UM MALUCO COM A BOCA NO TROMBONE                            

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A INTELIGÊNCIA TEM LIMITES.  A BURRICE NÃO.

                              

Este não é um blog. Atualizo artigos antigos. E reconheço erros.

Recebi por e-mail, em 27 de abril, publiquei com atraso.

atualização em 01/07/2007 .

CADÊ A ENGENHARIA?

O que vem acontecendo com os profissionais de engenharia de projetos?
Comenta-se sobre as dificuldades que as empresas prestadoras de serviços estão tendo para cumprir seus contratos, que a qualidade do serviço é péssima, que não existem mais os bons profissionais de antigamente, etc.
Esses e outros comentários vão se confirmando nos projetos mal pensados, na dificuldade para encontrar profissionais experientes, nas garantias e seguros que se vão exigindo nos contratos, na lista de empresas tradicionais que já sumiram do mercado e no surgimento, em profusão, das "Fulano & Beltrano Engenharia Ltda.". Em nosso país, a história da engenharia de projetos industriais teve início com o anseio nacional de não mais importar engenharia embutida nos equipamentos. Nos anos 60 surgiram primeiras iniciativas. O grande investidor e comprador dessa engenharia foi o Estado. Pagava-se  tudo a bom preço. Muitas empresas se formaram. Pessoas foram treinadas e dignamente remuneradas. Essa fase atingiu seu ápice ao final da década de 70. Encerrado esse ciclo, ficou a sensação de que fazer engenharia estava ficando muito caro. Nas décadas de 80 e 90, com os recursos mais escassos, buscou-se uma forma de medir a produção da engenharia. Sem melhor opção passou-se a medir a engenharia medindo-se a produção de desenhos. Com isso, chegamos ao estágio atual: mede-se, compra-se e vende-se engenharia pela quantidade de horas ou de papel produzido: os desenhos. Essa forma, naturalmente, produziu efeitos negativos na qualidade. Para melhorá-la optou-se então pela fiscalização, optou-se por investir no gerenciamento. Mas, como só fiscaliza ou gerencia bem quem sabe fazer, para essa atividade são contratados os profissionais mais experientes. Com isso observa-se que, via de regra, o
conhecimento daquele que sabe não está sendo usado para fazer, nem para ensinar, mas para pressionar aquele que, assustado, está começando a aprender. Como esse tipo de fiscalização ou gerenciamento, obviamente, também já mostra sinais da sua ineficiência, volta-se a pensar em comprar a engenharia embutida nos equipamentos "empurrando o fardo" para seus fornecedores. Fica mais barato - dizem.

Assim, na prestação de serviços de engenharia estamos quase retornando aos idos de 1960! Isso mostra, de forma inequívoca, que se está atuando nos efeitos e não nas causas. Necessário é, pois, repensar os conceitos e fazer distinção entre engenharia e desenhos de engenharia. Produzir desenhos é tarefa mecânica. Produzir engenharia é atividade essencialmente mental, intelectual. A máquina de engenhar, de produzir idéias, é a mente humana. Os softwares dessa máquina são os conhecimentos obtidos em muitos e demorados "downloads" nos "sites" da vida profissional e a matéria prima dessa fábrica de idéias é a informação. Para produzir soluções de engenharia trabalham-se as informações com os conhecimentos que se tem, conhecimentos estes adquiridos em projetos passados, em experiências vividas. Se a informação, tal qual o conhecimento, é incompleta ou ruim, a solução o será na mesma proporção e qualidade. Até chegar a ser solução, uma idéia precisa ser processada, modificada, re-processada e confirmada por cálculos, esboços, gráficos, etc. E é ao longo desse processo que o profissional se capacita e dá soluções rápidas e eficazes aos diversos problemas. O verdadeiro produto da engenharia não é o desenho, é a solução. Sem ela não há o que desenhar e nem o que construir. O desenho é, por assim dizer, apenas a embalagem do produto, a imagem da idéia concebida na mente de um engenheiro. Por isso, pode-se dizer que os remédios receitados pelos engenheiros são entregues em caixinhas nos vários tamanhos padrão-ABNT: do A0 ao A4. E hoje, o computador pode colocar o qualquer remédio em qualquer uma dessas caixinhas, e até em menores do que essas.

Como medir isso? Como medir a produtividade de um engenheiro? Como valorizar a experiência acumulada na mente de um profissional? Pela quantidade de desenhos (caixinhas) produzidos com suas idéias?! Como uma empresa capacitará e manterá novos profissionais? "Inventando" caixinhas desnecessárias para ser mais bem remunerada? A realidade do mercado tem mostrado que vender caixinhas não é bom negócio. Aliás, financeiramente o bom negócio agora é pressionar (ou fiscalizar?) os que ainda não sabem nem fazer as caixinhas e nem o que colocar dentro delas.
Enquanto a solução não vem, será bom fazer uma pausa na maquinação de contratos tão deprimentes que teve seu ápice nos infames leilões reversos. Será bom não colocar para concorrer na mesma raia o engenhar e o desenhar. Será bom que os profissionais experientes não se limitem a pressionar sem ensinar. Será bom que as Escolas de Engenharia se aproximem sem ocupar o espaço das Empresas e que introduza em seus currículos uma disciplina que ensine o aluno a pensar, a usar esse fabuloso e ainda desconhecido mecanismo mental humano. Será bom que os que estão começando na profissão, dispondo já dos recursos da informática, tenham com quem aprender a pensar, a engenhar soluções: coisas que o computador não faz. Será bom que esses novos profissionais não confundam saber fazer engenharia com saber usar um bom software de engenharia.

Finalmente, será muito bom que os mais novos aprendam a pensar para que não usem o computador para produzir caixinhas de surpresas.

                Paulo Roberto Arantes da Silva

Gerente de Projetos e 
Professor Adjunto da UFOP. 

Contribuição de Francisco Bittencourt, o Zinho.

Não há dúvida que a 2ª lei da termodinâmica explica todas os cenários onde domina o CAOS, até na política ! Não é mais possível (depois de 60 anos !) acreditar que o mundo é mau e injusto e que podemos fazê-lo melhor ! Isto é a lei da entropia ao contrário (Organizar o CAOS). Por isto daqui em diante proponho uma extensão da 2ª LEI DA TERMODINÂMICA  aplicada à política: 

“A Política é a parte mais degradada da atividade humana e para a qual tendem todas as demais (atividades).”

 Contribuição do engenheiro GR ALMEIDA para nosso sítio.  

5 de maio de 2007

ARTIGO RETIRADO

Deu no BBCBrasil hoje, 30 de abril de 2007 (com data de 01 de maio)

EUA querem que Brasil assine tratado de preservação florestal

Bruno Garcez

Enviado especial a Nova York

Subsecretaria de Estado americana, Paula Dobriansky Subsecretária americana falou sobre projeto dos EUA de 1998. A subsecretaria de Estado americana, Paula Dobriansky, pediu que o Brasil assine com os Estados Unidos o tratado de conservação de florestas tropicais.

O projeto foi criado pelo governo americano em 1998 e oferece a países em desenvolvimento o perdão de dividas com os Estados Unidos e a geração de fundos para preservação ambiental. O programa é implantado por meio de acordos bilaterais. Entre as nações latino-americanas que já foram beneficiadas pelo tratado estão Peru, Colômbia, Paraguai e Panamá.

O pedido da subsecretária foi feito durante o Fórum de Desenvolvimento Sustentável realizado nesta segunda-feira em Nova York. O evento conta com a presença dos ex-presidentes americanos Bill Clinton e George H. W. Bush, pai do atual líder americano. O Fórum foi realizado pela ONG Associação das Nações Unidas-Brasil e contou com a presença de inúmeros políticos brasileiros, entre eles o senador e ex-presidente José Sarney, o governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, o governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, e o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.

Biocombustíveis

De acordo com Departamento de Estado, o tratado de conservação de florestas tropicais é capaz de gerar até US$ 60 milhões (cerca de R$ 120 milhões) em iniciativas voltadas para a preservação ambiental. "Esperamos que o Brasil se junte a nós e assine o tratado", afirmou a subsecretária.

"Com isso é possível aliviar a dívida com os Estados Unidos e investir em recursos para preservação de florestas e espécies de animais." A subsecretária disse ainda ser preciso tomar uma série de medidas para ampliar o uso mundial de biocombustíveis.

Segundo Dobriansky, "os elementos-chave são redução dos custos de produção dos biocombustíveis, as demandas pelo uso da terra e as pressões no preço das rações para animais."

Os Estados Unidos vêm enfrentando uma elevação do preço do milho e nos valores de terras cultiváveis devido à produção de etanol. A versão americana do biocombustível é produzida a partir do milho. Com a crescente demanda pelo cereal, aumentou também a quantidade de terras necessárias para cultivar milho.

Por que será que estou sentindo um cheiro estranho?

Ianques perdoando dívidas? Aprendi com Monteiro Lobato, quando criança, que

“em todo negócio da china tem um gato”.

Estou sentindo cheiro de gatos, ratos e coisas podres. Por que será? Talvez preconceito...

Deu na Isto-é on-line.

LINK:  http://www.terra.com.br/istoe/1955/brasil/1955_mensalao_infraero.htm 

Reportagem mais completa, vejam na revista Isto-é

CORRUPÇÃO: Sílvia Pfeiffer** afirma que a mesada iniciada pela Prefeitura de Curitiba prosseguiu no Paraná beneficiando diretores da Infraero. Os favores incluíram até o pagamento da faculdade da filha de um deles.             ** NÃO CONFUNDA COM ATRIZ SILVIA (ESCOBAR) PFEIFER.

