Our Dirty Little Secret


Our Dirty Little Secret
hope that you can keep it;

-Pra você, – A pequena entregou uma cartinha dobrada tortamente, e com um coração desenhado. abriu a carta, leu oque ali estava escrito, e sorriu.

’’ eu ti amo muito tomara que vose me ame tan bem. Beijos ’’, era oque tinha na carta, escrita nas letras tortas, dignas de uma criança de 6 anos. olhava par cima, encarando , com as bochechinhas coradas, e as mãos atrás das costas.
-Obrigada , ficou linda ! Preciso entrar agora ok pequena? – disse, e beijou a bochecha fofinha dela, e sorriu, antes de virar-se e entrar no elevador.
(...)
-Bom dia namorado!! – largou as bonecas com que brincava no chão, e correu para abraçar , que saia do elevador.
-Bom dia ! Tudo bem ? – Ele perguntou, sorrindo simpaticamente.
-Tudo! E você? – Ela perguntou animada. Ele sorriu, e respondeu que sim.
-Tenho que ir pro futebol, até mais – Ele disse, e ela abraçou a cintura dele, por não ter altura suficiente para alcançá-lo.

tinha acabado de chegar da escola.Com a mochila nas costas, e cara de tédio, entrou no prédio e esperava (im)pacientemente pelo elevador. Chegou, e ela entrou. E dentro, estava..
- ! Oi ! – Ela disse sorrindo.
-E ai ! Quanto tempo. – Ele disse sorrindo. Ela apertou seu andar, e confirmou.
-Irônico não? Moramos no mesmo lugar e quase não nos vemos.. – Ela disse rindo, e ele riu junto.
-É, e agora quando nós nos vemos você não me da mais abraços.. – ele disse, rindo.
-Aff, nem lembre. Eu era ridícula. – disse, envergonhada.
-Não acho.. – disse, sorrindo de lado. – Lembra da vez que eu trouxe a Kate? HHAHA – Ele disse, rindo depois.
-Caraaamba, para de lembrar dessas coisas, meu Deus ! Só passo vergonha – Ela disse, lembrando também. O elevador parou, no andar dela.
-Foi engraçado.. – Ele disse.
-Não, definitivamente não foi ! Mas eim, até mais –Ela disse, saindo do elevador.
-Até. – Ele disse abrindo um largo sorriso.
entrou em casa, jogou a mochila na cama, e seguiu para o banheiro lavar as mãos. Olhou-se no espelho. ‘’Maravilha, encontro meu primeiro amor, e olha meu estado’’. Estava vermelha, pelo calor, com o cabelo arrepiado, e com cara de sono.

Almoçou, e sentou na poltrona de seu quarto. Lembrou da breve conversa que teve a pouco com , no elevador. Lembrou-se também, do incidente que ele lembrou-a.

-Oi namorado. Quem é essa? – cumprimentou , que vinha de mãos dadas com uma menina, em direção ao jardim do prédio.
-Er, oi . Essa é Kate. – Ele disse, envergonhado.
-Oi , tudo bem? – Kate disse, sorrindo.
-Sim. Vem , vem pegar uma flor pra mim – disse puxando pela mão livre, fazendo-o soltar a de Kate.Ela ficou olhando aquilo, com a cara abobada. agora tinha 14 anos, e apenas 6. olhava o canteiro cuidadosamente, escolhendo qual flor pegar.
-Namorado, porque você estava com aquela menina? – perguntou, ajoelhando ao lado de .
-Aquela.. aquela é minha namorada...numero dois ! – Ele disse, sem saber ao certo como dizer. olhava pra ele com a boca aberta.
-Numero dois ? Eu sou a um né? Sou, não sou? – Ela perguntou, olhando pra ele com carinha triste. Ele finalmente escolheu uma flor, arrancou-a e colocou atrás da orelha dela.
-Sim, claro que é ! – Ele disse.
-Tenho que ir . – disse, tristonha, e levantou. Dirigiu-se ao hall do prédio, e ficou olhando na direção do jardim. agora estava abraçado com a tal Kate. Ela pegou a flor do cabelo e segurou-a. Puxou a saia do vestidinho que usava,e enxugou uma pequena lágrima que brotou em seu olho. Entrou no elevador, e subiu pra casa.

-Criança ridícula – murmurou pra si mesma. Tinha 14 anos agora. , 22.(n/a: aprenda a contar com a tia Giu (:) Levantou da poltrona, e ligou o computador.


- Vai rolar mesmo então ? – perguntou. Era quinta feira, faltando um dia para as férias.
-Claro ! Começar as férias em grande estilo ! – disse, guardando o material na mochila.
-Certo. Até. Te vejo amanha – disse, indo embora.
torceu, durante todo o caminho pra casa, pra encontrar no elevador novamente.Coisa que, não aconteceu. Almoçou, fez suas tarefas, e desceu. Precisava reservar a churrasqueira.
-Certo , se você e aquela sua guitarra voltarem a incomodar mais alguém neste prédio, terá de pagar multa ! – ouviu o sindico dizendo a . – Oh, olá !
- Olha, eu não quero interromper nada, eu posso voltar mais tarde... – começou dizendo...
-Não querida, eu e já estávamos terminando – ele disse e fez sinal para que o esperasse. – Diga meu bem. – Ele disse passando a mão pela cabeça de .
-Ah, eu só queria reservar a churrasqueira pra sábado.. – ela disse. O sindico puxou um caderno tabelado, e anotou. – A tarde inteira?
-Sim.. – ela respondeu.
- Certo, anotadinho – Ele disse sorrindo. Ela sorriu em resposta.
-Obrigada ! – Ela respondeu e virou-se para sair. Ainda pode ouvir ele dizer ‘estamos conversados, ?’
Seguiu para o hall, e chamou o elevador.
-Hmm, festa sábado então? – apareceu, com as mãos no bolso, e sorrindo.
-Opa ! – Ela disse e eles riram. – Se quiser, aparece por ai – Ela convidou, sorrindo.
-Bom...sábado vai ter um amigo aqui e...- ele começou constrangido.
-Ah, não importa, pode trazer ele também ! – Ela disse sorrindo. abriu a porta do elevador para que ela entrasse, e ao entrar, apertou seu andar e o dela. sorriu.
-Isso se, vocês não se incomodarem de passar a tarde rodeada de pirralhos... – continuou, sorrindo envergonhada.Ele riu.
- Ah, pare. Você não é pirralha! – disse. Ela fez uma careta irônica. – Pelo menos não age como uma, e sinceramente, eu não diria que você tem quatorze anos... – ele disse.
-Se você diz... – disse, dando de ombros e sorrindo.
-HAHA, é serio ! – Ele disse, e ela estremeceu ao ouvir o nome dela na voz dele. Era bonitinho.
-Bom, até sábado então – Ela disse, abrindo a porta do elevador para sair.
-Ou antes – ele disse, e acenou.

- , interfone ! – A mãe dela chamava.
-Alo?
-- ? É o . – Ela ouviu do outro lado.
-Ah, Oi ! – Ela deu uma olhada pra mãe, que retirou-se.- E ai, fala.
--Nada, só queria saber se você precisa que eu leve alguma coisa pro churrasco de amanhã. – Ele disse, timidamente.
-Só a sua boa vontade. E que bom que você vai ! – disse, animada.
--Mesmo ? Não precisa nada?
-Aham !
--Beleza então.
-Tá. – disse. Encostou-se na parede da cozinha e deslizou até o chão.(n/a: meu interfone é na cozinha, e o seu?) Não sentia vontade de desligar. A voz de era reconfortante.
--Hmm.. – ela ouviu um murmúrio do outro lado da linha. parecia não querer desligar também. – Vai fazer oque hoje, ?
- Morgar,aproveitar o começo das férias. E você? –
-- Jogar X – Box a tarde toda... quer vir...quer vir aqui? – Ele convidou sem jeito. Parecia mais um adolescente da idade de . Afinal, oque um garoto de 22 anos estava pensando ao convidar a ela, para passar a tarde com ele?
-Não sei jogar – admitiu .
--Não tem problema. – Ele disse rindo. Ela riu também.
-Então, talvez eu apareça por ai...mais tarde – ela disse, enigmaticamente, e sorriu sozinha.
-- Então ta. – disse.
-Tenho que desligar. Até
--Até . – Ele disse, e ela desligou. Correu até o quarto e olhou-se no espelho. Não era feia. Não era também, a mais bonita de todas. Pensou noque ele disse. Talvez parecesse mesmo mais velha.O telefone tocava insistentemente, e ela só agora tinha percebido.
-Alô – ela disse, com a voz arrastada.
--Oi ! - Uma voz animada disse do outro lado.
-Oi . E ai ? – disse, parecendo um pouco mais animada.
--ADIVINHA QUEM ACABOU DE CONFIRMAR PRESENÇA PRO NOSSO CHURRASCO ? – berrou do outro lado, animadíssima.
-Quem? – perguntou, alheia, enrolando a ponta do cabelo no dedo.
--O ! PODE SER SUA GRANDE CHANCE! – disse, mais animada ainda.
-É, legal – disse,ainda enrolando o cabelo.
--Nossa, quem morreu guria? Eu achei que você ia pular quando soubesse.
-Soubesse oque? – disse. Não tinha ouvido oque a amiga tinha dito, não mesmo.
--Que o vai.
-Ele vem é? – disse, mais animada.
--VEM ! – disse, voltando ao tom animado.
-Legaaal – disse.
--Ah não me zoa, você não ta pra papo hoje. Amanha é bom você ta bem animadinha. O disse que está ‘ansioso para amanha’. Sugestivo, hun? – disse, riu.
-É, talvez. Tenho que desligar . Até amanha – disse e desligou. Agora que ela voltara a ter contato com , tudo parecia infantil demais, inferior demais. Ele era tão confiante, tão maduro, tão adulto... e as pessoas a volta dela era tão...ao contrario. Nem ligou ao saber que , o menino que ela supostamente morria de amores, ia para o churrasco e tinha segundas intenções para com ela. Não, ela simplesmente não ligava.

- , a ta lá em baixo. Ela sobre ou você desce? – A mãe de colocou a cabeça dentro do quarto.
-To descendo – disse, enfiando o tênis (n/a: mentalize um all star,e se não gosta vá se fo...escolhe outro :D)

- ! Ai, que linda ! – abraçou a amiga ao vê-la.Elas seguiram para a churrasqueira, e começaram a arrumar as coisas. Logo, alguns meninos chegaram, e começaram a preparar a carne. estava sentada em uma mesa, bem a frente a entrada da churrasqueira, onde dava pra ver a saída do hall. Olhava insistentemente, como se esperasse alguém. E de fato, esperava.
-Ei ! – Uma voz chamou-a por trás, e ela olhou esperançosa.
-Hey – Ela disse, meio murcha. Ele beijou a bochecha dela, e sentou ao lado dela.
-Você tava ai olhando pra lá...esperando alguém ? – Ele perguntou sorrindo.
-N-não.. na verdade. – Ela disse tímida. sorriu.
-Que bom. – Ele encostou o corpo pra trás, e esticou as pernas. encarava o rosto dele. Era bonito, isso era. então, começou a contar de seu dia. Tinha andado de skate, e conseguido fazer uma manobra, flip alguma coisa. estava um tanto quanto aérea. Espiava, com o canto do olho, eventualmente, a saída do hall. Nada.

-Então... me disse que você queria muito que eu viesse.. – começou, aproximando-se de . olhava a cena do outro lado da churrasqueira, sorrindo. não tinha certeza se era isso que queria. Havia mentalizado tantas vezes esse momento, e agora, que de fato acontecia, parecia tão normal... tão menos atraente doque em seus pensamentos. Olhou pra saída do hall, e o viu. Parecia miragem. O cabelo desgrenhadamente arrumado, as mãos no bolso, o estilo despojado, a calça dois números maior, e a camisa folgada. Junto, vinha um outro rapaz, com o estilo semelhante ao do primeiro, ambos bonitos, de jeitos diferentes.

Ela fingiu que não viu. Inesperadamente, sentou-se corretamente, e olhava algo parado atrás de .
-Hey – Era . Falando próximo ao ouvido dela, com aquela voz macia e reconfortante, que ela estava acostumando-se. Virou-se para trás, a ponto de vê-lo abaixado, e com o rosto próximo ao dela, sorrindo. Ele levantou, assim como ela, da cadeira em que estava.
-Hey ! – Ela disse, alegre. O outro menino que ela havia visto entrando com , estava agora parado com as mãos nos bolsos, observando-a. curvou-se e beijou a bochecha de .
- , esse é o . , a . – disse apontando para o amigo. sorriu, e foi cumprimentá-lo.
-Oi – Ele disse timidamente. Ela sorriu em resposta. Ouviram um batucar inquieto na mesa. olhou: era .
-Erm, , , esse é o . , meninos. – Ela disse, apontando, assim como havia feito. Eles cumprimentaram- se com apertos de mão.Os meninos sentaram na mesa ocupada por e , que permanecia calado.
- , vou lá...com o resto do pessoal - disse, retirando-se.
- Acho que espantamos ele – disse, dando uma risadinha.
-Capaaz.. – disse rindo.
-Mas tava rolando um clima – disse, serio.
-Não. – disse, do mesmo jeito.
-Tá.. – disse, e começou a brincar com os dedos. riu.
-Hey, vamos lá pra área da piscina. – Ela sugeriu
- Mas ..os seus convidados e... – começou.
-Tem gente lá fora também, e aqui dentro ta fedendo carne.- Ela disse, já se levantando. a seguiu, e eles olharam para .
- , eu não lembro de você ser tão autoritária quando era pequena.. – disse, saindo da churrasqueira, e subindo as escadinhas que levavam para a piscina. Sentaram nas em uma mesa, em baixo do guarda sol.
- As pessoas crescem.. – Ela disse, ele e a olhou. Os olhos semi-fechados, pelo sol, os braços jogados por cima da barriga, e os dedos entrelaçados. Que visão...
-Então, era dela de que você estava falando? – perguntou, olhando incrédulo para .
-Oque você contou? – disse, com os dentes cerrados.
-Nada – falou, rindo. – É, é ela sim, porque? – disse, olhando pra .
-Sei lá, você disse que ela é oito anos mais nova..
-Sim, e daí ?- fez uma cara confusa.
-E daí..só não parece...eu dava uns bons 16 anos pra ela..talvez 17...dependendo da roupa, 18! – disse, olhando-a. ficou constrangida. limitou-se a olhar para ela.
-É, tem razão.. – disse, mordendo o lábio inferior.
-Hahaha, claro. – disse, debochando. O vento soprava levemente.
-Ai. – Ela colocou a mão nos olhos.
-Que foi ? – endireitou-se na cadeira.
-Acho que um cisco caiu. Não sei.. – disse, enfiando o dedo no olho.
-NÃO faz assim! – puxou o dedo dela. – Deixa eu ver – Ele aproximou o rosto do dela, e observou o olho que ela disse que doía. Assoprou de leve. Ela piscou algumas vezes, e sorriu.
-Saiu. – Ele voltou para seu lugar, sorrindo.
-Brigada. – Ela disse,sorrindo pra ele.
- !! – Alguém chamava-a da ponta da escadinha. – A carne...saiu ! – gritava.
-Ah, traz um prato aqui.. – disse, preguiçosamente.
- . – olhou-a com cara de poucos amigos.
-Ah, vá cagar – Ela disse, empurrando a cadeira pra trás e levantando. – Já venho, vou trazer um prato pra nós. - Ela disse, e saiu andando.
- ! – a chamou. Ela virou. Ele fazia um ‘dois’ com os dedos, e sorria marotamente. (n/a:NOOOH, que podre). Ela riu, e foi.

-Merda, esqueci. Querem alguma coisa pra tomar? Coca, suco, água... ? – perguntou assim que trouxe os dois pratos de carne. e entreolharam-se.
-Ah, esqueci, vocês não tomam coisa de criança. Então..oque querem? Cerveja? Smirnoff? Champagne ? Não que tenha aqui mas.. – Ela disse, sorrindo.
-Não ... agente fica bem com coca.. – disse, humildemente. Ela sorriu, e andou até a janela da churrasqueira.Gritou para que alguém trouxesse coca ali pra piscina. Quando voltou a mesa, comia rapidamente um grande pedaço de carne.Ela olhou, espantada.
-Nossa, não sabia que cabia tanta picanha na boca de alguém. – disse, e corou. soltou uma gargalhada alta.
-É que os pais dele são vegetarianos.. – disse.
-Ah sim – disse, rindo.
-Desculpa ...- pediu, envergonhado, após ter engolido a comida.
-HHAHAHA, que isso.. – Ela disse sorrindo, e ele retribuiu.
-Trouxe...a coca – veio com uma garrafa de coca, e alguns copos plásticos.Ele falou mais seriamente, ao perceber que os dois garotos ainda continuavam na companhia de .
-Brigada – disse e mandou um beijo pra ele. Ele saiu, sorrindo de lado.
-É, espantamos ele... – disse.
-De novo. Estou começando a achar que somos feios... – disse, e riu. Serviu coca aos dois, e quando servia para si mesma, uma mão molhada puxou o copo.
-Valeu ! – A pessoa disse, tomou a coca, atirou o copinho longe e pulou na piscina novamente. Logo, varias pessoas que tomavam sol, ou estavam na piscina, vieram, encheram seus copos com coca, e logo, a própria coca e os copos haviam acabado.
-Wow – disse, observando o prato de carne, que agora continha bem menos carne doque antes.
-Tomaram minha coca – dizia, olhando a garrafa vazia.
- Toma estendeu o copo cheio a ela.
-AHA, capaz. Faço você tomar bebida de criança, e ainda tomo a bebida de você.
- , o mundo inteiro toma coca, e você pensa que somos alcoólatras? Só porque somos maiores de idade? Somos crianças, man ! – disse, colocando os pés sobre a mesa.
-IODHSIOD, então ta – disse, fazendo sinalzinho de paz. riu.
-Mas é sério, toma – Ele disse, estendendo novamente o copo a ela.
-Não, sério, pode tomar – Ela disse sem jeito.
- . – Ele disse sério. Ela encarou-o da mesma maneira. – Tá, então também não tomo.
-Não seja criança. – Ela disse,e riu.
-Então ta. Tomamos juntos.
-Feito – Ela disse, e sorriu.
-Feito !

