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C. S. Lewis
As Crônicas de Nárnia
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Volume I - O Sobrinho do Mago |
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O que aqui se conta aconteceu há muitos anos, quando vovô ainda era menino. é uma história da maior importância, pois explica como começaram as idas e vindas entre o nosso mundo e a terra de Nárnia.
Naqueles tempos, Sherlock Holmes ainda vivia em Londres e as escolas eram ainda piores que as de hoje. Mas os doces e os salgadinhos eram muito melhores e mais baratos; só não conto para não dar água na boca de ninguém.
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Volume II - O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa |
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Era uma vez duas meninas e dois meninos: Susana, Lúcia, Pedro e Edmundo. Esta história nos conta algo que lhes aconteceu durante a guerra, quando tiveram de sair de Londres, por causa dos ataques aéreos.
Foram os quatro levados para a casa de um velho professor, em pleno campo, a quinze quilômetros de distância da estrada de ferro e a mais de três quilômetros da agência de correios mais próxima
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Volume III - O Cavalo e seu Menino |
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Conta-se aqui uma aventura que começou na Calormânia e foi acabar em Nárnia, na Idade do Ouro, quando Pedro era o Grande Rei de Nárnia e seu irmão também era rei, e rainhas suas irmãs.
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Volume IV - Príncipe Caspian |
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Era uma vez quatro crianças � Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia � que se meteram numa aventura extraordinária, já contada num livro que se chama O leão, a feiticeira e o guarda-roupa.
Ao abrirem a porta de um guarda-roupa encantado, viram-se num mundo totalmente diferente do nosso, e nesse mundo, um país chamado Nárnia, tornaram-se reis e rainhas.
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Volume V - A Viagem do Peregrino da Alvorada |
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Era uma vez um garoto chamado Eustáquio Clarêncio Mísero, e na verdade bem merecia esse nome. Os pais diziam Eustáquio Clarêncio, e os professores, apenas Mísero. Não posso dizer como era chamado pelos amigos, pois não tinha amigos. Não tratava o pai e a mãe por papai e mamãe, mas por Arnaldo e Alberta.
Os pais eram gente moderna, de idéias abertas. Vegetarianos, não fumavam nem bebiam, e usavam roupa de baixo de fabricação especial. Havia muito pouca mobília em sua casa, pouquíssima roupa de cama e mantinham sempre as janelas escancaradas
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Volume VI - A Cadeira de Prata |
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Era um dia tristonho de outono e Jill Pole estava chorando atrás do ginásio de esportes.
Chorava porque alguém andara mexendo com ela. Como não vou contar uma história de escola, tratarei de falar o mais depressa possível sobre o colégio de Jill, assunto que não é nada simpático.
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Volume VII - A última Batalha |
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Nos últimos dias de Nárnia, lá para as bandas do Ocidente, depois do Ermo do Lampião e bem pertinho da grande cachoeira, vivia um macaco. Ele era tão velho que ninguém se lembrava quando foi que aparecera por aquelas bandas.
E era o macaco mais enrugado, feio e astuto que se pode imaginar. Ele morava numa casinha de madeira coberta de folhas, empoleirada num dos galhos mais altos de uma grande árvore. Seu nome era Manhoso.
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Cartas do Inferno
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Prefácio |
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Não pretendo explicar como a correspondência que agora exponho chegou às minhas mãos. Há dois erros iguais e opostos no que diz respeito à matéria Demônios: Uma é desacreditar em sua existência. A outra é acreditar e sentir um excessivo e doentio interesse neles.
Os mesmos demônios ficam igualmente satisfeitos pelos dois erros e portanto, contemplam um materialista e um mágico com o mesmo prazer. O tipo de roteiro que é usado neste livro pode facilmente ser construtivo para qualquer um que tenha aprendido o "pulo do gato", ou seja, já tenha um mínimo de conhecimento sobre nossos adversários; mas para qualquer um que tenha intenções escusas a respeito do uso deste material já adianto: Não conte comigo !
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Cristianismo Puro e Simples
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Prefácio |
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O conteúdo deste livro foi originalmente divulga�do na forma de programas de rádio antes de ser publicado em três volumes separados: Broadcast Talks (1942), Christian Behaviour (1943) e Beyond Personality (1944). Nas versões impressas, fiz pequenos acréscimos àquilo que falei ao microfone; mas, em linhas gerais, mantive o texto tal como fora ao ar. Na minha opinião, uma "con�versa" pelo rádio deve manter-se o mais próxima possí�vel da linguagem oral e não deve soar como um ensaio acadêmico lido em voz alta.
