PAnteão Thelemico

A primeira idéia a ser descartada quando se estudam as divindades telêmicas é a de que elas sejam, de fato, deuses. Antes de mais nada o telemita enxerga a divindade como a representação simbólica de um arquétipo inerente ao próprio Ser Humano. Desta forma os deuses do Panteão telêmico não são vistos como entidades externas e sim internas.

Outra característica do Panteão telêmico é ser aberto. Ou seja, algumas idéias principais são expostas na figura de um determinado grupo de divindades, aqui apresentadas. Entretanto sendo as divindades representações arquetípicas, toda e qualquer divindade, de qualquer mitologia é aceita como ferramenta de trabalho dentro de Thelema.

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Caos

Caos

Idéia irrepresentável do princípio básico de tudo. O Caos, tal como na mitologia grega, é a matriz de onde qualquer idéia, forma, etc. pode surgir. Diferente do Chaos conforme encontrado na vertente conhecida como "Chaos magick", possui um valor semelhante à possibilidade e não necessariamente a um rompimento.

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Nuit

Nuit


A deusa egípcia preenchida de estrelas, cujo corpo forma a abóbada celeste é a representação do Todo em um nível Macrocósmico. Sendo todo homem e toda mulher uma estrela, Nuit simboliza a união de toda a humanidade em nível espiritual. Costuma ser representada por um círculo.

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Hadit

Hadit

O globo solar alado de Hadit é a representação da individualidade, o Self. Simboliza a Serpente de Luz que deve se elevar para encontrar Nuit e assim alcançar a plenitude. O Sol interior, a fonte de toda a luz e sabedoria. Assemelha-se ao conceito do Logos.

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Horus


Horus

Horus é uma divindade dual, composta por Ra-Hoor-Khuit e Harpocrates. Ra-Hoor-Khuit é o deus de cabeça de falcão, simbolizando o Ser Humano em sua porção ativa, masculina, material. Harpocrates é a criança nascida no Reino dos Mortos, representado como um menino nú com o dedo indicador direito sobre os lábios, representando o Ser Humano em sua porção silenciosa, passiva, feminina.

Juntos eles perfazem a divindade solar Horus, que representa o Ser Humano íntegro, divinizado

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Osíris

Osíris

O deus egípcio dos mortos, que teve seu corpo destruído e espalhado pelo mundo e depois reconstruído por sua esposa Isis, representa o Ser Humano espiritualmente redivivo. Considera-se que o Ser Humano é composto de várias partes (corpo, mente, espírito) que encontram-se em um estado de desarmonia. Osíris simboliza, tal como em seu mito, a harminização destes componentes do Ser Humano pleno por força de um amor maior.

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Baphomet

Baphomet

Mais do que uma divindade, Baphomet é um dos maiores símbolos da Egrégora telêmica. Sua imagem é um complexo glifo de simbolismos alquímicos, herméticos, astrológicos, etc.. Dentro da filosofia telêmica, a imagem de Baphomet não possui qualquer correlação com o demônio, Satan ou similares.

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Pan

Pan

Este deus grego de extrema sexualidade representa o princípio masculino ativo e criador. É também uma simbologia para o Todo do Microcosmo. É o homem em contato com o seu eu instintual, O "pai de todos", o homem-besta, o religare entre o racional humano e o instinto natural presente em toda a criação.

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Babalon

Babalon

Representando o princípio feminino ativo é um arquétipo da mulher telemita, forte, decidida e capaz de comandar o mundo à sua volta. Sendo a representação de todas as mulheres, Babalon é uma deusa sem rosto mas normalmente "descrita" como uma mulher voluptuosa de cabelos vermelhos.

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