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Estudos |
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Fazer missões como filhos torna o serviço melhor |
| Deus
está revelando a natureza e a identidade dos cristãos hoje, isto é,
mostrando a eles que, antes de serem servos, são filhos de Deus e,
portanto, herdeiros de toda a sua graça e riqueza. Esta é a conclusão a que chegou o pastor Paulo Borges Junior, da Igreja Sal da Terra, de Uberlândia, Minas Gerais. Paulo Junior é, ao lado de Ary Scates, também de Uberlândia e Jamê Nobre, de Jundiaí, líder do Conselho brasileiro do Ide às Nações. O organismo funciona há sete anos e, em parceria com outras igrejas do Brasil e do exterior, principalmente do Reino Unido, tem empreendido um frutífero método de fazer missões. Na verdade, esta forma de agir extrapola o método. É mais que uma estratégia, é uma visão que tem testificado simultaneamente no coração de irmãos em lugares e situações diferentes do mundo. Quando menos se espera, eles começam a se juntar para, em laços de parceria e relacionamento, fazer missões não como gemendo, como servos, apenas, mas, sobretudo, como filhos maduros, que possuem intimidade com o Pai. A visão do Ide às Nações- na Europa é conhecido como Go To The Nations, está baseada na grande comissão de Jesus aos discípulos que aparece no livro de João, capítulo 20, verso 21. O texto mostra Jesus dizendo aos discípulos após sua ressurreição que enviava seus discípulos assim como o Pai o enviara. E como o Pai enviou a Jesus?, \"Como Filho\", responde Paulo Junior. \"Quando somos enviados como filhos para fazer o trabalho para nosso Pai, não vamos interessados em receber pagamento, porque somos herdeiros, com o Pai, de tudo o que Ele tem. Por isso, temos feito missões por aquilo que temos e somos e não por aquilo que venhamos a receber\". Fazer esta diferenciação é básica no cristianismo, diz Paulo Junior. \"Principalmente porque a percepção da necessidade de evangelização mundial pode se tornar em frustração e cansaço, mas quando conhecemos nossa identidade em Cristo, o serviço tende a ter maior qualidade\", assegura. Volta dos confins da Terra Depois de sair de Jerusalém, passar por Samaria e atingir os confins da Terra, a Igreja hoje está fazendo o caminho inverso, saindo dos confins da Terra e retornando para Jerusalém, sem deixar de passar por Samaria e as regiões da Ásia. É a opinião de Paulo Borges Junior, compartilhada por muitos missionários no mundo hoje. Mas este retorno à Jerusalém está impregnado também de muitas mudanças na própria igreja. \"O conceito de missões está mudando em todo o mundo\", afirma Paulo Junior. Para ele, a Igreja está saindo da primeira fase deste envolvimento em missões, que se restringia ao ato de enviar missionários via organizações, e está investindo em relacionamentos entre grupos, entre as próprias igrejas. \"A Igreja deve ser imensamente grata a Deus e aos grupos que têm feito missões ao longo dos anos\", reconhece Paulo Junior, afinal, fizeram e ainda fazem um trabalho importante, \"mas o fato é que hoje precisamos entender missões como trabalho para filhos e não apenas para servos\". \"Muitos missionários estão frustrados hoje porque têm colocado suas expectativas no lugar errado. Têm buscado o que querem receber e não o que Deus já lhes deu. Há muitos pensando na necessidade de Deus de salvar as pessoas através de suas vidas. Eles precisam saber que Deus não tem necessidade. Sem nós, teria terminado o trabalho há muito tempo\". O problema é que muitos não admitem ser dispensáveis, diz o pregador. \"Inconscientemente não reconhecem a graça de Deus, algo imerecido. Acham que precisam fazer por merecer, esperam pagamento por isto, sacrificam suas vidas, a de seus filhos e esposas e terminam frustrados e cansados. O que não sabem é que o Pai quer apenas relacionamento. E que o fruto surge por meio desta intimidade\", finaliza. |
| fonte: www.jornalhoje.com.br |