EXCLUSIVO 

(ATENÇÃO: A NOTÍCIA É DA ISTO É ON-LINE. ESTAMOS APENAS AJUDANDO A DIVULGAÇÃO)

SE QUISER VER AS FOTOS, VÁ AO SITE ORIGINAL - LINK ACIMA 

Eis o mensalão da Infraero

Numa queixa-crime repleta de provas, empresária denuncia que seu sócio paga mesada a diretores da Infraero

Por Hugo Marques

Não se trata apenas de mais uma auditoria do Tribunal de Contas da União. Desta vez, uma vasta documentação, que inclui contratos, cópias de recibos, depósitos bancários e arquivos de computador está em poder da Polícia Federal do Paraná e comprova que dentro da Infraero há anos existe um milionário “mensalão”. Os documentos foram entregues pela empresária Sílvia Pfeiffer, e pode ser o fio da meada para explicar por que o TCU tem encontrado tanto superfaturamento e licitações irregulares na contabilidade da estatal. A empresária de 47 anos trabalha há 20 com obras e veiculação de publicidade nos aeroportos brasileiros e sua empresa financiou parte do tal mensalão. Mais do que relatar sua história e entregar documentos para a PF, Sílvia está disposta a comparecer a uma CPI para detalhar tudo o que sabe. São revelações importantes que envolvem até um amigo pessoal do presidente Lula: o empresário Walter Sâmara, também do Paraná. Ele freqüenta os churrascos do presidente, cruza o Brasil a bordo de seu próprio avião e teria recomendado a Sílvia que procurasse uma secretária de Lula para tratar sobre dinheiro para o PT. Econômico em palavras, o superintendente da PF no Paraná, delegado Jaber Saadi, tem plena ciência do teor explosivo do material que tem em mãos e, talvez por isso mesmo, limita-se a confirmar o recebimento dos documentos. “Mandei instaurar inquérito”, diz.

Em sua “notícia-crime” à PF, Sílvia revela que seus contratos no Aeroporto Affonso Pena, em Curitiba, foram obtidos à custa do pagamento de uma mesada aos diretores da Infraero. Na verdade, uma propina mensal que a empresa dela paga religiosamente desde 2003. Às vezes, depósitos em dinheiro que chegam a até R$ 20 mil nas contas correntes de parentes dos diretores. Outras vezes, automóveis. Essa é a contrapartida exigida para contratar os serviços da empresa de Sílvia, a Aeromídia, no aeroporto. A propina, no entanto, não se limita ao aeroporto de Curitiba. A Aeromídia atua em vários Estados e em todos o esquema é semelhante. Em Brasília, por exemplo, a Infraero criou uma situação irregular para veicular, com a intermediação da Aeromídia, anúncios feitos pelo publicitário Duda Mendonça, marqueteiro da primeira campanha de Lula, para uma empresa de telefonia. Segundo Sílvia, os anúncios foram veiculados sem que houvesse licitação e sem que um contrato fosse formalizado. ISTOÉ procurou o publicitário, que informou que só pretende se manifestar “posteriormente”.  

Para a oposição, as revelações da empresária são munição pesada. Mas há estilhaços para todos os lados. A entrada de Sílvia no esquema da Infraero recai sobre o ex-prefeito de Curitiba Cássio Taniguchi, do DEM. Sílvia tinha dificuldade para obter alvarás de funcionamento para veicular seus anúncios nos aeroportos. Por conta desses problemas, ela foi procurada pelo então secretário de Urbanismo da Prefeitura de Curitiba, Carlos Alberto Carvalho. O secretário foi explícito na condição heterodoxa que sugeriu para liberar os alvarás: ele propunha se tornar sócio da Aeromídia. Sílvia aceitou a proposta. O novo sócio começou primeiro a dar “sumiço” nas multas da prefeitura contra a Aeromídia. Em seguida, a empresa passou a emitir notas frias e fechar contratos irregulares. Até que se tornou sede de reuniões políticas da campanha de reeleição de Cássio Taniguchi. Sílvia entregou à PF as planilhas que demonstram uma arrecadação de R$ 20 milhões, através da Aeromídia, para o caixa 2 da campanha.

A advogada Luciana Reis, que defende Carlos Alberto, nega as acusações. “A Sílvia é quem tocava a empresa nessa época, ela é que fez coisa errada”, diz Luciana. Carlos Alberto também nega: “Não existe mensalinho”, diz. Taniguchi, atual secretário do Desenvolvimento Urbano do DF, nega, por meio de sua assessoria, as denúncias de Sílvia. Mas admitiu que manteve sociedade em negócios com seu ex-secretário de Turismo.

O que se iniciou com o caixa 2 na campanha de Taniguchi prosperou para um esquema que sobreviveu à sua saída da prefeitura e se transferiu para a Infraero. Segundo Sílvia, Carlos Alberto Carvalho passou de “corrupto a corruptor”, enviando dinheiro para os diretores da estatal que cuida dos aeroportos. A lista de beneficiários da mesada se inicia pelo atual superintendente da Infraero no Paraná, Antonio Felipe Barcelos. Sílvia contratou na Aeromídia, como favor, a filha de Barcelos, Lorena. Antônio Felipe confirma que a filha fez “estágio” na Aeromídia, mas nega ter recebido dinheiro. A relação prossegue com o ex-superintendente da Infraero em Alagoas e no Paraná Mário de Ururahy Macedo Neto, favorecido com pagamentos mensais “em troca de contratos e de informações privilegiadas”.

Na documentação apresentada à Polícia Federal por Sílvia, há depósitos bancários feitos em nome da mulher de Mário, Hildebrandina Olímpia Silvia Macedo. A Aeromídia chegou a pagar também a faculdade da filha de Mário de Ururahy, Ana Carolina. Os boletos bancários da faculdade estão com a PF como prova. Atualmente, Mário trabalha na Infraero em Brasília, como assessor da diretora de Engenharia, Eleuza Therezinha Lores, apontada pelo TCU como a responsável por vários contratos superfaturados da estatal. Segundo a empresa, ele está de “licença médica”. A lista do mensalão continua com o gerente comercial do Aeroporto Afonso Pena, Arlindo Lima Filho. O filho de Arlindo, Jean, também foi contratado pela Aeromídia. Segundo Sílvia, apenas para “receber as comissões” que eram pagas a seu pai. Arlindo confirma que o filho fez “estágio” na Aeromídia, mas nega ter recebido propina. “Se eu tivesse recebido comissão estava rico”, diz.

O que Sílvia está disposta a contar na CPI é que a rotina de pagamento de propina no Paraná segue um modelo que se repete em todo o País. Ela pretende revelar, por exemplo, que o superintendente de Logística e Carga da Infraero, Luiz Gustavo da Silva Schild, recebeu o mensalão pago por ela. Pelo menos um depósito, de R$ 20 mil, foi feito através de depósito em conta bancária, e pode ser comprovado. Ela chegará ao ex-presidente da Infraero deputado Carlos Wilson (PT-PE). De acordo com ela, um assessor da estatal, Eurico José Bernardo Loyo, fazia os “acertos” nos contratos da Aeromídia em nome de Carlos Wilson. “Não sei do que se trata mesmo”, diz Carlos Wilson. “O Eurico José não tinha poder de falar em nome da empresa.”

Para a empresária, o superfaturamento de até 357% nos materiais e nas obras de aeroportos brasileiros, verificado pelo Tribunal de Contas da União nas auditorias que fez na Infraero, é uma das origens da propina cobrada. Outro alvo de Sílvia será o diretor de Administração da Infraero, Marco Antonio Marques de Oliveira, que teria autorizado um contrato irregular da Aeromídia no Aeroporto de Brasília. Há ainda detalhes que ela pretende revelar sobre um contrato da Infraero com a Empresa de Correios e Telégrafos. Procurados por ISTOÉ, os diretores da estatal não responderam.

A caixa-preta que a empresária pretende abrir será um novo ingrediente a tornar mais denso o cipoal em que se meteu o atual presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira. Desde que começaram a estourar as denúncias contra a estatal, ele tem comentado com vários interlocutores que não consegue se livrar da equipe deixada por Carlos Wilson, responsável pelas denúncias contra a estatal. “Sinto-me um iraquiano a bordo de um avião cheio de americanos”, brincou o brigadeiro com amigos esta semana. “É um inferno.”

 

Não sei se também perceberam, ou se estou vendo demais.

Fico impressionado com a proporção de escândalos nas mais diversas áreas, porém ligados à propaganda, mídia, reclames, anúncios, ou seja lá qual for o titulo atual da coisa.

Nos correios, uma boa bolada do dinheiro sujo estava na propaganda. No mensalão, empresas do Valério. O escândalo Matisse-Bandeirantes-Gamecorp (do jovem gênio financeiro). O contrato Gamecorp(Lulinha)-Telemar. Aeromídia. A nomeação para cargo de primeiríssimo escalão de um acusado em um destes escândalos...  E pergunto:

Os profissionais dessa área seriam menos honestos (não creio)? Falta fiscalização?

 Algum acordo de cavaleiros reza que aqui todos os cavaleiros de todos os reis irão mamar? 

(Errei não, amigos puristas: existem acordos de cavalheiros e acordos de cavaleiros...). 

 

Por que a Receita Federal não concentra atenção no enriquecimento rápido, começando pelos políticos e passando por TODAS as empresas ligadas à propaganda oficial?

Gil, 28 de abril de 2007 

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MANIFESTANDO MEU APOIO

Ao jornalista Diogo Mainardi, cuja sentença ao pagamento de R$30.000,00 ao ministro Franklin Martins (a quem denunciou por "troca de favores" um ano antes de ser nomeado ministro) foi noticiada no Folha-on-line um dia antes que a sentença fosse proferida e lavrada. 

Há que se concordar que foram batidos todos os recordes neste furo de reportagem. Que não se duvide da capacidade do jornalista Kennedy Alencar: provavelmente é um médium. Qualquer outra hipótese seria inconcebível e incompatível com o que se espera de um jornalista da Folha. Principalmente não sendo candidato ao cargo de ministro.