Capítulo 1 – And finally, it started.
-Mas , você tem que ir visitar a sua avó ! - a mãe gritava. (n/a: reprise de uma cena aqui em casa, bgs)
-Ah meu, quer saber? Cansei de você, e das suas ordenszinhas. Não quero, não vou, e pronto. – saiu de casa, batendo a porta. Desceu o elevador, e dirigiu-se a área da piscina.Sentou em uma das cadeiras, e abraçou os joelhos. Encarava a água tranqüila da piscina, com os olhos semicerrados devido ao sol.
-Dia bonito, huh? – Ela ouviu alguém dizer.
- – ela virou para encará-lo.Estava sem camisa, e com um calção levemente úmido, assim como os cabelos.
- Tudo bem ? – Ele perguntou, sentando na mesma mesa que ela.
- Sim. – Ela respondeu.
-Não pareceu, quando você passou irritada por mim.
-Você tava ali ? – Ela perguntou.
-Naquela mesa. – Ele apontou, para uma mesa com uma toalha embolada em cima.
-Nossa..eu..ah, desculpa.
-AHAH, eu to aqui te enchendo o saco, não to? Estamos quites. – Ele riu.
-É, pode ser – ela disse, desanimada.
-Que foi eim ? – Ele virou a cabeça, para encará-la, que mantinha a cabeça deitada sobre os joelhos.
-Nada, não quero ter incomodar com meus problemas.
-Talvez eu queira ser incomodado – ele disse, cruzando as pernas.
-Ai, eu não agüento mais discutir com a minha mãe. Ela não entende que eu quero...passar essas três semanas das férias de verão aqui? - disse, bufando.
-Ela quer viajar?
-Quer me mandar pra minha avó – fez careta. gargalhou.
-Hmm...porque não conversa com ela? De seus motivos! – disse.
-Parece fácil assim.. – disse, olhando pra ele.
-Talvez seja bem mais fácil doque você imagina !
Ela permaneceu séria.
-Ok.. então.. oque você geralmente faz pra se animar?
-Não sei direito.. – disse desdobrando as pernas. – Oque você faz?
-Geralmente..dou um mergulho na piscina...
-Sem chance !
- OU...fico jogando, ou comendo, ou... qualquer coisa diferente doque ficar imaginando mil maneiras de matar minha mãe ou queimar o aeroporto para que eu não possa viajar. – riu. – É sério. Pensar no problema e ficar com raiva não adianta em nada .
-Eu sei – Ela disse, a contragosto.
-Então.. vamo lá em casa ! Agente joga um pouco..ouve umas musicas, entope as artérias de gordura... oque acha? – Ele disse, sorrindo.
-Só se você me ensinar a jogar x – Box.
-Só se você não ligar pra bagunça que eu deixei a casa.
-Fechado – Ela disse.
-Fechado. – Ele disse, estendendo a mão a ela, que apertou.
levantou, andou até a mesa que estava antes, pegou a toalha e foi passando levemente pelos cabelos. ficou observando. Era lindo, era um colírio para os olhos, era...
- ? – Ele chamou.
-Ah, ta, desculpa – Ela disse, e levantou, seguindo-o.

-Como você pode ver, não estou muito habituado a visitas de pessoas...normais.
- não é normal ? – perguntou.
-Não – Ele disse, fazendo uma careta.
-Você...você mora sozinho agora? E seus pais, eles...
-Viajaram.. sabe como é, eu não quis ir junto.
-Pega mal acompanhar os pais depois de velho, entendo.
-Não só isso, haha, preciso estudar.. – olhou pra ele, com cara de deboche – e a maioria das pessoas ficam aqui.
-RÁ, então você me entende ! – Ela disse, rindo.
-É, entendo. , espera só um minutinho eu vou...vou trocar essa roupa molhada e já..
-Imagina, fique a vontade...a casa...bem , a casa é sua !- Ela disse, envergonhada. Ele sumiu no corredor, mas logo voltou
-Esqueci o... ? – Ele olhou pra ela, que estava em pé em frente ao sofá. Ela olhou pra ele. – Senta.
-Ah, ta. – disse aleatória, e sentou. sorriu, e entrou de novo.
olhava em volta, e via nas paredes algumas fotos de quando era criança, um pouco antes de conhecê-lo. Algumas dele maior, jogando futebol, nadando, com uma guitarra...Ela nunca havia ouvido-o tocar. Mas ele tocava. E pelo visto, com freqüência, já que haviam moradores reclamando.. frescura.
-Hey – Ele voltou. Encontrou-a olhando profundamente (n/a: que tosco) a parede de fotos. Direcionou o olhar para a foto que ela encarava em especial, e sorriu – Ah..
-É linda... – Ela disse, aérea.
-Eu também adoro essa foto.. – Ele disse.
-Na verdade eu tava falando da guitarra...mais a foto é linda também ! – Ela sorriu.
-Você toca? – Ele perguntou, sentando no sofá.
-Fala sério... eu não consigo nem no guitar hero ! (n/a: FATO!). riu de leve.
sentou no sofá, ao lado dele.Ele virou o rosto pra ela. O cabelo ainda molhado caia de leve nos olhos, e ele a encarava.
-Pronta pra me humilhar? – Ele perguntou, num tom divertido. riu.
-Até parece...

-EU DISSE ! – disse, rindo, e jogando o controle no sofá.
-Certo...depois de perder umas.. 12 vezes? EU GANHEI ! – Ela disse, levantando os braços chacoalhando as mãos. riu.
-Você não joga mal... – Ele disse. Ela olhou-o, sério.- Pra uma principiante.
-É, pode ser. – puxou o celular do bolso. Meio dia. Duas chamadas não atendidas : Mãe.
-Merda. – Ela disse.
-Que foi ?
-Minha mãe já ta atrás de mim..
-Liga pra ela – sugeriu.
-Não to afim de voltar pra casa... cansei daquela atmosfera repetitiva e rotineira.
-Bom...então fica aqui mais um tempo – disse sorrindo.
-Não quero te incomodar...e não dou mais meia hora pra policiais estarem parados na frente do prédio..to falando, minha mãe é meio surtada. – gargalhou. Ela achava a gargalhada dele adorável (n/a: ok, a mah sabe que a gargalhada dele é bem bizarra. :x)
-Então...tem mais alguém do prédio que você costuma conversar? – Ele perguntou.
-O..o Billy. Mas tem algum tempo que eu não falo com ele.. e eu acho que ele viajou.
-Sua mãe não precisa saber – disse e piscou. achou graça. Era engraçado o jeito dele pensar. Era de maior, mas nem por isso tinha pensamentos de velhos.Ela estava gostando do jeito dele de encarar as coisas....
-Boa idéia. – Ela puxou o celular – Mãe? Oi... não, estou no prédio. Na casa do Billy... é, pois é...não, eu não vou almoçar... a mãe dele...aceitei..tá bom.. não. Não mãe...já disse que NÃO ! – Ela disse e desligou. Bufou.Guardou desajeitadamente o celular no bolso, que ficou meio pendente pra fora.
Olhou para , que a encarava curioso.
-Não da pra ter uma conversa amigável... ela quer que eu volte depois do almoço.. mais...eu não quero.
- você não pode fugir..
-Eu sei. Mais eu posso evitá-la por um tempo, não posso?
-É, acho que pode – riu.- Mas então, oque quer almoçar?
-Não, que isso, eu vou descer e ficar mais um tempo lá em baixo, não se incomode eu..
-Ei, eu preciso comer! Você vai me deixar comendo sozinho ? Isso não seria nada delicado! – ele disse em tom de brincadeira.
-Ai ...
-Por favor ! – Ele pediu. Ela sorriu.
-Ok mas eu nem to com fome e...
-Nem eu. – Ela riu – Mas agente pode tomar...sorvete ! – sugeriu, sorrindo.
-Gostei !

-Tem certeza de que você agüenta tudo isso ? - perguntou olhando o potinho de . Ele enchera de sorvete calda e jujubas.
-Sim – Ele disse sorrindo satisfeito. Foram andando até o caixa.
-Droga. – murmurou baixinho.
-Que foi ? Pegou pouco sorvete? Eu acho que sim eim.. – disse.
-Não. To sem dinheiro – Ela disse constrangida.
-Ah , faça me o favor – disse e foi andando a passos largos até o caixa.
- ... – ela andou até o caixa. Ele já pagava. A mulher deu uma boa encarada neles, e deu um sorriso discreto.
-Quer ir pra casa ou tomar aqui ? – perguntou.
-Acho que já te ocupei demais por hoje, e você deve ter suas próprias coisas pra fazer..
-Se esse for seu melhor argumento, então agente vai ficar aqui – disse, sorrindo e sentando em uma mesinha (n/a: já perceberam que todas as minhas fics tem sorvete? *.*) – E aliás, você teria que me dar o sorvete na boca, no carro.
-Seria o mínimo que eu poderia fazer né.. – Ela disse, sorrindo.
Eles ficaram em silencio um tempo; comendo rapidamente seu enorme sorvete, e brincando com a colher, no sorvete que escorria lentamente pela casquinha.
-Hey – ela chamou e ele olhou – Obrigada ta?
-De nada ...Sempre, SEMPRE que quiser ok ? – Ele disse sério. Ela sorriu e concordou – Ei. Eu disse sempre mesmo ta? – Ele falou.
-Entendiiiiii Sr. – Ela disse brincando. Ele gargalhou.
-JÁ TERMINOU ? – Ela disse, terminando o próprio sorvete.
-Você come devagar... – ele disse batendo a mão sobre a barriga.
-Há-há-há – disse, olhando para com uma cara engraçada.

- 8 disse. Ele encarava o painel de números do elevador, procurando pelo andar dela.
- Isso, 8 !- Ele apertou.
-Brigada.
-Como você acha que vai ser com a sua mãe?
-Estranho.
-Falando sério.
-Um tanto perturbador. Mas vai passar. Sempre passa... – disse, encarando a porta do elevador.
-É... – eles ficaram em silencio, até a porta abrir no andar de .
-Brigada de novo .. – ela disse, saindo. Ele puxou-a, e deu um abraço nela. Passava-lhe confiança, e acima de tudo, conforto. Ela retribuiu o abraço, mas logo separou, antes que a porta fechasse.
fez sinal de telefone com as mãos, e colocou sobre a orelha, piscando em seguida. apenas riu e deu um aceno tímido. Parada em frente a porta de casa, ela respirou fundo. Estava preparada para enfrentar, pela primeira vez, sua mãe.

Capitulo 2 – Who has to know?

-... I STILL PICK MY FRIENDS OVER YOOOOOU ! - ouviu o interfone e parou de cantar. Tocou de novo. Levantou preguiçosamente da cadeira, e atendeu
-Alôôô
--Bom dia !
-Oi – ela disse, delicadamente, e momentaneamente mais feliz.
--Oi! , será que você pode dar uma passadinha aqui ? Tem uma coisa que eu preciso te devolver...
-Devolver? – Ela resmungou – Porque você não vem aqui ? Minha mãe não está, e eu to com preguiça de subir...
--Ah, certo, estou indo então.- Ele desligou, assim como . Ela correu para seu quarto, e colocou no lugar tudo oque estava fora. A campainha tocou.
-Oi ! – Ela atendeu, sorridente. Vestida uma calça jeans preta e uma regata branca básica, um pouco cumprida.
- Licença – ele disse entrando, pelo espaço que ela abrira para ele.
-Vem – ela disse guiando-o para seu quarto (n/a: ai safada. Hihi)
-Ela sentou na cadeira do computador.
-Senta – ela disse descontraída para .
-Ali, ou ali ? – ele apontou para o puff, depois para a cama.
-Como se fizesse diferença... – ela riu, pausando a musica que antes tocava.
-Hm, New Found Glory ? – Ele disse, reconhecendo o som -Sabe qual eu gosto deles?
-Qual?
-Kiss me – disse. (n/a: OUÇAM !)
-Também gosto..
-Hm, temos uma menina com bom gosto aqui ! – disse divertido.
-SOIHDAI, fazer oque. Mas oque você tinha que me devolver?
-Isso ! – Ele puxou o celular dela do bolso.
-Nossa ! Eu não tinha nem percebido – ele riu. – onde estava?
-No sofá lá de casa... ontem a noite estava tocando, eu atendi, desculpe. É que...quando eu vi o nome...não resisti.
-Quem era? – olhou curiosa pra ele.
- – ele disse, e ela gargalhou, sendo acompanhada por ele.
-Oque ele queria? – perguntou.
-Não sei, acho que ele tem medo de mim... mais acho que ele queria te chamar pra sair,a voz dele estava bem animadinha..até..
-Até oque? – disse, ainda corada de quando ele havia mencionado o suposto convite de .
-Até ele saber que era eu ! – disse divertido.
- Como foi isso?
-Assim...

havia acabado de sair do banho, ouviu um barulhinho baixo, porém insistente. Foi seguindo o som, que levou-o ao sofá da sala. Era um celular, mas não o dele. Quem quer que fosse a pessoa que ligava, era insistente. Ele pegou o celular.Leu o nome de quem chamava, e logo descobriu a quem pertencia o celular.
-- ? Oi, sou eu ! – disse, animado.
-hm, Oi.
-- ? Quem é?
- .
--Bom, , onde está a ?
-Hm...está tomando banho.
--Você esta na casa dela? – a voz era espantada.
-Não, ela está na minha.
--Ah..
-Quer deixar um recado ? – perguntava debochado.
-Ahn...não exatamente, só peça pra ela me ligar..depois..
-Desculpe, a não estará disponível depois.
-Ah, certo. Valeu – Desligou. gargalhou. Novatos...

- ! – exclamou, gargalhando. – Não acredito que você disse isso.
-Disse.
-Ele vai achar que eu sou uma puta ! – disse.
-Então ele não te conhece o suficiente.
-Talvez...mas eu quero tirar a má impressão – disse, ligando para ele.
- ?
-- ?
-Sim. Tudo bem ?
--Claro...eu, erm, te liguei ontem.
-Eu sei, a propósito, desculpe, não controla seus instintos cômicos as vezes..
--Espero não ter atrapalhado nada entre vocês – a voz dele era seca.
-De maneira nenhuma.
--Hm, , eu queria saber, se amanha você vai estar disponível..
-Amanha ? Acho que sim – olhou para , que fazia movimentos de ‘não’ com a mão.-Só um segundo. – Ela tampou o celular com a mão.
-Que foi ? – Ela sussurrou.
-Amanha você não está disponível ! – Ele disse.
-Não estou é?
-Não – ele disse firme.
-Hmm...
-Alô, ? Oi...é, então, amanha...amanha não dá.. – Ela disse sem jeito.
--Ah, certo, te ligo amanha a noite então, quem sabe no outro dia.
-É, quem sabe. Tenho que desligar agora. Beijo.- Ela disse e desligou.
-Certo, oque foi isso? – Ela virou para , que estava esparramado em seu puff.
-A confirmação da minha teoria.
-Hã?
-Ele queria te chamar pra sair.
-Não estava falando disso.
-Ah sim...amanha vem aqui. Ele gostou de você. Então, eu pensei, já que você é parceira para tardes vagabundas, nós podíamos jogar um pouco de videogame, comer besteiras e falar mais besteiras ainda. Seria divertido..mais só se você quiser.
-Parece uma boa idéia !
-Além do mais, consegue ser pior doque você no vídeo game, então, é sua chance de ganhar várias vezes !
-Hey ! – Ela jogou uma almofada da cama nele, que agarrou, rindo.
-TRY AGAIN ! – disse,fazendo voz de jogos online.
-Engraçadão..
-Como foi com a sua mãe ontem ?
-Perturbador...mais mesmo assim, melhor doque eu imaginava. Ela agora, quer que eu faça algum tipo de tratamento psiquiátrico, ou acompanhamento psicológico.
-Porque? – perguntou engraçadamente.
-Alguma coisa haver com eu estar ‘Rejeitando aproximação familiar. Isso é sério , todos nós precisamos de família.’ – Ela disse imitando a mãe debochadamente, fazendo gargalhar.
-E ai, vai fazer oque hoje ? – perguntou, aleatória.
-Hm..estudar. – disse. riu – talvez não...hm, não sei. E você ?
-Não sei também. Ta muito quente...talvez eu vá na piscina.
-Sabe doque eu lembrei ? – disse, com ar de riso.
-Tenho até medo de saber.
-Do dia que você se afogou – ignorou o comentário dela.
-AH NÃO. – Ela lembrou. ria – Para de riiiiiiiir – ela deu um tapa na perna dele.
-Vocês tinham acabado de se mudado a pouco tempo,eu nunca tinha visto vocês.., e daí, aquele dia sua mãe te trouxe...você tinha uns... 3 anos ? Era muito avançadinha pra sua idade. Eu tinha uns 11..você estava com umas bóias enormes, e se negava a colocar.Sua mãe tinha esquecido seu protetor solar lá em cima, e subiu rapidinho pra pegar. Você não queria subir. Ela perguntou se eu podia ficar de olho em você. Eu disse que sim.
-Ai meu Deus...
-Então.. – continuou, ignorando-a – você andou de um jeito desajeitado pra borda da piscina, e ficou lá, batendo a mão na água. E ria sozinha. Eu não...não vi oque aconteceu. Só vi você na água, batendo os bracinhos. E eu corri e te coloquei pra fora. Você não tinha se afogado, só caiu. E daí se apaixonou por mim – ele disse, sorrindo. estava envergonhada.
-My Hero ! – disse, juntando as mãos e piscando várias vezes. riu.
-Sua mãe quase teve uma sincope.
-Normal – se espreguiçou na cadeira.
-Mas então..espero que, se você for na piscina eu não precise te salvar de novo.
- Ai , você é tão engraçado..

