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J. O. N. A. S
Charli: Eu não acredito que vocês falharam em mais uma missão! – ele estava tão zangado que eu podia ver fumaça sair dele. – Por sorte os Agentes X consertaram a burrada de vocês. – lá vem ele de novo falando desses agentes que ninguém sabe quem é, eu já nem preciso conhecer pra saber que os odeio. – Vocês estão dispensadas pelo resto da semana, e ocupem o tempo de vocês treinando para ver se não me falham na próxima missão.
Nos: Sim senhor. – sim senhor é uma ova eu queria chutar e socar esse velho até ele implorar para parar, mas eu não vou fazer isso ou sou demitida.
Bem vocês não devem estar entendendo nada não é? Não, eu tenho certeza que vocês não estão entendendo nada, então eu vou explicar…
Meu nome é mais pode chamar de , mas é só para os mais íntimos e amigos, caso contrário é mesmo. Continuando eu e minhas amigas, e , trabalhamos na Junior Operatives Networking as Spies, J.O.N.A.S. Já tem mais ou menos um ano que trabalhamos na agencia e bem não somos as mais competentes no serviço, seriamos se não fosse por eles, quem são eles? Isso é tecnicamente fácil de responder. Ninguém, absolutamente ninguém, a não ser o Charli, sabe a verdadeira identidade deles. Eles são mais conhecidos como os Agentes X, e tudo que se sabe é que são três garotos. Eles são os perfeitos da agencia, os exemplos a serem seguidos. Todas as missões que os Agentes X fazem são perfeitamente executadas, eles são os queridinhos do Charli, e eu não to com inveja viu! Ta, talvez um pouquinho de inveja, mas só um pouco.
Minhas amigas e eu dividimos uma casa em um condomínio de L.A pago pela agencia, nos somos brasileiras e nossos pais ficaram no Brasil, eles bem... Não sabem que somos espiãs, e nem podem saber por dois motivos. Primeiro, eles podem correr algum tipo de risco. Segundo, eles nos levariam de volta para o Brasil e nunca mais nos deixariam se quer falar em espionagem de novo.
Nós somos boas no que fazemos, só não somos melhores porque sempre estamos à sombra dos Agentes X, e tudo o que fazemos nunca chega aos pés do que eles fazem, e eu vou parar de falar deles porque se não eu fico mais estressada do que já estou.
Mas sobre o que aconteceu hoje cedo, bem foi uma missão em Dakota do Norte, uma empresa de armamento bélico conseguiu autorização para vender armas na região, mas acontece que a autorização era da nossa Agencia só que o problema é que ninguém deu essa autorização. Resumindo temos agentes duplos dentro da agencia e agora aquele lugar esta um verdadeiro caos, todos atrás dos agentes duplos, qualquer um pode ser agente duplo até a cozinheira, e isso deixa todos desconfiados.
Acontece que falhamos na missão, isso porque a sem querer espirrou e fomos descobertas, vocês devem se perguntar por que não estamos mortas e enterradas? Não estamos porque eles apareceram ¬¬ e concertaram tudo. ARRRRRRR... Mas não deu para ver quem eles eram porque eles usam roupas especiais que protegem a sua identidade. Eles ganham essas roupas legais e nos temos que ser ameaçadas quase que constantemente porque nossa identidade é vulnerável, há há da uma roupa dessas para nos também e vocês vão ver como não somos vulneráveis.
: Não acredito que deu errado. – ela fazia um macarrão com molho para nós jantarmos. Esse não é problema, o problema é que quando a ta com raiva ela faz tudo com raiva, cozinha com raiva, dorme com raiva, e assiste com raiva. (n/a: inspirado na Roxeli, mãe do Cris, eu morro de rir assistindo Todo Mundo Odeia o Cris rs.).
: Eu acredito, tinha que ser você para estragar tudo, não é? – ela mordeu a maçã com raiva. – Eu te disse pra tomar a porcaria do remédio.
: Acontece que aquela porcaria tem um gosto horrível. – ela apontava a faca para .
Eu: Já chega não é? Deu errado e pronto, o que me tira do serio é que aqueles aqueles... – pela minha cara elas já até sabiam de quem eu falava. – Apareceram, e nos salvaram.
: Nem me fale, essa foi à pior parte, a mais humilhante, ter que ser salva por eles. – ela colocou o dedo na garganta como uma forma de vomito, muito engraçado quando ela faz isso. – Eu aposto que eles têm um segredo secreto.
Eu: ASHASHHSH claro que o segredo é secreto, deve ser porque é um segredo! – eu e a começamos a rir e até a riu, às vezes nos falamos essas coisas bobas.
: arrasou nessa. – nos batemos às mãos. – Mais mudando totalmente de assunto, eu descobri uma coisa que vocês vão adorar.
Eu e : O QUÊ? FALAAAA... – nos três somos extremamente curiosas deve ser por isso que estamos nessa profissão.
: Amanhã tem show dos Jonas Brothers aqui em L.A.
Eu: AQUI EM LOS ANGELES? E VOCÊ SÓ FALA AGORA? AHHHH NÃO ACREDITO, OS JONAS BROTHERS AQUI! E NOS TEMOS QUE IR. – sim eu disse tudo gritando mesmo, eles são a minha banda preferida eles lideram o meu TOP FIVE. Eu comecei a gostar deles recentemente, mas já sei de tudo deles, TUDO mesmo. Eu preciso ir nesse show é minha chance de ver eles de ‘perto’.
: Jonas Brothers? Eu pensei que fosse uma boa surpresa ¬¬* – como vocês notaram a não é fã dos Jonas Brothers, para falar a verdade ela não gosta, mas ela ainda diz que a música deles é boa. Um dia eu mostrei o clipe de S.O.S para ela e ela até curtiu, no fundo eu acho que ela gosta só não admite. – Eu aviso logo que não vou.
: Claro que vai! Eu já tenho os três ingressos. E consegui com o Samuel, o dono da casa de show, ele fez questão de nos dar o ingresso, não deu ingressos para o Backstage porque estão esgotados.
Eu: Droga! Mas só de ir para mim já esta bom de mais. – eu já suspirava. Você não tem noção, só de estar lá já vai ser ótimo. Certa vez eu quase dei um treco só porque estava vendo eles pelo chat, imagine assim em um show? Alguém vai ter que me segurar. (n/a: sim eu quase tive um enfarte pelo chat, parecia que até era conversa mesmo, ainda mais quando o Nick leu o que eu escrevi, outro dia conto a N/A já ta grande.).
: Esse Samuel é aquele que nos salvamos a filha dele de um seqüestro?
: É sim, ele disse que tinha ficado tão grato que um dia pagaria, e pagou. Nos geralmente não aceitamos, mas nesse caso eu tive que abrir exceção.
Eu: E fez bem. Mas então temos que ir ao shopping comprar umas roupas para o show.
: Vão vocês, o Jason vem aqui hoje e eu não posso da o bolo nele mais uma vez. – Jason é o namorado da , já tem mais de duas semanas que os dois não se veem porque toda vez que eles marcam tem uma missão para atrapalhar. – Podem ir eu fico, eu uso qualquer coisa pra ir nesse show.
: Você que sabe. Então vamos nos arrumar para ir ao shopping?
Eu: Vamos logo estamos perdendo tempo. – corri para o meu quarto e coloquei uma skinny preta com uma sapatilha básica e uma blusa rosa com detalhes em prata, peguei minha bolsa e desci para a sala e encontrei Jason e namorando no sofá da sala. – Oi Jason!
Jason: Oi! E ai há quanto tempo, não é? – o Jason era super legal e bonito também, loiro dos olhos claros, atlético.
Eu: É mesmo, mas não se preocupem você e a podem ficar a vontade eu e estamos de saída. – a chegou pronta para irmos, quase levou uma queda da escada, mas chegou inteira. – Só não fiquem a vontade de mais rs.
: Há há muito engraçado ¬¬.
Jason: Pode deixar mãe rs.
: É sério mocinho. – tentou imitar a mãe de Jason.
: Tchau para vocês. – deixamos os dois lá namorando e fomos para o shopping, pegamos um taxi mesmo, e pelo caminho fomos conversando sobre a missão que tinha dado errado, mas usando codinomes ninguém sabe quem pode estar ouvindo. – Aqueles chatos dos seus primos (codinome para os Agentes X) ¬¬.
: Hey por que eles são os meus primos? Se eu tivesse primos desses, eu os matava. – descemos do taxi e a pagou a corrida, e tenho certeza que ela me cobra a corrida no lanche. – Então vai comprar o quê?
Eu: Não sei ainda, acho que uma calça nova, ninguém merece ter que ficar de vestido em um show.
: Lembra daquela vez que eu fui de vestido?
Eu: A vez em que teve tumulto e todos viram sua calcinha?
: É ¬¬ essa mesmo.
Ficamos o resto da tarde toda comprando e passeando pelo shopping, por sorte tínhamos recebido nosso salário antes da missão que deu errado, eu tenho certeza que ele seria vetado se o pagamento fosse um pouco mais tarde. Nós ganhamos bem, não tanto quanto os queridinhos da agencia, mas ganhamos bem, então da para comprar bastante.
Depois de escolhermos nossas roupas fomos para a praça de alimentação jantar antes de ir para casa, do nada começou uma correria no shopping, nos ficamos sentadas até que a curiosidade não deixou.
Eu: Hey garota. – eu parei uma menininha que ia passando correndo. – O que esta acontecendo?!
Menininha: OMG! Os Jonas estão no shopping. – e ela se soltou de mim e saiu correndo, em estantes eu nem a vi mais.
: pega as sacolas rápido. – eu peguei as minhas cinco sacolas de compras e sai correndo atrás da que já estava a mais de dez passos de mim, a cada passo que dávamos a multidão de garotas aumentava e ficava difícil de chegar mais perto. – Sai da minha frente... – ela empurrava uma garota loira que estava na frente dela.
Eu: PQP pisaram no meu pé. – o que nos não fazemos para ver nossos ídolos. – não dá mais de chegar perto.
: Se eu pudesse usava nossos apetrechos nessas garotas, ai nós chegávamos lá rapidinho. – tenho que concordar, a minha vontade era aplicar um golpe na infeliz que pisou no meu pé. Nota mental, sim eu faço isso e daí? Ta voltando, nota mental, avisar que eu ajo bem diferente dos meus pensamentos.
Eu: se controla eu não vou agüentar o Charli brigando com a gente de novo. – eu empurrei uma garota que pisou no meu pé, de novo ¬¬. – A próxima que pisar no meu pé... Eu peço que peça desculpas. – eu disse que agia diferente do que penso. – aqui ta muito longe tudo que eu vejo é o chapéu do , e isso já é muito bom... – eu ri involuntariamente.
: Tira o olho. – tem uma quedinha, ta legal, ela tem um tombo de 124553455 andares pelo .
Eu: nos amamos os três e você sabe que nos podemos falar dos três porque os três são lindos.
: Não to falando com você , eu falei com aquela garota lá da frente que ta dizendo coisas obscenas deles.
Eu: Ah ta. Leitura labial?
: Exatamente! – nos conseguimos ler os lábios das pessoas, e eu não sou muito boa nisso, a é a melhor. Aprendemos no campo de treinamento, fiquei um mês para me tornar razoável. – Vamos pelo canto da parede.
Eu: Certo. – fomos tentando chegar até os Jonas indo pela parede do lado, não estamos escalando só estamos indo beirando a parede é mais fácil emburrar assim rs. Senti alguém me segurar e me puxar para um corredor e me arremessar no chão, logo em seguida caiu ao meu lado. – Quem são vocês?
Cara Um: Hey mano elas não lembram mais da gente. – quem são esses doidos? – Lembra que vocês nos prenderam naquela missão no Egito?
Eu: Ah saquei, você são os caras dos camelos.
: Aqueles idiotas que acabaram brigando entre si. – essa missão foi umas das nossas primeiras, nos tínhamos que levar em segurança um artefato até a capital do Egito, mas os idiotas que estão na nossa frente tentaram roubar-los de nos, acabaram apanhando e brigando entre si. – Então dessa vez vão deixa nos batermos em vocês?
Eu: Ou vão se bater por nos? – fizemos a nossa tradicional posse antes de uma luta. (n/a: a tradicional posse das panteras ahss. Elas não divas, vcs são feito elas ahhs.).
Cara Dois: Calem a boca! Dessa vez estamos preparados. – os dois vieram na nossa direção e ali mesmo começou uma luta, por sorte todos estavam distraídos por causa dos Jonas Brothers. aplicou seus golpes no cara Dois e eu cuidei do primeiro cara, eu até fiquei com pena dele, eu descontei toda a minha raiva de fracassar em uma missão e a raiva de estar perdendo a oportunidade de ver os Jonas nele.
: E agora quem manda? – dizia para o Cara Um e Dois caídos no chão.
Caras Um e Dois: Vocês!
Eu: Eu vou ligar para o Charli mandar uma equipe de limpeza para o Shopping. – liguei para o Charli e em segundos uns agentes chegaram para levar os Caras para a prisão. – MAIS QUE DROGA!
: Droga, os Jonas já foram. – depois que tudo terminou o Shopping estava vazio, não literalmente, eu digo vazio sem os Jonas.
Eu: Eu vou atrás daqueles dois para bater mais neles. – apertei as alças da sacola. – Vamos para casa, talvez consigamos algo amanhã.
O resto da noite não foi novidade nenhuma, quando chegamos o Jason ainda estava na nossa casa e ele ficou lá até umas 11h00min da noite, assim que ele foi embora nós contamos tudo o que aconteceu para a que achou estranho nós sermos atacadas assim do nada. Depois de muita conversa eu finalmente fui deitar e as duas ainda ficaram conversando, acordei de manhã com o sol batendo no meu rosto, a cortina estava aberta, o que me fez acordar mais cedo. Tomei um banho rápido e coloquei uma roupa básica peguei meu Ipod coloquei meu All Star e desci, as meninas estavam dormindo ainda, elas foram mais espertas e fecharam as janelas. Decidi dar uma volta pelo condomínio, peguei uma maçã e sai para correr pelas ruas calmas do condomínio.
Já eram 09h00min da manhã mais como o condomínio é de pessoas de boa condição há essa hora todos ainda deviam estar dormindo, melhor para mim que posso ficar mais em paz ainda. Coloquei na pasta dos Jonas Brothers e comecei a cantarolar Sorry, ainda estou com raiva por ter perdido a chance de ver os Jonas ontem, ai que saco tudo culpa daqueles dois IDIOTAS, se eu ver eles de novo eu vou quebrar a espinha dorsal de um deles, ta eu não vou fazer isso, mas pensar não tem problema.
Voltei para casa e antes de entrar em casa tive a impressão de estar sendo observada, deve ser apenas paranóia do trabalho. Fui até a cozinha e e tomavam café.
Eu: Pensei que não iam acordar mais. – puxei uma cadeira do balcão, a nossa cozinha era uma típica americana, balcão no centro da cozinha.
: Não se gaba só porque acordou uma vez cedo. – sim hoje foi exceção foi uma das poucas vezes que acordei cedo. – Estava onde ein...?
Eu: Fui dar uma caminhada pelo condomínio.
: Volta? Sei...
Eu: Foi só uma volta sim, suas mentes pervas.
Eu e a ficamos o dia todo falando sobre o show e hoje à noite, e pela cara da ela estava a ponto de nos matar se ela escutasse mais uma vez a palavra Jonas. Nós estávamos super ansiosas e torcendo, a cima de tudo, para não aparecer outro daqueles idiotas para estragar o show. Quando faltavam algumas horas nós fomos nos trocar para ir ao show dos Jonas, ia ser em uma casa de shows com ingressos limitados então talvez, eu repito talvez, não tenha tanto empurra-empurra. Coloquei a calça que eu tinha comprado com as minhas botas novinhas e uma blusa estilo vestido, fiz uma maquiagem, nada muito carregado, passei perfume e coloquei o dinheiro no bolso eu não tava a fim de levar bolsa.
Depois de ficarmos prontas fomos para o a casa de Shows, na frente da casa de shows tinha uma fila enorme cheia de garotas com cartazes, faixas, até parecia show em estádio. foi até a porta e falou com Samuel que nos passou na frente de todas, elas ficaram iradas pensei que elas iam voar em nós e nos bater, elas que tente eu sou faixa preta em quase todo tipo de luta.
: Estou tão ansiosa! (n/a: no chat eu só via americana dizendo que estava ‘excitada’ ahshhs taradas ahshas.).
Eu: Nem me fala eu to nervosa, sei que é só um show, mas eles vão estar bem ali. – apontei para o palco que estava a uns dez metros de mim. – Só a dez metros.
: Não vão dar vexame. – ela tomou um copo de suco que ela tinha acabado de pedir ao garçom.
Eu: Claro que não, nos somos fãs controladas. Não somos essas loucas descontroladas. – sim nos somos controladas, na frente deles ahs.
: Daqui a dez minutos eles chegam, vamos relaxar.
Eu: Não tanto, fomos atacadas no shopping podemos ser atacadas aqui também.
: Vira essa boca pra lá .
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Eu sei que eu não tenho lá essas sortes mais ser atacada aqui também já é sacanagem, esse é o primeiro show dos JoBros que vou, e por falar neles eles estão demorando. Se eu escutar a dizer mais uma vez que eles não veem eu tranco ela em algum lugar, poxa ela não vê que eu to nervosa pelo atraso dos Jonas. Se um dia, muito improvável, eu conseguir namorar um deles vou dizer pra eles pararem com isso, primeiro no chat e agora aqui? Atrasadinhos.
: Poxa já tem mais de meia hora, eles não vem.
: Eles podem não vir, mas eu só saio daqui enquanto alguém não subir naquele palco e dizer claramente que eles não vêm.
: Não acredito que to perdendo uma noite de sono, eu ia hoje ao cinema com o Jason, e onde eu estou? Esperando os senhores atrasadinhos.
: Ah para, eles vão vir, eles não vão fazer isso com as fãs tenho certeza que é por um bom motivo.
Eu: É eles estão salvando o mundo, são espiões também. – eu disse séria mais eu tava brincando, os Jonas Brothers espiões? Isso faz qualquer rir.
e : Sei AHSHAHSHAHSHAHSHAHHSHASHHSHHASHAHSHAHSHAS. – nos ficamos rindo e eu até parei mais com o nervosismo que estava sentindo.
: Se aqueles mauricinhos são espiões eu sou a Madonna.
: Pegou pesado, né ? Se você é Madonna eu sou Britney Spears.
Eu: Se vocês são Madonna e Britney eu sou Beyoncé.
: Pensei que você ia falar Christina Aguilera! – ela fez uma cara de confusa.
Eu: Não, vocês podem se beijar só, eu não me meto.
e : ¬¬ Engraçadinha.
Apresentador: Bem garotas desculpa pelo atraso. – um monte de meninas foi para perto do palco, eu e levantamos e corremos para perto também a ficou sentada no bar tomando suco. – Mais se preparem porque os Jonas Brothers já estão aqui, com vocês os Jonas Brothers.
Quando eles subiram no palco e começaram a cantar Burnin’up eu saí do meu corpo não consegui gritar eu só olhava estática para eles ali a cinco metros de distancia de mim, era como se eu estivesse sonhando e a qualquer momento eu pudesse acordar daquele sonho. Eu queria dizer que pelo menos um deles olhou para mim, mas não posso mentir, porque nenhum deles me olhou, eles olhavam para todas, menos para mim e pra , não sabia que eles tinham preconceito com menina bonita. Ta nem tanto, mas eu era melhor que muitas ali, e eles não me olhara. Acho que a tava tão mal quanto eu já que parou de pular e cantar, ela ta quieta de mais ao meu lado.
(Fiama) tava tão mal quanto eu já que parou de pular e cantar, ela ta quieta de mais ao meu lado.
Eu: ta tudo bem? – perguntei sem tirar os olhos do palco, certo que eles não estavam nem ai pra mim, mas depois eu fico revoltada, agora é hora de ver esse show maravilhoso. – ta tudo bem com você?
: Claro, lindo dia de Sol, não é ? – ãh? Nossa, ser ignorada pelos Jonas afetou mesmo ela, primeiro ela me chamou de , segundo dia de Sol? Ta de noite. ESPERA, PARA TUDO. ‘Lindo dia de Sol’ é o sinal para ‘Estou com uma arma apontada para mim!’. (n/a: viajei, so what?).
Eu me virei para a e tinha um cara ao lado dela, uma arma calibre 32 apontado em sua cintura, ela olhava o show estática, com certeza ele a mandou ficar calada, o que eu faço? A esta longe para eu pedir ajuda, eu tenho que me virar só, coragem . Eu engoli a seco olhei para o palco e meus olhos foram de encontro com os olhos do , ele me olha agora? Logo agora.
: O cara ai do lado das garotas. – ele ta falando com o cara que esta apontando a arma para a , se esse louco atirar no eu nunca vou me perdoar, alias, eu e metade do mundo. – Não está velho de mais para assistir aos shows dos Jonas Brothers. – o cara tomou um susto e se afastou de em direção a saída, ele esbarrou em varias garotas, algumas até caíram, ele fugia como diabo foge da cruz.
Eu: Eu pego ele! – dei meia volta e saí rápido atrás do cara, a veio atrás de mim a ficou lá já que estava ocupada de mais conversando com o barman. – Mais rápido ele vai fugir.
: Eu quero matar esse cara ele estragou nosso show. – nos corríamos rápido, o cara estava a uns deis passo de nos, o vento batia em nossos rostos e a sensação de adrenalina era incrível, quando eu saio da minha vida normal de mera estudante para uma espiã eu praticamente viro outra. – O que você quer quebrar?
Eu: Os dedos, ai ele nunca mais aponta uma arma para ninguém, muito menos pra amiga minha. – uma bicicleta passou em nosso caminho, eu subi em umas caixas do lado da rua e pulei praticamente por cima do pobre ciclista.
: Ele entrou naquele beco. – nos viramos à direita e entramos no beco sem saída. – Quem é você e pra quem trabalha? – ei a frase de efeito era minha.
Cara: Não interessa, há essa hora você deveria estar comendo grama pela raiz. – ele tentava recuperar o ar. – Manda a ver mocinha! – ele disse nos chamando para brigar, a foi à frente diferindo golpes contra ele, era a número um nas aulas de lutas. Fui em sua direção, também diferindo golpes contra ele, mas ele dava conta muito bem de nos duas, alias ele tinha o dobro do nosso tamanho se não nos cuidássemos iríamos nos ferrar.
Ao tentar lhe da um soco ele me segurou pelo braço e me arremessou contra o muro, nossa doeu, eu escorreguei até o chão e me levantei com dificuldade voltando para ajudar . Ele fez o mesmo com ela, mas ela machucou o braço, agora sobrou só para mim, respira você consegue.
Cara: Muito bem bonitinha agora só falta você. – senti nojo da cara que ele fez ao olhar para mim. – Você quer morrer ou quer se divertir com o papai aqui?
Eu: Nenhum dos dois, depois que eu te arrebentar você não vai ser o filinho. – ta talvez eu não dê conta dele, mas eu não posso parecer intimidada, caso contrario vai ser pior. – Manda a ver.
O Cara veio correndo em minha direção, mas do nada caiu desmaiado no caminho algo o atingiu na cabeça o deixando imobilizado no chão.
: O que foi isso? – ela apertava o braço com dor enquanto parava ao meu lado. – Não sabia da força do seu pensamento.
Eu: Não foi eu , alguém ou alguma coisa fez isso com ele.
Agente X2: Acho que nos preferíamos alguém, coisa é muito estranho. – ele saiu das sombras, acompanhado provavelmente pelo outro agente do grupo. Como ali estava escuro não deu para ver os seus rostos, tudo que iluminava aquele beco era a luz da lua. – Não precisam agradecer.
Eu: Claro que não vamos agradecer. Só se agradece quando se pede ajuda, e nos não pedimos. – não sou mal educada, mas eles me tiram do sério, nós nos encontramos pouquíssimas vezes mais em todas elas eles nos tiraram do sério.
Agente X1: Nossa como você é mal agradecida, devia dizer obrigada. – eu não gosto deles, mas se eles forem bonitos como a voz eu to mudando de opinião. – Nos vamos anotar essa na nossa lista.
: Que lista?
Agente X1: A nossa lista de quantas vezes nós já salvamos vocês. – o outro deu uma risadinha.
: ESCUTA AQUI SEU...
Eu: esquece não vale a pena, não vamos descer nesse nível. – quem visse com certeza pensaria que somos de agencias rivais, quando na verdade somos da mesma.
Agente X2: Você quis dizer subir até o nosso nível. – não quero discutir, mas eles tão pedindo.
Eu: Descer mais que isso é impossível!
: Essa é minha amiga toca aqui?
Agente X2: Você é gatinha mais é burrinha, ta dando o braço machucado pra ela tocar.
: Escuta aqui seu idiota, não me chama de burra muito menos de gatinha, porque vindo de você é ofensa. – já disse que essa menina é esperta.
Eu: Vamos embora , mas antes liga para o Charli vir...
Agente X1: Eu já liguei. – ele me cortou, eu começo a detestar eles mais a cada minuto.
Eu: Parabéns senhor eficiente¬¬. – eu revirei os olhos. – Vamos aposto que já perdemos nossas musicas preferidas. – os dois se entreolharam, nesse momento uma equipe de agentes chegou e eles saíram, ou melhor, sumira do nada como sempre. – é melhor você ficar e ver esse braço, eu vou chamar a e já volto.
Ela foi ate uma van e uns agentes médicos começaram a olhar o braço dela que pelo o que eu ouvi estava deslocado. Eu fui andando e quando cheguei em frente a casa de show me deparei com todos saindo, eu estranhei e entrei rápido a procura da , e se um outro agente tivesse a atacado e ela não tivesse conseguido escapar?
Eu: ! – eu corri até ela, os seus cabelos estavam bagunçados e a cara emburrada. – O que aconteceu você? Esta bem?
: Agora estou, onde vocês se meteram?
Eu: Um cara atacou a mim e a , e você?
: O mesmo, eu estava vencendo mais um dos idiotas dos Agentes X apareceu e adivinha? – ajeitou cabelos.
Eu: Eu sei perfeitamente o que aconteceu, aconteceu o mesmo comigo e com a , eles sempre aparecem no final para levar a gloria e a fama. Arrogantes. – bati o pé no chão, nervosa. – A se machucou.
: Foi grave? – se levantou.
Eu: Não, ela só torceu o braço. – eu olhei para todos os lados, tudo vazia, nada de Jonas Brothers, não acredito que perdi. – CADÊ OS JONAS?
: Sei lá, quando voltei eles já não estavam mais, aliais ninguém estava mais aqui. Vai ver a chapinha de um deles estragou e eles tiveram que sair com urgência.
Eu: ¬¬ um dia você ainda vai engolir isso, e eu espero que eu não esteja perto pra te jogar na cara.
: Nossa que revolta! TPM?
Eu: Não eu to com POSDJB.
: Que diabos é isso Õ.o?
Eu: Perdi O Show Dos Jonas Brothers. – ela não deixou de rir da minha cara.
: Você vai ter outra chance de ver os idiotas.
Eu: ¬¬
: Ta bom parei. – ela levantou as mãos para o alto como quem diz que se rende.
-----x----
Eu ainda não acredito que eu perdi a oportunidade da minha vida! Tem hora que me da vontade de ir lá na prisão e torturar aquele Cara, mas eu me segurou afinal sou uma moça do bem. Certo que não era a OPORTUNIDADE, meu ainda to revoltada, magoada, triste, ofendida, em profunda depressão, não to sendo dramática, eu estava li a uns cinco dês metros e ELES não olharam para mim, você tem noção do que é isso? Eu estava ali com todos os meus sonhos, e eles não olharam para mim, isso tipo que quebrou todos os meus sonhos e fantasias. Mas eu supero, eu consigo, eu superei uma semana na selva, no exercício de sobrevivência, porque eu não super isso? Não responda.
A esta bem melhor, como eu desconfiava ela deslocou o braço agora esta com o braço mobilizado, ela reclama de tudo, principalmente reclama da mesma coisa que eu, o fatos dos Jonas não ter nos olhado. Não é frescura nossa, tinha umas cinqüenta pessoas ali, eles olharam para todas, MENOS para nos duas, me senti a mosca do cocô do cavalo do bandido.
Agora uma coisa que nos três reclamamos é o fato dos Agentes X ¬¬ terem aparecido por lá, nos somos moças lindas e delicadas, mas somos muito capazes de nos virarmos sozinha, não precisamos que eles cheguem em todos os momentos para nos ‘salvar’. No fundo eu acho que eles têm uma quedinha por nos, é a única explicação lógica. Eu querendo que os Jonas me notem e eles não notam, eu querendo que os Agentes X me esqueçam e eles me notam, vê se pode uma coisa dessas?
(...)
: acorda. – ela me sacudia na minha confortável cama, no meu lindo quarto, na tentativa de me acordar. – ACORDA!
Eu: estamos de férias, eu quero dormir mais.
: AS AULAS COMEÇAM HOJE, E NOS VAMOS NOS ATRASAR. – QUÊ? PQP! WTF!
Eu: COMO! – eu dei um pulo da cama e corri para o banheiro, a já estava arrumada. – Como você só me avisa agora?
: Eu não sabia a era a única que sabia e não avisou, ela já foi, me ligou agora a pouco perguntando se eu não ia. – escovei os dentes rápido pesteei os cabelos, eu queria fazer uma chapinha mais não vai dar to em cima da hora. – Com toda essa semana de treinamento na J.O.N.A.S mau tivemos tempo de lembrar.
Eu: Por sorte já tínhamos comprado os matérias. – eu saí do banheiro enrolada em uma toalha, fui até o closet procurando meu uniforme. – Cadê meu uniforme?
: Gaveta de cima. – eu me pergunto como a sabe onde fica as minhas coisas que nem eu mesma sei onde fica.
O uniforme da escola era bonito, uma saia de prega acima do joelho, nada muito curto, uma blusa social branca e um suéter nas cores da escola, mas eu não usava aquele suéter, era estranho, pouquíssimos usavam aquele suéter, eu particularmente não gostava de usá-lo. Meias altas com sapatilhas fechadas, bem clássico.
