem unidos façamos,


Nesta luta final,


Uma terra sem amos


A Internacional. 

 

 

 

 

Fomos de fumo embriagados,


Paz entre nós, guerra aos senhores!


Façamos greve de soldados!


Somos irmãos, trabalhadores!


Se a raça vil, cheia de galas,


Nos quer à força canibais,


Logo verá que as nossas balas


São para os nossos generais!

 

 

 

Bem unidos façamos,


Nesta luta final,


Uma terra sem amos


A Internacional.

 

 

 

Bem unidos façamos,


Nesta luta final,


Uma terra sem amos


A Internacional. 

 

 

 

 

Somos o povo dos ativos


Trabalhador forte e fecundo.


Pertence a Terra aos produtivos;


Ó parasitas, deixai o mundo!


Ó parasita que te nutres


Do nosso sangue a gotejar,


Se nos faltarem os abutres


Não deixa o sol de fulgurar!

 

 

 

Bem unidos façamos,


Nesta luta final,


Uma terra sem amos


A Internacional!

 

 

Bem unidos façamos,


Nesta luta final,


Uma terra sem amos


A Internacional. 

 


 

Os autores Eugène Pottier nasceu em Paris, em 4/10/1816, filho de um artesão embalador. Em 1830, durante a Revolução de Julho na França, escreveu a canção "Vive la Liberté". Trabalhou como desenhista de tecidos. "O mundo vai mudar de pele", escreveu durante a revolução de 1848. Integrou a seção francesa da I Internacional. Durante a Comuna de Paris, em março de 1871, foi eleito para administrar o 2º bairro de Paris. Quando a Comuna foi esmagada (mais de 35 mil comunardos massacrados), conseguiu fugir. Escreveu, no exílio, a letra d'A Internacional. Em 1880, com a anistia geral, voltou, doente, à França. Lenin o classificou como "o maior propagandista pela canção". Morreu em 6/11/1887. Pierre Degeyter nasceu na Bélgica em 8/10/1848 filho de um operário têxtil. Fundou em 1888 a Lyre des Travailleurs, um coro operário. Compôs a melodia d'A Internacional em 18 de junho de 1888, após ganhar de um companheiro o livro Cantos Revolucionários, de Pottier. Em 1920 Degeyter ingressou no PC Francês. Morreu em 26 de setembro de 1932.


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