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Fotografia

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Teoria e Prática

TÉCNICAS DE FOTOGRAFIA EM TEXTO:

 

1 – Teoria sobre o olhar fotográfico:

 

 

  • 1.1 Observação do motivo fotográfico: Percepção, concepção e destaque. (Beleza e Virtude)

 

O olho humano em fotografia, através da observação subjetiva, necessita de desenvolver o hábito de  perceber as imagens que escolhemos para um registro fotográfico objetivo, cuja percepção envolve, simultaneamente, a concepção mental do quadro de corte a fotografar e o destaque para um motivo que deveria ocupar um dos pontos de interseção da marcação de divisão dos "terços" no enquadramento, objetivamente posicionado.

Esse hábito transforma-se em uma virtude fotogênica, mediante o despertar para a beleza essencial de tudo existente na natureza, fazendo com que se desenvolva rapidez na percepção daquilo que tiver um valor a ser representado na elaboração bem concebida de uma fotografia, utilizando técnicas objetivas e subjetivas.

Parte-se do pressuposto de que toda foto não significa toda a realidade e sim uma pequena parcela desta, dotada de particularidades representativas de um contexto geral. Por isso a fotografia implica em técnicas subjetivas e objetivas utilizadas em simultâneo.

Então, o motivo deveria sempre ser percebido e fotografado com o destaque para sua beleza verdadeira presente no tempo e espaço de um instante e fração da realidade contextual (essência). Isso tudo, da maneira mais destacada possível em termos de diferenciações entre motivo e fundo nas respectivas cores, formas, linhas e texturas.

 

  • 1.2 Observação da luz em tons ou preto e branco: Avaliação para controle do excesso de tonalidade cinza. (Identidade e Autonomia)

 

Uma imagem deveria apresentar seus setores com riqueza de diversificação das tonalidades, entre motivo e fundo, através de possíveis ajustes entre a maior incidência de intensidade luminosa onde há predominância de tonalidades escuras e a menor incidência onde há predominância de tonalidades claras.

No entanto, um excesso de tonalidade cinza deve sempre ser evitado na fotografia em preto e branco através da orientação dos fatores de angulação, de distanciamento e de iluminação, correspondentes ao direcionamento das fontes de luz e ao posicionamento e distanciamento entre o motivo e o fundo. Habilita-se, assim, uma garantia de rica diversificação tonal entre os setores com maior e menor intensidade luminosa bem identificados com equilíbrio para destacar convenientemente os elementos básicos da fotografia: motivo, profundidade de campo e fundo.

Numa imagem bicolor, a ocorrência dos excessos de tonalidades em cinza provoca a perda de detalhamentos necessários ao resultado da definição fotográfica, e ao se predominar homogênea apresentação de motivo e fundo, ambos se confundiriam perdendo a respectiva importância ou autonomia.

 

  • 1.3 Observação da composição: Escolha do preenchimento fotográfico em contraste com o motivo. (Fenomenologia contrastante e Harmonia)

 

Considerando-se que o motivo já esteja bem definido e destacado na imagem, necessitaríamos de observar a composição de preenchimento desse fundo. Tal preenchimento deveria ter, primeiramente, sua tonalidade predominante (clara ou escura) diferente da predominância do motivo e, de preferência, uma adequação em si, adaptada ou não, do campo visual, de acordo com a largura e altura.

Portanto, parte-se do princípio de que poderemos adequar composição e campo visual, em se utilizando as lentes de maior distância focal ou fechando-se o diafragma para correspondermos com situações em que o fundo demonstrar uma maior profundidade e menor abertura do campo e, caso o fundo demonstre, ao contrário, uma maior abertura e menor profundidade de campo, seria utilizando-se as lentes de menor distância focal ou abrindo-se o diafragma, correspondendo-se com as respectivas situações de influência da apresentação do fundo.

Também são elementos de relevante observação a composição das formas e das texturas de fundo sempre, preferencialmente, diferentes das do motivo, cujo aspecto fique naturalmente destacado e independente para comporem-se, motivo e fundo, de modo oposto.

Na prática, aplica-se isto, se as circunstâncias não envolverem fonte de luz artificial, ou flash em curtos distanciamentos.

 

  • 1.4 Seleção de enquadramento: Centralização gravitacional, interseção dos "terços", modo horizontal e modo vertical. (Ideal contemplativo e Exemplificação)

 

O ângulo apresenta-se como uma técnica de posicionamento da máquina fotográfica, sempre que possível, na postura de um observador ideal. A utilização desses recursos implica em atender ao melhor enquadramento possível do corte fotográfico de uma realidade, em se processando com um "dedo-leve" durante o clique do disparo. Após conferir uma boa centralização gravitacional, por meio do alinhamento do corte com o horizonte e um deslocamento lateral também coerente com o horizonte e, geralmente, por orientação no princípio dos "terços", ou seja, linha do horizonte em um terço acima ou abaixo (#).