Fomos até a garagem e pegamos nossas bicicletas, pedalamos o mais rápido possível, minhas pernas doíam e me faltava ar, mas finalmente chegamos à escola.
Assim que colocamos as bicicletas na grade para bicicletas o sinal tocou, eu e nos entreolhamos assustadas, pegamos o material e entramos correndo na escola os corredores já estavam quase vazios.
: Lembra-me de matar a ! – nos corríamos pelos corredores da escola segurando nossos materiais.
Eu: Se você chegar antes de mim! – com tanta presa nem deu de olhar a escola direito, viramos a direita em um corredor derrapando no chão, eu derrapei caiu. – OMG se eu não tivesse com tanta presa eu ria. Ashsash.
: Engraçadinha ¬¬. – eu a ajudei a juntar os materiais. Saímos correndo rumo a nossa sala, que por sorte era juntas na primeira aula. – É aqui! – ela parou em frente a uma porta com a parte de cima de vidro. – Entra!
Eu: Vai primeiro.
: Vai você.
Eu: Você!
: VOCÊ! – a porta se abriu, e era uma professora nova, tinha os cabelos loiros amarrado em um coque sofisticado no alto da cabeça, mas a roupa era antiquada de mais para ela. Ela nos olhou por cima dos óculos e nos mandou entrar.
Todos os alunos da sala nos olharam, não pelo fato de estarmos atrasadas, mas pelo fato de estarmos descabeladas e amarrotadas. Com a corrida de bicicleta até a escola o vento bagunçou todo o nosso cabelo, e com a corrida até a sala nosso uniforme estava amarrotado. Pude ver umas garotas comentarem a nossa aparência e darem risadinhas pelo nariz, enquanto nos olhavam torto. Nesse momento eu queria morrer, maior mico, a me paga.
Pelo menos a professora não mandou que eu e nos apresentássemos à turma, ela só nos mandou sentar, e obedecemos mais que depressa. Mais uma vez a ‘sorte’ nos ajudou, não tinha cadeiras perto, então eu sentei de um lado da sala e do outro lado.
Professora: Bem eu sou Clair, vou ser a professora de Inglês de vocês. – bem eu gostei da Clair, ela parece ser uma boa pessoa. Clair começou a escrever algumas leituras obrigatórias no quadro, abri meu caderno para anotar, e senti os olhares daquelas meninas que riram de mim e da me observarem, abaixei a cabeça e comecei a anotar o que Clair escrevia no quadro.
Com toda a pressa dessa manhã eu nem tive tempo de explicar algumas coisas, eu estava com tantas coisas na cabeça que nem se quer me lembrei do primeiro dia de aula.
Nós estudávamos em outra escola, mas fomos transferidas esse ano para essa escola que é bem mais perto da nossa casa. Horace Mantis Academy é uma ótima escola o ensino é bom, e é muito bonita. A fachada é pintada de vermelho bem vivo com um designe moderno, a frente da escola tem um gramado moderno, e como toda escola americana tem um mastro na frente da escola com a bandeira dos Estados Unidos. (n/a: duvidas? Olha a foto da escola aqui..). Os corredores tem um piso bege muito liso como você puderam ver, já que a levou uma queda, nossa se eu não estivesse atrasada eu tinha rido pra caramba.
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Aproveitei que eu já tinha terminado o exercício que a Clair tinha passado e comecei a dar um jeito no meu amarrotado uniforme, consertei a saia que estava torta e arrumei as mangas da minha blusa. Passei a mão no cabelo tentando o arrumar mais, consegui da um jeito nele me deixando com uma aparência muito melhor. Olhei para que fazia o mesmo que eu, só que parece que ela tinha mais sucesso. O sinal tocou e os alunos começaram a sair da sala, a professora veio até aminha cadeira.
Clair: Você é a , não é? – a se aproximou parando ao lado da mesa. – E você é a ?
: Sim! – deu um sorriso.
Eu: Professora desculpa, nós nos atrasamos porque na noite passada nos... – como eu ia dizer que nos atrasamos por que treinamos a noite inteira na agencia? Vou ter que mentir, mais uma vez. – Bem é...
Clair: Porque ficaram até tarde treinando na agencia? – ai que medo. Ela sabe?
Eu: Que agencia? – vai que ela ta blefando? Eu me fingi de desentendida.
Clair: Não se preocupe eu sou da J.O.N.A.S. – a cada dia eu me surpreendo mais, só falta os Jonas estudarem aqui, ta, ai já é querer de mais. – A agencia me mandou, para ficar de olho em vocês três.
: Vocês acham que não somos capazes de nos cuidar sozinhas? Nós podemos nos virar perfeitamente. – concordo plenamente com a .
Clair: Não é isso, é que vocês vêm sendo atacadas muito freqüentemente, duas vezes em menos de um mês.
Eu: Mais isso não é motivo para por vigia perto de nos.
Clair: É para o bem de vocês Charli sabe o que faz.
: Se fosse os queridinhos Agentes X dele ele não mandaria escolta.
Clair: Eu sei! Vocês são perfeitamente capazes de se cuidar só. Ele deve achar vocês fracas só porque são mulheres. – não é que de repente eu volto a simpatizar com ela? – Eu sou estou aqui para dar um apoio, não se preocupem.
Eu: Contando que seu apoio não interfira em nossa vida. – me levantei da cadeira e peguei meus materiais. – Depois que nos batermos na nos contamos para ela. – eu disse já fora da sala, agora era hora de um pequeno intervalo que tinha depois da próxima aula.
: Eu começo a pensar em sair de lá. – procurávamos por nossos armários, e ainda algumas pessoas nos olhavam de lado. – Eles nos acham umas incompetentes mesmo, que os Agentes X cuidem de tudo.
Eu: Só não desisto porque não vou dar o gostinho para aqueles três idiotas. – vimos a mexendo em um armário, nos aproximamos. – Então dona valeu por nos acordar.
: Shiii meninas foi mal, eu pensei que vocês lembravam. – ela colocou os livros dentro do armário. – O que aconteceu com vocês?
Eu: Graças a você nos viemos de bicicleta, nos bagunçamos todas, caiu no corredor.
: A caiu? Ahshahhsha.
Eu: É foi tão engraçado ashsas, quer dizer, foi ela caiu, e a culpa é sua.
: isso que você fez não se faz, poxa olha o nosso estado, vamos ser excluídas de tudo pelo resto de nossas vidas nessa escola.
Eu: Nos já éramos excluídas na escola antiga mesmo, essa não vai ser diferente. – sim nos nunca fomos às populares da escola, nos sempre fomos às garotas estudiosas que tiravam notas excelentes, e que ninguém conhecia.
: É bom você pensar em algo muito bom para ganhar nosso perdão. – ela olhou em um papel. – Meu armário é aqui do lado. – olhei o meu papel e vi que meu armário era ao lado do da , pelo menos isso deu certo, já que tudo estava dando errado.
: Podem falar normal comigo então, porque eu tenho uma coisa que vai fazer vocês me perdoarem agora. – ela deu um sorriso vitorioso.
: Fala logo. – jogou os livros dentro do armário.
: Os Jonas Brothers estudam nessa escola! (n/a: vamos fingir que o Kevin e o Joe ainda estudam.).
Eu: COMO É? ELES ESTUDAM AQUI? MENTIRA!
: É verdade, o tal de estava na mesma sala que eu, e eu o vi conversando com os outros dois antes de entrar na sala.
Eu: Como eu não sabia que eles estudavam aqui? Que tipo de fã eu sou que não sebe onde meus ídolos estudam? – as pessoas que passavam no corredor me olhavam e me achavam mais louca ainda, mas nesse momento não importa, porque ELES estudam aqui.
: Isso parece mentira, tem certeza do que você esta dizendo?
: Claro que tenho.
Eu: Esquece , eles são famosos não vão olhar para nos aqui assim como não olharam para nós no show. – eu sou pessimista, e daí? Brincadeira, só estou cansada de pensar em algo que nunca vai acontecer, eles vão nos ignorar assim como fizeram no show, afinal nos somos as garotas ‘esquisitas’. – Eu vou para a aula, nos vemos no recreio!
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Eu devia estar pulando de alegria até agora, mas não dá só a lembrança de ser ignorada de novo já me deixa triste. Hoje eu devo ter acordado com o pé esquerdo, esse foi o dia em que eu mais tive azar em toda a minha vida, me atrasei para escola no meu primeiro dia de aula, cheguei toda descabelada e bagunçada, estou sendo excluída de novo na minha sala de aula, o dia não poderia ser pior.
Não demorou muito para o professor de Matemática entrar na sala, ele era um senhor de idade de uns sessenta anos, usava uma roupa antiquada, os óculos lhe cobriam quase toda a face, os cabelos bagunçados como se tivesse acordado e não os tivesse penteado. Assim que ele entrou na sala aquelas mesmas meninas fizeram piadinha dele, eu senti certa pena dele, tadinho ele não devia ser julgado assim pela aparência.
O professor de matemática se apresentou como Albert, ele até parecia ser um senhor de idade legal. Ele falou algumas palavras e começou a rabiscar o quadro, peguei meu caderno e comecei a anotar tudo o que ele escrevia. Pelo menos enquanto eu escrevia conseguia esquecer mais o péssimo dia que esta sendo hoje, mas não podia deixar de sentir o olhar das pessoas sobre mim.
Depois daquela aula de matemática era o recreio da escola, a vontade que me deu foi ficar ali, mas juntei todas as minhas forças e fui até o refeitório seja lá onde ele seja. Deixei meus livros no armário, vários alunos estavam indo para um lugar só, então eu os seguei, talvez eles fossem para o refeitório. Por sorte eu acertei, peguei uma bandeja e entrei na fila, eu acordei com tanta presa que não comi nada, meu estomago ta doendo de fome. Peguei a minha bandeja, agora com comida e procurei pele e pela , finalmente eu avistei as duas em uma mesa mais afastada, na mesa só tinha as duas. É impressão minha ou o pessoal nessa escola esta nos excluindo?
: Você não sabe quem eu vi ? – a voz dela era tão empolgada que eu já até sabia quem era.
Eu: Um dos Jonas? – sentei-me à mesa sem nenhuma animação.
: Foi! Não é de mais? – ela comeu uma rosquinha.
: É o máximo. – fez cara de empolgada falsa. – E adivinha ? Eles a ignoraram de novo.
Eu: De novo?
: É mais eu vi eles.
Eu: para de fingir que não ta com raiva.
: Ta bom! – ela tirou o sorriso do rosto e sua cara ficou totalmente transtornada. – Meu, eu começo a achar que eu tenho uma doença contagiosa, eles falam com TODO MUNDO, menos com nos. Eles falam até com as pessoas que os odeiam, menos com a gente.
Eu: Eu gosto muito deles, mas isso é chato. – eu enfiei um bolinho inteiro na boca, a e a me olharam espantadas. Juntou a raiva com a fome, e eu to comendo com raiva.
: Olha quem vem ai, os seus amados Jonas Brothers. – a fez uma cara de nojo, eu devia aprender essa cara agora que estou com raiva deles. – Não vão pedir um autografo?
Eu: Há há há ¬¬
: Prefiro pedir autografo para o capeta.
Eu: Õ.o eu prefiro pedir para eles.
: Foi modo de dizer ¬¬. Você ta lentinha hoje .
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Os Jonas sentaram em uma mesa com mais duas garotas, uma loira e uma morena, acho que eles eram amigos ou namorados. Na hora em que eles entraram no refeitório eu só escutei varias meninas cochichando, algumas cochichavam coisas mais ousadas. Os garotos ficavam com raiva por eles receberem toda a atenção, eles não tem culpa se são tão perfeitos, quer dizer, nem tão perfeitos assim... Quem eu to enganando? Eu posso estar com um pouco triste com eles mais não vou ficar mentido, eles são lindos.
Eu: Eu acho que vou me adiantar mais para a aula. – peguei minha bandeja e me levantei rápido, um garoto que passava atrás de mim com um copo de suco esbarrou em mim e adivinha? Derramou todo o suco do copo dele na minha blusa, o refeitório inteiro olhou para mim dando umas risadinhas, até os Jonas me olharam. Quando eu to pagando mico eles me olham, não é? Parabéns Jonas Brothers ¬¬.
Garoto: Me desculpa, você se levantou rápido e esbarrou em mim. – ele estava assustado, eu? Zangada.
Eu: Tudo bem a culpa foi minha. – tentei dar um sorriso para ele, mas não funcionou muito bem.
: sua blusa ta vermelha. – eu coloquei a bandeja em cima da mesa e passei a mão na blusa.
Eu: Vou à secretaria comprar outra blusa, já que essa aqui não vai prestar mais.
Garoto: Eu pago.
Eu: Não precisa, a culpa foi minha.
Garoto: Mais o suco era meu. – quer saber vou aceitar, o suco era dele mesmo.
Eu: Esta bem, mas você pode ir comigo agora? Eu estou cheirando morango, e parecendo um.
Garoto: Claro. – ele deixou abandeja em cima da mesa e nos fomos até a secretaria. – Meu nome é Harry e o seu?
Eu: mais pode me chamar de . – pode nada, é só para os íntimos. Mas eu pensei, ele vai me pagar uma blusa nova então não tem nada de mal.
Fomos até a secretaria e explicamos tudo ela me deu uma blusa nova e Harry pagou na hora, depois nos despedimos e eu fui para a minha sala. A sala já estava cheia só tinha dois lugares vazios um ao lado do outro, me sentei, não demorou muito para o professor de Biologia chegar. Ele passou algumas coisas no quadro para nos resolvermos, novamente eu estou isolada da sala.
Alguém bateu a porta e o professor mandou que entrasse, levantei a cabeça para ver quem era e adivinha? Jonas, meu coração disparou minhas mãos começaram a suar frio, eu achei que estava passando mal. Ele estava mais lindo do que no dia do show e agora bem mais perto de mim, espera, eu estou com raiva, não é? NÃO.
Professor: Atrasado . Sente-se no seu lugar e não atrapalhe mais a aula. – ele veio em minha direção como era o único lugar vago, quando ele sentou ao meu lado eu senti uma corrente elétrica passar por todo o meu corpo. Tentei me concentrar no meu exercício, mas estava difícil.
Meia hora depois o começou a puxar papo com uma garota que estava na cadeira da frente, ele puxou papo com a menina da frente e não comigo, que estou bem do lado dele. Eu começo acreditar na teoria da , eu tenho uma doença contagiosa que afasta pessoas que tem o sobrenome Jonas. Talvez seja hora de eu gostar de outra banda, Nx Zero? Não, eles são legais, mas estão lá no Brasil, muito longe. Backstreet Boys? Não e não, musicas boas mais acho que eles terminaram, não é? Não eu não sei, porque os últimos meses da minha vida foram dedicados exclusivamente a Jonas Brothers, e eles estão me ignorando.
Eu: É da licença... – eu falei com o , ultima tentativa. – Desculpa licença. – ele me olhou sério.
: Que é?! – ele disse sério, frio e irritado. OMG eu não acredito que ele falou assim comigo, vou mergulhar em uma depressão profunda, tipo eu amo ele, e ele me trata assim? – Que foi?
Eu: Esquece. – a menina da frente deu uma risadinha e os dois voltaram à conversa, eu pude escutar ele dizer um ‘Ninguém merece’. Levantei-me rápido da cadeira peguei meus materiais e fui até o professor. – Professor preciso ir até a enfermaria, não estou me sentindo bem.
Professor: O que você tem mocinha?
Eu: Eu estou enjoada. – olhei de lada par o . – Posso ir?
Professor: Tudo bem, leve isso com você. – ele me entregou uma folha. – É o dever de casa.
Peguei o papel da mão dele e saí da sala, na verdade eu me sentia mal, decepção profunda. Fui até o banheiro feminino coloquei minha bolsa em cima da pia, e me olhei no espelho passei as mãos nos cabelos.
Eu: Será se estou tão horrível assim? – disse para mim mesmo. Escutei alguém dar a descarga e sair de um dos Box ali.
Garota: Não estar tão horrível assim. – ela disse dando um sorriso amigável. Ela era muito bonita, loira, o cabelo bem cuidado, e uniforme bem arrumado, quase impecável. – Eu sou a Stella Malone, e qual o seu nome?
Eu: . – me olhei mais uma vez no espelho.
Stella: Tem sido um dia ruim para você?
Eu: Péssimo, tudo de ruim que tinha que acontecer aconteceu hoje.
Stella: Você a garota que o Harry derramou suco, não é? – ótimo agora sou a garota que derramaram suco, ótimo ¬¬.
Eu: É! Ele foi legal em me pagar uma blusa nova.
Stella: Eu dou um jeito no seu cabelo. – ela pegou uma escova na bolsa e realmente conseguiu dar um jeito no meu cabelo. – Pronto.
Eu: Nossa ficou muito melhor, obrigada.
Stella: De nada. Até depois.
Eu: Tchau! – ela saiu do banheiro e eu fique só. Agora eu começo a me lembrar dela, ela era uma das garotas que estavam sentadas com os Jonas hoje no refeitório.
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O sinal tocou, eu fui até o meu armário e peguei os meus materiais, acho que vou para casa.
: Hey ! – ela veio correndo e quase levou outra queda. – Que você fez no cabelo? Esta bem melhor.
Eu: Eu dei um jeito. – sorri forçado. – Vamos embora?
: Claro que não, os Jonas vão cantar agora lá no pátio.
Eu: To magoada com eles. O estava na minha sala, se sentou ao meu lado, eu tentei falar com ele, ele me deu uma cortada.
: Sério?
Eu: Sério! Nossa eu gosto tanto deles, mas essa passou dos limites. – bati a porta do armário com força.
: Vamos lá , a já foi embora, vamos rapidinho e depois nos vamos para casa.
Eu: Com a minha sorte de hoje é possível que o show dê errado só porque eu fui então você vai só que eu vou para casa.
: Ah , vamos lá.
Eu: Esta bem. – eu não queria ir, ser ignorada de novo, eu fui ignorada hoje mais do que já fui ignorada em toda a minha vida.
O pátio estava cheio de alunos, acho que a única que foi embora foi a , porque o resto estava todo ali. Tinha um mine palco montado com alguns microfones e uns instrumentos musicais. Se fosse antes eu estaria eufórica para essa apresentação, mas agora não. Ta eu não vou mentir, apesar de tudo estou ansiosa, mas ninguém precisa saber, não é? Não responda.
Os Jonas subiram no palco e cumprimentaram seus colegas de escola, começaram a tocar Just Friends às meninas deliravam em frente ao palco, a estava indo na onda mais eu lembrei ela e ela ficou quieta. Meu celular começou a tocar então me afastei um pouco para atender.
Eu: Alô?
: você e a em casa agora temos festa!
Eu: OK! – não se enganem festa é o código para missão.
: eles estão contando a sua musica favorita. (n/a: imagine a sua musica preferida deles.).
Eu: temos festa. – ela não escutou estava ocupada de mais olhando para o . – eu disse QUE TEMOS FESTA. – as pessoas próximas me olharam. – Exclusiva.
: Festa? – ela finalmente se tocou. – Vamos.
Pegamos nossos materiais e corremos até as bicicletas colocamos os materiais na cesta, e saímos rápido pedalando o mais rápido possível, paramos a bicicleta rápido na frente de casa, entramos e estava na sala com três pastas nas mãos.
: a skatista. – ela jogou uma pasta para . – a patricinha.
Eu: De novo? Eu fui à patricinha da ultima vez.
: Você tem cara de patricinha, ou melhor, é patricinha.
Eu: NÃO SOU NÃO.
: Sei...
Eu: Se eu sou patricinha, vocês são também.
: Que seja. – eu abri a pasta e comecei a ler. – A missão é simples dessa vez, não atrapalhe de novo.
: Certo mamãe. O que vamos fazer?
: É simples, o banco central de New York vai transportar dinheiro hoje, só temos que cuidar para que o carro forte não seja atacado.
Eu: A cada dia nos dão coisas mais ridículas.
: Então vamos cuidar para que dê certo dessa vez.
Fomos correndo para nos trocar, minha roupa, botas brancas de salto, vestido rosa e um óculos grande. usava uma bermuda até os joelhos, blusa folgada e segurava um skate. como sempre pegou o melhor, se passar por funcionara do banco, então ela parecia uma secretaria, ficaria dentro do banco no ar-condicionado enquanto eu torrava no calor do lado fora.
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Não demorou muito para chegarmos em NY, a agencia mandava um super jatinho para essas viagens. Chagamos na frente do banco e agimos como se não nos conhecemos, para complicar mais ainda a minha vida eu estava com um yorkshire na coleira, para dar mais realismo ao disfarce, mas eu até que estava gostando do cachorrinho ele era tão fofo. Liguei o microfone e o fone, joguei o cabelo por cima para ninguém notar.
“Por aqui esta tudo limpo, o único problema é um skatista que não sai do meu pé.”
“ se livra dele, ele pode comprometer o disfarce.”
“Tem problema se eu comprar um cachorro-quente? O carro forte ainda nem chegou.”
“ trás pra mim?”
“Não , nos não nos conhecemos, lembra?”
“Ah é mesmo” (n/a: agora os Jonas são fixos, porque eles vão estar disfarçados e se eu fosse perguntar o disfarce que seu Jonas usou ia ser mais uma pergunta, então os três vão dar em cima de você. Joe = Guarda, Nick = Cocheiro, Kevin = Vendedor de cachorro-quente.).
Eu: Me da um cachorro quente! – nem olhei direito para o vendedor eu olhava para o banco, o carro forte tinha acabado de chegar. – Quanto é?
Vendedor: Pra você vai ser de graça. – nossa tenho que me mudar para NY, lindinho esse vendedor, não da de ver bem ele, mas da pra ver que é lindo. – Não sabia que moças bonitas assim comiam cachorro-quente.
Eu: Isso e muito mais, não sou do tipo que morre de fome. – dei uma mordida no cachorro-quente, mas eu não olhava para ele eu olhava o dinheiro que estava sendo colocado no carro forte. – Obrigada moço.
Vendedor: Eu é que agradeço. – já falei que to amando essa cidade?
O transito estava lento, um policial controlava o transito meio desajeitado por sinal. Mimi, o yorkshire, começou a puxar a coleira me levando junto, era um cachorro pequeno, mas em uma das mãos eu estava com um cachorro-quente e eu também estava distraída olhando para o carro forte, então ela foi me puxando e quando dei por mim eu estava no meio da rua. Mimi cheirava o sapato de alguém, olhei para os sapatos do fulano e fui subindo a vista, era o policial. E que policial, ele tinha bigode e óculos escuros, eu definitivamente tenho que morar em NY. (n/a: vou roubar um carro pra ser presa por esse policial.).
Eu: Para Mimi. – eu tentava puxa Mimi, mas sem sucesso, ela continuava cheirando pé do policial. – Me desculpe.
Policial: Tudo bem moça. – ele me olhou de cima baixo. – Acho que tenho que agradecer ao seu cachorrinho. – ele se abaixou e pegou Mimi no colo.
Eu: Agradecer? Por quê? – eu olhava por cima das pessoas tentando ver o carro forte.
Policial: Por ter te trago até aqui. – OMG, nossa um policial desses me cantando eu não agüento.
“ sai daí eu sei que o guarda é gostoso, mais SAI DAÍ.” quase me deixou surda gritando desse jeito.
Eu: Ah é, agradece ai. – peguei o cachorro da mão dele e atravessei a rua correndo, parando perto de um tipo de carruagens. – A vista daqui esta melhor.
Cocheiro: Muito melhor! – me virei e dei de cara com o cocheiro da carruagem. AMANHÃ ME MUDO PRA NY. Essa cidade só tem cara gato, caras que escondem os rostos mais são gatos. – Não quer subir aqui?
Eu: É eu quero. – não pensem besteira a vista lá de cima era muito melhor. – Valeu.
Cocheiro: Eu é que agradeço, agora tenho uma boa companhia. – todo o azar que eu tive na escola esta compensando agora, já é o terceiro em menos de meia hora, minha alto-estima foi no céu agora. – Procurando o namorado?
Eu: Não tenho namorado. – vi atravessar a rua correndo de skate, deduzia que tinha algo errado. – Tenho que ir, valeu mesmo. Tchau.
Pulei de cima da carruagem e saí correndo, joguei o cachorro-quente fora. Cheguei perto de , um cara suspeito estava próximo ao carro forte.
Eu: Deixa comigo . – entreguei Mimi para ela, corri até perto do homem, assim que estava próximo dele tratei de tropeçar, ele me segurou pela cintura ¬¬ detesto essas partes. – Me desculpa. – lhe lancei um olhar sexy, ossos do oficio. – Machuquei o tornozelo pode me ajudar?
Homem: Claro. – cara de safado. Apoiei-me nele e sentei em um banco ali perto.
O carro forte foi carregado com o dinheiro, dessa vez nada deu errado, exceto pelo fato de eu ter ficado aturando o tal homem ao meu lado por uma hora até o carro forte sair. Ele não era bandido, mas era melhor prevenir do que remediar.
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: Silvia o que você faz com esse homem? Eu já não te disse sua muleca. Para casa agora sua mãe esta mandado.
Eu: Tudo bem mãe. Desculpa senhor. – fingiu ser minha mãe pra me livrar daquele chato. – Valeu , acho que o cara pensou mesmo que eu estava afim dele, coitado.
: Tambem você jogou todo o seu charme pra cima dele.
Eu: Eu pensei que ele era o bandido.
: Você sempre se apaixona pelo bandido, lembra do Erik? – não fiquei afim dele, ta só um pouco, mais ele é que queria algo comigo, mas ele era o bandido não dava.
Eu: Ah gente que coisa idiota pra falar agora. – ta perdi todo o pouco bom humor que eu tinha.
: Mas mudando de assunto, quem era aqueles três?
Eu: Que três?
: O vendedor, o Policial e o Cocheiro.
Eu: Não conheço, mas tenho certeza de uma coisa, a próxima cidade que vou fazer questão de morar é NY.
: Com certeza.
Quando chegamos em casa eu tomei um bom banho e fui fazer a tarefa de Biologia, tive que pesquisar para responder, mas depois de quase uma hora consegui responder. Coloquei o despertador para despertar, não queria chegar tarde de novo.
Acordei cedo na manhã seguinte tomei um bom banho deixei o meu cabelo perfeito, coloquei o meu uniforme coloquei também um cordão para deixar aquele uniforme mais feminino. Fiz uma maquiagem leve e desci para tomar café.
: Bom dia. – ela disse assim que eu entrei na escola.
Eu: Bom dia, cadê a ? – me sentei e comecei a tomar café.
: Esta dormindo. – ela fez uma cara do mau, e eu entendi perfeitamente.
Eu: Vamos logo antes que ela acorde. – pegamos nossos materiais e fomos para a escola, nos íamos de bicicleta, era divertido. – Quando ela acordar...
: A vingança é tão doce. – eu comecei a rir quase me desequilibrando da bicicleta. – Ela vai querer nos matar.
Eu: Ela vai saber o que passamos ontem. – prendemos as bicicletas na grade de bicicletas e entramos na escola, alguns alunos já entravam na escola.
Stella: Oi . – ela veio até mim e a , com um sorriso no rosto. – Nossa você caprichou hoje, bem diferente de ontem.
Eu: É que hoje eu tive tempo de me arrumar. – passei a mão no cabelo. – Essa é a minha amiga, essa é a Stella.
: Oi tudo bem. – elas se cumprimentaram. – Nossa adorei isso que você fez com a barra da saia.
Stella: Sério? É que eu sou estilista, então eu treino com tudo.
Eu: Nossa ficou legal mesmo, depois você vai ter que fazer na minha também.
Stella: Claro! Bem agora eu tenho que ir, nos vemos depois.
: Tchau. – ela saiu rápido falando com algumas pessoas pelo corredor. – Ela é legal.
Eu: É! – coloquei as minhas coisas no armário. – Eu vou indo antes que a chegue, ela vai querer nos matar.
: Nós vemos no intervalo da segunda aula.
Fui para a sala em que eu teria a próxima aula, eu teria aula de química, não sou muito fã dessa matéria mais também não odeio.
Entrei na sala e me sentei em uma cadeira, dessa vez ninguém deu risadinhas quando eu cheguei, claro hoje eu estou bem melhor do que ontem. Aquelas meninas estavam nessa sala também, não gosto delas, elas parecem que só sabem falar mal dos outros. Vou ler os lábios delas e ver o que elas estão falando.
A loira aguada disse isso aqui: Você viu os Jonas de perto? Meu Deus que pecado nossa eles são muito lindos, eu ainda pego pode ter certeza.
Ruiva falsa respondeu isso: Você pode ter chances, quem não tem é as três esquisitas. – ela olhou em minha direção. – Viu quando aquelas duas entraram na sala ontem? Eu quase tive um ataque de risos.
Professor: Alunos silêncio. – o professor entrou na sala e as duas bruxas calaram, eu não disse que elas só sabiam falar da vida dos outros? Idiotas ¬¬. – Pode entrar. – OMG é a , ela esta em um estado parecido ao meu estado de ontem, ela ta furiosa, nossa me deu uma fuzilada com os olhos. Ela sentou no fundão deve ta com raiva ela só senta na frente, exatamente onde estou. – Continuando, eu vou lhes passar um trabalho e quero que me entreguem semana que vem. – ele começou a anotar as informações para o trabalho no quadro.
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A aula foi calma, mas eu podia escutar a bufando de raiva no fundo da sala, eu tenho certeza que quando a aula acabar ela vai correr atrás de mim pra me bater, poxa eu tinha que ter aula com ela justo hoje?
Quando faltava só três minutos para a aula acabar, comecei a arrumar as minhas coisas e me preparar para correr. O sinal tocou e eu escutei a se levantar apressada. Peguei minha bolsa e saí rápido da sala ela vinha atrás de mim, eu apresei o passo mais ela chegava perto, então comecei a correr desviando das pessoas que entravam no meu caminho. Ela começou a correr também, e eu corri mais, as pessoas agora não achavam mais, elas tinham certeza, que nos éramos loucas.