Veja também um trecho da entrevista de Franklin Martins à Folha, em 24/3/2007:

? Como ministro, não ganhará mais peso esse processo em seu favor?
Franklin - A Justiça não vai agir assim porque sou ministro.  Pelo ritmo no Brasil, a Justiça só terá julgado esse processo depois que eu deixar de ser ministro. *** Ele terá toda a oportunidade de provar que todas as acusações de que cometi crimes são verdadeiras. E, se for isso, quem vai ficar mal sou eu. Ele também pode, se quiser, dizer: "Eu errei. Volto atrás". Mas hoje em dia pega mal para ele. Acho que dificilmente o fará. Não vou abrir mão de defender a minha honra da única forma num estado de direito, que é ir à Justiça.  A integra da entrevista está em  Folha Online - Brasil - Futuro ministro de imprensa critica cultivo de mídia simpática - 24032007 

Em "Pensata", http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/ult511u299.shtml o jornalista Kennedy Alencar publica mais de uma defesa. Leia e forme sua opinião. Na última defesa, Kennedy menciona, sutilmente, que o nome da pessoa que perdeu o processo foi grafado erroneamente. Será? Eu interpretaria que o condenado foi OUTRA PESSOA... e mandaria cobrarem dela. Brincadeira à parte, é preciso verificar se vale a pena uma apelação. 

*** A justiça foi rápida neste caso, concorda? Diogo, deixe que o diego pague essas 30 pilas. Ele é que foi condenado. E me esclareça uma coisa: por que te processaram por DIFAMAÇÃO e não por CALÚNIA? Eu sei que v. sabe a resposta. Eu também sei. Só quero que fique claro.

Gil, em 26 de abril de 2007

MANIFESTO DO REITOR DA UFMG - O Estado de Minas, 01/04/07

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Ronaldo Tadêu Pena*

Como reitor da UFMG, estou plenamente identificado com os propósitos do Ministério da Educação (MEC) de expandir significativamente o acesso à educação superior pública no Brasil, por meio de iniciativas que promovam também a inclusão social. Já determinei que a Universidade inicie estudos,
objetivando a formulação de propostas - em consonância com políticas já delineadas pelo Ministro da Educação e expressas, sobretudo, na minuta de Decreto Presidencial - que, após apreciação da nossa comunidade universitária, possam ser apresentadas ao MEC.

Contudo, a mídia tem dedicado, nas últimas semanas, atenção a uma proposta de remodelação do ensino superior brasileiro, conhecida como "Universidade Nova", apresentada pelo reitor da Universidade Federal da Bahia. Ela prevê que a formação de ensino superior no país se organize a partir de cursos genéricos, de menor duração, cuja conclusão seria obrigatória para o acesso aos cursos profissionais.
 
A despeito de trazer à baila algumas discussões importantes, e de conter sugestões interessantes, o projeto da "Universidade Nova" suscita questionamentos mais pelos equívocos que parece conter e pelas ameaças que, no nosso entendimento, podem trazer para a formação universitária em nosso país, com impacto negativo em nosso desenvolvimento econômico e social. São essas as questões que pretendo tratar neste artigo.


A admissão aos cursos superiores é feita, hoje, a partir da escolha prévia - e, certamente, precoce - da carreira profissional. Tendo em vista uma escala de valoração social das profissões, essa escolha prévia permite o ingresso no ensino superior de parcelas expressivas de jovens de famílias pobres. Selecionar alunos para a universidade por grandes áreas do conhecimento, qualquer que seja o exame utilizado, resultará que, em uma instituição como a UFMG, por exemplo, serão selecionados quase exclusivamente estudantes oriundos de classes mais abastadas.

Tenha o nome que tiver, o acesso ao ensino superior dependerá de processo seletivo, pois não há vagas, especialmente no sistema público, para absorver toda a demanda. Mesmo que a UFMG dobre ou triplique seu número atual de vagas oferecida - cerca de 4.500 - chegando, por exemplo, a 12 mil, ainda assim, estará muito longe de atender os quase 70 mil candidatos que, anualmente, demandam ingresso em nossos cursos. Portanto, a cogitação do fim de exame seletivo para acesso à universidade, a médio prazo, pelo menos, não tem qualquer fundamento.
 
O projeto "Universidade Nova", pelas formulações relativas ao ciclo básico por grande área de conhecimento poderá, certamente, alongar a formação superior. O curso de medicina, por exemplo, cuja duração atual é de seis anos, se defrontará com problemas para ser concluído no mesmo tempo, no
modelo da "Universidade Nova". Isso representaria um considerável aumento de custos para o país e para as famílias, além de contribuir para frustrar, parcialmente, o desejo de todos de acesso ao ensino superior.
 
Uma outra incongruência do modelo "Universidade Nova" é que não poderá haver promoção automática dos bacharelados genéricos para os cursos profissionais, pois o número de vagas nestes últimos será bem menor que o de concluintes dos primeiros. Ou seja, será inevitável um segundo vestibular, mais seletivo e concorrido que o atual, dentro da universidade. Além disso, esse modelo muito provavelmente acarretará a diminuição do número de profissionais formados, bem como poderá implicar no seu ingresso mais tardio no mercado de trabalho, sem qualquer ganho efetivo na formação para o exercício profissional.
 
No mundo inteiro, o ensino superior é ministrado em instituições universitárias - cujo objetivo precípuo é tanto a formação de estudantes quanto a produção de conhecimento, ou seja, a realização de pesquisas - e em instituições não-universitárias, que são organizadas visando exclusivamente ministrar o ensino. Ambos os tipos são essenciais para um país. As universidades, pelas pesquisas que realizam e pela natureza de formação que possibilitam, estão intimamente relacionadas ao desenvolvimento econômico e social de cada país. O modelo da "Universidade Nova" poderá diminuir a capacidade de realização de pesquisas das universidades. Como a proposta parece se ancorar na idéia de ser implantada apenas no sistema federal, haverá um forte desequilíbrio regional, beneficiando alguns poucos Estados que têm expressivo parque universitário estadual, mas poucas vagas em instituições federais.
 
São essas as razões, entre outras que poderemos tratar em futuras oportunidades, que me levam a não acolher um projeto que apresenta tantas fragilidades como as aqui mencionadas e que pode comprometer, de forma tão decisiva, o futuro da Universidade Pública Brasileira.

* Reitor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Grifos e aplausos meus. Gil, 25 de abril de 2007

 

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Avaliação preliminar do ANDES-SN

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O Projeto de Decreto do MEC, que institui o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais e que vem sendo discutido pelos reitores das IFES, configura-se na mais recente tentativa do executivo de implementar a contra-reforma universitária. De acordo com
informes de seções sindicais, esse projeto de decreto já foi apresentado aos Conselhos Universitários da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e da Universidade de Brasília (UnB). Tendo em vista a gravidade das proposições do referido projeto, o ANDES-SN produziu esta análise preliminar como forma de orientar o debate e a intervenção das seções sindicais e da comunidade acadêmica em geral sobre o tema.

O Art. 1º do Projeto de Decreto estabelece como objetivo “criar condições para a ampliação do acesso à educação superior, no nível de graduação, pelo Melhor aproveitamento da estrutura física e de recursos humanos existentes nas universidades federais. ¨. O pressuposto desse artigo é, pois, o de que a atual estrutura física e os recursos humanos estariam sendo subutilizados, daí o estabelecimento da meta global de elevar a taxa de conclusão média em cursos presenciais para 90% e de aumentar a relação estudantes/professor para 18/1, ao final de 10 anos (parágrafo único do art. 1º).

Com a exigência de metas tão altas para a “taxa de conclusão média”, em conjunto com o aumento da relação estudante/professor, o projeto pode resultar numa política de “aprovação automática”, desvinculada de critérios de qualidade necessários à formação plena do corpo discente. Vale ressaltar, ainda, que taxas médias de conclusão dessa ordem não têm sido a realidade das universidades no mundo inteiro.

 Atualmente, a relação do número de estudantes por professor nas IFES é da ordem de 10 para 1, o que significa que a meta proposta praticamente dobra o número de estudantes na graduação presencial sem que haja contratação adicional de professores. Caso concretizada, tal meta aprofundará ainda
mais a precarização das condições de trabalho e de ensino
, seja pelo aumento de estudantes nas turmas seja por meio da criação de cursos novos, sem as mínimas condições de funcionamento. Vale destacar que essa relação estudante/professor não leva em consideração o trabalho desenvolvido pelo docente em atividades de pesquisa e de extensão, muito menos aquelas realizadas com estudantes na pós-graduação. A meta proposta revela a adoção de um modelo de IES que desvincula ensino, pesquisa e extensão, o que é incompatível com os princípios basilares da universidade e a qualidade requerida para a formação discente.

 O art. 2º do Projeto de Decreto estabelece diretrizes gerais que, tomadas isoladamente, poderiam indicar uma “positiva” preocupação com a função social da universidade. Contudo, quando tomadas no contexto mais amplo da reforma universitária, os incisos de I a IV do referido artigo revelam que
os pontos norteadores da proposta de Universidade Nova (defendida pelo reitor da UFBA) se mantêm presentes. Vale destacar que a idéia central do projeto de Universidade Nova é a revisão da atual estrutura acadêmica das universidades com a criação de um “bacharelado interdisciplinar” como
forma obrigatória de ingresso na educação superior. Essa reestruturação busca proporcionar acesso mais amplo a tais bacharelados, considerados de formação geral em quatro grandes áreas (Artes, Humanidades, Ciências e Tecnologia), a ser realizado em dois ou três anos, proporcionando ao
estudante o direito a um diploma*.  No decorrer dessa fase, no entanto, instalar-se-ia uma grande competição para selecionar a minoria de estudantes que, na seqüência, teriam acesso aos cursos profissionalizantes.

Experiências relatadas por muitos professores que estudaram em ciclos básicos ranqueadores semelhantes ou ministraram aulas em tais cursos, realizados nos anos 70, dão conta de todo tipo de subterfúgios utilizados por parcela ponderável dos estudantes na tentativa pessoal de sobrepujar o
concorrente próximo que, ao contrário, deveria ser seu colega e colaborador
.  No Projeto de Decreto, os incisos II, III e IV do art. 2º propõem a flexibilização dos “regimes curriculares” e dos “sistemas de títulos”, implementando, assim, uma “revisão da estrutura acadêmica”, que tem como
fim uma graduaçãonão voltada à profissionalização precoce”.

Obviamente, tal formulação aproxima-se da visão generalista presente nos documentos da Universidade Nova. Na prática, essa concepção, que supostamente busca incluir os excluídos, acaba criando obstáculos adicionais ao acesso das camadas populares aos cursos profissionalizantes.

