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Info |
| Origem:
Suécia Formação: Johan Edlund (vocal e guitarra) Anders Iwers (baixo) Lars Sköld (bateria) Thomas Petersson (guitarra) Site oficial: http://www.churchoftiamat.com/ |
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Discografia |
| 1990 - Sumerian Cry 1991 - The Astral Sleep 1992 - Clouds 1994 - Wildhoney 1997 - A Deeper Kind of SSlumber 1999 - Skeleton Skeletron 2002 - Judas Christ 2003 - Prey |
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Biografia |
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| Discografia |
A
Winter Shadow 01.
A Winter Shadow
Sumerian
Cry 01.
(Intro) Sumerian Cry (Instrumental)
01.
Neo Aeon [Intro] [Instrumental]
Clouds 01.
In A Dream
01.
In A Dream
Wildhoney 01.
Wildhoney (Instrumental)
Gaia
01.
Gaia (video edit)
The Music
History of Tiamat Disc One - History Disc. 01.
Where The Serpents Ever Dwell
01.
Whatever That Hurts
01.
Cold Seed
Cold
Seed 01.
Cold Seed
Skeleton
Skeletron 01.
Church Of Tiamat Brighter
than the Sun 01.
Brighter Than The Sun
01.
For Her Pleasure (edit)
01.
Vote For Love Judas
Christ 01.
The Return Of The Son Of Nothing Tropic
of Venus Tropic
of Capricorn
01.
Cain (edit)
Prey 01.
Cain
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O principal nome por trás desta banda, que consegue ser amada e odiada intensamente, é Johan Edlund que, em 1987, deixou o posto de vocalista do grupo thrash metal Brainwarp para unir-se ao River's Edge, onde conheceria dois dos seus futuros parceiros: o guitarrista Stefan Lagergren e o baixista Anders Holmberg. Edlund ficou nesta banda por cerca de um ano e foi em busca dos seus objetivos formando o Treblinka (cujo nome foi "adotado" de um campo de concentração nazista da Segunda Guerra Mundial), onde assumiu as guitarras, e trouxe Holmberg, que passou a tocar bateria.
Lagergren acabou unindo-se ao Treblinka em 1988, apesar de não ter abandonado o River's Edge, formando o embrião final do que viria a ser o Tiamat. No baixo, Edlund contava com Jorgen Thullberg e, com esta formação, o Treblinka - que fazia um som semelhante ao Celtic Frost e ao Bathory - gravou duas demo tapes ("Crawling In Vomits" e "Sign Of The Pentagram"). Inicialmente, o grupo contava com um cantor que acabou não agradando por causa dos seus limitados dotes vocais. Seu nome nem foi registrado na história oficial da banda e Edlund foi convencido pelos outros parceiros e passou a cantar.
Com a segunda demo, o Treblinka já passou a tocar algo mais sombrio, com letras satânicas e um som bem mais pesado, tornando-se um dos primeiros nomes da cena death na Suécia, ao lado do Nihilist, Dismember e Therion. Após alguns poucos shows em clubes da região, o grupo lançou um single em vinil, "Severe Abomination", por um pequeno selo sueco, o Mould In Hell Records. Isso garantiu um contrato melhor com a gravadora britânica C.M.F.T., por quem o Treblinka gravou seu primeiro disco, "Sumerian Cry", em 1990. O ponto negativo para eles foi descobrir que já existia uma banda com o mesmo nome nos Estados Unidos.
Assim, às pressas, Edlund precisou alterar o nome da banda. A escolha precisava ter impacto e recaiu sobre Tiamat, nome de uma deusa do caos e de um dragão com cinco cabeças da série "Dungeons & Dragons" dos jogos de RPG. Resolvido o impasse, todos adotaram os tradicionais pseudônimos black/death metal: Edlund passou a assinar como Hellslaughter, Lagergren tornou-se Emetic, Thullberg ganhou o apelido de Juck e Holmberg o de Najse.
Durante dois anos, o Tiamat invadiu o mundo underground com vários shows e elogios em inúmeros fanzines e revistas do mundo. Mas o suporte da gravadora não agradava Edlund e a banda trocou de selo, aliando-se à Century Media. Nesta fase ocorreram as primeiras mudanças na formação, com a saída de Holmberg (substituído por Niklas Ekstrand) e a entrada de um tecladista convidado, Jonas Malmsten, e de um guitarrista solo, Thomas Petersson.
De casa nova, o Tiamat entrou em estúdio para gravar "The Astral Sleep", em 1991. A produção foi de Waldemar Sorychta e Siggi Bemm trabalhou como engenheiro de som no estúdio Woodhouse. O trabalho mostrou um considerável crescimento musical e lírico, com um death metal agressivo, mas já com passagens atmosféricas (reflexo direto da performance do tecladista), além de linhas de guitarra mais tradicionais. O resultado foi um som inovador para a época, fazendo do Tiamat o semeador das raízes do que em poucos anos seria chamado de doom metal. Nas letras também se notou a preocupação de Edlund em sair da mesmice, trocando os textos pseudo-satânicos por fortes referências à obra de grandes autores como H.P. Lovecraft.
