De
modo geral a escultura do período gótico estava associada à
arquitetura. Nos tímpanos dos portais, nos umbrais ou no interior das grandes
igrejas, os trabalhos de escultura enriqueceram artisticamente as construções
e documentaram na pedra, os aspectos da vida humana.
Os
portais da fachada de Saint-Denis e os admiráveis portais principais da
Catedral de Chartres trata-se, provavelmente, dos mais antigos e completos exemplos
da escultura gótica. A simetria e a clareza substituíram os movimentos
frenéticos e as multidões; as figuras não são mais
emaranhadas entre si, mas eretas e independentes, de modo que se visualiza muito
melhor o conjunto a grande distância. É particularmente admirável
o tratamento dado às ombreiras da porta, onde se alinham os de alinham
figuras esguias adossadas a colunas. Em vez de serem tratadas essencialmente como
relevos esculpidos na cantaria, ou projetando-se a partir dela, são na
verdade estátuas, cada qual com seu próprio eixo; pelo menos em
teoria, poderiam ser destacadas das colunas que lhes servem de suporte.
As
suas cabeças já possuem uma suavidade humana que evidencia a busca
por uma maior realismo.
Na Alemanha a arte gótica como a conhecemos até o presente, reflete um desejo de conferir aos temas tradicionais do cristianismo, um apelo emocional cada vez mais intenso, mas destinada a devoções particulares. A escultura gótica italiana, assim como a arquitetura, ocupa um lugar a parte em toda a Europa. Iniciou-se provavelmente no extremo sul, na Apúlia e na Sicília, que tinham preferências que favoreciam ao estilo clássico.