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De onde ela vem...

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Em uma determinada atividade para estímulo da criatividade, foram utilizados os seguintes textos e imagens, pelo convidado Douglas de Paula:

 

Clipe das Rochas

O clipe era bastante intenso, com imagens bem envolventes e após assistí-lo, poderia ser feito um texto da imagem assistida.

Imagem da Musa Adormecida

Após olharmos insistentemente para a imagem da Musa Adormecida, fomos orientados a fazer um texto ou uma poesia, enfim a usarmos da nossa criatividade...

Musa Adormecida

Escultura de Constantin Brancusi (1876 - 1957)

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Musa Adormecida

Giselle Pereira Vilela

 

E agora Musa?

Sem luz

Sem dança... E a música?

A música parou!

Você que era forte

Tinha face e semblante de porte

Agora é só tristeza e solidão...

As lembranças inertes

Os lábios mudos

O olhar... não tem olhar!

Só lembranças, só emoções adormecidas...

 

Clipe da música Frozen cantada por Madonna

Assistimos ao clipe e também tínhamos como respaldo a letra da música. O intuito era fazer uma imagem da letra, sem nos deixar influenciar pelo clipe.

Frozen
Madonna


You only see what your eyes want to see,
How can life be what you want it to be,
You're frozen when your heart's not open.
You're so consumed with how much you get,
You waste your time with hate and regret,
You're frozen when your heart's not open.
Mmm-mm-mm… If I could melt your heart, Mmm-mm-mm… We'd never be apart.
Mmm-mm-mm… Give yourself to me,
Mmm-mm-mm… You are the key.
Now there's no point in placing the blame,
And you should know I’d suffer the same,
Af I lose you, my heart would be broken.
Love is a bird, she needs to fly,
Let all the hurt inside of you die,
You're frozen when your heart's not open.

Mmm-mm-mm… If I could melt your heart, Mmm-mm-mm… We'd never be apart.
Mmm-mm-mm… Give yourself to me,
Mmm-mm-mm… You are the key.
You only see what your eyes want to see,
How can life be what you want it to be,
You're frozen when your heart's not open.

Mmm-mm-mm… If I could melt your heart, Mmm-mm-mm… We'd never be apart.
Mmm-mm-mm… Give yourself to me,
Mmm-mm-mm… You are the key.
Mmm-mm-mm… If I could melt your heart,
Mmm-mm-mm… We’d never be apart.
Mmm-mm-mm… Give yourself to me,
Mmm-mm-mm… You are the key.
If I could your heart…   

Frozen
Madonna


Você só vê o que seus olhos querem ver,
Como é que a vida pode ser o que você quer que ela seja,
Você está congelado quando seu coração não está aberto.
Você fica tão preocupado com o quanto vai conseguir,
Você desperdiça seu tempo com ódio e arrependimentos,
Você está congelado quando seu coração não está aberto.
Mmm-mm-mm… Se eu pudesse derreter seu coração,
Mmm-mm-mm… Jamais nos separaríamos.
Mmm-mm-mm… Se entregue a mim,
Mmm-mm-mm… Pois você é a chave.
Não adianta ficar colocando culpa,
E você deveria saber que eu sofreria da mesma forma,
Se eu te perder, meu coração estaria partido.
O amor é um pássaro, ele precisa voar,
Faça com que todo mal dentro de você morra,
Pois você fica congelado quando seu coração não está aberto.

Mmm-mm-mm… Se eu pudesse derreter seu coração,
Mmm-mm-mm… Jamais nos separaríamos.
Mmm-mm-mm… Se entregue a mim,
Mmm-mm-mm… Pois você é a chave.
Você só vê o que seus olhos querem ver,
Como é que a vida pode ser o que você quer que ela seja,
Você está congelado quando seu coração não está aberto.

Mmm-mm-mm… Se eu pudesse derreter seu coração,
Mmm-mm-mm… Jamais nos separaríamos.
Mmm-mm-mm… Se entregue a mim,
Mmm-mm-mm… Pois você é a chave.
Mmm-mm-mm… Se eu pudesse derreter seu coração,
Mmm-mm-mm… Jamais nos separaríamos.
Mmm-mm-mm… Se entregue a mim,
Mmm-mm-mm… Pois você é a chave.
Se eu pudesse derreter seu coração...

Texto "A Caverna da Amizade"

Após a leitura com os olhos do texto "A Caverna da Amizade", fizemos a leitura da alma e transcrevemos o texto através de uma imagem...

