K.O.O Brasil mandou de volta pra Cuba os boxeadores que tinham desertado. É um crime. O Brasil devia ser preso. Cópia não autorizada do blog de FDR (Fabio Danesi Rossi) Artigos relacionados: Honra (Para perder, é preciso ter tido) Agosto Human Rights Que é ter vergonha na cara? Sinto vergonha de mim Mensalão vai a julgamento O foro não deu privilégio |
| Simplesmente Corajosa Corre pela internet um texto maravilhoso, escrito em 2005 por Adriana Vandoni Curvo, professora de economia e consultora. Lava a alma dos brasileiros que sabem do que trata a palavra ÉTICA. Faça o download aqui. Pena é que continue atual, cada vez mais atual. Urgentemente atual. Outros artigos dela podem ser encontrados no blog  |
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Não há dúvida que a 2ª lei da termodinâmica explica todas os cenários onde domina o CAOS, até na política ! Não é mais possível (depois de 60 anos !) acreditar que o mundo é mau e injusto e que podemos fazê-lo melhor ! Isto é a lei da entropia ao contrário (Organizar o CAOS). Por isto daqui em diante proponho uma extensão da 2ª LEI DA TERMODINÂMICA aplicada à política: “A Política é a parte mais degradada da atividade humana e para a qual tendem todas as demais (atividades).” Contribuição do engenheiro GR ALMEIDA para nosso sítio. 5 de maio de 2007 |
| ARTIGO RETIRADO |
Deu no BBCBrasil hoje, 30 de abril de 2007 (com data de 01 de maio) EUA querem que Brasil assine tratado de preservação florestal Bruno Garcez Enviado especial a Nova York Subsecretaria de Estado americana, Paula Dobriansky Subsecretária americana falou sobre projeto dos EUA de 1998. A subsecretaria de Estado americana, Paula Dobriansky, pediu que o Brasil assine com os Estados Unidos o tratado de conservação de florestas tropicais. O projeto foi criado pelo governo americano em 1998 e oferece a países em desenvolvimento o perdão de dividas com os Estados Unidos e a geração de fundos para preservação ambiental. O programa é implantado por meio de acordos bilaterais. Entre as nações latino-americanas que já foram beneficiadas pelo tratado estão Peru, Colômbia, Paraguai e Panamá. O pedido da subsecretária foi feito durante o Fórum de Desenvolvimento Sustentável realizado nesta segunda-feira em Nova York. O evento conta com a presença dos ex-presidentes americanos Bill Clinton e George H. W. Bush, pai do atual líder americano. O Fórum foi realizado pela ONG Associação das Nações Unidas-Brasil e contou com a presença de inúmeros políticos brasileiros, entre eles o senador e ex-presidente José Sarney, o governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, o governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, e o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Biocombustíveis De acordo com Departamento de Estado, o tratado de conservação de florestas tropicais é capaz de gerar até US$ 60 milhões (cerca de R$ 120 milhões) em iniciativas voltadas para a preservação ambiental. "Esperamos que o Brasil se junte a nós e assine o tratado", afirmou a subsecretária. "Com isso é possível aliviar a dívida com os Estados Unidos e investir em recursos para preservação de florestas e espécies de animais." A subsecretária disse ainda ser preciso tomar uma série de medidas para ampliar o uso mundial de biocombustíveis. Segundo Dobriansky, "os elementos-chave são redução dos custos de produção dos biocombustíveis, as demandas pelo uso da terra e as pressões no preço das rações para animais." Os Estados Unidos vêm enfrentando uma elevação do preço do milho e nos valores de terras cultiváveis devido à produção de etanol. A versão americana do biocombustível é produzida a partir do milho. Com a crescente demanda pelo cereal, aumentou também a quantidade de terras necessárias para cultivar milho. Por que será que estou sentindo um cheiro estranho? Ianques perdoando dívidas? Aprendi com Monteiro Lobato, quando criança, que “em todo negócio da china tem um gato”. Estou sentindo cheiro de gatos, ratos e coisas podres. Por que será? Talvez preconceito... |
Deu na Isto-é on-line. LINK: http://www.terra.com.br/istoe/1955/brasil/1955_mensalao_infraero.htm Reportagem mais completa, vejam na revista Isto-é CORRUPÇÃO: Sílvia Pfeiffer** afirma que a mesada iniciada pela Prefeitura de Curitiba prosseguiu no Paraná beneficiando diretores da Infraero. Os favores incluíram até o pagamento da faculdade da filha de um deles. ** NÃO CONFUNDA COM ATRIZ SILVIA (ESCOBAR) PFEIFER. EXCLUSIVO (ATENÇÃO: A NOTÍCIA É DA ISTO É ON-LINE. ESTAMOS APENAS AJUDANDO A DIVULGAÇÃO) SE QUISER VER AS FOTOS, VÁ AO SITE ORIGINAL - LINK ACIMA Eis o mensalão da Infraero Numa queixa-crime repleta de provas, empresária denuncia que seu sócio paga mesada a diretores da Infraero Por Hugo Marques Não se trata apenas de mais uma auditoria do Tribunal de Contas da União. Desta vez, uma vasta documentação, que inclui contratos, cópias de recibos, depósitos bancários e arquivos de computador está em poder da Polícia Federal do Paraná e comprova que dentro da Infraero há anos existe um milionário “mensalão”. Os documentos foram entregues pela empresária Sílvia Pfeiffer, e pode ser o fio da meada para explicar por que o TCU tem encontrado tanto superfaturamento e licitações irregulares na contabilidade da estatal. A empresária de 47 anos trabalha há 20 com obras e veiculação de publicidade nos aeroportos brasileiros e sua empresa financiou parte do tal mensalão. Mais do que relatar sua história e entregar documentos para a PF, Sílvia está disposta a comparecer a uma CPI para detalhar tudo o que sabe. São revelações importantes que envolvem até um amigo pessoal do presidente Lula: o empresário Walter Sâmara, também do Paraná. Ele freqüenta os churrascos do presidente, cruza o Brasil a bordo de seu próprio avião e teria recomendado a Sílvia que procurasse uma secretária de Lula para tratar sobre dinheiro para o PT. Econômico em palavras, o superintendente da PF no Paraná, delegado Jaber Saadi, tem plena ciência do teor explosivo do material que tem em mãos e, talvez por isso mesmo, limita-se a confirmar o recebimento dos documentos. “Mandei instaurar inquérito”, diz. Em sua “notícia-crime” à PF, Sílvia revela que seus contratos no Aeroporto Affonso Pena, em Curitiba, foram obtidos à custa do pagamento de uma mesada aos diretores da Infraero. Na verdade, uma propina mensal que a empresa dela paga religiosamente desde 2003. Às vezes, depósitos em dinheiro que chegam a até R$ 20 mil nas contas correntes de parentes dos diretores. Outras vezes, automóveis. Essa é a contrapartida exigida para contratar os serviços da empresa de Sílvia, a Aeromídia, no aeroporto. A propina, no entanto, não se limita ao aeroporto de Curitiba. A Aeromídia atua em vários Estados e em todos o esquema é semelhante. Em Brasília, por exemplo, a Infraero criou uma situação irregular para veicular, com a intermediação da Aeromídia, anúncios feitos pelo publicitário Duda Mendonça, marqueteiro da primeira campanha de Lula, para uma empresa de telefonia. Segundo Sílvia, os anúncios foram veiculados sem que houvesse licitação e sem que um contrato fosse formalizado. ISTOÉ procurou o publicitário, que informou que só pretende se manifestar “posteriormente”. Para a oposição, as revelações da empresária são munição pesada. Mas há estilhaços para todos os lados. A entrada de Sílvia no esquema da Infraero recai sobre o ex-prefeito de Curitiba Cássio Taniguchi, do DEM. Sílvia tinha dificuldade para obter alvarás de funcionamento para veicular seus anúncios nos aeroportos. Por conta desses problemas, ela foi procurada pelo então secretário de Urbanismo da Prefeitura de Curitiba, Carlos Alberto Carvalho. O secretário foi explícito na condição heterodoxa que sugeriu para liberar os alvarás: ele propunha se tornar sócio da Aeromídia. Sílvia aceitou a proposta. O novo sócio começou primeiro a dar “sumiço” nas multas da prefeitura contra a Aeromídia. Em seguida, a empresa passou a emitir notas frias e fechar contratos irregulares. Até que se tornou sede de reuniões políticas da campanha de reeleição de Cássio Taniguchi. Sílvia entregou à PF as planilhas que demonstram uma arrecadação de R$ 20 milhões, através da Aeromídia, para o caixa 2 da campanha. A advogada Luciana Reis, que defende Carlos Alberto, nega as acusações. “A Sílvia é quem tocava a empresa nessa época, ela é que fez coisa errada”, diz Luciana. Carlos Alberto também nega: “Não existe mensalinho”, diz. Taniguchi, atual secretário do Desenvolvimento Urbano do DF, nega, por meio de sua assessoria, as denúncias de Sílvia. Mas admitiu que manteve sociedade em negócios com seu ex-secretário de Turismo. O que se iniciou com o caixa 2 na campanha de Taniguchi prosperou para um esquema que sobreviveu à sua saída da prefeitura e se transferiu para a Infraero. Segundo Sílvia, Carlos Alberto Carvalho passou de “corrupto a corruptor”, enviando dinheiro para os diretores da estatal que cuida dos aeroportos. A lista de beneficiários da mesada se inicia pelo atual superintendente da Infraero no Paraná, Antonio Felipe Barcelos. Sílvia contratou na Aeromídia, como favor, a filha de Barcelos, Lorena. Antônio Felipe confirma que a filha fez “estágio” na Aeromídia, mas nega ter recebido dinheiro. A relação prossegue com o ex-superintendente da Infraero em Alagoas e no Paraná Mário de Ururahy Macedo Neto, favorecido com pagamentos mensais “em troca de contratos e de informações privilegiadas”. Na documentação apresentada à Polícia Federal por Sílvia, há depósitos bancários feitos em nome da mulher de Mário, Hildebrandina Olímpia Silvia Macedo. A Aeromídia chegou a pagar também a faculdade da filha de Mário de Ururahy, Ana Carolina. Os boletos bancários da faculdade estão com a PF como prova. Atualmente, Mário trabalha na Infraero em Brasília, como assessor da diretora de Engenharia, Eleuza Therezinha Lores, apontada pelo TCU como a responsável por vários contratos superfaturados da estatal. Segundo a empresa, ele está de “licença médica”. A lista do mensalão continua com o gerente comercial do Aeroporto Afonso Pena, Arlindo Lima Filho. O filho de Arlindo, Jean, também foi contratado pela Aeromídia. Segundo Sílvia, apenas para “receber as comissões” que eram pagas a seu pai. Arlindo confirma que o filho fez “estágio” na Aeromídia, mas nega ter recebido propina. “Se eu tivesse recebido comissão estava rico”, diz. O que Sílvia está disposta a contar na CPI é que a rotina de pagamento de propina no Paraná segue um modelo que se repete em todo o País. Ela pretende revelar, por exemplo, que o superintendente de Logística e Carga da Infraero, Luiz Gustavo da Silva Schild, recebeu o mensalão pago por ela. Pelo menos um depósito, de R$ 20 mil, foi feito através de depósito em conta bancária, e pode ser comprovado. Ela chegará ao ex-presidente da Infraero deputado Carlos Wilson (PT-PE). De acordo com ela, um assessor da estatal, Eurico José Bernardo Loyo, fazia os “acertos” nos contratos da Aeromídia em nome de Carlos Wilson. “Não sei do que se trata mesmo”, diz Carlos Wilson. “O Eurico José não tinha poder de falar em nome da empresa.” Para a empresária, o superfaturamento de até 357% nos materiais e nas obras de aeroportos brasileiros, verificado pelo Tribunal de Contas da União nas auditorias que fez na Infraero, é uma das origens da propina cobrada. Outro alvo de Sílvia será o diretor de Administração da Infraero, Marco Antonio Marques de Oliveira, que teria autorizado um contrato irregular da Aeromídia no Aeroporto de Brasília. Há ainda detalhes que ela pretende revelar sobre um contrato da Infraero com a Empresa de Correios e Telégrafos. Procurados por ISTOÉ, os diretores da estatal não responderam. A caixa-preta que a empresária pretende abrir será um novo ingrediente a tornar mais denso o cipoal em que se meteu o atual presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira. Desde que começaram a estourar as denúncias contra a estatal, ele tem comentado com vários interlocutores que não consegue se livrar da equipe deixada por Carlos Wilson, responsável pelas denúncias contra a estatal. “Sinto-me um iraquiano a bordo de um avião cheio de americanos”, brincou o brigadeiro com amigos esta semana. “É um inferno.” Não sei se também perceberam, ou se estou vendo demais. Fico impressionado com a proporção de escândalos nas mais diversas áreas, porém ligados à propaganda, mídia, reclames, anúncios, ou seja lá qual for o titulo atual da coisa. Nos correios, uma boa bolada do dinheiro sujo estava na propaganda. No mensalão, empresas do Valério. O escândalo Matisse-Bandeirantes-Gamecorp (do jovem gênio financeiro). O contrato Gamecorp(Lulinha)-Telemar. Aeromídia. A nomeação para cargo de primeiríssimo escalão de um acusado em um destes escândalos... E pergunto: Os profissionais dessa área seriam menos honestos (não creio)? Falta fiscalização? Algum acordo de cavaleiros reza que aqui todos os cavaleiros de todos os reis irão mamar? (Errei não, amigos puristas: existem acordos de cavalheiros e acordos de cavaleiros...). Por que a Receita Federal não concentra atenção no enriquecimento rápido, começando pelos políticos e passando por TODAS as empresas ligadas à propaganda oficial? Gil, 28 de abril de 2007 Artigos relacionados: O órgão mais sensível no corpo do homem |
| MANIFESTANDO MEU APOIO Ao jornalista Diogo Mainardi, cuja sentença ao pagamento de R$30.000,00 ao ministro Franklin Martins (a quem denunciou por "troca de favores" um ano antes de ser nomeado ministro) foi noticiada no Folha-on-line um dia antes que a sentença fosse proferida e lavrada. Há que se concordar que foram batidos todos os recordes neste furo de reportagem. Que não se duvide da capacidade do jornalista Kennedy Alencar: provavelmente é um médium. Qualquer outra hipótese seria inconcebível e incompatível com o que se espera de um jornalista da Folha. Principalmente não sendo candidato ao cargo de ministro. Veja também um trecho da entrevista de Franklin Martins à Folha, em 24/3/2007: ? Como ministro, não ganhará mais peso esse processo em seu favor? Franklin - A Justiça não vai agir assim porque sou ministro. Pelo ritmo no Brasil, a Justiça só terá julgado esse processo depois que eu deixar de ser ministro. *** Ele terá toda a oportunidade de provar que todas as acusações de que cometi crimes são verdadeiras. E, se for isso, quem vai ficar mal sou eu. Ele também pode, se quiser, dizer: "Eu errei. Volto atrás". Mas hoje em dia pega mal para ele. Acho que dificilmente o fará. Não vou abrir mão de defender a minha honra da única forma num estado de direito, que é ir à Justiça. A integra da entrevista está em Folha Online - Brasil - Futuro ministro de imprensa critica cultivo de mídia simpática - 24032007 Em "Pensata", http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/ult511u299.shtml o jornalista Kennedy Alencar publica mais de uma defesa. Leia e forme sua opinião. Na última defesa, Kennedy menciona, sutilmente, que o nome da pessoa que perdeu o processo foi grafado erroneamente. Será? Eu interpretaria que o condenado foi OUTRA PESSOA... e mandaria cobrarem dela. Brincadeira à parte, é preciso verificar se vale a pena uma apelação. *** A justiça foi rápida neste caso, concorda? Diogo, deixe que o diego pague essas 30 pilas. Ele é que foi condenado. E me esclareça uma coisa: por que te processaram por DIFAMAÇÃO e não por CALÚNIA? Eu sei que v. sabe a resposta. Eu também sei. Só quero que fique claro. Gil, em 26 de abril de 2007 |
MANIFESTO DO REITOR DA UFMG - O Estado de Minas, 01/04/07 Sobre o mesmo assunto: Principio Esperança Carga Podre? Projeto Universidade Nova MANIFESTO DO REITOR DA UFMG A FACE OCULTA da CONTRA REFORMA REUNI ou DESUNI Ronaldo Tadêu Pena*

Como reitor da UFMG, estou plenamente identificado com os propósitos do Ministério da Educação (MEC) de expandir significativamente o acesso à educação superior pública no Brasil, por meio de iniciativas que promovam também a inclusão social. Já determinei que a Universidade inicie estudos, objetivando a formulação de propostas - em consonância com políticas já delineadas pelo Ministro da Educação e expressas, sobretudo, na minuta de Decreto Presidencial - que, após apreciação da nossa comunidade universitária, possam ser apresentadas ao MEC. Contudo, a mídia tem dedicado, nas últimas semanas, atenção a uma proposta de remodelação do ensino superior brasileiro, conhecida como "Universidade Nova", apresentada pelo reitor da Universidade Federal da Bahia. Ela prevê que a formação de ensino superior no país se organize a partir de cursos genéricos, de menor duração, cuja conclusão seria obrigatória para o acesso aos cursos profissionais. A despeito de trazer à baila algumas discussões importantes, e de conter sugestões interessantes, o projeto da "Universidade Nova" suscita questionamentos mais pelos equívocos que parece conter e pelas ameaças que, no nosso entendimento, podem trazer para a formação universitária em nosso país, com impacto negativo em nosso desenvolvimento econômico e social. São essas as questões que pretendo tratar neste artigo. A admissão aos cursos superiores é feita, hoje, a partir da escolha prévia - e, certamente, precoce - da carreira profissional. Tendo em vista uma escala de valoração social das profissões, essa escolha prévia permite o ingresso no ensino superior de parcelas expressivas de jovens de famílias pobres. Selecionar alunos para a universidade por grandes áreas do conhecimento, qualquer que seja o exame utilizado, resultará que, em uma instituição como a UFMG, por exemplo, serão selecionados quase exclusivamente estudantes oriundos de classes mais abastadas. Tenha o nome que tiver, o acesso ao ensino superior dependerá de processo seletivo, pois não há vagas, especialmente no sistema público, para absorver toda a demanda. Mesmo que a UFMG dobre ou triplique seu número atual de vagas oferecida - cerca de 4.500 - chegando, por exemplo, a 12 mil, ainda assim, estará muito longe de atender os quase 70 mil candidatos que, anualmente, demandam ingresso em nossos cursos. Portanto, a cogitação do fim de exame seletivo para acesso à universidade, a médio prazo, pelo menos, não tem qualquer fundamento. O projeto "Universidade Nova", pelas formulações relativas ao ciclo básico por grande área de conhecimento poderá, certamente, alongar a formação superior. O curso de medicina, por exemplo, cuja duração atual é de seis anos, se defrontará com problemas para ser concluído no mesmo tempo, no modelo da "Universidade Nova". Isso representaria um considerável aumento de custos para o país e para as famílias, além de contribuir para frustrar, parcialmente, o desejo de todos de acesso ao ensino superior. Uma outra incongruência do modelo "Universidade Nova" é que não poderá haver promoção automática dos bacharelados genéricos para os cursos profissionais, pois o número de vagas nestes últimos será bem menor que o de concluintes dos primeiros. Ou seja, será inevitável um segundo vestibular, mais seletivo e concorrido que o atual, dentro da universidade. Além disso, esse modelo muito provavelmente acarretará a diminuição do número de profissionais formados, bem como poderá implicar no seu ingresso mais tardio no mercado de trabalho, sem qualquer ganho efetivo na formação para o exercício profissional. No mundo inteiro, o ensino superior é ministrado em instituições universitárias - cujo objetivo precípuo é tanto a formação de estudantes quanto a produção de conhecimento, ou seja, a realização de pesquisas - e em instituições não-universitárias, que são organizadas visando exclusivamente ministrar o ensino. Ambos os tipos são essenciais para um país. As universidades, pelas pesquisas que realizam e pela natureza de formação que possibilitam, estão intimamente relacionadas ao desenvolvimento econômico e social de cada país. O modelo da "Universidade Nova" poderá diminuir a capacidade de realização de pesquisas das universidades. Como a proposta parece se ancorar na idéia de ser implantada apenas no sistema federal, haverá um forte desequilíbrio regional, beneficiando alguns poucos Estados que têm expressivo parque universitário estadual, mas poucas vagas em instituições federais. São essas as razões, entre outras que poderemos tratar em futuras oportunidades, que me levam a não acolher um projeto que apresenta tantas fragilidades como as aqui mencionadas e que pode comprometer, de forma tão decisiva, o futuro da Universidade Pública Brasileira.