- Hm, olha quem resolveu aparecer – disse, subindo as escadinhas da área da piscina e encontrando sentada na borda, com as pernas dentro da água. Ela usava um biquíni vermelho..
-AHAH, aposto que você só veio porque sabia que eu viria.
-Talvez – ele disse jogando sua toalha na mesma mesa que ocupava. Passou o pé rapidamente pela piscina.
-Geladaaaassa – ele disse, feliz. riu.
-Vai ficar ai só molhando as pernas ? – Ele disse, e virou-se para tirar a camisa.
-Mas ta friiia..
-Ah ... – Ele disse, olhando-a. Ela entrou devagar na piscina, molhando até metade da barriga.
veio correndo, e jogou-se na piscina, espirrando água fria em .
- ! – Ela gritou. Ele bagunçava o cabelo, respingando mais água pro lado dela.
- , você está numa piscina! Não esperava sair seca né?
-Também não esperava levar um choque térmico. – Ela disse, e ele deu língua pra ela. mergulhou, molhando o cabelo.
-Viu, água fria não machuca – disse rindo.
-Não.. mas mesmo assim, você me deve isso – ela disse, e passou o braço raspando na água, fazendo uma onda ir pra cima de .
-Hey, isso foi covardia – Ele disse, e começou a bater os braços fortemente, fazendo voar água para todo lado.
- ! Para! , para ! – Ela dizia rindo, com o braço na frente do rosto e andando pra trás, a medida que ele ia avançando pra frente.
-Não – Ele disse, batendo os braços mais rápido.
bateu as costas na borda da piscina e logo estava na frente dela, parando aos poucos de bater os braços.
Ela fez menção de mover-se para o lado, mas colocou os braços na borda, prendendo-a.
-Ops. Parece que você não vai a lugar nenhum. – Ele disse, e sorriu.
podia ter mergulhado e fugido dele, mas, o brilho dos olhos dele atraiu a atenção dela. Ela não conseguia desviar o olhar.
-Você me assusta, – ela disse meio desligada.
-Ah é?
Ela apenas balançou a cabeça.
-Preciso fazer você mudar de idéia. – Ele disse. Ela continuava encarando os olhos dele. O rosto molhado, e o cabelo escorrendo, e mesmo assim, ele continuava lindo.
Ele aproximou o rosto do dela.(n/a: dica: ouça Kiss me – new found glory ;D)
-Oh, kiss me, beneath the milky twilight, lead me out on the moonlit floor, lift your open hand- ele cantou baixinho.
-Strike up the band and make the fireflies dance silver moon's sparkling - Ela cantou junto com ele.
-So kiss me – terminou, e sorriu de lado. Sentiu, de repente, os lábios gelados de grudados aos dela, e logo, a língua dele pedindo passagem. Ela entreabriu os lábios, e o beijou. Bagunçava os cabelos já bagunçados e molhados de , e ele a puxava para mais perto. Separaram-se, e ela continuava com as mãos na nuca dele.
- .. – falou baixinho. Ela olhou em volta, nervosamente. – , alguém podia ter visto ! Alguém pode ver ! – Ela disse e soltou rapidamente as mãos dele.
Ele riu.
- , ninguém vai ver – ele disse. Ela estava de costas pra ele, afastando-se um pouco.
-Mas e se... – ela não pode completar a frase. Sentiu o pé ser puxado, e logo estava submersa. Abriu os olhos em baixo d’água e viu desfiguradamente, passando os braços pela cintura dela, e selando os lábios nos dela novamente. (n/a: so cute *.*)
Ele puxou-a para a superfície novamente, e soltou dos lábios dela, estalando ao fazê-lo.
-A água nos esconde – ele riu.
- ... – disse, num gemido engraçado (n/a: aposto que a kreuli vai pensar besteira. E vocês também, suas safadas)
- .. – ele disse da mesma forma que ela, e ela riu.
-Acho que preciso subir.. – ela disse.
-Não... – ele lamentou-se. Ela mordeu o lábio, achando fofo. Ele parecia um garotinho manhoso.
- Sobe comigo ...vai lá em casa, lá eu juro que ninguém vai ver. E afinal, qual é o problema de verem ?
-Minha mãe...
-Outra sincope – ele disse, e ela sorriu, afirmando. – então, sobe lá comigo ?
-Antes eu vou ter que ir em casa, por uma roupa e...
-Isso vai demorar muito tempo ! – Ele disse, apoiando as mãos nas bordas e saindo da piscina.
- Ai , eu vou de biquíni então, que lindo. – ela disse, já fora da piscina.
-Juro que eu não me importo, mas, se você faz tanta questão – ele disse, jogando a camisa dele pra ela.
-Não.
-Porque?
-Ta tão bonitinha, sequinha...
- ! – Ele pegou a camisa das mãos dela, e passou pela cabeça dela. Sem escolha, ela vestiu.
No pequeno caminho até o hall, a surpreendia quando a abraçava por trás, e logo a soltava ao lembrar das câmeras.

- , essa sua cara me assusta ! – disse. estava encostado na porta de seu apartamento, encarando-a com uma cara maliciosa.
- ? – ela chamou de novo, aproximando-se um pouco dele. Ela o encarava, curiosa.
-IÁÁ – disse de repente, agarrando-a pela cintura e jogando-a no sofá. Ela ria, assim como ele.
- , você quase me mata de... – foi interrompida pelos lábios de , que ficaram um tempo só colados. Pouco depois, os dois beijavam-se fervorosamente. a encostou no braço do sofá, ficando entre as pernas dela. Tinha uma mão discretamente por baixo da camisa que ela usava, na barriga dela. passava as mãos nervosamente pelo cabelo e costas de . Ele inclinou-se, com a função de fazê-la deitar, parou.
-Desculpa – pediu, recompondo-se no sofá.
-Nada. – disse sorrindo, e deitou, encostando a cabeça no peito nu de , e passando um braço por trás. Ele sorriu, e ficou fazendo carinho no cabelo molhado dela.
- , tem gelo ? – falou um pouco depois, levantando o rosto e mantendo uma mão no peito dele.
- Pra que? – ele perguntou confuso.
-Tem ou não? – Ela perguntou de novo, sorrindo.
-Tem.
-Pega pra mim ? – Ela pediu, sorrindo que nem criança.
- Tá – ele levantou com uma expressão curiosa. – UM OU DOIS? – Ele gritou da cozinha.
-Um, a não ser que você queira também.
Ele voltou com uma pedra de gelo na mão, e deu pra ela.
-Obrigada. – Ela disse, segurando o gelo e pondo na boca. Sentou com as pernas cruzadas.
- , você ta comendo gelo?
-É. Comendo não, chupando. – Ela disse sorrindo.
-Porque?
-Porque é bom. Você nunca fez isso ?
-Já..
-Então!
-Mais é estranho.
-Não é. – Ela esticou o braço e ficou esfregando o gelo nos lábios fechados dele.
-Abre a boca ! – Ela disse rindo. Ele abriu e deu uma ‘chupada’ no gelo. (n/a: hihi, é tão bom *.* meu teclado ta todo ensopado agora)
-Não é nada estranho – ela puxou o braço, e voltou a chupar o gelo.
Ele riu.
-Você parece uma criança.
-E sou – disse, enfezada.
-Não, não é. – Ele disse olhando bem pra ela. – Não estamos falando sobre idade aqui.
-Ah... – ela disse e parou por um momento. Levava o gelo a boca, quando a cabeçona de ficou na frente. riu
-Hey ! Meu gelo ! – Ela disse olhando pra , que agora tinha o gelo preso entre os dentes.
-Seu gelo é? – Ele falou, segurando o gelo com os dedos. balançou a cabeça.
-Pegue – ele disse enfiando o gelo inteiro na boca.
-Não quero mais. – disse.
-Hmmm, que gelo bom – Ele disse, brincando com a pedra.
virou pro lado e grudou a boca na de . Eles trocaram um beijo técnico (n/a: sem línguas :*), e logo o gelo estava na boca de .
-IÁ – Ela disse, com a boca aberta, exibindo o gelo. Ele esperou até que ela o pegasse com a mão, e a beijou de novo. Ela cedeu, soltando o gelo. Os lábios gelados dos dois, logo ficaram quentes novamente.
parou de beijá-la.
-Que horas sua mãe chega?
-As 7 – disse.
só a olhou com uma cara maliciosa, e veio pra perto dela novamente. Essa situação toda estava sendo um tanto quanto divertida.

Capitulo 3 – Wanna Make You Smile
- , interfone.É o Billy – A mãe de chamou- que camisa é aquela? – ela apontou para a camisa de , em cima da cama arrumada de .
- Ah...é do Ben.. eu peguei ontem porque estava com saudades.
- , você sabe como seu irmão fica furioso quando você meche nas coisas dele. Agora vá lá atender.
foi até o interfone.
- Alo.
--Oi – ela ouviu a voz de .
-Ah, oi...Billy.
-- SIUHDIUA, , já chegou. Você vem ?
-Aham, to indo. – disse e desligou. era mesmo uma figura.

No elevador, foi pensando noque tinha acontecido ontem, e se foi uma experiência única. Não sabia como agiria na frente de , mas só estar no mesmo ambiente que ele, a deixava feliz.
Ela tocou a campainha e ele abriu, lindo como sempre. A camiseta vermelha realçava o brilho de seus olhos, e sorriu bestamente.
-Oi – ela disse.
não respondeu. Apenas estalou os lábios nos dela,fazendo-a quase suspirar de alivio. não percebeu que quando virou as costas o sorriso de havia duplicado.
-Oi ! – Ela cumprimentou, animada, jogando-se no sofá ao lado dele.
-Oi ! – ele beijou a bochecha dela.
-Oque vocês estavam fazendo ? – perguntou. saia da cozinha com um copo na mão.
- estava me mostrando uma...
-Coisa bem legal que eu aprendi a fazer no vídeo- game – cortou , que riu. olhou desconfiada.
-Hm... – Ela disse. entregou o copo a ela.
-Obrigada. – tomou. Era coca.
- Então, oque querem fazer ? – perguntou, sentando na poltrona ao lado do sofá, ocupado por e .
-Comer – disse preguiçosamente.
-Não sei – disse, encostando no sofá.
-Eu quero ir no parque – disse.
-Por mim.. – disse, no mesmo tom preguiçoso.
-Ótima idéia ! – disse animada, e sorriu.
-Levante .
-Não consigo... me ajude ! – Ele disse fazendo voz de sofredor e esticando os braços.
-Pff – fez, rindo.
- ? – perguntou, mantendo a cara de sofredor.
-Morra – disse. levantou.
-Me aguardem – ele disse, em tom de ameaça.
No elevador, apertou seu andar.
-Encontro vocês na garagem. É rapidinho, juro.
O elevador parou e ela desceu.
-Seu bundão, você ia contar das musicas – deu um pedala em .
-E daí?
-Sei lá.
-As musicas são boas,e só umas duas falam dela, qual o problema?
-Não sei, eu não quero mostrar...não ainda ! – disse. Os dois desceram na garagem e foram até o carro do pai de .
-Ei, ei, a vai na frente ! – disse, quando abriu a porta do carona.
mostrou o dedo pra ele, que riu. ligou o rádio.
A porta de trás abriu, e eles viram entrando.
- ! – chamou e bateu no banco ao seu lado.
- vai sozinho atrás?
-Sim. – disse. riu, sentou ao lado dele.
-Oque você foi fazer ? – perguntou, apoiando um braço no banco de e o outro no dela. Como crianças fazem.
-Primeiro, tirei o telefone da tomada. Se minha mãe ligar e não conseguir falar eu digo que não tenho culpa porque não sou que faço faxina.
riu.
-E depois, peguei minha bolsa e tals.
-Hm.- saiu da garagem e o sol atingiu os olhos deles. abaixou os óculos da cabeça.
-Pega meus óculos no porta luvas, ? – pediu. Ela entregou a ele.
-Falar nisso, , feche os olhos. – disse enfiando a mão na bolsa, e puxando um vidro de protetor solar.
-Pra que? – Ele disse fechando. Ela colocou protetor nas mãos, e começou a espalhar pelo rosto dele.
-Que isso ? – Ele perguntou.
-Protetor. Vocês dois são MUITO brancos. – Ela disse, ainda espalhando no rosto de .
- fique paradinho – Ela disse.
- hsoidhsa, sai dessa – ele riu.
- você vai se queimarrrr – disse.
-Não vou.
-Vai sim .
- , você ta fazendo que nem a minha mãe !
- Eu to cuidando de vocês. Anda , senão só vai ficar cheiroso!
-Cheiroso ?
-Sim. Eu gosto do cheiro ta.
-Depois você passa – Ele sorriu.Batucava no volante, no ritmo na musica. estava virada pra trás, conversando com o solitário . (n/a: euri)

-Posso passar agora? – perguntou, com o vidro de protetor solar na mão.
- ..não precisa. – disse, saindo do carro.
- Agente vai ficar andando ? – perguntou.
-A principio... – murmurou, olhando em volta.
-Ok, vamos procurar um carro de pipoca então – saiu andando.
e ficaram olhando. tomando iniciativa para andar? Vai chover.
Seguiram o mesmo caminho que , que estava um pouco a frente deles, coisa que não durou muito. sentou.
- , levanta daí! - disse, quando eles o alcançaram.
-Não...podem seguir sem mim.
-Depois agente te matricula num curso de teatro e você pode fazer vários dramas, mas vamos – disse, e riu.
-Ah ...
-Vai ! Agente compra pipoca, eu prometo. – disse.
-Tá. – levantou. – Mas agente pode parar pra sentar?
-Daqui uns 300 metros sim. – disse.

-Sentar, finalmente !
-Cara, agente não andou nada! NADA ! – disse, sentando também. sentou ao lado dela.
- Mas eu estou cansado – disse.
-Ei – falou para . Ele a olhou. – Que foi ? você ta muito quieto...aconteceu alguma coisa?
-Não – disse.
-Tem certeza?
-Hm..sim.
-Fala !
-Você não ta me dando atenção... – ele disse, olhando pra ela.
-É por isso ?
-Sim.
-Não acredito.
-É verdade.
-Own, que lindo – ela disse. Ele a olhou com cara feia. Ela passou os braços ao redor do pescoço dele – Desculpa ta?
-Tá – ele deu um beijo estalado nos lábios dela.
Ela sorriu, e manteve os lábios encostados nos dele. aprofundou o beijo.
-Posso passar protetor agora? – perguntou e fez careta – É sério . – Ela disse, fazendo cara triste.
-Você vai ficar feliz com isso? – ele perguntou, e ela assentiu fervorosamente com a cabeça, sorrindo. segurou o queixo dela, e beijou de leve os lábios dela.
-Então pode. – disse, sorrindo.
-Estou cansado de ficar sentado. – disse, tempo depois, interrompendo o silencio.
olhou-o com uma cara nada amigável.
-Vamos então – disse levantando. levantou animado, e estendeu os dois braços para que e enganchassem. Eles o olharam estranhamente, e ele abaixou os braços.