Na medida em que o motivo é selecionado, quando necessita-se de compor o enquadramento fotográfico de alguma realidade cujo valor de exemplificação se situa na largura, seja do motivo ou do fundo, a melhor alternativa seria o apoio da máquina no modo horizontal. Ou no modo vertical, quando se pretende fotografar alguma realidade cujo valor de exemplificação se situa nas alturas (de motivo ou fundo).

 

  • 1.5 Estilos de expressão fotográfica: Paisagismo, natureza-morta, transparências, reflexos, silhuetas e rústicos. (Expressão e Arquetipologia)

 

Muitas vezes nos deparamos, como fotógrafos, diante de situações onde há um impasse gerado no instante em que se antecede ao ato de fotografar na prática. Esse problema é resultado de um despreparo ou ausência de pré-visualização das imagens, em nos atirando, indiscriminadamente, no desperdício ou na falta de criatividade.

É necessário perceber e conceber as imagens como uma técnica de pré-visualização fundamentada nos estilos de expressão livremente adotados, porém, com a devida versatilidade artística, representativa ou arquetípica.

Um conjunto subjetivo de estilos expressivos para se proceder com a técnica da pré-visualização poderia ser, entre outros:

  • "paisagismo" nas fotos de paisagens em grandes distanciamentos.
  • "natureza-morta" nas fotos de seres ou objetos manipulados em pequenos distanciamentos.
  • "transparência" nas fotos de luminosidades especiais vistas do outro lado de alguma superfície transparente.
  • "reflexo" nas fotos de seres ou objetos refletidos com luminosidade suficiente em superfícies reflexivas.
  • "silhueta" nas fotos onde seres ou objetos são representados intensamente escuros antepostos ao fundo intensamente claro.

OBS: Poderiam ser adotados outros estilos alternativos, como o "rústico" (onde seres ou objetos são representados com aspecto natural de arranjos simples ou matéria-bruta original sem refinamento), por exemplo.

 

2 – Cuidados operacionais com o equipamento:

 

 

  • 2.1 Manuseio adequado: Procedimentos de proteção e segurança, apoio manual e modo correto de clicar. (máquina como extensão do corpo)

 

Manusear bem equipamentos fotográficos significa ter cuidado com determinadas particularidades básicas, além de apertar botões – seriam:

  • acondicionamento para proteção e segurança – considerando, constantemente, uma boa preservação dos recursos, principalmente quando frágeis, bem protegidos e à distância dos fatores de risco como umidade, calor, uso indevido e quedas;
  • modo de clicar, enquadramento e foco – considerando todas as possibilidades que evitem tremores pelo acionamento pesado dos dedos, ou a desvalorização das dimensões de largura ou de altura características dos componentes motivo, fundo e profundidade, que resultem numa foto mal apresentada.

 

  • 2.2 Utilização de flash: Aplicações da iluminação artificial, recursos de rebatedores e alcance do relâmpago. (referencial de luminosidade)

 

O olho humano possui um referencial de plenitude ótica muito mais avançado que a sensibilidade de um filme comum para registrar as imagens através de uma máquina fotográfica. Pois, existem condições de baixa intensidade luminosa cuja percepção do ambiente pelo olho humano pode ser satisfatória, enquanto que pela máquina pode ser impossível processar um registro fotográfico do mesmo ambiente.

O ideal para o processamento de fotografias em ambientes escuros ou pouco iluminados seria o recurso do flash, cujo alcance do relâmpago deve ser levado em conta no distanciamento do motivo e no correspondente efeito de peso das sombras dele decorrentes.

Assim sendo, com referência no olho humano ou em um referencial superior a este, utilizaríamos a luz de relâmpago do flash para aumentar a intensidade luminosa do ambiente ou iluminar melhor o motivo, o ajuste de diafragma com menor ou maior abertura para, respectivamente, reduzir o impacto luminoso em distâncias menores ou aumentar esse impacto em distâncias maiores, sabendo-se que é muito comum o limite de alcance do relâmpago ser menos de 5 metros e, também é recomendável a técnica de rebatedores dotados de superfície lisa capaz de refletir a luminosidade provocada por flash ou suavizar o efeito de peso das sombras decorrentes, através de difusão da luz artificial.

Tais rebatedores podem definir a tonalidade de luz ambiental predominante na cor em que estiver identificada para a superfície reflexiva, cujo efeito pode, também, ser contrabalançado por uso de filtros ou difusores (mais recomendáveis) adaptados no flash.