* Reitor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) 
Grifos e aplausos meus. Gil, 25 de abril de 2007 Sobre o mesmo assunto: Principio Esperança Carga Podre? Projeto Universidade Nova MANIFESTO DO REITOR DA UFMG A FACE OCULTA da CONTRA REFORMA REUNI ou DESUNI |
A FACE OCULTA DA CONTRA-REFORMA UNIVERSITÁRIA “UNIVERSIDADE NOVA” Avaliação preliminar do ANDES-SN Sobre o mesmo assunto: Principio Esperança Carga Podre? Projeto Universidade Nova MANIFESTO DO REITOR DA UFMG A FACE OCULTA da CONTRA REFORMA REUNI ou DESUNI O Projeto de Decreto do MEC, que institui o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais e que vem sendo discutido pelos reitores das IFES, configura-se na mais recente tentativa do executivo de implementar a contra-reforma universitária. De acordo com informes de seções sindicais, esse projeto de decreto já foi apresentado aos Conselhos Universitários da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e da Universidade de Brasília (UnB). Tendo em vista a gravidade das proposições do referido projeto, o ANDES-SN produziu esta análise preliminar como forma de orientar o debate e a intervenção das seções sindicais e da comunidade acadêmica em geral sobre o tema. O Art. 1º do Projeto de Decreto estabelece como objetivo “criar condições para a ampliação do acesso à educação superior, no nível de graduação, pelo Melhor aproveitamento da estrutura física e de recursos humanos existentes nas universidades federais. ¨. O pressuposto desse artigo é, pois, o de que a atual estrutura física e os recursos humanos estariam sendo subutilizados, daí o estabelecimento da meta global de elevar a taxa de conclusão média em cursos presenciais para 90% e de aumentar a relação estudantes/professor para 18/1, ao final de 10 anos (parágrafo único do art. 1º). Com a exigência de metas tão altas para a “taxa de conclusão média”, em conjunto com o aumento da relação estudante/professor, o projeto pode resultar numa política de “aprovação automática”, desvinculada de critérios de qualidade necessários à formação plena do corpo discente. Vale ressaltar, ainda, que taxas médias de conclusão dessa ordem não têm sido a realidade das universidades no mundo inteiro. Atualmente, a relação do número de estudantes por professor nas IFES é da ordem de 10 para 1, o que significa que a meta proposta praticamente dobra o número de estudantes na graduação presencial sem que haja contratação adicional de professores. Caso concretizada, tal meta aprofundará ainda mais a precarização das condições de trabalho e de ensino, seja pelo aumento de estudantes nas turmas seja por meio da criação de cursos novos, sem as mínimas condições de funcionamento. Vale destacar que essa relação estudante/professor não leva em consideração o trabalho desenvolvido pelo docente em atividades de pesquisa e de extensão, muito menos aquelas realizadas com estudantes na pós-graduação. A meta proposta revela a adoção de um modelo de IES que desvincula ensino, pesquisa e extensão, o que é incompatível com os princípios basilares da universidade e a qualidade requerida para a formação discente. O art. 2º do Projeto de Decreto estabelece diretrizes gerais que, tomadas isoladamente, poderiam indicar uma “positiva” preocupação com a função social da universidade. Contudo, quando tomadas no contexto mais amplo da reforma universitária, os incisos de I a IV do referido artigo revelam que os pontos norteadores da proposta de Universidade Nova (defendida pelo reitor da UFBA) se mantêm presentes. Vale destacar que a idéia central do projeto de Universidade Nova é a revisão da atual estrutura acadêmica das universidades com a criação de um “bacharelado interdisciplinar” como forma obrigatória de ingresso na educação superior. Essa reestruturação busca proporcionar acesso mais amplo a tais bacharelados, considerados de formação geral em quatro grandes áreas (Artes, Humanidades, Ciências e Tecnologia), a ser realizado em dois ou três anos, proporcionando ao estudante o direito a um diploma*. No decorrer dessa fase, no entanto, instalar-se-ia uma grande competição para selecionar a minoria de estudantes que, na seqüência, teriam acesso aos cursos profissionalizantes. Experiências relatadas por muitos professores que estudaram em ciclos básicos ranqueadores semelhantes ou ministraram aulas em tais cursos, realizados nos anos 70, dão conta de todo tipo de subterfúgios utilizados por parcela ponderável dos estudantes na tentativa pessoal de sobrepujar o concorrente próximo que, ao contrário, deveria ser seu colega e colaborador. No Projeto de Decreto, os incisos II, III e IV do art. 2º propõem a flexibilização dos “regimes curriculares” e dos “sistemas de títulos”, implementando, assim, uma “revisão da estrutura acadêmica”, que tem como fim uma graduação “não voltada à profissionalização precoce”. Obviamente, tal formulação aproxima-se da visão generalista presente nos documentos da Universidade Nova. Na prática, essa concepção, que supostamente busca incluir os excluídos, acaba criando obstáculos adicionais ao acesso das camadas populares aos cursos profissionalizantes. Do art. 3º ao art. 7º, são tratadas questões relacionadas ao financiamento a ser destinado a cada universidade, quando da elaboração e apresentação dos planos de reestruturação exigidos de cada IFES. Contudo, ao analisar o art. 7º e o § 2º do art. 3º, percebe-se que não há recursos novos disponíveis e sim uma proposta de simples redistribuição dos recursos existentes no orçamento do MEC. Ao relacionar esses artigos com as disposições previstas no Programa de Aceleração do Crescimento - PAC, que limitam gastos com contratação e reajuste de servidores públicos, conclui-se que, de fato, não haverá provisão de novos recursos para atender aos objetivos propostos. Na prática, o projeto institui a competição entre as IFES na busca pela maior parcela dos escassos recursos para a educação. Em todos esses artigos, fica definido que os supostos recursos adicionais só poderão ser utilizados nas metas pré-estabelecidas no plano apresentado pela IES ao MEC. Adicionalmente, o inciso 2º do art. 5º condiciona a liberação dos “recursos adicionais” ao cumprimento das etapas previstas no plano. Note-se que, com essa orientação, fica aberta a possibilidade de, no decorrer da implementação do projeto, a IFES ter cortados os recursos a ela destinados, devido ao não-cumprimento de alguma etapa intermediária pré-estabelecida. Finalmente, constata-se que as prometidas verbas a serem adicionadas ao orçamento de cada IFES serão ínfimas frente às altas metas de expansão de matrículas propostas no parágrafo único do art. 1º. Tal constatação decorre da análise do conteúdo do § 1º do art. 3º, que limita os gastos com as despesas de custeio e pessoal associadas à expansão das atividades decorrentes do plano de reestruturação a 20% dos recursos atualmente consumidos para a manutenção das atividades acadêmicas. Não há como negar que o monitoramente por parte do MEC, quanto ao cumprimento de metas, fortemente induzidas por acenos de verbas adicionais, materializam um processo de cooptação das estruturas gerenciais num contexto de intensa contenção de recursos, interferindo diretamente na autonomia das IFES. Na visão do ANDES-SN, está explícita, tanto nesta nova versão do decreto quanto nos textos mais antigos acerca do Projeto Universidade Nova, a tentativa de promover significativa expansão das vagas e das matrículas nas IFES, sem o correspondente financiamento, redundando no rebaixamento da qualidade acadêmica, na precarização crescente do trabalho docente e no desmonte generalizado da estrutura que deveria caracterizar a instituição universitária. Nossa análise indica que, ao contrário do propalado, a população das camadas populares não será favorecida com essas propostas. O ANDES-SN critica e denuncia o fato de o executivo federal utilizar-se de instrumento autoritário como o decreto com a intenção de influir, de forma incisiva, na reformulação da estrutura acadêmica dos cursos de graduação universitária, num ato que poderá trazer reflexos graves para a sociedade, na medida em que altera substancialmente a configuração do processo de formação profissional. Ante ao exposto, o ANDES-SN julga de suma importância: - denunciar o simulacro montado pelo MEC quando, mantendo a aparência de respeito à autonomia universitária, interfere na administração das IFES, cooptando suas estruturas gerenciais por meio do condicionamento da liberação de verbas adicionais ao cumprimento das metas de seu projeto de Universidade Nova. - alertar para a estratégia utilizada pelo MEC de forçar a aprovação, em prazo insuficiente para a realização de debate do seu projeto na comunidade acadêmica e na sociedade, de um conjunto de metas cujos resultados, segundo a avaliação do ANDES-SN, serão profundamente danosos ao projeto de universidade pública de qualidade socialmente referenciada. Para finalizar, o ANDES-SN destaca que o Projeto de Decreto, que institui o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais, complementa o conjunto de medidas governamentais, inclusive aquelas que tramitam no âmbito do Parlamento, que configuram a Reforma Universitária. Como poderá ser confirmado abaixo no artigo "CARGA PODRE" de 5 de março de 2007, já estávamos desconfiados. É minha convicção que o bom projeto do Magnífico Reitor da UFBA foi intencionalmente utilizado como falso motivo para golpe publicitário e indução de falsas esperanças ao povo. A completa mudança de objetivos e da estrutura da Universidade brasileira pode dar ensejo à manipulação de influências e facilitar desvios de verbas. Não existem especialistas no novo sistema (porque não existe um sistema chamado "universidade nova") e isso permite a ocorrência de uma infinidade de "erros" que terá como desculpa o "isso é novo, não poderia ser previsto". Nunca dantes neste país foi tão evidente que a inteligência humana tem limites. O que não tem limites é a burrice. Todo dia nasce um canalha. E um monte de bobos para elegê-lo depois. (Pelo espírito de Ubaldo, o paranóico, incorporado em) Gil, 25 de abril de 2007 |
SEM COMENTÁRIOS. (EXAME) Fui multado por pagar escola para os meus funcionários. Por Silvino Geremia http://www.geremiaredutores.com.br/empresa.html#associacao Acabo de descobrir mais um desses absurdos que só servem para atrasar a vida das pessoas que tocam este país: investir em educação é contra a lei. Vocês não acreditam? Minha empresa, a Geremia, tem 25 anos e fabrica equipamentos para extração de petróleo, um ramo que exige tecnologia de ponta e muita pesquisa. Disputamos cada pedacinho do mercado com países fortes, como os Estados Unidos e o Canadá. Só dá para ser competitivo se eu tiver pessoas qualificadas trabalhando comigo. Com essa preocupação criei, em 1988, um programa que custeia a educação em todos os níveis para qualquer funcionário, seja ele um varredor ou um técnico. Este ano um fiscal do INSS visitou a empresa e entendeu que educação é salário indireto. Exigiu o recolhimento da contribuição social sobre os valores que pagamos aos estabelecimentos de ensino freqüentados por nossos funcionários, acrescidos de juros de mora e multa pelo não recolhimento ao INSS. Tenho que pagar 26 000 reais à Previdência por promover a educação dos meus funcionários? Eu acho que não. Por isso recorri à Justiça. Não é pelo valor, é porque acho essa tributação um atentado. Estou revoltado. Vou continuar não recolhendo um centavo ao INSS, mesmo que eu seja multado 1 000 vezes.  O Estado brasileiro está falido. Mais da metade das crianças que iniciam a 1a série não conclui o ciclo básico. A Constituição diz que educação é direito do cidadão e dever do Estado. E quem é o Estado? Somos todos nós. Se a União não tem recursos e eu tenho, eu acho que devo pagar a escola dos meus funcionários. Tudo bem, não estou cobrando nada do Estado. Mas também não aceito que o Estado me penalize por fazer o que ele não faz. Se a moda pega, empresas que proporcionam cada vez mais benefícios vão recuar. Não temos mais tempo a perder. As leis retrógradas, ultrapassadas e em total descompasso com a realidade devem ser revogadas. A legislação e a mentalidade dos nossos homens públicos devem adequar-se aos novos tempos. Por favor, deixem quem está fazendo alguma coisa trabalhar em paz. Vão cobrar de quem desvia dinheiro, de quem sonega impostos, de quem rouba a Previdência, de quem contrata mão-de-obra fria, sem registro algum. Sou filho de família pobre, de pequenos agricultores, e não tive muito estudo. Completei o 1o grau aos 22 anos e, com dinheiro ganho no meu primeiro emprego, numa indústria de Bento Gonçalves, na serra gaúcha, paguei uma escola técnica de eletromecânica. Cheguei a fazer vestibular e entrar na faculdade, mas nunca terminei o curso de Engenharia Mecânica por falta de tempo. Eu precisava fazer minha empresa crescer. Até hoje me emociono quando vejo alguém se formar. Quis fazer com meus empregados o que gostaria que tivessem feito comigo. A cada ano cresce o valor que invisto em educação porque muitos funcionários já estão chegando à Universidade. O fiscal do INSS acredita que estou sujeito a ações judiciais. Segundo ele, algum empregado que não receba os valores para educação poderá reclamar uma equiparação salarial com o colega que recebe. Nunca, desde que existe o programa, um funcionário meu entrou na Justiça. Todos sabem que estudar é uma opção daqueles que têm vontade de crescer. E quem tem esse sonho pode realizá-lo porque a empresa oferece essa oportunidade. O empregado pode estudar o que quiser, mesmo que seja Filosofia, que não teria qualquer aproveitamento prático na Geremia. No mínimo, ele trabalhará mais feliz. Meu sonho de consumo sempre foi uma Mercedes-Benz. Adiei sua realização várias vezes porque, como cidadão consciente do meu dever social, quis usar meu dinheiro para fazer alguma coisa pelos meus 280 empregados. Com os valores que gastei no ano passado na educação deles, eu poderia ter comprado duas Mercedes. Teria mandado dinheiro para fora do país e não estaria me incomodando com leis absurdas. Mas não consigo fazer isso. Sou um teimoso. No momento em que o modelo de Estado que faz tudo está sendo questionado, cabe uma outra pergunta. Quem vai fazer no seu lugar? Até agora, tem sido a iniciativa privada. Não conheço, felizmente, muitas empresas que tenham recebido o tratamento que a Geremia recebeu da Previdência por fazer o que é dever do Estado. As que foram punidas preferiram se calar e, simplesmente, abandonar seus programas educacionais. Com esse alerta temo desestimular os que ainda não pagam os estudos de seus funcionários. Não é o meu objetivo. Eu, pelo menos, continuarei ousando ser empresário, a despeito de eventuais crises, e não vou parar de investir no meu patrimônio mais precioso: as pessoas. Eu sou mesmo teimoso. 