: aonde você vai? – ela gritou assim que eu passei correndo na frente dela.
Eu: A está vindo ai, corre! – eu escutei a gritar, era tarde de mais pra ela, já tinha cuidado dela. Virei à esquerda no corredor correndo e topei forte com alguém, eu caí por cima dele, caí escanchada em cima do menino, ai que mico. – Desculpa foi sem querer. – ME MATA! Eu esbarrei em Jonas. Eu quero morrer. – Desculpa.
: Você já disse isso. – ai nossa que mau humor, ta com raiva só porque uma menina o derrubou no chão, só por isso. Isso foi sarcasmo Ok? Agora que me dei conta da nossa posição, ele também se deu conta e está vermelho, não mais do que eu, porque uma pimenta perde pra mim. – Você pode sair de cima de mim. – me levantei rápido muito mais MUITO sem graça.
Eu: Desculpa foi sem querer.
: Você só sabe falar isso. – pra mim chega, ele pode ser meu ídolo mais é um CHATO.
Eu: Não, acontece que eu deixo meu vocabulário para as pessoas que valem à pena. – mentira! Eu disse isso? cadê a sua timidez quando você precisa?
: Te achei, agora você me paga.
Eu: OMG foi mal! – eu saí correndo e ela veio atrás de mim, eu to ficando descabelada de novo. – Agora chega. – parei de correr morrendo de cansada. – foi mau, mas agora você entende o que passamos ontem, e não me mata!
: Ta bom, desculpa foi mal. – ela ta chorando?
Eu: o que foi amiga, não chora?
: O Jason terminou comigo, é por isso que eu ando assim. – é por isso que ela anda fria comigo e com a .
Eu: Por que você não contou para nos?
: Não sei, eu preferi guardar pra mim, já tem uma semana que ele terminou.
Eu: não fica assim ele não merece, se ele terminou com uma garota como você é porque ele é idiota. – ela começou a enxugar as lagrimas. – Olha nos vemos na hora do recreio, o sinal acabou de tocar. Mas não fica assim OK?
: Esta bem, eu vou indo para a minha sala.
Eu fui até a sala da minha próxima aula, por sorte meu cabelo ainda estava bonito, e eu não sou patricinha! Só quero estará apresentável, não convenci? Não responda de novo.
Era aula de inglês com a Clair, eu até fiquei aliviada porque ela era da agencia então entendia meus momentos de loucura. Sentei-me na segunda fileira de cadeiras e tirei o livro da bolsa, ela deu um sorriso para mim, retribui o sorriso. Não demorou muito para que entrasse na sala, nossa aula de inglês era juntas.
Eu: A não te matou? – eu olhava para ver se ela não tinha nada quebrado.
: Quase mais eu consegui fugir, e você?
Eu: Eu também. Ah quando eu fugia, eu caí em cima do . – arregalou os olhos. – Foi, e ele é tão chato foi o maior grosso, eu não sei o que deu em mim que respondi.
: Ta certa, eu sei que ele é da nossa banda preferida, mas não é por isso que temos que levar desaforo para casa.
Clair: Bem hoje eu trouxe as leituras obrigatórias para vocês. – ela começou a entregar livros para cada um. – Quero que leiam, e depois eu vou passar um trabalho para vocês a respeito dos livros.
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Ficamos a aula toda fazendo pequenos relatórios sobre os livros, depois que o sinal tocou fomos para o refeitório, pegamos nossos lanches e sentamos na mesma mesa, novamente só nos três. A começou a contar a historia do Jason para a , chorou um pouco mais depois se controlou.
: Tem certeza que ele esta com outra? – não falei muito do assunto preferi não opinar, apenas tomava meu suco escutando as duas conversarem.
: Eu tenho certeza, eu sou uma...
Eu: Observadora? – a cortei antes de ela dizer espiã.
: Exatamente. Eu tenho quase certeza.
: Mudando de assunto vocês estão prontas para o exercício de simulação de hoje à noite?
Eu: Mais ou menos, eu nunca estou pronta para essas simulações. – na mesa dos Jonas estava cheia de gente, todos se apertando para sentar pertos deles, novamente eles nos ignoravam, eu já estou até acostumando.
: Eu ouvi dizer que os Agentes X vão participar, soube que os próprios se ofereceram, já que eles são tão ‘bons’ que não precisam participar do exercício. – ela fez aspas com as mãos.
Eu: Nossa, a noite vai ser pior do que eu pensei, se eles vão estar lá.
: Nós temos que mandar bem dessa vez, eu não estou a fim de escutar aqueles idiotas jogarem na nossa cara que foram melhores, de novo ¬¬.
Eu: Concordo. Não sei se me controlo se isso acontecer. Vamos anotar na nossa lista. – imitei a voz de um deles e a e a riram.
: Que lista?
: Você não sabia? Eles têm uma lista onde anotam quantas vezes nos salvaram.
: O QUÊ? – ela ficou peia da vida com a história. – Ah mais eles vão engolir isso essa noite. Vamos para casa.
: Minha filha as aulas ainda não acabaram!
: Vou falar com o diretor para nos liberar, vamos treinar. – gente to com medo dela, ela vai tirar nosso coro até ficarmos perfeitas. – Me esperem na saída eu resolvo. – ela saiu pisando forte com tanta raiva que deixou escapar um ‘HUM’ perto da mesa dos Jonas.
Eu: To com medo ela vai nos matar. – me levantei da mesa.
: Matar é pouco, vamos. – saímos correndo do refeitório, pegamos nossos materiais e esperamos perto das bicicletas. Minutos depois ela apareceu sorridente.
: Vamos para casa treinar consegui a liberação.
Eu: O que você fez?
: Tenho meus métodos, agora vamos não temos muito tempo.
(...)
Treinamos até de noite eu estava exausta, como eu tinha dito a pegou pesado eu quase não agüentava andar, teria que me esforçar muito mais do que se não tivesse treinado nada. Coloquei minha roupa, que era igual a das meninas, uma calça justa na cor preta, botas pretas de salto pra dar um estilo, blusa de manga justa também na cor preta, luvas pretas e os acessórios de espionagem.
Uma van da agencia veio nos buscar, era dia de treinamento para todos os agentes Juniors, o que incluía os Agentes X ¬¬. Não demorou muito para que chegássemos a agencia, todos os agentes Juniors estavam ali, muitos nos até conhecíamos, outros nos nunca tínhamos visto.
Charli: Bem vindo agentes. – ele disse de cima de um palanque, todos aplaudiram. – Hoje é o nosso dia semestral de treinamento, e como monitores nós teremos para nos ajudar os melhores agentes Junior da agencia os Agentes X. – eu e as meninas nos olhamos e colocamos o dedo na garganta como se quiséssemos vomitar. – Hoje alem de auxiliar eles vão participar de algumas provas com vocês, se superem, e vamos aos testes.
Eu: Ninguém merece ¬¬
: Escuta, hoje eu não admito erros.
: quer parar, eu to ficando com medo.
Eu: Você pegou tão pesado que eu mau estou conseguindo andar.
Agente X1: As mocinhas acham que vão dar conta? – ME SEGURA EU VOU MATAR ESSE IDIOTA. – Você perece tão mais frágil hoje .
Eu: Primeiro, eu estou ótima melhor impossível. Segundo, pra você é . – até os amigos dele riram. – Por que vocês escondem o rosto, ein?
: Não me digam que são astros do rock.
: É! Eles são os Jonas Brothers. – eu e a olhamos para e ela olhou para nos e nos caímos na risada, eles ficaram sérios e saíram de perto de nos. – Acho que eles odeiam os Jonas Brothers.
: Quem não os odeia?! (n/a: eu não odeio, eu os amo.).
Eu e : Nos!
: Mais vocês são bestas mesmo. – saiu andando. – Vamos nós somos as primeiras.
Fomos andando até uma sala, entramos na sala e lá dentro parecia um segundo prédio, era tudo tão bem feito que parecíamos estar no terraço de um prédio.
Agente X3: Nos demos uma coisa facinha para vocês, se não conseguirem é porque são muito incompetentes. – reviramos os olhos juntas. – Tudo que tem que fazer é desativar a bomba que esta dentro do prédio, o ponto de partida é o terraço. Cuidado vão ter surpresas no caminho. – ele deu um risinho, e depois saiu de perto.
-----x-----
: Vamos checar a porta. – ela mexeu na maçaneta. – Como eu desconfiava esta trancada.
Eu: Pelo amor de Deus , claro que ia esta trancada, né? – a riu. – Tubulação de ar.
: Você vai!
Eu: Por que eu tenho que ir?
: Porque a idéia foi sua, gênio.
Eu: Valeu ¬¬. Liguem os comunicadores. – prendi o cabelo, e soltaram a entrada da tubulação de ar. – Se eu ficar presa vocês me pagam.
Entrei na tubulação de ar me arrastando, aquele lugar era apertado, quem tiver claustrofobia não ia se sentir nada bem ali. Virei para a direita, estou indo mais no extinto do que pela razão. Ótimo uma saída. Desparafusei a tampa da entrada de ar olhei para baixo e era alto, ai minhas perninhas. Segurei-me na borda da entrada de ar e fui descendo de vagar, pulei no chão e minhas pernas doeram, maldito treinamento by .
Agente X1: Surpresa numero um! – a fala sério, tava fácil de mais. – A chave com o segurança. – ele balançou a chave e a prendeu no cós da calça, eu só preciso daquela chave para abrir a porta, eu consigo. – Vem pegar.
Eu: Não seja apor isso. – fui em sua direção estiquei a mão até a chave, pude tocar na chave mais ele desviou, é melhor pegar pesado ele não vai pegar leve comigo. – Droga.
Agente X1: Esse é o seu melhor?!
Eu: Você ainda não viu nada do meu melhor. – se minhas pernas não estivessem doendo tanto eu com certeza iria melhor.
Corri em sua direção tentando controlar as dores em minhas pernas, chega de ser boazinha. Fui em direção a chave de novo, ele desviou, há, saquei os movimentos dele, ele sempre desvia para a esquerda. Fui de novo em sua direção, ele desviou para a esquerda e eu fui na mesma direção segurei na chave, mas ele me empurrou contra a parede.
Agente X1: Você não é tão burra. – ele me prendeu contra a parede, sabe começo a achar que ele ta perto de mais. Puxei a chave com força e o empurrei.
Eu: Isso não é nem metade do que eu sou capaz. – rodei as chaves no dedo. – Thauzinho. – saí correndo e subi as escadas rápido, destranquei a porta.
: Boa ! – elas entram. – Só falta desarmar a bomba.
: Quarto cinco. – como ela sabe? Fomos correndo atrás dela ela abriu a porta com um chute à bomba estava ali a alguns passos, só precisaríamos desarmar.
Agente X2: Surpresa numero dois, a bomba tem vigias. – os três apareceram, que merda. – Então vão ficar paradas?
: Você não tem noção da surra que vai levar. – ela ta estressada hoje, ela vai descontar toda a raiva do Jason neles, só lamento pra eles. – Então vão ficar pardos? – ela imitou ele, e eu rir.
Agente X3: As damas primeiro.
: Ah então pode vir.
Eu: HASHHSHHAS Isso, as damas não vão vir? – vocês devem pensar que somos loucas provocando eles, mas essa é a intenção, eles com raiva perdem a cabeça e acabam fazendo besteiras, típico de homens. – Estão com medo? Eu pensei que vocês fossem mais corajosos.
Agente X1: Já chega. – os três vieram em nossa direção, e ai já sabe, não é? Começamos a brigar, mas eles pegavam leve, muito leve com nos, acho que estavam com medo de nos machucar, e eu vou me aproveitar disso.
Eu: AIII!!! – gritei quando ele me puxou pelo braço, mas quem escutasse meu grito pensaria que ele tinha arrancado meu braço, mas ele até que puxou de leve.
Agente X1: Te machuquei? – ele ta preocupado? Bobinho.
Eu: Besta. – corri até a bomba e comecei a desarmá-la, só precisava puxar um fio e tudo estaria acabado. – Só preciso puxar esse fio aqui... – senti alguém me puxar pela cintura. – puxá o fio. – gritei para ela que estava perto, meio ocupada com outro dos Agentes X, ele se esticou toda e puxou o fio, luzes vermelhas iluminaram a sala.
TREINAMENTO ENCERRADO MISSÃO REALIZADA COM SUCESSO.
Uma voz robótica saiu das caixas de som, e nos vencemos, nos os derrotamos, eles perderam nos ganhamos.
Eu: Pode soltar minha cintura. – ele me soltou sem graça. – Há vencemos.
: Vou anotar na minha lista.
Agente X2: Que lista?
: A lista em que anotamos as vezes que derrotamos vocês. – eu e demos um toque de mãos, a cara que eles fizeram foi hilária, uma mistura de raiva com decepção.
Charli: Parabéns garotas, hoje você mandaram bem. – ele entrou na sala. – Parabéns também Agentes X. – se nos tivéssemos perdido ele tinha brigado pra caramba, mas como foram eles que perderam ele fica os adulando. ARRRRR os odeio.
-----x-----
: Não vem ? – todos começaram a sair da sala, o próximo exercício de treinamento começaria em breve, e por sorte não será nosso. Mal consigo andar com tanta dor nas pernas. Sabe o que dizem sobre se alongar antes de exercícios físicos? É verdade. Agora me lembro que por causa da pressa, não me alonguei antes de começáramos a treinar em nossa casa, é por isso que as pernas me doem tanto. Também não alonguei antes desse exercício, o que só piorou as coisas.
Eu: Podem ir à frente, eu vou fechar o zíper da minha bota. – sei que eu devia ter pedido ajuda, mas eu não gosto de preocupar ninguém com os meus problemas, e no momento a já tinha tantos que eu não quis a incomodar ainda mais. É só uma dor pequena vai passar logo. – Pode ir eu vou daqui a pouco.
: Ta OK! Nós vamos te esperar perto do palanque. – dei u sorriso a incentivando sair da sala, ela saiu da sala dando pulinhos de felicidade por finalmente termos vencido os Agentes X.
Sentei-me no chão mesmo massageando as minhas pernas, eu nunca tinha sentido isso antes, nem posso explicar o que é exatamente já que não sei o que é! Tirei minha bota e me espantei com a cena que vi, minhas pernas estavam vermelhas, vermelhas partindo para o roxo, o desespero tomou conta de mim, o que seria aquilo? Mexi a perna e senti uma dor quase insuportável, parecia que os músculos da minha perna estavam se rasgando ou se partindo ao meio.
Com dificuldade me levantei e me apóie na parede, respirei fundo, tinha que manter a calma, mesmo que eu estivesse em pânico. Tentei me lembrar de algo parecido no manual de espiões, mas não consegui me lembrar de absolutamente nada, talvez pelo pânico que me invadia por dentro.
Eu: Droga! – sussurrei para mim mesmo encostando a cabeça na parede. – Talvez se eu esperar passe...
Agente X1: Não vai passar. – me assustei, ele estava parado a alguns passos de mim me analisando, tentei disfarçar a minha aparente cara de dor, mas não tive muito sucesso. – Câimbra. – ele olhou para a minha perna, a calça cobria até o meu joelho, a bota cobria o resto, e como eu estava sem ela, do joelho para baixo estava exposto, mostrando minha linda pele vermelha com leves tons de roxo.
Eu: Vai passar... – sentei segurar um gemido de dor. – Eu só preciso esperar um pouco e vai ficar tudo bem. – prefiro morrer a pedir ajuda para ele, embora eu esteja considerando implorar por ajuda. Para. Seja forte. – Então o que você-quer aqu-i. – novamente aquela dor.
Agente X1: Vim pegar a chave com você, outros agentes vão treinar agora. – não posso deixar de negar que um dos meus passatempos preferidos sempre foi imaginar quem realmente é ele, como ele é por de trás dessa roupa que esconde um pouco do rosto, será que ele é bonito? Ou horrível, e leva essa vida para disfarçar a sua vida entediante em um escritório, ou em uma escola?
Eu: Ah é mesmo. – coloquei a mão no bolso e tirei um molho de chaves, estiquei a mão segurando a chave, ele veio até mim e as pegou. – Acho que vou para onde a e a . – tentei caminha, mas quase caí. Apoiei-me rápido a parede ao meu lado.
Agente X1: Acho melhor você ir até a enfermaria. – ele se virou e foi em direção a porta, mas voltou rápido vindo em minha direção, se aproximou me deixando assustada.
Eu: O que você esta fazendo? – ele me pegou no colo, me deixando totalmente vermelha e sem graça, ele riu e eu fechei a cara. – Me coloca no chão, ME COLOCA NO CHÃO.
Agente X1: Vou te levar até a enfermaria, você não consegue andar. – parei de tentar me soltar e me dei por vencida, por enquanto. Eu não conseguiria chegar até a enfermaria sozinha, então só dessa vez eu aceito a ajuda, depois eu pago de algum jeito. – Hey fica calma eu não vou te bater.
Eu: Eu não duvidaria se tentasse. – dei um sorriso forçado, isso é extremamente constrangedor. Podia sentir a respiração dele, fechei os olhos e comecei a fazer um exercício mental para evitar que eu ficasse arrepiada, ia ser muito mais constrangedor, e esse idiota ia se achar.
Ele me deixou na enfermaria, e a enfermeira me ajudou a sentar em uma maca. Ela olhou a minha perna e me deu um remédio, que eu não sei para quê servia, também não importa com tanto que faça essa dor passar, para mim estar bom de mais. Realmente como eu suspeitava tinha sido por culpa da falta de alongamento, ela recomendou que eu ficasse ali de repulso e não voltasse para o treinamento. No começo me recusei a aceitar, mas ai ela me disse que poderia ficar pior, e admito que me assuste um pouco, então pela segunda vez no dia eu me dei por vencida.
: o que aconteceu com você? – ela e entraram na enfermaria com cara de preocupadas. – Aquele idiota disse que você estava aqui, foi ele que fez isso? Se for não se preocupe vamos nos vingar.
Eu: calma, não foi ele. – ela pareceu mais confortável. – A culpa foi minha, como eu não alonguei fiquei com câimbra, mas agora eu estou melhor.
: Ai me desculpa eu estou me sentindo culpada, tudo por causa do meu treinamento idiota.
Eu: relaxa a culpa não foi sua. E graças ao seu treinamento nos vencemos eles, quer coisa melhor que isso? – dei um sorriso para elas, que também riram.
: É realmente não tem coisa melhor que isso,você viu a cara que eles fizeram? Foi como... não tem explicação.
: Foi um dos melhores momentos da minha vida, melhor que isso só quando Jonas me beijar. – revirou os olhos e eu só consegui sorrir. – Que é? Eu tenho direito de sonhar? Ta que ele me ignora um pouquinho, mas um dia ele me nota.
: ele não te ignora, ele nunca te notou, e se você ficar com esse pensamento vai acabar encalhada, feito a que ta esperando o beijar ela.
Eu: Ahhh golpe baixo! Eu não fico com ninguém porque eu não quero, porque se eu quisesse pretendente não faltava. E eu já esqueci Jonas.
: Duvido, você já me disse umas cinqüenta vezes, com essa são cinqüenta e um.
Eu: Já chega de falar nisso, não é? Que tal nos irmos embora? O que tinha que dar aqui já deu.
: Ninguém deu nada aqui.
Eu: !
: Foi só para descontrair o ambiente, você é a mais engraçadinha e não ta gostando da piada.
Eu: Então vamos fazer piada no carro a caminho de casa!
-----x-----
Não treinei mais depois do que aconteceu, a ficou se culpando mais eu cansei de dizer para ela que ela não tinha culpa de nada. De uma coisa isso tudo serviu, a esta pegando mais leves nos exercícios.
O mês podemos dizer que tenha sido a mesma coisa de sempre, nos tínhamos missões fáceis, muito fáceis. Mesmo depois de ter ganhado dos Agentes X no exercício de treinamento continuaram nos mandando para as mesmas besteiras de sempre, vigiar coisas bobas, e até de babá nos fizeram, eu começo a pensar na idéia da , sair da agencia e deixar que aos Agentes X cuidem de tudo.
Na escola continua a mesma coisa, os Jonas continuam nos ignorando e acreditem, eu já estou até me acostumando a ser tratada como se eu não existisse. Em todas as aulas de Biologia o age como se eu fosse ninguém, como se do lado dele não tivesse ninguém, como se a cadeira ao seu lado sempre estivesse vazia. Ele sempre conversa, e flerta, com a garota da frente e eu finjo o tempo todo que não vejo nada. Os dois ficam de risinhos e conversinhas baixinhas, isso me deixa triste. Em uma das aulas de biologia eu escutei, ‘acidentalmente’, a conversa deles, foi mais ou menos isso aqui.
: Odeio essa aula de biologia, até gosto da matéria, mas outras coisas...
Gina: Eu também odiaria se tivesse que sentar ao lado dela, não sei como você agüenta, no primeiro dia de aula você viu como ela apareceu? – ninguém nunca vai esquecer esse maldito dia de aula.
: O segredo é ignorar, ainda bem que ela não fica me enchendo a paciência.
Eu queria não ter escutado isso, porque foi maldade ele dizer isso de mim, ele NUNCA falou comigo, nem sequer uma palavra e me odeia assim. Tive vontade de me levantar e usar a velha desculpa de estar passando mal, mas eu pensei melhor e os incomodados que se mudem. Foi a partir desse dia que eu tentei esquecer de vez Jonas e os seus irmãos, comecei a ouvir o que a falava no fundo ela tinha verdade, os três são garotos idiotas que não se importam de magoar os sentimentos das pessoas.
Por isso nesses últimos três meses nos tentamos agir como se os Jonas Brothers não estudassem na mesma escola que nos, o que é relativamente difícil, pois o assunto preferido da escola são eles.
: Hoje foi um dos piores dias de aula. – ela arrumava suas coisas na bolsa. – Finalmente podemos ir para casa agora.
Eu: também te ignorou na aula de Física? – os dois tinham essa mesma aula juntos, assim como eu tinha aula de biologia e artes cênicas junto com . – Ou ficou dizendo besteira?
: Os dois. – coloquei a minha bolsa, que era transversal, e saímos em direção à saída.
: Pelo menos as duas já abriram mais os olhos e largaram de ser bobas. – a frente da escola estava cheia de alunos que também voltavam para casa, perto de um carro preto estava os Jonas cercados de meninas, inclusive aquelas duas chatas que tinham a maioria das aulas comigo, Regina e Karen. – Olha lá os astrozinhos.
Eu: Eles e aquelas garotas se merecem, idiotas. – olhou para mim para ter certeza que foi eu mesmo que tinha dito aquelas palavras.
: ...
Eu: Você escutou bem, eu disse isso.
: Não, sua bolsa esta apitando. – olhei assustada, afinal hoje eu não tinha trago o celular, então o que estava apitando na minha bolsa. – É uma bomba... – o olhar dela era de pavor, e o meu então, eu estava em pânico total, uma bomba na minha bolsa.
: Não se mexa, vamos dar um jeito, têm muito civis aqui. – eu respirava fundo, minhas mãos começaram a suar e eu só queria me livrar daquela bolsa, quem fez isso comigo? Uma bomba. Com certeza alguém que me detesta.
Eu: Tira, tira, tira. – eu balançava as mãos agitada. – Tira de mim. – algumas pessoas começavam a prestar atenção em mim.
: fica calma, estão começando a olhar para nos.
Eu: Pra você fácil, não é você que esta carregando uma bomba. – a bomba começou a apitar mais rápido, um sinal que ela explodiria em segundo, o pânico e o desespero tomaram conta de mim. Eu ia explodir em milhões de pedacinhos na frente dos meus colegas de escola, definitivamente um final lindo para mim. – TIRA!
: Ok, no três! – respirei fundo. – Um... Dois... Três!
Tirei a bolsa rápido, e seguraram na alça, contamos até três de novo e arremessamos a bolsa para o alto. Minha bolsa explodiu em pedacinhos, todos que estavam no pátio ficaram olhando abismados a cena, por sorte ninguém se machucou. Pegamos nossas bicicletas e subimos para sair o mais dali.
Regina: Hey sua bolsa explodiu! – ela disse assim que passamos perto dela e dos Jonas.
Eu: É! Foi meu lanche, sanduíche de ovo. – gritei de longe, e pude escutar ela dizer para o ‘Não disse que elas eram esquisitas?’.
-----x-----
: Temos que descobrir quem botou aquela bomba. – ela empurrou a porta de nossa casa com força se atirando no sofá da sala. – Quem fez isso queria se livrar de nos três, pois sabia que nos também estaríamos com você.
Eu: Nós temos vários inimigos, mas a mais a maioria esta na cadeia. Não tem como algum deles ter feito isso.
: Tem os tais dos agentes duplos, pode ter sido, não é?
: Claro! A agencia tem um agente duplo que nos não conhecemos, talvez seja alguém próximo a nos, por isso ele tentou se livrar de nos três.
Eu: Talvez nos sejamos as únicas pessoas que sabemos quem ele é, mais quem poderia ser esses agentes?
: Vamos pensar nisso mais tarde, vamos vasculhar a casa, assim como tinha uma bomba na bolsa da pode ter uma aqui.
: Boa idéia! Vamos começar pelo andar de cima.
Ficamos até a noite olhando cada canto da casa e não encontramos absolutamente nada. Olhamos por duas vezes e nada, nos deitamos no sofá da sala exaustas. Já era noite e tudo o que fizemos foi procurar por bombas na nossa casa.
: Não tinha nada.
Eu: Já é a terceira tentativa de morte, no shopping, no show dos Jonas e na escola. – escutamos a campainha tocar, ficamos em pé, estávamos muito alarmadas depois do que aconteceu hoje. – Eu abro, dêem cobertura. – elas acenaram com a cabeça. Fui até a porta e girei a maçaneta, pronta para quase tudo. – Clair?
Clair: Olá meninas, eu sobe o que aconteceu hoje na escola e vim ver vocês.
Eu: Entre. – Clair se sentou no sofá próximo a , que agora já havia sentado também. – Todos já sabem?
Clair: É. Mas a agencia deu uma desculpa, então agora todos estão pensando que uma coca com muito gás explodiu.
: Não acredito que acreditaram nessa besteira. – nos rimos, me sentei no sofá. – Mais você não veio até aqui só para nos falar isso, não é?
: que educação! – repreendeu.
Clair: Ela esta certa, eu não vim até aqui só para falar isso. Eu vim porque descobri algo muito surpreendente e quero que vocês vejam.
: Sobre o que se trata?
Clair: Sobre os Agentes X. – eu e as meninas nos entreolhamos. – Eu descobri quem eles são, e esta tudo aqui nessa pasta. – Clair abriu uma pasta de couro que estava em suas mãos, e entregou um relatório para cada uma de nos. – Isso é totalmente secreto e confidencial, precisa ficar somente entre nós. – acenamos com a cabeça. – Os Agentes X são os Jonas Brothers.
Nos: O QUÊ? ISSO É IMPOSSIVEL. – como assim os Jonas Brothers? Isso é impossível não pode ser eles sendo agentes? Fora de cogitação.
Clair: Olhem o relatório. – abri o relatório e comecei a ler. Estava tudo ali, as missões completadas, o tempo de trabalho, os disfarces, tudo, TUDO. Foi como levar um balde de água fria na cara, era como se estivesse sempre na cara e eu nunca tivesse me tocado. Mas eu nunca poderia ter imaginado isso. Olhei a lista de disfarces, foi ai que meus olhos pousaram sobre uma coisa comum, algo que me deixou com cara de boba.
– Kevin= O Vendedor de Cachorro-Quente. (n/a: aqui é fixo de novo, mas não afeta em nada.).
– Joe= Policial.
– Nick= Cocheiro.
Engoli a seco, não podia ser os mesmo de NY, não podia. No fundo tive vontade de rir, então eu não era tão ignorada assim.
: Bem que eu desconfiava que tivesse algo de estranho com eles.
: Claro que tinha! Nem o Tom Cruz nos ignorou. – eu dei um sorriso, elas tinham razão. – Mas meu isso é... estranho. Eu sempre conheci os Jonas Brothers e não sabia. – o sorriso desapareceu do rosto dela. – E eu briguei com eles... Mas o me chamou de gatinha.
Eu: menos. – por dentro eu estava pior do que a , mais por fora eu estou controlada.
Clair: Não se anime garotas, eu tenho serias suspeitas que os Jonas Brothers são os agentes duplos da agencia.
: Claro que não são.
: E por que não?
Eu: Espera, Clair pode ter razão, pensa bem . – nem eu acreditava no que eu ia falar. – Quando fomos atacadas pela primeira vez, nos estávamos no shopping, e quem estava lá?
: Os Jonas. – a cara dela era de assustada.
Eu: E quando fomos atacadas pela segunda vez estávamos em um show, e de quem era o show?
: Dos Jonas.
Eu: E hoje quando uma bomba explodiu na minha bolsa, quem estava lá?
Todos: OS JONAS BROTHERS.
: Aqueles três traidores, eles tentaram nos matar três vezes. – ela se levantou do sofá em um pulo, o olhar em chamas.
Clair: Sinto dizer garotas, mas essa é a verdade. – ela deu um sorriso que eu nunca tinha visto em seu rosto, um sorriso de vitoria. – Vocês têm tudo nas mãos para serem as novas agentes numero um da agencia, basta só querer. Vocês querem?
Nos: Queremos! – dissemos decididas. Essa foi a gota de águas Jo Bros, a brincadeira acabou, vamos ver quem vence o jogo no final.
Clair: Eu vou ajudar vocês em tudo. A primeira coisa que vocês têm que fazer é...
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Eu: Vigiar eles? – eu queria estar dizendo isso depois de que Clair nos mandou vigiá-los, mas não estou. Na verdade nesse momento eu estou em cima de uma árvore em frente a casa dos Jonas, acompanhada por minhas amigas. – Se alguém nos pegar aqui?
: Relaxa , ninguém vai nos ver. – ela olhava pelos binóculos a janela de um dos quartos. – Ui! Olha só quem ta entrando no quarto sem camisa?
: Quem? – muito interessada em dona !