A Caverna da Amizade
Douglas de Paula


De fato, seu vestido estava horrível, já havia limpado nele, por várias vezes, o suor incontido das próprias mãos. Pisava-o, rasgando-o, deixando atrás de si uma trilha de trapos, originalmente brancos, e, ora, melancolicamente sujos. Não podia parar de forma alguma, antes um vestido enlameado que tingido de sangue... Por hora, tinha conseguido despistá-las, mas sabia que não tardariam a reencontrá-la. Seu corpo estava extenuado, sentia-se colar nos próprios trajes, tudo o que gostaria era de um bom banho... “água, água”, pedia. O ar lhe entrava nas narinas ferindo a garganta seca, não estava conseguindo mais respirar. Nauseabunda, tombou ali mesmo, naquele lodo fétido e pegajoso. Não teve vergonha de tentar sorver um pouco daquela lama, “ninguém está me olhando”, disse, dando de ombros, mas, ofegava tanto, que não conseguia tomar o que quer que fosse, “preciso me esconder”, pensou. Começou a tremer, o frio lhe cortava a pele como elas lhe cortariam a carne se a encontrassem... Sabia que seu corpo captava a presença daquelas filhas do demônio como um radar o faria, aquele frio repentino era um péssimo sinal...

“Beleza maldita”, disse em prantos, nunca desejara tanto ser feia. Tentou conter-se, sabia que não sobreviveria se não raciocinasse rápido, “esconderijo, esconderijo”, dizia. Mente agitada pelo desespero, tentava reter o pranto, que lhe turvava a vista. Quando limpou um dos olhos, teve a impressão de ter visto algo se mover entre as árvores, “calma, calma”, disse a si mesma, “o medo cria fantasmas, faz ver o que não existe”, completou. Mas, não era isso o que os arrepios sucessivos que lhe chicoteavam o corpo informavam, conhecia bem aquela sensação, “estou desgraçada, estou desgraçada”, sussurrou entrecortada pelo choro. Num gesto pensativo, passava com força os dedos pelos lábios... doces lábios... Tudo o que elas mais desejavam era ver-lhe a face desfigurada ou o ventre aberto, pensou. Deu livre curso às suas lágrimas enquanto corria, se é que havia um lugar para onde correr, “correr, correr”, pensava, era a única coisa de que teve certeza naquele instante...

Chegando a um rochedo, não teve outra opção senão parar, reconhecia-se no limite de suas forças. No cansaço, divisara um limiar para o corpo, no medo, encontrara um devorador para a alma. Ajoelhada, temeu olhar para os lados, permaneceu com a cabeça baixa. Deu com as próprias mãos, estavam sujas e feridas, “era isso o que elas queriam”, disse... limpou-as novamente no vestido, há muito havia perdido o véu e a grinalda, “acessórios miseráveis”, disse consigo, entre rindo e chorando, engasgada na própria angústia. Com um pouco mais de coragem, olhou para seu derredor. Àquela hora, pouco se podia ver entre aquelas tortuosas árvores, seu pavor era tanto, que não se incomodaria de fazer amizade com elas, desejou mesmo que tivessem vida naquele instante, não era justa uma morte tão covarde, a quem recorrer? “as árvores, as árvores”, disse em soluços, nunca entendera tão bem a expressão “morrer e medo”...

Súbitos, os arrepios voltavam a lhe castigar o corpo, era esse o sinal... Afastou-se para mais perto do rochedo, como se ele pudesse protegê-la, “tola”, disse, era mais uma muralha para lhe obstruir a fuga, concluiu. Movida pelo terror, recuava, mais e mais. Passo por passo, sentiu-se pisar em algo com consistência de carne, deu grito abafado, enquanto, tirando um dos pés do que quer que fosse, sentia os pêlos roçarem por entre seus dedos. Um desagradável odor de carne pútrida alcançou suas narinas... certa vez, havia ouvido falar que o último estágio do medo era um agradável torpor, esperava francamente que ele não tardasse muito a chegar. “Deus! Deus! Estou ficando louca”, pensou, parecia pisar no mesmo tapete de carne a cada vez que se desviava dele... às vezes, tinha a sensação de que ele se mexia... levemente, eroticamente... como se fosse lhe subir pelas pernas a qualquer instante... a esse pensamento, sentiu suas vísceras se encolherem, desejou ter asas para nunca mais tocar o chão... uma coisa lhe era certa: havia atingido um estágio do pavor em que não se era mais possível chorar...

