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A história do Santo André, está estreitamente
ligada à colonização da Capital Paulista. Após
a descoberta do Brasil, numerosas foram as expedições aqui
enviadas, vindas de Portugal e Espanha, entre elas a que trouxe João
Ramalho
Estabelecido no planalto, entre 1500 e 1510, João Ramalho
casou-se com uma filha do Cacique Tibiriçá, chefe dos Guaianases:
Bartira.
Honrado e respeitado por portugueses e gentios, vivendo entre numerosa
escravaria, em pouco tempo se tornou grande potentado.
Quando Martim Afonso de Souza, iniciou a colonização
de São Vicente, em 1532, já encontrou João Ramalho
que foi ao litoral para recebe-lo, acompanhado dos primeiros mamelucos.
Fundada São Vicente, Martim Afonso de Souza transpôs
a Serra para oficializar o povoado do Santo André da Borda
do Campo, que por sua posição geográfica teria
papel predominante no desenvolvimento do território paulista. Nomeou
então João Ramalho Capitão Mor dos Campos de Piratininga.
Decorridos cerca do vinte anos, Tomé de Souza, primeiro governador
geral do Brasil, visitou São Vicente, acompanhado do padre
Manoel do Nóbrega, primeiro provincial da Companhia do Jesus no
Brasil. Palmilha serra acima o caminho antes percorrido por Martim Afonso
do Souza e encontra na orla do Campo do Piratininga a povoação
fundada sob a invocação de Santo André.
Para suportar Os constantes ataques dos selvagens das margens do
Paraíba, João Ramalho já havia construído,
à sua custa muros defensivos. Levantara Paço Municipal, bem
como a primeira ermida dedicada a Santo André, em 1550.
A esse primeiro núcleo de civilização, Tomé
de Souza outorgou o predicamento de vila, instalando-se a primeira Câmara
Municipal a 8 de abril de 1553.
A esta época, precária era a situação
do Colégio Vicentino. Nóbrega resolveu fundar outro colégio,
no Campo de Piratininga e a 29 de agosto de 1553, escolheu o local da instalação
do colégio no planalto: o chamado pátio do colégio,
onde se reuniram os primeiros cinquenta catecúmenos para serem doutrinados.
Padre Manoel de Paiva celebrou a missa inaugural a 25 de janeiro
de 1554.
Em começos de fevereiro chegou o Padre Anchieta, a quem Nóbrega
confiou a incumbência de ser seu secretário.
O fundador do Colégio de Piratininga, depois de decorridos
quatro anos, verificou que, apesar de uma assistência permanente,
não conseguia fazê-lo sobreviver pois os índios eram
"andejos, irrequietos e instáveis". Verificou-se então a
necessidade de trazer os portugueses de Santo André para junto do
estabelecimento.
Por outro lado os ataques dos tamoios aos habitantes de Santo André
também vinham sendo mais constante, o que também aconselhava
essa mudança.
Para que a colonização portuguesa e a catequese não
fossem destruídas, urgia mudar o Município de Santo André
para junto do Colégio. Padre Nóbrega conversou então
com João Ramalho à respeito sobre esta perspectiva.
Padre Nóbrega foi a Bahia logo a seguir e de lá regressou,
em 1560, com Mem de Sá, terceiro Governador Geral do Brasil. Em
Santo André, a primeira autoridade do Brasil, o primeiro Provincial
da Companhia de Jesus e a primeira autoridade civil do planalto resolveram
a mudança da Câmara Municipal de Santo André
da Borda do Campo e sua população para junto do Páteo
do Colégio, onde foi levantado o Pelourinho Andreense.
Durante muitos anos permaneceu Santo André em completo abandono.
Mas os itinerantes que faziam a jornada através da estrada do mar,
sob a orientação do paulista Antônio Pires Santiago,
edificaram a 2 de dezembro de 1735, em território de Piratininga,
uma pequena capela sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição,
onde faziam suas paradas e orações.
Ao redor da capela começaram a se concentrar numerosos habitantes
e já em dezembro de 1805 a capela era elevada a curato.
Em 23 de dezembro de 1812 o Marquês de Alegrete elevou a localidade
à categoria de freguesia, dando-lhe o nome de São Bernardo,
nome da fazenda ali existente. O município de São Bernardo
nasceu nas proximidades do próprio local da antiga Vila de Santo
André da Borda do Campo, extinta em 1560.
Com a passagem da São Paulo Raiway (Estrada de ferro ligando
Santos à Jundiaí, construída em meados do século
XIX), a localidade tomou impulso, vindo a ser procurada por novos moradores.
Em 1889 surgia o município, com sede em São Bernardo e os
distritos de Santo André, São Caetano do Sul, Ribeirão
Pires e Paranapiacaba. Destes distritos o que mais prosperou foi Santo
André.