 Do art. 3º ao art. 7º, são tratadas questões relacionadas ao financiamento a ser destinado a cada universidade, quando da elaboração e apresentação dos planos de reestruturação exigidos de cada IFES. Contudo, ao analisar o art. 7º e o § 2º do art. 3º, percebe-se que não há recursos novos
disponíveis e sim uma proposta de simples redistribuição dos recursos existentes no orçamento do MEC
. Ao relacionar esses artigos com as disposições previstas no Programa de Aceleração do Crescimento - PAC, que limitam gastos com contratação e reajuste de servidores públicos,
conclui-se que, de fato, não haverá provisão de novos recursos para atender aos objetivos propostos. Na prática, o projeto institui a competição entre as IFES na busca pela maior parcela dos escassos recursos para a educação. Em todos esses artigos, fica definido que os supostos recursos adicionais só poderão ser utilizados nas metas pré-estabelecidas no plano apresentado pela IES ao MEC. Adicionalmente, o inciso 2º do art. 5º condiciona a liberação dos “recursos adicionais” ao cumprimento das etapas previstas no plano. Note-se que, com essa orientação, fica aberta a possibilidade de, no decorrer da implementação do projeto, a IFES ter cortados os recursos a ela destinados, devido ao não-cumprimento de alguma etapa intermediária pré-estabelecida.

Finalmente, constata-se que as prometidas verbas a serem adicionadas ao orçamento de cada IFES serão ínfimas frente às altas metas de expansão de matrículas propostas no parágrafo único do art. 1º. Tal constatação decorre da análise do conteúdo do § 1º do art. 3º, que limita os gastos com as despesas de custeio e pessoal associadas à expansão das atividades decorrentes do plano de reestruturação a 20% dos recursos atualmente consumidos para a manutenção das atividades acadêmicas.

Não há como negar que o monitoramente por parte do MEC, quanto ao cumprimento de metas, fortemente induzidas por acenos de verbas adicionais, materializam um processo de cooptação das estruturas gerenciais num contexto de intensa contenção de recursos, interferindo diretamente na autonomia das IFES.

Na visão do ANDES-SN, está explícita, tanto nesta nova versão do decreto quanto nos textos mais antigos acerca do Projeto Universidade Nova, a tentativa de promover significativa expansão das vagas e das matrículas nas IFES, sem o correspondente financiamento, redundando no rebaixamento da qualidade acadêmica, na precarização crescente do trabalho docente e no desmonte generalizado da estrutura que deveria caracterizar a instituição universitária. Nossa análise indica que, ao contrário do propalado, a população das camadas populares não será favorecida com essas propostas.

O ANDES-SN critica e denuncia o fato de o executivo federal utilizar-se de instrumento autoritário como o decreto com a intenção de influir, de forma incisiva, na reformulação da estrutura acadêmica dos cursos de graduação universitária, num ato que poderá trazer reflexos graves para a sociedade, na medida em que altera substancialmente a configuração do processo de formação profissional.

Ante ao exposto, o ANDES-SN julga de suma importância: 

- denunciar o simulacro montado pelo MEC quando, mantendo a aparência de respeito à autonomia universitária, interfere na administração das IFES, cooptando suas estruturas gerenciais por meio do condicionamento da liberação de verbas adicionais ao cumprimento das metas de seu projeto de
Universidade Nova.

- alertar para a estratégia utilizada pelo MEC de forçar a aprovação, em prazo insuficiente para a realização de debate do seu projeto na comunidade acadêmica e na sociedade, de um conjunto de metas cujos resultados, segundo a avaliação do ANDES-SN, serão profundamente danosos ao projeto de universidade pública de qualidade  socialmente referenciada. Para finalizar, o ANDES-SN destaca que o Projeto de Decreto, que institui o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais, complementa o conjunto de medidas governamentais, inclusive aquelas que tramitam no âmbito do Parlamento, que configuram a
Reforma Universitária.

Como poderá ser confirmado abaixo no artigo "CARGA PODRE" de 5 de março de 2007, já estávamos desconfiados.

É minha convicção que o bom projeto do Magnífico Reitor da UFBA foi intencionalmente utilizado como falso motivo para golpe publicitário e indução de falsas esperanças ao povo.

A completa mudança de objetivos e da estrutura da Universidade brasileira pode dar ensejo à manipulação de influências e facilitar desvios de verbas. Não existem especialistas no novo sistema (porque não existe um sistema chamado "universidade nova") e isso permite a ocorrência de uma infinidade de "erros" que terá como desculpa o "isso é novo, não poderia ser previsto". 

 

Nunca dantes neste país foi tão evidente que a inteligência humana tem limites. 

O que não tem limites é a burrice. 

Todo dia nasce um canalha. E um monte de bobos para elegê-lo depois.

(Pelo espírito de Ubaldo, o paranóico, incorporado em) Gil, 25 de abril de 2007

SEM  COMENTÁRIOS. (EXAME) 

Fui multado por pagar escola para os meus funcionários.

Por  Silvino Geremia  

http://www.geremiaredutores.com.br/empresa.html#associacao

Acabo de descobrir mais um desses absurdos que só servem para atrasar a vida das pessoas que tocam este país: investir em educação é contra a lei. Vocês não acreditam? Minha empresa, a Geremia, tem 25 anos e fabrica equipamentos para extração de petróleo, um ramo que exige tecnologia de ponta e muita pesquisa. Disputamos cada pedacinho do mercado com países fortes, como os Estados Unidos e o Canadá. Só dá para ser competitivo se eu tiver pessoas qualificadas trabalhando comigo. Com essa preocupação criei, em 1988, um programa que custeia a educação em todos os níveis para qualquer funcionário, seja ele um varredor ou um técnico.  

Este ano um fiscal do INSS visitou a empresa e entendeu que educação é salário indireto. Exigiu o recolhimento da contribuição social sobre os valores que pagamos aos estabelecimentos de ensino freqüentados por nossos funcionários, acrescidos de juros de mora e multa pelo não recolhimento ao INSS. Tenho que pagar 26 000 reais à Previdência por promover a educação dos meus funcionários? Eu acho que não. Por isso recorri à Justiça. Não é pelo valor, é porque acho essa tributação um atentado. Estou revoltado. Vou continuar não recolhendo um centavo ao INSS, mesmo que eu seja multado 1 000 vezes.  

O Estado brasileiro está falido. Mais da metade das crianças que iniciam a 1a série não conclui o ciclo básico. A Constituição diz que educação é direito do cidadão e dever do Estado. E quem é o Estado? Somos todos nós. Se a União não tem recursos e eu tenho, eu acho que devo pagar a escola dos meus funcionários. Tudo bem, não estou cobrando nada do Estado. Mas também não aceito que o Estado me penalize por fazer o que ele não faz. Se a moda pega, empresas que proporcionam cada vez mais benefícios vão recuar.  

Não temos mais tempo a perder. As leis retrógradas, ultrapassadas e em total descompasso com a realidade devem ser revogadas. A legislação e a mentalidade dos nossos homens públicos devem adequar-se aos novos tempos. Por favor, deixem quem está fazendo alguma coisa trabalhar em paz. Vão cobrar de quem desvia dinheiro, de quem sonega impostos, de quem rouba a Previdência, de quem contrata mão-de-obra fria, sem registro algum.  

Sou filho de família pobre, de pequenos agricultores, e não tive muito estudo. Completei o 1o grau aos 22 anos e, com dinheiro ganho no meu primeiro emprego, numa indústria de Bento Gonçalves, na serra gaúcha, paguei uma escola técnica de eletromecânica. Cheguei a fazer vestibular e entrar na faculdade, mas nunca terminei o curso de Engenharia Mecânica por falta de tempo. Eu precisava fazer minha empresa crescer. Até hoje me emociono quando vejo alguém se formar. Quis fazer com meus empregados o que gostaria que tivessem feito comigo. A cada ano cresce o valor que invisto em educação porque muitos funcionários já estão chegando à Universidade.  

O fiscal do INSS acredita que estou sujeito a ações judiciais. Segundo ele, algum empregado que não receba os valores para educação poderá reclamar uma equiparação salarial com o colega que recebe. Nunca, desde que existe o programa, um funcionário meu entrou na Justiça. Todos sabem que estudar é uma opção daqueles que têm vontade de crescer. E quem tem esse sonho pode realizá-lo porque a empresa oferece essa oportunidade. O empregado pode estudar o que quiser, mesmo que seja Filosofia, que não teria qualquer aproveitamento prático na Geremia. No mínimo, ele trabalhará mais feliz.  

Meu sonho de consumo sempre foi uma Mercedes-Benz. Adiei sua realização várias vezes porque, como cidadão consciente do meu dever social, quis usar meu dinheiro para fazer alguma coisa pelos meus 280 empregados. Com os valores que gastei no ano passado na educação deles, eu poderia ter comprado duas Mercedes. Teria mandado dinheiro para fora do país e não estaria me incomodando com leis absurdas. Mas não consigo fazer isso. Sou um teimoso.  

No momento em que o modelo de Estado que faz tudo está sendo questionado, cabe uma outra pergunta. Quem vai fazer no seu lugar? Até agora, tem sido a iniciativa privada. Não conheço, felizmente, muitas empresas que tenham recebido o tratamento que a Geremia recebeu da Previdência por fazer o que é dever do Estado. As que foram punidas preferiram se calar e, simplesmente, abandonar seus programas educacionais. Com esse alerta temo desestimular os que ainda não pagam os estudos de seus funcionários. Não é o meu objetivo. Eu, pelo menos, continuarei ousando ser empresário, a despeito de eventuais crises, e não vou parar de investir no meu patrimônio mais precioso: as pessoas. Eu sou mesmo teimoso.  

*Silvino Geremia é empresário em São Leopoldo , no Rio Grande do Sul

Deu no g1.globo.com e eu ajudo a não deixar que esqueçam.

Há exatos dez anos, em 20 de abril de 1997, cinco rapazes de classe média de Brasília atearam fogo ao índio pataxó Galdino Jesus dos Santos, de 44 anos, que dormia em uma parada de ônibus em bairro nobre da capital Federal. Ele chegou ao hospital com 95% do corpo queimado e morreu no dia seguinte. O fogo só não atingiu a parte de trás da cabeça e a sola dos pés. 

