Família Forgiarini
Família Forgiarini

"Toda nação tem uma história, e todo povo tem seus contos transmitidos de geração para geração. Nada destruirá esta história porque está gravada nos nossos corações".

No fim do século passado navios cruzaram o Atlântico trazendo levas de imigrantes italianos que deixavam a Itália cheios de esperança atrás de um sonho comum: fazer uma nova vida na América ("Far la America"), geralmente expulsos pela miséria na época difícil da guerra. Eram famílias inteiras constituídas de gente rude, acostumadas à lida no campo e cujo destino era um vasto território que acabaram conquistando com sucesso através da vinicultura, do comércio, da indústria, com grande influência econômica e sócio-cultural.

No Rio Grande do Sul somos milhões de descendentes de imigrantes italianos.

Assim estamos também conhecendo mais sobre a nossa família, oriunda das gerações que se sucederam, embora algumas distantes e desconhecidas, convergem para um ponto comum: "a descendência Forgiarini".

A origem da Família Forgiarini

Foi apenas na Idade Média que os sobrenomes foram utilizados para distinguir as linhagens e famílias utilizando o mesmo nome próprio ou de batismo. Com o crescimento da população na Idade Média, os sobrenomes tornaram-se necessários para a identificação de pessoas e começaram a ser passadas de pai para filho, tornando-se assim hereditários.

A palavra forgiarini do francês arcaico "forge", italianizado para "forgia", que remonta ao latim "(ars)fabrica": arte de moldar, executar obras em metais. Na Idade Média, "forge e forgia" passam a designar a forja, maquinário que permite a combustão de carvão para o aquecimento de metais a serem moldados.

"Forgiarino" era o modelador de objetos metálicos, trabalhados a quente, com métodos artesanais e efeitos artísticos. Profissão muito valorizada na época, principalmente na equipagem bélica.

Forgiarini significa forjador, caracterizando-se como sobrenome derivado de profissão, atividade exercida. Um patriarca do séc. XII-XIII, cognominado Forgiarino, por exercer esta profissão, ao transmitir seu cognome aos filhos, deu origem à "Casata del Forgiarino" (família ou estirpe), dita depois, "Casata dei Forgiarini", expressão que, reduzida, resultou no sobrenome atual.

No decorrer dos tempos houveram muitos erros de grafia nos registros de nascimento, por isso este sobrenome aparece escrito de diversas formas: Forghiarini, Forgearini, Fogliarini, Folgearini, Fulgerini, Forjarine, entre outros.

Os Forgiarini no Brasil

A história conhecida dos Forgiarini que vieram para o Brasil começa ao norte da Itália, mais precisamente na cidade de Gemona del Friuli, província de Udine, região italiana do Friuli Venezia-Giulia. Até agora, não há informações de algum ramo da família Forgiarini que tenha se estabelecido no Brasil que não seja oriundo desta cidade.

Pietro e Catherina viajaram para o Brasil em 1883 com os filhos: Giovani, Nicola, Pietro, Giuseppe e Luigi. Chegaram ao Rio de Janeiro em 12/01/1883 e seguiram para o Porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul. Do Porto de Rio Grande, seguiram para a região de Santa Maria, em carroças junto com outros colonos e se alojaram no "Barracao", próximo ao local onde foi construído o Monumento ao Imigrante alusivo ao Centenário da Imigração Italiana no Rio Grande do Sul, na estrada de Santa Maria para Silveira Martins. Em seguida, se estabeleceram no lote de número 101 da Linha Seis Sul e lotes da sede 79 e 80, situados na Colônia Imperial de
Silveira Martins, RS.

Em dezembro de 1890, Pietro Forgiarini recebeu o Título de Propriedade do lote 101 concedido pelo Governo da República, o qual tinha a área de 1440 metros quadrados. e custou a razão de 0,6 do real o metro quadrado. O pagamento total foi de oitenta e seis mil e quatrocentos réis.

Os descendentes da família Forgiarini eram conhecidos como "Paschin" em toda a região da Colônia Italiana de silveira Martins e Vale Vêneto, devido ao temperamento forte, valente e muito brigão. Este apelido de "Paschin" os Forgiarini já traziam da Itália.

Hoje, os descendentes de Pietro Forgiairini encontram-se estabelecidos no Bairro Dores e no 9 Distrito Municipal de Santa Flora, e espalhados pelo estado em Caçapava do Sul, Cachoeira do Sul, Porto Alegre, Lavras do Sul, entre outras localidades.

Outros ramos conhecidos da família Forgiarini:

FRANCESCO PIETRO DOMENICO FORGIARINI: Veio com 30 anos para o Brasil em 1870 com sua esposa Judith Londero estabelecendo-se no Rio Caeté, Urussunga, SC;

FRANCESCO FORGIARINI: Casou-se com Maria Gubiane e veio para o Brasil estabelecendo-se em São Paulo, para posteriormente estabelecerem-se em Ivorá, RS.

GIUSEPPE FORGIARINI: Casou-se com Rosa Capris. Veio para o Brasil em 1888, e estabeleceram -se em Vale Vêneto, RS.

LEONARDO FORGIARINI: Casou-se em 1880 com Margherita. Chegou ao Brasil em 25/03/1886.Este ramo estabeleceu-se no núcleo Norte em Ivorá, RS. Em 1896, foram para Arroio Grande, Santa Maria, RS.

LUIGI FORGIARINI: Casou-se em 07/01/1888 com Anna Goi. Estabeleceram-se no lote número 59 na Colônia de Silveira Martins, RS.

BIAGIO FORGIARINI: Casou-se com Emilia Gremese e veio para o Brasil em 1909 estabelecendo-se em São Paulo. Sabe-se que este ramo teve uma passagem pela província de Santa Fé, na Argentina, Antes de estabelecer-se em terras brasileiras.

 
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