Biografias

 

Aimee Semple McPherson

           

           Fundadora da Igreja do Evangelho Quadrangular 

Aimee Kennedy, nasceu numa pequena fazenda perto de Ingersoll, Ontário, no Canadá, a 9 de outubro de 1890, filha única do casal James e Minnie Kennedy. Lá passou sua infância e mocidade, formando-se no colégio com honras especiais.

Na sua adolescência, a jovem Aimee se interessou cada vez mais pelos programas sociais e recreativos da Igreja Metodista que ela freqüentava, usando seus talentos criativos nas apresentações teatrais da Igreja. Cinema, patinação no gelo, romances e bailes foram as diversões que atraíram-na até o ponto de seu coração ficar vez mais frio e longe de Deus.

Com a idade de dezessete anos, enquanto cursava o colégio, ela ficou fascinada com os ensinamentos da teoria evolução. Mesmo sendo criada num lar cristão, Aimee começou a duvidar da verdade de suas crenças religiosas, até da existência de Deus. Nessa condição de indiferença ateísta, Aimee não se sentiu feliz. Entre as dúvidas e a tristeza por haver discutido com sua mãe, tendo-a magoada com sua descrença. A luta em seu coração muito grande.

Chamada para servir e Batismo com o Espírito Santo 

Depois de sua conversão, Aimee passou duas semanas numa alegria impossível de descrever. Um dia em oração, ela sentiu que precisava ganhar almas. Começou a procurar almas. Pelo estudo do livro de Atos, ela descobriu que o revestimento do poder para servir era sinônimo de batismo com o Espirito Santo. Desde aquele momento ela começou incessantemente a buscar o Espirito Santo, perdendo muitos dias no colégio, para assistir reuniões na casa de uma senhora já batizada com Espirito Santo que pertencia à Missão Pentecostal onde Aimee ouviu o Evangelho. Quando a mãe de Aimee recebeu uma carta do diretor do colégio, comunicando o fato dela estar perdendo muitas aulas, proibiu-a de freqüentar os cultos, chamando o povo da missão de fanáticos.

Na segunda-feira seguinte, Aimee conseguiu chegar na cidade, apesar da neve que estava caindo. Resolveu não ir ao colégio, mas, passar o dia em oração na casa da irmã da missão. Elas oraram juntas, pedindo ajuda a Deus, para que Aimee ficasse na cidade até receber o batismo. O Senhor ouviu a oração e a neve começou a cair numa tempestade forte.

Ela orou o dia todo e quando foi pegar o trem para voltar à sua casa, descobriu que todos os trens estavam parados, as linhas telefônicas interrompidas e as estradas intransitáveis. Essas condições prevaleceram uma semana, e Aimee ficou na casa da irmã, passando a maior parte do tempo ajoelhada e orando horas a fio, comendo e dormindo pouco, levantando na madrugada, e embrulhada em cobertores, continuava em oração.

Na sexta-feira ela ficou na presença do Senhor até a meia noite. Levantando bem cedo no sábado, antes que qualquer pessoa da casa estivesse acordada, foi à sala, ajoelhou-se, levantou as mãos e começou a orar pedindo ao Espirito Santo, para melhor servir ao Senhor, contando o seu amor para os outros. Num momento, uma alegria maravilhosa encheu o seu coração, e Aimee com os olhos fechados, viu o mundo como um vasto campo de trigo, já branco para a ceifa. Ainda em oração, o trigo começou a se transformar em rostos humanos, a folhagem, em mãos levantadas e sobre tudo apareceram as palavras do Senhor: “Os campos já estão brancos para a ceifa. A ceara é realmente grande, mas poucos os ceifeiros. Rogai pois ao Senhor da ceara que mande ceifeiros para a sua ceara.” Naquela hora, o Senhor colocou na sua mão uma foice de dois gumes (A Palavra Deus), e no seu coração soaram estas palavras: “Vais recolher o trigo, mas lembre sempre que a foice te é dada para cortar o trigo. Muitos ceifeiros usam-na corretamente apenas poucas horas, e depois começam a cortar e marcar os seus colegas. Aplica-te a tarefa que está perante ti, corte somente o trigo e recolhe os molhos preciosos. “

Esta foi uma lição que a irmã Aimee nunca esqueceu. Apesar das críticas, perseguições e mesmo calúnias terríveis, não procurava se defender, criticando ou ferindo os outros.

Naquele mesmo sábado inesquecível, Aimee Kennedy recebeu o batismo no Espirito Santo, louvando e glorificando ao Senhor numa língua que ela nunca aprendeu, “Segundo o Espirito lhe concedia que falasse.”

Era quase meio dia quando se levantou com o rosto radiante, após ter ficado muito tempo na presença do Senhor, em oração. Fora, a tempestade havia cessado, os irmãos da casa entraram na sala e regozijaram-se com Aimee. Ela escreveu mais tarde: “Dentro do meu coração ficaram duas convicções: Primeira, que o Consolador tinha entrado para ficar e viver em consagrada obediência à Sua vontade; segunda, que eu tinha recebido uma chamada para pregar o evangelho eterno.