- PIPOCA ! – apontou pro carrinho, animado.
-Acho sei oque podemos fazer – disse, olhando para o lago que cercava o parque.
-Oque ? – perguntou sorrindo.
apontou para uma placa, e ao lado, vários cisnes gigantes acorrentados. leu a placa. ‘’PEDALINHO’’; ela sorriu.
-Boa idéia ! – Ela disse. Eles foram chamar , que comprava sua pipoca

-Porque eu tenho que ir atrás? – reclamou.
-Porque sim. , não se importa de pedalar? - perguntou.
- Não – ela respondeu sorrindo, sentando ao lado de .
Pedalaram até a meio do lago. Conversavam, riam, jogava pipoca pros peixes...
-Cansou ? – perguntou, parando de pedalar exatamente no meio do lago.
-Precisa de muito mais doque isso pra me cansar – disse, rindo.
-Hmmmmmmmmm- e disseram maliciosamente e corou.
-Ah, parem – disse encolhida, com vergonha.
-Ahh, não fique assim – disse, segurando o rosto dela com as duas mãos.
manteve a cara triste. olhava. roçou o nariz no dela, e a beijou.
-Você me faz bem – ele disse, com a testa encostada na dela, e a ponta dos narizes se tocando.
- É mesmo ? – Ela perguntou sorrindo. Ele mordeu o lábio e confirmou. ficou encarado os olhos dele por um tempo.
-Você também – ela disse, por fim. ainda tinha as mãos no rosto dela, e olhava fundo em seus olhos.
-Ah parem com isso, estou comendo – disse, abraçado a seu saco de pipoca.
-Cale a boca e coma – disse, dando outro beijo em , dessa vez mais longo. Os dois ignoravam as reclamações quase constantes de .
- , deixa eu ver sua bolsa – pediu. Eles ainda estavam no pedalinho, um pouco mais afastados do meio.
- , nunca te disseram que é deselegante mexer na bolsa de uma mulher? – disse e riu.
-Sim, mas...
-Ah, vai, pega ai. – Ela disse passando a bolsa a ele.
-Uh, uma câmera – ele disse, tirando de dentro da bolsa.
-NÃÃÃÃÃO – esticou-se para trás, na tentativa de tirar a câmera da mão dele.
-Porque não ?
-Tem fotos ridículas – disse, tentando pegar.
-Ah, deixa eu ver também – disse, virando para trás.Ele pegou a câmera da mão de e a ligou.
-Sorria – Ele disse, e apertou o botão. virou a cara bem na hora.
-Paaaare .
-Não.
-Sim – ela disse com as mãos no rosto. Ele continuava batendo fotos dela, que mostrava a língua.
-É sério .
-Ai, chato. – Ela virou de costas. Ele continuou com a câmera nas mãos.
-Ok, ok, vou parar. . ? Vira pra cá. – Ele disse. , achando que havia guardado a câmera, virou e ele tirou a foto.
- ! Você dissssse.
-Desculpa...mas agora, da um sorriso?
-Não.
-Por favor?
-Porque?
-Porque eu adoro seu sorriso.
- Só se você tirar a foto comigo.- Ela disse e ele fez careta.
-Tá. – Ele disse, passando a câmera para . Ele a abraçou. Ela tinha uma das mãos apoiadas no peito dele, e sorria abertamente, assim como ele.
-Um, dois, e...Pronto ! – disse, passando a câmera para .
-Minha vez – Ela disse, batendo inúmeras fotos de , antes mesmo dele conseguir esconder o rosto.
-Paaara .
-Não.
-Se você deixar eu tirar uma foto sua sorrindo, eu deixo você tirar uma minha – ele disse, com as mãos no rosto. Ela pensou, e depois concordou. Passou a câmera pra ele.
-Agora sorri.
-Ai.. – Ela disse, corando.
-Seu sorriso é lindo. – disse.
-Mais assim eu não consigo sorrir.
-Então olha pro – Ele disse, apontando pro amigo, que girava o dedo na água, com cara de entediado ao extremo.Ela não pode evitar o riso, e sorriu. bateu a foto.
- – Ele disse, sério. Muito sério – você vai me mandar essa foto.
-Ah não vem com essa e...
-Isso foi uma afirmação.
-Tá, que seja. Agora deixa eu tirar a sua – Ela disse.
-Espera – Ele disse, surpreendendo-a com um beijo na bochecha, e tirando uma foto de cima deles.
-Super espontânea – Ele olhava a foto. Ele saíra de olhos fechados, e ela olhando com os olhos estreitos para ele, e sorria de lado. Linda foto, muito linda.
- Jonas, me dá essa câmera agora – disse. Com a câmera em mãos, ela aguardava um sorriso de .
- , eu nunca vou conseguir sorrir com você me olhando com essa cara.
-Oque você quer que eu faça? Olhe pro ! – Ela disse. continuava brincando com a água.
-Já não tem efeito. Sorria que eu sorrio junto.
sorriu. Não o seu melhor sorriso, mas mesmo assim sorriu. riu, pela má vontade da garota, e tirou a foto.
-Liiiiiiiiindo ! – Ela disse, besta.
-Ok crianças, dêem o brinquedinho para o tio – disse, pedindo a câmera. entregou pra ele. Ela e voltaram a pedalar. recostou a cabeça sobre o ombro de . O sol começava a se por. tirava, silenciosamente, fotos dos dois. No momento em que virou-se para dar um selinho em , tinha a câmera perfeitamente posicionada para a foto. A luz, o fundo, a pose espontânea,o sentimento, tudo fez parte da perfeição inexplicável daquela foto.

Capitulo 4 – I, I’m really falling for you.
Quarta feira, tinha ido ao shopping com e . O menino tentou de tudo, porém, não conseguiu o que queria. Ele era simplesmente muito inferior. Não que achasse que era superior que alguém, mas ele era inferior a , e a tudo que ele estava fazendo sentir.
Era cedo ainda, por volta das 17. Ela chegou em casa e jogou a bolsa e o casaco em cima da cama. Ligou o computador, começou a ouvir musica. Good Charlotte (n/a: I JUST WANNA LIVE, tudo culpa sua marinão)
-Eu não acredito que você ainda ouve essa coisa, – Uma pessoa parada de braços cruzados na porta dela, disse.
-BEEEEEEEN ! – correu para abraçar o irmão – Nossa, você cresceu !
-Você também tampinha! – Ele disse, abraçando-a. Eles se soltaram, e sentaram na cama de , um de frente para o outro, de pernas cruzadas.
-E ai, oque você ta fazendo por aqui ? – disse. Ela segurava a mão o do irmão.
-Vim passar um tempo, mudar de ares – Ben disse. o olhou com uma cara que só ele conhecia – Ok, eu recebi um convite a me retirar da facul.– ele disse.
-CARALHO! – disse, surpresa, levando as mãos a boca. – Oque você fez?
-Ai, eu já estava de saco cheio. Toda aquela gente feia, e brega. E eu reprovei em calculo, e mais umas outras coisas.Eu sempre disse que exatas não era minha área. Então um dia o reitor me chamou, disse que se eu continuasse com essa falta de interesse, seria melhor eu me retirar. Sabe oque eu disse? Que achava melhor mesmo. E DAÍ SAI.– Ben disse.
-Benjamin! Não creio que você fez isso – disse rindo – Meu ídolo – Ela disse, fazendo a metade de um coração com mão, e Ben completou.
-E agora? Mamãe e Papai já sabem?
-Sim, infelizmente.
-E você vai fazer agora? Trabalhar como atendente de loja ?
-Não. Vou esperar para tentar entrar em alguma facul por aqui.
-Faculdade de que? – disse, irritada com o jeito dele falar ‘facul’
Ben deu um sorriso malicioso.
-Moda – ele respondeu. gargalhou.
-Então, se assumiu? – ela sussurrou.
-Ta loca? Ainda não. Eu queria alguma coisa a ver com produção de eventos, e daí eu podia fazer de moda, mas não sei – Ben disse. sabia de seu segredo faziam dois anos, quando Ben começou a ter as primeiras duvidas. Eles sempre contaram um com o outro pra absolutamente tudo. (n/a: ok, realizando dois sonhos meus, um irmão mais velho e um amigo gay, HIHIHI)
- Senti sua falta Benny – disse, abraçando-o.
-Estou de volta agora. – ele disse. O interfone tocou , e disparou para a cozinha, deixando Ben assustado.
-Alô – disse animada.
--É entrega de água, pode subir? – Uma voz fanha do outro lado disse, e ela murchou.
-Pode ¬¬
--Ei, você não achou que fosse a água mesmo né? – Ela reconheceu a voz de .
- Achei – ela riu.
--Boba. Oque vai fazer agora?
-Nada, eu acho.
--Pode vir me ver? – Ele pediu de um jeito meigo. Os joelhos dela fraquejaram.Pensou por um momento. Seu irmao tinha chego a pouco, e ela estava morta de saudades dele..mas se bem que...
-Claro !
--To esperando – ele disse e desligou.
Ela voltou saltitante para o quarto.
-Beeeeeeen, como eu sei que você dorme tarde pra cacete, não vou ficar com peso na consciência de te deixar aqui.
-Onde você vai ?
-Depois te conto tu-do – Ela disse piscando, e mandando um beijo. Ben olhava pra ela, boquiaberto.
-SAFADA ! – Ele gritou, e gargalhou.

- Oi – disse, abrindo a porta antes mesmo que tocasse a campainha.
-Oi – ela disse, sorrindo. Eles ficaram cerca de meio minuto se encarando – Não vai me convidar para entrar?
-Ah, claro – disse constrangido, dando espaço pra ela entrar.
Ele sentou no sofá, e ela ao lado dele.Ele batucava as mãos nas pernas.
- – ela chamou, ele olhou – Tudo bem?
-Ah, tudo, e você ?
-Sim mas...tudo bem mesmo?
-Claro.
-Você ta estranho..
-Ah.. – Ele disse. Ficaram em silencio de novo – Como foi...a saída hoje? – Ele perguntou, tentando aparentar indiferença.
-Foi...um saco – começou animada e terminou com voz de tédio. Ele olhou interessado.
-Porque o é um mala, um criança, um...ai, não sei, mas foi uma bosta, eu não me diverti – Ela disse, e viu segurar um sorriso.
-Que mal – Ele disse, fingindo uma cara desanimada.
-HAHA, como se você realmente achasse isso – ela disse rindo, e ele riu – E como foi a sua tarde?
-Lerda, chata, parada, tosca, inútil, ridi...
-Já entendi – cortou, rindo.Eles ficaram outro momento em silencio.
olhava pra , ela não estava olhando. olhava pra , ele olhava pra frente. Quando os olhares finalmente se encontraram, avançou com a mão para a nuca dela e grudou os lábios. Ele rapidamente intensificou o beijo, puxando urgentemente para mais perto dele.

-Uou - disse, quando pararam.
apenas sorriu.Estava sentada no colo dele, com uma perna de cada lado, e o joelhos apoiados no sofá. Ela tinha os braços em volta do pescoço de , e passava as mãos devagar no cabelo dele, enquanto o olhava.
-Você não ficou com ele hoje né ? – perguntou.
-Claro que não ! Você não ouviu tudo oque eu disse dele antes?
-Ouvi – ele disse, e sorriu de lado.
-Adoro esse seu sorrisinho. – Ela disse, sorrindo. Ele mordeu o lábio, envergonhado. Deu um beijo rápido e estalado nela.Passou os braços em volta da cintura dela.
-Sabe.. – disse, encostando a testa na dela – Você me faz bem, .
-Co..
-Digo .. – ele interrompeu a tentativa de fala dela. – Você realmente me faz bem. Eu to feliz com você ! Você não tem..não tem vergonha de agir como normalmente age, ou falar como geralmente fala..você é você o tempo inteiro, ao contrario das meninas fúteis que eu tenho me acostumado a conviver.- Ele disse, e ela sorriu, corada.
-Você também me faz bem. É sério. Você enxerga as coisas com uma maturidade que eu ainda não tenho, mais ao mesmo tempo você tem pensamentos parecidos com os meus, eu não sei explicar, eu sei que...eu gosto de ficar com você, de estar com você.
-Eu acho que me apaixonei. – disse, sério.
olhava pra ele, com os olhos brilhando levemente. Não sabia oque responder.
-Isso é bom.
-Aham - Ela concordou, segurando seu rosto e dando outro beijo longo nele. O celular no bolso dela começou a vibrar, tempo depois.
-Espera um pouco – Ela pediu a – Alô ?
- , venha pra casa agora!
-Oque foi Ben?
-Mamãe chegou, esta te procurando,eu disse que você foi comprar alguma coisa pra mim, então volte logo de onde quer que você esteja. E me traga um doce ! – Ben disse e desligou. riu.
-Oque foi ?
-Ben me salvando! – disse.
-Ben? – perguntou confuso. – Seu irmão ?
-É. – Ela disse, saindo do colo dele.
-Ela não tava fazendo faculdade não sei onde?
-Sim. Mas ele voltou. – disse – Merda.
-Oque?
-Ele mandou eu levar um doce pra ele. Porque ele disse que eu fui comprar.
-Ahn...acho que eu tenho uma barra de chocolate em algum lugar, espera.
esperou, e logo voltou com a barra em mãos. Ela o abraçou.
-Obrigada, te devo essa – ela disse, saindo. Ele a puxou pelo braço, e a beijou.
-Não deve mais – Ele a soltou, e ela foi.

-E então é isso, basicamente. E agora, ele me disse aquilo – disse, depois de contar a historia toda a Ben, que ouvia tudo atentamente, comendo o chocolate que ela trouxera.Ele fechou os olhos, assimilando as informações.
-Então, você está se pegando com um cara mais velho, e ele disse que esta apaixonado por você, e você me conta isso AGORA ?
-Qual é, ele não é mais velho. Não pra você...você é só um ano mais velho que ele.
-Eu sei. Mas então, o ta gato? A ultima vez que eu o vi...eu não lembro como ele estava mas...faz tempo.
-Aiii, ele ta simplesmente lindo ! Espera, tenho uma foto aqui – Ela disse revirando a bolsa atrás da câmera. Procurando pela foto que ela tinha tirado dele sorrindo, ela encontrou outra coisa.
-Epa.
-Oque? – Ben se esticou para ver.
-Daonde saíram essas fotos? – disse, vendo as fotos dela abraçada em , deles se beijando...- – ela soltou. – Só pode ter sido ele – ela disse, e riu.
-ME DEIXA VER ISSO – Ben disse, passando as fotos.Ele sorria a cada uma delas. –Meu Deus ! Vai ser rabuda assim lá na pu...
-Ei ! – jogou uma almofada nele.
-Super mara ! – Ele, mostrando a foto de sorrindo. Passou a foto dela mesma sorrindo, e a foto ‘surpresa’ que tirou.
-Vocês tem química. – Ele disse, mostrando a foto pra ela. Ela olhou, mordendo o lábio.
-É – ela disse, olhando a foto. Os olhos brilhando levemente.
-Aaaaah que linda a minha pequena apaixonada ! – Ben disse, abraçando a irmã, que riu e retribuiu o abraço.
-É bom ter você de volta Benny !

Capitulo 5 – We’re better off when parents aren’t around
-ok, então, lembrem-se, nós queremos uma casa inteira quando voltarmos ok ? – O pai deles falava.
-Tchau meus queridos – A mãe disse, abraçando primeiro , depois Ben, e sussurrou no ouvido deste ‘cuide bem da sua irmã’.
-E Ben, faça-me um favor, eu prometi fazer compras com a então...por favor, não estoure o limite como da ultima vez – a mãe disse, passando um cartão de crédito a Ben, que sorria.
E finalmente saíram. Os pais de decidiram que, mesmo que ela não quisesse ir, ainda fariam uma visita a avó dela, e agora com a volta de Ben, nada os impedia.
-E então, qual vai ser a primeira coisa divertida que você quer fazer agora que estamos livres?
-Diversão? Como você pode pensar nisso Benjamin? Eu vou estudar! Adiantar a matéria para a volta das férias. Se você não quer um futuro, com licença, eu quero.
- ? Você não está falando sério está?
-Não – ela gargalhou. Ben riu, aliviado.
-E então, oque me diz?
-Eu digo...

-COOMPRAAAAAAS ! – disse saindo do carro do pai, que Ben dirigia.Ele bateu palminhas.
Pouco tempo depois, Ben já estava atolado com sacolas. Ele e estavam se divertido.
- vem aqui ! – Ele disse puxando-a para ver uma vitrine pela qual eles haviam passado.
-Oque?
-Olhe esse vestido ! É muito glamouroso! – Ele disse, animado.
-É, talvez – disse, preparando-se para voltar a andar.
-Você vai experimentar ! – Ele disse.
-Não, eu não.
- , cresça. Vamos, vai ficar linda ! Vai realçar seu tom de pele e tudo o mais.
-Benny eu não gosto realmente de vestidos...
-Vamos , não vai doer.
-Você não vai parar até eu concordar, certo?
-Não – ele sorriu satisfeito e a puxou para o interior da loja.

-Sai logo, eu quero ver!
-Você disse pra eu provar e pronto. Provei, e pronto !
-Você não vai ao menos me deixar ver?
-Nop – ela disse, estalando a língua no ‘P’
-Poxa...não sabia que você estava tão baranga assim !
-Ei ! – Ela disse abrindo a cortina do provador – Quem você está chamando de baranga? – Ela pois os braços na cintura.
-Ai como você está liiiiinda ! – Ele disse.
-Não estou – Ela disse se enrolando na cortina.
-Para com isso ! Vamos levar, você está...
-Com licença, mas homens não são permitidos aqui.- Uma das atendentes da loja chamou a atenção de Ben (n/a: juro que o Word me estressa trocando toda santa vez o N por M. fuckit_|_)
-Ele está me acompanhando – disse.
-Mesmo assim moça, desculpe.
-Nós já estamos terminando aqui, eu só estou terminando de convencê-la a levar – Ben disse.
-Sinto muito, são...
-Olhe moça, já estava bem difícil aqui antes, por favor, não piore, certo? , você está MA-RA, vamos levar – Ben disse, batendo o pé no chão.
-Realmente, o vestido ficou bem em você – A atendente avaliou – e realçou seu tom de pele – Ela disse, e Ben prendeu o riso.
-Obrigada ! – disse meiga, e virou-se para o irmão – E você não fale nada ! Me espera la fora.- Ela disse e entrou no provador.