*Silvino Geremia é empresário em São Leopoldo , no Rio Grande do Sul |
Deu no g1.globo.com e eu ajudo a não deixar que esqueçam. Há exatos dez anos, em 20 de abril de 1997, cinco rapazes de classe média de Brasília atearam fogo ao índio pataxó Galdino Jesus dos Santos, de 44 anos, que dormia em uma parada de ônibus em bairro nobre da capital Federal. Ele chegou ao hospital com 95% do corpo queimado e morreu no dia seguinte. O fogo só não atingiu a parte de trás da cabeça e a sola dos pés. 
Não nos esqueçamos jamais de Galdino, nem de seus assassinos. E confira, a noticia sobre um dos assassinos lá em baixo, em 3 de fevereiro: (Aquele anjo de candura que botou fogo em um índio pataxó, causando com isso sua morte, passou a receber um salário de R$6600,00 como dentista, embora tenha passado em concurso como segurança.) Provavelmente comemorou o aniversário e a impunidade, com bolo e velinhas. Além do Bufallo Bill e da Velhinha de Taubaté, alguém ainda acredita no fim da impunidade? GCPA, 20 abril de 2007 Artigos relacionados: Fazem dez anos.. Anjo de Candura As Bestas da Barra Direito no país da impunidade |
Reler a Constituição é sempre bom. Mas é difícil e cansa. Um dos artigos mais simpáticos é o 37, cujo parágrafo 11 reza: Art. 37, §XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da administração direta, autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, aplicando-se como limite, nos Municípios, o subsídio do Prefeito, e nos Estados e no Distrito Federal, o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo, o subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o subsidio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, no âmbito do Poder Judiciário, aplicável este limite aos membros do Ministério Público, aos Procuradores e aos Defensores Públicos; ... É preciso fôlego. Nem um ponto para respirar. Mas vamos resumir:
No Executivo:O maior salário de servidor público, será o do Presidente, e o salário de Ministros tem de ser inferior ao dele. O de Governador tem de ser menor que o de Ministro, e nenhum de seus Secretários pode ganhar mais que ele. No Judiciário: o maior salário é dos Ministros do STF, equiparado ao dos Ministros. Em seguida, o dos Desembargadores do TJ, com 90,25% do salário de Ministro. Por analogia, isto estabelece o salário dos Ministros do Executivo... No Legislativo: O maior salário deve ser o dos Senadores, depois o dos Deputados (que jamais poderiam votar os próprios, salários, pois a mesma analogia os definiria em 90,25% do salário dos Senadores, que por sua vez seria obrigatoriamente menor que o do Presidente). Ficou claro? Então eu pergunto: Porque não é feita uma EMENDA CONSTITUCIONAL tornando legal o que já existe de fato no espírito deste ARTIGO 37, parágrafo 11? Estabeleçam-se TODOS OS SALÁRIOS DO SERVIÇO PÚBLICO como porcentagens do salário do presidente! Fim para o principal motivo de todas as greves do funcionalismo! A quantidade e qualidade e responsabilidade de reitores de universidades federais é aproximadamente igual à quantidade e qualidade e responsabilidade dos generais de quatro estrelas. Salários e vantagens tem de ser iguais! Mas com atenção às distorções - o ascensorista do Senado pode ganhar mais que o ascensorista da Câmara - mas não muito mais. Um professor universitário em início de carreira não pode ganhar menos que um novo cabo corneteiro do exército (mas atualmente ganha). GCPA, 20 de abril de 2007 |
Entrevista publicada no jornal O Estado de S. Paulo 7/4/2007 Pescada no blog do Ricardo Noblat (http://oglobo.globo.com/pais/noblat) Nenhum presidente passou à história só com carisma Historiador diz que crise aérea é mais um dado produzido pelo governo de um presidente que não consegue fazer escolhas. O caos imperou nos aeroportos no Natal, assombrou todos os feriadões e voltou a parar o País há uma semana. Por várias vezes, o governo declarou que a crise estava debelada. Para o historiador Marco Antonio Villa, professor da Universidade Federal de São Carlos, a administração da crise aérea é mais um dado da personalidade “indecisa” do presidente da República. Observador cáustico do governo, Villa afirma que Lula é inebriado por tudo o que é externo ao ato de governar, mas é avesso às obrigações executivas e montou um governo concebido para não decidir. ? “Nenhum presidente sobreviveu à história só com carisma. Getúlio era um administrador dedicado. O governo Lula tem sido identificado com a dificuldade de tomar decisões políticas e administrativas. O senhor concorda? ! Lula não sabe tomar decisões, não fica confortável diante delas. É uma característica pessoal. Em 1980, por exemplo, sumiu de vista em dias decisivos da greve em São Bernardo do Campo. “Cadê o Lula?”, perguntavam todos. Estava em um sítio, perto de uma represa. Foram lá dar uma dura nele e ele reapareceu no dia seguinte, na assembléia da Vila Euclides. O jornal local estampou a manchete “Ele voltou!”. Lula tem uma dificuldade de tomar decisões que não começou na Presidência, ficou evidente em todos os momentos-chave de seu primeiro mandato e reapareceu agora, no primeiro trimestre de seu segundo governo. O apagão aéreo é apenas um exemplo de uma lista extensa. ? Em que momentos essa característica ficou evidente? ! Há até excesso de exemplos. Foi assim quando Lula tentou fazer a primeira reforma ministerial, processo que levou cinco meses e, ao final, acabou em mudanças irrelevantes. Foi assim com a escolha dos novos nomes do segundo mandato, que só acabou há poucos dias com a nomeação de mais de 34 ministros e secretários importantes. É a maior equipe da história do Brasil. Nesse ritmo, por pouco não dividiu a Secretaria Especial da Pesca nas pastas da Água Salgada e Água Doce. Ainda assim, aí está o Ministério da Defesa à espera de uma decisão. Na dificuldade de fazer escolhas, o presidente fatiou o governo para acomodar 11 partidos, outro recorde histórico. É impossível ter homogeneidade de decisões assim. Portanto, é um governo concebido para não decidir. Não pode ser positivo ter um presidente que não toma suas decisões apressadamente e sob pressões. O presidente Lula apresenta a lentidão de suas decisões como sapiência, como a elogiável capacidade dos líderes de decidir quando querem, como querem. É um recurso que não resiste nem mesmo a uma análise histórica. Grandes decisões foram tomadas no calor do momento. Se o presidente Lula estivesse no lugar de Dom Pedro I no momento em que recebeu a correspondência às margens do Ipiranga, dificilmente teria proclamado a Independência, provavelmente teria sugerido uma paradinha ali à beira do rio. A Revolução de 30 se deu rapidamente, no calor da conjuntura favorável - apenas para ficar em exemplos brasileiros. O presidente acredita que, passando o tempo, as coisas se acomodam sozinhas. Governar não é isso. Em momentos de crise, quando ânimos estão exaltados, não pode ser prudente do ponto de vista político adiar decisões relevantes. A indecisão do presidente é boa para ele, mas péssima para o País. Quando o caso Waldomiro Diniz estourou, ele adiou a decisão sobre o que fazer com José Dirceu, o homem que naquele governo representava quem de fato tinha pendor para as tarefas executivas. Acabou precisando tomar essa decisão mais adiante, em circunstâncias mais penosas. Demorou a decidir pela saída de Antonio Palocci - quando a quebra do sigilo bancário é um ato gravíssimo - , depois foi esvaziando o prestígio de Luiz Gushiken. Deixou a nação por dias esperando explicações sobre o mensalão e foi falar o que quis, sem contraditório, em uma entrevista em Paris. Politicamente , a indecisão pôde ser boa para ele, que foi reeleito. Mas são escolhas ruins para o Brasil, porque desmoralizam valores republicanos. No sentido mais amplo, é também uma escolha perigosa, porque tributária de uma política conservadora. ? Como assim? ! Apostar no esquecimento é uma característica do conservadorismo político. Nos últimos tempos as pessoas têm falado muito da frase do Ivan Lessa, que disse que a cada 15 anos o Brasil esquece de tudo o que aconteceu nos 15 anos anteriores. O governo Lula atua em uma faixa que mistura essa máxima com a lógica de Delúbio Soares, que previu que toda a denúncia do mensalão acabaria em “piada de salão” - e tinha razão. Lula assumiu o segundo mandato e os protagonistas do episódio continuam em lugares importantes dos partidos que atuam junto com o governo. É a vitória do esquecimento. ? Na política internacional, há críticas contra o que seria a permissividade de Lula em episódios como a nacionalização do gás, com Evo Morales, ou com o populismo de Hugo Chávez. O senhor concorda? ! Não defendo nem uma política agressiva, nem uma política de panos quentes. Parece mesmo ser uma bobagem para o presidente se transformar em um anti-Chávez ou anti-Morales, até porque o raio de influência deles, como se verá, não é tão grande quanto muitos acreditam. O problema da indecisão do presidente nessa área está em dois pontos. Um deles é que estamos falando de questões de soberania nacional brasileira, e fica claro que Lula não sabe como lidar com ela por não ter claro o que deve fazer, a não ser uma escolha por seguir a política hegemônica em curso no Itamaraty. O outro ponto é a maneira às vezes até clandestina de tentar resolver - como essa edição sem alarde de uma medida provisória que libera R$ 20 milhões para fazer uma reforma agrária na fronteira entre Bolívia e Brasil, sob a justificativa frágil de que há muitos agricultores brasileiros na área. ? O presidente Fernando Henrique Cardoso chegou a ser definido como um político que não sabia dizer não. Qual é a diferença entre ele e Lula nesse quesito? ! Fernando Henrique também teve ampla base no Congresso, mas foi testado em outras esferas. Pegou a economia mundial em situação complicada, enfrentou problemas com as reservas. Aí tomou decisões. Lula pegou céu de brigadeiro na economia mundial e nem assim soube aproveitar o momento favorável para dar um salto em relação à situação que encontrou. Manteve a política econômica no ponto em que pegou. As crises econômicas mundiais aparecem em ciclos e os especialistas dizem que há outra em vista. Vai chegar em breve o momento em que vamos precisar de um presidente com perfil executivo, que saiba decidir. E nós não temos. Usando as analogias futebolísticas que agradam a Lula, uma coisa é ser técnico do Santos na década de 60, com aquela equipe de estrelas que se moviam sozinhas; outra é ser técnico do Corinthians hoje ? O senhor está dizendo que Lula não governa? ! O presidente Lula não gosta de ser um executivo, reunir equipes, levar relatórios para casa, pegar retornos técnicos e, com base nisso, tomar decisões. Nesse sentido, ele não preside. O presidente gosta do poder, é encantado pelo cerimonial do Palácio e por tudo o que é externo ao ato de governar. Gosta de fazer discursos com temáticas pessoais, autobiográficas. Gosta do mundo palaciano em que presidentes jamais são vaiados e exerce uma “Presidência do Espetáculo” que até lembra o Absolutismo, em que tudo é revelado. Até no site da Presidência aparece sua história de sacrifícios. Mas Lula precisa se encantar também com o terceiro andar do Planalto, com a mesa de onde precisa administrar o País. Nenhum governante sobreviveu à história apenas com sua cota de carisma. Getúlio Vargas era um administrador dedicado. Criou grupos de trabalho, entendia seu governo. Em seus diários, essa rotina fica clara. Há anotações com lembretes para ler relatórios e livros que poderiam ajudá-lo a governar. Não à toa Lula se cerca de colaboradores com atribuições de primeiros-ministros, como José Dirceu, no primeiro governo, e Dilma Rousseff, agora. Presidentes que não fugiram de decisões não se cercaram de gente forte assim. A dificuldade para decidir, em um presidente, não é só curiosidade. O País precisa de administradores reais. 
Marco Antonio Villa é historiador e professor do Departamento de Ciências Sociais da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos). Possui mestrado em Sociologia e doutorado em História Social pela USP. Tem 50 anos e é autor de 16 livros, entre eles Jango, um Perfil (1945-1964) e Vida e Morte no Sertão. |
Deu no g1.com.br STF abre ação contra Genoino, Delúbio e Valério por mensalão Mais oito investigados viram réus por ligação com o escândalo. (link para g1.com.br) O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu nesta quarta-feira (18) a primeira ação penal no tribunal relacionada ao esquema do mensalão. Entre os 11 réus que respondem ao processo estão o ex-presidente do PT, deputado José Genoino (PT-SP), o empresário Marcos Valério, suspeito de ser o operador do esquema, e Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT. Os outros oito acusados são diretores do banco BMG e da SMPB, a agência de publicidade de Marcos Valério. O escândalo do mensalão surgiu em junho de 2005 após denúncia do deputado cassado Roberto Jefferson, atual presidente do PTB. Segundo ele, parlamentares receberiam dinheiro para votar projetos favoráveis ao governo. O deputado José Genoino (PT-SP) negou ao G1 envolvimento com o esquema do mensalão e disse que os empréstimos tomados pelo partido no Banco Rural são legais. “Estão registrados na prestação de contas do PT e no TSE”, disse. Segundo ele, o dinheiro foi usado para despesas do partido, como conferências e viagens, em fevereiro e março de 2003. Advogado de Marcos Valério, Marcelo Leonardo, afirmou que o episódio "é antigo". "Os fatos narrados nesse procedimento já constam da denúncia do procurador geral no inquérito 2245, que é chamado de inquérito do mensalão. A única novidade, em relação à denúncia anterior, foi a inclusão de diretores do BMG", declarou. O G1 entrou em contato com o escritório do advogado de Delúbio Soares, Arnaldo Malheiros, e aguarda resposta. O processo é baseado no inquérito 2461, cujo conteúdo está sob segredo de Justiça e que está sendo reautuado como ação penal, de acordo com o STF. A investigação teve início na Justiça de Minas Gerais, que aceitou a denúncia e determinou a abertura da ação penal. Instaurado na primeira instância, o processo foi remetido ao STF porque Genoino foi eleito deputado federal no ano passado e, por isso, ganhou foro privilegiado. De acordo com a assessoria de imprensa do STF, o ministro Joaquim Barbosa, do Supremo, analisa até o fim deste semestre o principal inquérito do mensalão, o de número 2245, que decidirá se 40 denunciados pelo Ministério Público Federal deverão responder a uma ação penal. Um outro inquérito sobre o caso mensalão está em andamento no STF, o de número 2280. Pois é. Será que amanhã vai dar praia? Será que vou ver todos lá? Artigos relacionados: O órgão mais sensível no corpo do homem |
Deu no g1.com.br hoje, 18 de abril de 2007 Comissão aprova pena maior para lavagem de dinheiro (link para g1.com.br) A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (18) cinco das 17 propostas do chamado "pacote antiviolência". São projetos que tratam de sigilos de dados, sistemas de investigação, pena alternativa, lavagem de dinheiro e mão-de-obra prisional. A redução da maioridade penal não entrou em discussão e a apreciação do tema ficou para semana que vem. Além de aprovar cinco propostas, a CCJ rejeitou o projeto que permitiria a descentralização da legislação penal em alguns casos, o que poderia abrir caminho para leis estaduais no combate ao crime. A proposta é do senador Gerson Camata (PMDB-ES). Um dos projetos aprovados foi o maior rigor ao combate à lavagem de dinheiro. A proposta diz, por exemplo, que um preso acusado por esse crime poderá ter liberdade provisória mediante pagamento de uma fiança proporcional ao dinheiro que teria sido usado de forma ilícita (ou "lavado" na linguagem policial). A nova lei também eleva de 10 para 18 anos o tempo máximo de reclusão para esse crime. A proposta agora segue para o plenário do Senado e, depois, para a Câmara. Outra proposta aprovada, de autoria do senador Demóstenes Torres (PFL-GO), trata de informações sigilosas dos alvos de investigação. Segundo o projeto, não são considerados como dados sigilosos informações cadastrais, como nome, endereço residencial, comercial, estado civil, número do registro de identidade e cadastro da pessoa física, além da relação de instituições financeiras em que um investigado tem conta, depósito ou alguma aplicação financeira. A proposta agora segue para o plenário do Senado e, depois, precisa ainda ser apreciada pela Câmara. A CCJ também aprovou projeto do senador Marconi Perillo (PSDB-GO), que diz que o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) poderá financiar projetos ligados a sistemas de investigação, entre eles o reconhecimento de suspeitos por sistema eletrônico de identificação das digitais. A proposta não precisa passar pelo plenário e seguirá direto para a Câmara. Os senadores aprovaram ainda projeto que diz respeito a penas alternativas. O texto é do senador Aluízio Mercadante (PT-SP) e inclui o recolhimento domiciliar entre essas penas, permite que o juiz troque a punição de prisão pelo compromisso de freqüência em curso escolar ou profissionalizante em caso de condenações inferiores a seis meses - pena dada a quem falsifica documentos oficiais ou tenta fazer pagamento com nota falsa, por exemplo. Por ter sido considerada terminativa, a matéria seguirá direto para a Câmara. Outro projeto, esse do senador Gilvam Borges (PMDB-AP), concede incentivos fiscais a empresas que, em convênio público com as administrações penitenciárias, empregarem presos ou ajudarem na formação de mão-obra deles, com um limite máximo de 30% do número de trabalhadores sob esse regime. A proposta agora vai para a CAE do próprio Senado. De lá, pode ir para a Câmara - se for considerada terminativa - ou para o plenário do próprio Senado - se não for considerada terminativa. Acabo de receber um e-mail de S. Paulo: o deputado Paulo Maluf teria declarado sua inteira concordância com o projeto de lei. Jader Barbalho, Nicolau e Valério também teriam aplaudido. Não entendi bem o incentivo fiscal proposto pelo senador Gilvan. Uma empresa como a Gamecorp, por exemplo, ou a emissora RBA de TV do Jader Barbalho, como se enquadraria para merecer o incentivo? (Pelo espírito de Ubaldo, o paranóico, incorporado em) Gil, 18 de abril de 2007 Artigos relacionados: O órgão mais sensível no corpo do homem |
