I Wanna Be Like Them
I Wanna Be Like Them

Cansei. É sério, cansei mesmo. Que inferno. Porque não escolhem qualquer outro na rua pra jogar tanta coisa, que nem jogam em mim ? Ah claro, porque eu fui dar uma de prestativa, e me candidatei a milhares de coisas, e adivinha? Fui aceita. Que lindo. Lindo mesmo. HORRIVEL, sério. Eu não agüento tanta pressão. E ainda tem....ahhh ainda tem tudo. Vai dizer, que você não tem problemas? É claro que tem, todos nós temos. Ou não. Quer saber? Eu tenho problemas demais pra avaliar se os outros tem ou não.
Eu só queria me mudar, pra um chalé no meio do nada. Sem nada, só com comida. E internet. Mais isso seria um problema, por causa dos fios, cabos e o diabo a quatro. Que irônico, não?
Eu juro que não me entendo. Eu não sou revoltada nem nada. Mas também, depois do meu dia, você queria oque, fofa? Que eu ficasse sorrindo que nem a Angelina Jolie? Eu não tenho aquele bocão não meu bem.Nem aquela vidinha. Hun. E depois, eu não vou entrar em detalhes da minha problemática vida, juro que não quero contaminar ninguém.MAIS QUE INFERNO NÃO TEM NADA QUE PRESTE NA TELEVISÃO ?Até isso. O universo conspira contra mim.

I'm slipping into the lava, and I'm trying to keep..
NÃO PERCA ! Entrevista exclusive com os JONAS BROTHERS ! Só aqui, no Disney Channel. Você nunca viu a Disney assim
up...for you, baby.
(n/a: tenho culpa se eles falam por cima da musica na propaganda?)

-Pff que piada. Esses caras tem a melhor vida do mundo, aposto. Não precisam estudar, nem se preocupar com as coisas. Só precisam fazer oque gostam, e dar sorrisos lindos e felizes. Ahhh como eu queria ter uma vida dessas – Eu disse isso alto? Ah, e daí, não tem ninguém aqui mesmo. Mais sério, vou subir, esse dia já foi desastroso o SUFICIENTE, obrigada.

****

Merda, eu sabia que não devia ter me entupido de comida de tarde. Eu não sou tão pesada cara, oque é isso ? -
Narração em terceira pessoa
acordou sentindo-se diferente.
"Mais oque"....– Ela olhava em volta, e não reconhecia o lugar onde estava. –"Será que...eu tomei um porre ontem? Não não é possível, eu fui direto pra cama.. " Ela pensou, entrando na porta a frente dela. Era um banheiro. Correu para perto da pia, ligando a torneira e enchendo as mãos de água, e jogando no rosto em seguida. Repetiu isso mais umas três vezes, sentindo algo incomodar quando ela passava a Mao no rosto. Levantou lentamente a cabeça, ainda de olhos fechados tentando lembrar algo que a fizesse lembrar como viera parar ali. Abriu os olhos, e soltou um berro. Um berro um tanto quanto grosso.Fechou os olhos e olhou de novo. Tocava o espelho, quase não acreditando noque via. Lentamente levou as mãos ao rosto, e viu o reflexo fazer o mesmo. Era mesmo real. Ela já não era mais ela. Ela era...um homem.
Passou desesperadamente a mão no cabelo.Como isso havia acontecido ? Como?
- ? Tudo bem cara? Se machucou ai? – Um menino apareceu na porta do banheiro, com a cara amassada de sono. Falando...inglês?
-Quem? – perguntou confusa. ? Era esse...o nome..dela? :S
- ! Bateu a cabeça? – O menino chacoalhava ela. ‘’me larga maluco’’, era tudo oque ela pensava.
-Não.. er..licença - disse,afastando o garoto de perto dela, e fechando a porta do banheiro. Começou a se analisar.Começou pelas mãos. Um anel na mão esquerda. Então era isso que havia incomodado-a. Olhou os braços fortes. Olhou-se no espelho novamente.
-Já que é pra ser homem, pelo menos é um bonito, que nem esse. Esse não. Eu. – Ela disse em português. Sua voz estava tão engraçada agora.Sentiu os olhos caindo, querendo fechar.
Voltou ao quarto e olhou pela janela. Viu casas bonitas, uma do lado da outra. Estava escuro. Escuro ? Olhou no relógio, do lado da cama. Meia noite.
’’No brasil....seis da manha. Cara, falar em Brasil, será que eu morri ? E reencarnei aqui? Ou será que esse gato que eu sou, agora...AH PORRA, eu preciso saber. Bom, seja lá oque aconteça, depois eu preciso saber. Afinal, o corpo ainda é meu, né? Ou não?’’ (n/a: eu não sei calcular fuso horário, vocês sabem? )
Confusa. Exatamente assim que ela sentia.Deitou na cama novamente e não demorou pra pegar no sono.