Em meus programas, por�tanto, empreguei todas as contrações e coloquialismos usados nas conversas cotidianas. Nas edições impressas, reproduzi este modo de falar, usando don't e we've em vez de do not e we have.
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O Problema do Sofrimento
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Prefácio |
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Se um verdadeiro teólogo ler estas páginas verá facilmente que são obra de um leigo
e amador. Exceto nos dois capítulos finais, partes dos quais são admitidamente
especulativas, acredito que confirmei doutrinas antigas e ortodoxas. Se quaisquer partes do
livro mostraram-se "originais", no sentido de serem novidade ou não ortodoxas, isso
aconteceu contra a minha vontade e como resultado de minha ignorância.
Escrevo,
naturalmente, como leigo da Igreja da Inglaterra: mas tentei não presumir nada que não
fosse professado por todos os cristãos batizados e participantes
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Teologia Moderna e a Crítica da Biblia
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Prefácio |
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A antiga ortodoxia tem sido solapada principalmente pela obra deletéria de teólogos
engajados na crítica do Novo Testamento. A autoridade de especialistas naquela disciplina
é a autoridade em deferência à qual somos solicitados a desistir de um imenso acúmulo de
crenças compartilhadas em comum pela Igreja primitiva, pelos pais da Igreja, pela Idade
Média, pela Reforma Protestante, pelos pregadores do século 19.
Quero explicar aqui o que
me deixa cético quanto a essa autoridade, ignorantemente cético, conforme muitos diriam
após um exame superficial da questão. Mas o ceticismo é o pai da ignorância. é difícil
alguém perseverar em um estudo detalhado quando tal estudioso não pode confiar prima
facie em seus mestres.
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Trilogia de Ransom I - Além do Planeta Silêncioso
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Prefácio |
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Se minha única intenção fosse fazer literatura, a história terminaria neste ponto; mas, já é hora de contar ao leitor a razão verdadeira e prática pela qual este livro foi escrito. Ao mesmo tempo ficará sabendo como foi possível isto acontecer.
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Trilogia de Ransom II - Perelandra
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Prefácio |
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Esta história pode ser lida sozinha, mas é também certa seq�ência de Para Além do Planeta Silencioso no qual se apresenta um relato das aventuras de Ransom em Marte ou como os seus habitantes lhe chamam, Malacandra. Todos os personagens humanos deste livro são puramente fictícios e nenhum deles tem caráter alegórico.
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Milagres - Um Estudo Preliminar
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Prefácio |
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Em toda a minha vida só encontrei uma pessoa que afirmasse ter visto um fantasma.
O que é interessante a respeito da história é que essa pessoa não acreditava na alma
imortal antes de ter visto o fantasma e continua não crendo após vê-lo.
Ela diz que
aquilo que viu deve ter sido uma ilusão ou uma peça pregada pelos seus nervos. Como
é evidente, ela pode estar certa. Ver não é crer.
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O Grande Abismo
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Prefácio |
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O Sr. Blake escreveu o livro �Casamento do Céu e Inferno.� Se escrevi
sobre o abismo entre os dois, isto não é porque me julgo um antagonista à altura de tão grande gênio, nem mesmo porque esteja
absolutamente certo de ter entendido o que ele pretendia; mas, num sentido ou outro a tentativa de realizar essa união é perene.
Essa tentativa tem como base a crença de que a realidade jamais se apresenta a nós num sentido absoluto, havendo sempre uma opção inevitável a ser feita; mas que, com habilidade e paciência e (acima de tudo) tempo suficiente, algum meio de abranger ambas as alternativa pode ser sempre encontrado.
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Os Quatro Amores
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Prefácio |
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�Deus é amor�, diz o apóstolo João. Quando tentei começar a
escrever este livro pensei que seu axioma iria fornecer-me um caminho plano através de todo o assunto.
Estava certo de poder dizer que o amor humano só merecia ser assim chamado naquilo em que se assemelhava àquele
Amor que é Deus.
A primeira distinção que fiz foi portanto entre o que chamei de amor-Doação e amor-Necessidade.
O exemplo típico do amor-Doação seria aquele que leva o homem a trabalhar, planejar e poupar para o futuro de sua
família, cujo futuro ele não irá ver nem partilhar com ela; do segundo, aquele que empurra a criança solitária ou
amedrontada para os braços da mãe.
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