 

  • 2.3 Tipos de lentes e suas aplicações correspondentes: Lentes fixas ou não removíveis, removíveis de baioneta ou rosca, zoom e tipos de milimetragem. (versões óticas)

 

O principal acessório de uma máquina fotográfica, sendo ou não integrante a esta (embutida), é a lente ou um agrupamento de vidro ótico composto, por onde passarão todos os raios luminosos de imagens a serem registrados na foto.

Há um diferencial de qualidade nos sistemas óticos compostos que são agrupamentos de lentes montadas em uma objetiva, mais encontrados quando trata-se de máquinas habilitadas para utilização da permuta de vários tipos de lentes.

A qualidade das imagens produzidas por uma objetiva constituída de uma simples lente é pouco satisfatória para a utilização profissional comparada com os sistemas compostos. O vidro ótico, seja em sistema simples ou composto, exige sempre boa matéria química, homogênea, não deve ter bolhas e ser resistente ao vapor, fumos e outros condicionalismos atmosféricos, também ao evitar-se descuidos com mofo ou fungos.

As objetivas removíveis podem apresentar dois tipos de acoplamento: por baioneta ou por rosca; cujo encaixe quase sempre confere ao modelo ou marca pré-determinada de máquina.

Este recurso de permutar objetivas é muito útil para disponibilizar versatilidade na produção de fotografias. Uma das alternativas seria o acoplamento de uma objetiva "zoom", que pode variar na milimetragem de 50 a 400mm ou muito mais, para dotar a máquina de um alcance em longos distanciamentos.

A principal desvantagem no zoom é a menor absorção de intensidade luminosa, nem sempre compensada com a utilização de flash.

Outras milimetragens importantes seriam as objetivas de 50mm, mais aproximadas com o olho humano, em termos de profundidade e abertura de campo, e as de 28mm ou menos, cuja abertura de campo é tão grande que possuem maior absorção de intensidade luminosa e seus efeitos óticos dão maior destaque aos componentes da imagem mais próximos do observador.

 

  • 2.4 O diafragma e seus ajustes: Abertura maior ou menor para mais ou menos intensidade luminosa e outras influências. (conceito ocular)

 

O mais importante controle influenciado pelo ajuste do diafragma, dispositivo regulador encontrado, normalmente, na objetiva de uma máquina fotográfica, seria a abertura alternativa para permitir maior ou menor entrada de intensidade luminosa necessária à impressão do filme por ela afetado.

As medidas indicam números ("f") menores para maiores aberturas de diafragma, escolhidos entre 2,0 a 5,6 quando há baixa incidência de intensidade luminosa sobre o motivo, sem flash, à curta distância ou em recintos fechados insuficientemente iluminados.

Outra alternativa seriam as medidas que indicam números maiores para menores aberturas, escolhidos entre 8 e 22 quando há alta incidência de intensidade luminosa como ambientes de praia durante um dia ensolarado, flash utilizado à curta distância ou em ambientes dotados de grande difusão de luminosidade.

Porém, há outra influência conceitual determinada no grau de profundidade de campo registrado. Quanto maior for a abertura de diafragma, maior será a abertura de campo e, ao mesmo tempo, oposta e necessariamente, menor será o grau de profundidade de campo ou vice-versa.

Um maior grau de profundidade de campo deve ser sempre enfatizado nos casos, em se tratando de motivos dispostos ao longo de uma linha de contorno visual sob perspectiva, aplicando-se, então, as menores aberturas de diafragma, desde que esteja presente uma boa incidência de intensidade luminosa.

Normalmente, uma praia ensolarada possui tanta incidência e difusão de intensidade luminosa fora da sombra que pode ter o efeito de iluminação na foto maior que um flash comum.

 

  • 2.5 A velocidade e seus ajustes: Maior velocidade para motivo em movimento, média velocidade para motivo com pouco ou quase nenhum movimento e baixa velocidade para motivo sem movimento utilizando tri-pé. (temporalidade ótica)

 

Toda Câmara fotográfica deve ser muito bem fechada para não permitir qualquer entrada inadvertida de luz. Quando a luz é permitida dentro da máquina, é com finalidade exclusiva de sensibilizar o filme fotográfico.

Essa entrada de luz resulta no registro da fotografia e o dispositivo que exerce controle sobre tal fluxo de entrada denomina-se obturador.

A velocidade representa o ajuste realizado para o tempo determinado à abertura de obturador, em se deixando menos tempo de entrada de luz por meio das maiores velocidades, quando escolhidas entre 1/500 e 1/1500 de segundo ou mais, destinadas ao registro fotográfico de motivo em movimento, e em se deixando mais tempo de entrada de luz por meio das menores velocidades, quando escolhidas entre 1 e 1/60 de segundo, destinadas ao motivo sem movimento registrado através da utilização de tri-pé.

Um tempo médio, intermediário, poderia ter-se através de velocidades escolhidas entre 1/125 e 1/250 de segundo, destinadas ao registro de motivos com pouco ou quase nenhum movimento.

