UM MALUCO COM A BOCA NO TROMBONE
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A INTELIGÊNCIA TEM LIMITES. A BURRICE NÃO.
Este não é um blog. Atualizo artigos antigos. E reconheço erros. |
Física, Política e Anatomia. Uma força puxa para a direita. Outra de mesma intensidade para a esquerda. A resultante é igual à zero. Foi gasta energia, tensões foram criadas, mas nenhum trabalho foi produzido. Comparemos com a propaganda gratuita eleitoral. O partido A acusa o partido B e se declara honesto. O partido B faz o mesmo com o partido A. Ambos desiludem seus eleitores, ambos são marcados, denegridos pelas acusações proferidas. Perdem os partidos, perdem os políticos com boas intenções. Nem um único voto foi gerado a mais para qualquer dos políticos ou qualquer dos partidos. Pelo contrário, lanço o desafio para que sejam publicadas as séries históricas das porcentagens de votos em branco e votos nulos de todas as eleições. Analisada à luz da estatística, acredito que mostrará um significativo crescimento de desiludidos e de indiferentes. Ambos os partidos pagaram altos valores pela elaboração dessa propaganda pífia. Valores muito mais altos do que ela vale. Alguém paga as contas. Quem? Você. Nos impostos. No lucro da empresa que financiou a propaganda eleitoral para auferir vantagens. No custo do bem que você precisa consumir, e que tem embutidos impostos em cascata, inclusive para financiar propaganda que promete diminuir os impostos. No desgaste que v. sofreu e causou para afirmar que o seu ladrão rouba menos que o do outro. Pergunto: quem se beneficia com a propaganda de um aeroporto? Quem viaja tem de usá-lo, de qualquer forma. Quem não viaja não mudará de idéia pela propaganda do aeroporto. Não é a propaganda que o faz ser mais ou menos utilizado. O único beneficiário é o marqueteiro. E quem recebe comissão pelo contrato desnecessário. O mesmo se aplica ao governo. Não existe propaganda do governo, mas sim do político ou do partido que exerce esse governo. Mas quem paga a propaganda somos nós. Você e eu. Porque esse dinheiro que o governo finge ter não existe. O que ele administra é teu. Existe pior propaganda para uma classe ou partido político que a constatação de que algum de seus membros é corrupto? Toda a classe perde. Se um organismo se une para proteger seu membro podre, todo o organismo apodrece, definha e morre. Estamos em um momento único da história. Estamos presenciando a podridão em partidos políticos, em um importante setor do judiciário, em boa parte do executivo e em uma desagradável maioria do legislativo deste país. Se cada uma dessas classes, não se unir em torno da moralidade e amputar de forma radical esses membros apodrecidos, veremos a derrocada da sociedade. Artigos relacionados: |
O fato de um determinado partido político ser o "campeão das maracutaias" não significa que ele seja mais ladrão que outros. Para qualquer afirmação semelhante, é preciso ser feita uma análise estatística profunda. Pode significar que ele tenha mais pilantras que outros. Mas pode apenas significar que ele tenha uma porcentagem maior de - digamos - exxxxxxxxxxxpertos de baixo nível de inteligência, que são pegos com maior freqüência ao sair do galinheiro portando as penosas. Ao contrário do que aparenta, o tamanho e o peso dos galináceos não altera a classificação do delito. Senão, os ladrões de bilhões seriam presos antes dos ladrões de melancias. O que até seria mais lógico, pois teriam mais com que subornar os autores de suas prisões, para tornar as provas irrelevantes. (Ooops, será que falei demais?) Por outro lado, pode significar que seus - hum - operadores de caixa dois - tenham formação profissional menos acurada em contabilidade, o que não tem qualquer implicação com sua inteligência. Com certeza, alguns não sabem contar, pois mesmo após terem enriquecido, não o percebem, e continuam a exercer sua atividade com a gana de famintos. Não creio que tal afinco possa ser atribuído à orgulho profissional. Vocação é necessária para o roubo. Competência, não. Aquele que tem competência não necessita se apropriar do bem alheio. Nem mesmo para comprar "puder". O leitor deverá notar que evito escrever palavras que permitam que eu seja processado. Ou que se identifique algum político ou partido. Nesta maré de processos judiciais em que gente honesta é obrigada a indenizar ao ladrão a quem chamou de ladrão, é preciso ter cuidado. Não é novidade. Um certo político declarou - anos atrás - ter compilado um dossiê com provas cabais de que outro político "investia" milhões fora do país. Foi ameaçado de processo por difamação se não fizesse o dossiê sumir. Calou-se e não foi processado. Depois descobriu-se que o outro possuía bilhões em paraíso fiscal. O primeiro não foi preso por ocultar provas. O segundo negou ser dono das contas e ninguém o obrigou a assinar uma autorização para devolução ao erário do valor das contas (se não fosse o dono, nada perderia...). E tudo ficou como dantes. Ambos continuam definindo a política do país. Mesmo sem pertencer ao partido "campeão das maracutaias". Artigos relacionados: |