****
-? Anda filha, vai se atrasar. – Gritaram dentro do quarto da menina.
-Que? – A pessoa da cama respondeu.
-Vai se atrasar ! – A que estava gritando, respondeu e saiu.
-Deve ser o trouxa do falando sozinho aquelas besteiras dele. - pensou, espreguiçando-se.
-Vamos ver...pra hoje...temos..ah, é tem isso, e...hm, é, aquilo também...ah que saco, como eu queria ficar deitado o dia todo.- Ele falou organizando os pensamentos. Levantou, sentindo-se momentaneamente tonto. Ou desequilibrado.Olhou em volta...
-Cara, oque é isso? – Ele disse, andando com dificuldade. Entrou no banheiro.- Ah, que lindo, uma escova rosa não podia falta. , , saiam. Eu já descobri, ta legal? Não é mais engraçado.- Ele disse, escovando os dentes.
Cuspiu, e quando subiu a cabeça, olhou-se no espelho e gritou. Um grito um tanto quanto fino.A boca suja de pasta, aberta escancaradamente. Olhava o reflexo do espelho, incrédulo.
-Ta legal, ta legal. Isso é oque? Miragem? Sonho? Que merda é essa? – Ele disse, passando a mão em si mesmo. Ou mesma.
-Eu tenho...peitos – Ele disse, estranhamente, com sua voz fina.
- querida, aconteceu algo ? – A mulher que gritou entrou. , com um pouco de dificuldade, entendeu oque a mulher havia dito. Só não sabia como. E pior ainda, como responderia.Fez sinal positivo com o polegar. ‘’Rá, não tem erro’’.
-Mesmo ? – A mulher perguntou novamente.
-Sim mãe – Ele escapou. Escapou ? desde quando ele sabia falar essa coisa estranha ? Desde quando ele tinha peitos, e era mulher?
-Ótimo, arrume-se e vá pra escola.Estou saindo, e seu pai já foi. Terá de ir sozinha hoje, quem mandou se enrolar? Beijo, bom dia. – A mulher falou passando a mão na cabeça de , e saindo.
’’Escola? QUE ? ‘’ Ele olhou em volta. Como aquilo tinha acontecido? Podia ser um pesadelo, só podia. Começou a observar o quarto. Era bonito, e bem organizado. Não gostou das cores,obviamente. Começou a olhar fotos e reconheceu o reflexo que ele havia visto no espelho.Pelo menos, sabia que o nome era , ou algo parecido com isso. Era bonita, pelo menos isso.
-Bem, já que estou sonhando, melhor curtir minhas poucas horas de mulher, antes que eu acorde- Ele disse. Ainda tinha problemas com o equilíbrio.
-Cara que garota magra. Que horror. Imagina andar de salto? Deve ser o inferno. Como elas não caem? – Ele se perguntava, fuçando nas coisas da garota. Não, definitivamente, não iria a escola. Sozinho? Ele mal sabia onde estava, mal sabia nada, e afinal, era um sonho. Certo?
Passou o resto do tempo provando roupas. Não teve coragem de admirar-se em roupas intimas. Se castigaria quando ‘’acordasse’’.Estava sendo divertido, pois pra ele, aquilo não duraria mais de alguns minutos porque logo deveriam acordá-lo. Pff, coitado.

****
- ! Acorda logo. Agente tem que tomar café antes de sair, vai – O mesmo garoto do banheiro entrou, acordando . ‘’Droga, ainda sou esse tal de ’’ ela disse. Levantou e foi ao banheiro, que já sabia onde era.
-Eww..escovar os dentes com a escova de outra pessoa. Que tecnicamente, sou eu. E os germes dele, que são meus, vem pra mim de novo. Estranho – ela pensava, escovando os dentes. Racional demais, tsc.
Saiu do banheiro. Reparou que o menino que a acordara já estava arrumado, e muito bem por sinal. Abriu o armário “dela”. Vários terminhos, um mais lindo que o outro.
-Cara...esse garoto se veste bem. Quando eu voltar a ser eu, quero conhecê-lo – Ela pensou e parou. E se não voltasse a ser ela mesma? O medo tomou conta dela, mas ela lembrou que tinha de se apressar. Vestiu um dos terninhos que mais gostou e um all star (n/a: imaginem gatas)
Saiu do quarto do garoto olhando tudo em volta, como se fosse a primeira vez que estava ali. E realmente era. Mais ele não. Complexo. Desceu as escadas, e ouviu vozes vindo de determinada direção. Seguiu o som e foi parar na cozinha. Encontrou uma mulher, dois rapazes, e uma criança lá.
-Bom dia ! – A mulher disse. Seria a mãe dela?
-Bom dia –Ela respondeu. Não sabia como chamar a mulher.
-, ta tudo bem? Você acordou de madrugada gritando. – O garoto do banheiro disse. Pela primeira vez, olhou-o bem. Era bonito, assim como o cara que ela tinha virado. Achava que os conhecia de algum lugar ‘’é, realmente, eu me conheço de algum lugar ! ‘’ Ela pensava.
-Ah..sim, tudo bem – Ela disse. Falava inglês fluente, e achou um pouco estranho. Ta certo que seu inglês não era o pior do mundo, mais não era desse jeito que estava saindo. Estranho.
-Hmm, que bom. Tudo certo para a sessão de fotos de hoje? – A mulher perguntou. Sessão de fotos? ‘’OH MEU DEUS, EU SEI EU SEI. ELES SÃO OS JONAS BROTHERS. Melhor, eu sou UM DOS JONAS BROTHERS’’. Pena que ela não era fã da banda, apenas os reconheceu da propaganda da TV.
-Sim, tudo certo. – O outro falou. Ela não conhecia aquele.
-Ok. , , já terminaram? – Ela perguntou. Hm, esses deveriam ser os nomes deles. Dos ‘’novos’’ irmãos dela. Só não sabia qual era qual.
-? – O outro garoto chamou. - ! – Ele chamou de novo. Ela despertou. Tinha que se acostumar a ser chamada de .
-Ah? Que foi...irmão? – Ela disse estranhamente. ‘’IRMAO? Que porra foi essa ?’’
-õ.õ Vamos? Se não vamos nos atrasar. – O ‘carinha’ disse. Ela levantou, terminando o copo de suco que tinha começado a tomar.
-Tchau mãe – Os dois disseram.
-É...tchau...mãe – ela disse com certa dificuldade, seguindo e . Queria tanto saber quem era quem...
- ! – Ela gritou. o menino do banheiro, agora identificado como , virou. Certo, o outro era o .
-Hm?
-Ah..nada. – Ela disse constrangida. Eles saíram da casa e entraram no carro que estava estacionado ali.
-, cara, que que ta acontecendo ? você ta muito, muito estranho. – o tal do falou.
-Hm..certo. pra vocês eu posso contar, já que vocês nem me conhecem. Só não me achem louca. Quer dizer, louco. - disse, embolada.
-Louca? – Os dois exclamaram.
-Certo, lá vai. Eu sou uma menina brasileira, me chamo , e hoje, por acaso, acordei no corpo do irmão de vocês. – Ela disse, e eles se olharam. Demoraram um tempo, e começaram a rir.
-Ok , ok. Você quase nos pegou, certo? - falava com dificuldade. Ainda estava rindo.
-É verdade cara, é serio. - disse desesperada.
-Ok, então prova – disse, desafiador. bufou, pensando em algum modo de prová-los que ela falava a verdade.
-JÁ SEI ! – Ela disse, procurando qualquer celular ou coisa do tipo – Erm... ? Empresta o celular? – Ela pediu.
-A única coisa que você nunca esquece, hoje resolveu esquecer – disse, entregando o celular a ela
-Eu sempre esqueço o celular em casa – Ela disse, digitando o numero. a olhou.
-Não esquece não , você não sai de casa sem ele. – Ele disse, e ela o olhou irritada.
-Já disse que não sou . – Ela falou, colocando o celular no ouvido. Estava chamando.