É o máximo, mas estava em No Mínimo (Google) Chocante  Tutty Vasquez Pesquisa Sensus/CNT revela que 1,1% dos brasileiros, quase 2 milhões de pessoas, confiam nos políticos. Que gente é essa? Ô, raça! Não atesto a veracidade desta noticia: só conheço o Bufallo Bill e a Velhinha de Taubaté, falecida. Não acredito em dois milhões. Gil, de abril de 2007 |
“Por favor, me expliquem” Danuza Leão Franklin Martins não deixava de dizer o que pensava sobre o governo, esse mesmo do qual agora é empregado. EU ENTENDO de algumas coisas, mas de outras confesso minha total ignorância. Do assunto Franklin Martins, por exemplo. Só para começar, o que faz uma pessoa que ganha - e sem nem fazer muito esforço - entre R$ 50 mil e R$ 100 mil por mês, se demitir para aceitar um cargo onde vai passar a ganhar R$ 8.000. Estranho, não? É bem verdade que nesse novo cargo ele vai ser, no lugar de jornalista, ministro, e colado ao poder. Será então vaidade? Ambição? Mas ainda tem mais; a pessoa em questão, Franklin Martins, era dos melhores comentaristas políticos da TV, um homem corajoso, que não deixava de dizer o que pensava em relação ao governo -esse mesmo governo de que agora é empregado. Quem acompanhou os duros tempos da ditadura sabe que quem escreveu a famosa carta aos militares, exigindo a libertação de 15 companheiros em troca da vida do embaixador americano, Charles Elbrick, foi Franklin Martins. Bela carta, aliás. Não passa pela cabeça de ninguém que uma pessoa com aqueles ideais aceite ser porta-voz do governo do presidente Lula, a quem ele nunca poupou. Bela jogada do presidente, aliás. Mas tem mais: além de porta-voz, é ele quem vai cuidar de toda a publicidade do governo. Isso significa que se algum jornal disser alguma coisa que ele ache que não caiu bem, ele tem o poder de cortar a publicidade dos órgãos oficiais -Banco do Brasil, Caixa Econômica, e por aí vai. Não só o poder como o dever, penso eu. Não vamos também nos esquecer de que um dos 15 libertados no episódio do seqüestro do embaixador foi o ex-deputado cassado José Dirceu, que não cansa de mexer seus pauzinhos para ser anistiado, e agora já está metido até em negócios com o etanol. Eu queria que alguém me explicasse se está certo Franklin Martins aceitar esse emprego. Com isso ele joga no lixo sua biografia, o que talvez para ele não tenha a menor importância. Mas para muita gente tem. Eu, uma modesta cidadã, não vou acreditar mais em uma só palavra do que ele disser, e vou ficar de olho nessa história da publicidade oficial, que vai estar nas mãos dele. Até agora não ouvi nem li ninguém falar sobre o assunto, dizer se ele fez bem ou mal em assumir o tal cargo, se ele não deveria ter recusado. Em outros tempos - até umas duas semanas atrás - eu ficaria orgulhosa de ser apresentada a esse homem que teve coragem para tanta coisa. Hoje, mais não. Será que é o passar dos anos que faz com que as pessoas mudem? Ou eu estou completamente errada e ele tinha todo o direito de aceitar ser porta-voz do governo Lula? Preciso que alguém me esclareça, alguém em quem eu acredite, alguém que seja correto, honesto, que não tenha mudado com o tempo. Que tenha conhecido Franklin Martins profundamente, e que possa me explicar o que se passou com ele, se é normal que as pessoas mudem, até para que eu entenda que a vida é assim mesmo, e me conforme com isso, ou se continuo com minhas opiniões, mesmo sozinha, mesmo que talvez errada. E a única pessoa que gostaria que me falasse sobre isso, e na qual eu acreditaria, chama-se Fernando Gabeira. Eles foram companheiros, Gabeira deve entender. Diga alguma coisa a respeito, Gabeira; diga tudo que você acha, Gabeira, porque estou precisando de sua opinião. Aliás, só da sua. Danuza, sou teu fã de carteirinha. Deixa eu assinar esse texto contigo, deixa? Mesmo que não deixe, eu assino em baixo, que não sou advogado. Se fosse, subscreveria... Gil, 13/04/07 |
Deu no g1.globo.br 12/04/2007 - 17h41 - Atualizado em 12/04/2007 - 19h13 Câmara recua sobre aumento de 82% a Lula Presidente sinalizou que não quer aumento proposto pela Mesa da Câmara. Chinaglia afirma que reajuste de Lula terá mesmo índice dos parlamentares, de 26,49%.Depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou que não quer aumento 82% para o seu salário e o dos ministros de estado, o presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), afirmou que deverá ser aplicado aos vencimentos do presidente o mesmo índice de 26,49% que reajustará os dos parlamentares. Nesta quarta (11), a Mesa da Câmara decidiu propor para o salário do presidente da República um reajuste maior do que o dos deputados e senadores, com o objetivo de equipará-lo ao que está sendo proposto para os parlamentares. Pela proposta, o salário de Lula -que é de R$ 8.885,45- passaria para R$ 16.250,42, um aumento de 82,8%. Já pelo índice de 26,49%, o mesmo que pode ser aplicado ao salário dos parlamentares, a remuneração do presidente iria para R$ 11.239,00. Os parlamentares recebem hoje R$ 12.847,00. "Quando fizemos a avaliação, minha opinião era de que seria razoável o presidente, o vice-presidente e os ministros ganharem igual aos deputados e senadores. Evidentemente, o índice que o presidente anunciou será aplicado", disse Chinaglia. Prioridade Lula sinalizou que rejeitaria a proposta de aumento de 82% da Mesa da Câmara nesta quinta-feira, por intermédio do porta-voz da Presidência, Marcelo Baumbach. “No caso do eventual aumento do seu salário, o presidente considera que o caminho mais correto é o da reposição salarial”, disse Baumbach, sem especificar se esta reposição significa a inflação, medida pelo IPCA, acumulada de fevereiro de 2003 a fevereiro deste ano, como proposta pelos parlamentares. O porta-voz disse ainda que o reajuste não é prioridade do presidente Lula. "O presidente julga que o aumento do salário é da alçada do Congresso”, afirmou. Cabe ao Congresso fixar os salários do presidente da República, do vice, dos ministros de Estado e dos próprios parlamentares. O índice de 26,49% se refere à inflação dos quatro últimos quatro anos medida pelo IPCA. Viu? O homem só quer a reposição salarial. Suponho que será a mesma reposição salarial de todos os funcionários públicos, já que ele é um funcionário público. Depois de tão nobre atitude, vocês verão deputados e senadores aderindo, e nunca mais irão querer aumentos diferentes dos outros servidores públicos. Inclusive aposentados. O BRASIL TEM CONSERTO !!!!
Gil, 12 de abril de 2007, às 22h47'
Retiro o elogio acima. Acabo de receber a noticia de que a "reposição" do resto é com o resto do que sobrar das cuecas, verbas de promoção pessoal, gasolina de carros de deputados, etc. Algo em torno de 4% (quatro por cento) . É, você leu certo. QUATRO POR CENTO! Um pouco menos que os 26,49% do funcionário número um e dos 82% que estavam em discussão para o ilustre ilustre. E a dos aposentados será menor. Tem conserto não. A esperança durou quase quatorze dias. Gil, 26 de abril do ano de 2007 |
Extrato do artigo original de Francisco Alves Filho, na ISTO É ON LINE, 11/04/2007) BEBIDAS (Efeito limão) (Os nomes dos produtos foram alterados para evitar efeitos subliminares que poderiam induzir alguém a experimentar produtos nocivos à saúde) P* e K*K*adicionam limão para conquistar consumidores e pagar menos impostos O que ninguém sabe é que, por trás do limão, existe uma estratégia tributária saborosa – para as empresas. Cada vez que adicionam uma única gota de limão num refrigerante, elas pagam apenas 50% do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Elas se valem de um incentivo criado em 1980, que reduz o imposto pela metade com a adição de suco de frutas e sementes ou extrato de guaraná nos refrigerantes. No caso da água com gás e limão, nem imposto federal elas acabam pagando. Os técnicos da Receita Federal quebram a cabeça para definir em que categoria de tributação vão enquadrá-los. “Nesse momento, esses lançamentos nem podem ser considerados refrigerantes nem são água mineral”. Uma nova classificação tributária que enquadre os novos produtos deve demorar ainda pelo menos quatro anos para ficar pronta. Como não? Ao contrário, eles têm de ser enquadrados em alguma categoria. Se fosse para penalizar o contribuinte comum, já estariam considerados na que pagasse MAIS impostos. Da mesma forma (mas sem qualquer hesitação) que foi tomada uma decisão no caso relatado abaixo. A última ousadia vem sob a marca de cerveja X*, que acaba de ganhar a sua versão lemon. A X* Lemon tem menor nível alcoólico que o comum, mais limão e açúcar. Desta vez, porém, a adição do limão não sensibilizou a Receita. “Ela acabou classificada como cerveja mesmo.” 
Temos de dar a mão à palmatória. Formalmente não há desonestidade. O que percebo é excesso de exxxperteza. Será que uma decisão emanada por um Juiz do STJ ou STF não poderia provocar uma ação imediata? Parece-me haver má fé na interpretação do incentivo. (Em novilíngua, exxxperteza é a esperteza no limite da obscenidade...) Gil, 12/04/2007 |
Deu no G1.com.br 11/04/2007 - 16h32 - Atualizado em 11/04/2007 - 17h02 Câmara quer elevar salário de Lula em 82% Proposta da Câmara prevê salário de R$ 16,25 mil para parlamentares. Chinaglia quer equiparação do salário de Lula ao dos deputados.Em reunião de três horas de duração, os sete integrantes da Mesa Diretora da Câmara decidiram elaborar projeto de reajuste dos salários dos parlamentares -dos atuais R$ 12,8 mil para R$ 16,25 mil- o que corresponde à reposição da inflação dos últimos quatro anos. Também ficou acertado, na reunião, que o presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), vai conversar com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para tratar do reajuste dos vencimentos dos parlamentares e também do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dos ministros de Estado. "Achamos mais do que razoável o presidente Lula ganhar igual a deputados e senadores", disse Chinaglia, informando que vai contactar também o Executivo sobre a proposta de aumento. Com isso, o presidente Lula pode ter um aumento de 82,8% em seu salário, que é de R$ 8.885,48 e passaria para R$ 16.250,42, que é o valor proposta para os salários dos parlamentares. Há cerca de 20 dias, a Comissão de Finanças e Tributação, na Câmara, aprovou uma proposta de reajuste para os salários do presidente Lula e dos ministros que previa apenas a reposição da inflação, o que os elevaria para R$ 11.239,00. Por seis a um, os integrantes da Mesa decidiram que não haverá reajuste da verba de gabinete dos deputados. O deputado Ciro Nogueira (PP-PI), segundo-secretário da Mesa, havia proposto, há cerca de 15 dias, que a verba de gabinete dos deputados, hoje em R$ 50,8 mil mensais, fosse reajustada para R$ 65,1 mil mensais. Transforme a verba para gasolina em km rodados com gasolina especial, e depois em tempo de viagem, à média de 80 km. por hora. Calcule a quantidade de tempo que os nobres parlamentares terão de viajar só para justificar a verba para a gasolina. Precisam ser remunerados também por isso. O que ganham é muito pouco. Deverão reivindicar horas extra. "O assunto foi encerrado, o aumento da verba foi derrotado", relatou Ciro Nogueira, único a votar a favor desse reajuste. Chinaglia disse, após a reunião, que "não haverá alteração em nenhuma das verbas, nem na de gabinete nem na indenizatória". 
Conforme v. já deve ter percebido, esse é um assunto em que o povo não pode vencer. Quando o assunto é esquecido, nova proposta de aumento é feita. E acima de uma inflação que dizem não existir. Já que a inflação só afeta o presidente, os deputados e os senadores, o funcionário público nada tem a reclamar. Muito menos os aposentados. Ainda bem que esses vagabundos sobrevivem pouco, e liberam espaço para os "bons companheiros". O "detalhe sórdido" é que o aumento gerará "aumento em cascata" para os níveis próximos. Ao chegar (se chegar) ao trabalhador, a cascata já se transformou em pequenos pingos de neblina. Gil, 11/04/2007 |
Deu no g1.com.br Impunidade  STF ainda não tem data para julgar mensalão Um ano após denúncia da Procuradoria-Geral da República contra 40 pessoas, investigações do mensalão continuam na fase de inquérito. (link) Um ano depois que a Procuradoria-Geral da República denunciou à Justiça o esquema do mensalão, supostamente comandado pelo PT, não há nem sinal de abertura de processo criminal contra os 40 acusados - entre eles o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, apontado como “chefe" das ações delituosas. O Supremo Tribunal Federal (STF) ainda não incluiu na pauta o julgamento da denúncia que Antonio Fernando de Souza, procurador-geral, entregou em 11 de abril de 2006. O mensalão continua apenas como o 2245, número do inquérito. POR QUE A DEMORA ? O caso teve início conturbado na Corte, que, inicialmente, avaliou pedido de desmembramento dos autos. A proposta, que o STF rejeitou, era mandar para a primeira instância a parte relativa aos que não têm foro privilegiado. A medida poderia acelerar a ação porque reduziria à metade o rol de acusados perante o STF. A decisão pela abertura ou não de processo penal contra os mensaleiros será tomada pelo Pleno do STF, que reúne os 11 ministros. Eles decidirão se recebem ou se rejeitam a acusação formal do chefe do Ministério Público Federal. Se a denúncia for acatada, será aberto enfim processo penal. Alguns ministros manifestaram publicamente sua preocupação com relação à prescrição, temendo que vença o prazo dentro do qual a Justiça pode punir culpados. Além de Dirceu são citados Duda Mendonça, publicitário responsável pela campanha presidencial de Lula em 2002, treze deputados e ex-deputados, o ex-ministro Luiz Gushiken, o empresário Marcos Valério, suposto operador do mensalão e do caixa 2 do PT, e três ex-dirigentes do partido: o deputado e ex-presidente do partido José Genoino, o ex-tesoureiro Delúbio Soares e o ex-secretário-geral Silvio Pereira. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo". Devo comentar? Preciso comentar? O cheiro de podre está se alastrando. Um processo criminal poderia até limpar o nome de algum eventual inocente, se houvesse. Não sei por que os que se dizem puros de coração não exigem a abertura do processo... E por que ninguém assumiu ou foi acusado de ser o chefe da quadrilha? Haveria mais alguém? Você acredita em quadrilha desse tamanho, sem chefe? E quem seria o chefe? Quem? GCPA, 11/04/2007 Artigos relacionados: O órgão mais sensível no corpo do homem
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Deu no Jornal da Globo Do Jabor: Chega de criticar o governo pelo apagão aéreo, gente! Vamos tentar entender porque ninguém fez nada nesses últimos seis meses. Temos de entender a cabeça do petista típico, do esquerdista no poder: eles gastaram seis meses para reeleger o sindicalista-chefe e montar um ministério - porque os bolchevo-lulistas gostam de reunir, para fingir consenso. Mas na hora H, como dizia Lenin, ninguém sabe o que fazer. Os comuno-sindicalistas odeiam administrar. Veja bem: o sujeito é treinado a nível revolucionário, para uma tomada heróica do poder, com bandeiras, foices e martelos. O cara odeia o capitalismo diabólico; o elemento quer se vingar dos empresários que o despediram - aí vira comuna, e se acha melhor que os burgueses alienados, que somos nós. Ele se acha "a favor do povo'', e aí não precisa estudar, pensar em detalhes chatos como administração, planejamento ou competência técnica. Como é que eles vão dirigir um banco, se eles foram treinados para destruir bancos? Como? Tenhamos carinho pelos bolchvevo-lulistas, os doces stalinistas brasileiros. Eles não têm tempo nem saco pra cuidar de coisas pequenas como Controle Aéreo. Eles são melhores que nós, os medíocres, que moramos no presente. Eles só pensam no futuro! Temos de entender os bolchevistas neo-pelegos: eles só lutam pelo o paraíso comunista - que hoje são os 240 mil cargos no céu de Brasília. texto Arnaldo Jabor Outras do Arnaldo: Bobalhão Carta ao Juiz Chega de criticar O que foi que nos aconteceu? Contribuição do Malafa Goldangra |
Deu no G1.com.br 09/04/2007 - 09h38 Recursos do FAT devem refinanciar a dívida agrícola Edição da medida provisória depende apenas de um aval do ministro do Trabalho. Recursos para apoio ao refinanciamento deverão ser de R$ 2,2 bilhões.O governo federal deve editar nesta segunda-feira (9) uma medida provisória (MP) criando o Fundo de Recebíveis* do Agronegócio (FRA), instrumento para garantir o refinanciamento da dívida entre produtores rurais e o setor privado desde a safra 2004/2005. É uma dívida calculada em R$ 4 bilhões. Os recursos destinados pelo governo para o apoio ao refinanciamento deverão ser de R$ 2,2 bilhões e sua origem promete causar polêmica: a idéia é buscar o dinheiro no Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). (não deveria ser "receptíveis"? Desculpem minha ignorância...) Com o uso do dinheiro do FAT, o governo fará uma operação inédita, porque não há registro de uso das verbas do fundo para o socorro da área agrícola. O fundo, vinculado ao Ministério do Trabalho, foi criado para custear os programas do Seguro-Desemprego, do Abono Salarial e também para financiar programas de desenvolvimento econômico. Por isso mesmo, costuma ser muito vigiado pelas centrais sindicais, que temem que o dinheiro não retorne e os trabalhadores fiquem no prejuízo. O governo também estudou buscar os recursos nos depósitos à vista ou na poupança do Banco do Brasil. O presidente da Subcomissão de Política Agrícola e Endividamento da Câmara dos Deputados, Luiz Carlos Heinze (PP-RS), confirma que os recursos para a renegociação das dívidas agrícolas devem mesmo vir do FAT. Segundo ele, a edição da medida provisória depende apenas de um aval do ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT). E só não foi publicada ainda no Diário Oficial da União em virtude da troca de nomes promovida na reforma ministerial. “A MP está na mesa do ministro do Trabalho, já que os recursos do FAT é que garantirão a renegociação”, explicou Heinze. O deputado garantiu que os ministros da Agricultura, Reinhold Stephanes, da Casa Civil, Dilma Rousseff, e da Fazenda, Guido Mantega, já teriam ratificado a operação por meio da MP. 