Não nos esqueçamos jamais de Galdino, nem de seus assassinos.

 

E confira, a noticia sobre um dos assassinos lá em baixo, em 3 de fevereiro:

(Aquele anjo de candura que botou fogo em um  índio pataxó, causando com isso sua morte,  passou a receber um salário de R$6600,00 como dentista, embora tenha passado em concurso como segurança.)

Provavelmente comemorou o aniversário e a impunidade, com bolo e velinhas.

Além do Bufallo Bill e da Velhinha de Taubaté, alguém ainda acredita no fim da impunidade?

GCPA, 20 abril de 2007

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Direito no país da impunidade 

Reler a Constituição é sempre bom. Mas é difícil e cansa. 

Um dos artigos mais simpáticos é o 37, cujo parágrafo 11 reza:

Art. 37, §XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da administração direta, autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, aplicando-se como limite, nos Municípios, o subsídio do Prefeito, e nos Estados e no Distrito Federal, o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo, o subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o subsidio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, no âmbito do Poder Judiciário, aplicável este limite aos membros do Ministério Público, aos Procuradores e aos Defensores Públicos; ...

É preciso fôlego. Nem um ponto para respirar. Mas vamos resumir: 

Nenhum subalterno pode ganhar mais que seu chefe.

 

No Executivo:O maior salário de servidor público, será o do Presidente, e o salário de Ministros tem de ser inferior ao dele. O de Governador tem de ser menor que o de Ministro, e nenhum de seus Secretários pode ganhar mais que ele. 

No Judiciário: o maior salário é dos Ministros do STF, equiparado ao dos Ministros. Em seguida, o dos Desembargadores do TJ, com 90,25% do salário de Ministro. Por analogia, isto estabelece o salário dos Ministros do Executivo...

No Legislativo: O maior salário deve ser o dos Senadores, depois o dos Deputados (que jamais poderiam votar os próprios, salários, pois a mesma analogia os definiria em 90,25% do salário dos Senadores, que por sua vez seria obrigatoriamente menor que o do Presidente).

 

Ficou claro? Então eu pergunto: Porque não é feita uma EMENDA CONSTITUCIONAL tornando legal o que já existe de fato no espírito deste ARTIGO 37, parágrafo 11? Estabeleçam-se TODOS OS SALÁRIOS DO SERVIÇO PÚBLICO como porcentagens do salário do presidente!

Fim para o principal motivo de todas as greves do funcionalismo!

A quantidade e qualidade e responsabilidade de reitores de universidades federais é aproximadamente igual à quantidade e qualidade e responsabilidade dos generais de quatro estrelas. Salários e vantagens tem de ser iguais!  Mas com atenção às distorções - o ascensorista do Senado pode ganhar mais que o ascensorista da Câmara - mas não muito mais.  Um professor universitário em início de carreira não pode ganhar menos que um novo cabo corneteiro do exército (mas atualmente ganha).

GCPA, 20 de abril de 2007

Entrevista publicada no jornal O Estado de S. Paulo 7/4/2007

Pescada no blog do Ricardo Noblat (http://oglobo.globo.com/pais/noblat) 

Nenhum presidente passou à história só com carisma  

            Historiador diz que crise aérea é mais um dado produzido pelo governo de um presidente que não consegue fazer escolhas. O caos imperou nos aeroportos no Natal, assombrou todos os feriadões e voltou a parar o País há uma semana. Por várias vezes, o governo declarou que a crise estava debelada. Para o historiador Marco Antonio Villa, professor da Universidade Federal de São Carlos, a administração da crise aérea é mais um dado da personalidade “indecisa” do presidente da República. Observador cáustico do governo, Villa afirma que Lula é inebriado por tudo o que é externo ao ato de governar, mas é avesso às obrigações executivas e montou um governo concebido para não decidir.  

?          “Nenhum presidente sobreviveu à história só com carisma. Getúlio era um administrador dedicado. O governo Lula tem sido identificado com a dificuldade de tomar decisões políticas e administrativas. O senhor concorda?

!           Lula não sabe tomar decisões, não fica confortável diante delas. É uma característica pessoal. Em 1980, por exemplo, sumiu de vista em dias decisivos da greve em São Bernardo do Campo. “Cadê o Lula?”, perguntavam todos. Estava em um sítio, perto de uma represa. Foram lá dar uma dura nele e ele reapareceu no dia seguinte, na assembléia da Vila Euclides. O jornal local estampou a manchete “Ele voltou!”. Lula tem uma dificuldade de tomar decisões que não começou na Presidência, ficou evidente em todos os momentos-chave de seu primeiro mandato e reapareceu agora, no primeiro trimestre de seu segundo governo. O apagão aéreo é apenas um exemplo de uma lista extensa.  

?          Em que momentos essa característica ficou evidente?

!           Há até excesso de exemplos. Foi assim quando Lula tentou fazer a primeira reforma ministerial, processo que levou cinco meses e, ao final, acabou em mudanças irrelevantes. Foi assim com a escolha dos novos nomes do segundo mandato, que só acabou há poucos dias com a nomeação de mais de 34 ministros e secretários importantes. É a maior equipe da história do Brasil. Nesse ritmo, por pouco não dividiu a Secretaria Especial da Pesca nas pastas da Água Salgada e Água Doce. Ainda assim, aí está o Ministério da Defesa à espera de uma decisão. Na dificuldade de fazer escolhas, o presidente fatiou o governo para acomodar 11 partidos, outro recorde histórico. É impossível ter homogeneidade de decisões assim. Portanto, é um governo concebido para não decidir.    Não pode ser positivo ter um presidente que não toma suas decisões apressadamente e sob pressões.  O presidente Lula apresenta a lentidão de suas decisões como sapiência, como a elogiável capacidade dos líderes de decidir quando querem, como querem. É um recurso que não resiste nem mesmo a uma análise histórica. Grandes decisões foram tomadas no calor do momento. Se o presidente Lula estivesse no lugar de Dom Pedro I no momento em que recebeu a correspondência às margens do Ipiranga, dificilmente teria proclamado a Independência, provavelmente teria sugerido uma paradinha ali à beira do rio. A Revolução de 30 se deu rapidamente, no calor da conjuntura favorável - apenas para ficar em exemplos brasileiros. O presidente acredita que, passando o tempo, as coisas se acomodam sozinhas. Governar não é isso.

            Em momentos de crise, quando ânimos estão exaltados, não pode ser prudente do ponto de vista político adiar decisões relevantes. A indecisão do presidente é boa para ele, mas péssima para o País. Quando o caso Waldomiro Diniz estourou, ele adiou a decisão sobre o que fazer com José Dirceu, o homem que naquele governo representava quem de fato tinha pendor para as tarefas executivas. Acabou precisando tomar essa decisão mais adiante, em circunstâncias mais penosas. Demorou a decidir pela saída de Antonio Palocci - quando a quebra do sigilo bancário é um ato gravíssimo - , depois foi esvaziando o prestígio de Luiz Gushiken. Deixou a nação por dias esperando explicações sobre o mensalão e foi falar o que quis, sem contraditório, em uma entrevista em Paris. Politicamente , a indecisão pôde ser boa para ele, que foi reeleito. Mas são escolhas ruins para o Brasil, porque desmoralizam valores republicanos. No sentido mais amplo, é também uma escolha perigosa, porque tributária de uma política conservadora.  

?          Como assim?

!           Apostar no esquecimento é uma característica do conservadorismo político. Nos últimos tempos as pessoas têm falado muito da frase do Ivan Lessa, que disse que a cada 15 anos o Brasil esquece de tudo o que aconteceu nos 15 anos anteriores. O governo Lula atua em uma faixa que mistura essa máxima com a lógica de Delúbio Soares, que previu que toda a denúncia do mensalão acabaria em “piada de salão” - e tinha razão. Lula assumiu o segundo mandato e os protagonistas do episódio continuam em lugares importantes dos partidos que atuam junto com o governo. É a vitória do esquecimento.           

?          Na política internacional, há críticas contra o que seria a permissividade de Lula em episódios como a nacionalização do gás, com Evo Morales, ou com o populismo de Hugo Chávez. O senhor concorda?

!           Não defendo nem uma política agressiva, nem uma política de panos quentes. Parece mesmo ser uma bobagem para o presidente se transformar em um anti-Chávez ou anti-Morales, até porque o raio de influência deles, como se verá, não é tão grande quanto muitos acreditam. O problema da indecisão do presidente nessa área está em dois pontos. Um deles é que estamos falando de questões de soberania nacional brasileira, e fica claro que Lula não sabe como lidar com ela por não ter claro o que deve fazer, a não ser uma escolha por seguir a política hegemônica em curso no Itamaraty. O outro ponto é a maneira às vezes até clandestina de tentar resolver - como essa edição sem alarde de uma medida provisória que libera R$ 20 milhões para fazer uma reforma agrária na fronteira entre Bolívia e Brasil, sob a justificativa frágil de que há muitos agricultores brasileiros na área.  

?          O presidente Fernando Henrique Cardoso chegou a ser definido como um político que não sabia dizer não. Qual é a diferença entre ele e Lula nesse quesito?

!           Fernando Henrique também teve ampla base no Congresso, mas foi testado em outras esferas. Pegou a economia mundial em situação complicada, enfrentou problemas com as reservas. Aí tomou decisões. Lula pegou céu de brigadeiro na economia mundial e nem assim soube aproveitar o momento favorável para dar um salto em relação à situação que encontrou. Manteve a política econômica no ponto em que pegou. As crises econômicas mundiais aparecem em ciclos e os especialistas dizem que há outra em vista. Vai chegar em breve o momento em que vamos precisar de um presidente com perfil executivo, que saiba decidir. E nós não temos. Usando as analogias futebolísticas que agradam a Lula, uma coisa é ser técnico do Santos na década de 60, com aquela equipe de estrelas que se moviam sozinhas; outra é ser técnico do Corinthians hoje

?          O senhor está dizendo que Lula não governa?