****
O celular em cima da escrivaninha começou a tocar. largou a blusa que segurava, e ficou olhando assustado para o aparelho. Sim ou Não ? Bom...era apenas um sonho mesmo.
-Alooooou? – Ele falou com uma voz extremamente forçada, tentando parecer o mais feminino possível. Porém, ficou ridículo.
-alo, quem fala? – A pessoa do outro lado falou. Era um homem. Como era mesmo o nome da menina que ele tinha virado... ?
-Ahm..sou eu ! – Ele disse, continuando com a voz ridiculamente forçada. Já não bastava sua voz ‘’natural’’ ser feminina, e ele falava daquele jeito melado. É, realmente ridículo.
-Eu quem?- perguntou desesperada do outro lado. Tinha posto no viva voz, e os outros a olhavam com uma cara obvia – a ? –ela perguntou.
teve um estalo. SIIIIM era esse o nome !
-Isso, sou eu mesma, quem gostaria? – Ele perguntou, ainda forçando a voz. riu, sarcasticamente. NÃO NÃO ERA ELA. QUEM QUER QUE FOSSE, ESTAVA NO CORPO DELA, NA CASA DELA, COM O CELULAR DELA, E FORÇANDO A VOZ DELA.
-Aqui É a , farsante. Por favor, eu preciso saber quem é. – Ela disse,e entrou em desespero.
-Quem fala? – Ele perguntou apenas.
-Erm...A ...mais...agora eu acho que sou Jonas – Ela disse hesitante. entrou em choque. Sua única reação: fechar o flip do celular. Oh não, o sonho ficava cada vez mais estranho..
-Então... – e falaram
-Vocês viram? A pessoa desligou ! Ficou com medo e desligou – falou, nervosamente. Eles tinham que acreditar, realmente tinham.
-Olha, isso não me provou porra nenhuma, só provou que você gastou minha conta ligando...pro Brasil, ou sei lá oque. Valeu eim Joe – disse.Ela parou por uns instante... – Perai... – Ele disse pensativo.
-Oque? - Joe disse.
-Eu acabei de quebrar a aposta...e você não disse nada – disse, desconfiado. torceu a cara. Aposta? Mais essa agora !
-Que aposta, moleque? – Ela falou.
-A nossa, de não falar palavrão. E quem quebrasse...bom, quem quebrasse tava bem...fudido – disse, meio hesitante.
-Cara, se toque. Eu não sou o Joe, eu não vou fazer você fazer qualquer coisa que vocês tenham combinado, ok? – Ela disse, nervosa. parou por um instante. Olhou pra , mas este não olhou de novo, estava conversando algo com o motorista.
-É, o Joe não perderia essa chance por nada...talvez, você esteja mesmo falando a verdade – Ele disse, meio preocupado com a reação dela. – E aliás, você numa me chamou de...moleque – Ele disse, torcendo a cara.
-Olha, por favor, me da esse voto de confiança, eu juro que é serio – ela disse suplicando. Quando ele sorriu, ela sorriu esperançosamente.
-Chegamos - anunciou. Eles desceram do carro e logo alguém da produção puxou , explicando-o oque aconteceria e tal.
-Mais...eu só queria saber como - disse, andando ao lado de .
-Eu também não sei..tipo, isso é muito estranho. É físico e psicologicamente impossível acontecer algo assim.. – ela disse, passando a não no cabelo dela. riu.
- nunca faria isso. Não pode desarrumar seu ‘precioso cabelo’ - disse debochando. Sentiu que o irmão, ou a brasileira, estava tensa.
-Que foi ? – Ele perguntou.
-To nervosa com esse negocio que nós vamos fazer – Ela disse.
-Sessão de fotos? – Ele disse, e ela concordou – Bom...não adianta se eu disser pra você ser você mesma, então... mas mesmo assim, é só você fazer mais ou menos oque eles pedirem – Ele disse, e sorriu. Era bom ter ele ali para ajudá-la. Não seria fácil.
****