Reproduzi apenas a notícia. Recuso-me a comentar. Deduzam vocês as implicações. GCPA |
VOCÊ É O QUE NINGUÉM VÊ Martha Medeiros "...Você é os brinquedos que brincou,é os nervos a flor da pele, os segredos que guardou, você é sua praia preferida, aquele amor atordoado que viveu, a conversa séria que teve um dia com seu pai, você é o que você lembra... Você é a saudade que sente da sua mãe, a infância que recorda , a dor de não ter dado certo, de não ter falado na hora, você é aquilo que foi amputado no passado, a emoção de um trecho de livro, a cena de rua que lhe arrancou lágrimas, você é o que você chora... Você é o abraço inesperado, a força dada para o amigo que precisa, você é o pêlo do braço que eriça, a sensibilidade que grita, o carinho que permuta, você é a palavras dita para ajudar, os gritos destrancados da garganta, os pedaços que junta, você é o orgasmo, a gargalhada, o beijo, você é o que você desnuda... Você é a raiva de não ter alcançado, a impotência de não conseguir mudar, o desapontamento com o governo, o ódio que tudo isso dá, você é aquele que rema, que cansado não desiste, você é a indignação com o lixo jogado do carro, a ardência da revolta, você é o que você queima... Você é aquilo que reivindica, o que consegue gerar através da sua verdade e da sua luta, você é os direitos que tem, os deveres que se obriga, você é a estrada por onde corre atrás, serpenteia, atalha, busca,você é o que você pleiteia... Você não é só o que come e o que veste. Você é o que você requer,recruta, rabisca, traga, goza e lê. Você é o que ninguém vê..." |
Deu na Folha Online 09/04/2007 - 08h53 Em aniversário da tomada de Bagdá, Iraque faz protestos anti-EUA. Artigos Relacionados Meu protesto Iraque Guarani Aniversário Plano de seqüestro Parlamento do Iraque Paraguai Internacionalização Pode me charmar maluco Nações Indígenas AMAZÔNIA À VENDA O Iraque relembra, nesta segunda-feira, o quarto aniversário da tomada de Bagdá pelas forças da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos em 2003, em meio a grandes protestos contra a ocupação americana no país árabe. Na cidade sagrada de Najaf, no sul, milhares de iraquianos atenderam a um chamado do clérigo radical xiita Moqtada al Sadr para protestar hoje. "Não à ocupação, não à América", gritavam os milhares de manifestantes, a maioria homens e meninos com bandeiras iraquianas. Em Bagdá, todos os veículos civis foram banidos das ruas da cidade por 24 horas a partir das 5h desta segunda-feira (22h de Brasília) para prevenir ataques. Al Sadr, um dos personagens mais influentes na política iraquiana, culpa a invasão americana pela violência que não dá tréguas no Iraque. Ele emitiu um comunicado neste domingo pedindo aos iraquianos que protestassem contra a presença das tropas dos EUA no país. Testemunhas relataram ontem que a polícia tentou impedir os xiitas de chegarem até Najaf para atender ao apelo do clérigo, mas hoje a cidade amanheceu tomada pelos manifestantes. Iraquianos queimaram bandeiras americanas e pintaram os slogans "que a América caia" e "Bush é um cão"* no chão. * Espero que as Associações de Proteção aos Animais protestem. O cão é o melhor amigo do homem. Milhares de xiitas marcharam a partir da região vizinha Kufa, enquanto outros congestionaram as estradas vindo em carros e ônibus de Bagdá e outras cidades xiitas no sul. Moqtada O poderoso líder xiita liderou duas revoltas contra forças americanas em 2004, mas desde então se voltou para a política. Seu movimento político detém um quarto das cadeiras da dominante Aliança Xiita, do premiê Nouri al Maliki. Acredita-se que Al Sadr esteja atualmente refugiado no Irã. Seus assistentes negam e afirmam que ele continua no Iraque. O presidente dos EUA, George W. Bush vem insistindo que as tropas americanas não sairão do Iraque até que os iraquianos possam tomar a responsabilidade pela segurança do país. Ele repetidamente rejeitou fixar um cronograma para a retirada das tropas, desencadeando grandes confrontos com o Congresso dos EUA, dominado pela oposição democrata. A milícia xiita leal a Al Sadr, o Exército de Mahdi, enfrentou grandes confrontos com forças americanas e iraquianas nos últimos dias na cidade de Diwaniyah, no sul. Ontem, o clérigo pediu o fim dos conflitos. Segundo soldados americanos, os combates arrefeceram depois disso. Aniversário Quatro anos atrás, o mundo assistiu iraquianos e soldados americanos derrubarem uma estátua do ditador Saddam Hussein na praça Firdous, no centro de Bagdá. O dia ficou marcado como a data oficial da queda do regime de Saddam. Em 2003, as forças da coalizão internacional encontraram pouca resistência na tomada de Bagdá. À época, o saldo de mortos era de 96 americanos, 30 britânicos e um número não especificado de iraquianos (que deve chegar aos milhares). (É verdade. Países trouxas ainda mandam seus filhos morrer para que ianques tenham lucro com o petróleo e com a venda de armas) Hoje, os números subiram para mais de 3.270 americanos, 140 britânicos, 124 soldados da coalizão internacional de outras nacionalidades e dezenas de milhares de iraquianos. (Quantos mais precisarão morrer para que esses idiotas percebam que quem lucra são os fabricantes de armas?) Ontem, a violência elevou ainda mais a taxa de mortos. O Exército dos EUA informou que quatro soldados americanos morreram em ataques ao sul de Bagdá neste domingo, enquanto dois outros soldados morreram devido aos ferimentos que receberam durante operações no norte da capital. Para a população civil, o saldo foi ainda pior. Ao menos 17 pessoas morreram e 24 ficaram feridas em uma explosão em Mahmudiya, que foi o último da série de ataques fora da capital iraquiana desde que o novo plano de segurança americano aumentou a presença do Exército em Bagdá. O prefeito de Mahmudiya, Muaid al Amiri, afirmou que a explosão ocorreu quando um carro-bomba que tinha como alvo fábricas da região foi detonado. Um prédio de três andares próximo ao local da explosão ficou completamente destruído, além de muitas lojas e veículos estacionados ao redor. Relatos separados afirmaram que a explosão ocorreu após a queda de mísseis Katiusha em fábricas da cidade. Ao todo, mais de 20 pessoas em episódio de violência por todo o país. Apenas para despertar a curiosidade: Você sabe o nome do maior acionista pessoal da industria de armas americana? (Gil) Artigos Relacionados Meu protesto Iraque Guarani Aniversário Plano de seqüestro Parlamento do Iraque Paraguai Internacionalização Pode me charmar maluco Nações Indígenas |
| Hai-Kai: O maestro sabe mas não ouve. O homem comum e o pianista não sabem, o violinista apenas intui. Mas o cão percebe sinfonias inteiras entre duas notas. |
ASSALTO DISCRETO, ASSASSINATO ÀS CLARAS  Pode ter passado despercebido ao funcionário público. Eu só percebi ao ser atropelado pela nova lei. Em primeiro de janeiro de 2004 o governo deste país modificou as aposentadorias integrais, tanto as devidas ao trabalhador que cumpriu todo o seu tempo quanto aos que contraíram aquelas doenças graves que o tornaram invalido. O cálculo dos novos proventos de aposentadoria é feito sobre a MÉDIA de CENTO E OITENTA MESES (QUINZE ANOS), sem levar em conta a inflação. Incluindo os cargos menores que ele teve, com salários menores. E o aposentado deixa de receber os auxílios alimentação, GAE, GED, etc., com os quais seu salário era completado. Mesmo deixando, no caso dos aposentados "pé na cova" (insuficientes cardíacos, renais, com aids, etc.), de pagar INSS e Imposto de Renda, a perda no poder aquisitivo pode ser da ordem de 30 por cento do salário. Quando a lei que protegia os aposentados por invalidez por doença grave foi criada, tinha a finalidade de compensar o aumento das despesas com medicamentos, permitindo maior sobrevida ao aposentado. Ao reduzir seus proventos líquidos, é clara a intenção expressa de matá-lo, para que as despesas se extingam. Isto tem cor, gosto e cheiro de GENOCÍDIO. Mais discreto que os praticados em Nagasaki, Viet-Nam ou Iraque, porque não atingem simultaneamente à todos, só aos idosos. MATEM OS VELHOS PARA REDUZIR DESPESAS! Sobrarão mais dólares para os juros da dívida, para as cuecas, para os mensalões e mesadões, para a compra de apoio político! Ao passar o tempo, atingirá também a você, se tiver a falta de sorte de sobreviver até chegar a aposentadoria. Gil Carvalho Paulo de Almeida |
"Não basta que a mulher de César seja honesta. É preciso também que pareça honesta e que não pairem dúvidas sobre a honestidade da mulher de César". (Julius Cesar, citado por Suetônio) Não sei por que esta frase tem me martelado continuamente, já me incomodava antes da CPI dos correios, do mensalão, dos Delúbios e Severinos e Matisses e Dirceus e milhões e bilhões de reais e dólares lavadinhos e limpinhos transportados em malas e cuecas e aviões. Artigos relacionados: O órgão mais sensível no corpo do homem |
Do jornal "O Globo", de 5 de abril de 2007 - manchete da página 4. O "rato" e o "hamster" trocam elogios. 

O que é a política: Seis meses atrás, tratavam-se por "hamster do nordeste" e "rato gordo e etílico, ladrão do dinheiro público". Paz e amor. A única diferença entre as gravatas é a inclinação das listas. Os nós são iguais. Talvez a união tenha se originado da conclusão de que ambos tinham razão. |
Deu no site do PT O site do PT pede aos eleitores de Lula que repassem todas as mensagens ofensivas para o site www.lulapresidente.org.br e para o e-mail [email protected]. ... Ponham vossas barbas de molho, ó vós que protestais. Provavelmente colocarão centenas de equipes de advogados para processar milhares de desiludidos. Mas só os que ainda não perderam todo o patrimônio. Convenhamos, processar famintos, desempregados, sem teto, sem terra não dá lucro. E os banqueiros, os mensaleiros, os que ganharam concessões de TV e rádio, não mandam mensagens ofensivas sobre a galinha dos ovos de ouro. É POR ISSO QUE NESTE SITE NÃO PERMITIMOS QUE SE OFENDA NENHUMA PESSOA HONESTA. Na primeira noite eles se aproximam e colhem uma flor de nosso jardim. E não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem : pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. Maiakovisky |
| Influenciado pelo filme "Segredo", que afirma que o mundo se tornará melhor se pensarmos de forma positiva, criei em minha minha mente uma utopia. E como a achei viável, fiz este relatório. Um relatório no meu novo mundo. Os políticos agora são honestos. Não existem mais países invadindo outros e a violência acabou. Todos andam pelas ruas com um sorriso nos lábios. As crianças já podem ir sem medo para as escolas, as únicas balas perdidas são as doces, que as amargas não mais são fabricadas. Lembra-se da burocracia? Também pertence ao passado. E traficante significa apenas aquele que trafega. O Rio de Janeiro tornou-se uma cidade limpa. Os poucos donos de cães andam com saquinhos onde recolhem os detritos, e as pessoas só jogam o lixo nos recipientes de lixo, respeitando os recicláveis. São Paulo conscientizou-se de que o gigantismo é a causa principal de todos os seus problemas e os paulistas mudaram-se para o campo. Ao ajardinar locais de antigos prédios e favelas, acabaram-se as enchentes. E o ar ficou gostoso de respirar. Quem tem pressa vai de bicicleta. As outras grandes cidades também estão se reduzindo. As pessoas passaram a não desejar mais automóveis, perceberam que andar é mais saudável. Começaram a planejar suas famílias, ter menos filhos. Tudo isso aconteceu depois que os homens e governos passaram a investir na educação, depois que todos os brasileiros com mais que seis anos já sabiam ler e aprenderam a gostar de ler. Quando a roupa voltou a ser usada apenas para dar conforto e proteger do frio, e os bolsos saíram de moda. Aliás, a moda acabou ao mesmo tempo que o perfume, a maquilagem e as drogas. E os religiosos não mais brigaram, depois que perceberam que todos afirmavam que seu Deus era único, e que portanto era o mesmo, embora chamado por nomes diferentes. Foi quando a procura e a produção de energia foram relegadas para terceiro plano, porque se percebeu que a riqueza estava em ser e não em ter. Quando a terra começou a ser usada apenas para produzir o essencial, a alimentação, o oxigênio, a paisagem. Quando se percebeu que o mineral mais valioso era a água, e ninguém mais a poluiu. Quando até a terra devoluta à margem das estradas passou a ser plantada com árvores frutíferas e cuidadas até por quem não colhia frutas, e quando os pesticidas deixaram de ter utilidade porque se viu que o alimento era suficiente para todos. O venenoso asfalto aos poucos foi substituído pelo concreto. As águas drenadas começaram a ser reaproveitadas, e com isso reduziram-se os desertos. Voltou-se a viajar em barco, em trem. Mas as pessoas viajam menos, porque estão felizes no lugar em que vivem. Como todos os esgotos foram tratados, os peixes voltaram aos rios e à beira das praias. Quando foram abolidas as redes, os peixes se multiplicaram tanto que não houve mais necessidade de colocar iscas nos anzóis. Foi após o desaparecimento dos países guerreiros e poluidores, que desabaram quando as indústrias que poluíam deixaram de existir. As primeiras a falir foram as industrias de armamentos. Os traficantes, políticos desonestos, ladrões e assassinos, torturadores e pedófilos, mentirosos e enganadores, profissionais da guerra, já haviam se transformado em adubo. Serviram muito bem para isso. Agora nunca mais alguém dirá que não tiveram utilidade. O planeta saiu do aquecimento global, e voltou a ser um paraíso. O homem aprendeu a co-existir com todos os animais, inclusive com o animal homem. E desistiu de se envergonhar de ser animal. Amem. |
03/04/2007 - 10h21 DEU NO g1.com.br Plano americano de seqüestro foi estopim para prisão de britânicos, diz jornal Artigos Relacionados Meu protesto Iraque Guarani Aniversário Plano de seqüestro Parlamento do Iraque Paraguai Internacionalização Pode me charmar maluco Nações Indígenas "The Independent" revela que EUA queriam raptar general e diplomatas iranianos. Plano, que fracassou, era seqüestrar os dois no Iraque. O estopim da crise originada pela detenção de 15 militares britânicos nas águas do Golfo Pérsico no dia 23 teria sido uma tentativa fracassada do governo americano de seqüestrar um general e um diplomata iranianos em visita oficial ao norte do Iraque. A informação foi publicada pelo jornal britânico "The Independent". 