Eu: Que interesse é esse em? – ela ficou sem graça e tentou disfarçar.
: você acha que eu não te vejo olhando ‘disfarçadamente’ para o ? – pensei que ia morrer, ela ficou tão roxa e pensei que ela ia cair de cima daquela arvore. – Pega olha então, é ele que ta entrando no quarto.
Eu: Que nada ela não gosta, passa pra mim. – eu tentei pegar o binóculo, mais que ‘não gosta’ dos Jonas o pegou primeiro, ficou babando pelo . Eu queria ver também. – Isso porque não gosta.
: É. Imagine se gostasse? – começamos a rir nem ligava estava olhando o . Paramos de rir e ficamos quietas, mas não porque a graça tinha acabado, mas sim porque e tinham acabo de chegar em casa, acompanhados por Regina e Karen. Na hora meu sangue ferveu em ver aquela idiota agarrada no pescoço dele, mas depois me lembrei de como ele me tratava e a dor passou mais. tinha a raiva estampada claramente no rosto, por pouco ela não desceu da arvore e partiu a cara de Karen ao meio. – Como essas vacas são rápidas.
Eu: , sem envolvimento emocional, lembra? – tentei parecer controlada. – Eles agora não são nossa banda preferida, eles são agentes duplos que temos que eliminar.
: Até parece que você fala isso a sério, eu te conheço sei que você deve estar até mais zangada do que eu.
: Falem baixo, querem que eles nos escutem? Lembre-se que eles não só uma bandinha são os melhores da agencia, depois de nos claro. – e sua alto-estima inabalável. – São nove da noite, hora em que os pais saem para a o jantar.
Eu: Como você sabe disso?
: Alguém aqui leu o relatório ¬¬.
Paul e Denise saíram de casa, acompanhados por Frankie o filho mais novo, os Jonas ficaram sozinhos em casa acompanhados por suas (pelo o que eu acho) namoradas. Todas as luzes da parte de cima da casa estavam apagadas, o que significa que todos estavam no andar de baixo.
Eu: Vamos entrar a gora, é a nossa chance de investigar.
: O que nos dizemos se eles nos pegarem? – nos descíamos da arvore de vagar.
Eu: Eles não vão nos pegar.
Atravessamos o jardim correndo e não fomos notadas, com cabos extensíveis subimos até a janela do quarto do , que era a única aberta ali. Assim que entramos fechamos a janela, e começamos a olhar tudo por ali.
: Jogos de vídeo games, roupas de marca... Um bom gosto. – e eu olhamos de lado para ela, ela parecia mais que investigava um futuro namorado do que investigava um agente duplo sem escrúpulos. – Que é?
: Depois nos que somos as fãs loucas.
: me ajuda a achar aquele jogo! – era a voz do e estava vindo em nossa direção, nos entreolhamos em desespero.
Eu: Rápido, vamos entrar no closet! – corremos para dentro do closet e fechamos a porta, o closet do não era pequeno nem muito grande, e estava cheio de roupas e sapatos de marca. Pude ver cheirar um das camisas dele disfarçadamente. Agora tenho certeza que ela esta gostando dele, eles tem umas cinco aulas juntos (sortuda) e com a convivência ela deve ter se apegado a ele, isso explicaria o porquê de eu a ter flagrado lendo uma das minhas revistas dos Jonas. – Não acredito que você trouxe isso. – segurava um jogo do Vídeo Game do . – E se for o que ele esta procurando?
: Ele não vai achar!
: Calem a boca eles estão entrando no quarto.
Ficamos caladas com os ouvidos apurados para escutar tudo. Pudemos escutar e entrar no quarto, a última pessoa que entrou bateu a porta com força.
: Então qual é o jogo?
: Para quê você o trouxeram essas duas aqui? – ui o ta zangado, da para notar pela voz dele.
: Sei lá.
: Você sabe que elas só estão com vocês por causa da fama, e do dinheiro, elas não gostam de vocês. – você é tão sábio, enxerga a quilômetros.
: So what? – nossa que educação. – Nos não vamos casar com elas é só para passar o tempo.
: Vocês não gostam delas, gostam da...
: Não interessa. – ele interrompeu antes que terminasse a frase.
: Eles não estão falando nada de interessante, nada de comprometedor. – nada de interessante? Isso ta muito interessante, em minha opinião, quem será essas garotas? Bem que podia ser eu, mais isso eu duvido muito.
: Esse emprego esta acabando com a gente! – nos olhamos como se algo importante fosse ser dito a seguir. – Essa vida dupla não é fácil. – vida dupla? Agentes Duplos? – Não da para trabalhar nas duas coisas.
: Nós gostamos de fazer as duas coisas, então vamos levando até onde conseguirmos. – to em duvida. Eles estão falando da vida de espiões e cantores? Ou estão falando de uma vida de espiões duplos? – Aonde você vai?
: Vou sair. – os passos de se aproximaram do armário, ficamos em pânico nos esprememos umas contras as outras tentando ficar fora da visão. Ai meu Deus ele vai abrir o closet. – Você viu aquela minha blusa rosa clara? – ele perguntou para .
: Procura a blusa, rápido. – remexemos em todas as camisas até que eu vi a blusa, a peguei e esperei que ele abrisse a porta do closet, assim que ele abriu estava olhando para , então coloquei a blusa em sua mão delicadamente.
: Nossa até que eu achei rápido. – fechou a porta do closet, relaxamos. – Não to a fim de ter que dividir a casa com as suas ‘amiguinhas’.
: você sabe que eu e nem o gostamos delas de verdade, mas fazer o quê se o nosso segundo trabalho nos impede de ficar com pessoas que realmente gostamos.
: Você que sabe. To de saída. Quando elas forem embora me liguem. – a luz do quarto se apagou, esperamos uns segundo e saímos do closet.
Eu: Aonde você vai ! – sussurrei para ela que já saia pela janela.
: Atrás do , eu vou conseguir a informação que precisamos. – ela sorriu. – Ele não é tão chato assim.
: você sabe que se for vai se apai...
: Não vou não.
Eu: Não vai porque já está. Mas eu não te culpo ele é uma pessoa aparentemente maravilhosa, mas se a historia de espiões duplos for verdade...
: Eu sei... – ela abaixou a cabeça. – Cuidem do resto por aqui.
: Vai logo. – ela saiu rápido
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Droga eu deixei passar a chance, lembra quando eu disse que um dia ela ia engolir tudo o que ela falava de ruim deles? Esse dia chegou. Ela falava tão mal e ta caidinha por um deles, a vingança é doce.
: ta voando ai!
Eu: Não é nada, então vamos investigar logo. – nos saímos do quarto do com cuidado. – Olha aquele quarto ali no fim do corredor que eu olho esse quarto aqui do lado.
foi indo até o outro quarto, esperei que ela entrasse e entrei no quarto ao lado. Era um quarto bonito, e até organizado para um quarto de garoto. Em um canto tinha algumas guitarras, a cama era grande, na frente tinha uma varanda. Fui até uma estante, ali tinhas vários CDs autografados, um me chamou a atenção, Fall Out Boy. (n/a: eu gosto, e o Nick também.). Peguei o CD e a o armário se móvel para trás, uma passagem secreta.
Olhei e parecia não ter perigo nenhum entrar ali, entrei na sala com cuidado. Tinha vários equipamentos e uma estante cheia de papeis, uma pasta roxa me chamou a atenção, de novo. Abri a pasta e na primeira pagina pude ler perfeitamente, apesar da pouca luz, o meu nome e o da e também o da . Peguei a pasta, com certeza ali dentro teria muitas respostas.
Saí rápido da sala, a porta se fechou logo atrás de mim. Fiquei estática quando vi a porta a minha frente ser aberta, eu não sabia onde me escondia, não podia ser pega ali de jeito nenhum. Fiz a primeira coisa que me passou na cabeça, me atirei de baixo da cama. Senti a cama pender sobre mim, me pressionei ainda mais contra o chão. No momento tudo que eu torcia era que o dono do quarto não entrasse em sua sala secreta ou ele descobriria que algo faltava ali.
: Droga, eu tenho que fazer o trabalho de Biologia. – escutei a voz do , então o quarto era dele. E por falar no trabalho de biologia, eu ainda não fiz, porque to aqui. Ele tem que sair logo do quarto ou eu vou ficar a noite inteira aqui.
Ele se encaminhou até a escrivaninha e se sentou, era agora ou nunca. Saí de vagar de baixo da cama, e fui andando de costas até a porta a abri de vagar sem fazer barulho, ele nem me notou, como sempre. Esbarrei com a no corredor, a cara dela era de assustada.
Eu: O que foi? – sussurrei tão baixo que ela mal escutou.
: O quase me pegou.
Eu: E ai gostou?
: ¬¬ não to falando disso.
Eu: Ahshhs vamos cair fora daqui, antes que alguém nos... – não tive tempo de terminar a frase, Regina estava parada na entrada do corredor olhando para mim e . Ferrou.
-----x-----
Olhei para ela tinha um olhar assustado e encarava Regina. Se ela gritasse seria o fim. Seriamos pegas em flagrante. Em um movimento rápido alcancei Regina antes que ela gritasse, pressionei com força a clavícula dela fazendo-a desmaiar, um truque que aprendi no campo de treinamento.
Eu: Vamos logo. – fiz um sinal para que entendeu perfeitamente.
: E quando ela acordar? – pulávamos a janela do quarto de , caímos com força no chão, chegou a soltar um grito, mas ninguém percebeu.
Eu: Quando ela acordar nós já estaremos longe, e como ela vai provar que estivemos lá? Na certa vão pensar que ela é louca.
Assim que chegamos em casa chamamos pela , mas nada dela, com certeza ela ainda devia estar com ... eu acho! Pode ser que ele a tenha ignorado, e ela revoltada tenha se atirado de cima de uma ponte acabando com a sua vida. Sei que pode parecer exagero meu, mas acreditem a não sabe lhe dar com foras.
Tomei um bom banho e coloquei meu pijama, assim que saí do banheiro dei de cara com deitada na minha cama assistindo TV. Joguei-me na cama ao seu lado.
: Então cadê a pasta que você tinha encontrado? – então é por isso que ela esta aqui. Esta curiosa para saber o que tem naquela pasta. Tenho que admitir que também esteja.
Eu: Eu vou pega. – corri até a minha penteadeira e peguei a pasta, voltei e me sentei na cama. – Pronta? – a cara que me fazia era um misto de curiosidade, aflição e ansiedade. – Eu vou abrir.
: Abri logo isso .
Desabotoei a pasta e vi varias folhas com uma aparente ordem alfabética. Comecei a folhear. Realmente aquela pasta tinha uma ficha técnica de cada uma de nos. Nomes completos, especialidades e dificuldades, tinham coisa ali sobre mim que nem eu mesma sabia.
Eu: Ashshh olha só isso . – mostrei a folha para ela. quase caiu para trás, era um foto nossa de biquíni em uma missão para no Caribe. – Sem palavras.
: Mentira! – ela estava totalmente passada. Acho que com vergonha, assim como eu, por eles terem aquelas fotos. – Que vergonha.
Eu: Você tem fotos deles de roupas de banho também.
: Mas eles são os Jonas Brothers, nos somos... NOS! – ela me tomou a pasta da mão e começou a folhear. – Minha vez de ver o que temos aqui. – ela olhou e olhou, eu assistia clipes, e ela continuava a olhar até que... – AHA! ACHEI!
Eu: O quê? – a convicção que ela gritou me deixou curiosa. – O que é?
: Olha só , essa é pra você. – peguei o papel da mão dela com cara de curiosa, quando olhei o papel quase caí pra trás.
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No papel tinha uma foto minha, me lembro do dia em que a foto foi tirada. Eu e tínhamos ido a uma pizzaria e estávamos fazendo piada como sempre, eu estava rindo, e foi no momento exato em que a foto foi tirada. Apesar de ser uma foto sem preparo até que estava bonita, e olha que é difícil eu dizer que uma foto minha esta bonita. Na borda da foto tinha algo escrito, uma caligrafia bonita. Corei na hora que li.
: Lê alto!
Eu: A garota do sorriso mais bonito e perfeito. – eu não acreditava no que eu lia, um Jonas escreveu isso de mim? – Qual a graça?
: Você ta tão vermelha. – disse entre risos.
Eu: É emoção. Mas agora vamos levar isso a sério.
Ficamos o resto da noite lendo toda aquela pasta e nada da , começávamos a pensar que o tinha matado ela e jogado o corpo no rio, foi o que eu disse para a , de brincadeira, claro, ela quase morreu de rir.
O que estava escrito naquela pasta fez com que e eu acreditássemos ainda mais que os Jonas são os agentes duplos. Sofremos três tentativas de assassinato, quem tentasse teria que nos conhecer para que nada desse errado, o que nos leva a pensar que os Jonas nos estudaram para saber a hora perfeita de se livrar de nos.
No fundo eu não queria que fosse verdade, porque mesmo eles não gostando muito de nos, eu ainda gosto muito deles, eles ainda continuam sendo os meus ídolos, embora eu não demonstre mais isso. O que eu demonstro atualmente é que não gosto deles, assim como eles não gostam de mim.
Acordei de manhã com o ocupando quase metade da cama, o Sol batia forte em meu rosto, mas um dos dias em que me esqueci de fechar a janela. Procurei pela pasta, e ela estava ao meu lado. Chamei a que foi para o quarto dela se arrumar para a escola.
Levantei e tomei um banho, coloquei meu uniforme e desci para tomar alguma coisa de café da manhã. Nem sinal da por toda a casa.
Eu: , a ainda não apareceu. – disse para ela assim que saímos de casa em direção a escola.
: Ela deve ter chegado tarde e ido para a escola cedo.
Eu: Pode ser. – colocamos as bicicletas no mesmo lugar de sempre e entramos na escola. – Droga a minha primeira aula é de Biologia, junto com o ¬¬.
: Boa sorte então. Nós vemos no intervalo da segunda aula.
-----x----
Corri para a minha sala de Biologia, não queria chegar atrasada, começar a segunda com um atraso era um péssimo dia de começar a semana.
A sala ainda não estava muito cheia. Senti um grande alivio assim que olhei para a cadeira que ficava ao lado da minha, ele não estava lá. Fui até minha mesa rápido e me sentei, abri o material e fiquei esperando que o professor entrasse na sala.
A Gina, a garota com quem sempre conversava, chegou com um enorme sorriso no rosto e se sentou em seu lugar de costume. Antes de se sentar ela me lançou um olhar de desprezo e se sentou, revirei os olhos sem me importar muito com atitude de Gina.
Olhei para o relógio em meu pulso e vi que o professor se atrasaria hoje, já passava das oito e nada dele. Olhei para a porta esperando que ele entrasse por ela, mas quem atravessou a porta foi outra pessoa. Sim ele mesmo, Jonas. Estava especialmente bonito no dia de hoje, o uniforme perfeitamente ajustado em seu corpo, o perfume que usava exalou em toda a sala, os cabelos perfeitamente arrumados daquele jeito despojado de rockstar. (n/a: cabelo Jonas.). Com passos leves ele se sentou ao meu lado, virei o rosto para o outro lado afim de não ser ignorada, mais uma vez. Senti os olhos dele sobre mim, o que me deixou constrangida.
Olhei mais uma vez para a porta. Nada do professor de Biologia. Olhei mais uma vez no relógio, oito e meia. Sim já tinha meia hora que eu estava sentada ao lado dele, calada, assim como ele. Hoje em especial ele parecia estar bem mais desconfortável com minha presença. Às vezes eu via de canto de olho que ele me olhava, mas toda vez que eu via ele desviava o olhar em outra direção.
Quando a sala estava à maior bagunça o professor entrou pedindo mil desculpas, jogou os seus livros de forma desajeitada sobre a mesa, e começou a aula. Ele passou uma tarefa para que nos resolvêssemos, enquanto ele resolvia um pequeno problema na diretoria.
O exercício estava difícil, eu olhava no livro em busca da resposta.
: ! – me assustei com a sua voz perfeita. Ele estava falando comigo? Eu nem acreditava no que ouvia, nem eu e nem Gina por sinal. – Você poderia me ajudar no exercício? – mais é muito cara de pau mesmo. Me ignora durante três ou quatro meses, tenta me matar três vezes e ainda vem pedir ajuda no exercício. Exagerei? Não respnda, pela milessima vez.
Eu: Claro. – dei um sorriso. – Gina! – cutuquei Gina, o que fez ela se virar para mim, e me encarar com seus enormes olhos verdes. – O precisa de ajuda, por que você não o ajuda?
Gina: Claro! – ela abriu um enorme sorriso. – Precisa de ajuda em quê?
Tive vontade de rir da cara que o fez. Depois de tudo só se eu fosse louca para ajudá-lo. Agora tudo o que quero é distancia dele, as coisas precisam continua assim como estão para a minha missão dar certo. Punir os agentes duplos, ou seja, ele e os irmãos. Admito que vou ter que ser forte para cumprir meu objetivo, mas eu consigo.
: Sabe, eu já entendi, obrigada. – Gina voltou-se para frente resolvendo o seu próprio exercício. – Você não sabia resolver? – ele ta doente pra ficar falando comigo?
Eu: Sabia! – não vou admitir que não sabia. – Só não queria te explicar. E acho que você preferia a Gina, já que fala muito com ela. É muito melhor do que uma estranha que você mal conversa. – ele acha que é só estalar os dedos que eu vou correndo atrás? Não. Eu tenho alto-estima, bem baixa, mas tenho.
: Na verdade eu também sabia.
Eu: Então por que perguntou? – nem eu mesmo pensei que se falasse com ele o trataria assim. Mas ele pediu por isso.
: Porque eu queria falar com você...
Eu: Não entendo. Você e seus irmãos me ignoram e agora você vem com essa de ‘Queria falar com você’? – revirei os olhos. – Vocês não devem entender mesmo os sentimentos das pessoas, acham que concertam tudo com...
: Eu só achei que... – ele me cortou, mas eu o cortei de novo.
Eu: Por que você não me ignora como sempre? Eu já tinha até acostumado. – eu teria falado mais coisas, se não tivéssemos sido interrompidos pelo professor que entrou na sala e disse que já estávamos liberados, ele teria que ir para casa então liberou todos mais cedo.
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Levantei-me o mais rápido possível, peguei minhas coisas e saí da sala. O ficou sentado na cadeira.
Tenho que admitir que bem no fundo eu tenho gostado que ele tenha falado comigo, mas mais do que gostar eu achei estranho. Será se ele descobriu tudo? Será se Regina contou para eles que viu a mim e na casa deles ontem? Tentei esquecer isso enquanto andava pelos corredores vazios em direção ao meu armário.
Assim que abri meu armaria uma folha de papel cai aos meus pés, coloquei o material dentro do armário e me abaixei para pegar a folha. O papel estava cuidadosamente dobrado, o abri, olhando para os lados para ver se ninguém me espiava. O papel dizia o seguinte.
“Desde que você veio para essa escola eu a olho de longe, a observo todos os dias, mesmo que você nem saiba que eu sempre a olho. Nunca falei com você, e acho que às vezes até por minha própria culpa. O único jeito de te falar o que sinto foi por meio desse bilhete anônimo. Espere mais pista para que você descubra minha identidade, eu sei que você é boa em seguir pistas. Seu admirador Secreto.”
Admirador Secreto? Só pode ser brincadeira, quem em sã consciência me escreveria isso? Quando pode ser admirador de tantas garotas bonitas e populares nessa escola ele escolhe a mim, a sem graça e sem sal da escola. Mas quem saiba, eu não seja tão sem graça assim já que tenho um admirador. Nota mental: Tenho que parar com essa baixa alta-estima.
: Carta do admirador secreto? – escondi o papel rápido, o amassando com força.
Eu: Você tirou o dia para me seguir? – ele estava a poucos passos de mim, tentando ver o papel que eu escondia. – E você não tem nada haver com a minha vida. – me virei e saí na direção do refeitório.
: Tenho, quando você invade a minha casa. – congelei no meio do caminho, não fui para frente nem para trás, meus músculos estavam paralisados. – O que você e sua amiga queriam na minha casa?
Eu: Eu não fui à sua casa. – menti descaradamente. (n/a: eu minto olhando nos olhos ahshas sou foda.). – E quem te contou essa mentira? Eu nem sei onde você mora.
: A Regina disse que te viu no corredor da minha casa e que você vestia preto. – eu comecei a rir de nervosa, e para tentar fingir que achava aquilo ridículo. – O que queria lá?
Eu: Já disse que não fui a sua casa. E sua mãe sabe que você anda dando bebida as suas namoradas? Porque se ela me viu é porque estava bêbada. – me virei lentamente, eu estava surpresa comigo mesmo, por ter conseguido mentir tão bem. – Não é bom beber nessa idade. – senti as mãos dele se fechar em meus pulsos me puxando para trás lentamente, a respiração dele batia contra os meus cabelos e sua voz sussurrava em meu ouvido.
: Por que você não conta o que foi fazer lá? – cada fio de cabelo do meu corpo se arrepiou e minha respiração falhou.
Eu: Já... disse que eu... não fui lá. – ele deu uma risadinha. Otima hora para se caguejar, a cada momento eu me supero.
: Eu te deixo nervosa. – fiquei de todas as cores possíveis, só tive forças para puxar meu braço e me virar para ele, péssima idéia, porque ele estava bem próximo. Dei um passo para trás mantendo distancia.
Eu: Não fui a sua casa, eu não tenho motivo para ir lá, e não insista mais.
: Motivo maior que eu! (n/a: verdade.).
Eu: Engraçadinho ¬¬. – Regina vinha em nossa direção e eu vi a oportunidade perfeita para sair dali. – Olha sua namorada vem vindo, vou dar espaço para o casal.
Saí praticamente correndo em direção a sala da , quando cheguei à porta da sala o sinal tocou, e uma multidão de alunos começaram a sair de dentro das salas.
-----x-----
foi uma das ultimas a sair da sala. Fomos andando até os nossos armários, enquanto eu torcia internamente para ele não estar lá.
No caminho contei tudo para que os Jonas estavam desconfiados de nos, mas disse também que eu consegui mentir perfeitamente, então ele provavelmente acharia que era loucura da Regina.
: você viu a ? – dizia enquanto jogava os materiais dentro do armário. – Eu pensei que ela estaria na escola, mas a nossa primeira aula era juntas e ela não estava lá!
Eu: Não?! O que terá acontecido com ela? Ela não é de sumir assim sem dizer onde estar, talvez tenha acontecido algo.
: Eu estou preocupada.
Enquanto conversarmos íamos andando até a quadra para ver o jogo de vôlei dos meninos, às vezes quando não tínhamos nada melhor para fazer imos lá. Babar um pouquinho já que a maioria dos jogadores eram lindos.
Eu: Vamos esperar ela ligar, se até o fim da aula ela não aparecer nos vamos procurá-la.
: Talvez se nos falássemos com o ... – ela olhou para , que também jogava, ele se preparava para sacar. – Você não acha que...?
Eu: Não tenho mais certeza de nada, não conheço mais ninguém. Mesmo sendo agentes duplos acho que ele não faria isso, ele parece ser o tipo que tem escrúpulos.
: Se ele tivesse não tentaria nos matar, e não seria agente duplo. – não reconheci a falando daquela forma deles, mas talvez ela estivesse certa. – Vamos falar com ele, inventamos uma desculpa qualquer, ele deve acreditar.
Ficamos ali o resto de tempo assistindo o jogo de vôlei. O jogava muito bem, ele controlava todo o time dele.
Lembrei-me das missões que fazíamos e os Agentes X apareciam para nos irritar, sempre habilidosos, fazendo tudo certo e não deixando nada dar errado. Como eles puderam passar para o outro lado? Eu nunca pensei isso deles, sempre foram boas pessoas. Foi ai que a frase que meu pai sempre me dizia veio em minha mente, e eu vi que ela era muito certa. “Às vezes o poder corrompem as pessoas!”.
: o sinal já tocou, vamos! – ela me arrastou enquanto eu tinha o meu choque de pensamento. – Nos encontramos na hora do lanche, e resolvemos a historia da .
Acenei com a cabeça e entrei na sala de aula, me sentei no lugar de sempre olhando para a professora de Inglês. Eu gostava das aulas de Clair, era o único professor que eu sabia que me entenderia, que eu podia confiar, ela me passava essa sensação. Como era Redação, aula que ela também dava, não estava.
A aula se arrastou até que o sinal tocasse para o recreio, me levantei de vagar e caminhei pacientemente até o refeitório. Peguei apenas um copo de suco e sentei-me à mesa de sempre esperando que chegasse. Naquela escola eu não era a pessoa mais cheia de amigos do mundo.
: Nada da ? – ela sentou com uma bandeja enorme, cheia de comida. – Acho que devemos falar com a Clair.
Eu: Não estou me sentindo bem, acho que alguma coisa aconteceu com ela. – tomei um gole de suco que mal desceu pela garganta. – Eu acho que...
Stella: Oi meninas. – me calei assim que ela sentou ao meu lado. – Por que vocês estão aqui sozinhas? E cadê a ?
: Você já deve ter percebido que a maioria dessa escola costuma nos excluir.
Eu: A foi visitar a tia doente, por isso não veio hoje.
Stella: Melhoras para a tia dela. É por isso que vocês estão com essas caras?
: É!
Stella: Por que vocês não sentam na nossa mesa? – disse com um sorriso enorme no rosto.
Eu: Acho melhor não!
Stella: Se você não aceitarem eu vou ficar com raiva, vamos!
-----x-----
Stella praticamente nos levou a força até a sua mesa, e eu não estávamos em clima para discutir com os Jonas, o que provavelmente aconteceria.
Enquanto íamos a passos lentos até a mesa todos no refeitório nos encaravam. Eles provavelmente se perguntavam ‘O que as ninguém vão fazer na mesa dos Jonas?’, patético. Eu já pude ter desejado sentar naquela mesa, mas no momento não desejo nem um pouco me juntar a eles.
Stella: Gente eu chamei a e a para sentar com a gente, algum problema?
: Não, nenhum! – ele disse rindo, sorriso perfeito e fingido. Ou será um sorriso sincero? – Então cadê a amiga de vocês? – lhe lançou um olhar reprovador.
: Ela estava doente ai não pode vir. – eu quase engasguei.
Stella: Eu pensei que ela tinha ido visitar a tia doente! – minha vontade foi de levantar correndo daquela mesa, nunca mais voltar naquela escola e nem pisar naquela agencia. – Foi o que a disse, não foi?
Eu: Claro. Ela foi visitar a tia doente e acabou ficando doente. – dei um sorriso falso e baixei a cabeça.
Stella: Bem os Jonas vocês já devem conhecer. – olhei para o e desviei a vista, ele também me olhava. – Essa aqui é a Macy Misa, nossa amiga. – e eu dissemos um ‘OI’.
Macy: Oi meninas, que bom que sentaram com a gente. – ela era bem simpática, e muito bonita. Tinha os cabelos castanhos, ou contrario de Stella que era loira. Eu também me lembrava dela por ser a atleta estrela da escola. Ela é bem o contrario de mim, é atleta e eu jogo mal. – Não vejo a hora de conhecer a outra amiga de vocês, é aqui saiu com o ontem? – olhei para .
: Ah é, por falar nisso... – não acredito que ela vai falar. – Que hora vocês voltaram para casa ?
Stella: Pensei que ela estava doente na casa da Tia. – disse confusa.
e Eu: Ela foi pra casa da tia depois que a deixou em casa. – olhei para ele e voltei a olhar para Stella. Ela tinha aquele olhar desconfiado no rosto.
: Acho que era meia noite, talvez. – ele olhou para que balançou a cabeça. – Fomos ao cinema e depois fomos jantar, foi divertido.
Eu: É estranho sair de uma hora pra outra com uma pessoa que você nem falava. – droga! Não segurei a língua.
: Nós já nos falávamos a um bom tempo, éramos amigos. – ele falou sem graça.
olhou para e os dois olharam para com cara de reprovação, eles pareciam não saber de nada assim como eu e . Os dois vinham se vendo há tempos. Só não entendo o porquê de não ter contado nada para nos. Ela falava mal deles o tempo todo enquanto se encontrava secretamente com .
: Ela tinha nos falado, mas pensamos que tinha sido só uma vez. – realmente devia ter ficado calada.
Come on guys tell me what we're doing, we're hangin' around when we could be all over the pla-a-a-ace…
Era meu celular tocando, me levantei rápido e fui até o corredor sem falar nada para os presentes na mesa. Era uma chamada importante.
-----x-----
Eu: ? Onde você esta? O que aconteceu para você não vir para a escola esta sumida desde ontem. – disse tudo de uma vez.
: Calma ! – ela riu. – Eu vim para o Brasil.
Eu: Brasil? Por quê?
: Minha mãe esta doente! E eu tive que vir. Não deu tempo de avisar para vocês depois que cheguei do encontro com o , então eu parti logo, eu acabei de chegar por isso estou ligando.
Eu: Sobre o ... – eu disse séria, eu mereço explicações. – Por que você não contou para mim e nem para que já falava com ele a um bom tempo? Por que mentiu sobre isso?
: Eu achei que não fosse importante falar sobre isso.
Eu: Claro que era importante! Você sabe que era importante. – eu caminhava de um lado para o outro do corredor, nervosa. – Você mentiu!
: Até parece que você nunca mentiu, certinha. – ela nunca tinha usado esse tom comigo antes.
Eu: O que esta acontecendo com você? Eu não te reconheço. Você não é a que eu conheço. – meus olhos encheram de lagrimas, eu queria a minha velha amiga.
: Desculpa . Eu só estou nervosa pela a minha mãe e acabei descontando em você, só é isso, não se preocupe eu estou bem. Eu tenho que ir agora, depois ligo para vocês de novo.
Eu: OK! Deseje melhoras para a sua mãe, e diz para ela que e eu mandamos beijos.
desligou o telefone.
Encostei-me aos armários na parede, a cabeça pesada. Eu sinto que algo de estranho esta para acontecer. A mãe da nunca ficava doente, a ver doente era o mesmo que ver um padre bêbado, muito raro. (n/a: comparação idiota, mas não pensei em outra.).