entrou em desespero. Ok o sonho estava ficando cada vez mais engraçado, quando ele iria acordar? Não estava mais agüentando. Havia colocado o celular na escrivaninha, e este agora tocava novamente. Ele ficou com medo de atender. Olhou o numero, mas porem não reconheceu-o. Resolveu atender.
-Aloooooou ? – Ele disse forçando a voz novamente.
-- ?- Uma menina perguntou.
-Erm..sim, sim, sou eu – ele disse, sentindo dor na garganta por forçar a voz.
-Você não vem pra aula não ? - A menina perguntou. começou a tossir desesperadamente.
-Ai..coff..não..estou doente sabe.. – Ele disse, tossindo.
-Disse pra você não tomar tanto sorvete. Mas então, você precisa mandar a coluna do jornal pra mim até o intervalo, e também, a pasta com o nosso trabalho da sexta aula certo ?Manda pro meu e-mail, o novo, e não o velho, ta? Não esquece , ta na tua mão! – A garota disse, e entrou em desespero. Desligou, e socou com força a escrivaninha a sua frente. Que raio de sonho era esse? Sentiu a mão latejar de dor.` Isso não era pra acontecer...oh meu Deus ! ´ ele disse desesperado. Ele havia sentido a pancada ! Oque significava que: AQUILO NÃO ERA UM SONHO. Ele entrou em desespero. Pegou o telefone, e ligou para . O inútil irmão, não atendeu. Sentiu fome, e desceu as escadas da casa da garota com dificuldade. Ainda não tinha acostumado-se com seu peso. Procurou pela cozinha, e logo a achou. Os armários e a geladeira estavam cheias de coisas que ele não se interessou: gelatina, yogurtes lights etc.
Entrou em desespero, oficialmente. Procurou melhor, e acabou achando um pacote de balas de goma. Sentou no sofá, refletindo. Ok, ele era um Jonas. Ele era Jonas, o Jonas mais sexy, na opinião dele, claro. Ele havia acordado no corpo de uma garota linda que mora a oceanos da casa dele. Certo. Normal. Coisa básica que acontece todo dia. Ele só não entendia, porque ELE.
****

-Mais emoção ! Se solte menino, não seja tímido – o fotografo falava. Os meninos faziam diversas poses, e os flashes não paravam. estava um POUCO desconfortável com toda essa situação.
-Ei, oque eu disse? Relaxa, é só isso, pior não fica - disse discretamente, não parando um só momento de fazer poses. respirou fundo, lembrando de todos os photoshoots de seus artistas favoritos.Começou lentamente a soltar-se um pouco mais, eventualmente olhando para e , buscando inspiração.
-Ok, ok, bom trabalho meninos – o fotografo disse,dispensando-os. Eles ajeitaram algumas coisas (n/a: eu tenho cara de quem sabe oque se faz depois de uma sessão de fotos?), e foram encaminhados ao carro novamente. viu no celular, uma chamada não atendida, com o código diferente.
-Erm.. .. da uma olhada nisso aqui – Ele chamou, e ela olhou a tela do celular.
-AI CARAMBA ! ELE NOS LIGOU, LIGA VAI LIGA - falou apressada, e olhou-os.
-De novo essa historia? Chega , no começo nao foi engraçado, e agora continua não sendo ! – ele disse.
-Caaaalma cara ! - disse. –Alô ?

O celular tocava la em cima, e correu para atender. Reconheceu a voz do irmão.
- ! – Ele disse aliviado. botou no viva voz.
-Quem fala? – Ele perguntou.
-Erm...ok, pode parecer loucura mais.. SOU EU! Eu, . Eu acordei no corpo de uma menina que mora não sei aonde e fala uma língua engraçada e… - Ele disse apressadamente, e ouviu risos.
-Brasil, . – Ele ouviu sua própria voz.
-Espera quem, disse isso ? – Ele disse confuso.
-A menina que mora no BRASIL e fala uma língua engraçada.- disse. olhava aquilo tudo, em choque.
-Certo, mocinha.Pode me dizer que tipo de macumba você fez, e pode desfazer logo ? - Ele disse, aliviado por saber que não estava morto ou coisa do tipo.
-Se eu soubesse, fofo, eu já tinha feito, ok ? Ou você acha que eu estou gostando de ser homem ? – Ela disse, e riu, parando assim que recebeu um olhar feio dela.
-Certo. E oque fazemos? – Ele disse. Ela pegou o celular das mãos de , e desligou o viva voz.
-Primeira coisa: obrigada por parar de forçar minha voz. Foi ridículo na primeira ligação, e se você continuar com isso eu ficarei rouca. Segundo, acho que esse feito não deve durar mais de 24 horas, ou isso não passa de um sonho.
-Não é – Ele disse.
-Também achei que não, droga. Bom, oque nós podemos fazer, ? Estamos de mãos atadas, e muito longe um do outro. O jeito, é você ser eu por hoje, e eu ser você.
-Ah meu Deus.. – Ele disse – Certo, recuse qualquer pedido de casamento que for feito a você, ta? E outra coisa, escove bem os dentes, o meu sorriso não pode sofrer alterações, e o meu cabelo...- Ele disse, e listou uma serie de produtos que ela tinha que passar, para deixá-lo arrumado. Ela revirou os olhos .
-Tá, ta, já entendi. Penteia pra direita e não pra esquerda, e não fazer duas vezes pra não frizzar, já peguei pô. Minha vez ! Você já começou com o pé esquerdo, hun ? Não foi na aula, muito bonito. Certo. Não atenda mais o celular. Atenda apenas o telefone residencial. E hoje, você terá de ir no mercado, se não quiser ouvir meia hora minha mãe falar coisas pra você. Não é difícil, você pode ver um assim que sair de casa - Ela foi instruindo-o sobre suas tarefas diárias, e ele foi ficando cada vez mais horrorizado. Ela disse a ele também, onde estava o dinheiro, caso ele precisasse. E o autorizou a sair, claro, ele estava no Brasil, e não saberia quando teria outra oportunidade dessa.
-Ok. Entendi. Qualquer coisa, me ligue. Eu com certeza vou ligar - disse, despedindo-se da menina, e desligando.Olhou o guarda roupas dela. Pegou uma roupa que achou apropriada. Um shorts, e uma coisa que parecia um vestido, mais era curto (leia, bata)
Pegou o dinheiro, onde ela disse que estaria e saiu. Ficava olhando tudo em volta. Era, definitivamente, diferente do lugar onde morava. Passava, olhando as vitrines. Assim como ela havia dito, ele já podia ver o mercado. Parou em frente a uma loja, onde o vidro era espelhado. Ia passar reto, quando voltou e olhou-se. Sorriu, e ficou fazendo poses em frente a loja.
-Uh, tenho belas pernas – Ele disse, olhando o reflexo no vidro.
-Também acho princesa – Um cara um tanto quanto atrevido chegou, passando o braço envolta da cintura dele. Ele olhou torto.
-O RIDICULO. QUEM VOCÊ PENSA QUE É? OLHA, EU TE DENUNCIO EIM, DENUNCIO – Ele disse, estapeando o cara, que saiu assustado. Recompôs-se, e voltou a olhar seu reflexo no espelho.
-Mais que são boas, são – Ele disse, dando uma ultima olhada nas pernas, e saindo de frente da loja.Andava rebolando, querendo rir da própria estupidez. Mas afinal, quando ele poderia andar rebolando na rua de novo ? Ah, quando voltasse ao próprio corpo, e depois no outro dia, varias matérias comentando seu ato duvidoso. Melhor aproveitar a chance que tinha.