Colaboração de Sérgio Amadeu para o Veja também o blog do Sérgio Amadeu Uma guerra está em curso e o seu resultado influenciará milhões de pessoas. Trata-se de uma guerra de padrões. Governos de todo o mundo estão aprovando a preferência pelo uso de formatos abertos para trocar informações e textos. Assim, uma série de instituições passaram a adotar o formato ODF (Open Document Format) para escrever documentos. Quando temos um padrão aberto o maior beneficiário é a sociedade, pois o texto digitado poderá ser lido independente do software usado para a sua leitura. Ou seja, o padrão aberto permite que as pessoas tenham comunicabilidade total e interoperabilidade plena na troca de documentos. Também permite que tenhamos competição dentro de um padrão. Quanto maior a competição entre os softwares editores de textos, melhor para a sociedade, melhor para os consumidores. Quem é contra o padrão aberto? O monopólio mundial de software para desktop. A micro$oft quer impedir que os governos e as empresas passem a adotar o padrão ODF. Como percebeu que não pode combater a idéia de padrão aberto, decidiu conturbar o processo e distorcer o significado do que é um padrão aberto. A micro$oft abandonou o consórcio que define o padrão ODF e propôs apoiar um outro padrão chamado OpenXML, da ECMA. Este padrão é uma colcha de retalhos aberta, mas muitos de seus componentes são fechados e patenteados. Como sua estratégia está sendo bombardeada na Europa, a micro$oft quer tentar aprovar seu padrão no Brasil. Depois querem transformar o Brasil em exemplo para influenciar os demais países do mundo. Como pretendem fazer isto? Através da ABNT. A m$ criou um grupo de trabalho na ABNT, financiado por ela com o objetivo de aprovar o OpenXML como um padrão aberto. A m$ está alocando funcionários e empresas aliadas para participar e controlar este grupo. Tal prática da m$ é bastante conhecida. Basta lembrar que o Chefe de Gabinete da Presidência do Serpro, em 2004, saiu da empresa pública diretamente para integrar os quadros da m$ Fazer lobby é uma especialidade da empresa que tem recursos sobrando para tal. Por isso, antes que a ABNT, cometa um erro que custará muito caro ao Brasil, alerto a todos que defendem a liberdade de criação e conhecimento que se juntem para denunciar esta tentativa absurda de anular o padrão aberto ODF. O padrão ODF é livre. Todos os seus componentes são abertos. Ele é de fácil implementação e pode ser usado por qualquer empresa, sem impedimentos nem necessidade de pagamento de royalties. O padrão OpenXML é composto de vários componentes patenteados ou de propriedade de empresas privadas. É absurdamente complexo, tem mais de 5 mil páginas. Sua adoção não dará nenhuma garantia jurídica e nem permitirá que a evolução de cada componente do padrão seja pública e aberta. Vamos barrar a tentativa do monopólio mundial de software para desktop de usar o órgão brasileiro de normas técnicas para expandir o seu monopólio de algoritmos.
Sérgio Amadeu da Silveira é sociólogo e Doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo. É professor da pós -graduação da Faculdade de Comunicação Cásper Líbero. Autor de várias publicações, entre elas: Exclusão Digital: a miséria na era da informação. |
PERGUNTAR NÃO OFENDE Por que surgem tantos escândalos envolvendo a PROPAGANDA OFICIAL? Por que de repente os aeroportos, as empresas estatais, os partidos políticos, aumentaram tanto seus gastos com propaganda? Como é que contratos de propaganda são feitos com jornais de baixa circulação, sem concorrência? Haveria alguma relação com pouca fiscalização no setor? Ou com o fato de não haver um produto mensurável a ser mostrado? Será que é porque é fácil estabelecer preços milionários por produtos pífios, como a insuportável propaganda eleitoral na TV? Por que Polícia e Receita Federal não concentram atenção no enriquecimento rápido, analisando as contas bancárias e o histórico de TODAS as empresas ligadas à propaganda oficial? E as de seus contratantes? Tem boi na linha? Existem intocáveis interessados?