-Eu não creio, só você pra me fazer levar um vestido.
-Só porque combina com a sapatilha que você comprou. E você estava linda mesmo – Ele disse.
-Hahahaha – disse sarcástica – Acho que cansei por hoje.
-Meu braços concordam – Ben disse, esticando as mãos cheias de sacolas de compra. riu.
- Vamos pra casa então – Ben disse, e esbarrou em alguém – Desculpe.
-Ben? Benjamin? Meu Deus ! – o menino que Ben tinha esbarrado exclamou.
-CARAMBA JAKE ! – Ben disse, surpreso. Eles se cumprimentaram com a mão.
-Oque faz por aqui? Achei que tinha ido de vez – o tal Jake disse cruzando os braços.
-Hm...problemas – Ben disse simplesmente. – Ah, essa é minha irmã – Ele disse, apontando.
-Oooi – Jake cumprimentou com um beijo na bochecha – Mas então, super coincidência! Nós marcamos pra hoje mesmo uma super festa, só com a galera que estudou com agente e etc, ta afim de ir? Reencontrar todo mundo...
-Claro claro ! Faz assim, anote meu telefone depois você me liga, e passa tudo certinho, que nós já estávamos de saída – Ben disse, e Jake passou o celular pra ele. Depois de gravar seu numero, eles se despediram e foram embora.
-Mal chega e já arranja programa – disse, rindo.
- Pois é, mas acho que não vou.
-Ué, porque? – disse pondo o cinto de segurança.
-Você vai ficar com quem?
-Benjamin não seja ridículo, não deixe de ir por minha causa, eu me arranjo, sério.
-Mas ..
-É sério Benny, pare de ser chato e vá se divertir!
-Obrigada – Ele deu um beijo na testa de , e dirigiu para casa.

-Você tem certeza de que ta tudo bem?- Ben disse pela milésima vez antes de sair. A campainha tocou.
-Agora mais doque nunca. – Ela disse,saindo do quarto dele e indo abrir a porta- Oi , obrigada por vir ! – Ela disse sorrindo.Ele deu um selinho nela, e entrou.
-Por nada.
- , você tem o meu...Oi – Ben disse, entrando na sala.
-Oi – ele disse, com as mãos no bolso, meio sem jeito.
- , você tem meu celular certo? Se cuidem, e , por favor, eu quero minha irmã de volta do jeito que eu a deixei, certo?
-Vou tentar – disse, rindo. Ben deu um tchau rápido a todos, e saiu.
sentou no sofá e bufou.
-Pode ir, se quiser. Eu nem sei se você tinha planos pra hoje..mas era só de fachada para o Ben sossegar. Como eu disse, se quiser, pode ir – disse, sorrindo.
-Hey, eu prometi que você estaria em perfeitas condições quando ele voltasse. E você sozinha é meio arriscado sabe....
-Ei ! – disse rindo, e ligou a TV – Tédio, tédio, tédio, tédio, tédio – ela disse, rodando os canais – SIIIIIIIIM – Ela parou em um canal de filmes, que passava Harry Potter E o Cálice de Fogo (n/a: porque a mahzuds pediu, e porque ele esta super mara no filme :*)
-Harry Potter? – perguntou.
-É – disse, feliz. – Ai, ta no começo, que sorte – Ela disse, com os olinhos brilhando.
- chamou.
-Shhhh
- , vem aqui, você ta muito longe – ele disse, chamando-a.Eles estavam em sofás diferentes, e aparentemente ela não tinha se tocado.
Ela levantou correndo e sentou do lado dele. Ele passou o braço discretamente por trás dela, e puxou-a, fazendo com que ela recostasse nele. Passava os dedos lentamente pelo braço dela. Ela se acomodou, e deitou mais confortavelmente sobre o peito dele. Ele segurava a mão dela, brincando com os dedos dela, entrelaçando-os, fazendo carinho.
-CEDRICO SUPER MARA PEGAEU ! – gritou, quando Cedrico foi ‘escolhido’ pelo cálice como um dos campeões.
ficou olhando pra ela, assustado. Ela riu. Ele continuou com as pequenas distrações: enrolava o cabelo dela nos dedos, dava beijinhos por todo o rosto dela, e ela permanecia compenetrada no filme.
-Chega – disse, apertando o controle e desligando a TV.
-Oque foi ?
-Você não quer que eu assista – Ela disse.
-Hm...não.
Ela riu.
-Agora vou morrer de tédio, oh – ela disse, fazendo drama.
-Só porque quer. – Ele disse, ela riu.
-Tá com fome? Eu to morta – ela disse, indo pra cozinha.Ele foi atrás.
-Na verdade não – Ele entrou na cozinha, encontrando ela sentada na bancada com um pacote de minhoquinhas nas mãos (n/a: caxamboo, pra você <3)
-Quer? – Ela perguntou estiando o pacote a .
-Não – Ele disse sorrindo, encostando ao lado dela. Ela balançava as pernas.
-Pare – rindo.
-Não – Ela disse, mordendo uma minhoquinha.
-Sim.
-Nop – disse. segurou as pernas dela, encostou-as na bancada, ficando no meio delas.
-Pare – Ele sussurrou com o rosto perto do dela. Ela prendeu a minhoquinha que comia com os dentes.Ele mordeu o resto do doce que pendia pra fora da boca dela, e foi mordendo até terminar, encostando nos lábios dela.Quase instantaneamente, ela entreabriu os lábios e logo beijavam-se fervorosamente. estava no meio das pernas dela, e apertava sua cintura. tinha uma mão apoiada para trás, na bancada, e a outra segurava fortemente a nuca de , conduzindo os movimentos dele com a cabeça.
desceu as mãos para a coxa de , e pousou-as lá.Ele puxou, repentinamente, as pernas dela. Ela entendeu, e fechou-as em volta da cintura dele. segurou a cintura de e a tirou da bancada, não desgrudando a boca da dela.Seguiu desajeitadamente para o quarto dela, onde colocou-a sentada em sua cama.Ela puxou pela camisa e voltou a beijar a boca dele.
- disse o nome dele, ofegante, quando ele tentou passar a mão nas costas dela por baixo da blusa.
-Desculpa – Ele disse. Tinha um braço apoiado na cama, suspendendo-o de cima dela.
-Tudo bem – Ela disse, e sorriu. Encarava o rosto dele.Ficaram um bom tempo, apenas olhando um ao outro. levantou a mão e colocou-a no rosto de , próxima a maçã do rosto. Passava o polegar lentamente sobre o rosto levemente corado dele.Olhou fundo em seus olhos.Congelou a mão onde estava. Ele inclinou a cabeça e selou os lábios no dela.
Ao soltar, relaxou o braço e deitou ao lado dela.
-Que horas você acha que são ? – perguntou, enquanto a abraçava.
-Umas...onze horas – ele disse, olhando no celular.
-Meu Deus ! Já?
-Eu cheguei as nove, você viu seu filme por quase uma hora e..
-Tá, ta – ela disse cortando.
- – Ele disse encostando o queixo no ombro dela, ficando com o rosto próximo.
-hmm – ela murmurou.
-Porque..porque você fica..nervosa quando eu tento..tocar em você de um jeito diferente? – disse, escolhendo as palavras. prendeu a respiração. Não esperava nada desse tipo.
-Porque... – ela disse, com a voz falha. – Porque eu..nunca fiz nada parecido com isso e...as vezes eu fico assustada – ela disse, corada.
- , olha pra mim – Ele disse.
Ela virou o rosto, encarando-o. ele segurou sua mão.
-Você sabe que eu não faria nada, nunca, pra te machucar, e jamais faria algo que você não queira, não sabe? – Ele disse, olhando nos olhos dela. Ela assentiu.
-Eu não faço isso pra te pressionar. Eu entendo que cada um tem seu tempo e talvez seja cedo demais mesmo..as vezes eu só..perco o controle, desculpe. Mas eu posso esperar. Eu realmente posso – Ele disse, seriamente – Você confia em mim? – Ele perguntou. Ela assentiu novamente.Ele sorriu, e beijou a palma da mão dela.
passou os braços por baixo dos de e o abraçou fortemente.
-Obrigada – ela disse, e depois o beijou de leve nos lábios.
ficou fazendo carinho na cabeça de , até que ouviu-a bocejar.
-Cansada?
-Sim.. – ela respondeu. – Acho que já vou me trocar.- disse e concordou.Meio minuto se passou e ele continuava na mesma posição.
-Er... ? – Ela chamou.
-Ah sim, desculpa – Ele disse, levantando e retirando-se do quarto para que ela se trocasse.
- ! Venha – chamou, já de pijamas. entrou novamente no quarto dela. Encontrou a cama arrumada, pronta para dormir.
-Então...tchau , até aman...
-Oque? Onde você pensa que vai ?
-Pra casa, você já vai dormir e..
-Ahh – fez bico.
-Oque foi ? – Ele perguntou. Ela sentou na cama e cruzou as pernas.
-Eu não quero dormir sozinha...Ben vai chegar tarde.
-Você quer...quer que eu fique aqui? – Ele perguntou, sem jeito.
-Sim – disse olhando pra baixo.
-Quer dizer...passar a noite aqui ?
-Sim ! A não ser que você não possa...
-Oh! Não, só estou surpreso. Achei que você só fosse aceitar uma coisa dessas depois do casamento.
-Há- há
-Mas então tudo bem, eu espero você dormir. Assim que Ben chegar, eu vou, esta bom pra você?
-Ah...pode ser – disse, deitando na cama.
Alguns poucos minutos se passaram. estava sentado no puff do quarto dela. Ela remexia na cama, e ele só olhava.
- ?- Ela chamou.
-Sim – Ele disse, e ela pode perceber por seu tom de voz que ele sorria.
-Pode vir aqui? – Ela disse. Pouco depois, ele estava ajoelhado ao lado da cama.
-Pode deitar aqui? – Ela pediu, deixando claro oque quis dizer anteriormente.
-Deitar? – Ele perguntou confuso.
-Sim. Deitar...pelo menos até Ben chegar. Por favor ..
-Tá legal – ele disse, tirando os sapatos, e deitando ao lado dela.Passou o braço em volta da cintura dela, e a cobriu melhor.
- não consigo dormir – Ela disse pouco depois, parecendo uma garotinha.
-Tente
-Já tentei.
-Oque você quer que eu faça? Te conte historias? – Ele perguntou, docemente.
-Cante pra mim.
- , eu não...
-Eu sei que você canta, por favor, cante pra mim ! – Ela pediu, meio mole de sono.
-kiss me be... – ele começou, baixinho.
-Essa não – disse.
-Hmm..tá – ele disse, e pigarreou – i’ll keep you my dirty little secret, don’t tell anyone or you’ll be just another regret – ele disse, cantando baixinho perto ao ouvido dela, num ritmo muito mais lento doque a musica original era. – ...Just another regret, hope that you can keep it... my dirty little secret – ele disse, sussurrando as quatro ultimas palavras. havia se acomodado nos braços dele, e aparentava estar dormindo.
-Eu te amo, – ele disse, baixinho.
- ? – Ela chamou, aparentando não ter noção doque dizia. – Eu também – disse, e finalmente apagou.

Capitulo 6 – Everybody loves to party on a Saturday night.
-Cala a boca Benjamin ! – atirou um pedaço do pão de queijo que comia.
-Ah pare, vocês estavam lindinhos mesmo – Ben disse. Ele havia chegado em casa pela manha, e encontrou e dormindo, abraçados.
- Ai, ta – disse, rindo e levantou.Sentada no puff de seu quarto, ela encarava a parede, pensativa. Noite passada, havia sonhado que tinha dito a ela que a amava. Pareceu tão real, tão lindo...e se...e se ele tivesse mesmo dito?
-Oque vai fazer hoje, ? – Ben perguntou.
-Não sei, acho que nada.
-Hmm..agente podia faz... – Ben foi interrompido pelo interfone. levantou correndo e atendeu.
-Alôô !
-- ! – Ela reconheceu a voz macia de do outro lado.
-Oi – ela disse, besta.
-Oque você vai fazer hoje a noite?
-Nada, eu acho, Ben ia sugerir alguma coisa nesse minuto mas eu não dei tempo..
--Se você puder..e quiser..eu tenho uma festa pra ir hoje a noite, mas eu não tava com muita vontade. Mas fica chato não ir...quer me acompanhar?
-Claro, porque não? – disse, sorrindo.
--Certo, eu passo por ai lá por umas...20:30 ok?
-Tá..Ah, , deixa eu te perguntar, é pra ir como?
--De vestido ué – disse como se fosse obvio.
-Ah...tá..Certo. até depois então – disse e desligou.
-Oque foi? – Ben disse, olhando pra ela.
-Ele me chamou pra ir numa festa – disse, brincando de rodar os dedões.
-Supercool! Você aceitou né?
-Sim – disse, baixinho.
-E porque não está animada? Pelo menos não vai passar a noite comendo pizza com seu irmão chato.
-Porque tem que ir de vestido...e você não é chato!
-EU SABIA QUE O DESTINO SORRIU PRA MIM QUANDO EU PAREI NAQUELA VITRINE !
-Para Benny – disse, baixinho.
- você ficou perfeita com aquele vestido, confie em mim. Tira essa cara de enterro, e vamos começar a te arrumar.
-Benny, são três da tarde !
-Sim, eu sei. Que horas é a festa?
-Não sei, ele passa aqui lá por oito e meia.
-Bom, então nesse caso, estamos atrasadíssimos.
-Benjamin... – começou, olhando feio pra ele.
-Venha – ele puxou-a, na direção da porta.

-Eu sou um gênio ! – Ben disse, olhando para . Era 20:15, e logo chegaria.
-Benjamin você é muuuuuito fresco. É só uma festa, pra que tanta produção?
- , não é só uma festa. Toda festa, é uma festa. Você pretendia ir normal? Ah francamente...
-Não vejo problema..
- – ele chamou. Segurou o rosto dela com as duas mãos – AME-SE ! – Ben gritou. riu.
-Ok, ok, não ficou tão ruim...e o vestido não é feio.
-Ficou lindo em você ! – Ben disse, sorrindo (n/a: essa parte é com você baby, eu realmente não sei como o vestido é, não sei oque realça seu tom de pele, não sei nada, então se vira, hdaoiheoihsiodae)

-Atende Benny. – Ela disse, ouvindo a campainha.
-Não , vai você, vai.
-NÃO QUERO. Vai ser chato, vai lá e manda ele entrar– disse, empurrando Ben para a porta, e sentando no sofá mais distante.
- ! Como vai ?
-Bem, e você?
-Tudo certo – Ben disse dando um tapinha nas costas dele – Venha, entre.
-Com licença – disse, envergonhado, entrando.
- ! – levantou, sorrindo. Ele sorriu mais largamente doque antes.
- ... – Ele disse, noque parecia mais um sussurro. Esticou a mão pra ela, que segurou, e puxou-a mais pra perto, beijando a bochecha dela.
-Pronta?
-Sim.
-Vamos então – Ele disse, entrelaçando os dedos nos dela.
-Tchau Ben ! – Eles disseram juntos.
-Cuide dela – Ele disse, piscando para . Os dois passaram pela porta e quando estavam esperando o elevador, Ben gritou – Não façam nada que eu não faria! – limitou-se a gargalhar.
-Você ta linda, . Muito linda ! – comentou, entrando no carro. corou.
-Obrigada. Você também esta, mas eu sei que você sabe.
-Ta me chamando de narcisista?
-Não...estou te chamando de ciente.
-Ah..se você diz – disse, sorrindo.
-Você fica tão engraçado na frente do Ben..
-Ah, é porque..
-Ele já sabe.
-Já?
-Sim.
-E ele não quer me quebrar no meio?
-Não – disse, rindo – Ele também nos viu dormindo abraçados.
-Ok, tem certeza de que ele não quer me quebrar no meio? – disse, olhando engraçadamente pra ela.
-Não ! – Ela soltou, ainda rindo.