****

-Ei, meninos, venham aqui ! – a mãe deles chamou, e eles foram.
-Ligaram, e falaram que desmarcaram a entrevista que vocês tinham hoje a tarde. Ela foi remarcada pra semana que vem, ok ? - Ela disse, e os meninos comemoraram. Principalmente .
-Certo, como vocês estão livres a tarde, podem sair um pouco. Mas antes...claro, as tarefas. Anda, já. Nick, dever de casa, Joe, Kevin, decidam quem arruma em cima, e quem arruma em baixo. E sem moleza eim? Vou sair rapidinho, mais eu já volto – ela disse, pegando a bolsa e saindo. (n/a: nessa parte, os nomes ficaram fixo, claro. Joezinho já se formou. Mais calma, não vai dar confusão)
-QUE ? TAREFAS? - perguntou, assustada.
-Sim, porque? Qual o problema? - perguntou.
-Problema? VOCES SÃO ROCKSTARS, QUAL É. Não deviam fazer esse tipo de coisa, vocês tinham que ter..sabe, a vida perfeita – ela disse, indignada. Os dois se olharam, e começaram a rir.
-Ahh , não é bem assim… nós ainda somos adolescentes comuns, e temos que fazer coisas desse tipo. Não é tão perfeito como todos imaginam, a não ser a parte de que nós estamos realizando nosso sonho – disse, e ela sentiu um peso na consciência. Além dos shows toda noite, viagens, gravações, etc, eles ainda tinham tempo para compor, sair, e..fazer tarefas o.o Não devia ser tão fácil como ela havia julgado...
-Certo, vamos começar logo, pra termos mais tempo de ficar fora, e ..qualquer coisa, chama agente ok ? - disse, saindo para fazer oque a mãe havia lhe pedido. Ainda achava estranho chamar o irmão de.. .

****

-Ai, como isso pesa. Ai, ai meus bracinhos - ia reclamando pela rua, carregando as várias sacolas de mercado. – Quero minha força de volta, meu peso de volta. Ai.. – Ele ia falando, e as pessoas olhando-o na rua estranhamente. Oque uma garota de shorts, sandália plataforma, e os cabelos desgrenhadamente arrumados, andando e reclamando de dor...só podia ser louca.

(...)Chegou em casa, e despejou as coisas no balcão da cozinha. Sem se dar ao trabalho de descarregar as compras, procurou pelo enorme pacote de salgadinho que havia comprado, sua barra de chocolate e sua coca. Sentou no sofá e ligou a TV. Não conhecia metade das coisas que estavam passando, e era tudo naquela língua estranha que ele ainda tinha dificuldade de entender. Parou num canal de filmes, e ficou assistindo, sem ter necessidade de ler a legenda.
Quando acabou o filme, ele estava esparramado no sofá, com salgadinho espalhado por toda sua blusa, e a boca suja de chocolate. Tomou um ultimo gole na coca, e soltou um arroto.Se ele estivesse no seu próprio corpo, poderia ter filmado. “esse foi dos bons !” ele pensou e riu de si mesmo, e da sua situação.
Foi levantar do sofá, e busca de mais porcarias que havia comprado, quando... “ah não..”

****

-! Telefone, acho que é pra você.. - disse, chamando-a. Ela pegou o telefone da Mao dele, e atendeu meio receosa...
-Alô ?
--Me ajuda, me ajuda ! – Ela ouviu sua voz do outro lado da linha.
-Fala - Ela disse.
--É que eu meio que...tomei aquelas cocas de um litro inteira, e agora...to morrendo de vontade de fazer xixi – Ele disse, coma voz esganiçada.
-VOCÊ OQUE? Ok, a coca era light pelo menos né?
--Não, é aquela vermelha mesmo – Ele disse.
-Ahhhhh , não creio. – Ela disse, meio nervosa.
--Descuuulpa... dá pra me ajudar? - pediu, como se fosse um sofredor.
-Ajudar com oque?
--Fazer xixi ué – Ele disse, simples.
-Não tem mistério o.o - falou, achando graça.
--Sim, tem sim ! Me ajuda...como eu faço? –Ele suplicou, e ela explicou.
--NÃÃÃO, assim eu não quero o.o
-Então...não faz. Olha , temos que ir agora, qualquer coisa liga no celular do porque eu não sei onde você guarda o seu, tchau – ela disse.
--Ele ta na... Droga, desligou – ele disse, e colocou o telefone no gancho. Estava perdido.

