Invasores de Essos

          Milhares de anos antes dos eventos relatados na obra, Westeros era uma terra selvagem e habitada por seres mágicos. Não existia reis ou castelos. O continente era dominado pelos Filhos da Floresta, também conhecidos como Crianças por causa de sua baixa estatura. Além deles, a única raça presente de que se tinha notícias eram os Gigantes, que viviam montanhas e cavernas do norte.
          Foi assim até que , por volta de 12,5 mil anos antes da história começar a ser contada no primeiro livro da série, um grupo de humanos de Essos - o continente vizinho - invadiu Westeros. Eram o povo que ficaria conhecido como Primeiros Homens. Eles usavam espadas de bronze e montavam cavalos. Comçaram a derrubar as matas, sagradas para os Filhos da Floresta. Obviamente, entraram em choque com eles. A luta foi longa. Até que as duas parte firmaram um pacto: os humanos ficaram com as terras costeiras, os prados e as montanhas, enquanto as Crianças mantiveram o domínio sobre as florestas mais remotas. O acordo marcou o fim da Era da Aurora - e o início da Era dos Heróis.

Um inverno devastador

          Ao pacto entre Primeiros Homense Filhos da Floresta seguiram-se 4 mil anos de paz e prosperidade. Mas tudo mudou com o início de um inverno que se estendeu por décadas, dizimando rebanhos e impedindo o cultivo de alimentos. O Sol desapareceu atrás de nuvens espessas. Crianças nasciam, cresciam e morriam sem ter a oportunidade de vê-lo. Foi o que os habitantes de Westeros chamaram de Longa Noite.
          Em meio às trevas, um povo conhecido como os Outros desceu pelas primeira vez das regiões polares para levar horror e morte às terras meridionais. Também chamados de Caminhantes Brancos, eles odiavam a luz solar e todas as criaturas com sangue quente correndo nas veias. Armadas com espadas de cristal e liderandobatalhões de aranhas gigantes, massacram povoados inteiros, destruíram exercítos e mataram heróis. Não pouparam nem donzelas e bebês. Com a região norte de westeros transormada num inferno gelado, os Primeiros Homens fugiram para os territórios situados mais ao sul, enquanto os Filhos da Floresta buscaram refúgio em seus esconderijos nos bosques. Seria de lá, no devido tempo, que sairia a salvação do continente.

A Grande Parede de Gelo

          Em meio à catástrofe da Longa Noite, descobriu-se que as armas de obsidiana (uma rocha vulcânica) usadas pelos Filhos da Floresta era letais para os Caminhantes Brancos. Grupos equipados com esse tipo de armamento contra-atacaram e emourraram as criaturas polares de volta para sua região de origem. Enquanto isso, o sol voltou a aparecer.
O norte de Westeros pôde ser povoado novamente, e seus habitantes resolveram erguer uma proteção colossal contra os inimigos. Iniciou-se, assim, a construção de uma muralha com 500 quilômetros de extensão. A imensa barreirairia da Cordilheira das Presas de Gelo, a oeste, até a Baía das Focas, a leste, fechando totalmente o acesso ao extremo norte do continente. E não seria feitade pedra, mas de enormes pedaços de gelo colocados uns sobre os outros. Segundo a lenda, foi Brandon Stark (fundador da casa Stark) quem comandou a obra, com uma suposta ajuda dos Gigantes no empilhamento dos blocos. Na mesma época, foi criada a Patrulha da Noite - mistura de irmandade e ordem militar dedicada a proteger a Muralha. Quando a história começa a ser contada por George R. R. Martin no primeiro livro da série, a fortificação já tem 120 metros de altura - e continua a ser ampliada.

O Povo das Espadas de Aço

           Após a construção da Muralha, Brandon Stark ergueu uma grande fortaleza em Winterfell e declarou-se Rei do Norte. Nos séculos seguintes, vários outros reinos foram tomando forma em Westeros. Ninguém sabe exatamente quantos. Mas pode-se afirmar que todos foram pegos de surpresa com a invasão de mais um povo vindo de Essos - os Ândalos.
Os novos conquistadores levavam uma vantagem enorme sobre os habitantes do continente invadido: tinham espadas de aço, metal muito mais resistente que o bronze e ainda desconhecido em Westeros. No peito de suas armaduras, traziam uma estrela de 7 pontas, símbolo da religião que professavam, a Fé dos Sete. O autor da série não deixa claro por que eles abandonaram sua terra. Fato é que atravessaram o mar dispostos a converter o continente vizinho em seu nvo lar. E assim o fizeram.
As guerras entre Ândalos e Primeiros Homens duraram séculos. Em alguns lugares, o grupo original de humanos foi exterminado. Em outros, as duas etnias se misturaram. Os Filhos da Floresta também sucumbiram. Suas matas foram queimadas e os poucos sobreviventes abandonaram o sul de Westeros, refugiando-se nas terras além da Muralha.