Gil, 15 de maio de 2007 Artigos relacionados: |
PERGUNTINHAS CARREGADAS DE VENENO: Por que o assunto dos ESTRANGEIROS NA AMAZÔNIA, denunciado no Programa do Gilberto de Barros, na TV BANDEIRANTES, não é mais discutido? Como e por que a denúncia foi interrompida no meio do programa? POR QUE NINGUÉM MAIS FAZ ESSA PERGUNTA ? PORQUE NENHUMA AUTORIDADE RESPONDE? Artigos relacionados: |
| Um elogio ao Presidente. Um conhecimento ou uma idéia pertence a seu autor enquanto não é expressa e publicada. O artista pode estabelecer o preço que quiser por sua obra. Depois de vendida, o comprador a revende por mais ou por menos, ou a destrói, se assim o desejar. Nada mais deve ao "dono" original. Neste ponto de vista, a raça humana é dona de todo o bem que foi ou possa ser gerado por qualquer de seus indivíduos. Descendentes de Colombo não podem se arvorar em donos de toda a América. Autores de programas de computador ou sistemas operacionais não pagam royalties ou porcentagens aos físicos e matemáticos que tornaram possível o ambiente em que militam. Deve haver estímulo à pesquisa, sem dúvida. Mas o verdadeiro pesquisador não pode ser o dono único do resultado de sua pesquisa. Houve pais que lhe deram vida, colégios e professores que o tornaram capaz, parceiros que lhe deram idéias, outros pesquisadores que - ao errar - publicaram e lhe permitiram saber quais os caminhos errados, e aumentaram sua possibilidade de acertar. Nenhum deles foi ou será remunerado por ter aberto caminhos para ele. Todos e cada um, cumpriram com sua obrigação. Mas esse pesquisador que consegue chegar à uma conclusão tem de ser premiado, e também a empresa ou entidade que o financiou. Mas não há obrigação de que o prêmio torne milionários esses pesquisadores e seus financiadores. A própria Constituição, e as constituições de muitos países reconhecem isso (se bem os governos só admitam essa regra quando lhes interessa). Por exemplo: se v. comprou uma fazenda, é dono dela, certo? Sim, mas talvez não saiba que não é dono do subsolo, e se descobrir nela uma jazida de ouro, esta será propriedade da União, que - talvez- o indenize pelo pasto que v. preparou na superfície. Você também não é proprietário do rio que passe por suas terras. Nem sequer das margens do rio. O dono do rio é a União, e quem o deveria administrar é a Marinha. (Por isso, senhores ambientalistas, ao invés de criticar os que poluem os rios, deveriam estar criticando a Marinha, que deveria fiscalizar o que neles é lançado). Mas perdoem a digressão. Quem copia e vende um cd-rom ou um filme em dvd é um pirata. Mas quem o copia, para uso próprio, para não o arriscar na alta temperatura de seu carro, não é desonesto. Se perder o original, tem o substituto, que - se copiado pelo dono - é tão bom quanto o original. Se não fizer copias com a intenção de comercializá-lo, não se torna pirata por isso. Substitua esse produto por um medicamento essencial e refaça o raciocínio. Cheguei a escrever um artigo criticando a decisão presidencial de quebrar a patente de um medicamento contra a Aids. Fui influenciado por minha decepção com o governo atual. Desta vez a estatística venceu, e em meio a tantas atitudes estranhas, surgiu uma boa decisão. Um produto desenvolvido para minorar o sofrimento não pode ser exclusivo à poucos. O medicamento em discussão é fabricado fora do país e vendido a preços diferenciados para países ricos e pobres. A atitude do laboratório parece louvável. Mas não seria correto considerar o Brasil pobre, para conseguir preços diferenciados ou pedir perdão de sua dívida - e rico, para poder impor sua vontade no comércio internacional. Há que decidir. E o presidente decidiu. Uma vez que temos conhecimento para produzir o medicamento, que ele seja clonado, e que vidas sejam salvas. Parabéns. Foi uma decisão viril, digna de um presidente. Houve uma atitude tomada. Espero que tenha sido apenas a primeira, e que não entre para a História como a única. Gil, domingo, 01 de julho de 2007 |
