Fé dos Sete

          É a religião praticada pela maioria em Westeros. Foi introduzida pelos Ândalos, um povo ancestral que invadiu o continente milênios antes do início da saga. A crença está fundamentada no culto a Sete, uma divindade que tem 7 faces: Pai (julgamento), Mãe (criação), Donzela (inocência), Guerreiro (coragem), Ferreiro (habilidade), velha (sabedoria) e estranho (morte). Nesse aspecto, a religião majoritária em Westeros se assemelha bastante à cabala judaica, que enxerga em Deus 10 atributos acessíveis aos homens.
          A Fé dos Sete também alude ao dogma católico da santíssima trindade (pai, filho e espírito santo) e a sua estrutura lembra a da Igreja Católica. Há um clero formado por septões (sacerdotes que rezam para o Pai) e septãs (que oram pela Mãe). O "papa", chamado de Alto Septão, lidera um conselho nos moldes do Colégio de Cardeais do Vaticano.

Deuses Antigos

          Predominante no norte do continente, essa talvez seja a crença mais ancestral de Westeros. Diz a tradição que os Deuses Antigos eram cultuados pelos Filhos da Floresta, que já habitavam a terra antes da chegada dos Primeiros Homens. A religião é pacífica e não tem clero nem livro sagrado. Parece-se com os cultos animistas da África, que enxergam alma nos elementos da natureza. O barulho do vento e das folhas no chão, por exemplo, é considerado uma manifestação divina.
          Os xamãs, chamados Videntes Verdes, têm poderes mágicos e se comunicam com os animais. As rezas e os casamentos são feitos diante de árvoressagradas, os represeiros. Conhecidas como "árvores-coração", elas exibem no tronco um rosto entalhado pelos Filhos da Floresta. Os Deuses Antigos só se manifestam onde o rosto pode "ver". Como muitas dessas árvores foram derrubadas pelos Primeiros Homens, o poder das entidades ficou limitado. Num passado recente, diversos represeiros foram levados para o sul de Westeros e hoje decoram os jardins da nobreza.

Deus Afogado

          É uma divindade marinha cultuada pelos nativos das Ilhas de Ferro. A religião já existia antes da invasão dos Ândalos e foi adotada por eles (diferentemente do que aconteceu no sul de Westeros, onde os invasores impuseram a Fé dos Sete à população local). Segundo a crença, o Deus Afogado criou seus seguidores - chamados Homens de Ferro - para saquear e estuprar. Trata-se, portanto, de um deus malévolo.
          Os sacerdotes batizam recém-nascidos submergido-os na água salgada. Na idade adulta, quem decide seguir carreira religiosa torna a passar pelo ritual. Dessa vez, no entanto, o afogamento é pra valer. A maioria acaba sendo ressuscitada com massagem cardiopulmonar. Aos que morrem durante a cerimônia, o Deus Afogado oferece um banquete em seu palácio subaquático. É provável que George R. R. Martin tenha buscado inspiração numa lenda medieval nórdica, segundo a qual guerreiros mortos em combate eram recompensados pelo deus Odin com uma esbórnia gastronômica. Em tempo: a semelhança entre os Homens de Ferro e os Vikings não é mera coincidência.

AS CRENÇAS DE ESSOS

Religião Dothraki

          Os Dothraki são nômades que habitam as plan[icies de Essos. O cavalo é uma figura central na cultura desse povo: serve de transporte, alimento e arma de guerra. A divindade mais importante é o Grande Garanhão, que abençoa as crianças quando nascem. A religião não estabelece limites morais. Os homens podem matar, estuprar, entre outros "pecados", desde que não estejam em Vaes Dothrak, a cidade sagrada. Lá, é expressamente proibido derramar sangue.
          As únicas residentes de Vaes Dothrak são as viúvas dos Khals (chefe dos grupos nômades conhecidos como Khalasares). Elas formam uma conselho respeitado, o Dosh Kaleen, que coordena os rituais religiosos. Uma dessas cerimônias prevê que as mulheres grávidas comam o coração de um cavalo para dar força ao bebê. Os Dothraki também acreditam na profecia O Garanhão que Montará o Mundo. Segundo ela, uma guerreiro reunirá todo o povo em um único Khalasar e cavalgará até o fim do universo.

Senhor da Luz

          É uma religião que enxerga o mundo por extremos: preto ou branco, trevas ou luz, o bem contra o mal. Essa antítese se reflete no embate entre duas dinvindades, De um lado está R'hllor, deus da luz e da vida, também chamado de Senhor da Luz. do outro está um deus maligno, cujo nome não pode ser dito e que representa o frio e a morte. Sob esse aspecto, a religião lembra o zoroastrismo, que acredita na luta entre o deuse bondoso Ahura Mazda e as forças do mal.
          Segundo os Livros Antigos de Asshai, espécie de bíblia de R'hllor, o embate entre os dois deuses só vai terminar com a chegada de um messias, Azor Ahai. Ele virá empunhando uma espada fumegante chamada Luminífera. Os rituais religiosos são noturnos e celebrados pelos Sacerdotes Vermelhos, assim chamados por causa da cor da sua túnica. eles acendem fogueiras em templos distribuídos pelas cidades livres, como Pentos e Braavos, e imploram que R'hllor ressuscite os mortos.