: Esta tudo bem? – abri os olhos e deparei com ele na minha frente. – Você demorou então eu achei melhor...
Eu: Esta tudo bem. – o cortei antes que ele continuasse a falar. – Eu acho... – sussurrei.
: Algum problema com a ?
Eu: Ela parecia estranha ao telefone... – sacudi a cabeça. – Nem sei por que estou te contando isso, nem somos amigos.
: Podemos ser... – ele deu um sorriso lindo. Eu teria aceitado sua amizade, mas agora esta tarde de mais para manter uma amizade com ele. Não depois de tudo que descobrimos. Agentes duplos... Tentativas de assassinato... estranha.
O mundo parece estar girando... Não! Não parece. Está girando. O que esta acontecendo?
Apoiei-me no armário tentei me manter em pé, mas tudo ficou escuro, o rosto do sumiu aos poucos. Em segundo eu estava imersa na escuridão.
-----x-----
Abri os olhos lentamente, a cabeça ainda rodando. Conheci meu quarto.
Olhei para a varanda e a escuridão tomava conta do lado de fora. Já era noite! O que teria acontecido? Minha cabeça esta rodando, mal consigo me levantar. Tudo o que lembro é de estar no corredor da escola com o e depois tudo é um vazio.
Esforcei-me para levantar da cama, mas acabei deitando novamente. Tudo girava e senti uma vontade imensa de vomitar, meu estomago estava embrulhado. Será se algo me fez mal? Algo que comi no café da manhã?
: que bom que você acordou! – ela entrou no quarto e se sentou ao meu lado na cama. – Você se sente melhor?
Eu: Não muito! O que aconteceu? Como eu cheguei em casa?
: Você desmaiou no corredor e o te ajudou. Te levamos para a enfermaria, mas a enfermeira disse que era melhor te trazer para casa, os Jonas nos trouxeram. – ela fez cara de obvio, parecia nem lembrar que eu estava desmaiada.
Eu: Não foi um desmaio qualquer. – minha mente começava a funcionar melhor, e eu me dei conta de tudo. – Alguém me dopou!
: Como assim?
Eu: O suco que me deram na cantina devia ter algo dentro, o efeito foi mais forte porque não comi nada, apenas tomei o suco. – passei a mão na cabeça. – E os sintomas que estou sentindo agora são típicos de dope.
: Mas quem poderia fazer isso? – ela pareceu se tocar. – Os Jonas? Mas eles nos ajudaram?
Eu: Talvez eles queiram a nossa confiança, é possível. Você não acha estranho de uma hora para outra o e o também quererem seguir o exemplo do ? Talvez o só estivesse sondando o território.
: Você esta ficando paranóica ! Talvez nos estejamos enganada a respeito deles serem os agentes duplos, sei que encontramos aquela pasta roxa na casa deles, mas não prova muita coisa. Talvez nos estivéssemos enganadas o tempo todo, eles podem ser realmente legais.
Eu: ! Sua alma de fã esta falando mais alto.
: já esta tarde, eu vou deitar, mas pensa no que eu falei.
Ela saiu do quarto e desligou a luz. Deitei-me melhor na cama e me embrulhei, eu ainda estava com o uniforme, mas não queria levantar para me trocar, ainda não me sentia muito bem. Talvez eu não fosse amanhã para a escola, mas se eu não fosse a ficaria sozinha.
Passou um tempo e eu comecei a me sentir melhor, fui até o banheiro e tomei um banho. Coloquei uma calça uma blusa básica e voltei para cama. Quando eu começava a dormir escutei um barulho vindo da varanda, continuei fingindo que estava dormindo.
Passos se aproximava da minha cama, a cada segundo eles se aproximavam mais, prendi a respiração a espera do invasor. Uma mão tocou meu ombro, em um movimento rápido segurei no pulso da pessoa me levantando e girando rápido, ficando por trás da pessoa.
Eu: Você?
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Eu: O que faz aqui? – soltei o pulso dele dando um passo para trás. – Não é tarde para visitar as pessoas? E ainda por cima entrando pela varanda?
: Eu imaginei que vocês já estivessem dormindo e eu precisava falar com você. – me sentei na cama. – Você esta melhor?
Eu: Veio aqui para perguntar isso? Pensei que era uma coisa importante! – ele se sentou ao meu lado.
: Isso é importante. – ele olhou nos meus olhos, ele tinha um brilho diferente nos olhos. – Quer sair?
Eu: Para com isso ! – me levantei rápido da cama. – Por que de uma hora pra outra você vem querendo ser meu melhor amigo? O que você quer?
: A sua amizade. – ele também se levantou e veio até mim. – Eu vi que o que eu estava fazendo era errado, eu devia ter feito como o . Burlado as regras.
Eu: Não podemos ser amigos.
: Por quê?
Eu: Você sabe porquê!
: Sei! – ele abaixou a cabeça. – Mas e se formos amigos só por essa noite? Amanhã tudo volta ao normal, que tal?
Eu: Ta OK! Agora pode ir embora.
: Só temos essa noite pra sermos amigos, vamos sair. – ele me puxou para a varanda.
Eu: Eu estou de pijama. – eu tentava me soltar.
: E Daí? Não tem ninguém na rua há essa hora. – estávamos na varanda. – Vai pula.
Eu: Como?
: Sei que consegui, já deve ter feito muito isso!
Eu: Vou calçar algo, eu to descalças. – corri até o closet e peguei uma sandália baixa. – Pronto.
Eu desci pelo lado da varando me apoiando na parede, ele desceu logo em seguida. Fomos até o carro dele, e saímos.
Nem acredito que concordei com isso, é como dormir com o inimigo, esquece essa comparação. Pensei, e pensei, se for só por hoje talvez não tenha nenhum problema, afinal amanhã as coisas vão voltar ao normal, ele vai me ignorar de novo e eu vou ser a invisível.
: E seu admirador secreto? – ele quebrou o silencio entre nós.
Eu: Que admirador? – me fiz de desentendida. – Deve ser brincadeira de alguém que não tem mais o que fazer. – passei a olhar para a janela. Eu não via mais nenhum rastro de cidade, tudo o que eu via era árvores. – Onde estamos indo?
: Surpresa. – ele deu um sorriso vitorioso, o que me fez ficar arrependida por ter vindo. E se ele estiver me levando para a floresta para me matar, assim como o tentou fazer com a ? Sim, eu to brincando. Eu espero. – Pronto chegamos. – ele parou o carro subitamente e desceu. – Vem. – ele abriu a porta do carro e eu desci em silencio o seguindo.
Era uma colina, tinha alguns carros ali. Conheci o lugar pelos carros de jovens que tinha ali, era o tradicional lugar em que os jovens vinham para dar um ‘amasso’ dentro do carro.
Mais a frente era possível se ver uma vista maravilhosa de toda a cidade, luzes de varias cores, assim como varias estrelas coloridas. O céu estava lindo em um azul escuro perfeito, a lua estava enorme no céu cercada por varias estrelas que mais pareciam pedras de brilhantes.
: Eu sempre venho aqui quando preciso pensar! – ele olhou para o céu de uma forma que me derreteu.
Eu: Pensar é? As pessoas vêm aqui para fazer outra coisa. – fiz piada, mas ele não riu. Apenas me encarou com o olhar penetrante.
: E você quer fazer o que as outras pessoas estão fazendo? – cara de safado, mas em seus olhos tinha humor.
Eu: Há, há engraçadinho. – me fiz de ofendida.
: Foi brincadeira!
Eu: Eu sei, não sou burra. – respirei o ar gelado daquela noite, o que quase congelou os meus pulmões. – Então o que estamos fazendo aqui?
: Sei lá... conversar? – ele fez uma cara fofa.
Eu: É pode ser, então vamos conversar sobre o quê? – me sentei na grama olhando a vista da cidade, ele se sentou ao meu lado também apreciando a paisagem. – Eu pergunto primeiro. – ele acenou com a cabeça. – Por que você e seus irmãos ignoram a mim e as minhas amigas? Com exceção da !
: É complicado... – ele abaixou a cabeça. – Preciso te contar uma coisa, acho que você precisa saber.
Eu: Pode falar. – é agora que ele vai dizer que tentou me matar três vezes, mas que dessa vez ele vai conseguir me matar. É brincadeira! Que gente sem senso de humor.
: Meus irmãos e eu... – ele hesitou mais então falou. – Nos somos os Agentes X. – eu fiz cara de surpresa, como se não soubesse de nada. Mas ele estava sendo tão sincero que eu resolvi falar a verdade.
Eu: Sabe , eu já sabia. – a cara de surpresa dele foi melhor que a minha. – Tem um tempo que eu e minhas amigas já sabemos, nos ficamos surpresas e... – eu não podia falar a historia de agentes duplos. – Não acreditamos.
: É verdade! É por isso que nos as evitamos, era para manter a identidade, pensamos que se vocês falassem com a gente se dariam conta na hora quem nos éramos.
Eu: Na verdade foi mais estranho, vocês nos ignorando, vocês falavam com todos menos com nos. Isso nos deixou muito curiosas para saber o motivo. – eu passei a mão na grama macia. Porque eu estou falando todas essas coisa para ele?
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: Nós podemos recuperar o tempo perdido, ainda não é tarde. – ele deu um sorriso tão lindo, que me fez pensar se aquilo era um sonho, um delírio, ou a realidade mesmo. – Que foi? – me levantei rápido e fui em direção ao carro.
Eu: Não podemos. Eu sei da sua terceira identidade! – ele veio atrás de mim e puxou meu braço me fazendo me virar para ele, e encarar aquele rosto perfeito.
: Como assim terceira identidade? – ele parecia confuso.
Eu: Eu sei que vocês são... – eu abaixei a cabeça. – São os agentes duplos.
: COMO? – ele parecia assustado. – Nos não somos agentes duplos, nunca fomos e nunca vamos ser. Como você pode pensar isso de mim e dos meus irmãos? Que tipo de pessoas você acha que nos somos.
Eu: Nós entramos sim na sua casa, e encontramos um relatório sobre nos. Para que vocês o queriam se não para nos conhecer melhor? E assim vocês tentaram nos matar por três vezes.
: Você é louca garota, eu nunca tentei te matar. – ele realmente agia como se não soubesse do que eu estava falando.
Eu: Não precisa mais fingir. Nos já sabemos que vocês são os agentes duplos. – eu podia ver pela a sua face que ele estava ficando com raiva, ele apertava fortemente as mãos tentando expulsar a raiva de sua mente e apertava a mandíbula. – Eu nem devia ter falado isso, porque agora você e seus irmãos vão tentar...
: Cala a boca! – what? Nossa essa é educação que ele ganhou em casa. Certo que ele esta irritado. Será que nos realmente nos enganamos com eles? Será que tudo não passou de um terrível engano? Mais se eles não são os agentes duplos, quem são?
Minha cabeça esta dando voltas com todas essas perguntas. Eu não posso ter me enganado tanto assim.
: Você não sabe de nada. – ele controlou a raiva e saiu andando para longe de mim, eu o segui. – Você não conhece nem metade da historia, você é uma boba.
Sei que eu devia estar super irritada por ele estar falando essas coisas, mas por incrível que pareça, não estou. Talvez eu esteja realmente me dando conta que os Jonas não têm nada haver com essa historia de agentes duplos.
: Nos nunca iríamos para o lado do ‘mal’. – ele fez aspas com as mãos. – Você por outro lado.
Eu: O que você esta insinuando? – parei no meio do caminho. – Você esta querendo dizer que eu sou a agente dupla? – ele pode não ser agente duplo, mas é completamente louco.
: Se a carapuça servir. – eu respirei fundo. – Vocês se alto sabotam nas missões...
Eu: Shut Up! – o empurrei e fui andando na frente. É muito mais fácil ele ser agente duplo do que eu ou qualquer uma das minhas amigas. – Idiota.
: Ah quando é com você, você fica ofendida. Mas eu não tenho esse direito. Afinal você só me acusou de ser uma pessoa sem escrúpulos capaz de tudo por dinheiro, até mesmo trair os próprios amigos. – a vontade que eu tenho agora é gritar, ficar sozinha, sem alguém tagarelando no meu ouvido. – EU sou o mal, você é a boazinha, eu sou o bandido você a mocinha...
Eu: CALA A BOCA! – ele se assustou quando virei bruscamente para ele. Não pude conter minha vontade de gritar. – Se você quiser, eu sou a mal, eu sou a bandida. Mais C-A-L-A a B-O-C-A.
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: Vem calar. – ele fez cara de desdém. Revirei os olhos. – Se você tem coragem, claro!
Eu: Não vou cair no seu joguinho. – me virei e sai andando. – Agora me leva para casa, afinal você me trouxe aqui.
: Eu não te obriguei a vir, você veio porque quis. – eu apertei os punhos, minhas juntas ficaram brancas, tamanha a força que apertei minhas mãos. Respirei fundo tentando me controlar, era isso que ele queria. Me tirar do sério.
Eu: Ta legal. – dei um sorriso cínico. Eu podia ver que ele estava perdendo a cabeça por não conseguir me irritar. – Tenho certeza que carona é o que não vai me faltar aqui.
Ele olhou para os vários carros de garotos que tinha ali, e pela a sua cabeça passou o mesmo que eu tentava fazer-lo imaginar.
Caminhei lentamente em direção a um dos carros, ele me seguiu com o olhar, achando que eu não teria coragem de fazer o que vinha a seguir. Doce ilusão. Talvez eu realmente não tivesse coragem, mas farei.
Bati no vidro do carro, um vidro muito escuro. olhava tudo, com cara de que ainda não acreditava no que eu fazia.
O vidro do carro baixou e eu suspirei aliviada. Quem estava no carro era Harry, depois que ele derramou suco em mim viramos colegas.
Harry: ? – ele fez uma cara de confuso. – O que você esta fazendo aqui?
Eu: Finge que não me conhece. – ele ficou mais confuso ainda. Eu olhei em direção ao e ele pareceu entender mais. – Sabe, eu estou precisando de uma carro. Porque certo alguém – olhei para . – Não quer me levar de volta para casa. – implorei com o olhar que Harry mentisse que não me conhecia, e ele pareceu entender. – Me ajuda Harry. – falei baixo para que só ele escutasse.
Harry: CLARO, GATA. – ele não foi o melhor ator, mas isso já bastava. Sorri para ele em forma de agradecimento. – Entra ai no meu carro, que eu ti levo onde você quiser. – ele me lançou um olhar sedutor que eu nunca tinha visto antes, e percebi que Harry era muito lindo. Loiro, olhos azuis que tinha a profundidade do oceano, traços perfeitos. Só perdia mesmo para os Jonas. (n/a: e pro meu top 10 ahsasad.)
Eu: Obrigada, amor. – se contorceu de raiva, tive que me segurar para não morrer de rir. – Tchau ! – acenei pra ele. – O meu mais novo amigo vai me levar em casa, foi legal sair com você. – entrei no carro do Harry, ele deu a partida e logo Jonas tinha ficado para trás.
Eu não queria que o Harry pensasse que entre nos possa haver algo, nos somos só amigos, ele é muito lindo, mais somos só amigos. E eu precisava explicar isso para ele, não podia acontecer nenhum engano.
-----x-----
Harry: O que você estava fazendo lá com o Jonas? – ele finalmente desviou os olhos da estrada e passou a me fitar com interesse.
Eu: Não é nada disso que você esta pensando! – ele começou a rir.
Harry: E o quê eu to pensando?
Eu: Que nos estávamos... – como explicar isso. Difícil. Mas mais difícil ainda é explicar o que estávamos fazendo lá, nem eu mesma sei o porquê eu aceitei sair com ele. Será que eu ainda gosto dele? Não não gosta. – Nos só estávamos conversando, e para de rir. – ele parou de rir e voltou a fitar intensamente a estrada sua frente.
Harry: Vocês só estavam conversando?
Eu: É.
Harry: Acho que ele gosta de você. – ele disse simplesmente. – Ele tava tendo uma ulcera quando você entrou no meu carro.
Eu: O ? – eu ri um pouco. – Ele não gosta de mim, ele agora que veio falar comigo, e ainda nos brigamos mais do que falamos.
Harry: Ele gosta, eu conheço . – ele respirou fundo. – E você?
Eu: Eu o quê?
Harry: Gosta dele?
Eu: Não! – mentira. – Quer dizer, já gostei mais eu não sei se ainda gosto, entende?
Harry: Entendo. – ele estacionou o carro na frente da minha casa. – Esta entregue!
Eu: Harry nem sei como agradecer, muito obrigada. – eu dei um abraço nele antes de sair do carro.
Acenei para ele e observei até que ele virasse a esquina. As luzes do poste que ficavam em frente a nossa casa piscaram cinco vezes, olhei em volta e não vi ninguém. Virei-me para entrar em casa e todos os postes da rua começaram a piscar, piscaram, piscaram e apagaram.
Tudo ficou em uma escuridão total, eu não enxergava um palmo a minha frente, fiquei em posição defensiva enquanto andava de costas lentamente até a porta, que eu não enxergava.
Alguém: Calminha ai, garota! – senti alguém pressionar algo na altura das minhas costelas, algo cortante. Fiquei parada imediatamente, as mãos geladas de pavor. – Agora antes de dizer a Deus diga suas últimas palavras...
Eu: Como assim...
Não tive tempo de terminar de falar, senti algo entrando no meu corpo, algo que me cortava. Senti algo quente escorrer por minha cintura, minhas pernas ficaram fracas, e eu desabei no chão sentindo a grama fria e molhada em baixo de mim. Meus olhos fechavam lentamente, como se eu não tivesse forças o suficiente para mantê-los aberto. Eu continuava sentindo o liquido quente com cheiro de ferro saindo de mim, foi ai que eu realmente me toquei que era meu sangue. Tentei gritar mais eu não tinha forças, tentei me mover mais nem consegui sair do lugar.
Alguém: ... – de relance eu pude ver as luzes do poste se acender novamente, mais dessa vez era a minha visão que estava turva.
-----x-----
Senti alguém levantar minha cabeça com cuidado e colocar sobre o seu colo enquanto segurava minha mão, me esforcei para ver quem era mais não consegui nem pensar direito. A pessoa passou a mão por meu rosto carinhosamente e sussurrou.
Alguém: Eu estou aqui, eu vou ficar com você. – senti uma respiração próxima ao meu rosto. – Não me deixa, eu te a...
Eu: Eu vou morrer? – eu interrompi a pessoa com as minhas ultimas forças. – Eu...
Alguém: Não fala! Eu não vou te deixar morrer.
O contato da grama com o meu corpo se foi, eu senti braços forte me levantarem do chão, minha respiração fraca, meu coração quase parando... eu podia sentir que ela estava parando, eu podia sentir meus pulmões pararem de receber ar. Eu podia sentir a morte ao meu lado...
Era como se o sangue estivesse saindo de meu corpo, eu já não sentia o calor por meu corpo. O único calor que eu podia sentir era o dos braços que me carregavam.
Puxei o ar com força, ele já não entrava em meus pulmões tão facilmente como de costume...
... Eu já não podia mais agüentar...
Quando as pessoas dizem que você vê toda a sua vida passando por seus olhos antes de morrer, como se fosse um filme acredite é verdade. Eu posso vê-lo agora...
... Lá estou eu no Brasil com os meus pais, estamos andando por um jardim e eles seguram a minha mão para me proteger. Eu queria ter a chance de dizer a eles que eu os amos antes de ir...
... Agora eu estou caminhando por L.A, com as minhas amigas, e , eu estava tão feliz nesse dia, foi o dia em que a Agencia nos chamou. Foi o dia em que eu fui recrutada para ser uma espiã...
... Lá estava eu me arrastando na lama em uma floresta da costa dos EUA, foi o meu primeiro dia de treinamento, eu sofri tanto, até tinha pensado em desistir...
... Eu estava tão zangada nesse dia, foi a primeira vez que eu o encontrei em missão, ele, quem eu pensava ser só um agente, eu nunca imaginaria que ele seria o meu ídolo, Jonas. Nós brigamos feio nesse dia, e acho que se eu soubesse que era ele não teria brigado daquela forma com ele, mas eu não sabia, e nos brigamos...
... Eu só queria dizer para as minhas amigas que eu nunca vou esquecer delas, que elas se vinguem por mim, pois eu não vou ter forças... e dizer pra ele que eu agora tenho certeza que eu o amo...
... Você só se da conta de como sua vida é boa quando esta perto de perdê-la, eu queria poder mudar isso, mas não posso, agora, é mais forte que eu...
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Eu estava caminhando por um lindo jardim iluminado, o sol ali brilhava muito, e ao longe eu pude ver montanhas enormes com o topo todo coberto de neve, não uma neve qualquer, uma neve muito branca, uma neve pura...
As flores eram diferentes, essa pareciam ter um tipo de purpurina que as deixava brilhando, e tinha de todas as cores possíveis de imaginar, rosa, azul, amarelo, verde, vermelho e até misturadas...
Caminhei por todo aquele enorme jardim, eu podia ver algumas pessoas que eu conhecia, mas eram pessoas que já tinham morrido. Será que eu morri? Eu não lembro de quase nada, eu só lembro do rosto dele. Mais nada, nada...
Vi minha avó, ela estava em uma espécie de balanço, ela estava mais nova do que eu me lembrava antes dela morrer. Corri até ela, ela me olhou e sorriu, um sorriso doce. Apontou um balanço ao seu lado, me sentei no balanço e fiquei olhando para ela. Ela parecia tão feliz, um enorme sorriso estampado em seu rosto. De repente ela parou de sorrir e ficou me encarando séria, como quando eu fazia alguma travessura.
Avó: querida o que você faz aqui?
Eu: Eu não sei. Sinto-me tão perdida. A senhora sabe o que eu faço aqui?
Avó: Querida você não devia estar aqui, há sua hora ainda não chegou, você deve voltar, você ainda tem muito que fazer...
Eu: Mais eu queria ficar aqui com você, aqui é tão lindo, as flores, as montanha...
Avó: Você tem que voltar. – ela me cortou. – Não se preocupe querida, quando chegar a sua hora eu vou estar aqui te esperando, mas você tem que ir agora, seu futuro é grande, não pode parar agora.
Eu: Mais eu não sei voltar, eu nem sei como cheguei aqui.
Avó: Siga pela estrada amarela, e não olhe para trás. – ela segurou na minha mão e me levou até a tal estada. – Tome cuidado com os amigos que faz querida.
Eu: Você esta falando dos Jonas?
Avó: Não! Falo de outros... não posso dizer mais nada. – ela soltou minha mão. – Querida, sabe o garoto?
Eu: ?
Avó: Sim! – ela deu um sorriso. – Por mais que vocês não fiquem juntos, foram feitos para o outro, não vão ser felizes longe do outro.
Eu: Ele não gosta de mim...
Avó: Você precisa ir agora ou será tarde de mais, lembre-se que eu te amo. E não conte sobre esse lugar para ninguém. Boa Sorte!
-----x-----
Abri os olhos lentamente, a respiração ainda falha, eu estava me sentindo muito perdida. Minha cabeça pesava, e eu não sentia o corpo muito quente. Aos poucos aminha memória turva começou a voltar, meio confusa, mas eu lembrava do que provavelmente tinha acontecido. Fui ataca na frente de minha casa, ferida, e quase sangrado até a morte, até que alguém apareceu e provavelmente me salvou, só consigo me lembrar disso.
Levantei a cabeça com um enorme esforço e pude dar uma olhada no quarto a minha volta, um quarto um pouco chique, o nosso plano de saúde não cobria um quarto como esse. Será que agencia cuidou de tudo? Eles podem ter pagado as despesas do hospital. Não. Isso não seria muito possível, afinal é uma agencia de espiões secreta, pagar um quarto de hospital poderia levantar suspeita.
O lado esquerdo da minha cama tinha vários aparelhos, um medindo os meus batimentos cardíacos, e um soro que pingava monotonamente, gota por gota, até que cai na minha corrente sanguínea. Do lado esquerdo da cama mais aparelhos, uma bolsa de sangue, o caninho seguia até que uma agulha perfurava o meu braço, eu estava recebendo doação de sangue, logo eu que nunca doei nada, assim que eu melhorar eu vou passar a doar sangue. Próximo a cama uma poltrona e ao lado da poltrona um confortável sofá, mais a frente um armário embutido.
Olhei pela janela encoberta pela cortina e pude ver que ainda era de noite, a luz da lua atravessava a fina cortina. Pergunto-me se ainda é o mesmo dia, ou outro, há quanto tempo eu estou aqui? Horas, dias, semanas, meses ou anos?
Olhei para os meus braços, vi varias agulhas enfiadas ali, todas recebendo um tipo de medicamento. Se eu tivesse pavor de agulhas já teria surtado por ver tantas, enfiadas no meu braço. Senti uma dor na altura das costelas, passei a mão por cima da roupa do hospital e senti um curativo, também senti uma dor intensa.
Ainda sentia dificuldade de respirar, e me sentia fraca, eu devo ter perdido muito sangue. Minha visão estava turva. Senti tontura ao tentar levantar a cabeça, então me deitei novamente.
Comecei a escutar vozes se aproximando da porta, olhei pela fresta abaixo da porta e vi sombras se aproximando, passei a mão no cabelo, seja quem for eu preciso estar apresentável. (n/a: depois diz que não é patrícinha HAHSHAS, ta calei.).
: ! – ela entrou praticamente correndo no quarto, e me abraçou, me segurei para não gritar de dor. – que bom que você já acordou, eu fiquei tão preocupada. Pensei que dessa vez você ia dessa pra melhor. – se ela soubesse que lá era melhor mesmo.
: Você sempre tão educada . – desviei o olhar para porta e vi a parda, me olhando, ela nem veio me abraçar. – Você esta melhor ?
Eu: Estou sim. – dei um sorriso fraco. Tinha algo errado com ela, estava tão sombria, será se aconteceu algo com os pais dela? – Os seus pais estão bem?
: Claro que sim, estão ótimos. – ela deu um sorriso, forçado, estava na cara que aquele sorriso era forçado. – Estamos tão felizes que você esta... viva. – não sentia sinceridade no que ela dizia.
Eu: Obrigada. – senti uma pontada, uma dor aguda onde eu tinha sido ferida, me segurei para não gritar. – A quanto tempo eu estou aqui?
: ...
Eu: Quanto tempo? – me alterei um pouco.
: Hoje completa dois anos!
Eu: COMO?! – começou a rir sem parar, também riu. Dessa vez mais sincera.
: é brincadeira da , você só esta aqui há uma semana. – eu suspirei aliviada.
: Você passou a semana inteira sobre efeito de morfina, provavelmente se estivesse acordada não suportaria a dor.
Eu: Foi tão sério assim?
: Foi, mas o que importa é que você esta bem!
: você nem sabe... a esta namorando com o...
: Cala a boca ! – ela a interrompeu antes que ela terminasse. – A precisa descansar! Isso não é importante agora.
Eu: Eu quero saber com que você esta namorando, quem é o felizardo? – eu sorri, mas ela permaneceu séria. – Quem é?
: Agora não , depois você vai saber! – ela olhou no relógio. – Bem acho que é hora de descansar, já são 21h00min.
Eu: Ah não eu já descansei de mais, eu queria conversar mais com vocês.
: A tem razão , você precisa descansar, para voltar logo para a escola. Você é a noticia numero um sabia?
Eu: Como assim?
: Todos ficaram sabendo do que te aconteceu, nós nos tornamos celebridades instantâneas da escola. – ela deu um sorriso. – Até estamos populares já que a esta namorando o...
: é melhor irmos! – ela cortou a de novo.
Eu: Você esta namorando um dos populares? Como conseguiu isso?
: é sério, é melhor você descansar, nos vamos voltar amanhã.
Eu: pega um pouco de água pra mim? ela só vai pegar a água e já esta indo. – a saiu do quarto, enquanto a pegava um copo de água na jarra próxima a cama. – foi você que me trouxe para o hospital?
-----x-----
: Não! – ela me entregou o copo, tomei um gole, água nunca foi tão gostosa assim. – Foi o . Ele chegou logo depois da queda de energia, e te viu lá caída na grama sangrando muito e te trouxe para o hospital.
Eu: Foi ele quem me salvou? – eu olhei fixamente para a água parada no copo. – Ele me trouxe para cá...?
: Foi! – ela se dirigiu para a porta, assim que ela abriu uma enfermeira já estava entrando no quarto. – Nos vemos amanhã , eu venho te ver.
Enfermeira: Sentindo dores mocinha? – ela começou a colocar uma dose de morfina na seringa. – Hora do remédio!
Eu: Eu não quero ter que dormir de novo, eu já dormi de mais... – tarde de mais ela já tinha colocado a morfina no soro, meus olhos começaram a pesar, foram fechando sem a minha permissão, logo eu já estava dormindo profundamente.
: ... – de relance eu pude ver as luzes do poste se acender novamente, mais dessa vez era a minha visão que estava turva.
Senti o levantar minha cabeça com cuidado e colocar sobre o seu colo enquanto segurava minha mão. Ele passou a mão por meu rosto carinhosamente e sussurrou.
: Eu estou aqui, eu vou ficar com você. – senti sua respiração próxima ao meu rosto. – Não me deixa, eu te a...
Eu: Eu vou morrer? – eu interrompi o com as minhas ultimas forças. – Eu...
: Não fala! Eu não vou te deixar morrer.
Acordei sobre-saltada, só agora era tão claro que aquela voz em meio ao escuro era dele, que aquele toque era dele. Abri os olhos lentamente, a luz fraca do sol entrava pela janela iluminando o quarto.
Enfermeira: Como foi a noite mocinha? – ela colocou o meu café da manhã em uma mesa móvel próximo a minha cama. – Sentiu alguma dor?
Eu: Não, nenhuma. Eu tive uma boa noite. – depois da dose cavalar que ela me deu de morfina, até um rinoceronte dormiria feito um anjinho. – Hum... eu pensei que a comida dos hospitais fosse ruins.
Enfermeira: Essa é especial para você. – ela riu, eu não entendi bem, mas preferi não perguntar nada. – Você recebeu rosas. – ela me entregou um buquê de rosas na cor rosa. – São muito bonitas. Eu volto daqui a pouco.