A Origem da Divisão Política

           Com a chegada dos Ândalos, o cenário político de Westeroscomeça a mudar drasticamente. A casa Lannister, fundada pelos Primeiros Homens durante a Era dos Heróis, acabou sendo assimilada pelos invasores. Na região sul do continente, porém, os Ândalos criaram seus próprios reinos sobre os alicerces dos estados que ali existiam. No Vale de Arryn, surgiu o Reino da Montanha e do Vale. Nas Terras Ocidentais, apareceu o Reino do Rochedo. E os reinos da Campina e das Terras da Tempestade, que já existiam, foram conquistados.
Já nas Ilhas de Ferro, o avanço dos Ândalos foi bem mais lento. Eles levaram cerca de 2 mil anos para assumir o controle do arquipélago. Também enfrentaram dificuldades para alcançar a parte norte do continente. Tentaram por séculos atravessar a região pantanosa conhecida como Gargalo, que lhes daria acesso às terras controladas pelos Stark. Como jamais conseguiram, resolveram deixar seus habitantes em paz. Assim se formaram os 7 reinos de Westeros. Ao sul do Gargalo, a população se converteu à Fé dos Sete introduzida pelos Ândalos. No Reino do Norte, entretanto, continuou prevalecendo a religião dos Deuses Antigos, uma herança dos Filhos da Floresta.

Sobre Dragões e Vulcões

           No litoral sul de Essos, havia uma grande península que avançava sobre o Mar do Verão. Era lá que ficava a lendária terra de Valíria, habitada por pacíficos criadores de ovelhas. Um dia, enquanto perambulavam por uma região de vulcões supostamente extintos, pastores encontraram ovos de dragão, que, mais tarde, deram origem a filhotes. Os valirianos descobriram como adestrar as feras, que se transformaram em máquinas de guerra.
Com a ajuda dos dragões, Valíria se converteu num vasto império que dominou Essos durante milênios. Mas o fim chegoude forma súbita, 100 anos antes da história que começa a ser contada no primeiro livro da série. Uma avassaladora sequência de erupções vulcânicas teve início sem prévio aviso. A terra rachou, engolindo palácios e torres na capital dos valirianos. Chamas e jatos de lava brotaram do chão, tão quentes que até os dragões morreram queimados. Ondas gigantes invadiram o continente e parte da península simplesmente desapareceu. Em seu lugar, restou uma cadeia de ilhas desertas. O episódio ficou conhecido como A Perdição de Valíria - um cataclismo de proporções tão assustadoras que, séculos depois, ainda provocava arrepios.

A Unificação de Westeros

           Doze anos antes da Perdição de Valíria, os Targaryen - uma das 40 famílias nobres que controlavam o império - deixaram sua capital e se estabeleceram na Pedra do Dragão, uma ilha na costa orientalde Westeros. Levaram com eles algumas poucas feras cuspidoras de fogo, que desempenharam um papel fundamental na sequência da história.
Passados 100 anos da derrocada valiriana, o jovem e ambicioso Aegon, líder da casa Targaryen, decidiu erguer um novo império. Desembarcou na foz da Torrente da Água Negra, em Westeros, com um exército de 1,6 mil homens e 3 dragões devidamente treinados para a batalha. Com esse arsenal, deu início à tomada do continente, que ficaria conhecida como a Guerra de Conquista. Um a um, todos os reis ali instituídos foram caindo. Até os orgulhosos Stark, senhores das terras do norte, curvaram-sefrente aos invasores.
Ao final da campanha, os 7 reinos foram unificados sob uma só coroa. E os anos passaram a ser contados a partir do desembarque de Aegon em Westeros. A dinastia Targaryen se manteria no poder até o ano de 283. Aerys II, também conhecido como o Rei Louco, seria seu 17º e último soberano.