Logo no começo de 1992 a banda ganhou outros membros efetivos. Kenneth Roos tornou-se o tecladista full time do Tiamat e Johnny Hagel deixou o Sorcerer para tocar baixo em lugar de Thullberg.
Com os novos músicos, Edlund voltou ao mesmo estúdio no meio do ano para gravar "Clouds", que foi inicialmente batizado de "In A Dream". Aclamado internacionalmente, o disco proporcionou muito espaço para o Tiamat na imprensa especializada ao redor do mundo, além de ter alcançado boas vendagens. O resultado da turnê que se seguiu foi o mini-CD "The Sleeping Beauty - Live In Israel", que trouxe cinco faixas gravadas ao vivo em Tel Aviv, em junho de 1993. Mais shows, mais cópias vendidas, mais fãs.
No entanto, Edlund estava descontente com a (falta de) progresso musical do seu grupo. Então, Petersson, Ekstrand e Roos foram sumariamente demitidos e o Tiamat prosseguiu apenas com o líder e com Hagel.
Algo muito diferente estava realmente se passando pela cabeça de Edlund. O futuro parecia muito incerto quando, em 1994, veio o golpe definitivo contra as amarras do metal extremo. "Wildhoney" chegou ao mercado supreendendo os velhos fãs com uma levada muito mais atmosférica, apesar de ter sido gravado no Woodhouse e com Sorychta na produção. Para muitos, este é até hoje o melhor disco do grupo, que mesclou a calmaria da música atmosférica com o psicodelismo e a loucura do Pink Floyd, mas mantendo as raízes metal. Faixas como "Whatever That Hurts", "Do You Dream Of Me?" ou "A Pocket Size Sun" quebraram todas as barreiras e iniciaram uma nova era.
A guitarra solo foi capitaneada por talentoso músico sueco, Magnus Sahlgren, enquanto Lars Skold foi contratado para tocar bateria. Os teclados ficaram à cargo de Sorychta, que acabou acompanhando a banda durante a tour, como convidado. A Century Media gostou do resultado e investiu em uma tour maior, além da produção de vídeos para "Whatever That Hurts" e "Gaia".
Com vendas extremamente representativas, "Wildhoney" foi Disco de Ouro na Alemanha. Mal 1995 começou e um novo EP foi lançado. "Gaia" trouxe vários remixes para faixas do disco anterior, além de um cover para a instrumental "When You're In", do Pink Floyd. Após o fim da tour, o grupo resolveu descansar, tiranto férias por quase um ano e meio.
Nesse intervalo, o ego de Edlund pareceu atingir seu clímax. Ele montou um estúdio caseiro com muitos computadores, o "Studio Wildhoney", para criar seus próximos discos. Até o final de 1996, praticamente todo o material do disco seguinte estava pronto. Entretanto, uma vez mais aconteceram mudanças na formação do grupo. Edlund decidiu que o Tiamat seria um projeto pessoal com músicos contratados para ajudá-lo apenas. Inconformado com isso, Hagel abandonou o amigo e formou o Sundown, junto com membros do grupo Cemetery. Skold aceitou a alteração e Petersson aceitou o convite para voltar, enquanto Anders Iwers, guitarrista do próprio Cemetery, foi contratado para o lugar de Hagel.
De janeiro a março de 1997, no entanto, Edlund e seus contratados voltaram ao Woodhouse (agora com Dirk Draeger como produtor) e gravaram o EP "Cold Seed", um trabalho que deixou bem claro que Edlund direcionou-se de vez para longe das barreiras gótico-metálicas. No mesmo ano o Tiamat lançou seu quinto disco, "A Deeper Kind Of Slumber", que mesclou com maestria os mais variados estilos musicais, com muitas partes fazendo alusão a alucinógenos, fato admitido por Edlund em várias entrevistas.
Este CD tornou-se o mais pessoal de Edlund, que repetiu a dose dois anos mais tarde em "Skeleton Skeletron", que trouxe um cover altamente intimista para "Sympathy For The Devil", dos Rolling Stones. Independente de não ser mais um conjunto e sim o projeto de um carismático músico, o Tiamat mantém suas raízes pesadas, apesar de insistir em expor sua arte sempre inovando e desprendendo-se de fórmulas pré-estabelecidas.
"Judas Christ" de 2002 contou novamente com o guitarrista Thomas Petersson e foi classificado pela própria banda como o trabalho mais comercial e acessível do Tiamat. As composições, porém, não perderam nada no quesito qualidade e o álbum é muito bem recebido pela crítica e pelos fãs não tão radicais.