A enfermeira saiu do quarto me deixando em paz para ler o cartão que veio junto com o buquê. Eu tremia com a possibilidade das rosas serem dele. Peguei o cartão e comecei a ler.
, desejo melhoras, assim que eu
tiver um tempo eu vou te visitar no hospital, me sinto culpado
telo o que aconteceu, eu devia ter te levado até a porta da
sua casa. Em breve vou te ver.
Ass.: Harry.
Não era do , era do Harry. Como eu fui pensar que ele me mandaria flores? Ela já fez mais que a obrigação dele me trazendo até o hospital, boba, boba.
Coloquei as flores sobre a mesa ao lado da cama e voltei para o meu café da manhã, a todos os momentos eu olhava para a porta na esperança que a qualquer momento ele entrasse por ela, me abrassasse e dissesse que me amava.
-----x-----
Todos os dias e me visitavam no hospital, ficávamos conversando sobre varias coisas. Mais elas nunca falavam do novo namorado da , eu sempre perguntava e insistia para que elas me contassem, tentava me contar mais nunca deixava.
Elas sempre vinham me visitar juntas, mas no quinto dia a veio sozinha. Eu via a chance perfeita para que ele me dissesse quem era o namorado misterioso da , mas ela não disse, nem me vendo implorar, ela não disse. Depois de um tempo eu desisti.
Eu: Por que a não veio hoje?
: Ela foi visitar os pais no Brasil!
Eu: Aconteceu alguma coisa com eles, desde que ela voltou, ela anda estranha.
: Ela disse que eles estão bem, mas ela anda diferente mesmo. Nos quase não nos falamos tanto, ela passa a maioria do tempo com o... – ela ia falar o nome do namorado da , mais se calou. – Ela passa o tempo todo com ele.
Eu: O namorado? – ela fez que sim com a cabeça. – Ele é bonito?
: Muito . – ela tinha um olhar triste. – Mais perfeito do que eu pensava, carinhoso, romântico...
Eu: Nossa eu quero conhecer, ela merece, né? Depois que não deu certo com o Jason, ela merecia um cara como esse ai.
: É... – ela olhava para os lados. – eu tenho que ir, eu volto amanhã.
Eu: Por que vocês fazem tanto mistério desse namorado?
: Eu queria te contar , me desculpa. – ela esta me assustando.
Eu: Por quê?
: Olha a hora. – ela olhou no relógio e abriu a porta do quarto. – Amanhã eu volto. Tchau!
Já era um final de tarde. Eu estava inquieta com todo esse mistério, por que elas não querem me contar quem é esse namorado? Será se é tão ruim assim?
Fiquei assistindo TV até que a enfermeira entrou com mais uma das injeções de morfina, injetou no soro, e logo meus olhos pesaram. Dessa vez eu não reclamei, eu precisava dormir, e meu corpo doía um pouco. Logo, logo meus olhos pesaram e eu estava dormindo profundamente.
Escutei um barulho longe, eu provavelmente já estava dormindo há algumas horas. Com esforço olhei no relógio de parede, 11h48min. O quarto estava escuro, tudo o que iluminava era a luz da lua. Apesar da pouca luz eu podia ver bem. Meus olhos foram se fechando lentamente, de novo, mas me despertei pelo barulho da porta se abrindo.
Uma pessoa entrou de vagar, eu não podia ver o seu rosto, um buquê de rosas brancas e vermelhas cobria o seu rosto. (n/a: já deu pra perceber que minhas flores preferidas são as rosas brancas e vermelhas, né? ASHAHSHHS.). Eu tentava ver o rosto da pessoa mais não conseguia, então comecei a pensar que era mais um dos meus sonhos loucos induzidos pela morfina.
Fechei os olhos lentamente tentando pegar no sono de novo. Senti alguém se sentar ao meu lado na cama e segurar minha mão, abri os olhos e olhei agora para o rosto a minha frente.
Eu: ...? – ele estava ali sentado ao meu lado, seu rosto perfeito, e aquele sorriso lindo.
: Você esta melhor? – eu acenei com a cabeça dizendo que estava bem, ele sorriu. – Eu só pude vir agora, eu e meus irmãos estávamos fazendo um show, desculpa.
Eu: Tudo bem. – eu dei um sorriso. – Foi legal o show?
: Foi muito bom. – ele soltou a minha mão, e eu senti como se algo faltasse na minha mão, fiquei triste por ele ter soltado minha mão. – Já que você não respondeu, eu pergunto de novo, você esta melhor?
Eu: Eu estou bem melhor do que da ultima vez que nos vimos. – nos sorrimos. – Obrigada por ter me ajudado, eu devo a minha vida a você. E eu fui tão chata, me desculpa.
: Desculpa nada, eu não te desculpo. – ele fez cara de emburrado. – Brincadeira.
Eu: Eu já ia me matar. – brinquei, mas ele ficou sério. – É brincadeira.
: Eu sabia.
Eu: Por que você ficou sério então? – senti uma dor aguda, de novo, o efeito do remédio estava passando. Mas eu não chamaria a enfermeira, ela me doparia eu dormiria e ele iria embora, eu não queria que ele fosse.
: Eu pensei que você ia morrer, quase não tinha mais pulso quando chegou ao hospital. – ele estava preocupado? Eu dei um sorriso meio que involuntariamente. Ele pegou as rosas em cima da mesa e começou a ler o cartão. – Harry? Ele gosta mesmo de você, não é?
Eu: Ele é um bom amigo! – peguei o cartão da mão dele, e coloquei em cima da mesa. – E o e o ?
: Eles estão bem, eles queriam vir mais não deu. Assim que der eles vão vir. – eu fiquei feliz, eu quase não tinha falado direito com o e com o e mesmo assim eles se importavam comigo. Senti-me tão culpada por pensar que eles eram agentes duplos. – Não doem todas essas agulhas?
Eu: Um pouco. – levantei o braço com esforço. – Acho que vai ficar com marcas depois.
: Vai sarar. – ele segurou meu braço. – Posso ver?
Eu: Pode!
-----x-----
Ele segurou meu braço com delicadeza, chegou mais próximo e olhou as varia agulhas em meu braço. Ele tocou um fio que me fazia a transfusão de sangue, doeu um pouco, ele percebeu pela cara que fiz. Depois ele deslizou os dedos por minha pele, até tocar a próxima agulha, essa eu não sabia para que sérvia.
Os dedos dele deslizavam por meu braço me deixando sem ar, eu ainda consegui controlar meu coração, por sorte, ou a maquina de batimentos teria disparado.
Os dedos macios dele foram subindo por meu braço, me deixando arrepiada. Dava para ver que ele parecia não ter controle sobre o que fazia. Suas mãos se arrastaram lentamente e levemente por meu braço até que ele tocou minha nuca, foi ai que minha respiração começou a falhar e eu pensei que iria desmaiar. Ele se sentou mais perto, e foi aproximando o rosto do meu, eu estava imóvel, mal podia respirar, a qualquer momento a maquina de batimentos iria disparar se ele se aproximasse mais.
Eu já podia sentir a respiração quente do bater contra o meu rosto, a sua respiração falha. Fechei os olhos lentamente esperando por aquele momento. Senti os seus lábios macios tocarem o meu rosto, me senti decepcionada. Não posso negar, eu queria aquele beijo. Ele levou os lábios até o meu ouvido e sussurrou.
: Pensei que o aparelho ia disparar. – pude o sentir sorrir, fiquei vermelha com o comentário.
A sua mão esquerda desceu pelo meu braço direito e segurou um dos fios, sem nem mesmo olhar ele o puxou, gemi de dor, ele sussurrou um ‘Desculpa’. Voltou a subir a mão esquerda pelo meu braço direito, tocando o meu rosto de leve, depois pousou a mão sobre a minha cintura, tomando cuidado para não me machucar.
: Agora não vai mais disparar. – ele sussurrou novamente no meu ouvido. Agora eu entendi. Ele desligou o aparelho que media os meus batimentos cardíacos, não seria difícil para ele saber qual fio puxar, afinal ele era um espião. – Você quer? – meu coração bateu tão forte que eu pensei que ele sairia do meu peito, cheguei a pensar que eu teria um enfarte ali mesmo. – Quem cala consente.
Ele foi beijando meu rosto, até que chegou próxima a minha boca. Eu estava tão nervosa que não conseguia respirar muito bem, ele parecia calmo, mas eu sabia que ele também estava um pouco nervoso.
-----x-----
Ele acariciou meu braço me deixando arrepiada. Ele quer me matar antes de sair do hospital?
Fechei os olhos apenas sentindo o momento, os lábios macios dele pousaram sobre os meus em um beijo calmo. Como eu imaginava, ele beijava muito bem. Ele movia os lábios perfeitamente sobre os meus, era meigo e indomado ao mesmo tempo. Senti-o pedindo para aprofundar o beijo, meio insegura, eu deixei. Senti a sua língua macia explorando a minha boca, o sentia me tocar levemente. Era o momento mais perfeito. (n/a: ele tem pegada meu bem. HAHSHAS.).
Sentimos necessidade de respirar, ele me deu um selinho, para selar o beijo e nos separamos. Eu nunca tinha beijado, eu só paquerava algum menino, mais nunca cheguei a beijar literalmente, não um beijo desses. Meu rosto queimava de vergonha, e pelo calor do beijo.
Ele olhava para a janela, acho que ele se arrependeu de me beijar. Passei a olhar para as minhas mãos pousadas sobre o meu colo, olhei para ele e ele ainda não me olhava. Será se ele não gostou de me beijar?
Ele segurou na minha mão, ainda sem me olhar, apenas segurou na minha mão e a apertou com delicadeza. Mordi os meus lábios, confusa pelo o que tinha acabado de acontecer. Eu sempre fazia isso.
O perecia perdido em pensamentos, eu não conseguia mais manter aquele silencio gélido entre nos. Ele foi cheio de atitude, e agora tinha ficado assim tão... Calado.
Eu: ...? – ele finalmente me olhou.
: Desculpa! – ele passou a mão pelo meu rosto, e depois com o polegar acariciou meus lábios. – Eu não devia ter feito isso, eu não podia ter feito isso, me desculpe.
Eu: Você não gostou de me beijar, é isso? – meus olhos encheram de lagrimas, mas não chegaram a cair. – Eu...
: Não é isso. Eu gostei muito de te beijar, você foi a melhor garota que eu já beijei. – ele se aproximou mais, e limpou uma lagrima que escorreu por minha face. – Só me desculpa?!
Eu: Eu não sei pelo quê, mas eu desculpo. – coloquei a mão sobre a mão dele que estava em meu rosto. – eu posso te fazer uma pergunta?
: Pode!
Eu: Como você soube que eu tinha sido atacada? – ele ficou triste e eu me senti triste por ele.
: Depois que você saiu eu fiquei preocupado. – eu ainda não entendia. – Então a segui até em casa, foi ai que as luzes ficaram piscando, e algo me disse que alguma coisa ia te acontecer. – ele passou a mão pelos meus cabelos e eu fechei os olhos, sentindo aquele toque.
Eu: Desculpa, eu fui uma idiota.
: Vamos esquecer isso, é o melhor a fazer. – ele se aproximou de mim de novo, novamente aquela sensação de ter uma raive no meu estomago. A respiração pesada dele batendo contra a minha pele. Até que ele me beijou de novo, mas dessa vez parecia beijo de despedida, mas eu gostei do mesmo jeito. Ele se afastou de mim. – Eu tenho que ir.
Eu: É... ! Será que você podia ligar o aparelho de novo? – ele deu um sorriso lindo, e pegou o fio o colocando de volta no meu braço. Eu estava tão dopada pelo beijo dele que nem senti a dor. – Obrigada.
: Eu tenho que ir agora , boa noite. – ele me beijou na testa.
Eu: Boa noite. – ele saiu pela porta. (n/a: não ele se jogou da janela e caiu lá no chão AHSHAHSHS ¬¬.).
De alguma forma eu sabia que ele não ia mais vir me ver, ele não disse ‘Eu venho depois’, mas mesmo assim eu me senti muito feliz por aquele momento. Adormeci depois de muito tempo.
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Naquela mesma semana o Charli e a Clair vieram me visitar, eu fiquei feliz por os dois terem se lembrado de mim. Eu cheguei a pensar que Charli ficaria com raiva, ou algo do tipo, mais ele não ficou, até me disse que esperava que eu me recuperasse logo.
O não foi mais me visitar, e isso só me deixava mais triste, eu esperava todos os dias que ele entrasse pela a porta, mas ele nunca veio. Eu sonhava todos os dias com aquele beijo, mas tudo o que eu tinha era uma lembrança, porque ele nunca mais foi me visitar.
Fiquei três semanas no hospital, aquelas três longas semanas de tédio. Mais finalmente hoje eu vou receber alta, finalmente eu vou poder voltar para a minha ‘vida normal’. Vou poder ir para a escola, e vê-lo todos os dias, mesmo que ele nem olhe para mim.
: Pronta para ir?! – nos arrumávamos as minhas roupas em uma mala. – eu tenho que te dizer que sair daqui não vai ser fácil.
Eu: Como assim? Eu pensei que eu tinha recebido alta. – ela levava a minha única mala, porque eu ainda não podia colocar muita força.
: Bem... – ela hesitou. – A frente do hospital esta cheia de repórteres e paparazzis.
Eu: Por quê? Algum famoso está internado aqui?
: Não , é por você.
Eu: Por mim? Não to entendendo.
: É simples. Um astro do rock chega com uma garota nos braços em um hospital, os dois banhados de sangue. O que você pensou? Que ninguém ia notar?
Eu: É! – nos duas começamos a rir. – Tem óculos escuro ai?
: Por sorte eu vim prevenida! – ele me entregou óculos lindos, daqueles grandes. Eu arrumei o cabelo, se eu fosse sair em uma foto que estivesse bonita. – Vamos lá!
Assim que saímos do hospital fomos bombardeadas por um mar de flash, eles vinham de todas as partes, se não fosse pelos óculos eu teria perca de visão temporária. Varias repórter me faziam perguntas idiotas, sem pé nem cabeça. Uma me perguntou se tinha sido o que tinha me machucado, eu sempre dizia que não. Tudo o que eu disse foi que tinha sido um assalto, e ele me ajudou.
Finalmente entramos no carro e fomos para a nossa casa, eu estava aliviada por sair daquela multidão de pessoas, todas desesperadas por um furo de reportagem.
Assim que cheguei em casa corri para o meu quarto e tomei um banho descente, bem diferente daquele do hospital. Coloquei uma roupinha leve e me sentei no sofá da sala, assistindo TV. Na maioria dos canais de fofoca o assunto era eu e o , cada um tinha uma teoria diferente. Tinha de tudo, desde os que diziam que o tinha me batido até os que diziam que ele lutou com cinco assaltantes para me salvar, nunca acredite cem por cento no que escuta na TV.
Olhei no relógio e já eram 21h00min, fui até a cozinha e comi algo, depois voltei para a sala. estava dormindo e tinha saído com o seu misterioso namorado.
Escutei alguém tocar a campainha, fui até a porta olhei pelo olho mágico e era o , estranhei, ele ali àquela hora da noite. Abri a porta com um sorriso.
Eu: ? – eu suspeitava que o era o tal namorado da , mas se eles estava ali e ela tinha saído com o namorado era sinal que ele não era o namorado. – A não esta, ela saiu com o tal namorado.
: Eu vim te ver ! – ele deu um sorriso, Jonas.
Eu: Ah! Então entra! – dei espaço para que ele passasse. – Senta ai no sofá, você quer comer alguma coisa?
: Eu aceitaria água.
Eu: Claro, vamos à cozinha? – fomos junto até a cozinha, ele se sentou em um dos bancos do balcão enquanto eu pegava água na geladeira. – Eu jurava que você era o tal namorado ‘misterioso’ da . – fiz aspas com as mãos, ele riu mais depois ficou sério.
: É. Não sou eu não , é outra pessoa. Mas mudando de assunto eu vim aqui pra falar com você, eu não tive tempo de ir te ver lá no hospital.
Eu: Tudo bem, o me falou que vocês estavam sem tempo.
: O foi te ver?! – ele pareceu surpreso.
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Eu: É ele foi. Vocês não sabiam?
: Não. Ele não falou nada. – entreguei a água para ele e ele sorveu um pouco. – Mais ele nos falou das suspeitas de vocês, que nos éramos os agentes duplos.
Eu: Puxa esquece isso, eu mesmo já esqueci completamente, foi um momento de besteira meu, quer dizer mais um dos vários momentos de besteiras minha. – ele riu. – Então já que ninguém quer me contar quem é o namorado da , você podia me contar, não é?
: Eu pensei que as suas amigas tinham te falado que ela esta com o... – nesse momento eu escutei a porta da sala se abrir, e duas vozes conversarem alegremente. Corri até a entrada da sala, fiquei estática com o que vi. – você não sabia? – o estava parado ao meu lado.
Fiquei muda e congelada, em choque com aquela cena. e abraçados, abraçados como namorados. Então ele era o novo namorado da , por isso ninguém quis me contar. Por isso todos estavam escondendo a verdade de mim.
Senti meus olhos encherem de lagrimas, as controlei, eu não queria chorar ali na frente dos dois traidores. A sabia que eu gostava muito dele, sabia que eu o amava, e mesmo assim ela esta com ele. Eu pensei que ela fosse a minha amiga, eu pensei que ela gostava de mim, que se importava com os meus sentimentos. Mais não se importa. E muito menos ele.
O que foi tudo aquilo naquele dia no hospital? Por que ele me beijou se não tinha a intenção de me amar, só estava brincando comigo, como brinca com todas as garotas. A maior covardia de um homem é despertar o amor de uma mulher sem a intenção de amá-la.
: que bom que você já esta em casa. – ela veio até mim e me abraçou. Não retribui o abraço. Encarei o e ele desviou o olhar. – Ninguém me avisou que você sairia hoje do hospital. – que falsa. Que fingida. Como eu pude ser amiga de alguém assim. Como eu fui amar alguém como Jonas? – Bem agora eu finalmente vou te apresentar o meu namorado. Ah você já conhece, né? – ela deu um risinho. Senti as lágrimas quase caírem por minha face, lagrimas de ódio, de decepção.
Eu: Espero que os dois sejam muito felizes. – disse seca. – então nós vamos sair? A sorveteria lembra?
: Claro . – ela passou a mão em volta do meu ombro e lançou um olhar para e . Eu vi o ciúme no olhar do . – Então esta pronta?
Eu: Claro! Vamos lá! – coloquei a mão em volta da cintura dele.
: Você acabou de sair do hospital e vai tomar sorvete? – lançou um olhar desaprovador para ele.
: Na verdade, nos só queremos a companhia um do outro mesmo, o sorvete é o de menos. – olhei para ele, e percebi o que ele estava fazendo. Eu sou esperta amor. – Vamos?
Eu: Claro, amor! – o riu, ele se tocou que eu percebi também.
Passamos pelos dois e saímos de casa, assim que coloquei o pé do lado de fora eu deixei que as lágrimas ralassem por meu rosto.
: Não fica assim , esses dois não merecem. – entramos no carro do . – Você já jantou?
Eu: Não!
: Vamos a um restaurante então? (n/a: essa fic é diferente. A maioria você fica com o Jonas Um e Dois, aqui é o Três. Se você ama mesmo eles não vai se importa de ficar com nenhum dos três. E como vocês perceberam mais uma inovação, sua best dois é uma cobra. HHSHAHS.).
Eu: Pode ser. – eu fiquei calada até que chegássemos ao restaurante. Era um restaurante reservado, pois ele era famoso. Pedimos algo para comer e ficamos em silencio. – ? – quebrei o silencio, e ele me olhou. – Como isso aconteceu?
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: Eu tinha começado a desconfiar disso mais achei que era coisa da minha cabeça. Eu acho que a se aproximou de mim só para chegar perto do , às vezes quando ela ia lá em casa e o estava lá, ela dava em cima dele. – ele comeu um pouco de comida. – Quando nos falamos a primeira vez ela disse que nos mantivéssemos nossa amizade em segredo, porque você e a nos odiavam. – OH My Gosh! Quem é esse monstro que eu pensava ser a minha amiga?
Eu: isso é mentira, eu e a amamos vocês, nos sempre fomos super fãs. A é que sempre odiou vocês, eu até achei estranho quando soube que ela estava falando com você. – abaixei a cabeça. – Como eu pude me enganar tanto assim com ela? Eu pensava que ela era a minha amiga!
: Não se culpe, ela também me enganou. Fingiu ser minha amiga para se aproximar do meu irmão. Eu não sei como o caiu nessa. – eu não conseguia comer nada em meu prato com aquela revelação. – Depois que você foi parar no hospital ela voltou, foi ai que ela e o começaram a sair. Eu tentei conversar com ele, mas ele disse que sabia o que estava fazendo.
Minha vontade era matar aqueles dois. Mesmo estando namorando aquela falsa ele foi até o hospital e veio com aquela historinha, como eu fui burra, como eu estou com ódio de todos, de mim mesma por ter sido uma burra.
Eu: quando o foi me visitar ele... – eu respirei fundo. – Ele me beijou. – lágrimas quentes caíram por meu rosto. – Eu não sabia que ele era o namorado da , eu nem imaginava isso.
: Eu não acredito que ele fez isso, nem eu conheço mais o meu irmão. Ele não é assim acredite, eu cresci com ele, mas eu não sei o que esta acontecendo.
Eu: será que você poderia me levar para casa? Eu não estou me sentindo muito bem.
: Claro , eu só vou fechar a conta. – ele chamou o garçom e pagou a conta. – Podemos ir.
O me levou até a minha casa, conversamos durante todo o caminho, ele tentava me animar e me fazer sorrir. Por muitas vezes ele conseguiu. Mais eu só pensava no escândalo que eu faria assim que eu chegasse em casa, eu não podia deixar isso barato, eu tinha que tirar satisfações com aquela falsa que eu pensava ser minha amiga.
: Até amanhã . – ele me deu um beijo no rosto, senti queimar o lugar em que seus lábios tocaram. – Você vai para a escola, não é?
Eu: Vou sim, obrigada por me trazer em casa. – ele esperou que eu entrasse em casa, e ai foi embora.
Olhei na sala, os dois pombinhos não estava ali. O já devia ter ido embora, ainda bem, não sei se agüentaria ver os dois se beijando naquele sofá.
Fui até a cozinha, tomei um copo de água. Eu estava tomando coragem para o que eu faria a seguir.
Fui até o quarto da , bati na porta e ninguém abriu. Então fui entrando, ela estava deitada, aparentemente já dormindo. Acendi a luz, ela se espantou e levantou da cama me encarando.
Eu: Precisamos conversar! – eu disse fria. – Agora!
: Não temos nada para conversar. – ela disse de um jeito mais frio ainda.
Eu: Te espero lá em baixo. – saí do quarto batendo a porta com força. Desci a escada rápido, e fiquei esperando que ela descesse. Não demorou muito para que ela chegasse no andar de baixo. – Agora eu quero que você me explique tudo, sua falsa.
: Eu não tenho nada pra te explicar. – eu procurei algum traço daquela velha amiga, mais não encontrei nenhum. Tudo o que encontrei foi uma nova , mais fria, sem escrúpulos. – Ah você deve estar falando do , não é?
Eu: Também. Eu estou falando de tudo, eu quero saber quem é você? – ela começou a rir, aquela risada de filme de terror. Tentei me manter firme. – As mascaras caíram. Quem é você?
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: Você esta assim porque eu roubei o seu sonho de consumo. – ela fez cara de desdém. – Nossa se eu soubesse que você esteve sempre certa eu tinha corrido atrás dele antes, você não sabe como ele beija bem.
Eu: Na verdade eu sei! – foi a minha vez de rir. – O foi me visitar no hospital, e adivinha? Ele me beijou! – ela contraiu a face, com raiva. – Acho que ele prefere a mim!
: É obvio que ele prefere a mim, eu posso oferecer muito mais que você. Uma garota fraca e idiota. – fechei os punhos controlando a raiva. – Nossa você tão idiota sempre, alias você e a .
Eu: No que você se transformou?
: Em algo muito melhor do que você. – ela veio andando até mim. – Você não sabe como é fácil enganar vocês, todos vocês.
Eu: Você é a agente dupla. – a ficha finalmente caiu. Eu buscava no distante quando a resposta sempre esteve tão perto.
: Nossa você finalmente percebeu! – ela riu. – Nunca teve nenhuma viagem ao Brasil, nunca teve pais doentes. – ela fazia uma cara que me dava nojo. – Foi só uma desculpa para me livrar de você sem que ninguém notasse, sabe o suco com remédio? Obra minha. Eu estava na cantina, e coloquei uma pequena dose para te apagar.
Eu: Foi você...? – lágrimas desceram por meu rosto. Hoje eu vou desidratar pelos olhos.
: Sim. Eu me livro de você com uma mão amarrada nas costas, mas eu não queria fazer esforço, então eu tive a brilhante idéia de te dopar. Eu ia me livrar de você enquanto você dormia, mas ai o idiota do apareceu. – ela provavelmente devia estar usando o também. – Então eu tive que esperar até que você voltasse. Os portes foi a coisa mais fácil do mundo, você não podia me ver. Ai quando tudo ficou escuro eu finalmente tinha me livrado de você, mas você não morreu. Você não sabe como eu fiquei desapontada, tipo eu pensei ‘essa vaca não morre?’
Eu: Você é um mostro.
: Obrigada pelo elogio. – ela riu mais uma vez. – Foi ai , que eu me toquei que tinha que afastar o de você pra me livrar de você mais fácil, e olha não foi nada difícil conquistar ele. Fácil, fácil. Acho que o problema é você, não ele.
Eu: E naquela noite no show dos Jonas?
: Ah você fala daqueles inúteis? Eu contratei, eles tinham acabado de sair da prisão e não conseguiam trabalhos, então eu quis fazer uma caridade.
Eu: O Jason...?
: Aquele idiota descobriu o meu segredo, ai eu tive que me livrar dele. Se você quiser visitá-lo da uma voltinha no nosso jardim, foi lá que eu o enterrei.
Meu coração bateu forte, por medo daquela pessoa a minha frente. Senti medo dela, senti medo. Ela havia matado o Jason por ter descoberto o seu segredo, o que ela faria comigo?
: Agora você é a próxima zinha. – ela foi se aproximando, eu recuei para trás. – Ou melhor, primeiro eu vou matar o na sua frente, ai depois vem você. Que tal?
Eu: Me mate mais não faça nada com ele, por favor! – eu não teria muitas chances contra ela, machucada como eu estava.
: Wow que lindo. – ela pegou um jarro em cima da mesa e atirou em minha direção. Atirei-me no chão para desviar, senti meu ferimento doer. Levantei-me com dificuldade. – Não adianta fugir.
Eu: Não vou. – não adiantava fugir, eu tinha que enfrentá-la. – Mais antes, onde esta a ?
: Também dei um jeito nela. – a raiva me subiu a cabeça, ela não pode ter feito nada com a minha melhor amiga. – Vamos jogar ! – ela me chamou com um movimento de mãos.
Corri na direção dela, deferindo golpes de todas as lutas possíveis que eu já tinha aprendido, mais ela era muito boa. Alias sempre foi. Ela era a numero um da academia. Eu não teria chances em perfeito estado muito menos machucada.
Corremos as duas até a janela e pegamos os correões que prendiam a cortina. Ela lançou a corda em minha direção me acertando bem em meu machucado, me ajoelhei no chão de dor. Ela veio andando até mim, aproveitei a chance e enrolei a corda em seus pés e puxei, ela caiu no chão de costas.
Saí correndo pela escada, eu mal consegui correr pela a dor que sentia no ferimento, mas eu precisava ver como a estava. Vi a se levantar e correr atrás de mim. Apresei o passo. Abri a porta do quarto da rápido, ela não estava lá, a cama estava desarrumada, mas nem sinal dela.
: Eu disse que tinha dado um jeito nela... – senti algo me atingir por trás. Caí no tapete macio do quarto da , minha vista escureceu. Tudo que vi antes de apagar foi o rosto da com uma expressão vitoriosa.
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Senti os raios do sol da manhã bater contra o meu rosto, a luz forte dos primeiros raios de sol me acordoram. Abri os olhos e olhei em volta, eu estava deitada no meu quarto, na minha cama. Será que tudo não passou de um sonho bobo?
Levantei-me da cama e senti um pouco de dor. Fui até o banheiro tomei um banho e coloquei o uniforme da escola. A casa estava no maior silencio. Desci até a cozinha e nenhum sinal das duas. Sentei-me no banco do balcão. Notei que algo estava pendurado à porta da geladeira, uma carta, ou melhor, um bilhete.
Peguei o bilhete, era da , uma letra apresada. Comecei a ler e não acreditei no que lia.
“Sabe eu estava brincando sobre ter ‘dado’ um jeito na . Mais não pense que eu estou brincando. Ela apenas tinha saído com o sem que você visse, alias, ela esta me considerado a sua mais nova amiga, pelo fato de eu ter dado um empurrãozinho no relacionamento dos dois. Bem o contrario de você, não é ? Você é má garota. Você só pensa em você mesma, não é? Opa! Estou me descrevendo, foi mal.
Só quero dizer que é bom você não falar nada do que aconteceu ontem nessa casa para ninguém, ou você vai se arrepender. Eu posso fazer muito mal as pessoas que você gosta, seus pais, , , e . E não pense que você vai se livrar tão fácil assim zinha, eu tenho um serviçinho para você, mas isso é para mais tarde. Só lembrem-se mantenha essa sua boca fechada, vai ser o melhor para você.
Ah só pra lembrar, FICA LONGE do meu , sim ele meu. Ele esta comigo não com você, escutou ? Longe dele, ou você já sabe, não é?
Da Sua Best Friend ♥”
Amassei o papel com força, senti ódio ao ler aquilo, como ela podia estar fazendo aquilo comigo? Eu sempre pensavei que a era a minha amiga, mais pelo visto eu me enganei, mais uma vez.