Retesada, sentiu uma mão fria tocar-lhe o cotovelo, “para cá, querida, para cá”, sussurrou. Não conseguia ver o que quer que fosse, sua percepção espacial lhe dizia que, conduzida por mãos outras, havia avançado muito na direção daquele rochedo. Ouviu um riscar de fósforo e deu com uma figura encapuzada, de costa, que, lentamente, se foi virando na sua direção. Ela baixou o rosto, temia seriamente ver... em seu suplício, deixara-se conduzir, e se tivesse sido trazida até ali por uma delas? Infindáveis torturas lhe perpassaram a mente...

Aquelas mãos, já não tão frias, tocaram-lhe o queixo e reconduziram seu olhar para cima, enquanto ela lhes regava com grossas lágrimas, que, novamente, tornavam a verter de seus olhos. “Amiga”, disse, “olhe para mim”. Um largo sorriso de alívio iluminou suas faces, reconhecia aquela voz. Em soluços, abraçou o amigo e deixou-se descansar em seu ombro generoso, fechou os olhos e abriu o coração. Então, alguém havia se lembrado dela, de que tinha sentimento, de que era humana. Sem lhe perguntar o que tinha ou o que fizera alhures, pronunciou aquela palavra mágica e confortadora, em meio a toda aquela tormenta: “Amiga, amiga”... Mas, o que ela não sabia, era que o bem, por mais simples e cotidiano que fosse, advoga, em qualquer tempo, por seu autor. Sim, ela merecera um amigo.

_ Mas, que lugar é este? _ Ela perguntou.

_ Costumo chamar de “A Caverna da Amizade”.
Agora descanse, querida _ completou, apagando em seguida o fósforo, com um doce sopro em sua direção, convertido, pouco antes de acordar, numa leve brisa em seu rosto.

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Minha interpretação sobre o texto de Maria Lúcia Oliveira "Contribuições da Psicanálise para a compreensão da criatividade".

VASCONCELOS, Mário Sérgio (org). Contribuições da Psicanálise para a Compreensão da Criatividade. In:_. Criatividade: psicologia, educação e conhecimento novo. São Paulo: Moderna, 2001. p. 21-42.

Contribuições da Psicanálise para a compreensão da criatividade.
Maria Lúcia de Oliveira


O texto “Contribuições da Psicanálise para a compreensão da criatividade”, traz o questionamento da psicanálise com relação à tendência corrente de que os artistas detêm com exclusividade o processo criativo e a crença de que está em Deus ou no ventre materno o mistério da criatividade.
O interesse pelos mistérios da criatividade coincide com os avanços na investigação da vida psíquica; as ações e paixões humanas expressam a condição psicológica de cada um, e não da vontade de deuses.
Têm-se, dessa forma, definido a criatividade como a criação de uma nova realidade externa a partir de uma realidade interna (psíquica).
Para Freud, o modo de ser, pensar e de se comportar ou se ver, é o produto da relação consciente x inconsciente. Por isso, não se conhecem na sua totalidade, as motivações de nossas ações ou criações.
A capacidade de pensar é vista como uma evolução do funcionamento psíquico, que sucede à alucinação, que para Freud, é a primeira realização de desejo do recém-nascido, e a primeira manifestação do psiquismo no ser humano, em conseqüência de experiências tidas antes do aparecimento da consciência.
Freud observa que ao crescer, as pessoas param de brincar, e o que parece renúncia ao prazer de brincar, na realidade é uma substituição de um objeto por outro.
Por exemplo, produções artísticas e atos criativos, continuam ou substituem o brincar infantil. Essa situação da vida psíquica apresenta a origem da criatividade, pois para Freud, o processo criativo é a tentativa de elaborar a perda da onipotência.
Para ele, a sexualidade na sua capacidade de sublimar; que tem origem na infância (trocar o alvo sexual originário, por outro não-sexual, mas também prazeroso; ou seja, neutralizar a energia sexual), tem como base do processo sublimatório, as “pulsões sexuais”, que lhes fornecem energia de realizações, e possibilita as atividades científicas, criações artísticas e toda ação criativa. Por isso, Freud afirma que a sexualidade é a matéria-prima da inteligência e da criatividade.
Na maioria das vezes, o artista convive com o sofrimento psíquico e com a capacidade criativa, que seria uma alternativa produtiva para a expressão simbólica de conflitos. O mergulho na loucura enterra toda e qualquer possibilidade de criação artística.
Freud acredita que a criatividade é concebida como expressão do mundo psíquico, no sentido de conquista de novas representações para significar os diversos aspectos da sensibilidade humana.
Contudo, o texto traz a reflexão de que, apesar de vivermos num mundo cheio de constantes renovações, a criatividade é algo que vem sendo exigida nas tendências pessoais e profissionais, como traço de personalidade; e muito do que é chamado de criatividade tem sendo confundida com produtividade, em seu caráter massificador, descartável e mutante.
A troca da imaginação pelo consumo de imagens, é um predominante no mundo atual, dessa forma, é de suma importância, avaliar a compreensão do que seja a criatividade, sua função e seu valor para entendermos o seu real significado.