Mapa do Golfo Pérsico onde foram capturados os militares britânicos (Arte: G1) Na madrugada de 11 de janeiro, os Estados Unidos atacaram com helicópteros um escritório de cooperação iraniano que opera na cidade de Arbil, no Curdistão iraquiano, e capturaram cinco funcionários acusados de espionagem, mantidos sob poder dos americanos. No entanto, os Estados Unidos, que não informaram as autoridades curdas sobre o ataque, procuravam dois membros destacados do aparelho de segurança iraniano, segundo o jornal britânico, que inclusive cita nomes. Trata-se de Mohammed Jafari, o poderoso chefe do Conselho de Segurança Iraniano, e o general Minojahar Frouzanda, chefe do serviço de inteligência da Pasdaran (Guarda Revolucionária iraniana), afirmaram ao jornal fontes curdas. Os dois estavam em visita oficial ao Curdistão e tinham se reunido primeiro com o presidente iraquiano, Talal Talabani, e depois com o chefe do Governo regional do Curdistão, Massoud Barzani, em seu quartel-general em uma montanha. "Queriam capturar Jafari", afirmou ao jornal Fouad Hussein, chefe de gabinete do presidente do Curdistão, que confirmou que o escritório iraniano funciona há muito tempo em Arbil e que muitos curdos vão a ele para obter vistos para o Irã. "Os americanos achavam que Jafari estaria ali", disse Hussein. Jafari estava acompanhado do general Minojahar Frouzanda, chefe dos serviços de inteligência do Pasdaran, disse ao jornal Sadi Ahmed Pire, atual chefe de gabinete do presidente Talabani em Bagdá. Ahmed Pire vivia anteriormente em Arbil, onde liderava a União Patriótica do Curdistão, partido de Talabani. Segundo o "Independent", a tentativa americana de seqüestrar os dirigentes iranianos, que tinham se reunido publicamente com os líderes iraquianos, é como se o Irã tivesse tentado seqüestrar os chefes da CIA e do MI6 (serviço secreto britânico) em uma eventual visita ao Paquistão ou Afeganistão. Segundo o jornal, não há dúvidas de que Teerã acredita que Washington pretendia capturar Jafari e Frouzanda. O próprio Jafari confirmou à agência iraniana "Irna" que estava em Arbil quando os Estados Unidos lançaram o ataque. O ministro de Assuntos Exteriores do Irã, Manouchehr Mottaki, declarou à "Irna" que "o objetivo dos americanos era deter os funcionários da segurança iraniana que tinham ido ao Iraque para desenvolver uma cooperação bilateral sobre o assunto". Dirigentes americanos acusaram os cinco funcionários seqüestrados pelos EUA, dos quais nada se sabe desde então, de "estarem supostamente envolvidos em atividades contra o Iraque e as forças da coalizão". É uma acusação absurda, afirma o jornal, que diz que nenhum membro da coalizão liderada pelos Estados Unidos morreu em Arbil, onde também não há rebeldes sunitas nem milicianos xiitas. O ataque americano contra o escritório de cooperação iraniano em Arbil aconteceu poucas horas depois de o presidente George W. Bush ter acusado publicamente o Irã de "fornecer apoio logístico para os atentados contra as tropas americanas". O próprio Jafari criticou as acusações dos EUA e afirmou que "até agora não houve um só iraniano entre os que cometeram ataques suicidas com bombas" no Iraque. Fontes dos serviços de segurança no Curdistão iraquiano afirmaram que os Estados Unidos apóiam as guerrilhas curdas no Irã. Washington também apoiaria os dissidentes árabes do Khuzestão, no sul do Irã, que se opõem ao Governo de Teerã. Em 4 de fevereiro, soldados do batalhão 36 do Exército iraquiano, que, segundo se acredita, é controlado pelos americanos, seqüestraram o diplomata iraniano Jalal Sharafi. Em Arbil, o ataque foi realizado diretamente pelos americanos e deu origem a uma "perigosa escalada que levou à captura dos quinze militares britânicos", segundo o jornal. Perguntinhas do chato que assina este site: Escritório de cooperação equivale à Consulado? Se sim, houve invasão de país. Isso é ato de guerra. Existem PROVAS do ato de espionagem? Desde quando espionagem é feita por "Chefe do Serviço de Segurança" e general "Chefe do Serviço de Inteligência"? E em viagem oficial e pública? Nestes cargos não se faz, manda-se fazer. KUMÉKIÉ? A intenção era atacar com helicópteros dois altos funcionários iranianos que tinham acabado de conversar publicamente com o Presidente do Iraque e com o chefe do governo curdo? A palavra de George Walker Bush acusando publicamente outro presidente vale alguma coisa? Ainda mais de fornecer apoio logístico, que não pode ser materialmente comprovado, como aquelas armas de destruição em massa no Iraque (que não foram encontradas, mas os ianques ainda estão lá...) O que os ianques fizeram com um país (Afeganistão) que TALVEZ APOIASSE um terrorista que TALVEZ TENHA FEITO atentados dentro de New York? Mas eles podem apoiar guerrilhas...Quem foi mesmo o treinador do Osama? E finalmente, o que estavam os militares ingleses fazendo na região? Turismo? Pescando? Procurando vestígios da Atlântida? OBSERVAÇÃO: Em 5/4/2007 os jornais anunciaram o perdão iraniano e a expulsão (devolução) dos quinze oficiais ingleses. Será que oficiais iraquianos em Guantanamo também serão devolvidos? Artigos Relacionados Meu protesto Iraque Guarani Aniversário Plano de seqüestro Parlamento do Iraque Paraguai Internacionalização Pode me charmar maluco Nações Indígenas |
24/03/2007 Deu no blog do Josias de Souza (link) Câmara vai votar uma lei que estimula a impunidade  Não bastasse o desgaste proporcionado pelo sepultamento da CPI do Caos Aéreo e pelo iminente reajuste salarial dos deputados, a Câmara está na bica de cometer mais um atentado contra sua própria imagem. Nas próximas semanas, será votado um projeto devastador. Carrega um artigo que, se aprovado, representará um eloqüente estímulo à malversação de verbas públicas e à impunidade. Trata-se de artigo injetado no Projeto de Emenda Constitucional número 358. A proposta começou a percorrer os escaninhos do Congresso em 2005. Contém regulamentos ao funcionamento do Judiciário. Trata, por exemplo, da chamada “súmula vinculante”. Já foi aprovado no Senado. Na Câmara, recebeu a chancela da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) no final do ano passado. Encontra-se agora na fila do plenário, pronto para ser votado pelos deputados. Arlindo Chinaglia (PT-SP), presidente da Casa, já avisou que logo, logo a proposta será incluída na ordem do dia. Escondido no meio do projeto 358 há um artigo maroto. Foi incluído na CCJ. Deu-se, literalmente, na calada da noite, às 23h do dia 28 de dezembro do ano passado. Concede foro privilegiado a todos os políticos processados por atentar contra o erário, mesmo aqueles que já deixaram os cargos. São beneficiários diretos ex-prefeitos, ex-governadores, ex-ministros e até ex-presidentes da República. Se aprovada, a novidade representará um extraordinário retrocesso. Desferirá um golpe de morte na Lei de Improbidade Administrativa, aprovada em 2002. Essa lei deu poderes a promotores estaduais e procuradores da República para processar gestores desonestos, submetendo-os ao julgamento de juízes de primeira instância. Aprovado-se o projeto 358, esses ex-administradores passarão a dispor de foro privilegiado. Ex-prefeitos só poderão ser julgados pelos Tribunais de Justiça. Ex-governadores, pelo STJ. Ex-presidentes e ex-ministros, pelo STF. Nos últimos 50 anos, não há notícia de uma mísera condenação que tenha sido imposta a um político pelos tribunais. Ou seja, em vez de facilitar a punição de políticos desonestos, a nova lei irá condenar os processos à prescrição. Será um prêmio à impunidade. Há no Brasil algo como 10 mil ações escoradas na Lei de Improbidade. São cerca de 9.400 nas esferas estadual e municipal e aproximadamente 600 na esfera federal. Com a nova lei, onde houver condenações, abre-se espaço para o questionamento das sentenças. Quanto aos casos ainda pendentes de julgamento, subirão aos tribunais. Tribunais já abarrotados de processos e sem a mínima estrutura para julgar tantos casos de improbidade. Mencione-se, por eloqüente, o exemplo da cidade de São Paulo. Ali, o Ministério Público move 663 processos por improbidade. Foram abertos entre 1992 e 2006. Reivindicam o ressarcimento aos cofres da prefeitura paulistana da impressionante soma de R$ 36,3 bilhões, dos quais R$ 5,6 bilhões já foram bloqueados pela Justiça. Tudo isso pode virar pó caso o Congresso aprove o projeto 358. No instante em que a proposta for a voto, estará em plenário o ex-prefeito Paulo Maluf, agora deputado federal pelo PP de São Paulo. É um dos réus citados em processos que tramitam na Justiça de São Paulo. Como Maluf, há um sem-número de deputados que, na condição de ex-gestores de cofres públicos, carregam processos nas costas. Adivinhe como eles vão votar... Artigos relacionados: O órgão mais sensível no corpo do homem |
Essa eu recebi de meu amigo e colega Delson, em 29 de março de 2007 Não é nova, mas veio completa e documentada. Compare com as denúncias feitas no programa do Leão, na TV Bandeirantes. Observem abaixo a página de um livro de geografia adotado nos EUA e leiam as críticas aos brasileiros. (pag.76 do livro didático norte-americano "Introdução à Geografia", do autor David Norman, utilizado na Junior HighSchool (equivalente à 6ª série do 1º grau brasileira) Artigos relacionados: Meu protesto Iraque Guarani Aniversário Plano de seqüestro 
AGORA LEIAM A TRADUÇÃO DESTE TEXTO ABSURDO QUE ESTÁ AO LADO DO MAPA Uma introdução à Geografia  Em uma seção ao norte da América do Sul, uma extensão de terra com mais de 3.000 milhas quadradas. 3.5-5 - A PRIMEIRA* RESERVA INTERNACIONAL DA FLORESTA AMAZÔNICA “Desde meados dos anos 80 a mais importante floresta do mundo passou a ser responsabilidade dos Estados Unidos e das Nações Unidas. É chamada PRINFA* (PRIMEIRA RESERVA INTERNACIONAL DA FLORESTA AMAZÔNICA), e sua fundação se deu pelo fato de a Amazônia estar localizada na América do Sul, uma das regiões mais pobres do mundo e cercada por países irresponsáveis, cruéis e autoritários. Fazia parte de oito países diferentes e estranhos, os quais, em sua maioria, são reinos da violência, do tráfego de drogas, da ignorância, e de um povo sem inteligência e primitivo. A criação da PRINFA foi apoiada por todas as nações do G-23 e foi realmente uma missão especial para nosso país e um presente para o mundo todo visto que a posse destas terras tão valiosas nas mãos de povos e países tão primitivos condenariam os pulmões do mundo ao desaparecimento e à total destruição em poucos anos.” (PRINFA é uma tradução de FINRAF = Former International Reserv of Amazon Forest) (Former também significa anterior) Texto à direita da borboleta “Podemos considerar que esta área tem a maior biodiversidade do planeta, com uma grande quantidade de espécimes de todos os tipos de animais e vegetais. O valor desta área é incalculável, mas o planeta pode estar certo de que os Estados Unidos não permitirão que estes países Latino Americanos explorem e destruam esta verdadeira propriedade de toda a humanidade. PRINFA é como um parque internacional, com severas regras para exploração.” 
Para ficar indignado!
No dia 24/5/200? o jornal "Estadão” publicou sem destaque nenhum, e em três minúsculas linhas, a denúncia gravíssima de uma brasileira residente nos EUA.: “Os livros de geografia de lá, estão mostrando o mapa do Brasil amputado, sem o Amazonas e o Pantanal. Eles estão ensinando nas escolas, que estas áreas são internacionais, ou seja, em outras palavras, eles estão preparando a opinião pública deles, para dentro de alguns anos se apoderarem de nosso território com legitimidade. Nós somos brasileiros e, no mínimo, temos de nos indignar com esta afronta. Vamos passar este e-mail para o maior número de pessoas que conhecermos, e para que eles saibam que, embora eles não noticiem o fato, nós, povo, estamos sabendo.” Celso Santos Editora Abril S/A Revista Casa Claudia Fone: 11 3037-5925 Fax: 11 3037-5277 e-mail: [email protected]
Av. Brigadeiro Faria Lima, 674; Cep 05426-200; São Paulo; SP; Brasil . Fone: (011) 3814-1244 - Fax:( 011) 3814-1663- E-mail: [email protected] - www.globaltours.com.br
Divulguem e cobrem dos Ministros, Presidente, Senadores para que tomem alguma atitude. Para ter acesso aos nossos senadores, acessem o site www.senado.gov.br/web/senador/senanome.cfm 
Isso explica a "Operação Colômbia", as tropas americanas (80 mil) homens! No Suriname, a apropriação da base aérea (da FAB) de lançamentos de Alcântara, a intenção dos Estados Unidos de colocar um escritório da CIA na tríplice fronteira (Foz do Iguaçu), e a implementação de DUAS bases militares na Argentina, uma na Patagônia e outra próxima a Buenos Aires. Ou seja, a Amazônia está CERCADA, sitiada por forças americanas, que garantirão a posse da região a qualquer hora dessas. Essa notícia eu havia escutado há mais ou menos 8 anos atrás, em uma palestra, proferida pelo professor J.W. Batista Vidal, da Universidade de Brasília e Universidade Federal da Bahia. Como já foi mostrado (ou justificado?) que a "guerra" contra Osama Bin Laden (de quem não se tem a MÍNIMA prova de que tenha realizado os ataques de 11 de setembro) e o Talibã é muito mais uma questão de passar um oleoduto pelo Afeganistão (para tirar o petróleo russo do Mar Cáspio), que o Talibã não concordava, é de uma clareza solar os motivos dos Estados Unidos na sua pretensão de "pacificar" a América do Sul, e de "combater" o narcotráfico na Colômbia, enviando para lá imenso arsenal e 100 MIL homens! Vamos ficar de braços cruzados e boca calada? Ou vamos reagir? Dos parlamentares, esperamos* AÇÃO IMEDIATA. Dos cidadãos, que REPASSEM esta notícia a todos os seus conhecidos! Dos jornalistas, que DIVULGUEM este absurdo, para que a Nação se levante contra essa violência inominável! Plínio Robson A. Panse (* esse texto é do Plínio. Dos parlamentares eu não espero mais nada...GCPA) COMENTÁRIO LEVEMENTE SUICIDA:  Por favor, provem que esta noticia é falsa! Mostrem-me que sou um neurótico, que os americanos são bonzinhos, que não existe uma invasão de nosso país sendo preparada. Demonstrem-me que aqueles caras que matam vietnamitas porque são amarelos, árabes porque não são cristãos, iraquianos porque deviam ter armas de destruição em massa mas não têm, sioux, cheienes e pés-pretos porque não eram brancos, afegãos porque querem passar oleoduto por lá sem pagar aluguel, tem moral e ética para administrar o mundo. E têm a petulância de nos chamar de cruéis, autoritários, reinos de violência, ignorância, de tráfico de drogas, povo primitivo e sem inteligência. Convençam-me que o povo que dizimou índios e a cultura indígena em sua própria terra adquiriu ética suficiente para se fazer de policial e guardião da democracia no resto do planeta. E finalmente, façam-me acreditar que nossos presidentes não se curvam para lamber as botas desses canalhas. Que não envenenaremos com vinhoto as nossas terras na produção de álcool para que os donos do mundo continuem a economizar o petróleo que continua a não ser extraído de seu próprio subsolo texano... É preferível fazer o que os iraquianos não tiveram coragem: em caso de invasão, dinamitemos nossas próprias riquezas. Napalm na Amazônia! A viver sob jugo, é preferível a pobreza absoluta. É apenas uma questão de tempo: europeus e ianques já mostraram sua capacidade ao destruir suas florestas, e não tentem me enganar dizendo que irão conservar a Amazônia. Não temos a bomba, não a queremos ter. Somos muito mais ricos não a possuindo. Se a espécie humana não disser BASTA à essa raça que criou, usou e usará a bomba atômica, não merecerá sobreviver. Gil Carvalho Paulo de Almeida, em 30 de março de 2007 Artigos relacionados: Meu protesto Iraque Guarani Aniversário Plano de seqüestro |
IBGE revisa as contas de 2006 e PIB passa de 2,9% para 3,7% O crescimento do PIB brasileiro em 2006 passou de 2,9% para 3,7%, de acordo com a nova metodologia do IBGE. O crescimento real do PIB per capita em 2006 foi de 2,3%, atingindo R$ 12.437. Na análise da demanda, o consumo das famílias apresentou alta de 4,3%, sendo este o terceiro ano consecutivo de crescimento deste componente. Um dos fatores que contribuíram para este resultado foi a elevação de 5,6% da massa salarial real. Em 2006, o PIB a preços de mercado alcançou R$ 2.322,8 bilhões. Dentro em breve com estas revisões estaremos no patamar da maior potência em crescimento do mundo (ao menos nos cálculos do IBGE). Contribuição do amigo José Pereira, em 30/03/2007 (Já havia comentado em 21/03/2007, mas sem esses detalhes. Gil)
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Para pensar sobre o momento atual: variações sobre um mesmo tema. Maiakovisky - Niemöller - Brecht - Cláudio Humberto e o nosso momento "Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei. No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei . No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei. No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém para reclamar..." Martin Niemöller, 1933 , símbolo da resistência aos nazistas. ======================================= Parodiando o pastor protestante Martin Niemöller: "Primeiro eles roubaram nos sinais, mas não fui eu a vítima, Depois incendiaram os ônibus, mas eu não estava neles; Depois fecharam ruas, onde não moro; Fecharam então o portão da favela, que não habito; Em seguida arrastaram até a morte uma criança, que não era meu filho..." Cláudio Humberto, 09 de fevereiro de 2007 ======================================= Primeiro levaram os negros Mas não me importei com isso Eu não era negro Em seguida levaram alguns operários Mas não me importei com isso Eu também não era operário Depois prenderam os miseráveis Mas não me importei com isso Porque eu não sou miserável Depois agarraram uns desempregados Mas como tenho meu emprego Também não me importei Agora estão me levando Mas já é tarde. Como eu não me importei com ninguém Ninguém se importa comigo. É PRECISO AGIR Bertold Brecht (1898-1956) ======================================= Mas o primeiro deles, foi Maiakovisky - poeta russo "suicidado" após a revolução de Lenin - que escreveu ainda no início do século XX : Um passeio com Maiakovisky Na primeira noite eles se aproximam e colhem uma flor de nosso jardim. E não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem : pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada. ======================================== Tudo que os outros disseram foi depois de ler Maiakovisky. Incrível é que após mais de cem anos dessa lição, ainda nos encontremos tão desamparados, inermes, e submetidos aos caprichos da ruína moral dos poderes governantes, que vampirizam o erário, aniquilam as instituições, e deixam aos cidadãos os ossos roídos e o direito ao silêncio : porque a palavra, há muito se tornou inútil. Enviado por Ermindo Gomes Rocio em 28 de março de 2007 |
DEU NO G1.GLOBO.COM EM 27 DE MARÇO DE 2007 (Só para confirmar o comentário sobre assassinato programado, em 19 de março...) Preços dos medicamentos sobem acima da inflação. Pesquisa da FGV mostra que, nos últimos três anos, analgésicos e antitérmicos subiram 47,83%. Inflação foi de 27,67%. (link para a fonte) Piadas à parte, apareceu alguma prova de que foi Bin Laden o autor do atentado? E ainda que fosse, justificaria a destruição do Afeganistão? |
| ERREI: E repeti o erro por diversas vezes, ao chamar aquele molusco de octópode. Fui induzido ao erro porque ele dizia que era povo, eu confundia com polvo (este sim, um molusco com oito tentáculos). O molusco em questão tem dez tentáculos, e hoje pensa que é rei. Não é rei. Perdão, errei. Ora, vocês entenderam, nove, dez, tem tentáculos para todos os lados. Gil Almeida , 21 de março de 2007 |
Deu no g1.com.br: 8/3/2007, 07h39m Maluf, filho e mais 3 são indiciados nos EUAPaulo Maluf e o filho Flávio são acusados por remessa ilegal de dinheiro. Os cinco acusados podem ser condenados por até 25 anos de prisão.O promotor Robert M. Morgenthau, de Nova York (EUA), anunciou nesta quinta-feira (08) o indiciamento do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), de seu filho Flávio e de outras três pessoas, todas acusadas pelo envio ilegal de US$ 11,6 milhões (R$ 24,4 milhões) do Brasil para um banco norte-americano. Depois, os dólares teriam sido enviados para um paraíso fiscal. Os cinco responderão por 17 acusações e poderão ser condenados por até 25 anos de prisão, segundo informou o "Jornal Nacional". De acordo com os promotores, o processo ficará suspenso porque a continuidade depende da presença dos réus nos EUA. Há uma ordem de prisão contra os cinco que pode ser cumprida em qualquer país com o qual os EUA têm tratado de extradição. Não é o caso do Brasil. Tadim dus mininu...vão morrer. De rir.