Como ainda era cedo eu fui logo para a escola, não iria hoje de bicicleta, como eu sempre ia. Hoje eu iria de pé, meu machucado ainda doía. Eu estava ficando quase boa, mais a minha Best Friend resolveu brigar comigo, e me deixar pior. Que amiga, ein?
Caminhei lentamente pelo caminho pensando em como eu teria que agir na escola. Eu teria que agir como se não soubesse tudo o que sei da , teria que ignorar totalmente o , eu não podia falar com ele, ou poderia acontecer algo com ele. Eu preferia que ele me odiasse a ver algo acontecendo com ele, isso não, isso eu não suportaria.
Quando dei por mim eu já estava na porta da escola, varias pessoas estavam paradas conversando na porta da escola. Assim que eu me aproximei todos passaram a olhar para mim e cochichar, tenho certeza que fiquei vermelha por ser o centro das atenções. Muitos falavam comentários maldosos outros até diziam coisas legais.
Entrei na escola e fui em direção ao meu armário, deixei os livros ali e pequei o livro da próxima aula.
: ! – ela veio correndo até mim. – Que cara é essa?
Eu: Nada, só estou feliz em te ver. – tentei disfarçar. Mas realmente eu estava feliz por ver que nada tinha acontecido a ela. – A me falou que você saiu com o ? É verdade?
: É sim . Nossa foi de mais. Nós saímos como amigos, mas foi muito legal, eu nunca imaginei isso, nunca mesmo. – fomos andando em direção a sala da Clair, onde teríamos aula de inglês juntas. – E você onde se meteu?
Eu: Fui a um restaurante com o . – me sentei na minha mesa olhando fixamente para o quadro. – Ele foi me visitar ontem e me chamou para ir ao restaurante.
: Mais e o ?!
Eu: Você devia saber perfeitamente que ele esta namorando a , não é? – ela abaixou a cabeça.
: Desculpa , eu queria mesmo te contar, mas fiquei com medo de você se sentir mal. Você estava tão fraca no hospital.
Eu: Tudo bem eu já me dei conta das amigas que tenho. – ela ficou calada, e depois disse não conversamos mais durante toda a aula.
Quando o sinal tocou saí da sala sem nem falar com a . Só nos encontramos no armário, quando pegávamos os livros da próxima aula.
: você ficou com raiva, não é? – ela pegou um livro no armário.
Eu: Eu teria suportado, teria sido bem melhor do que ver o abraçado com a , e só ai me tocar que ele era o tal namorado. – peguei o livro de biologia e bati o armário com força. – Muito obrigada.
: Desculpa ! – fui em direção a sala de biologia. – Nos vemos na hora do recreio. – ela gritou para mim de longe.
Era o intervalo da segunda aula então a sala de biologia ainda estaria vazia, e eu poderia ter paz e sossego para pensar com serenidade. Como eu imaginei a sala estava deserta, me sentei na cadeira de sempre e pousei o rosto sobre a mesa fria, tentando ordenar os meus pensamentos.
Como em todas as aulas de biologia eu teria que sentar ao lado do , ficaria uma aula inteira com ele, ali bem perto, do meu lado. E eu não poderia trocar nenhuma palavra com ele, só o básico do básico. Senti-me presa, tinha alguém que controlava todas as minhas ações, alguém que mandava e desmandava no que eu tinha que fazer. Nesse momento a minha maior vontade era de largar tudo e voltar para o Brasil, para perto dos meus pais...
O sinal tocou e os alunos começaram a entrar na sala, me sentei direito olhando vagamente para o quadro, como se assistisse ao filme mais interessante da minha vida.
Não demorou muito para que o entrasse na sala, perfeito como sempre, o uniforme que lhe caia tão bem, os cabelos arrumados de um jeito descolado, e o perfume que me deixava sem ar, que me fazia tremer. Ele sentou-se ao meu lado, também olhando fixamente para o quadro.
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Clair: Muito bem alunos, bom dia. – ela tinha um sorriso enorme no rosto, ela me lançou um sorriso. – Bem hoje a esta de volta... – não acredito que ela esta fazendo isso, ninguém ta nem ai pra minha presença mesmo. – todos queríamos ir te visitar no hospital, mas não fomos autorizados, não é pessoal? – ouvi um coro de vozes que diziam SIM. – Bem como a esta de volta, vamos ter uma atividade diferente.
Gina: Que tipo de atividade? – ela lançou um olhar significativo para o , que nem notou.
Clair: Quero que vocês vão até a nossa biblioteca e procurem sobre a Biogênese, quero uma pequena pesquisa, para hoje. – ela escreveu algumas coisas no quadro. – Em dupla, OK? Cada um com a pessoa que senta ao seu lado. – escutei um muxoxo de Gina, que se levantou zangada e saiu rápido da sala.
Aos poucos todos foram saindo da sala inclusive Clair, me levantei rápido da cadeira e segui para a biblioteca. Todos estavam espalhados pela enorme biblioteca da escola, procurando por boas informações para o seu trabalho. A biblioteca era bem organizada, típica biblioteca de escola americana. Enormes corredores que eram cercados de livros por todos os lados, as estantes parecia muros vedados por livros. Com certeza era possível se perder ali dentro.
Vi parado à porta da biblioteca. Apressei o passo e entrei por vários dos corredores de livros, virei a esquerda a direita e a esquerda de novo. Cheguei a pensar que estava perdida. Tudo o que eu queria era não ter que falar com ele.
Cheguei a uma seção em que se lia em uma placa pendurada no teto ‘Biologia Avançada’, pelo menos eu não perderia o meu tempo ali. Coloquei meus livros no chão, encostei-me à estante de livros e respirei fundo. Abri os olhos e comecei a procurar por um livro.
: Acho que eu sou o seu par! – me assustei com a voz dele, eu pensava tê-lo despistado. – Fugindo ?
Eu: Não. – continuei olhando os livros, peguei um e me sentei no chão frio o folheando.
: Então achou alguma coisa?
Eu: Não! – disse fria, continuei a folhear o livro.
: Nós somos uma dupla, lembra?
Eu: Sim. – às vezes eu converso assim mesmo com as pessoas, mas o meu tom de voz não era amigável.
: Então eu posso olhar o livro com você? – ele se sentou ao meu lado se inclinando para ver o livro.
Eu: Acho que seria mais rápido se você procurasse em outro livro. – puxei o livro para mim.
: Mais eu quero olhar esse livro ai! – ele segurou no livro o puxando para si.
Eu: Então fica com ele, eu pego outro. – joguei o livro para ele e me levantei. Comecei a procurar por outro livro, ele fingia olhar o livro, mas estava o tempo todo me observando. Desde a minha sapatilha até o meu ultimo fio de cabelo. – Achei! – exclamei por força do habito.
: Encontrou? – ele veio de encontro a mim. – Posso ver?!
Eu: Pensei que você estivesse olhando esse livro ai! – me afastei e me sentei novamente no chão frio, folheando o livro com aparente interesse.
: quer para com isso? – ele jogou o livro no chão me assustando. Olhei para ele assustada. – Para, OK?
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Eu: Do que você esta falando? – me fiz de desentendida.
: Para de me tratar assim. – idiota, fica agindo como se nada estivesse acontecendo, como se nada estivesse acontecido.
Eu: Como você é cínico, não é Jonas? – fechei o livro com força. – Você fica agindo como se nada tivesse acontecido, a quem você esta querendo enganar? A mim que não é, porque eu não sou nenhuma idiota.
: Eu não te enganei.
Eu: Como não? – vejo briga chegando. – Você vai me visitar no hospital... e você sabe. – me referi ao beijo. – E você já estava namorando a , e me beijou, me fez de outra, me fez de segunda opção. Quem você acha que é para fica brincando assim com os sentimentos das pessoas?
: Não era para ter acontecido aquilo, só aconteceu, eu não sei o que aconteceu. Eu não sei o que esta acontecendo. – ele passou a mão pelo cabelo. – Não era pra ser assim.
Eu: Não era mesmo! Eu nunca devia ter entrado para agencia nenhuma, ai eu nunca ia ter te conhecido, ai eu ia ser uma fã qualquer que ama o ídolo a distancia... – droga! Falei besteira de novo. Eu disse que o amava. Parabéns de novo , você se supera.
: Você me ama? – ele se ajoelhou ao meu lado. Eu abri o livro de novo e fingi ler. – Responde. Você me ama? – ele pegou o livro das minhas mãos e jogou longe, permaneci encarando o chão, no mais pleno silêncio. – Fala?
Eu: Esquece! – mordi meus lábios. – Você tem namorada , é melhor ficar longe de mim. – ele tem que ficar longe dela, daquela bruxa.
: Não, eu não vou esquecer. – ele segurou em meus ombros e me virou para ele, me fazendo encarar os seus olhos penetrantes. – Eu não posso te contar porque estou com ela, mas eu gosto de você.
Eu: Acho melhor nos fazermos o trabalho. – fiz menção de me levantar, mas ele me fez sentar novamente. – me solta...
: Não antes disso. – ele puxou meu rosto para perto do seu. A respiração quente e descompassada dele batendo contra o meu rosto, as mãos firmes e quentes segurando meus ombros. Lentamente os lábios dele se encaixaram sobre os meus, me fazendo esquecer todos os problemas que eu tinha no momento. Ele me puxou para mais perto fazendo nossos corpos ficarem colados, sem que não houvesse quase espaço entre nos.
Passei a mão pelos cabelos dele. Ele me segurava firme pela cintura, me mantendo ali ao seu lado, sem me dar chance de fugir. Como se eu quisesse. Ele pediu para aprofundar o beijo, abri meus lábios lentamente sentindo cada sensação que ele me transmitia. Arrepio, calor, frio na espinha, paixão, amor, excitação. Tudo só com aquele beijo.
Nos separamos. Os dois sem ar, os lábios vermelhos pelo beijo. Levantei-me rápido do chão, como se nada tivesse acontecido, fui até a estante e peguei um livro e comecei a folheá-lo. Eu não podia me dar ao luxo de ser pega ali, as conseqüência seriam muito grandes, não só para mim como para ele.
: agora não! – ele me abraçou por trás, colocando suas mãos sobre as minhas me fazendo fechar o livro. Soltei o livro no chão, ele me deixava sem forças, fraca, imune a ele. – Só por hoje.
Eu: Como? – ele me virou para ele me encostando a estante de livros, colocou as mãos na altura da minha cabeça me deixando sem saída. – é melhor não...
: Só agora...
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Ele começou a me beijar de novo, não consegui resistir. Sentia-me bem por vários motivos, um deles é que eu o amo. E estar com ele já me faz bem. Outro deles é que a esta levando um bom cifre, ela não devia se meter entre nos.
Nosso beijo cada momento esquentava mais, ele me pressionava contra a estante, enquanto apertava os lábios com força contra os meus. Eu arranhava as costas dele de leve. Ele desceu a mão até a barra da minha saia, eu segurei em sua mão e coloquei em minha cintura.
: ... – ele surrou em meu ouvido me deixando arrepiada. – Eu te amo. – eu não acreditava estar escutando aquilo dele. Ele voltou a me beijar, mas dessa vez mais delicado, como se tivesse medo de me quebrar, como se eu fosse uma boneca.
Ele desceu a mão por minha cintura fazendo pressão, me empurrando contra a estante de livros. Suas mãos pressionaram o meu machucado, gemi de dor, ele percebeu e se afastou de mim, me olhando preocupado.
: Eu te machuquei? – ele me olhava ansioso por minha resposta. – Você esta bem?
Eu: Tudo bem. – dei um sorriso forçado.
: Não parece. Eu pensei que você estava melhor, ainda dói?
Eu: Não, eu estou bem, é sério! – disfarcei a cara de dor. – Vamos terminar o nosso trabalho, ou vamos tirar zero.
Peguei o livro que eu tinha deixado cair e comecei a procurar, encontrei o tema que eu estava procurando. Peguei meu caderno e comecei a copiar, ele se sentou ao meu lado. Eu estava tentando me afastar, mas ele não deixava.
: Achou? – ele sussurrou próximo ou meu rosto.
Eu: Achei!
: Eu posso copiar? – ele segurou na minha mão, me fazendo parar de escrever e encará-lo.
Eu: Pode. – puxei há mão um pouco e continuei a copiar.
Ele também começou a copiar, às vezes chegava próximo de mais com a desculpa de tentar olhar o livro, eu apenas me afastava um pouco para que ele pudesse ver. Assim que terminamos de copiar, me levantei e arrumei o meu uniforme, estava um pouco bagunçado. se levantou em seguida, também arrumando o uniforme.
Fui andando na frente enquanto ele vinha logo atrás de mim, quando cheguei onde Clair, entreguei o meu caderno para que ela corrigisse. fez o mesmo. Clair corrigiu e nos devolveu os nossos cadernos, dizendo que podíamos voltar para a sala.
Novamente eu fui andado rápido na frente, logo ele me acompanhou, caminhamos em silencio, só sentindo a presença um do outro. Guardei meus materiais, e fui até o meu armário. Quando eu pensei que ele tinha parado de me seguir lá estava ele parado ao lado do meu armário, com um sorriso encantador no rosto.
: Por que você faz assim?
Eu: Do que você esta falando?
: Depois que ficamos você age como se não tivesse acontecido nada, é isso que você quer? Que não tenha acontecido nada?
Eu: Pensei que era isso que você queria. Que nada tivesse acontecido. – fechei meu armário. – talvez um dia você entenda. Mas essa foi a ultima vez que você me beijou, OK?
: Se eu quiser, eu te beijo agora. – ele veio em minha direção me segurando pela cintura.
Eu: , não! – o empurrei de leve. – Eu não vou ser a outra, você esta com ela, então é porque é ela que você quer. Se for para ser assim eu não quero nada com você, eu não sou esse tipo de garota. Ela sim é!
Virei-me e saí em direção ao refeitório, o sinal tocou, e as salas abriram as portas. Vários estudantes começaram a sair para os corredores, logo eu sumi em meio à multidão.
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Comecei a colocar o meu lanche na bandeja, mas lembrei do incidente que tinha acontecido há dias atrás. Então deixei toda a comida no balcão, e sentei na mesma mesa de sempre. Senti alguém sentar ao meu lado.
Harry: E então como você esta?
Eu: Bem. – disse vazia.
Harry: Me desculpe por não ter ido , eu queria muito mesmo ter ido te ver. – ele bebeu um gole de refrigerante. – Espero que tenha gostado das rosas que te mandei.
Eu: Eu gostei muito, eram lindas. – o refeitório começou a encher de alunos, muitos ficavam nos encarando. O que me fez pensar que o meu beijo com o na biblioteca tinha sido transmitido para toda a escola, ao vivo. – E não se preocupe com o fato de não ter podido ir me ver.
Harry: Um dia eu compenso. – ele olhou pela mesa a procura da minha bandeja. – Não vai comer nada?
Eu: Não. Eu estou sem fome.
Harry: Mais o que você esta fazendo aqui nessa mesa sozinha?
Eu: É a mesa que eu sempre sento. – estranhei.
Harry: Não mais, suas amigas agora se sentam à mesa com os Jonas. – eu devia saber que isso aconteceria. deveria querer sentar-se com seu namorado. – Por falar nisso a sua amiga esta vindo ai.
: venha se sentar com a gente. – ela não me pediu, me ordenou. Em outros tempos eu não teria ido, teria feito a minha vontade, mas agora eu não estava em posição de reclamar. – Preste atenção no que vai fazer. – disse assim que já estávamos longe do Harry, fiz apenas que sim com a cabeça.
Todos estavam sentados ali, Stella, Macy, , , e . se sentou ao lado de , segurando em seu braço, de forma possessiva. Sentei-me a frente dos dois, permanecendo calada.
Stella: eu fiquei sabendo o que aconteceu com você. O que houve? – olhei para , ela me lançou um olhar severo, pareceu estranhar.
Eu: Foi um assalto, não sei o que me deu que eu reagi, foi impulso. – olhei para o lado aparentemente desconfortável.
Macy: Ainda bem que o apareceu para te salvar. – fechou a cara como se tivesse chupado limão. – Mais não devemos reagir à assaltos, por sorte não aconteceu nada de grave.
: É. Por sorte.
Eu: É...
: Então semana que vem é o baile. – ela trocou de assunto do nada, acho que ela percebeu o clima. Quem não perceberia?
Eu: Que baile?
Macy: Como você esteve fora muito tempo provavelmente não esta sabendo.
Eu: É! Minhas amigas não me avisaram, eu estou até acostumada. – abaixou a cabeça, mas fingiu que nem era com ela.
Stella: Então o baile vai ser semana que vem os meninos convidam, já que o baile do fim do ano as meninas convidam. – os únicos aparentemente deslocados naquela mesa era eu e . – Eu já estou fazendo o meu vestido, exclusividade minha.
: E alguém já te convidou?
Stella: Claro que sim. – ela se gabou. – O Harry me chamou, e eu aceitei.
: Harry? Aquele amigo da ?
Eu: Eu não sabia que ele tinha te chamado, mas vocês formam um casal bonito.
Stella: Obrigada . – tive a impressão de que Stella não ia muito com a cara da , ela olhou para ela com raiva. – Mas e você vai com quem? – todos na mesa me encararam.
Eu: Ninguém. – relaxou a posição defensiva.
: Pena que você não vai, né? – ela debochou. – Eu vou com o , com , Stella com Harry, Macy com Tom, mas você ta sozinha.
: A sozinha? – ele riu. – Ela vai comigo! – vou? – Eu pedi para ela ontem a noite quando saímos, nos vamos juntos. Não é ?
Eu: Claro, e eu aceitei. – ficamos nos encarando, eu olhava nos olhos de , até que nos interrompeu.
: Eu não sabia. – ele disse sério. – Você não falou !
: Não?! Então agora você sabe. – eu não pude deixar de rir.
Eu: Aproveitando o momento, que cor você quer que eu use? – eu via a hora que o ia levantar da mesa e fazer o maior escândalo. apertava o braço dele com força, como se quisesse segura-lo.
: Não sei ... deixa eu pensar. – ele fez cara de pensativo. – Que tal preto?
Eu: Preto? Pode ser... – segurei o riso, das caras que fazia.
: Será que da pra vocês discutirem isso em outro lugar? Nós temos mais o que falar além do vestido da !
: Tem razão. Nós vamos deixar vocês conversando ai, vamos para o pátio ?
Eu: Vamos! – me levantei e saí do refeitório com o , eu podia sentir o olhar do sobre nos.
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e eu fomos andando até a arquibancada próxima a quadra de vôlei, me lembrei da vez que ele estava jogando ali. Nós sentamos na fileira mais alta da arquibancada, o vento estava morno. Do nada nos começamos a rir.
: Viu a cara que eles fizeram?
Eu: Vi. – começamos a rir. – Obrigada por ter me tirado dessa.
: De nada. – ele começou a me fitar intensamente, desviei o olhar para a quadra. – Mas então que cor você quer?
Eu: Você estava falando sério?
: Estava. A menos que você esteja esperando que outro cara te convide...
Eu: Não. Ninguém vai me chamar mesmo. E eu adoraria ir com você. – dei um sorriso sincero para ele. Ele me abraçou de lado. – Que tal roxo?
: Aquele bem cor de ameixa?
Eu: É!
: Sério?!
Eu: Não. – ri de novo. – Eu gostei do preto, podemos ir de preto.
: Eu também gostei da idéia, podemos usar preto. – ele começou a me olhar de uma forma diferente, e aproximar o rosto do meu. – Vamos como amigos? – ele disse me olhando nos olhos, eu só fiz que sim com a cabeça. – Certo.
Eu: Você... – o sinal tocou. – Bem nos vemos depois, agora temos aula.
: Nós podemos fazer algo de noite, que tal?
Eu: Fechado. Agora eu tenho que ir, até de noite.
Desci a arquibancada rápido, e fui até o meu armário. Peguei meus materiais, e corri para a aula de historia. A aula estava interessante, o que me fez esquecer os problemas por um tempo.
Depois daquele dia cansativo eu voltei para casa a pé, a foi comigo. Ela tentava me fazer a desculpá-la por não ter me contado da e do , eu acabei por desculpar.
Eu estava ansiosa e com receio para saber qual era o tal ‘Serviçinho’ que a me faria fazer, com certeza não seria nada de bom. Ela poderia me mandar machucar alguém ou algo até pior, mas eu tinha que esta preparada para tudo, eu precisava que tudo desse certo.
: eu a vamos ao shopping, você não quer ir?
: Acho que a vai estar ocupada com as tarefas, não é ? – eu fiz que sim com a cabeça. – Ah e por falar nisso, chegou uma cartinha para você?
Eu: Carta? – peguei a carta das mãos delas, imediatamente eu percebi do que se tratava. Mais instruções para o serviçinho. – Ah claro, eu estava esperando por essa carta.
: Se você quiser, eu posso olhar um vestido pra você. Que cor?
Eu: Preto!
: Então nos vamos indo, até de noite !
Elas saíram e eu fiquei sozinha em casa, corri para o meu quarto e me atirei em cima da cama, me sentei confortavelmente e abri a carta. Como eu pensava eram as próximas instruções, gelei. Comecei a ler de vagar.
“Como eu disse eu tinha uma serviçinho para você. Não é nada de difícil, é até fácil para você. Vai ser fácil, não se preocupe.
Eu não quero falhas, quero um serviço perfeito, ou então você já sabe o que acontece, não é?
Como você vai sair com o hoje (sim eu sei de tudo) quero que o faça levá-la na casa dele. Quero que entre no quarto deles e pegue uma chave (a chave é dourada), não vai ser difícil de encontrar, é uma coisa básica. É uma chave de um cofre na agencia, só eles e o Charli tem essa chave, como é muito mais fácil pegar a chave deles do que do Charli, eu quis ser boazinha.
Assim que pegar a chave traga para mim, sem perguntas, você não precisa saber para o que serve a chave. Só faça. Bom trabalho.”
Não! Eu não podia entregar essa chave para ela sem saber para o que serve, o que tem nesse cofre. Pode ser algo importante ou perigoso, não posso fazer isso. Eu tenho que pensar em algo para me livrar dessas chantagens. Se eu fizer isso a cada vez mais ela vai arranjar esses serviçinhos para mim, e com o tempo eu já vou ter decido no nível dela. Eu preciso pensar, preciso sair dessa.
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Arrumei-me para sair com o . Eu o faria me levar até a sua casa, quando eu chegasse lá eu veria o que fazer. Eu não entendia como uma pessoa podia ser chantageada nos filmes, e ser burra o suficiente para cair nas chantagens. Agora eu entendia perfeitamente, era tudo o que a pessoa tinha a perder, se não cedesse as chantagens. Agora eu sentia aquilo na pele, mas eu estava decidida a não deixar que aquilo chegasse longe de mais, eu pediria ajuda a alguém.
Escutei alguém tocar a campainha e fui correndo abrir, quando abri a porta o estava parado do lado de fora com um sorriso enorme no rosto. Eu não tinha pensado em como o faria me levar em sua casa, então comecei a ficar nervosa.
: Pronta?
Eu: Aonde vamos?
: Não sei direito, você tem alguma idéia?
Eu: Podíamos visitar a sua casa, você nunca me mostrou, não é? – nossa essa foi horrível, e se ele pensar que eu estou com as mesmas intenções da ? – Mas nos podemos ir para outro lugar. – consertei.
: Nós podemos ir lá, e depois saímos, que tal? – me sentia uma droga fazendo isso com ele.
Eu: Pode ser! – dei um sorriso. – Então vamos?
Fomos de carro até a casa dele, que era um pouco distante dali. Ele me disse que os pais dele não estariam em casa, só os irmãos. Eu não sabia o que pensar o que me faz pensar, sempre foi tão fácil para mim o trabalho de espiã, mas nesse momento não era nada fácil, não quando eu tinha que trair uma amizade, não quando eu tinha que fazer algo que teria conseqüências ruins.
A casa dele era muito bonita por dentro, a sala principal tinha um enorme tapete no chão, e logo a frente uma enorme escada. Eu só conhecia a parte de cima da casa, mais a parte de baixo não. Tudo era muito bem decorado, cada detalhe planejado para combinar perfeitamente com as paredes cor bege.
: Você quer comer alguma coisa? – ele segurou minha mão e me puxou para a enorme cozinha.
Eu: Eu queria um copo de água, pode ser?
: Água?
Eu: Você só bebeu água na minha casa também, estou retribuindo. – fiquei feliz por conseguir fazer uma piada naquele momento.
: Suco?
Eu: Ta bom, suco.
Ele foi caminhando na frente e eu o seguia, assim que entramos na cozinha tivemos uma surpresa. estava lanchando, ele ficou nos olhando e depois voltou a encarar o seu prato de comida. Eu fiquei sem graça pela cena.
: Não sabia que você ia trazer a pra cá! – ele disse sério.
: Pois é, nos decidimos dar uma passadinha antes de sair. – ele pegou uma jarra de suco na geladeira e colocou um pouco em um copo. – Não vamos demorar.
Eu: Obrigada. – peguei o copo de suco da mão do . – Talvez fosse melhor irmos agora, não é? – o que eu to fazendo? Vou estragar o plano só por causa do ? Eu já estou na casa, só tenho que pegar essa maldita chave.
: Podemos ir para outro lugar da casa, o deve querer ficar só.
: Tanto faz. – só tomei um gole do suco e coloquei o copo na pia. – Vocês podem ficar. Eu vou sair! Talvez com a .
Eu: Ela foi ao shopping com a , acho que foram comprar o vestido do baile.
: Eu vou sair mesmo assim, não estou a fim de ficar em casa. – ele passou por mim, acho que ele estava com raiva.
: você pode me esperar na sala? Eu vou dar um pulo no meu quarto e já volto.
Ele me acompanhou até a sala, fiquei esperando que ele subisse as escadas. Eu não ficaria na sala, era a chance perfeita. Subi as escadas correndo.
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Eu só poderia entrar em dois quartos, o do ou o do , afinal estaria no quarto dele. Segurei na maçaneta do quarto do , mas ele poderia estar ainda no quarto. Então me direcionei para o quarto do . Meu coração estava disparado, parecia que eu estava cometendo o maior crime do mundo.
Abri a porta do quarto de vagar, não estava no quarto, suspirei aliviada. Comecei a remexer em todas as coisas, abri gavetas, mexi no armário, mexi no closet, e nada de nenhuma chave. Ele não seria burro de deixar essa chave exposta se fosse tão importante assim. Onde eu esconderia uma chave importante? Ou se eu fosse uma chave onde eu estaria?
* Se eu estivesse escondendo algo importante eu esconderia no lugar mais obvio possível, pois todos pensariam que ela estaria guardada a sete chaves. Então que lugar é obvio para se deixar uma chave...
... O molho de chaves... Isso!
Corri até o molho de chaves que estava na gaveta do criado mudo, peguei o molho de chaves e comecei a procurar por uma chave dourada. Lá estava ela, a chave que eu estava procurando. Tirei a chave do molho de chaves.
: O que você esta fazendo? – me levantei rápido da cama. estava pardo na porta do banheiro, ele não estava fora do quarto estava no banheiro do quarto. Burra, burra. Como eu fui cometer um erro desses, erro de amadora. – Eu disse o que você esta fazendo remexendo nas minhas coisas? – ele estava sério.
Eu: Eu estava procurando por... – eu não tinha a mínima idéia do que dizer. – Procurando um...
: Chave? – ele veio até mim e tomou a chave da minha mão. – O que você quer com essa chave?
Eu: Desculpa! – abaixei a cabeça, foi tudo o que eu consegui dizer.
: Você sabe para que é essa chave, não é? Então para que a queria?
Eu: Me desculpa eu não posso dizer, só preciso da chave.
: Você só pode estar louca se pensar que vou te dar essa chave assim! – se não é por bem então vai ter que ser por mal.
Eu: Preciso dela! – tentei pegar a chave da mão dele, mas ele desviou segurando em meu braço. – Me da à chave!
: Não! – segurei na mão dele que segurava em meu braço, e girei, me soltando. Fui em direção a chave novamente. (n/a: vocês estão brigando pela chave, se ainda não sacaram). Acabamos caindo na cama, ele por cima de mim. – Pra quem você trabalha? Você é agente dupla?
: O que esta acontecendo aqui? – ele estava parado na porta, olhando aquela cena constrangedora, com certeza pensando besteira.
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: não é isso que você esta pensando. – ele se levantou, fiz o mesmo.
: Eu não to pensando eu vi!
Eu: JÁ CHEGA. – eu gritei, não agüentava mais aquilo, eu precisava contar o que estava acontecendo para alguém. – Fechem as janelas.
: Como?
Eu: Fechem. Caramba. – eles não entenderam nada, mas correram e fecharam as janelas. acendeu as luzes do quarto.
: Será que vocês vão falar o que esta acontecendo aqui?
: A estava ‘furtando’ as chaves do cofre!
: Você fez isso? – ele tinha um olhar decepcionado no rosto que me cortou o coração. – Por isso você queria vir aqui? Como eu sou idiota mesmo.
Eu: não é assim. Me deixem explicar. – me sentei na cama, os dois ficaram em pé me encarando.
: Esperem o tem que ouvir isso. – ah não, só vai piorar. – Eu já volto.
saiu do quarto e foi chamar , que provavelmente ainda não tinha saído de casa. Não demorou muito para que os dois entrassem no quarto.
: Pronto, agora pode explicar tudo. – eu olhei para o chão. não olhava para mim.
Eu: Eu descobri quem é agente dupla. – os três se entreolharam. – Talvez vocês não acreditem, assim como eu não acreditei no começo.
: Então quem é agente dupla?
Eu: A . – o não pareceu surpreso com a minha revelação. Já e ficaram muito surpresos. – Eu descobri ontem. Ela contratou pessoas para se livrarem de mim e da , ela colocou remédio no meu suco no dia em que passei mal, ela... – hesitei um pouco. – Quase me matou, foi ela que me atacou naquela noite. Ela disse que estava no Brasil para que ninguém suspeitasse dela, mas na verdade estava aqui o tempo todo.
: Então ela esta por trás disso tudo? – ele olhou para o . – Não podemos deixar isso continuar.