freud.jpg (135155 bytes)Breve biografia de Sigmund Freud,
o "Pai da Psicanálise"


Em 1899 Freud escreveu esta nota autobiográfica, publicada em 1901 em alemão nas Biographisches Lexicon hervorragender Arzte des neunzehnten Jahrhunderts de J. L. Pagel:

“FREUD, SIGMUND, Viena. Nascido a 6 de maio de 1856 em Freiberg, Moravia. Estudou em Viena. Aluno do fisiólogo Brücke. Promoção (título médico) em 1881. Aluno de Charcot em Paris de 1885-1886. Habilitado em 1885 (designado Privatdozent). Tem trabalhado como médico e docente na Universidade de Viena, desde 1886. Proposto como Professor Extraordinário, em 1897. Inicialmente os trabalhos de Freud trataram sobre histologia e anatomia do cérebro e posteriormente sobre temas clínicos de neuropatologia; tem traduzido os escritos de Charcot e de Bernheim. Über Coca, de 1884, é um trabalho introdutório da cocaína na Medicina. De 1891 é Zur Auffassung der Aphasien. De 1891 e 1893 são as monografias sobre as paralisias infantis, que culminaram, em 1897, no volume sobre o tema Handbuch, de Nothnagel. Studien über Hysterie, de 1895 (com o Dr. J. Breuer). Desde então Freud tem-se dedicado ao estudo das psiconeuroses e especialmente a histeria, e em uma série de breves ensaios tem enfatizado o significado etiológico da vida sexual nas neuroses. Também tem desenvolvido uma nova psicoterapia da histeria, do qual muito pouco se tem publicado. Um livro está no prelo: Die Traumdeutung (“A Interpretação dos sonhos”).”


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Em outra atividade, também contamos com a criatividade dos convidados:

 

Carlos Menezes Junior - músico, engenheiro mecânico, especialistta em música do século XX - comutação sônica, mestrando em engenharia elétrica - comutação sônica pela UFU.
Elton Ramos Moraes - psicólogo, especialista em recursos humanos, mestrando em psicologia organizacional pela UFU.

que propuzeram algumas atividades trabalhando com o tato, a audição, a música, a dança e muita criatividade...

Num primeiro momento, foi nos questionado pelo convidado Elton Ramos o que seria criatividade e inovação.

Para mim...

o que é criatividade?

... é pegar algo pronto ou não e fazer diferente, usando a imaginação.

e inovação?

... é algo totalmente novo, diferente de tudo que já foi visto ou feito.

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Logo depois, fizemos uma outra atividade utilizando as mãos e a audição...

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Nessa atividade, tínhamos cada uma, sua folha sulfite A4 e o convidado ia nos passar algumas instruções que deveriam ser seguidas de olhos fechados, da maneira com que cada uma de nós tivesse entendido...

Após algumas orientações de como dobrar, cortar e desdobrar a folha, mesmo com as mesmas instruções, a maioria das folhas ficaram diferentes, isso por que cada uma usou a sua própria criatividade.

Veja ao lado, como ficou a minha.

... e para finalizar, o convidado Carlos Menezes fez todo mundo entrar na dança!

Foram apresentadas duas canções bem brasileiras, porém com ritmos e arranjos totalmente diferentes dos já ouvidos por todos. Alguns gostaram, outros nem tanto....

Depois, nos foi proposto bater os pés e as mãos de acordo com a música em total sincronia com o restante do grupo. A sala foi dividida em três grupos e foi muito divertido, todas participaram!!!

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