Casamento e entrada no ministério

Logo após essa experiência maravilhosa, o evangelista Robert Semple, voltou a Ingersoll e no dia 22 de agosto de 1908, casou-se com Aimee. Juntos entraram no campo evangelistico, seguindo um programa de trabalho intensivo. Foi nessa fase do seu ministério que a Aimee recebeu o dom de interpretação de línguas. Um dia enquanto estava orando em seu quarto, começou a falar em línguas, pelo Espirito Santo. Logo ela ficou consciente pelo fato de poder entender o significado das palavras dadas pelo espirito. Durante o culto daquela mesma noite, o pastor, Reverendo Durham deu uma mensagem em línguas e Aimee recebeu a interpretação, mas por causa da timidez, não deu a interpretação. Porém na reunião seguinte, quando uma mensagem de línguas foi dada, com medo de apagar o Espirito, Aimee foi obediente, deixando que o Espirito Santo desse a interpretação através dela.

Algum tempo depois, assistindo uma série de conferências, Aimee caiu numa escadaria e fraturou o osso de um dos pés, ficando com quatro dos ligamentos completamente soltos, a ponto dos dedos serem puxados para baixo apontando a direção do calcanhar. Depois de colocar o gesso, o médico deu pouca esperança de recuperação dos ligamentos e da flexibilidade do pé e do tornozelo. Com os dedos do pé inchados, pretos e com muita dor, Aimee foi assistir o culto à tarde, dirigido pelo Reverendo Durham. Não suportando mais a dor, deixou o culto, resolvendo descansar no seu quarto, que ficava um quarteirão de distância do salão dos cultos. Chegando ao quarto, ela ouviu uma voz dizendo: “Se tu embrulhares o sapato era do pé fraturado, voltares ao culto, e pedires ao Reverendo Durham orar por ti, levando consigo o sapato para calça-lo na volta, eu curá-lo-ei. “A principio, ela estranhou a idéia, mas a voz no seu coração insistiu tanto que finalmente com a ajuda de muletas, voltou ao cultos levando o sapato. Chegou tremendo e atormentada porque no caminho a muleta entrou num buraco na calçada, causando aos dedos, já sensíveis, uma dor terrível por haverem tocado o chão. Contando aos irmãos reunidos o que Deus tinha falado, e após uns momentos de oração silenciosas, o Reverendo Durham colocou suas mãos no tornozelo dela e disse: “No nome de Jesus receba a cura.” Instantaneamente, ela sentiu que fora curada; o gesso foi tirado e num salto ela colocou-se em pé e começou a andar, louvando ao Senhor. O testemunho de Aimee foi este: “ Desde aquela vez o poder de cura divina se manifestou vez após vez na minha vida e na daqueles que eu tive privilégio de oferecer a oração da fé.”

Não foi muito tempo depois disso que o casal Semple, sentindo a chamada de Deus, partiu para a China, como missionários naquele País idolatra. Enquanto eles ministravam ali, lutando pela causa do Mestre, os dois caíram doentes com malária, e Robert Semple deixou essa vida, para viver com Cristo, eternamente.

Após o sepultamento de seu marido em Hong Kong, Aimee voltou à América com sua filha Roberta, de seis semanas. Depois de alguns anos de trabalho na seara do Senhor, cansada, sozinha e querendo um lar para criar sua filhinha, Aimee casou-se com Harold Stewart Mcpherson.

Desse casamento nasceu um filho, Rolf Kennedy Mcpherson, foi até 1988 o presidente da Ingreja Internacional do Evangelho Quadrangular ( Internacional Church of the Foursquare Gospel), joje Rev. John Holland é o atual presidente.

Nesse lar seguro e confortável, Aimee logo percebeu que não poderia ser inteiramente feliz se não fizesse a vontade de Deus. A voz do Senhor falava ao seu coração: “Prega a Palavra. Fazes a obra de um evangelista.” Na intensa luta entre a chamada de Deus e o dever à sua família, Aimee caiu num estado de depressão que ela procurou afastar, dedicando-se mais às obrigações domésticas e ao cuidado de seus filhos. A escritura que sempre voltava a sua mente, era “E Jonas se levantou para fugir de diante da face do Senhor par Tarsis.” Aimee não podia negar a chamada de Deus na sua alma. Adoeceu e gradativamente foi piorando, ao ponto do ruído da água fervendo ou conversa baixa, tornar-se insuportável. Foi necessário uma operação, mas ela piorou. As complicações resultantes do coração, hemorragias do estômago, e nervosismo intenso levaram o médico a aconselhar uma outra operação séria.

Aimee adiou à operação por um tempo, na esperança de que Deus iria curá-la. Mas, cada vez que pedia a cura de Deus, vinham-lhe à mente as palavras do Senhor, dizendo: “Tu irás? pregarás a Palavra?” Um ataque repentino de 4 apendicite, levou-a à mesa de operação, e o seu desespero era tanto, a ponto dela pedir que Deus a levasse dessa terra. Cinco operações foram feitas naquele dia, e nos dias que seguiram, ela chegou a um estado tão critico, que todos aguardavam a sua morte. Naquela madrugada, no silêncio do quarto do hospital, já com respiração difícil, Aimee ouviu novamente a voz do Senhor, dizendo: “Agora tu irás?” e ela reconheceu perfeitamente que estava indo ao túmulo, ou à seara com o Evangelho. Com a pouca força que lhe restava, e em voz inaudível, Aimee respondeu: “Sim, Senhor, eu irei.”

Naquele momento ela sentiu nova vida no seu corpo e logo a respiração tornou-se fácil e a dor desapareceu. Em quinze dias, Aimee estava completamente recuperada. É interessante observar que muitos oraram por sua cura, mas, portanto, no momento em que ela submeteu-se à vontade de Deus, a resposta veio na hora.

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