As características básicas de temporalidade correspondentes às alternativas de alta, média e baixa velocidade, respectivamente, apresentam-se   como:

  • definição de congelamento da imagem no espaço – é o tipo de efeito fotográfico que, quando estiver bem definido, o motivo fica retratado em sua exata posição instantânea no espaço, sem borramento e sem tremor da imagem.
  • definição de arrastamento instantâneo da imagem – é um efeito de borramento localizado nos elementos dotados de pouco movimento destacando-os como motivo dos outros componentes da imagem, cujo risco de tremor é grande.
  • definição de pormenorização ambiental da imagem – é efeito típico, muito comum em estúdios, essencialmente definidor de texturas, linhas e formas da imagem, cuja ausência de movimento do motivo é fundamental e a utilização da câmara requer também apoio de tri-pé para neutralizar qualquer interferência de movimentos da máquina.
 

3 – Sensibilidade do filme e outros efeitos criativos:

 

  • 3.1 Os padrões de sensibilidade mais usados: ASA (ISO) 100, sensibilidade alta em relação ao padrão mais comum e definição.

 

Todo negativo é um filme fotográfico que pode conter registros de imagem fotografada a partir de determinada sensibilidade. Os padrões de sensibilidade mais utilizados têm sua denominação definida de acordo com a medida regional para indicar a velocidade habilitada à impressão ou sensibilização à luz em uma exposição.

A intensidade luminosa em relação ao tempo em que a luz atua pode resultar em efeitos diferentes nas exposições de acordo com o padrão de sensibilidade.

Ou seja, as sombras ou as zonas muito iluminadas podem diferir completamente de uma foto para outra, em se aplicando padrões de sensibilidade baixa ou alta, sendo que, respectivamente, uma poderá produzir um negativo contrastado, e sem definição das linhas de contorno na divisão entre claro e escuro, e outra poderá sair sem gradação nas sombras, portanto, excessivamente clara.

A escolha deve basear-se no princípio de compensação entre velocidade ajustável na máquina e o grau da intensidade luminosa, tanto do ambiente, quanto da capacidade de absorção de luz no tempo.

O padrão mais popular é a sensibilidade ASA (ISO) 100, designado como modelo norte americano surgido em 1943, cuja definição de imagem deve ser compensada, onde circunstâncias de absorção e intensidade luminosa sejam menos intensas, por sensibilidade mais alta como os ISO 200 ou ISO 400, correndo risco de perder detalhamento de contraste e; onde as circunstâncias de absorção e intensidade luminosa sejam grandes, recorrendo aos ajustes alternativos na máquina, pois não é comum no mercado sensibilidade menor que o ISO 100.

Outros padrões existentes são o DIN, modelo alemão surgido na década de 30, cuja relação com o ISO 400 seria o DIN 27 e, o modelo russo, sensibilidade GOST.

 

  • 3.2 Efeitos de alto contraste e máscaras para molduras: Ênfase ou suavização das tonalidades e incremento artesanal como molduras.

 

Quando nos deparamos com o potencial de um filme fotográfico em preto e branco, negativo, apesar da limitação bicolor, podemos recorrer a uma enormidade de variação criativa de simples aplicação operacional, praticamente artesanal.

Simplificados artifícios são possíveis para viabilizar a ênfase de tonalidades, ao se posicionar um motivo predominantemente escuro em frente a uma difusa luminosidade de fundo, ou ao projetar-se uma luz lateralmente incidente em um motivo dotado de superfície predominantemente clara posicionado em frente a um fundo escuro (preto de preferência).

Ou então, para a suavização de tons, ao se encaixar acessórios, próprios para objetivas como os redutores de olho vermelho, ou dispositivos, suavizantes de imagens como desfocamento de componentes situados entre o observador e o motivo, posicionados nos contornos da visualização principal.

As palhas de quiosques, folhas de um galho, cortinas, grades e persianas, podem exercer o papel de componentes suavizantes da imagem de uma fotografia, desde que tenham formato de natural delicadeza.

As máscaras de molduras utilizadas como bordas no papel fotográfico seria outro recurso ornamental para enfatizar ou suavizar o contraste das tonalidades.

Entende-se que tal máscara deva ser produzida pelo método da luminosidade de fundo através de cartolina preta ou outro material totalmente escuro que toma-se como motivo.

Realiza-se recortes desenhados em tal material e procede-se com a fotografia em negativo preto e branco considerando-o em suas limitações de sensibilidade e apoio típico de tri-pé em baixas velocidades para evitar movimentos inadvertidos. Uma vez pronta a foto, seu negativo torna-se a máscara de outro negativo que, ao se juntarem, registram no papel o efeito desejado.

Esta edição em texto é parte itegrante das aulas de Fotografia do Glaussius em BH.

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