Em 1938 a sede Municipal foi transferida para o distrito de Santo
André em virtude de estarem aí instaladas as repartições
publicas bem como as maiores industrias do Município, além
de grande densidade demográfica. O Município passou então
a chamar-se Santo André, ficando São Bernardo reduzido à
condição de distrito de Paz.
Três foram os fatores que contribuíram para que Santo
André enveredasse pelo caminho do progresso, atingindo altos índices
econômicos: a vinda de imigrantes, a Estrada de Ferro e a construção
da represa Billings.
A passagem do leito da velha São Paulo Railway, despertou
de largo sono a região desbravada por João Ramalho. Próximo
às paradas dos trens foram sendo construídas residências
e instaladas algumas casas comerciais, dando origem a inúmeros núcleos
populacionais. A parada denominada de São Bernardo desenvolvia-se
como centro da região, conhecida como Bairro da Estação,
mais tarde, distrito de Santo André.
No ano de 1889 o município contava com área de 850
quilômetros quadrados e uma população de 10.124 habitantes,
que se dedicavam à agricultura, exploração de carvão
e lenha além das poucas olarias da localidade e pequenas oficinas
de consertos de carros e carroças de transporte das mercadorias
aí produzidas.
A contribuição da estrada de ferro, que ligava a capital
ao porto de Santos, no período áureo do ciclo cafeeiro, adicionado
outro fator importante, a construção da represa Billings,
que produzindo energia elétrica permite a instalação
de industrias na região, foram, portanto, cruciais para o desenvolvimento
de Santo André.
Com a energia elétrica vieram as indústrias. Em 1897
foi fundada a Cia. Streiff, grande fábrica de cadeiras e pequenos
móveis. Em 1898 a firma Bergman, Kowarick e Cia. fundam e constroem
a fábrica de casimiras ao lado da Estação de Santo
André, e assim outras grandes empresas foram se instalando. Em 1907
a Casa Publicadora Brasileira, em 1908, Fiação e tecelagem
Santo André, em 1920, Rhodia, Industrias Químicas e Têxteis,
em 1923 Pirelli S.A. , em 1924, Atlantis do Brasil,
em 1936, Laminação Nacional de Metais, em 1938, Swift-Armour
S.A. em 1939, Firestone, em 1940, Companhia Brasileira de Cartuchos, isto
para citar os grandes nomes... Até o final da década de 1960
esse crescimento não arrefeceu.
A população local era insuficiente para a necessidade
de mão de obra de tantas empresas, vieram então as grandes
migrações, de Minas Gerais e do nordeste e já na década
de 1950 a população beira a 100.000 habitantes.
Atualmente Santo André conta com cerca de 1.000.000 de habitantes.
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São Bernardo do Campo em 30 de novembro de 1944.
São Caetano do Sul, em 24 de dezembro 1948.
Mauá e Ribeirão Pires em 30 de dezembro de 1953.
Em 1967, parte do Subdstrito de Utinga (Vila Prosperidade) foi anexada
ao município de São Caetano do Sul.
A área atual do município reduziu-se atualmente, em
virtude dos desmembramentos à 180 quilômetros quadrados.
PAÇO MUNICIPAL O CONJUNTO CONTÉM A CÂMARA MUNICIPAL, O PRÉDIO DO EXECUTIVO, O FÓRUM, A BIBLIOTECA MUNICIPAL E O TEATRO MUNICIPAL. |
VISTA DA AVENIDA PERIMETRAL
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PARQUE REGIONAL DO PEDROSO RESERVA SITUADA ÀS MARGENS DA REPRESA BILLINGS. |
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Com letra do Professor José Amaral Wagner e música
do Senhor Luiz Carlos da Fonseca e Castro, foi o Hino a Santo André
oficializado pela Lei Municipal número 541, de 16 de fevereiro de
1950, com os seguintes versos:
Santo André, livre terra querida,
Forja ardente de amor e trabalho,
Em teu solo semeias a vida,
Em teus lares ha pão e agasalho.Estribilho
Salve, salve, torrão Andreense
Gigantesco viveiro industrial!
Teu formoso destino pertence
Aos que lutam por um ideal!Três figuras de heróis bandeirantes
Isabel, 0 Cacique e 0 Reinol
Constituíram Os troncos gigantes
Das famílias paulistas de escol.Estribilho
Salve, Salve, torrão Andreense etc.Se tu foste, no início, um castigo
Hoje es benção dos céus sobre nos.
Santo André , 0 teu nome bendigo,
Berço e tumba de nossos avós.Estribilho
Salve, Salve, torrão Andreense etc.Eia, pois, a caminho da glória,
Santo André do herói quinhentista!
Tu serás para sempre na história
Marco zero da história Paulista!Estribilho
Salve, Salve, torrão Andreense etc.