-Chegamos – disse estacionando. Havia uma enorme fila de carros. A musica alta vinha de uma casa, superlotada. conduziu até a entrada da casa, onde foram surpreendidos logo na entrada.
- ! – Uma menina com os cabelos presos num rabo de cavalo frouxo e um vestido diferente, com uma meia calça roxa, abraçou – Que bom que você veio !
-Pois é ! – disse, sorrindo. – Jen, essa é a .
-Oi ! – Jen disse animada.
-Oi – disse, dando um sorriso tímido. Jen abriu um sorriso largo, e virou de costas. Pegou uma mão de , e uma de , e os puxou para os fundos da casa.
-Venham, ta todo mundo la fora.
olhou para , e sorriu.Ela estava com uma cara engraçado.
-Geeente -Jen gritou – veio ! E essa, é a ! – Ela disse, puxando pela mão e posicionando-a ao seu lado. – Já venho. – Jen disse. foi pra perto de , e segurou na mão dela. Aproximaram-se do grupo de pessoas, que estavam sentados em mesas de plástico, numa área que parecia a churrasqueira.
- ! – Alguém gritou. Ela olhou.
- ! – Ela chamou, animada. Ele levantou, e a abraçou, fazendo-a soltar a mão de .
-Vem, deixa eu te apresentar alguém..- disse, puxando-a. Ela olhou na direção de , que conversava com alguns amigos.
- , essa é a Amy – disse, apontando para uma menina bonita de cabelos pretos compridos e ondulados, e olhos pretos.Ela tinha uma faixa vermelha na cabeça.Ela sorriu ao ouvir dizer o nome dela.
-Oi Amy, prazer – disse, cumprimentando a menina com um beijo na bochecha.
-O prazer é meu . - Amy disse sorrindo largamente.
puxou uma cadeira,e sentou. Ele sentou ao lado de Amy.
-Amy é minha namorada – disse, sorrindo, e passando braço em volta dela.
-Ah sim ! Vocês formam um casal lindo – disse, e eles coraram.
- E então ... – Amy começou, tomando um gole de uma bebida azul – Oque você cursa?
-Erm...o ensino médio.. – disse, encabulada. Amy olhou pra ela, com os olhos esbugalhados.
-Sério ?
-Sim – disse, envergonhada.
-Ah, é que você parece mais velha. – Amy disse, desculpando-se.
-Tudo bem – riu – Como eu ainda sou nova, isso é uma coisa boa. – Ela disse, e Amy e riram.
-Doque estão rindo ? – Uma voz perguntou atrás de .Ela olhou pra trás e sorriu: . Ele sorriu pra ela, e passou os braços em voltado pescoço dela, continuando em pé.
-Amy achou que estava na faculdade – explicou. gargalhou.
-Não, ainda não – ele disse e beijou o topo da cabeça de .
- , levanta? – pediu, olhando pra ela. Ela o encarou, estranhando.
-Tá. – Ela disse e levantou. Ele sentou na cadeira dela, e antes mesmo dela abrir a boca para protestar ele puxou-a pela cintura, fazendo-a sentar no colo dele. Ela passou os braços por trás do pescoço dele.
-E vocês, a quanto tempo estão juntos? – Amy perguntou, tomando novamente a bebida azul.
-Nós na..
-Algumas semanas – disse, simplesmente. Amy sorriu, assim como .
olhava os amigos de . Eles eram todos meio alternativos, e pareciam ser ótimas pessoas, se você os conhecesse. Ela sorriu. Tinha sorte de tê-lo.
-Ei – sussurrou. Ela olhou de volta pra ele.
-E ai?
-Eles são legais – disse. sorriu.
-Você não ta se divertindo ainda, né?
-Estou sim.
-Melhora, pode deixar – ele disse. Passaram servindo bebidas, e pegou dois copos. olhou pra ele, espantado. devolveu um olhar seguro,como quem diz ‘relaxe que eu sei oque faço’. voltou sua atenção a Amy.
entregou um dos copos a , que olhou pra ele espantada.
-Oque é?
-Toma.
-Tem álcool?
-Er..tem.
- , você sabe que eu quero mas eu não..
-Ei, eu to aqui cuidando de você ok? – Ele disse, selando os lábios nos dela. Ela sorriu. Confiava nele.
Tomou um gole da bebida colorida, e sorriu. Ele sorriu em resposta, como se dissesse ‘eu seeei que é bom’

-Só mais um copo? Por favorzinho? – pedia, fazendo bico. Estava mais descontraída, com certeza . riu.
-Você toma comigo então. – disse, pegando outro copo da bandeja que passava servindo.
- Ta – Ela disse, pegando o copo da mão dele, e dando um gole grande. Ele tirou o copo das mãos dela, rindo.
- – ela disse, esticando as mãos pra pegar o copo. – Pare com isso, eu não vou ficar bêbada.
-Eu sei, mas é só por precaução – Ele disse, levantando o braço, afastando o copo dela.
- Tá – Ela disse, abraçando-se nele denovo.
-Quer trocar de ambiente?
-Tipo, onde?
-Não sei, quer entrar, dançar um pouco ?
-Quero – ela disse, puxando pela mão e adentrando na casa.

-E então, oque achou ? – Ele perguntou, já dentro do carro. teve que pedir várias vezes para irem embora. parecia ter um imã ligado a pista de dança.
-Foi divertido – ela disse, sorrindo largamente.
-Que bom – ele sorriu, estalando os lábios rapidamente nos dela, e dirigindo pra casa.Despertou que cochilou no banco.
-Obrigada , eu adorei – ela disse meio bêbada de sono. sorriu.
-Vou deixar você dormir, até amanha – Ele disse, e beijou a testa dela. Ela passou os braços em volta da cintura dele, não deixando-o se afastar.Ele sorriu e retribuiu o abraço.Ficaram um tempo abraçados, até que ela decidisse entrar e dormir.
-Ben, porque você ainda ta acordado?
-Te esperando..e alias, isso são horas ? Duas e meia?
-Desculpa, não sabia que tinha horário – ela disse sinceramente, e ele riu.
-Não tem, estou brincando. E ai, como foi ?
-Foi ótimo – ela disse, tirando os sapatos.
-Todo mundo ama festas de sábado a noite.

Capitulo 7 – You’re the one that I want
-Sério ?
--Sim – disse, rindo.
-Mas então.. oque vai fazer hoje? – perguntou, enrolando as pontas do cabelo
--Esperar meus pais.Eles voltam hoje.. e você?
-Passar o dia com o Ben.
--Agente podia fazer algo de noite – sugeriu.
-Pode ser...tenho que planejar com o Ben...
--Seus pais já chegaram?
-Não, só chegam amanha. Mas eles podem ligar e tal..
--Verdade...mas então qualquer coisa me ligue, vou estar em casa.
- Ligo sim. Beijos.
--Beijo. Até – disse, e desligou. olhou para o vão da porta, e lá estava Ben olhando pra ela com uma cara suspeita.
-Mas uma tramóia?
-Paaara Benny, assim eu me sinto culpada. – Ela disse, abraçando uma almofada.
-Não tem problema, mamãe não vai ligar de novo, ela já ligou hoje. – Ele disse, casual.
-Nem falou comigo – disse
-Você tava dormindo. Aliás mocinha, ta na hora de desacelerar o ritmo huh?
-Bem você parece o papai, não gosto de você assim – virou o rosto para Ben, de brincadeira. Ele riu.
-Mas é verdade. Segunda já começam as aulas de novo.
-Para de me lembrar dessa desgraçaaaaa Benny – disse. O telefone tocou.
-Alo – ela disse.
-- OH, HOJE CHOVE.
-Oi .
-- , eu achei que você tinha morrido !
-Porque ?
--Sempre que eu te ligava, seu irmão dizia que você tava com um tal de Billy. Aliás, oque seu irmão faz ai?
-Longa historia – disse olhando pra Ben, e esticando as pernas.
--Ahn, quem é Billy?
-Na verdade, não é Billy. É o .
--O gatão do seu prédio ?
-Sim..
--VOCÊ TA SAINDO COM ESSE CARA ?
-Mais ou menos – falou, encostada na cama. Ben tinha saído do quarto.
--E NEM PRA ME CONTAR. E EU ACHEI QUE VOCÊ ERA MINHA MELHOR AMIGA, ESTOU MAGOADA E...
-Ei drama Queen, vai com calma. Eu acho que é só um lance de férias, e aliás, não tem muito oque contar.
--Imagina que não.. vocês tão ficando?
-É , quase isso.
--Só não te mato porque o me mataria depois.
-Claro que mataria – disse, fazendo pouco caso, e revirando os olhos.
--Você sabe que sim. Mas ...cuidado..
-Hã?
--É, cuidado..você sabe como caras mais velhos são.
-Não, não sei.Como eles são?
--Não sei...eles são..diferentes.
-São melhores.
-Nem sempre.
-Olha, seja oque for que você esteja tentando me dizer, tenho certeza de que o é diferente.
--Ok, não quero brigar com você, agora DEIIIXA EU TE CONTAR MULHER !

- , oque foi?
-Nada Benny..
-Não? Sério, oque foi ?
-NADA PO.
-Você ta com essa cara de enterro desde que falou com a sua amiga.Oque ela disse? – Ben perguntou, não respondeu. – Foi algo sobre aquele menino lá.. ?
Ben olhava para , que tinha uma cara emburrada, e os braços cruzados.
-Foi algo...hm..algo sobre o ? – Ele pressionou.
-Sim – disse baixinho.
-E você ficou chateada?
-Não exatamente.. – Ela olhou pra Ben, que a olhava confuso. – É só que, eu fiquei confusa... ela disse ‘você sabe como garotos mais velho são’
-Oh – Benny disse, como se fizesse sentido.
-Oque ela quis dizer?
-Tenho uma teoria...
-Benjamin – disse, séria.
-Eu acho que ela pensa que só por sermos mais velhos nós gostamos de brincar com os sentimentos de menininhas bonitinhas.
-A maioria é assim.
-Mas como você disse, e eu ouvi, é diferente.
-É. – disse, mordendo o lábio inferior, pensativa.
-Pode ser só ciúmes...ou então ela ta torcendo pro .
-Não sei, e já gastei muito tempo pensando nessa merda. Oque faremos hoje?
-Não sei...acho que nossa casa precisa de uma faxina...
-Ah Benny ! Você e sua mania de limpeza.
-Não é mania , eu quero causar uma boa impressão pra mamãe o pro papai depois doque aprontei.
-Eu achei que depois da faculdade você melhoraria – disse ainda referindo-se a mania de Ben. – Toda aquela mistura de hormônios, confusão, bagunça, festas...mas nem assim.
-Você é muito engraçada .
Ben disse debochado, em frente ao som. Colocou um cd e ia passando as faixas.
-Oque é? – perguntou e Ben olhou malicioso pra ela.
-Grease ! – Ele respondeu. rolou os olhos enquanto arrumava a sala, ouvindo Ben fazer sua imitação de John Travolta.
A campainha tocava, e ouviu apenas depois do terceiro toque, devido ao volume absurdo que Ben ouvia musica.
- desculpa eu tava super entediado e...Que musica é essa? – disparou, quando ela abriu a porta.
-Seilá, alguma daquela coisa, Grease – disse, rolando os olhos.
-Eu gosto dessa. – sussurrou e riu baixinho, e saiu andando para a sala. fechou a porta atrás de si.
-Faxina hoje?
-Puxar o saco dos pais não faz mal a ninguém – disse, jogando-se no sofá.
-EI, PODE LEVANTANDO. Não tirei o dia pra mula hoje – Ben disse. – Oh, Oi . Desculpe, mas hoje a Srta. corpo mole esta comprometida.
riu, e olhou. A sala estava arrumada exatamente como na primeira vez que ele veio a casa da , enquanto os pais dela ainda estavam presentes.
-Eu posso ajudar..
-Não , pode ficar no meu quarto, no computador...
-Eu sai de casa porque cansei de fazer isso, e vocês já estão quase acabando.
, e Benny arrumaram oque faltava da sala/quartos, sempre ao som de Grease. e Ben cantavam animados, e só rolava os olhos, e ria. (n/a: já que ninguém quer ver grease comigo vamos enfiar grease na fic)
-Terminamos ! – Ben comemorou.
- , oque você acha de nos sairmos? – sugeriu, sentando cuidadosamente no sofá, sem desarrumar nada – Se você quiser também, Ben.
-Não faço muito o estilo candelabro...se é que me entende – Ben disse e piscou.
-Eu quero sim, mas antes de tudo eu quero tomar um banho – Ela disse.
-Hm, então eu vou subir com o Ben, você passa la em casa e nos vamos, oque acha?
-Ben, não ouse – disse apontando o dedo pra ele.
-Nunca pensei – Benny disse, deixando com uma cara confusa.

- você ainda fica doente com esses cabelos molhados por ai – Ben disse, quando chegou a casa de . Os dois estavam sentados no sofá, e com a guitarra no colo.
-Você tem inveja porque eu não preciso passar chapinha – disse, e Bem calou-se.
- , onde você quer ir?
-Não sei..
-Olha, tem uma lanchonete legal que abriu, perto daquela praça lá. - Ben sugeriu
-Ah, sei – disse, pensativo. – Pode ser,oque acha? – perguntou e sorriu em resposta.
-Bom, entao acho que já vamos indo e...
-Esta me dispensando? – Benny acusou.
-Não, olha eu..
-Estou brincando – Ben disse fazendo uma cara obvia, e suspirou de alivio. Entraram todos no elevador, Benny parando no oitavo e despedindo-se deles. e saltaram no térreo.
-Vamos andando ? – perguntou.
-é.. – disse com as mãos nos bolsos. – A menos que você queria que eu pegue o carro..
-Não, andando ta bom – Ela disse e sorriu. Esperaram para sair do prédio, e entrelaçaram as mãos. Qualquer um que os visse de longe não diria que eles tinham uma grande diferença de idade.
-Preparada pra volta as aulas? – perguntou alheio.
-Sinceramente? Não.
-Porque?
-Nada.. – ela disse, visivelmente escondendo algo.
-Porque ?
-Isso é embaraçoso..
-Me conte – insistiu.
-Na verdade..eu estou meio insegura... os seus horários são apertados, você tem muitas coisas pra fazer, eu tenho que estudar, e eu...bom, eu não sei se isso significa só um caso de verão pra você.
- parou bruscamente – Como você pode pensar isso?
-Eu não sei, você é mais velho e... – ela começou envergonhada.
-Só por isso eu não tenho sentimentos? – Ele disse, serio.
-Eu não quis dizer isso – disse, mais envergonhada ainda.
-Sei que não. Mas eu só não entendo como você pensa assim depois de eu ter dito que te amo na outra noite.
-Oh – ela sussurrou, e parou de andar. Ela encarava o nada, com uma expressão indecifrável.
-Oque foi ? – perguntou preocupado.
-Eu...eu achei que você tivesse dito isso mas...mas no meu sonho !- disse, soltando a mão de e cobrindo o rosto vermelho.
-Você oque?
-Eu tava quase dormindo...achei que já estivesse, e estava sonhando.
-Mas você respondeu !
-É...
-Então, agora que você sabe que não é um sonho, você mantém sua resposta? – perguntou inseguro.
-Sim – disse baixinho, com o rosto ainda coberto pelas mãos.
-Oque? – perguntou.
-Sim – disse um pouco mais alto.
-Não ouvi.
-Eu disse que sim – disse, no seu tom normal.
-Desculpe, eu realmente tenho problemas, oque você disse?
-EU DISSE QUE SIM, EU TE AMO – Ela falou, tirando as mãos do rosto, que agora estava mais vermelho doque antes. sorria satisfeito.
-Eu também te amo – Ele disse, e voltou a segurar a mão dela, e continuaram o caminho pra lanchonete.

-E você, preparado pras aulas? – perguntou. Eles já haviam chego na lanchonete. Não haviam trocado muitas palavras dês de a declaração de , e agora comiam oque tinham pedido.
- Hm.. – disse, dando um gole no suco que tomava – Não. Na verdade eu não agüento mais.
- Porque? Seu curso é chato?
-Não..cansei das pessoas sabe. – Ele disse, levantando os dois braços e apoiando no banco. A lanchonete tinha uma infra-estrutura legal, parecia algo do estilo anos 80. Bancos acolchoados, e no meio a mesa.
-Ah.. – disse, entendendo.
-Tá bom, fala. – disse, cruzando as mãos em cima da mesa.
-Falar oque?
-Porque você esta angustiada.
-To com medo.- confessou.
- De que? – perguntou confuso.
-De que você me troque por uma bonitona da faculdade – Ela disse. Foi quase inaudível. Ela tinha a cabeça baixa, olhando para seus joelhos.
gargalhou, atraindo a atenção de alguns na lanchonete.
- , vem cá – Ele disse batendo no acolchoado do banco.
-Não
-Venha – Ele chamou de novo, e ela sentou ao lado dele. Ele a abraçou de lado.
-Eu não vou te trocar. Pra ser exato, eu não quero te trocar. Você é a única que eu quero, – Ele disse, e ela continuou imóvel.
-You’re the one that i want, you are the one i want, uh uh uh – cantou. riu de leve.
-Eu amo você – sussurou, antes que a beijasse. Summer loving happened so fast.