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A galinha e os grãos de trigo. (Julio César Zanluca) Era uma vez uma galinha que encontrou alguns grãos de trigo no quintal. Chamou a vaca, o porco, o pato e o cão, para ajudar a plantá-lo. > "Eu não", a vaca mugiu. > "Nem eu", grunhiu o porco. >"Deixa para lá", grasnou o pato. >"Tô fora!", latiu o cão. A galinha, então, plantou o trigo, sozinha. Assim que estava > próxima a colheita, voltou a convocar os amimais para colhê-lo. Teve as seguintes respostas: > "Não recebi treino para fazer estas coisas!" (vaca) > "Quem, eu? Trabalho me cansa!" (porco) > "Estou de férias" (pato) > "Serviço pesado não é comigo!" (cão) Não houve jeito de convencer a bicharada a colaborar, de forma que a galinha teve que colher o trigo sozinha. > Chegou a hora de assar o pão com o trigo colhido.
>"Quem vai me ajudar?", foi a pergunta da galinha, diante da qual obteve as seguintes evasivas:
> "Estou no seguro desemprego, e por isso não preciso trabalhar" (vaca) > "Está muito quente, deixa isto para um dia mais frio!" (porco) > "Ei, você tem que me pagar hora extra, senão não faço!" (pato) > "Se eu trabalhar e aumentar minha renda, perco a bolsa-ração, eu preciso dela!" (cão) Então a galinha assou o trigo e obteve 5 pães como resultado. Satisfeita, mostrou-as à bicharada. Todos exigiram uma parte, mas a galinha prontamente cacarejou: > "Não! Fiz todo o trabalho sozinha! Eu é que devo consumir estes pães, e não vocês!". Como resultado, recebeu vários impropérios, entre os quais:
> "Sua verme burguesa!" (vaca) > "Exijo direitos iguais!" (porco) > "Que falta de solidariedade, sua ...!" (pato) > "Gananciosa, capitalista, exploradora!" (cão)
Houve alvoroço, protestos, discursos contra a atitude da galinha. Logo chega um funcionário do governo e exige da galinha os vários impostos sobre a produção do pão. Diante de tamanha pressão, a galinha alegou que trabalhara > sozinha, e que ninguém a ajudara, nem o governo, nem a bicharada, portanto, tinha direito a dispor do pão como bem entendesse.
O funcionário do governo chamou então a polícia e falou: "você se arriscou a produzir, pelas nossas leis, você deve pagar os impostos e os trabalhadores produtivos devem dividir os lucros com todos, para a paz e a justiça social". Desta forma, 2 pães foram entregues ao governo, como pagamento de impostos, e os 3 pães que restaram foram divididos em fatias e distribuídos em partes entre a bicharada. Todos comeram e se fartaram, achando muito justas as leis do país da tributação e da solidariedade. Porém, a bicharada não entendeu porque, nunca mais, a galinha voltou a fazer pão... Julio César Zanluca é contabilista e coordenador técnico do site Portal Tributário.
9 de março de 2007, GCPA |
| CARGA PODRE? Gil Carvalho Paulo de Almeida, 5 de março 2007
Sobre o mesmo assunto: Principio Esperança Carga Podre? Projeto Universidade Nova MANIFESTO DO REITOR DA UFMG A FACE OCULTA da CONTRA REFORMA REUNI ou DESUNI Como se identifica um caminhão com carga ilegal ou podre no meio de uma frota? Provavelmente é o que tem mais pressa de ser fiscalizado. Ou o que mais buzina na fila, apressando a fiscalização. Sobre a Universidade Nova: eu teria até continuado a ler e estudar suas propostas, não fora o e-mail que recebi - oficialmente - e do qual transcrevo a seguinte frase: "As Universidades que aderirem terão acesso a maior volume de recursos da União, segundo promessa do Governo Federal". Relembrando que a LDB (Lei de diretrizes e bases) fez mais de 40 anos e não foi totalmente implantada, que a Reforma Universitária tem mais de 30 anos, consumiu toneladas de recursos e não chegou à metade da implantação, e que as mudanças ensejaram inúmeras falcatruas pela indefinição de regras básicas, estáveis e/ou claras, olho com olhos desconfiados quaisquer mudanças. principalmente quando oriundas de governos que tem pressa. Pressa de que? Em Educação não existem fórmulas mágicas. Toda evolução é lenta e gradual. Na semana que findou, a grande manchete na educação foi o Instituto Dom Barreto, do Piauí, que obteve nota 74 no ENEM, contra uma média nacional de 42,5. São os vencedores que devem ser estudados, e seus exemplos seguidos. Modelos são modelos: funcionam muito bem em condições ideais. Todos. Mas não bastam apenas as condições ideais, há que haver vontade, garra, participação. Excelência de professores e funcionários não se consegue por decreto ou milagre, demanda tempo, investimento, vontade, estímulo. Com certeza, não é a toque de caixa, correndo para "adquirir maiores recursos da União". Se o produto é bom, para que a chantagem? Perdão, talvez o termo seja forte. Imposição? Ameaça? Suborno? O que começa errado, forçosamente terminará mal. Nem posso dizer que tenha esperança de estar errado. Esta, a esperança, já morreu. |
| Para quem ainda tinha alguma dúvida, leia o artigo de Mauro Santayana no Jornal do Brasil de 10 de janeiro de 2007, Seguem alguns extratos do artigo. Os asteriscos são meus. Artigos relacionados: Meu protesto Iraque Guarani Aniversário Plano de seqüestro Parlamento do Iraque Paraguai Internacionalização Nações Indígenas 
"O PARLAMENTO DO IRAQUE, segundo o jornal inglês The Independent, irá aprovar em breve a desnacionalização do petróleo iraquiano, entregando-o sob contratos de 30 anos, à EMPRESAS PRIVADAS ESTRANGEIRAS. No meio delas, a HALLIBURTON e a BECHTEL, que pertencem a um grupo fortemente ligado ao Sr. GEORGE W. BUSH." * "No começo da guerra, o secretário de estado COLIN POWELL declarou incisivamente que o PETRÓLEO IRAQUIANO era do povo iraquiano e que os Estados Unidos não queriam uma gota sequer do combustível. "** "Na Europa tais notícias tem sido recebidas com expressões de agressivo cinismo e as chancelarias de todos os países, exceto Alemanha e Inglaterra, com constrangimento." *** "Sergio Vieira de Mello, diplomata brasileiro, e antes de morrer em Bagdá, comentou que também não aceitaria tanques estrangeiros nas ruas do Rio de Janeiro. **** O que começa mal não acaba bem." Comentários sobre os asteriscos: * A constituição do júri que condenou Sadam ao enforcamento foi autorizada por esse mesmo parlamento? A morte por enforcamento é uma tradição no Iraque? Que bom que os ianques nada tiveram com isso! Teria sido assassinato após seqüestro e invasão de propriedade particular, se comparado com o dia-a-dia americano. Caso de injeção letal na veia de cada um dos autores. Americano não aceita aquele papo de "eu estava cumprindo ordens..." Ou aceita ??? ** Com todas as letras: o sr. Collin é um mentiroso ou um idiota. Ou então, o americano típico, que julga que o RESTO do mundo, é constituído de idiotas. Resto está em maiúsculas porque é RESTO mesmo. O que está fora das fronteiras americanas é LIXO. Devem mesmo construir muros para não sentirem nosso cheiro. MAS FIQUEM DENTRO DE SEUS MUROS!! Não venham jogar seus pneus usados no Brasil, seu lixo atômico no... ALGUÉM SABE ONDE ESTÃO HOJE AQUELES FAMOSOS NAVIOS-FANTASMA DO LIXO ATÔMICO? Só sei que um afundou (ou foi afundado?) no Mediterrâneo. Enquanto os recipientes de chumbo não se destruírem, haverá vida por lá. * e **: Utilizando lógica matemática e humor fora de lugar, poderíamos concluir que a) George W. Bush não faz parte dos Estados Unidos. b) Petróleo não é combustível. c) O Iraque ainda será processado por ter obrigado os ianques a levar seu petróleo, que no fundo, bem no fundo, é um material altamente poluente. *** Por que será? Veja o filme americano "As regras do jogo". Um oficial genocida é julgado nos states, e só é condenado por conduta imprópria. O filme parte do principio de sua inocência, porque a única prova que o salvaria teria sido um filme destruído pelo secretário de estado americano. Sem qualquer prova de inocência, e baseado na presunção de que o filme mostraria talvez quem sabe uma multidão armada e atirando, o júri o absolveu da acusação de ASSASSINATO DE 83 PESSOAS, incluindo MULHERES, VELHOS E CRIANÇAS. O filme termina com a afirmação de ser história real, e informando que o embaixador e o secretário de estado foram DESPEDIDOS. (coitados! apesar da possibilidade de terem sacrificado o restinho de suas carreiras para salvar o oficial... o que, pelo padrão ianque os transforma em heróis com direito a medalha.) **** Ando ficando tão neurótico com os donos do mundo, que chego a perguntar se Sergio ainda estaria vivo se não tivesse dito isso... E voltando a ser o piadista chato que fica em cima dos detalhes, quanto a tanques estrangeiros em Brasília, ele não falou nada. A coisa por lá anda tão nojenta que talvez não chocasse os brasileiros. Que como os iraquianos, também não terão como resistir quando (acho que não é mais questão de "se") eles vierem tomar (sem intenção, é claro) nossa água, nossas florestas, nossa biodiversidade, os minérios e petróleo da Amazônia... E como não protestamos até agora, não teremos voz, não teremos prática em protestar, iremos morrer calados como carneiros que somos. Gil Carvalho Paulo de Almeida, em 27 de fevereiro de 2007
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Recebi do meu amigo Walfredo, por e-mail. Não havia indicação de origem. Espero não estar violando direitos autorais. Mas a forma que vi para aplaudir de pé este artigo do Roberto Macedo foi republicá-lo, para que ele seja lido por mais pessoas. GCPA, em 26 de fevereiro de 2007 Educação que dá certo (ESPAÇO ABERTO) Roberto Macedo* O triunfo de um estudante em vários dos recentes exames vestibulares mostra também o sucesso de fatores tradicionalmente responsáveis por uma boa educação. Ainda que não sejam novidade, é bom relembrá-los, porque muito se discute sobre a má qualidade da educação brasileira, particularmente a das escolas públicas até o ensino médio, e na busca de soluções há quem fique na expectativa de inovações de eficácia não comprovada, ao mesmo tempo que se despreza ou se ignora o que tradicionalmente funciona. O vitorioso é João Francisco Ferreira de Souza, primeiro colocado geral no vestibular da Unicamp, e também aprovado em mais seis das principais universidades brasileiras, entre elas a USP e a Unesp. Na Unicamp teve a pontuação ampliada por se ter declarado pardo e oriundo de escola pública -COLÉGIO MILITAR DE CAMPO GRANDE(MS) -, mas mesmo sem isso teria passado em segundo ou terceiro lugar. Acrescente-se que ele não passou por um cursinho. Em entrevistas a este jornal e à Folha de S.Paulo, divulgadas na quinta-feira passada, revelou fatores de sucesso conhecidos. Assim, a influência educacional da mãe é ressaltada quando ele afirma: "Desde pequeno (...) me obrigava a fazer a tarefa da escola antes do jantar." E mais: "Não sou gênio. Sou organizado no horário para estudar. Em casa há regras bem definidas." Ao lado do aspecto disciplinar, ao qual retornarei posteriormente, a influência da mãe é sabidamente fundamental em todo o processo educacional, desde o passo inicial de levar a criança à escola, como na orientação e na cobrança de desempenho, ao lado de criar condições para o estudo em casa. Como no Brasil a baixa escolaridade de muitas mães é um problema em si mesmo, são necessárias ações pontuais para, visitando-as ou chamando-as às escolas, convencê-las da importância do estudo e a se engajarem na educação dos filhos, mesmo com as deficiências educacionais que elas apresentam. Cabe também o estímulo econômico, como nos programas conhecidos como Bolsa-Escola. Difícil? Sim, mas não há soluções fáceis para um problema tão complexo e >>multifacetado como o educacional. E não se pode perder a esperança, pois já ouvi várias mães com essas deficiências a dizer: "Não tive estudo, mas não quero que meu filho passe pela mesma situação." Ou seja, há as que mostram essa percepção mesmo sem as referidas ações. Outro fator que emerge das entrevistas é a condição da escola de origem. No meio da má qualidade que de um modo geral contaminou a educação pública até o ensino médio, até onde sei os colégios militares ainda estão na trincheira da luta em sentido contrário. Essa luta envolve, além das autoridades educacionais superiores, atores que na outra ponta do processo incluem diretores de escolas, professores, alunos e pais, sendo que um dos papéis destes últimos seria o de cobrar essa qualidade. Nessa linha, as poucas escolas públicas que ainda servem de modelo deveriam ter sua experiência compartilhada com todos esses atores, inclusive recebendo-os como visitantes. Arrisco-me a dizer que encontrariam algo que falta nas escolas de baixa qualidade, pois nestas a carência de recursos inclui dois cujos papéis costumam ser negligenciados, a gestão e a disciplina a ela associada. Nesse caso, João Francisco também afirmou que seu colégio "tinha um método mais rígido". Ora, não precisa ser uma disciplina militar, em casa ou na escola, e ele mesmo afirmou que não deixava de se divertir e de sair com os amigos. Mas não há como ter escolas de boa qualidade se os diretores não estão ali para comandar; os professores, para ensinar; e os alunos para estudar e aprender. Já ouvi professores de escolas públicas sintetizarem como uma bagunça a situação daquelas onde trabalham, da direção ao comportamento dos alunos. Há também outro aspecto, menos conhecido, pelo qual me bato há tempos. João Francisco disse que gosta de ler de tudo um pouco. Não entrou em detalhes, mas para conseguir os resultados que obteve, como no resultado geral da Unicamp, deve ter conhecimentos bem mais amplos que os tipicamente exigidos para a área que escolheu, Engenharia. Há em muitas escolas a tendência de instilar na cabeça dos alunos um conhecimento precocemente especializado já no ensino médio, segmentando-os em grupos especificamente voltados para ciências humanas, exatas ou biológicas. Em parte isso reflete as exigências do vestibular, mas precisa ser mudado, e no mesmo dia veio neste jornal uma boa notícia a esse respeito, a de que o Ministério da Educação premiará com verbas extras as universidades federais que, entre outras iniciativas, criem ciclos básicos nos seus cursos de graduação. Ou seja, logo em seguida ao vestibular, nesse ciclo os estudantes cursariam disciplinas de várias áreas, e não apenas aquelas da especialização de seu interesse. É um avanço, mas o ideal seria que a escolha de cursos fosse postergada para a conclusão desse ciclo básico, de modo a evitar a também precoce escolha de uma carreira, com o que o vestibular deveria ser adaptado de modo a reduzir o peso de disciplinas ligadas a cursos específicos. Finalmente, nessa história de sucesso há também o reconhecimento do bom desempenho, inclusive mediante premiação, um estímulo importante para o estudo. Segundo João Francisco, no seu colégio havia listas dos melhores do mês, que ganhavam prêmios, e essa avaliação levava, na sua média mensal, a uma hierarquia. E concluiu: "Por dois anos eu fui o coronel-aluno, que é o melhor da classe." Depois desse sucesso no vestibular, deveria passar não a general-aluno, mas a soldado da educação, e sair por aí contando a sua valiosa experiência. *Roberto Macedo, economista (USP), com doutorado pela Universidade Harvard (EUA), pesquisador da Fipe-USP e professor associado à Faap, foi secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda 
Aplausos para o João Francisco Ferreira de Souza e para o articulista Roberto Macedo. Sem desmerecer a vitória do João, também aplaudo de pé os jovens que teriam tirado os primeiros lugares se não houvesse ampliação de pontuação para quem se declarasse "pardo e oriundo de escola pública". Noticia correlata: na UFJF um estudante não admitido no vestibular, e que havia conseguido pontuação maior que a de outros que foram aprovados por serem "pardos e oriundos de escola pública ganhou liminar na justiça garantindo sua matrícula. Parece-me que isto estabelece jurisprudência, e que todos os que se enquadram na mesma situação "teriam" mesmo direito. Conclusão apressada: quando se fazem regras ou leis populistas, de forte apelo emocional, sempre há um preço alto a pagar depois. Gil C. Paulo de Almeida |
Quando
uma se tenta calar uma voz, é preciso que milhares de vozes tomem seu lugar. Senão,
quanto tentarem calar a nossa, não haverá bocas para gritar em nossa defesa. 09/02/2007,
Gil Carvalho Paulo de Almeida 
Comentário de Dora Kramer, Estadão de Domingo: "A decisão do TSE que determinou a retirada do comentário de Arnaldo Jabor do site da CBN, a pedido do presidente 'Lula' até pode ter amparo na legislação eleitoral, mas fere o preceito constitucional da liberdade de imprensa e de expressão, configurando-se, portanto, um ato de censura." Em outro trecho: "Jabor faz parte de uma lista de profissionais tidos pelo presidente Lula como desafetos e, por isso, passíveis de retaliação à medida que se apresentem as oportunidades!"