Recebi por e-mail, em 27 de abril, publiquei com atraso. atualização em 01/07/2007 . O que vem acontecendo com os profissionais de engenharia de projetos? Assim, na prestação de serviços de engenharia estamos quase retornando aos idos de 1960! Isso mostra, de forma inequívoca, que se está atuando nos efeitos e não nas causas. Necessário é, pois, repensar os conceitos e fazer distinção entre engenharia e desenhos de engenharia. Produzir desenhos é tarefa mecânica. Produzir engenharia é atividade essencialmente mental, intelectual. A máquina de engenhar, de produzir idéias, é a mente humana. Os softwares dessa máquina são os conhecimentos obtidos em muitos e demorados "downloads" nos "sites" da vida profissional e a matéria prima dessa fábrica de idéias é a informação. Para produzir soluções de engenharia trabalham-se as informações com os conhecimentos que se tem, conhecimentos estes adquiridos em projetos passados, em experiências vividas. Se a informação, tal qual o conhecimento, é incompleta ou ruim, a solução o será na mesma proporção e qualidade. Até chegar a ser solução, uma idéia precisa ser processada, modificada, re-processada e confirmada por cálculos, esboços, gráficos, etc. E é ao longo desse processo que o profissional se capacita e dá soluções rápidas e eficazes aos diversos problemas. O verdadeiro produto da engenharia não é o desenho, é a solução. Sem ela não há o que desenhar e nem o que construir. O desenho é, por assim dizer, apenas a embalagem do produto, a imagem da idéia concebida na mente de um engenheiro. Por isso, pode-se dizer que os remédios receitados pelos engenheiros são entregues em caixinhas nos vários tamanhos padrão-ABNT: do A0 ao A4. E hoje, o computador pode colocar o qualquer remédio em qualquer uma dessas caixinhas, e até em menores do que essas. Como medir isso? Como medir a produtividade de um engenheiro? Como valorizar a experiência acumulada na mente de um profissional? Pela quantidade de desenhos (caixinhas) produzidos com suas idéias?! Como uma empresa capacitará e manterá novos profissionais? "Inventando" caixinhas desnecessárias para ser mais bem remunerada? A realidade do mercado tem mostrado que vender caixinhas não é bom negócio. Aliás, financeiramente o bom negócio agora é pressionar (ou fiscalizar?) os que ainda não sabem nem fazer as caixinhas e nem o que colocar dentro delas. Finalmente, será muito bom que os mais novos aprendam a pensar para que não usem o computador para produzir caixinhas de surpresas. Paulo Roberto Arantes da Silva Gerente de Projetos e Contribuição de Francisco Bittencourt, o Zinho. |
| A | Enquanto durar a criminosa invasão do IRAQUE, não consumirei produtos de origem americana ou inglesa. Já troquei a Coca-Cola por sucos, cancelei MacDonald e Kibon e MatteLeão e SucoMais, não comprarei veículos Ford, Crysler ou Chevrolet e quaisquer produtos com etiqueta em inglês. Sem violência. Sem passeata. Mas se vocês aderirem, sem lucros que financiam armas. Gil Carvalho Paulo de Almeida, responsável por este site. |
O protesto acima foi feito na madrugada em que os ianques e seus comparsas invadiram o Iraque. Desde então, segui a resolução declarada acima, à direita. E parei de fumar, pois as fábricas de cigarros no Brasil são de capital ianque. Você não precisa escrever para dizer que sou maluco. Tenho consciência disso. Mas essa loucura começa a me fazer bem. Que tristeza: A CocaCola comprou MatteLeão e Suco+Mais. Agora paro de tomar até o meu mate. E a pergunta que não me quer deixar é a seguinte: Já que não se encontraram as armas denunciadas pelo BUSH, por que a ONU, o mundo e VOCÊ não estão exigindo que o exército ianque saia do Iraque? E que americanos e ingleses peçam desculpas e INDENIZEM aquele país e as famílias dos assassinados nesse GENOCÍDIO ? E já que falei em GENOCÍDIO, haverá algum dia o julgamento pelos genocídios no sul do Líbano, no Afeganistão, no Vietnam, Hiroshima e Nagasaki ?
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