-Capitulo 8 – Sick Of It
-Oque ele cursa mesmo ? - perguntando, copiando a matéria do quadro.
-Publicidade e Propaganda – disse, trocando de caneta.
-Hm...interessante – disse – Ele já faz estagio ?
-Não sei... – disse distraída.
-Como você conhece bem o seu namorado..
-ELE NÃO É MEU...
-Shhhhhhh – o professor virou pra trás, encarando as duas furiosamente. Elas pediram desculpas e voltaram a copiar.
-Quanto tempo faz mesmo ?
-Duas semanas.
-Praticamente as férias inteiras..
-É – disse, pouco se importando.
-Até amanha – o professor disse saindo. largou o caderno e virou de frente pra .
-Cara, eu sei que é chato mas...cuidado.
-Que?
-Cuidado com isso, eu só..
-Olha da pra parar de falar dessa merda de assunto ? Já cansou, certo? – falou, irritada. olhou espantada pra ela.
-Desculpa – Ela pediu.
-Tá, agora guarda logo isso que eu já não agüento mais esse troço.
-Porque esta tão desesperada pra sair?
-Eu já disse, eu cansei dessa escola.
-Oh.. – disse, como se tivesse sido atingida. As duas saíram da sala, e foram para a frente do colégio. Uma buzina despertou-as. olhou e reconheceu o carro.
-Tchau .
-Quem é?
não respondeu, apenas acenou e andou na direção do carro.
-Você veio ! – Ela cumprimentou, feliz.
-Eu disse que vinha – disse, quando ela entrou no carro, e sorriu.
-É.
-Aquela sua amiga está com uma cara horrível.
- , fecha o vidro ! – disse apressada.
-Porque ?
-FECHA O VIDRO DROGA.
apertou o botaozinho e o vidro logo se fechou.Ele entrou na fila de carros para sair.
-Oque foi isso ?
- não nos aprova.
-Achei que você não precisasse da aprovação das pessoas.
-E não preciso. Só que ela é minha melhor amiga e eu detesto brigar com ela, ou deixá-la chateada.
-Que lindinha – disse, rindo.
-Vai almoçar em casa?
-Não...não da tempo – disse, acelerando o carro ao sair da fila.
-Ah, desculpa .
-Eu quis vir ok? Estou pensando em vir todos os dias... – ele disse, sorrindo. se esticou, e beijou o rosto dele.
-Você não existe! – Ela disse, sorrindo largamente.

-Está entregue – disse, estacionando na esquina da rua deles. – Bom, tecnicamente – Ele completou, e riu.
-Obrigada – disse, dando um selinho nele e saindo do carro.

chegou no corredor de casa, e ouvia gargalhadas vindas de dentro do apartamento dela.
-AAAAAAAI não me diga? JURA? AHAHAHAHAAHAHAHAHA - Ben estava aos berros no telefone, e quando viu parada na porta, reconstituiu-se. – Fofo, mais tarde eu te ligo, beijos. – Benny disse desligando o telefone – bitch, quase me matou ! Achei que era mamãe.
- Benny bitch tome cuidado como você anda falando por ai – disse, jogando-se em cima de Ben no sofá.
-Sai bitch – Ben disse empurrando .
-Para de me chamar de bitch – disse. (n/a: mah ensinou o benny a falar bitch, HOIEHEIOA rialto)
-Ta bom – Ben disse, finalmente empurrando a irmã pro lado. – foi te buscar?
-Como sabe?
- Trombei com ele no elevador...ele até comentou sobre os cursos daonde ele estuda, e me interessei, vou dar uma olhada.
-Ai Benjamin, como você é vagal.
- , o ano ta quase acabando.
-Mas nós acabamos de voltar das férias.
-Mas passa rápido – Ben disse fazendo careta.
-É, ta certo..
-Você ta apaixonadinha né? – Ben disse, de um modo engraçado.
-Hã? – olhou espantada pra ele.
-Foi só eu falar do que os seus olinhos brilharam
- Nem vi.
-Claro que não – Ben rolou os olhos. – Mas você ta né?
-Não – falou desviando o olhar do rosto do irmão.
-Tá sim, ta sim – Ben disse cutucando a barriga dela.
Ela puxou uma almofada do sofá e afundou o rosto dela.
-NÃO – Ela gritou; o som abafado pela almofada.
- mentirosaaaaaa – Ben gritou e gargalhou escandalosamente.
-Tá bom, eu to – Ela disse levantando o rosto vermelho da almofada.
- , eu acho que vocês...
-OQUE? DEVEMOS TOMAR CUIDADO? OBRIGADA BENJAMIN, JÁ ME DISSERAM ISSO O DIA INTEIRO HOJE. – interrompeu, e Ben olhou-a assustado.
-Eu ia falar que vocês deviam assumir compromisso – Benny disse, ainda assustado.
-Ah, desculpa. – disse, enrolando os dedos.
-Ok
-É que eu to tão cansada dessas pessoas... me julgando. A contou pro sem querer.Logo todo mundo vai saber.
-E daí ?
-Não sei – disse, confusa.
-Você não pode ligar pra essas coisas, zinha.
-Eu sei, obrigada. – disse. Ela deu um soquinho no ombro de Ben e disse rindo:
-It’s Benny, bitch.

Capitulo 9 – Relevations
-Alô? Jonas.
Uma pausa.
-Isso, . – Outra pausa – Sim.Sim... – Outra curta pausa – Nesse numero? Certo. Obrigado vocês. – disse, desligando. olhava-o curiosamente.
-Oferta de estagio – disse, sorridente.
-Que ótimo ! – disse sorrindo. Saiam do colégio, e o vidro de estava aberto. Recebeu alguns olhares desconfiados de algumas meninas de sua classe.
-Oque foi ? – perguntou.
-Nada – Ela respondeu, sorrindo. Não queria incomoda- lo com seus problemas de relacionamento na escola. Ele pegou a mão dela com a sua que não estava no volante, e acariciou.
-Vai pra casa hoje?
-Sim, não tem aula hoje a tarde – disse sorrindo.
-Acho que meus pais não estão em casa, almoça la com agente hoje ! – ofereceu e sorriu em resposta.

Desceram do elevador rindo, e de mãos dadas. enfiou a chave na porta e parou por um instante. Apurou os ouvidos, e encostou-os na porta. Alguém estava...aos berros em seu apartamento. Duas vozes...três vozes...
- ? – chamou, com uma expressão preocupada. Ele também podia ouvir; com menos clareza.
- sussurrou.
-Acho melhor eu ir pra casa..
-Não! – disse num impulso – Hm..talvez seja melhor você ir..
se aproximou de , e abraçou. Beijou o topo da cabeça dela.
-Tudo bem...depois..me ligue, qualquer coisa – saiu, sorrindo. ficou parada um tempo na porta, esperando os gritos cessarem, mas percebeu que poderia ficar ali por horas, se ninguém os impedisse la dentro.
Girou a chave, e abriu a porta. Encontrou a mão sentada no sofá, com os olhos e rosto inchados, e lagrimas escorrendo por toda sua face, o pai e Ben, um de frente para o outro, gritando raivosamente e apontando o dedo um na cara do outro.
A mãe olhou na direção dela, e logo o pai e Ben também.
-Oque ta acontecendo aqui ? – Ela perguntou, mas sua voz não passou de um fraco sussurro. Ela estava apavorada, aterrorizada.A pele formigava de nervoso, e o coração batia acelerado.
- Nada, nós só... – a mãe disse limpando o rosto.
-OQUE É QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI ? – Ela gritou, reunindo todo o fôlego e coragem que ainda restavam. – Ben? Pai?
-Oque temos a esconder dela, eim? Anda "papai", conte pra ela o porque dessa algazarra – Ben gritava furiosamente, ironizando a palavra "papai"
-Não vamos atordoar a criança com esses problemas que VOCÊ trouxe a família, sua aberração.
- ISSO DA CADEIA, VOCÊ SABIA? ISSO DA CADEIA. – Ben apontada o dedo na cara do pai, acusando-o.
parou e assimilou as informações que foram soltas meio minuto atrás. Problemas..aberração.. cadeia.. Oh.
-Vocês descobriram – conseguiu falar, voltando ao sussurro que sua voz era antes.
- você...você sabia? – A mãe olhou pra ela com uma expressão incrédula. Logo mudou a cara para debochada. – Voces...voces dois são iguais, o mesmo tipinho e...
-EI. ELA SABIA SIM, E ESTA "CRIANÇA" QUE VOCES TACHAM ERRADAMENTE, TEM MAIS JUIZO E COMPREENSÃO DOQUE VOCES DOIS JUNTOS – Ben gritou, apontando pra , que ainda estava parada na porta, e pálida.
- , é verdade que você sabia ? – O pai perguntou. estava imóvel – É VERDADE? – ele gritou.
-É, é verdade – soltou.
- A quanto tempo?
-Desde que Ben voltou. – Ela mentiu.
-Não minta.
-NÃO ESTOU – Ela gritou. O pai se recompôs.
-Agora escute você, bichinha, na minha casa você não fica mais. Não para estudar moda, não para agir dessa maneira repulsiva. Eu quero você fora, e quero já. A não ser que você decida virar GENTE.
-Eu posso parar, eu posso sair, mas você não vai me impedir de ser quem eu sou. Eu não vou de denunciar pra policia, porque assim como você, eu não posso impedir de você ser quem é. Vou deixar que a vida te ensine. E eu desejo...Ah – Ben fez uma pausa e gargalhou ironicamente – Eu desejo que você aprenda da pior maneira. Pra que você fique com uma ferida, uma ferida enorme, e que sempre que tocarem doa, que faça te sentir a pior pessoa do mundo.É isso que eu te desejo, PAI. – Ben disse e deu as costas, direcionado a seu quarto. Andou até passos largos até lá. Demorou meio segundo para entender oque ele faria, e ela deixou a mochila cair e foi atrás de Ben.
- volte já a.... – O pai começou.
-Deixa, deixa ela pra mais tarde – a mãe pediu, puxando-o pelo ombros.

-Benny, oque você vai fazer? – perguntou desesperada, vendo o irmão puxando boa parte do seu guarda roupa pra fora.
-Vou ser o filinho obediente e obedecer o papai pela ultima vez – Ben disse, enfiando as roupas em malas.
-Ben você não pode...
- – Ben parou e segurou a Irma pelo rosto – Eu não vou me separar de você, ok? Eu vou estar sempre perto. Agora fique longe antes que você crie problemas também – Ben beijou no topo da cabeça, como havia feito, e ela se trancou no quarto.
Não tinha forçar pra chorar, gritar, ou quebrar algo. Ela estava parada, em choque. Eles eram uma família normal, e feliz, até ontem.Escorregou até o chão e abraçou o joelho.Queria apenas que tudo isso passasse, e passasse rápido.

não soube ao certo o quanto ficou adormecida em seu quarto. A casa estava silenciosa, então ela deduziu que seus pais estavam fora. Tinha acordado com um barulho fraquinho, e que agora ela reconhecia: O interfone.
Andou preguiçosamente até a cozinha e atendeu.
-Alo ?
--Entrega de água, pode subir?
- , eu já sei que é você.
--Entrega de água moça, pode subir ? – sentiu o rosto queimar por ter falado com o entregador daquele jeito.
-Pode.
--Bom, então suba você, é mais fácil – Ela reconheceu a voz de Ben no interfone, e seu rosto se iluminou.
-Benny ! Onde você ta?
--Na casa do , vem aqui.
-To indo.

Ela ouvia vozes no corredor. Encostou a orelha no apartamento de . Sabia que era errado, mas...
”Realmente, é uma oferta irrecusável..sua carreira ia realmente decolar depois disso” - Ela ouviu o irmão falar.
”Eu sei, mas, mudar? Eu acho que não.. ainda.”- Ela ouviu falar. MUDAR?

Capitulo 10 – Think About It
-- , podemos sair hoje ?
-Claro..onde vamos?
--Em algum lugar..calmo. Preciso conversar com você.
-Certo. Erm, , me liga depois ?Eu to com visita, daí depois nos conversamos direito.
--Ta certo, Beijo .
-Beijo . – desligou – Oque eu faço ? Eu acho que ele vai me contar hoje aquela coisa de proposta irrecusável que eu ouvi – disse, colocando a mão na boca e roendo as unhas.
- você tem que pensar noque é melhor pra ele, pra carreira dele. E não roa as unhas que eu fiz, sua anta – disse, tirando a mão de da boca.
-O melhor pra ele é ficar aqui, comigo. – disse emburrada.
- ...
-Aqui tem boas oportunidades também !
-Eu sei . Mas você não acha que você ta pensando mais em você doque nele?
-Talvez. – disse emburrada. – E aqui ele tem o ! A mãe, o pai dele...
- , ele não vai pra sempre.Não empata a vida do menino.
-E se for? E se ele for pra sempre?
- Você não sabe nem oque é a proposta irrecusável ! E se for dele fazer um show com a banda preferida dele? E se hoje ele nem for conversar sobre isso ? Pare de se preocupar .
-Tá – disse, e deu um abraço em .
- E Ben?
-Ta la ainda..com o .
- não se importa?
-Não. Ele e Ben estão bem amigos. E tem um quarto extra mesmo.
-Que legal da parte dele.
-Eu disse que ele era diferente.
- Ou vai que ele só acolheu o Ben pra fazer moral contigo?
-Não acho. não é assim , você não o conhece. E além do mais, eu sou invisível quando os dois estão juntos. Eles tem um gosto bem parecido.
-Isso é bom – disse rindo.
- É.

-Onde nos vamos ?
-Não sei...dar umas voltas de carro..se importa? – perguntou sorrindo.
-Não – respondeu, sorrindo tambem.
-Você ta estranha, . Oque aconteceu ? – perguntou. Ele tinha estacionado próximo a uma rua cheia de lojas exageradamente iluminadas. Podiam ouvir as risadas de adolescentes sentados do lado de fora das lanchonetes.
-Pressentimento – disse, e chacoalhou-se – Mas passa. Você disse que queria conversar..
-E quero. – disse, pegando a mão dela e começaram a descer a rua.
- , como uma pessoa adentra no mercado de trabalho?
-Arranjando um emprego – ela disse, fugindo.
riu, e apertou a mão dela.
-Sim..mas..tudo começa de um..um ponto.Do zero, de baixo, não é? Todo mundo, certo, nem todo mundo, mas a grande maioria começa sendo apenas um...estagiário.
-Certo – disse, tentando esconder a tensão.
-E..hm...
-Direto ao ponto pediu, quase numa suplica.
-Me ofereceram um estagio – o rosto de fingiu animação.
-Que ótimo ! Quando você começa?
-Não sei... eu não..aceitei exatamente. – disse. olhou-o confusa. Mas não era uma oportunidade irrecusável? Ela dobrou a língua para não perguntar. Ele não poderia saber que ela ouviu escondido, seria desprezível.
-Porque...eles estão abrindo uma nova cede em outra cidade. Perto daqui. E estão buscando novos funcionários, e bom...o estagio que me ofereceram é lá.
- , isso é impossível. E a sua faculdade?
-Transferência.
-Mas é seu primeiro estagio! Eles não deviam contratar alguém que já esta la a séculos?
-Não sei ... eu sei que era uma grande oportunidade.
-Era?
-Era. Eu não aceitei. – entrou em choque. MAS ERA A PORRA DA GRANDE OPORTUNIDADE. OQUE ELE TINHA NA CABEÇA?
- , essa era uma grande oportunidade. Começar em outro lugar...seria o máximo.
-Seria – concordou.
-E...porque você recusou?
-Porque eu tenho uma vida aqui, . Um universo particular, eu tenho estabilidade, eu tenho companhia, eu tenho família... – disse, e segurou a mão dela mais forte – Eu tenho amigos, uma namorada...
-Namorada? você tem uma namorada?
- – ele olhou pra ela, com cara de decepção. Ele tinha uma namorada, e ainda ficava decepcionado com a reação dela?
-Você está me usando, você...
- . – Ele chamou de novo. Ela se calou. olhava pra ela, agora com esperança nos olhos. Ela assimilou as informações.. a namorada era..
-Eu?
sorriu, satisfeito, e beijou o rosto dela.
-Nós estamos namorando?
-Estamos.
- – ela parou de andar. – Você não pediu !
-Ah, qual é ... – ele disse, passando a mão pelo cabelo.
-Peça !
- , quer namorar comigo? – Ele pediu de má vontade.
-Quero – ela disse, bestamente.
-Que ótimo - ele disse, rindo fracamente - Te amo – completou, e segurou contra o muro, e a beijou.

Capitulo 11 – That’s What You Get When You Let Your Heart Win
-E dai ele disse oque? – perguntou, gesticulando com as mãos.
-Que ele tinha tudo aqui inclusive uma namorada.
- SUA VACA, VOCÊ NÃO ME CONTOU QUE VOCES TAVAM NAMORANDO.
-Porque eu não sabia.Acho que os caras mais velhos não precisam oficializar...
-Mas e ai ?
-Eu fiz ele pedir.
-Não disso. E o estagio?Você vai mesmo deixar ele recusar?
-Oque você quer que eu faça? Compre as passagens, faça as malas dele e enfie ele no avião?
-Não , olha...
- , ele quem decidiu, eu não falei nada ta?
-Mas , você gosta dele não gosta? – Ela assentiu – Não to querendo ser chata amiga, mas você tem que pensar no melhor pra ele. Se ele tiver feliz, você não ta feliz?
-Você ta dizendo que eu to empatando a vida dele?
-Não, to dizendo que você tem que fazer ele reavaliar as coisas e ver se é realmente oque ele quer..sabe, ficar aqui.
-Ele falou tão tristonho que desistiu. – falou olhando pro nada.
-Ta vendo.. – botou a mão no ombro da amiga – E nada, , nada é pra sempre, é só um estagio !
-Um estagio muito estranho...parece coisa de filme. O primeiro dele e ele já tem que se mudar?
-E se não for o primeiro? E se gostaram da experiência dele? Você não sabe, e mesmo assim, é só um estagio.