Texto censurado de Arnaldo Jabor na CBN: (Copie. Se for censurado também aqui, divulgue) A VERDADE ESTÁ NA CARA, MAS NÃO SE IMPÕE ( ARNALDO JABOR ) O que foi que nos aconteceu? No Brasil, estamos diante de acontecimentos inexplicáveis, ou melhor, "explicáveis" demais. Toda a verdade já foi descoberta, todos os crimes provados, todas as mentiras percebidas. Tudo já aconteceu e nada acontece. Os culpados estão catalogados, fichados, e nada rola. A verdade está na cara, mas a verdade não se impõe. Isto é uma situação inédita na História brasileira. Claro que a mentira sempre foi a base do sistema político, infiltrada no labirinto das oligarquias, claro que não esquecemos a supressão, a proibição da verdade durante a ditadura, mas nunca a verdade foi tão límpida à nossa frente e, no entanto, tão inútil, impotente, desfigurada. Os fatos reais: com a eleição de Lula, uma quadrilha se enfiou no governo e desviou bilhões de dinheiro público para tomar o Estado e ficar no poder 20 anos. Os culpados são todos conhecidos, tudo está decifrado, os cheques assinados, as contas no estrangeiro, os tapes, as provas irrefutáveis,mas o governo psicopata de Lula nega e ignora tudo.
Questionado ou flagrado, o psicopata não se responsabiliza por suas ações. Sempre se acha inocente ou vítima do mundo, do qual tem de se vingar. O outro não existe para ele e não sente nem remorso nem vergonha do que faz. Mente compulsivamente, acreditando na própria mentira, para conseguir poder. Este governo é psicopata!!! Seus membros riem da verdade, viram-lhe as costas, passam-lhe a mão nas nádegas. A verdade se encolhe, humilhada, num canto. E o pior é que o Lula, amparado em sua imagem de "povo", consegue transformar a Razão em vilã, as provas contra ele em acusações "falsas", sua condição de cúmplice e comandante em "vítima". E a população ignorante engole tudo. Como é possível isso? Simples: o Judiciário paralítico entoca todos os crimes na fortaleza da lentidão e da impunidade. Só daqui a dois anos serão julgados os indiciados - nos comunica o STF. Os delitos são esquecidos, empacotados, prescrevem. A Lei protege os crimes e regulamenta a própria desmoralização. Jornalistas e formadores de opinião sentem-se inúteis, pois a indignação ficou supérflua. O que dizemos não se escreve, o que escrevemos não se finca, tudo quebra diante do poder da mentira desse governo. Sei que este é um artigo óbvio, repetitivo, inútil, mas tem de ser escrito.... Está havendo uma desmoralização do pensamento Deprimo-me: " Denunciar para quê, se indignar com quê? Fazer o quê?". A existência dessa estirpe de mentirosos está dissolvendo a nossa língua. Este neocinismo está a desmoralizar as palavras, os raciocínios. A língua portuguesa, os textos nos jornais, nos blogs, na TV, rádio, tudo fica ridículo diante da ditadura do lulo-petismo . A cada cassado perdoado, a cada negação do óbvio, a cada testemunha, muda, aumenta a sensação de que as idéias não correspondem mais aos fatos! Pior: que os fatos não são nada - só valem as versões, as manipulações. No último ano, tivemos um único momento de verdade, louca, operística, grotesca, mas maravilhosa, quando o Roberto Jefferson abriu a cortina do país e deixou-nos ver os intestinos de nossa política. Depois surgiram dois grandes documentos históricos: o relatório da CPI dos Correios e o parecer do procurador-geral da República. São verdades cristalinas, com sol a Pino. E, no entanto, chegam a ter um sabor quase de "gafe". Lulo-petistas clamam: "Como é que a Procuradoria Geral, nomeada pelo Lula, tem o desplante de ser tão clara! Como que o Osmar Serraglio pode ser tão explícito, e como o Delcídio Amaral não mentiu em nome do PT? Como ousaram ser honestos?". Sempre que a verdade eclode, reagem. Quando um juiz condena rápido, é chamado de "exibicionista". Quando apareceu aquela grana toda no Maranhão (lembram, filhinhos?), a família Sarney reagiu ofendida com a falta de "finesse" do governo de FH, que não teve a delicadeza de avisar que a polícia estava chegando... Mas agora é diferente. As palavras estão sendo esvaziadas de sentido. Assim como o stalinismo apagava fotos, reescrevia textos para contestar seus crimes, o governo do Lula está criando uma língua nova, uma novilíngua empobrecedora da ciência política, uma língua esquemática, dualista, maniqueísta, nos preparando para o futuro político simplista que está se consolidando no horizonte. Toda a complexidade rica do país será transformada em uma massa de palavras de ordem, de preconceitos ideológicos movidos a dualismos e oposições, como tendem a fazer o populismo e o simplismo. Lula será eleito por uma oposição mecânica entre ricos e pobres, dividindo o país em "a favor" do povo e "contra", recauchutando significados que não dão mais conta da circularidade do mundo atual. Teremos o "sim" e o "não", teremos a depressão da razão de um lado e a psicopatia política de outro, teremos a volta da oposição mundo x Brasil, nacional x internacional e um voluntarismo que legitima o governo de um Lula 2 e um Garotinho depois. Alguns otimistas dizem: "Não... este maremoto de mentiras nos dará uma fome de verdades!". Outras do Arnaldo: Bobalhão Carta ao Juiz Chega de criticar O que foi que nos aconteceu? |
Universidade nova: nem Harvard, nem Bolonha Naomar de Almeida Filho - Reitor da UFBA Sobre o mesmo assunto: Principio Esperança Carga Podre? Projeto Universidade Nova MANIFESTO DO REITOR DA UFMG A FACE OCULTA da CONTRA REFORMA REUNI ou DESUNI A educação universitária brasileira atual conserva modelos de formação oriundos das universidades européias do século XIX. Nela prevalece uma concepção fragmentada do conhecimento, agravada por reformas universitárias incompletas (e frustradas), nas décadas de 1960-1970, e por um período de desregulamentaçã o da educação superior, nas décadas 1980-1990. Na graduação, temos hoje um profuso sistema de títulos e denominações correlatas: Licenciatura, Bacharelado, Habilitação, Ênfase, Tecnólogo e denominações profissionais diretas (Médico, Dentista etc.). Filha da reforma universitária do regime militar, a pós-graduação é um capítulo à parte. Por exemplo, o Mestrado brasileiro não tem correspondência em nenhum país desenvolvido, seja o Master no sistema anglo-saxão, a Maitrîse francesa ou o Magister alemão. O título MBA, literalmente vendido no Brasil como pós-graduação, designa nos EUA a graduação do administrador de empresas. Além de confusa e diversificada, essa arquitetura acadêmica sofre de outros problemas. Há excessiva precocidade na escolha de carreira profissional, completada por um sistema "traumático" e socialmente excludente para ingresso na graduação, o famigerado Vestibular. De fato, no Brasil, muito cedo, aos 16 ou 17 anos, os jovens tomam a decisão de carreira profissional de nível universitário. O ingresso direto a cursos profissionais, através de um exame feito para recrutar memorizadores de informações, desresponsabiliza a universidade pela cultura humanística e civil dos jovens. Tal modelo de educação, decerto elitista, foi criado na França do século XIX, com a implantação de um núcleo de educação preparatória chamado Licée. Os alunos tinham formação prévia de base humanística e entravam diretamente em cursos profissionais de uma universidade elitizada. Naquela época, apenas cinco profissões estavam formalizadas, com poucos núcleos de conhecimentos e competências. Nessas condições, os jovens podiam entrar na universidade em fase mais precoce de suas vidas. Hoje, isso foi superado. O mundo é bem mais complexo que na Belle Époque. Mesmo a conservadora França ultrapassou este modelo. Engaja-se no processo de unificação da educação superior da União Européia chamado de Processo de Bolonha, baseado num Bachelor de estudos gerais. Nos Estados Unidos, a educação fundamental e média, desde o início do século XX, é gratuita e universalizada. A elite brasileira critica a high-school americana por ser mais fraca que o nosso padrão do ensino médio. Este é um equívoco, pois se compara um sistema público de educação (o norte-americano) com uma elite de escolas privadas, especialistas em preparar jovens para ingresso em universidades públicas (brasileiras) . O aluno norte-americano entra na universidade para um período de formação científica e cultural no undergraduate college, e só depois tem acesso a cursos de mestrado ou doutorado, definidores de profissões. Na mistura de modelos que constituiu a confusa arquitetura da educação superior no Brasil, a educação científica e humanística ficou de fora. A nossa escola pública abandonou os estudos clássicos do velho sistema, e nunca conseguimos realizar uma reforma universitária capaz de trazer para dentro da universidade a formação intelectual necessária para compreender o mundo, a sociedade e a história. Destruímos o licée e não chegamos a implantar o college. Terminamos com um ensino médio meramente adestrador e com uma universidade que, na melhor das hipóteses, é capaz de formar técnicos competentes, porém... incultos. Tudo isso teria sido diferente, caso tivéssemos acompanhado o mestre Anísio Teixeira, em duas oportunidades históricas. Na primeira vez, em meados da década de 1930, a Ditadura Vargas esmagou a Universidade do Distrito Federal, concebida pelos maiores intelectuais brasileiros da época, liderados por Anísio. A semente foi replantada na Universidade de Brasília, para logo ser reprimida brutalmente pelo golpe militar de 1964, que demitiu, prendeu e exilou vários dos seus docentes, a começar pelo Reitor Anísio Teixeira. A Universidade Federal da Bahia encontra-se num momento privilegiado para iniciar, e aprofundar um processo de mudança da universidade pública brasileira, tornando-a compatível tanto com o modelo norte-americano quanto com o modelo do Processo de Bolonha. Podemos assim concretizar a Universidade Nova, diretamente inspirada nos conceitos da Escola Nova de Anísio Teixeira. A principal proposta é a implantação de Bacharelados Interdisciplinares, mediante uma pré-graduação em cultura universitária geral antes da carreira profissional de graduação e a formação científica ou artística da pós-graduação. Neste momento, devemos aproveitar a chance de criar um novo sistema de educação universitária e articulá-lo com o que é predominante no mundo. Articulação e compatibilidade não significam submissão. Portanto, nem Harvard nem Bolonha, e sim a Universidade Nova. De todo modo, se não transformarmos radicalmente nosso modelo de educação superior, o Brasil pode ficar isolado no que se refere a formação profissional, científica e cultural. Nesse caso, seremos, em 2010, o único país com algum grau de desenvolvimento industrial a conservar um sistema de educação universitária do século XIX. Como os outros países já se encontram no terceiro milênio, isso será intolerável para o projeto de desenvolvimento da nação brasileira. 09/02/2007 - Transcrito de UFJFLivre- Contribuição de Paulo Villela |
NÃO ESTARIA NA HORA DE REPENSAR A OBRIGATORIEDADE DO VOTO? Em decisão proferida na quarta-feira, 08 de novembro de 2006, o juiz Wagner Guerreiro, Titular da 276ª Zona Eleitoral em Uberaba-MG, isentou todos os eleitores faltosos da Comarca de multa em razão do não comparecimento às urnas nas eleições 2006. Na sentença, o juiz ressaltou que os últimos escândalos políticos perpetrados pelos políticos brasileiros fizeram com que os eleitores brasileiros se sentissem desmotivados a comparecer às urnas, gerando uma descrença generalizada que, segundo ele, não pode ser desprezada. Mencionou também que vigência da norma constitucional está intimamente ligada à realidade, razão pela qual devem ser consideradas, para sua aplicação, diversos fatores, dentre eles sociais, como a falta de interesse dos eleitores, traduzida na quantidade de requerimento de justificativas e votos inválidos (brancos e nulos), não se justificando a manutenção da obrigatoriedade do voto. Além do mais, destacou também que a obrigatoriedade do voto para os maiores de dezoito anos é dotada de uma "inconstitucionalidade interna", pois colide com diversas garantias constitucionais, como, por exemplo, liberdade de manifestação e comportamento, liberdade de consciência e crença, liberdade de convicção filosófica ou política e a liberdade de locomoção. Ainda quanto ao conflito das normas, menciona a decisão que a obrigatoriedade viola a regra da isonomia constitucional, pois estabelece tratamento desigual para os analfabetos, adolescentes e setuagenários, além de criar um situação de "prisão comarcal" aos domingos, em total violação ao princípio da dignidade humana e ao sagrado direito de ir e vir do cidadão brasileiro. Com base nesses fundamentos, o juiz reconheceu não estar convencido da necessidade de penalizar aqueles que resolveram se ausentar do processo eleitoral, isentando os eleitores faltosos de qualquer tipo de pena. Recebido por e-mail. Contribuição de Ronaldo da Silva Ferreira
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| Recebi por e-mail uma notícia inacreditável: Aquele anjo de candura que botou fogo em um índio pataxó, causando com isso sua morte, passou a receber um salário de R$6600,00 como dentista, embora tenha passado em concurso como segurança. Era um concurso para cinco vagas, ficou em 65º lugar, o numero de vagas foi aumentado para 70. E pôde ser contratado em cargo público porque não existe qualquer processo contra ele, não foi julgado nem condenado, portanto está tudo legal. Gostaria de saber a opinião da Ministra Dilma sobre esse outro gênio financeiro. Espero que esta seja uma notícia falsa, uma dessas "boutades" que circulam pela Internet. Mesmo neste governo, um fato como esse é inacreditável e inaceitável. Tem de existir ainda gente decente neste país!! Gil Almeida, 03 de fevereiro de 2007
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Alguém pode me informar se a base militar americana no Paraguai, próximo a fronteira com o Brasil, no local do maior afloramento do maior aqüífero do mundo, já foi instalada ? responder para Gil Almeida aqui Artigos Relacionados Meu protesto Iraque Guarani Aniversário Plano de seqüestro Parlamento do Iraque Paraguai Internacionalização Pode me charmar maluco Nações Indígenas AMAZÔNIA À VENDA |
Hoje é quinta feira, está começando o mês de fevereiro de 2007. Estou com poucas esperanças de ver meu País acordar. Porque quando eu nasci, já era um gigante adormecido, deitado aqui nas bandas do sul. Já tinha sido Santa Cruz, Vera Cruz, a escravidão parecia haver acabado. Já havia sido até proclamada a república. De uma forma um tanto precipitada, mas apesar de Deodoro ter feito o que fez por engano, fez. Algum tempo depois, tivemos o primeiro presidente de verdade. Um cara que percebeu que as "estradas são as veias por onde corre o sangue da nação". Depois houve alguns arremedos de políticos, e um sujeito bem intencionado que se lembrou dos trabalhadores e depois suicidou-se. Ou foi suicidado. Depois desse, custou muito a aparecer outro cara honesto. Gostava de bossa nova, pé de valsa, construiu uma nova capital e espalhou rodovias pelo Brasil. Esqueceu-se apenas do trem. Ê trem bão. Que saudade da viagem barata, demorada mas segura. Pena que já havia ladrões naquela época. Mas nenhum deles era Presidente, no máximo ministro! Podíamos conferir os bens dos políticos, era muito difícil constatar o enriquecimento sem justificativa de seus parentes! Quanto mais o deles! Depois, veio a moralizadora revolução que cortou as cabeças pensantes da época, destruiu os líderes de respeito. E nada deixou no lugar. Desde então, tivemos atuando na gestão do país: Sir Nei, Fernandinho à beira do mar collorido, Itamar (podia ser pior), D. Fernando primeiro o meu, e de novo, um Lula Primeiro que pensávamos que era povo. E de novo. Mas como o nome indica, era polvo. E como tem braços. Longos... Para que? pergunta Chapeuzinho. Para agarrar, responde o polvo. Agarrar mais, mais poder, mais dinheiro para patrocinar mais poder para agarrar mais dinheiro para agarrar mais poder. E esse pobre maluco ainda continua esperando que o gigante adormecido abra os olhos, comece a ser o país do presente, deixe de ser brazil com z e assuma esse s de super, saudável, sincero. Não verei esse milagre. Mas farei a minha parte, para que os meus filhos aprendam a fazer a deles, e quem sabe os filhos de meus filhos... Quinta-feira, 01 fevereiro 2007, Gil Almeida
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