****
-Ei meninos, vamos ? Eu já terminei - apareceu sorridente na sala.
-Já? Que rápida...se fosse o ...eoirheiohreioe - disse rindo.
-iiixx..nem vamos comentar. Mas eu também acabei..onde você quer ir?- perguntou.
-Ah..eu não quero conhecer essas coisas chatas de gente velha tipo..museus e coisas estranhas. Eu queria ver o lado adolescente daqui. Vamo pra um shopping, sei la. – Ela disse dando de ombros.
-Ah, beleza então. – Eles disseram. Ela então, foi dirigindo-se até a porta, abriu-a e quando estava saindo puxou-a.
-Quer morrer? – Ele disse fechando a porta rápido.
-Porque? Õ.õ - disse confusa.
-Se agente sai assim lá fora, agente morre. Tipo..nossas fãs são bem estranhas e meio alucinadas as vezes... - disse, virando-se para subir.
-Então aquilo que o disse de pedidos de casamento..era tipo..sério ? – Ela disse surpresa.
-Sim, totalmente. Agente meio que fala sim, pra não...ah se sabe, ser grosso. Mais eu fico tipo “quem é você mesmo?” - disse, rindo (n/a: momento Nick na entrevista da tia lá do show do México deles, oimeignorem)
-Ah..e oque agente faz? Sai escondido dentro do armário? – Ela disse e os dois entreolharam-se.
(...)
-Ta bom pessoal, quando eu disse sair escondido dentro do armário, eu não quis dizer pra nós vestirmos tudo que estava dentro dele ! – Ela disse contrariada. e haviam vestindo nela inúmeros casacos de , que era tecnicamente dela; e estavam usando boinas, óculos, bonés, tênis estranhos e etc...
-URIHEIURE, Mais é sempre assim. Ou agente sai com o Big Rob, só que ai acaba chamando atenção.
-E você acha que três gordos falando engraçado não chamam ? – Ela disse irônica, mas eles mal viram sua expressão por causa dos enormes óculos de sol que ela estava usando.
-Nós não somos gordos ! - protestou.
-E nem falamos engraçado ! - o apoiou.
-No momento, são sim, e estão sim. Cara, olhem pra nós. Agente deve ‘tar tipo com uns mil casacos. Ainda bem que não ta calor, senão...enfim. nós parecemos três bolinhas, daqui a pouco vamos rolando por esse shopping. E estamos sussurrando, isso não eh normal !
-Vai que reconhecem nossa voz? - disse.
-Ai credo.. nem pensa - disse, imaginando. Eles realmente haviam assustado-a em relação as fãs. Obviamente não devia ser daquele jeito...ou será que sim?
-Certo .. - começou mais ela fez cara feia pra ele - . Oque você quer fazer?- Ele perguntou.
-Hmm..primeiro, quero tomar Starbucks. Depois agente podia dar umas voltas, e ai tomar sorvete e depois lanchar, e depois nós podíamos ir... – Ela começou empolgada.
-Tipo comer o dia inteiro? - perguntou estranhamente, reparando que ela havia falado apenas em comida. Ela assentiu fervorosamente com a cabeça – TO DENTROOO – Ele disse, e eles deram um high Five.
-Aff.. - disse. Eles levantaram das mesinhas onde estavam sentados, e foram pegar os cafés que queria.

****

-Certo , calma, respire, issooo, muito bem , muito bem ! Você vive prendendo isso durante o show, é normal. – dizia, com as mãos encostadas no balcão da cozinha da casa de , e torcendo as pernas. – São... 12:40, certo. Isso deve durar até oque? 24:00? Doze horinhas aqui, eu consigo. Eu sou Jonas ! – Ele disse e olhou pra baixo – Ou não...
-, cheguei – A mulher dos berros entrou em casa.
-Na cozinha ! – Ele disse forçando a voz, por costume,mas logo depois lembrando doque a menina tinha dito a ele no telefone.
-Ah que bom, você foi no mercado ! – Ela disse entrando na cozinha e olhando as compras. – Trouxe tudo oque eu pedi? – Ela continuou e começo a olhar dentro das sacolas.
-Err...- ele disse sem jeito, esquecendo-se momentaneamente da vontade de fazer xixi.
- ! OQUE SIGNIFICA ISSO? OLHA OQUE VOCÊ COMPROU? SÓ PORCARIA! – A mulher disse furiosa. nunca tinha visto sua mãe tão furiosa, nem mesmo quando ele aprontava na escola, e imaginou como a menina sofria com o temperamento da mãe.
-É que...deu uma vontade sabe mãe – ele disse, embolado.
-Certo, nós vamos sair pra almoçar – Ela disse visivelmente mais calma. desencostou-se do balcão, e ia subir.
- ! Aproveita e troca essa roupa…você tá parecendo uma...uma biscate ! Não me diga que você foi assim no mercado – a mulher começou com aquele tom denovo.
-Não, não..hehe, isso é só..umas coisas que eu achei no armário sabe, coisa velha, hehe – ele disse abanando a mão, fazendo pouco caso.
-Aham...vai logo se arrumar, menina ! – Ela disse e ele dirigiu-se lentamente, e andando torto até a escada. - ? – A mulher chamou de novo.
-Sim, mãe – ele disse meio impaciente. Não que a situação favorecesse algo, afinal, ele estava preso numa garota que mora do outro lado do mundo, morrendo de vontade de urinar, e com uma mulher que aparentemente não tinha um botão ‘off’ de fala.
-Porque ta andando estranho ?
-Xixi.
-Faça antes de irmos, ok? – A mulher disse. Ahaaaam, claro que ele faria.
(...)Ele subiu e vestiu um jeans, e decidiu manter a bata. Colocou um all star, que deu graças a deus que a menina tinha, e desceu. Seguiu a mulher e entrou no carro. Conseguiu disfarçar o jeito que estava andando estranho, mais não seria por muito tempo, ele achava.