-Beeeeeeeeeeeeeeeeen – entrou na casa de , e jogou-se em cima do irmão.
-zinha ! – Ben disse, apertando a Irma.
-Obrigado disse, magoado.
-oihn, oi ! – disse, beijando de leve os lábios dele.
-Que bom que veio – disse, abraçando-a.
- , porque você tirou o meu bebe do meu colo? Vem aqui . – Ben disse.
-Porque agora é meu também – disse, abraçando mais a namorada (n/a: pega a preguiça de scriptar, HUHEUA)
-Ben, oque você acha de dar uma voltinha? Fazer umas comprinhas. – sugeriu, na maior cara de pau.
- Não, parece que vai chover.. – Ben disse, se esticando no sofá. Recebeu um olhar feio de – Se bem que..hoje esta mesmo um dia legal pra compras. E uma chuvinha de verão...coisa a toa. –Ben disse, levantando.
-Quer o carro? – ofereceu.
-Do seu pai ? – Ben perguntou e assentiu. – NÃO, obrigada – Ben disse, saindo.
- Então... oque foi isso ? – disse, sorrindo.
-É que eu preciso conversar com você.
-Ah..então diga.
- você tem certeza de que não quer aquele estagio? – perguntou, e abriu a boca para responder, mas ela colocou o dedo nos lábios dele.
-Quer dizer...é uma grande chance. Você pode...ah, eu não sei mas, é uma coisa boa. Você devia pensar melhor.
- , você sabe que o maior de todos os motivos de eu ter recusado, foi porque eu tenho você aqui, não sabe?
-Não.. – sussurrou.
-Eu quero ficar onde você está, não importa ok.
- , eu estou empatando a sua vida. Agora eu entendo oque a disse. , você tem que continuar, você tem que seguir. Eu não sou importante...
-É CLARO QUE VOCÊ É IMPORTANTE – Ele disse. – É claro que é , como você pode dizer uma coisa dessas?
- , eu to pensando em você, e só em você. Porque eu te amo, eu to disposta a por a felicidade que eu sinto do seu lado por você, pra que você de certo.
- Eu posso dar certo aqui, . Desculpa, eu não posso fazer isso.
- Faça . Por favor. Pensa em você, nas oportunidades...
- , eu já disse, eu não quero...
-Por favor – os olhos dela estavam carregados de água. – Eu não vou conseguir continuar, imaginando que eu te prendi aqui.
-Mas não é só você.
-Mas eu faço parte..desse egoísmo irracional.
- ..
- , é a SUA VIDA.
-Eu acho que da minha vida entendo eu. E eu digo que o melhor, é ficar com você.
piscou. Lagrimas gordas escorreram de seus olhos.
-Eu não posso simplesmente te obrigar a aceitar aquele estagio. Mas eu posso te desprender de um elo, que só esta te atrapalhando, e te empatando. Você já pensou em quantas coisas você quer fazer comigo, e não pode? Quantos lugares você quer ir, mas eu não posso entrar porque sou de menor? Eu sou um empecilho na sua vida..
-NÃO DIGA ISSO.
-Mas é verdade – disse, com magoa em sua voz.
- ..
- , eu to terminando com você. Pra você perceber oque você tem que fazer.
-Essa não é a solução..
-Não, mas vai ajudar a ser. – disse, e virou as costas. Oque diabos tinha acabado de fazer? Não era pra ser assim, não foi assim que ela planejou. Apertava compulsivamente o botão do elevador, que não subia.
-Sua bosta lerda – deu um chute na porta do elevador, e encaminhou-se as escadas. Descia rápido, sem nem ver aonde pisava. Podia ouvir gora, gritando seu nome, e logo os passos dele na escada, num ritmo quase tão acelerado e irracional quanto o dela.
Ela desceu as escadas muito rápido, e logo já estava no hall do prédio. Chovia fracamente. Ela andou até a parte dos fundos do prédio, sabendo que ele viria atrás.
- ! – Ele gritava.
Ela ignorava, e continuava andando a passos largos sob a chuva que agora engrossava.
-VOCÊ ESTA SENDO IRRACIONAL. QUER PARAR POR UM MINUTO E ME ESCUTAR? – Ele pediu, aproximando-se dela.
-Não.
-Você me odeia?
-NÃO. Será que você não entende, que eu estou fazendo essa merda porque eu te amo?
-Não. Se você me ama porque me quer longe?
-EU QUERO OQUE É MELHOR PRA VOCÊ PROFISSIONALMENTE.
-VOCÊ TÁ É DEIXANDO SE INFLUENCIAR PELA SUA AMIGA.
-ESTÁ DIZENDO QUE EU SOU INFLUENCIAVEL?
- TO DIZENDO QUE VOCÊ PREFERE FICAR DO LADO DELA DOQUE DO MEU.
-Você não sabe oque esta...
-SEI SIM. VOCÊ ME TIROU DO CAMINHO. VOCÊ DECIDIU SOZINHA.
se jogou no chão molhado, e apoiou as mãos na cabeça.
-Você não podia ter feito isso...
-É o certo.
-Não é – ele disse, com a garganta embolada.
- ...
-Eu achei que você valia a pena. Eu realmente achei. Mas eu acho que...eu fui muito precipitado não é? – Ele pos as mãos no bolso, e tirou de la alguns papeis meio amassados.
-Oque é isso?
-Não tem importância – Ele disse, jogando numa poça de água.
- !
-Eram musicas...sobre você. Mas elas não importam mais. Você não quer mais nada. Nada.
estava machucada pelas palavras de . Ele disse que ela não valia a pena. Isso a atingiu de modo brutal.
Ele olhou pra cima, encarando-a com os olhos desesperados. O rosto molhado pela chuva, e os olhos vermelhos.
- ..
-Não . – Ela disse, e deu as costas pra ele.
ficou olhando-a partir. Logo ele que tinha agido pensando noque seria melhor pra eles, pra ela..parece que nem sempre o coração te leva pro caminho certo.

Capitulo 12 – A Letter to You.
- Ele ta mal é?
-Você não tem idéia... – Ben disse.
-Ah..
-Você foi burra, .
-Talvez...mas eu não vou voltar atrás – disse, mordendo o lábio.
-Mas não tem lógica oque você fez, . Não tem..eu tentei avaliar mas..
-Benny, deixa que com a minha consciência eu fico.
- Não vou falar nada... – Ben disse, e a abraçou.
- Como ta o clima lá em casa?
-Uma merda..Papai não me olha direito, e eu ainda ouço a mamãe chorando as vezes.
-Wow...
-É – suspirou.
- Você devia tentar atrair mais coisas boas pra sua vida.
-Ben, eu já disse pra você parar de ler esses livros. – disse, fazendo-o gargalhar.
-Mas é verdade. Já percebeu que quando acontece uma coisinha ruim, o resto desaba logo atrás? Pense nisso.
-Chega – disse. Ben a abraçou novamente.

O interfone tocava insistentemente, e estava sozinha em casa. Estava a ponto de ignorá-lo, mas podia ser algo importante.
-Alô.
-- ... – Era . Instintivamente, ela desligou violentamente.
Não demorou muito para que o celular dela começasse a tocar, como nome ‘’ ‘’ no visor. Ela limitou-se a ignorar. Não queria mais fazer parte daquilo. Se ele queria desperdiçar a vida dele na mesma cidade, que ela não tivesse envolvida.Encostou-se na parede da cozinha, e pressionou os dedos contra as têmporas. Em dois dias, sua vida tinha dado um giro de 360 graus. Ela tinha chego ao auge da felicidade e agora, no entanto, sentia-se o pior ser humano já existente. Dois dias, foram necessários para abalar a vida que ela estava acostumada a levar (n/a: igual os vídeos que a prof de historia mostra: os dois dias que abalaram o mundo *musica sinistra*, parei :x)

despertou naquela manhã com o barulho da campainha, que tocava urgentemente.Levantou preguiçosamente, destrancou a porta e olhou. Não tinha ninguém no corredor.Apenas uma carta em frente a seus pés.
Pegou a carta, prestes a colocar em cima do balcão quando o nome no envelope chamou a atenção. Era o nome dela! Ela nunca, nunca recebia cartas. Abriu, curiosamente, e viu numa caligrafia familiar duas paginas, inteiramente escritas.

”Oi . Você deve estar pensando, quem é o idiota que me manda cartas? ? Chutou certo. Eu sabia que se eu te mandasse um e-mail você deletaria. Mas ainda corro o risco de você rasgar a carta. Eu sei que foi infantilidade minha sair correndo, mas você me assustou ontem, eu nunca tinha te visto daquela maneira.Enfim, eu acho que você não quer me ver. Mas eu que tinha motivos pra isso, se você quer saber. Mas o propósito desta carta,é pra te dizer que, você venceu, apesar de tudo. Eu simplesmente não posso mais ficar num lugar onde eu tive tudo, onde eu fui feliz, e ver tudo isso arruinado, destruído. Eu aceitei o estagio, ainda estava em tempo.E foi por isso que eu tinha te ligado. Eu só queria saber...como nós fomos acabar assim? Você ficou do lado da sua amiga, mudou todo o rumo das coisas, e sabe, isso me magoou. Você me fez destruir as musicas que eu tinha feito pra você, e é por isso que em anexo, está a minha mais nova obra. Também sobre você. Eu espero que você entenda o meu lado, assim como eu tento entender o seu. Eu sei, você não fez por mal.Talvez quando você me entender, já seja tarde demais.Talvez eu já esteja morto, e ai sim você voltara atrás. Mas saiba, que por agora, eu ainda te amo. E é por isso, que assim como você, eu estou indo.
Beijos, .”

olhou pra cima, impedido que as lagrimas acumuladas em seus olhos caíssem. Ela não ia chorar. Ela nunca mais iria chorar. Puxou a outra folha de dentro do envelope, e na mesma caligrafia familiar, começou a ler a musica (n/a: é do son of dork, end up like this e eu amo ok? ¬¬)


Just called to let you know
I've got to let go
Couldn't stand back and watch this
You went behind my back
Threw us off track
And then that's when I lost it

Can't believe I'd kid myself
That you were ever worth this

Read between these lines, a hundred times
And realise, there'll be no compromises
Not before I die
Or in another life
How did we end up like this?

When you made out with her
It's just like a blur
But it still plays in my head
And who will you become
Now that we're done?

Can't believe I'd kid myself
That you were ever worth this, worth this

Read between these lines, a hundred times
And realise, there'll be no compromises
Not before I die
Or in another life
How did we end up like this?
How did we end up like this?

How'd we go so wrong, go so wrong?
How'd we go so wrong?

Read between these lines, a hundred times
And realise, there'll be no compromises
Not before I die
Or in another life
How did we end up like this?
How did we end up like this?
How did we end up like this?
How did we end up like this


Lagrimas gordas escorriam dos olhos dela, e ela sentiu raiva de si mesma. Porque estava chorando? Era tão fraca a ponto de não conseguir cumprir uma promessa que tinha feito a si mesma? Dobrou a carta novamente, e andou lentamente até seu quarto. Ele tinha ido. Ela tinha oque queria. ia crescer na vida, ia ser feliz, sentiria-se realizado. Então porque raios isso doía tanto?Porque?
Ela deitou na cama, e refletiu. E agora, como ficaria Ben? E se nunca mais voltasse? E se ela não conseguisse seguir em frente? Tinha sido imensamente burra, e agora era simplesmente tarde demais.

Epílogo.

(Ben narrando)

-Se cuide . – Eu disse, deixando-a na entrada do meu antigo prédio. Desde que tinha se mudado, eu passei a morar sozinho num pequeno apartamento próximo a universidade.
Na verdade, muitas coisas tinham mudado desde que mudou.Oito meses é um grande tempo, estávamos quase na metade do ano de novo. tinha virado um zumbi, não tinha conversas decentes com ninguém. Bom, exceto comigo. As festas de final de ano passaram, e nenhuma melhora ou alteração sequer no comportamento dela.Me preocupa ver ela desse jeito mas eu é que não dizer nada. Eu ainda acho que ela estava errada. Mas doía, e ainda dói ver o quanto ela esta sofrendo. Tão pequena, tão nova... e já entende tanto.
Peguei um ônibus para voltar a universidade. Meu curso estava indo perfeitamente bem! É tão incrível ! Finalmente encontrei algo em que sou bom.
estava no campus, como sempre. Ao me ver, ele levantou correndo. Eu tinha me tornado bem amigo de , ele é um cara legal. Mas ele nunca demonstrou tanto interesse na minha pessoa.
-BEN! – Ele veio gritando.
-Oi – Eu disse, casualmente, com as mãos nos bolsos.
-Te achei. Porque não atende o celular? Preciso muito falar com você ! – Oh droga. Meu celular...
-Acho que acabou a bateria – eu disse – Mas diz logo !
-Eu preciso ir buscar o mais tarde no aeroporto, a mãe dele pediu. Quer ir ? – Ele disse. Aquelas palavras demoraram um pouco para fazer sentido. Meu cérebro absorveu todas as informações lentamente.
- ?
-É.
- ? Tipo, Jonas? - Eu perguntei, incrédulo. Oque diabos faria aqui ? E logo, o pensamento mais preocupante ocupou minha mente.
- ... – eu sussurrei.
-Como vamos contar pra ela? – perguntou, como se ele mesmo já tivesse pensado a respeito.
-Não vamos contar.
-Então esperamos pra que ela encontre ele no elevador por acaso, e quase morra? – Ele perguntou, irônico.Verdade, contar era uma boa opção...
-Certo, vamos contar. Eu acho que agente podia contar de uma vez, sabe? Que nem tirar curativo...puxa de uma vez.
-Que comparação – rolou os olhos – Mas então, vamos logo, você demorou. O vôo dele já deve estar pra chegar.
-ELE VEM HOJE?
-Sim – disse, já procurando as chaves do carro no bolso.
-Não quero nem ver como isso vai acabar...
-Vai ser...divertido – disse, sentando no banco do motorista, e olhando com uma cara maliciosa. Eu não pude deixar de rir.

- , pode vir aqui em casa?
--Ben, estou ocupada...
-Você não está ocupada.
--Eu não posso ir, Ben.
-Certo, então não venha – Eu disse irritado. Porque ela tinha que ser tão teimosa?
-- Oque você quer?
-Eu preciso te contar uma coisa.
--Então con..
-É uma coisa séria!
--Nada é sério o suficiente para que possa me tirar de casa e me fazer levar bronca, Benny – ela disse, rindo fracamente. Eu explodi.
-Mesmo que a coisa esteja relacionada ao motivo da sua morte interna por um período de oito meses? Ele voltou, .
--Mas oque...
-É. voltou. – Eu disse, e o telefone ficou mudo.

Fim

N/a: ENFIM, terminou. Cansaram ? eu particularmente, não. Essa fic foi uma delicia, tanto de postar, escrever, e ler. Talvez porque seja parte da minha historia, talvez porque eu precisasse de uma fic de novo.Mas esse é o resultado, espero que tenham gostado do suposto final. Certo, suposto. Já ouviram falar em Parte Dois? Sim, ela já esta sendo escrita.Agora vamos para a parte série que vocês odeiam ler. Eu queria dizer que, finalmente entendi oque a Mah quis dizer com “escrever mais pra você doque pros outros” eu realmente entendi. Eu descobri também que um dos maiores prazeres da vida é escrever. Você pode manipular todo um mundo e com um estalar de dedos você quebra o mundo cor de rosa em que seus personagens vivem. Talvez eu seja uma reencarnação de Hitler, maníaca por poder, ou talvez eu seja apenas uma entediada pseudo-escritora.Vamos aos agradecimentos?

Eu gostaria de agradecer a Marina. Mah, Marry, Marinão, obrigada por estar SEMPRE do meu lado, e por me ajudar a decidir as coisas. Obrigada por ser sempre sincera, por sempre opinar, sugerir, e me fazer acreditar que eu decidiria o melhor pra fic, mesmo não tendo capacidade mental suficiente q. Obrigada por me ajudar a continuar seguindo em frente, e esperar (são só mais três anos, yay).
Obrigada a Karol, Kreu, Kreuli, Kreuci, e a Mariana Caxamboo, Marrie q, por apoiarem via MSN e lerem a fic, e me fazer acreditar que ela estava pelo menos bonitinha.Me fazer acreditar que um post melhoraria o dia de uma pobre estudante de recuperação final.Obrigada também por me aturarem, estranha como eu sou.
Obrigada a todas, eu disse, TODAS, as meninas do tópico, até as que aparecem meia vez. As que apenas olham o tópico, e não comentam. A todas que tiveram o trabalho de deixar um comentário na c Box, acreditem, vocês fizeram meus dias felizes, porque não tem satisfação maior doque saber que você esta agradando alguém.Obrigada por me fazerem acreditar que a fic envolveu vocês, e me fazerem acreditar que vão sentir falta dela. Que o tópico era uma casa pra vocês.A todas as amizades que fiz, momentâneas ou duradouras, obrigada, de coração.

E o ultimo e talvez mais importante. Amor, obrigada por existir e sustentar contigo a minha existência. Eu te amo, e um dia tudo vai valer a pena.
Obrigada a você, que leu até o final. Aguarde a segunda parte. Beijos, eu amo vocês.
ultima coisa, PASSEI DE ANO *-* Obg por torcerem.

Links legais:
meu MSN: [email protected], e o link do meu perfil adicionável, é esse
Todas as minhas fics aqui
And When we get home… por Leths.
Sk8er Malicious por Marry.

Comunidade que a Marry fez pra mim <3
Fic natalina, minha e da Marry aqui


Atenção: Só existe pedofilia quando esses crimes forem praticados contra menores de 14 anos.

Segunda parte
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