!           O presidente Lula não gosta de ser um executivo, reunir equipes, levar relatórios para casa, pegar retornos técnicos e, com base nisso, tomar decisões. Nesse sentido, ele não preside. O presidente gosta do poder, é encantado pelo cerimonial do Palácio e por tudo o que é externo ao ato de governar. Gosta de fazer discursos com temáticas pessoais, autobiográficas. Gosta do mundo palaciano em que presidentes jamais são vaiados e exerce uma “Presidência do Espetáculo” que até lembra o Absolutismo, em que tudo é revelado. Até no site da Presidência aparece sua história de sacrifícios. Mas Lula precisa se encantar também com o terceiro andar do Planalto, com a mesa de onde precisa administrar o País. Nenhum governante sobreviveu à história apenas com sua cota de carisma. Getúlio Vargas era um administrador dedicado. Criou grupos de trabalho, entendia seu governo. Em seus diários, essa rotina fica clara. Há anotações com lembretes para ler relatórios e livros que poderiam ajudá-lo a governar. Não à toa Lula se cerca de colaboradores com atribuições de primeiros-ministros, como José Dirceu, no primeiro governo, e Dilma Rousseff, agora. Presidentes que não fugiram de decisões não se cercaram de gente forte assim. A dificuldade para decidir, em um presidente, não é só curiosidade. O País precisa de administradores reais.  

Marco Antonio Villa é historiador e professor do Departamento de Ciências Sociais da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos). Possui mestrado em Sociologia e doutorado em História Social pela USP. Tem 50 anos e é autor de 16 livros, entre eles Jango, um Perfil (1945-1964) e Vida e Morte no Sertão.  

Deu no g1.com.br

STF abre ação contra Genoino, Delúbio e Valério por mensalão Mais oito investigados viram réus por ligação com o escândalo.   (link para g1.com.br)

O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu nesta quarta-feira (18) a primeira ação penal no tribunal relacionada ao esquema do mensalão. Entre os 11 réus que respondem ao processo estão o ex-presidente do PT, deputado José Genoino (PT-SP), o empresário Marcos Valério, suspeito de ser o operador do esquema, e Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT. Os outros oito acusados são diretores do banco BMG e da SMPB, a agência de publicidade de Marcos Valério. 

O escândalo do mensalão surgiu em junho de 2005 após denúncia do deputado cassado Roberto Jefferson, atual presidente do PTB. Segundo ele, parlamentares receberiam dinheiro para votar projetos favoráveis ao governo. 

 Outro lado

O deputado José Genoino (PT-SP) negou ao G1 envolvimento com o esquema do mensalão e disse que os empréstimos tomados pelo partido no Banco Rural são legais. 

“Estão registrados na prestação de contas do PT e no TSE”, disse. Segundo ele, o dinheiro foi usado para despesas do partido, como conferências e viagens, em fevereiro e março de 2003. 

Advogado de Marcos Valério, Marcelo Leonardo, afirmou que o episódio "é antigo". "Os fatos narrados nesse procedimento já constam da denúncia do procurador geral no inquérito 2245, que é chamado de inquérito do mensalão. A única novidade, em relação à denúncia anterior, foi a inclusão de diretores do BMG", declarou. 
O G1 entrou em contato com o escritório do advogado de Delúbio Soares, Arnaldo Malheiros, e aguarda resposta.  

 O processo

O processo é baseado no inquérito 2461, cujo conteúdo está sob segredo de Justiça e que está sendo reautuado como ação penal, de acordo com o STF. 

A investigação teve início na Justiça de Minas Gerais, que aceitou a denúncia e determinou a abertura da ação penal. 

Instaurado na primeira instância, o processo foi remetido ao STF porque Genoino foi eleito deputado federal no ano passado e, por isso, ganhou foro privilegiado.

De acordo com a assessoria de imprensa do STF, o ministro Joaquim Barbosa, do Supremo, analisa até o fim deste semestre o principal inquérito do mensalão, o de número 2245, que decidirá se 40 denunciados pelo Ministério Público Federal deverão responder a uma ação penal.

Um outro inquérito sobre o caso mensalão está em andamento no STF, o de número 2280.

Pois é. Será que amanhã vai dar praia? Será que vou ver todos lá?

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Deu no g1.com.br hoje, 18 de abril de 2007

Comissão aprova pena maior para lavagem de dinheiro (link para g1.com.br)

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (18) cinco das 17 propostas do chamado "pacote antiviolência". São projetos que tratam de sigilos de dados, sistemas de investigação, pena alternativa, lavagem de dinheiro e mão-de-obra prisional.

A redução da maioridade penal não entrou em discussão e a apreciação do tema ficou para semana que vem. Além de aprovar cinco propostas, a CCJ rejeitou o projeto que permitiria a descentralização da legislação penal em alguns casos, o que poderia abrir caminho para leis estaduais no combate ao crime. A proposta é do senador Gerson Camata (PMDB-ES).

Um dos projetos aprovados foi o maior rigor ao combate à lavagem de dinheiro. A proposta diz, por exemplo, que um preso acusado por esse crime poderá ter liberdade provisória mediante pagamento de uma fiança proporcional ao dinheiro que teria sido usado de forma ilícita (ou "lavado" na linguagem policial). A nova lei também eleva de 10 para 18 anos o tempo máximo de reclusão para esse crime. A proposta agora segue para o plenário do Senado e, depois, para a Câmara. 

 Outra proposta aprovada, de autoria do senador Demóstenes Torres (PFL-GO), trata de informações sigilosas dos alvos de investigação. Segundo o projeto, não são considerados como dados sigilosos informações cadastrais, como nome, endereço residencial, comercial, estado civil, número do registro de identidade e cadastro da pessoa física, além da relação de instituições financeiras em que um investigado tem conta, depósito ou alguma aplicação financeira. A proposta agora segue para o plenário do Senado e, depois, precisa ainda ser apreciada pela Câmara. 

A CCJ também aprovou projeto do senador Marconi Perillo (PSDB-GO), que diz que o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) poderá financiar projetos ligados a sistemas de investigação, entre eles o reconhecimento de suspeitos por sistema eletrônico de identificação das digitais. A proposta não precisa passar pelo plenário e seguirá direto para a Câmara. 

Os senadores aprovaram ainda projeto que diz respeito a penas alternativas. O texto é do senador Aluízio Mercadante (PT-SP) e inclui o recolhimento domiciliar entre essas penas, permite que o juiz troque a punição de prisão pelo compromisso de freqüência em curso escolar ou profissionalizante em caso de condenações inferiores a seis meses - pena dada a quem falsifica documentos oficiais ou tenta fazer pagamento com nota falsa, por exemplo. Por ter sido considerada terminativa, a matéria seguirá direto para a Câmara. 

Outro projeto, esse do senador Gilvam Borges (PMDB-AP), concede incentivos fiscais a empresas que, em convênio público com as administrações penitenciárias, empregarem presos ou ajudarem na formação de mão-obra deles, com um limite máximo de 30% do número de trabalhadores sob esse regime. A proposta agora vai para a CAE do próprio Senado. De lá, pode ir para a Câmara - se for considerada terminativa - ou para o plenário do próprio Senado - se não for considerada terminativa.

Acabo de receber um e-mail de S. Paulo: o deputado Paulo Maluf teria declarado sua inteira concordância com o projeto de lei. Jader Barbalho, Nicolau e Valério também teriam aplaudido. 

Não entendi bem o incentivo fiscal proposto pelo senador Gilvan.  Uma empresa como a Gamecorp, por exemplo, ou a emissora RBA de TV do Jader Barbalho, como se enquadraria para merecer o incentivo?

(Pelo espírito de Ubaldo, o paranóico, incorporado em) Gil, 18 de abril de 2007 

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É o máximo, mas estava em No Mínimo (Google)

Chocante          

Tutty Vasquez

Pesquisa Sensus/CNT revela que 1,1% dos brasileiros, quase 2 milhões de pessoas, confiam nos políticos. Que gente é essa? Ô, raça!

Não atesto a veracidade desta noticia: só conheço o Bufallo Bill e a Velhinha de Taubaté, falecida. Não acredito em dois milhões.  Gil, sexta-feira 13 de abril de 2007

“Por favor, me expliquem”

Danuza Leão

Franklin Martins não deixava de dizer o que pensava sobre o governo, esse mesmo do qual agora é empregado.  

EU ENTENDO de algumas coisas, mas de outras confesso minha total ignorância. Do assunto Franklin Martins, por exemplo. Só para começar, o que faz uma pessoa que ganha - e sem nem fazer muito esforço - entre R$ 50 mil e R$ 100 mil por mês, se demitir para aceitar um cargo onde vai passar a ganhar R$ 8.000. Estranho, não?  

É bem verdade que nesse novo cargo ele vai ser, no lugar de jornalista, ministro, e colado ao poder. Será então vaidade? Ambição?  

Mas ainda tem mais; a pessoa em questão, Franklin Martins, era dos melhores comentaristas políticos da TV, um homem corajoso, que não deixava de dizer o que pensava em relação ao governo -esse mesmo governo de que agora é empregado.  

Quem acompanhou os duros tempos da ditadura sabe que quem escreveu a famosa carta aos militares, exigindo a libertação de 15 companheiros em troca da vida do embaixador americano, Charles Elbrick, foi Franklin Martins. Bela carta, aliás. Não passa pela cabeça de ninguém que uma pessoa com aqueles ideais aceite ser porta-voz do governo do presidente Lula, a quem ele nunca poupou. Bela jogada do presidente, aliás. Mas tem mais: além de porta-voz, é ele quem vai cuidar de toda a publicidade do governo. Isso significa que se algum jornal disser alguma coisa que ele ache que não caiu bem, ele tem o poder de cortar a publicidade dos órgãos oficiais -Banco do Brasil, Caixa Econômica, e por aí vai. Não só o poder como o dever, penso eu. Não vamos também nos esquecer de que um dos 15 libertados no episódio do seqüestro do embaixador foi o ex-deputado cassado José Dirceu, que não cansa de mexer seus pauzinhos para ser anistiado, e agora já está metido até em negócios com o etanol.