****

-Cara, esse negocio é bom demaiiiis ! - esvaziara o quinto copo de Frappuccino.
-, acho que chega né - disse afastando o copo dela como se ela fosse uma alcoólatra ou algo do tipo.
-Ai como você é sem graça cara ! – Ela disse emburrada.
-Sabe...o nao fica nada sexy com essa cara emburrada - disse rindo dela.
-Voces nem podem ver minha cara com esse disfarce mesmo.. – ela deu de ombros – to com vontade de sorvete – Ela disse fazendo uma cara um tanto quanto maníaca.
-Opaaa, nesse eu te acompanho - disse animado, e eles saíram discutindo quem agüentava comer mais sorvete.
-Ai, eu não mereço - levantou, bufando, e riu em seguida.

****

-Mãe, eu já volto ok ? - disse, e levantou-, dirigindo-se ao banheiro feminino. Estava almoçando num restaurante muito agradável com a mãe de .
-Certo, atenda por favor – ele disse, e puxou o celular da menina e discou o numero de . Sabia que ela havia mandado ele atender apenas o telefone de casa e largar o celular, mais era uma emergência.

**

-REVANCHE ! NESSA EU TE GANHO - berrava dentro da sorveteria. Ele e “” apostavam quem terminava o sorvete mais rápido, oque causava dor de cabeça nos dois, pois era, obviamente,muito gelado.
-Hahaha, veremos então – Ela disse levantando-se, pronta para pegar mais dois ‘pratinhos’ cheios de sorvete.
-Perai. Ligação, e eu acho que é do Brasil – ele disse, e ela voltou pra mesa – Alo?
-Oi , passa pra .
-Valeu irmão, eh bom falar contigo também. – Ele disse e passou o celular.
-Oi - disse.
-Ok , me explica de novo como faz pra fazer xixi ? - disse, dentro do banheiro que por sorte, estava vazio.
-Ai, é simples, vê se entende dessa, e vê se faz ok ? eu não quero ter problemas nos rins – Ela disse, e explicou novamente. e que estavam ao lado dela, não haviam ouvido da primeira vez, e agora explodiam em risadas.
-Ai meu deus, to na mer... - disse, mais ela o interrompeu.
-SÓ...não olha ta – ela disse, bem envergonhada, e bem baixo.
-Tá, pode deixar – Ele disse, e desligou. Entrou na cabine no banheiro. “agora ou nunca!” ele pensou.
****

-Gente, é serio, parem de rir de mim! Eu to muito apertada - falava, e andava torto. Pela quantidade de frappuccinos que havia consumido, e a quantidade de sorvete que tomou, era obvio que ela tivesse vontade de fazer xixi.
-Mais é engraçado. Quando eu vou ver o andando desse jeito e com medo de mijar de novo ? - disse, controlando o riso. nem a isso se deu ao trabalho, ria descaradamente da situação dela.
-Parem com isso ! AH MEU DEUS ! – Ela disse e correu em disparada até a vitrine de uma loja – Essa blusa é, LIIINDA – Ela falava com o rosto encostado na vitrne, babando na blusa.
-, para com isso - puxava o ‘irmao’
-Para de me chamar assim , que saco.
-Mas nós estamos em publico ! – Ele disse. continuava encarando a revista, fazendo uma cara que parecia gay, ja que ela era um ‘homem’.Quando eles finalmente a tiraram da frente da vitrine, continuaram andando, e ela, muito engraçadamente.
-Ai meu deus ! – Alguem disse, e a puxou. Ela olhou estranhamente para o homem a sua frente, que havia puxado-a para dentro de uma loja. – Você é perfeito ! – O homem disse, e bateu palminhas, e depois cruzou os braços, apoiando o cotovelo em cima da mão, e colocou a outra mão o no queixo. (n/a: tipo, bem gay, ihihi) – Deixe eu ver melhor esse rostinho – ele disse, tirando os óculos e o boné que ela estava usando. Ela mal teve chance de impedir.
-Oh meu Deus, que rosto, que traços – O homem disse, analisando o rosto de . Virava de lado, olhava, murmurava coisas como ‘ARÁ’ ‘PERFEITO’ ‘EXPLENDIDO’ ! – Ah, você é mesmo perfeito querido. O seu andar, seus traços, realmente, perfeito.
-Ahn...obrigado mais...perfeito pra que? - disse, meio incomoda com a situação.
-E não é obvio ? Jeff, fita por favor – O homem disse, e um cara magricela veio trazendo uma fita métrica.
- Na verdade...não – Ela disse meio constrangida. O homem começou a medi-lo(a), e ela estava realmente incomodada com tudo isso. Mal sabia quem era aquele, mal sabia para que era ‘perfeito’, e afinal, nem era ela. e entraram na loja, e analisaram a situação com um ar de riso.
-Bom criança, sou Peter Casagrande, e eu tenho uma proposta irrecusável a você – o homem disse. Os olhos dele brilhavam de excitação , e sentiu um pouco de medo...oque esse estranho faria com ela? Ou com ?
att
-Quero que você desfile pra mim, claro ! – O homem disse,tirando medidas do corpo de .
-Aiiiii, sério ? Que tudo ! - falou empolgada, mas logo lembrou-se de que era um homem. – Erm...acho que não vai ser possível. – ela disse engrossando a voz, e logo dando meia volta. Peter cutucou-a com o dedo, e ela virou-se.
-Veja, criança, esta perdendo uma ótima oportunidade de tornar-se famoso. – Ele disse e ela quase riu – e não tenha medo de se assumir – Peter piscou.
-se eu fosse você sairia mais desse seu mundinho de agulhas e tecidos, e REALIZA MEU BEM, já sou famoso. – ela disse, e saiu pisando firme, deixando Peter com uma cara abismada.- E vocês dois, já podem parar de rir – ela disse, já fora da loja, aos outros dois, que tinham acessos de risos.
-Cara, foi muito engraçado - disse afogando-se, de tanto que ria.
-Ah, então espera que eu volto lá e digo que vocês dois aceitam - disse, fazendo menção de entrar na loja novamente.
-NÃO ! Era brincadeira ! E você ficou toda feliz quando ele disse que queria te chamar pra ser modelo - disse, puxando-a.
-Porque eu nunca fui chamada pra ser modelo ué, e eu sou uma garota e isso seria bem legal – ela disse isso, e uma senhora passou olhando-a estranhamente.
-Ok garota, aiodashdsioade, cuidado com oque você fala, aquela senhora, aposto que não disse nada porque iam achar que ela eh esclerosada - disse.
-Gente, nós temos um problema, e sério.