Eu: Não! – me levantei da cama. – Vocês têm que ficar fora disso, se ela pelo menos souber que eu contei isso a vocês... Eu nem devia ter falado, ele disse que machucaria as pessoas que eu amo.
: , isso é muito perigoso, nos temos que dar um jeito de entregar ela para a agencia.
Eu: Me dêem a chave, se eu não entregar para ela...
: Desculpe mais não podemos...
: Vamos fazer uma copia falsa da chave e entregar para ela, quando ela tentar abrir o cofre nos estaremos esperando. Ela não vai ter como negar, e será presa. – me senti a criatura mais burra da face da terra, como eu não pensei nisso antes.
: Você tem razão, pode dar certo. Temos que tentar. – ele respirou fundo e se virou para o . – Temos que falar do seu relacionamento com ela, não é? – eu olhei para o chão.
: Eu não amo ela. – ele olhou para mim, e voltou a falar. – Eu já suspeitava a algum tempo da dupla personalidade dela, por isso eu estava com ela. Para descobrir mais, eu não tive oportunidade de falar para vocês antes.
: Se é assim, está resolvido essa parte da historia. Agora só temos que fazer uma chave falsa.
: Deixa isso comigo! – ele pegou a chave da mão do . – Acho que da para fazer isso agora, você ainda tem aquele kit ?
: Tenho esta no meu quarto, pode pegar.
: Eu te ajudo.
e saíram do quarto para providenciar a chave falsa. Sentei-me na cama do aliviada por aquela historia esta quase no fim, eu não agüentava mais ter que passar por tudo aquilo.
: Eu te disse que não podia te contar porque estava com ela, mas agora você já sabe, não é? – eu permaneci em silencio. – Você sabe que eu gosto mesmo é de você, como eu te disse naquele dia na biblioteca.
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Ele se sentou ao meu lado na cama e segurou a minha mão de uma forma delicada. Eu só queria que todas aquelas chantagens acabassem logo, só ai eu poderia ser feliz plenamente com ele. Mas enquanto eu pensava nisso só um nome veio em minha cabeça... Kevin... Kevin... Kevin...
O havia ficado esse tempo todo ao meu lado, me ajudando em tudo. Da minha parte eu sabia que só existia um enorme carinho de amigo por ele, mas e se ele estivesse confundindo as coisas? Eu não queria magoá-lo, ele era uma das pessoas mais importantes para mim agora, eu não queria que ele se decepcionasse comigo. A ultima coisa que eu quero ver é ele me lançando aquele olhar de decepção de agora a pouco.
: você esta ai? – ela balançou a mão na frente do meu rosto. – Eu estava falando com você, você escutou alguma coisa?
Eu: Desculpe, mas não. – admiti.
: Quando tudo isso acabar nos vamos poder...
Eu: Eu vou ver se a chave já esta pronta. – me levantei rápido e fui até o e o . – E ai já esta pronto? – eu disse entrando no quarto do .
: Quase! – ele parou ao meu lado. – com certeza assim que ela pegar a chave ela vai direto até o cofre da agencia, e nos vamos esperar por ela lá. Faça de tudo para ficar fora do caminho.
Eu: Hey você está me chamando de inútil?
: Não! Você interpretou errado as minhas palavras...
Eu: eu estava brincando ¬¬.
: Eu também.
: Pronto já está pronto! – ele me entregou a chave. – Agora é só torcer para dar certo.
Eu: É melhor eu ir logo ela já deve ter chegado do shopping. – nessa hora chegou ao quarto. – OK! Eu entrego a chave, mas antes vocês têm que me dizer o que tem nesse cofre.
: É toda a tecnologia da Agencia, ela deve estar querendo vender no mercado negro ou para as agencias rivais. Mais ela não vai conseguir.
Eu: E por que vocês têm essa chave?
: Porque a chave é guarda com os melhores agentes da Agencia. – se achou agora.
Eu: Ah esta explicado. – coloquei a chave no bolso. – Bem então agora eu tenho que ir.
: Eu te levo! Afinal você saiu comigo. – nos descemos até a entrada da casa dos Jonas.
: Boa sorte ! – ele me abraçou, retribui o abraço.
: Boa sorte. – ele também me abraçou e sussurrou no meu ouvido. – Tome cuidado.
me levou até a minha casa, durante todo o caminho repassamos o plano centenas de vezes, não podia haver nenhum erro. Quando terminamos de repassar o plano eu vi a oportunidade perfeita de falar com ele sobre nos. Sobre a nossa amizade.
Eu: sobre o baile, lembra que nos falamos que íamos como amigos?
: Lembro. – ele parou o carro na frente da minha casa. – E vamos! eu sei que você gosta do , eu não sou idiota. Você é uma garota mara maravilhosa e seria ótimo se você gostasse de mim de outro jeito, mas eu sei que não gosta. Então nos vamos ser sempre amigo.
Eu: eu queria gostar de você dessa forma, você é um cara maravilhoso. Obrigada por me entender. – nos abraçamos com força.
: Toma cuidado. – ele disse assim que desci do carro.
-----x-----
Entrei em casa procurando pela . estava sentada no sofá da sala assistindo TV. Sentei-me ao seu lado e olhei para TV.
: eu achei um vestido lindo da cor que você me falou.
Eu: Depois eu passo lá no shopping pra ver.
: O que você tem? Ta esquisita.
Eu: Nada. Mais cadê a ? Não veio com você?
: Eu estou aqui! – ela veio descendo as escadas e se sentou ao meu lado. – , vamos fazer pipoca?
Eu: Vamos lá! – nos levantamos e fomos para a cozinha fazer pipoca. Enquanto ela colocava o saco de pipoca no microondas enfiei a mão no bolso e peguei a chave. – Aqui esta a sua chave! – joguei a chave sobre o balcão. – Para que serve?
: Você vai saber daqui a pouco.
Eu: Do que você esta falando?
: Eu estou dizendo que você vai entrar na agencia comigo! Achou que eu iria me ferrar sozinha? – FUDEU! Desculpa o palavreado chulo, mas realmente FUDEU.
Eu: Eu não vou com você coisa nenhuma, eu já peguei a chave, agora o resto é com você. – não sua idiota ela pode desconfiar vendo que eu estou recusando.
: Tudo bem! Então vamos levar a junto.
Eu: Por que você quer a meter nisso também?
: Pensei que nos éramos amigas, uma por todas e todas por uma. E no caso será todas por uma, EU, claro!
Permaneci em silencio escutando as pipocas estourarem no microondas. Eu precisava pensar em algo rápido, mas nada vinha na minha cabeça, nada. A pipoca ficou pronta.
: Eu falo com a . – ela foi até a sala e falou algo para a . – Então vamos para o cinema! – ela fez um sinal para que eu fosse até ela.
: Boa idéia , e muito melhor ir ao cinema que ficar assistindo aqui. – nos entramos no carro da . – Faz tanto tempo que não saímos juntas.
dirigia rápido pelas ruas desviando dos carros com velocidade. Quando ela parou o carro na frente da falsa fachada da agencia eu pude ver a cara confusa que fazia, eu apenas permaneci em silencio. Olhei para os lados e para o alto dos prédios, encontrei dois atiradores de elite. Realmente a cilada estava pronta.
: O que estamos fazendo aqui? Pensei que íamos ao cinema.
: CALA A BOCA SUA RETARDADA. – se espantou pelo jeito que falou com ela, me olhou pedindo uma explicação, mas eu fiquei em silencio.
: O que esta acontecendo? por que você esta me tratando assim?
: Porque eu não te suporto sua idiotinha. – as lagrimas caiam pelo rosto de . – Cala a boca e me siga, agora! Se você da valor a essa sua vidinha insignificante.
: o que esta acontecendo aqui? – ela me olhava com desespero procurando uma resposta. – ...?
: só a obedeça.
: Eu não vou obedecer ninguém.
Eu: você não entende, obedeça! – eu gritei perdendo o controle. – Obedeça. – as lagrimas corriam por meu rosto.
: Já chega! – ela apontou uma arma para , que ficou em choque. Tudo acontecia muito rápido para que ela entendesse. – Ou você cala essa sua boca ou eu calo pra você!
Eu: Para , ela vai obedecer! – eu entrei na frente da . – Ela vai, não é ? – ela disse que sim com a cabeça, apavorada.
: Ótimo! Então vamos garotas? – a voz dela ficou doce. – Me sigam!
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Entramos na agencia, os corredores tinham poucas gentes. Os corredores eram sempre lotados, tenho certeza que esvaziaram pelo fato de ser uma armadilha. Por sorte, foram esperto o suficiente para não o esvaziarem por completo, isso levantaria suspeitas.
andava a frente, eu e a seguíamos em silencio. tinha parado de chorar, ela segurava o choro, e me olhava como quem perguntasse o que estava acontecendo. Andamos até uma parte mais deserta do prédio. parou na frente de uma imensa porta de metal, em que se lia com letras grandes a palavra J.O.N.A.S. Só podia ser ali a tal sala.
: Muito obrigada pela chave ! – ela disse rindo como uma louca, ficou mais assustada ainda. Eu mesma estava com medo, ver uma das minhas amigas perder o controle assim, não era fácil. – Como eu sou muito sua amiga eu vou deixar você abrir a porta. – FUDEU² FUDEU³. – Vamos lá abra a porta.
Fui até a e peguei a chave da mão dela, minhas mãos tremiam. Fui até a enorme porta, respirei fundo. Aproximei a chave...
: ! – me virei. Ele me gritou antes que eu colocasse a chave na porta.
: O que você esta fazendo aqui? – ela me olhou com o olhar em chamas. – Coloca a droga da chave na porta!
Eu: Não! – eu disse séria, a presença dele me dava forças. – Eu não posso.
: Coloca essa porcaria de chave. – ela segurou em minha mão com força, me fazendo colocar a chave na porta.
Nesse exato momento eu senti uma descarga de energia atravessar todo o meu corpo. Parecia que um milhão de kWh passava por meu corpo, algo me jogou para longe me fazendo cair no chão.
Senti o corpo da bater com força ao meu lado, ouvi os gritos da ao longe. Eu sentia uma descarga elétrica passando por todo o meu corpo, cada milímetro.
Escutei varias vozes a minha volta todas gritando e dando ordens, um movimente muito grande de agentes, eu senti uma sensação de alivio, tudo parecia estar acabado. Até o meu sofrimento... a mesma sensação daquele dia voltou. A sensação de estar perdendo o chão, mas dessa vez eu não vi nenhum filme passar a minha frente, eu só via um único rosto, o dele, .
: ... – o senti segurar minha mão. – Vai ficar tudo bem agora.
-----x-----
Eu ouvia um bip ao fundo, e algumas vozes a minha volta. Abri os olhos lentamente, vi sentada em um sofá e em uma poltrona perto da minha cama. Eu estava naquele mesmo quarto de hospital. Eu estava começando a bater o meu Recorde, mais vezes em um hospital.
: que bom que você acordou! – ele parou ao meu lado na cama.
: como você esta se sentindo?
Eu: Bem. – minha mente ainda estava atordoada, mas eu tinha consciência das coisas a minha volta. – O que aconteceu com a ? Ela esta bem?
: Esta sim. Ela vai ser presa assim que receber alta. – senti um alivio. Finalmente eu estava livre daquele pesadelo. – O e o já me contaram tudo sobre a .
Eu: Desculpa por não ter te contado.
: Eu não tenho o que te desculpar , você agüentou tudo sozinha. – ela me deu um abraço. – Eu vou avisar para o e para o que você já acordou.
Ela saiu apressada pela a porta e fechou atrás de si, na verdade eu acho que ela queria deixar a mim e ao sós para que nos conversássemos. se sentou ao meu lado na cama, olhando para o meu rosto.
: Você parece que nunca fica a salvo! – ele disse sério, eu o encarei. – Sempre correndo perigo, acho que essa profissão não é pra você.
Eu: Faz parte do trabalho. – olhei pela janela, ainda era noite, dava para ver algumas estrelas.
: Eu fiquei preocupado, pensei que ia te perder de novo. – ele segurou minha mão firme. Por que ele estava me dizendo essas coisas que me faz querer chorar. – Eu não agüentaria se te perdesse.
Eu: nos...
: você entende que eu te amo, não é? – não contive as lagrimas vendo ele disser que me amava. Ele enxugou uma lagrima que caiu por meu rosto. – Me desculpa por tudo!
Eu: Eu não tenho que te perdoar, você tem que me perdoar por ser uma idiota. – nos abraçamos com força, ele acariciava os meus cabelos de uma forma apaixonada. – Eu te amo. (n/a: vou vomitar e já volto. HAHSHHASHAS.).
: COMO ANDA AS COISAS POR AQUI... – ele abriu a porta de uma vez fazendo com que e eu nos separássemos na hora. – OPA! Foi mau pessoal.
: Muito mal ¬¬*. – se levantou e se sentou no sofá.
: você esta melhor? – ele se aproximou da cama.
Eu: Muito bem, obrigada por tudo pessoal, eu não sei o que teria feito sem vocês. – dei um sorriso para o que retribuiu.
: Amigos são para essas coisas.
: Agora tudo esta na mais perfeita ordem e harmonia. – todos nos rimos. – você já recebeu alta, não foi nada muito sério. Que tal irmos para a nossa mais nova casa?
Eu: Nova casa?
: É! Nós vamos morar em outra casa, uma melhor. Presente da agencia por nosso ótimo trabalho, prendendo a agente dupla.
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A nossa nova casa era linda, mais perto da escola, o que me alegrou, pois eu não teria que andar muito de bicicleta. Nossa casa tinha a fachada toda nas cores rosa e branco, tinha dois andares, e era muito bonita por dentro. Na frente tinha um jardim bem cuidado, e um caminho de pedra até a entrada da casa.
O resto da semana foi inteiramente dedicado para organizar a nossa nova casa, quando terminamos de arrumar tudo nos mínimos detalhes ficou mais perfeita do que já estava.
: Já que terminamos aqui, que tal ir ao shopping comprar o seu vestido? – com toda essa confusão eu nem lembrava mais que o baile seria no dia seguinte.
Eu: Vamos lá, eu vou pegar a minha bolsa.
Passamos a tarde inteira no shopping, procurando um bom vestido. O que a tinha visto para mim tinha sido vendido já que eu demorei muito para comprar. Na verdade eu nem estava com vontade de ir a esse baile, eu só ia mesmo porque eu não podia e nem ia deixar o na mão. Devia ser só uma indisposição, no dia do baile eu estaria radiante, espero.
Escolhi um vestido lindo, preto, como eu tinha combinado com o . O vestido ia até os pés, de um tecido macio, era bem acentuado até a cintura e depois ficava solto. O modelo era tomara-que-caia, bem moderno, todo bem trabalhado. Escolhi uma sandália que combinasse e depois fomos para casa. (n/a: não gostou imagina outro qualquer ai, tenha imaginação.).
: Tenho que contar uma coisa! – ela dizia toda feliz enquanto entravamos em casa.
Eu: Conta logo antes que eu morra de curiosidade. – me sentei no sofá assistindo TV.
: O me pediu em namoro. – ela dava pulinhos de alegria. – Foi tão lindo !
Eu: Ah conta mais, quero os detalhes.
: Ta! Foi assim, nos estávamos andando no parque, ai ele pegou uma flor linda e me deu. – ela respirou fundo. – Ai ele disse que estava gostando muito de mim, que nunca pensou sentir isso por alguém. Ai nós nos beijamos, e uau que beijo. Ai quando paramos de nos beijar ele me pediu em namoro.
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Eu: E o que você o que disse? Aposto que deu um tapão nele e disse que não.
: Claro... que não! Eu disse sim.
Eu: Ai que sorte a sua, o é tão legal, espero que vocês sejam muito felizes.
: Ah vai dar certo com você e o !
Eu: Sei... – nunca ia dar certo entre mim e o , pelo simples fato de ser entre mim e o .
Ficamos conversando até tarde e depois fomos dormir. No dia seguinte acordei com a me gritando dizendo que tínhamos que começar o nosso tratamento de beleza para o baile. Acordei tomei um banho e desci para tomar café. Passamos o dia inteiro no salão de beleza, fizemos as unhas e arrumamos os cabelos, alem de fazer uma maquiagem perfeita. No fim do dia voltamos para casa para colocar os nossos vestidos.
A usava um vestido rosa claro, muito bonito, tinha alças finas e também ia até o pé. Eu já tinha colocado o meu vestido, estava prontíssima, só estava esperando que o viesse me buscar. Escutei a campainha tocar, correu para abrir.
: É o ! – ela deu uma arrumada no vestido. – Como estou?
Eu: Linda, perfeita, divina. – se eu disse só linda ela ia encanar e dizer que tava feia. Então usei todos os adjetivos possíveis.
: Oi ! – ela disse com um sorriso enorme no rosto assim que abriu a porta. – Entra.
: Nossa você esta linda , hoje é meu dia de sorte. – ele deu um dos sorrisos perfeitos que só os Jonas dão. estava muito bonito, usava um terno de marca. (n/a: sabe aquela foto dos Jonas na Casa Branca? Então imagine eles daquele jeito, to com preguiça de por foto HAHSHASH.). – Então vamos?
: E o ? – tirou as palavras da minha boca.
: O ...? – ele parecia nervoso. – Ah o ! Pois é, ele vem mais tarde um pouquinho, ele estava saíndo de casa quando eu saí.
Eu: Tudo bem eu espero. Vai indo na frente . – eu os acompanhei até a porta.
: Você ta linda ! – eu dei um sorriso para ele, e os dois saíram para a noite.
Fechei a porta e me sentei no sofá, zapeando os canais da TV. Olhei no relógio e já eram 20h31min, comecei a pensar que o me daria um bolo.
... 20h39min...
... 20h58min...
... 21h00min...
Ta que estávamos indo como amigos, mais já esta ficando tarde. E eu ainda estou aqui enterrada nesse sofá esperando a campainha tocar. Estou começando a entrar em desespero.
Finalmente escutei a campainha tocar, retoquei o gloss, e corri até aporta, nem olhei pelo olho mágico, a abri logo. Quase cai para trás com a surpresa, meu coração disparou ao ver aquela imagem perfeita na minha frente. Até parecia sonho.
Eu: ? O que você esta fazendo aqui?
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: Vim te levar ao baile! – WHAT? To perdida aqui.
Eu: Mas e o ...? – ele entrou e eu fechei a porta.
: Foi idéia do , ele disse que eu é que deveria te levar para o baile.
Eu: Mas ele não vai com ninguém?
: O convidou outra garota, uma garota que ele disse que esta gostando. Ela aceitou o convite. – ele riu da minha cara confusa. – Então eu sou o seu par do baile!
Eu: Ah... – agora que a ficha tinha caído eu mal conseguia me mexer. Ele estava tão lindo e perfeito que eu me senti feia ao seu lado, o terno lhe cai perfeitamente.
: Podemos ir? Acho que estamos um pouco atrasados. – ele deu o braço para que eu segurasse. – Senhorita?
Eu: Senhor! – segurei em seu braço.
Tranquei aporta e fomos para o carro, uma limusine preta, eu nunca tinha andando de limusine antes. Ele abriu a porta para mim, entrei e me sentei olhando para tudo. Tinha bebidas ali. Sem álcool, claro. E era extremamente espaçosa. Ele se sentou ao meu lado.
: São para você! – ele me entregou um buquê de rosas, um buquê enorme que quase me cobria por inteiro.
Eu: São lindas, eu adorei. – as rosas tinham um perfume maravilhoso, e suas pétalas eram tão macias. Enquanto eu senti ao perfume das rosas ele me olhava, me deixando sem graça. – O que foi? Meu rosto esta borrado?
: Não é isso. – ele riu. – Você esta tão maravilhosa hoje, com certeza as outras garotas vão ficar com inveja de você. (n/a: to com inveja é pelo par AHSHHAS.).
Eu: Obrigada. – eu ri, ele segurou em minha mão sem dizer nada, apenas ficamos em silencio.
: Acho que chegamos. – descemos da limusine. – Pronta?! – eu acenei com a cabeça.
Assim que entramos no salão do baile todos pararam para nos olhar, eu apertei o braço dele, ele percebeu que eu estava nervosa, apenas me olhou e riu, me acalmando mais.
O salão estava incrivelmente bonito, balões prata e branco adornando todo o ambiente, as mesas dispostas ao redor da pista de dança com enfeites delicados no centro de cada mesa. Nós sentamos na mesma mesa que e , Stella e Harry, Macy e Tom e e Madison, a garota que ele estava, estavam sentados.
Stella: seu vestido esta perfeito. – ela olhou o meu vestido. – Será se eu consigo fazer um modelo parecido para a minha próxima coleção?
Eu: Aposto que você consegue. Você é muito talentosa. – puxou uma cadeira para que eu sentasse, agradeci e sentei. – Então cadê os outros?
Harry: Na pista de dança. – ele olhou para Stella. – Quer dançar Stella?
Stella: Pensei que você nunca fosse pedir. – os dois se levantaram e foram para a pista de dança.
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: Você quer dançar ?
Eu: É... Não!
: Quê?
Eu: Eu estou brincando, eu quero dançar com você. – nos rimos.
se levantou e nos fomos para a pista de dança, todas as pessoas nos olhavam quando passávamos. Isso com certeza porque ele estava lindo demais. Quando passamos por Gina ela tinha uma cara que dizia perfeitamente ‘Por que ele a chamou e não a mim?’.
Quando chegamos ao centro da pista a musica mudou, ficou lenta, tive vontade de voltar para a mesa, mas ele me segurou pela cintura. Começamos a dançar lentamente, eu não conseguia parar de olhar para os olhos dele, era como se os olhos dele tivessem um encanto especial que me faziam ficar hipnotizada. Encostei a cabeça no ombro dele enquanto dançávamos com o ritmo lento da musica, ele me abraçava forte, era um dos melhores momentos da minha vida, só estar ali com ele, era especial. Eu queria que o tempo parasse ali.
Diretora: Atenção alunos. – ela falou no microfone, a musica parou de tocar e todos começaram a olhar para ela. – Chegou uma das horas mais esperadas do baile, a hora de anuncia o Rei e a Rainha do baile. – todos começaram a aplaudir e gritar. – Nossos olheiros ficaram olhando por todo o salão, e escolheram um casal, o casal que estava mais combinando e que aparentava muita química. – um garoto subiu no palco e entregou para a diretora um envelope. – E atenção, o Rei e a Rainha desse ano, são... Jonas e ! (n/a: ultimamente o clichê é ficar em segundo, já perceberam? A Mitchie não ganhou em Camp Rock... e por ai vai a lista. Já que tudo é clichê mesmo, então que fiquemos em primeiro HAHSHAS.).
Fiquei parada, todos no salão nos olhavam, e um feixe de luz foi jogado em cima de nos, nos fazendo brilhar. O segurou em minha mão e me puxou para o palco. Pude identificar vários rostos felizes por mim, e vários se contorcendo de raiva e inveja, um deles era o rosto de Gina.
Diretora: Parabéns ao os dois. – ela colocou uma coroa em minha cabeça, em seguida colocou uma coroa mais masculina na cabeça do . – Agora é hora da valsa do Rei e da Rainha.
Fomos de mãos dadas até o centro do salão, todos abriram espaço para nos. O me puxou levemente para perto dele, me abraçou lentamente, e começamos a dançar conforme a musica. Apesar de todos estarem nos olhando eu me senti como se só estivessem nos dois naquele enorme salão, meu coração batia rápido, e eu sabia que ele podia escutar o meu coração pela nossa proximidade. Pouco a pouco as pessoas começaram a dançar também, e logo a pista de dança estava cheia de gente.
: vem comigo! – ele me puxou pela mão até que saímos do salão do baile.
Eu: Onde estamos indo? – andávamos rápido pelo jardim da escola.
: É uma surpresa. – tudo estava ficando escuro a nossa volta, nos dois caminhávamos pela escuridão. Eu teria medo se não estivesse com ele. – Feche os olhos.
Eu: Por quê?
: Só feche ou você vai estragar a surpresa.
Respirei fundo e fechei meus olhos, ele me guiou até algum lugar que eu não podia ver. Senti vontade de abrir os olhos, mas não quis estragar a surpresa. Depois de andar por um tempo nos paramos, senti-o ficando a minha frente. Ele me empurrou de leve, senti um banco de mármore atrás de mim, e sentei de vagar no banco, meus olhos ainda fechados.
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: Pode abrir agora!
Abri os olhos lentamente, estávamos em uma parte afastada do jardim da escola. A lua estava linda e enorme no céu estrelado, era ela e as estrelas a única coisa que iluminava aquele jardim. Ao lado do banco uma enorme arvore, o vento da noite estava frio.
Eu: esse lugar é lindo. – eu finalmente disse. – Obrigada por me mostrar.
: Lindo como você. – eu fiquei vermelha. – Eu te trouxe aqui para te falar algo importante. – ele se sentou bem perto de mim. – Eu queria dizer que eu te amo, e que quero que você fique sempre comigo. Não consigo mais me imaginar com outra pessoa que não seja você, eu só penso em você. você quer namorar comigo?!
Eu: eu também te amo, te amo muito, sempre amei. – meus olhos encheram de lagrimas. – Eu aceito ser sua namorada.
: Sabe aquele seu admirador secreto? – eu concordei com a cabeça. – Era eu.
Eu: Sério?
: É! Naquele dia eu coloquei a carta no seu armário, ai quando fui falar com você, você estava lendo. Ai eu tive que disfarçar e fingi que não era minha.
Eu: Fico feliz em saber que era você.
Ele me puxou pela cintura para mais perto dele, eu podia sentir as nossas respirações se misturarem, nossos batimentos descompassados. Ele acariciou meu rosto, desceu a mão até a minha nuca e me puxou para um beijo. Nossos lábios se encaixaram perfeitamente em um beijo doce e delicado, o abracei com força, como se a qualquer momento eu pudesse perdê-lo. Ele pediu passagem para a língua, entreabri a boca deixando nosso beijo agradável. Ele me deu um selinho e nos separamos.
: Senti falta de te beijar. – ele me abraçou com força. – Quero ficar assim com você pra sempre.
Eu: Eu também, nunca quero te perder.
: Não vai. – ele me beijou de novo, nossos batimentos ainda descompassados, nossas respirações ainda falhas.
Ficamos ali por um bom tempo olhando para a lua e para as estrelas que nos iluminavam. Ele me abraçava com força me aquecendo do frio da noite. Esse sim era o melhor momento da minha vida, se o mundo se acabasse ali eu não ficaria com raiva ou triste, porque eu estava ali com ele. E com ele os problemas todos se iam. Eu me esquecia de tudo, eu só pensava nele, nos seus beijos e no seu toque.
Por mais que vocês não fiquem juntos, foram feitos para o outro, não vão ser felizes longe do outro.
Nesse momento eu começava a acreditar no que a minha avó me disse naquele dia, naquele dia em que eu estive no paraíso. Mas de certa forma eu agora já havia encontrado o meu paraíso, ali ao lado dele. Ao lado de Jonas.
-------------X-------------X------------- FIM -------------X-------------X-------------
Post: Mentira! Eu terminei mais uma Fanfic?! Eba! Um dia eu sei que eu ainda fico boa nisso, um dia eu consigo. Alaguei o teclado com esse final, ficou tão meigo tosco, foi um pouquinho clichê, mas So What? Tenho que comentar que as cenas que eu mais gostei de escrever, eu posso, né? Ta bom, a primeira cena que eu mais gostei de escrever foi quando a sua ‘amiga’ quase te mata, foi tão bom descrever um pessoa quase morrendo, cheguei até pensar que eu já tinha quase morrido HAHSHAS. A segunda cena que eu mais gostei de escrever foi quando o seu/meu/nosso Jonas foi fazer uma ‘visitinha’ no hospital, e rolou aquele beijo. Fiquei até sem ar escrevendo, quem dera acontecesse. E você? Qual cena mais gostou? Deixe o seu recadinho dizendo qual a sua cena preferida, ai na Cbox ou no TPC.
Foi difícil para mim escrever essa Fanfic, porque eu nunca tinha escrito nada assim de ação, e sei que ainda ficou uma droga, mas eu vou aprender. Eu tive que pesquisar sobre espiões, assistir filmes de ação e de espionagem (como se eu não fosse viciada nos filmes do 007 HAHSHAS). Valeu JoBros por fazerem Burnin’ up, clipe que faz a gente imaginar eles como espiões, muito MARA! (lembrei da Paty).
Agora o meu agradecimento mais que especial por essa Fanfic vai para eles, os Jonas Brothers. Nunca gostei tanto de uma banda assim, amo vocês de coração. Eles me deram idéia para mais de 7 Fanfic. Ajam dedos para digitar isso tudo. Mas como eu sempre digo... Um dia eu ainda fico boa nisso *-*.
Agora à hora das despedidas... Valeu meninas por terem me acompanhado em mais essa Fanfic, por terem lido essa droga essa fanfic. Agradecendo primeiramente as leitoras que deixam comentários com conteúdo, dizendo o que achavam e comentando mesmo, muito alem de um simples ‘mais’. As leitoras que não me abandonaram lá no tópico da comunidade, que me ajudaram a upar o tópico. E queria agradecer até os leitores fantasmas (sim isso existe.) que não comentam e não dão opinião, mas que leram.
Tanks, Grazi, Gracias, Arigato, Obrigada para: Maris2Nick, Gabriella, Carool, Mariana♥Jonas, Juh, Marta, Bela, Brenda, Gaby, Karoll, Ana, Jeeh, SUH, Tay ♥, Ferr, Carol, Liih, Liceh, Fanny, Mari, LIIH, Marta, Larissa, Stefany, Paulinha, Rafaela, Ray, 'Isaah, Ferr, Diin, Juliana, Dika, Gaby, Lola, Dani, Tami, Paulinha, Sandrine Jonas, Liih, Thaty Jerry Jonas, Bela, Carool, Maah, Vanessa, Mah, Pequenah Adam Jonaas, Charlotte: Mais, Talita, May, Samira, Sandrine Jonas, Mii, Wenther, Nana, Alexandra, Juliana, Bruna, Laura, Lui, Rayane, Mariane.
Para ler a minha nova fanfic clique na foto.