 Eu queria que alguém me explicasse se está certo Franklin Martins aceitar esse emprego. Com isso ele joga no lixo sua biografia, o que talvez para ele não tenha a menor importância. Mas para muita gente tem.

Eu, uma modesta cidadã, não vou acreditar mais em uma só palavra do que ele disser, e vou ficar de olho nessa história da publicidade oficial, que vai estar nas mãos dele.  

Até agora não ouvi nem li ninguém falar sobre o assunto, dizer se ele fez bem ou mal em assumir o tal cargo, se ele não deveria ter recusado.

Em outros tempos - até umas duas semanas atrás - eu ficaria orgulhosa de ser apresentada a esse homem que teve coragem para tanta coisa.

Hoje, mais não. Será que é o passar dos anos que faz com que as pessoas mudem? Ou eu estou completamente errada e ele tinha todo o direito de aceitar ser porta-voz do governo Lula?

Preciso que alguém me esclareça, alguém em quem eu acredite, alguém que seja correto, honesto, que não tenha mudado com o tempo. Que tenha conhecido Franklin Martins profundamente, e que possa me explicar o que se passou com ele, se é normal que as pessoas mudem, até para que eu entenda que a vida é assim mesmo, e me conforme com isso, ou se continuo com minhas opiniões, mesmo sozinha, mesmo que talvez errada.

E a única pessoa que gostaria que me falasse sobre isso, e na qual eu acreditaria, chama-se Fernando Gabeira. Eles foram companheiros, Gabeira deve entender.  

Diga alguma coisa a respeito, Gabeira; diga tudo que você acha, Gabeira, porque estou precisando de sua opinião.  Aliás, só da sua.

Danuza, sou teu fã de carteirinha. Deixa eu assinar esse texto contigo, deixa?

Mesmo que não deixe, eu assino em baixo, que não sou advogado. Se fosse, subscreveria...

Gil, 13/04/07

Deu no g1.globo.br

12/04/2007 - 17h41 - Atualizado em 12/04/2007 - 19h13

Câmara recua sobre aumento de 82% a Lula

Presidente sinalizou que não quer aumento proposto pela Mesa da Câmara.
Chinaglia afirma que reajuste de Lula terá mesmo índice dos parlamentares, de 26,49%.

Depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou que não quer aumento 82% para o seu salário e o dos ministros de estado, o presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), afirmou que deverá ser aplicado aos vencimentos do presidente o mesmo índice de 26,49% que reajustará os dos parlamentares.

Nesta quarta (11), a Mesa da Câmara decidiu propor para o salário do presidente da República um reajuste maior do que o dos deputados e senadores, com o objetivo de equipará-lo ao que está sendo proposto para os parlamentares.

Pela proposta, o salário de Lula -que é de R$ 8.885,45- passaria para R$ 16.250,42, um aumento de 82,8%. Já pelo índice de 26,49%, o mesmo que pode ser aplicado ao salário dos parlamentares, a remuneração do presidente iria para R$ 11.239,00. Os parlamentares recebem hoje R$ 12.847,00.

"Quando fizemos a avaliação, minha opinião era de que seria razoável o presidente, o vice-presidente e os ministros ganharem igual aos deputados e senadores. Evidentemente, o índice que o presidente anunciou será aplicado", disse Chinaglia.

 Prioridade

Lula sinalizou que rejeitaria a proposta de aumento de 82% da Mesa da Câmara nesta quinta-feira, por intermédio do porta-voz da Presidência, Marcelo Baumbach.

 “No caso do eventual aumento do seu salário, o presidente considera que o caminho mais correto é o da reposição salarial”, disse Baumbach, sem especificar se esta reposição significa a inflação, medida pelo IPCA, acumulada de fevereiro de 2003 a fevereiro deste ano, como proposta pelos parlamentares.

O porta-voz disse ainda que o reajuste não é prioridade do presidente Lula. "O presidente julga que o aumento do salário é da alçada do Congresso”, afirmou.

Cabe ao Congresso fixar os salários do presidente da República, do vice, dos ministros de Estado e dos próprios parlamentares. O índice de 26,49% se refere à inflação dos quatro últimos quatro anos medida pelo IPCA.

Viu? O homem só quer a reposição salarial. Suponho que será a mesma reposição salarial de todos os funcionários públicos, já que ele é um funcionário público. Depois de tão nobre atitude, vocês verão deputados e senadores aderindo, e nunca mais irão querer aumentos diferentes dos outros servidores públicos. Inclusive aposentados. O BRASIL TEM CONSERTO !!!! 

Gil, 12 de abril de 2007, às 22h47'

 

Retiro o elogio acima. Acabo de receber a noticia de que a "reposição" do resto é com o resto do que sobrar das cuecas, verbas de promoção pessoal, gasolina de carros de deputados, etc.  Algo em torno de 4% (quatro por cento) .  É, você leu certo.  QUATRO POR CENTO! Um pouco menos que os 26,49% do funcionário número um e dos 82% que estavam em discussão para o ilustre ilustre. E a dos aposentados será menor. Tem conserto não. A esperança durou quase quatorze dias.

Gil, 26 de abril do ano de 2007  

Extrato do artigo original de Francisco Alves Filho, na ISTO É ON LINE, 11/04/2007)

BEBIDAS    (Efeito limão) 

(Os nomes dos produtos foram alterados para  evitar efeitos subliminares que poderiam induzir alguém a experimentar produtos nocivos à saúde)

P* e K*K*adicionam limão para conquistar consumidores e pagar menos impostos

O que ninguém sabe é que, por trás do limão, existe uma estratégia tributária  saborosa – para as empresas. Cada vez que adicionam uma única gota de limão num refrigerante, elas pagam apenas 50% do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Elas se valem de um incentivo criado em 1980, que reduz o imposto pela metade com a adição de suco de frutas e sementes ou extrato de guaraná nos refrigerantes.

No caso da água com gás e limão, nem imposto federal elas acabam pagando. Os técnicos da Receita Federal quebram a cabeça para definir em que categoria de tributação vão enquadrá-los. “Nesse momento, esses lançamentos nem podem ser considerados refrigerantes nem são água mineral”.  Uma nova classificação tributária que enquadre os novos produtos deve demorar ainda pelo menos quatro anos para ficar pronta. 

Como não? Ao contrário, eles têm de ser enquadrados em alguma categoria. Se fosse para penalizar o contribuinte comum, já estariam considerados na que pagasse MAIS impostos. Da mesma forma (mas sem qualquer hesitação) que foi tomada uma decisão no caso relatado abaixo.

A última ousadia vem sob a marca de cerveja X*, que acaba de ganhar a sua versão lemon. A X* Lemon tem menor nível alcoólico que o comum, mais limão e açúcar. Desta vez, porém, a adição do limão não sensibilizou a Receita. “Ela acabou classificada como cerveja mesmo.”

Temos de dar a mão à palmatória. Formalmente não há desonestidade.

O que percebo é excesso de exxxperteza. Será que uma decisão emanada por um Juiz do STJ ou STF não poderia provocar uma ação imediata? Parece-me haver má fé na interpretação do incentivo.

 

(Em novilíngua, exxxperteza é a esperteza no limite da obscenidade...)

Gil, 12/04/2007

Deu no G1.com.br

11/04/2007 - 16h32 - Atualizado em 11/04/2007 - 17h02

Câmara quer elevar salário de Lula em 82%

Proposta da Câmara prevê salário de R$ 16,25 mil para parlamentares.
Chinaglia quer equiparação do salário de Lula ao dos deputados.

Em reunião de três horas de duração, os sete integrantes da Mesa Diretora da Câmara decidiram elaborar projeto de reajuste dos salários dos parlamentares -dos atuais R$ 12,8 mil para R$ 16,25 mil- o que corresponde à reposição da inflação dos últimos quatro anos.

Também ficou acertado, na reunião, que o presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), vai conversar com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para tratar do reajuste dos vencimentos dos parlamentares e também do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dos ministros de Estado.  

"Achamos mais do que razoável o presidente Lula ganhar igual a deputados e senadores", disse Chinaglia, informando que vai contactar também o Executivo sobre a proposta de aumento.  

Com isso, o presidente Lula pode ter um aumento de 82,8% em seu salário, que é de R$ 8.885,48 e passaria para R$ 16.250,42, que é o valor proposta para os salários dos parlamentares. 

Há cerca de 20 dias, a Comissão de Finanças e Tributação, na Câmara, aprovou uma proposta de reajuste para os salários do presidente Lula e dos ministros que previa apenas a reposição da inflação, o que os elevaria para R$ 11.239,00.

Por seis a um, os integrantes da Mesa decidiram que não haverá reajuste da verba de gabinete dos deputados. O deputado Ciro Nogueira (PP-PI), segundo-secretário da Mesa, havia proposto, há cerca de 15 dias, que a verba de gabinete dos deputados, hoje em R$ 50,8 mil mensais, fosse reajustada para R$ 65,1 mil mensais.

Transforme a verba para gasolina em km rodados com gasolina especial, e depois em tempo de viagem, à média de 80 km. por hora. Calcule a quantidade de tempo que os nobres parlamentares terão de viajar só para justificar a verba para a gasolina. Precisam ser remunerados também por isso. O que ganham é muito pouco. Deverão reivindicar horas extra. 

"O assunto foi encerrado, o aumento da verba foi derrotado", relatou Ciro Nogueira, único a votar a favor desse reajuste. Chinaglia disse, após a reunião, que "não haverá alteração em nenhuma das verbas, nem na de gabinete nem na indenizatória".

Conforme v. já deve ter percebido, esse é um assunto em que o povo não pode vencer. Quando o assunto é esquecido, nova proposta de aumento é feita. E acima de uma inflação que dizem não existir. 

Já que a inflação só afeta o presidente, os deputados e os senadores, o funcionário público nada tem a reclamar. Muito menos os aposentados. Ainda bem que esses vagabundos sobrevivem pouco, e liberam espaço para os "bons companheiros".

O "detalhe sórdido" é que o aumento gerará "aumento em cascata" para os níveis próximos. Ao chegar (se chegar) ao trabalhador, a cascata já se transformou em pequenos pingos de neblina. 