****

-Ok, não foi tão ruim. Eu pelo menos não olhei, e to aliviado. Ainda bem - falava sozinho, quando saiu da cabine. Lavou as mãos e voltou a mesa.
-, marquei salão pra você hoje a tarde ! – a mãe dela disse quando ele sentou a mesa novamente.
-Hm..ok, você pode me levar? - pediu. Não fazia idéia de onde era o salão, mais pretendia ir. As mulheres sempre falavam que precisavam ‘sair pra relaxar’ e iam ao salão, então, ele definitivamente precisava relaxar.
-Porque? Você sempre vai de taxi ! – A mulher disse estranhando.
-Ah..se sabe..passar um tempinho, mãe e filho..ehhe filha, - ele disse rindo nervosamente.
-Aii, certo ! Vou ver se marco pra fazer as unhas também, e se você quiser podemos ir as compras também –ela disse animada. Ele constatou que não tinha muito contato com a mãe, e por isso, ela se animava com qualquer coisa relacionada a filha.
(...)
-Oi ! Que bom te ver querida! – uma mulher de rabo-de-cavalo e um avental branco recebeu, na porta de uma salinha, que “sua” mãe havia indicado.
-É..bom te ver também – ele disse nervoso. Não sabia direito oque faria na salinha, sabia apenas que passaria a tarde no salão.
-Ok, pronta? – a mulher simpática perguntou. assustou-se.
-Pra que ? – ele perguntou, e ela riu.
-Ai , pelo jeito você vai fazer só do joelho pra baixo, e pra você nem dói mesmo, haha – a mulher disse e começou a preparar as coisas que para ele, eram totalmente desconhecidas. Joelho pra baixo ? Ele arregaçou a calça então, e sentou na coisa que tinha ali, que parecia uma cama. Ele não queria deitar, estava desconfortável demais pra isso.
-Tá com frio é? – a mulher perguntou. Ele não entendeu. Ela começou a espalhar um negocio quente na perna dele, e ele olhou espantado.
-QUE ISSO ? – Ele disse, nervoso. Não de raiva, mais de qualquer outra coisa. Talvez medo.
-Ah.. eu troquei a cera, estou experimentando uma nova. – A mulher disse sorridente, e continuava a espalhar a coisa grudenta na perna dele. Ele sentia-se cada vez mais incomodado com isso. Passou na segunda perna, e pouco depois...
-AAAAAAAAI PORRA - gritava segurando a barra da calça no joelho, quase chorando de dor.A mulher puxou da outra perna, e ele gritou mais alto, chorando de dor.
-Nossa ! Mais você nunca chora ! – A mulher disse; “OQUE? Ela NÃO chora? Ela é oque, masoquista? Que horror cara, que horror”
-É, pois é né – ele disse, ainda sentindo dor, e olhou pras pernas. Estavam vermelhas, e ele achava que se colocasse a mão doeria mais.
-Ok, vira de costas agora, temo que fazer atrás – a mulher disse, e ele virou, apoiando os cotovelos na ‘caminha’. Ela passou o negocio quente denovo, e ele achou bom, o quente na parte de trás da perna era bom. Enfim, quando ela puxou novamente, ele mordeu o dedo, e gritou, soltando poucas lagrimas dessa vez.

Quando finalmente o pesadelo acabou, ele desceu as calças e calçou novamente o tênis.
-Até mais ! E desculpa pela dor, deve ser da cera nova – A mulher disse, despedindo-se dela com beijinhos na boxexa.
-É, pode ser, até - disse, saindo dali rapidamente. Nunca mais queria passar por isso. Que fique claro, nunca.

N/a: desculpa por nao postar ontem. post de hoje, pra mah, obg amor <3 enfiiiim, acho que é isso. nao adianta escrever aqui pq ninguem lê, mas enfim, comentem e é isso. eoihreiore, obg por lerem, ♥
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