Gil, 11/04/2007

Deu no g1.com.br 

Impunidade                                                   

STF ainda não tem data para julgar mensalão Um ano após denúncia da Procuradoria-Geral da República contra 40 pessoas, investigações do mensalão continuam na fase de inquérito. (link)

Um ano depois que a Procuradoria-Geral da República denunciou à Justiça o esquema do mensalão, supostamente comandado pelo PT, não há nem sinal de abertura de processo criminal contra os 40 acusados - entre eles o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, apontado como “chefe" das ações delituosas. 

O Supremo Tribunal Federal (STF) ainda não incluiu na pauta o julgamento da denúncia que Antonio Fernando de Souza, procurador-geral, entregou em 11 de abril de 2006. O mensalão continua apenas como o 2245, número do inquérito.                               POR QUE A DEMORA ?

O caso teve início conturbado na Corte, que, inicialmente, avaliou pedido de desmembramento dos autos. A proposta, que o STF rejeitou, era mandar para a primeira instância a parte relativa aos que não têm foro privilegiado. 

A medida poderia acelerar a ação porque reduziria à metade o rol de acusados perante o STF. A decisão pela abertura ou não de processo penal contra os mensaleiros será tomada pelo Pleno do STF, que reúne os 11 ministros. Eles decidirão se recebem ou se rejeitam a acusação formal do chefe do Ministério Público Federal. 

Se a denúncia for acatada, será aberto enfim processo penal. Alguns ministros manifestaram publicamente sua preocupação com relação à prescrição, temendo que vença o prazo dentro do qual a Justiça pode punir culpados.

Além de Dirceu são citados Duda Mendonça, publicitário responsável pela campanha presidencial de Lula em 2002, treze deputados e ex-deputados, o ex-ministro Luiz Gushiken, o empresário Marcos Valério, suposto operador do mensalão e do caixa 2 do PT, e três ex-dirigentes do partido: o deputado e ex-presidente do partido José Genoino, o ex-tesoureiro Delúbio Soares e o ex-secretário-geral Silvio Pereira. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

Devo comentar? Preciso comentar? O cheiro de podre está se alastrando.

Um processo criminal poderia até limpar o nome de algum eventual inocente, se houvesse.

Não sei por que os que se dizem puros de coração não exigem a abertura do processo...

E por que ninguém assumiu ou foi acusado de ser o chefe da quadrilha? Haveria mais alguém?

Você acredita em quadrilha desse tamanho, sem chefe? E quem seria o chefe?  Quem?

GCPA, 11/04/2007

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O órgão mais sensível no corpo do homem

Deu no Jornal da Globo

Do Jabor: 

Chega de criticar o governo pelo apagão aéreo, gente! 

Vamos tentar entender porque ninguém fez nada nesses últimos seis meses. Temos de entender a cabeça do petista típico, do esquerdista no poder: eles gastaram seis meses para reeleger o sindicalista-chefe e montar um ministério - porque os bolchevo-lulistas gostam de reunir, para fingir consenso. Mas na hora H, como dizia Lenin, ninguém sabe o que fazer.

       Os comuno-sindicalistas odeiam administrar. Veja bem: o sujeito é treinado a nível revolucionário, para uma tomada heróica do poder, com bandeiras, foices e martelos. O cara odeia o capitalismo diabólico; o elemento quer se vingar dos empresários que o despediram - aí vira comuna, e se acha melhor que os burgueses alienados, que somos nós.

       Ele se acha "a favor do povo'', e aí não precisa estudar, pensar em detalhes chatos como administração, planejamento ou competência técnica. Como é que eles vão dirigir um banco, se eles foram treinados para destruir bancos? Como?

       Tenhamos carinho pelos bolchvevo-lulistas, os doces stalinistas brasileiros. Eles não têm tempo nem saco pra cuidar de coisas pequenas como Controle Aéreo. Eles são melhores que nós, os medíocres, que moramos no presente. Eles só pensam no futuro! 

      Temos de entender os bolchevistas neo-pelegos: eles só lutam pelo o paraíso comunista - que hoje são os 240 mil cargos no céu de Brasília.

texto Arnaldo Jabor

Outras do Arnaldo:

Bobalhão

Carta ao Juiz

Chega de criticar

O que foi que nos aconteceu?

Contribuição do Malafa Goldangra

Deu no G1.com.br

09/04/2007 - 09h38

Recursos do FAT devem refinanciar a dívida agrícola

Edição da medida provisória depende apenas de um aval do ministro do Trabalho.
Recursos para apoio ao refinanciamento deverão ser de R$ 2,2 bilhões.

O governo federal deve editar nesta segunda-feira (9) uma medida provisória (MP) criando o Fundo de Recebíveis* do Agronegócio (FRA), instrumento para garantir o refinanciamento da dívida entre produtores rurais e o setor privado desde a safra 2004/2005. É uma dívida calculada em R$ 4 bilhões. Os recursos destinados pelo governo para o apoio ao refinanciamento deverão ser de R$ 2,2 bilhões e sua origem promete causar polêmica: a idéia é buscar o dinheiro no Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).                              (não deveria ser "receptíveis"? Desculpem minha ignorância...)

Com o uso do dinheiro do FAT, o governo fará uma operação inédita, porque não há registro de uso das verbas do fundo para o socorro da área agrícola. O fundo, vinculado ao Ministério do Trabalho, foi criado para custear os programas do Seguro-Desemprego, do Abono Salarial e também para financiar programas de desenvolvimento econômico. Por isso mesmo, costuma ser muito vigiado pelas centrais sindicais, que temem que o dinheiro não retorne e os trabalhadores fiquem no prejuízo. O governo também estudou buscar os recursos nos depósitos à vista ou na poupança do Banco do Brasil.

O presidente da Subcomissão de Política Agrícola e Endividamento da Câmara dos Deputados, Luiz Carlos Heinze (PP-RS), confirma que os recursos para a renegociação das dívidas agrícolas devem mesmo vir do FAT. Segundo ele, a edição da medida provisória depende apenas de um aval do ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT). E só não foi publicada ainda no Diário Oficial da União em virtude da troca de nomes promovida na reforma ministerial.

“A MP está na mesa do ministro do Trabalho, já que os recursos do FAT é que garantirão a renegociação”, explicou Heinze. O deputado garantiu que os ministros da Agricultura, Reinhold Stephanes, da Casa Civil, Dilma Rousseff, e da Fazenda, Guido Mantega, já teriam ratificado a operação por meio da MP.

Reproduzi apenas a notícia. Recuso-me a comentar. Deduzam vocês as implicações. GCPA

VOCÊ É O QUE NINGUÉM VÊ

Martha Medeiros

"...Você é os brinquedos que brincou,é os nervos a flor da pele, os segredos que guardou, você é sua praia preferida, aquele amor atordoado que viveu, a conversa séria que teve um dia com seu pai, você é o que você lembra...

Você é a saudade que sente da sua mãe, a infância que recorda , a dor de não ter dado certo, de não ter falado na hora, você é aquilo que foi amputado
no passado, a emoção de um trecho de livro, a cena de rua que lhe arrancou lágrimas, você é o que você chora...

Você é o abraço inesperado, a força dada para o amigo que precisa, você é o pêlo do braço que eriça, a sensibilidade que grita, o carinho que permuta, você é a palavras dita para ajudar, os gritos destrancados da garganta, os pedaços que junta, você é o orgasmo, a gargalhada, o beijo, você é o que você desnuda...

Você é a raiva de não ter alcançado, a impotência de não conseguir mudar,  o desapontamento com o governo, o ódio que tudo isso dá, você é aquele que rema, que cansado não desiste, você é a indignação com o lixo jogado do carro, a ardência da revolta, você é o que você queima...

Você é aquilo que reivindica, o que consegue gerar através da sua verdade e da sua luta, você é os direitos que tem, os deveres que se obriga, você é a estrada por onde corre atrás, serpenteia, atalha, busca,você é o que você pleiteia...

Você não é só o que come e o que veste. Você é o que você requer,recruta, rabisca, traga, goza e lê.
Você é o que ninguém vê..."

Deu na Folha Online

09/04/2007 - 08h53                                                                                                                           

Em aniversário da tomada de Bagdá, Iraque faz protestos anti-EUA.

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AMAZÔNIA À VENDA

O Iraque relembra, nesta segunda-feira, o quarto aniversário da tomada de Bagdá pelas forças da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos em 2003, em meio a grandes protestos contra a ocupação americana no país árabe. Na cidade sagrada de Najaf, no sul, milhares de iraquianos atenderam a um chamado do clérigo radical xiita Moqtada al Sadr para protestar hoje.

"Não à ocupação, não à América", gritavam os milhares de manifestantes, a maioria homens e meninos com bandeiras iraquianas. Em Bagdá, todos os veículos civis foram banidos das ruas da cidade por 24 horas a partir das 5h desta segunda-feira (22h de Brasília) para prevenir ataques.

Al Sadr, um dos personagens mais influentes na política iraquiana, culpa a invasão americana pela violência que não dá tréguas no Iraque. Ele emitiu um comunicado neste domingo pedindo aos iraquianos que protestassem contra a presença das tropas dos EUA no país.

Testemunhas relataram ontem que a polícia tentou impedir os xiitas de chegarem até Najaf para atender ao apelo do clérigo, mas hoje a cidade amanheceu tomada pelos manifestantes. Iraquianos queimaram bandeiras americanas e pintaram os slogans "que a América caia" e "Bush é um cão"* no chão.    

* Espero que as Associações de Proteção aos Animais protestem. O cão é o melhor amigo do homem.

Milhares de xiitas marcharam a partir da região vizinha Kufa, enquanto outros congestionaram as estradas vindo em carros e ônibus de Bagdá e outras cidades xiitas no sul.

Moqtada

O poderoso líder xiita liderou duas revoltas contra forças americanas em 2004, mas desde então se voltou para a política. Seu movimento político detém um quarto das cadeiras da dominante Aliança Xiita, do premiê Nouri al Maliki. Acredita-se que Al Sadr esteja atualmente refugiado no Irã. Seus assistentes negam e afirmam que ele continua no Iraque.

O presidente dos EUA, George W. Bush vem insistindo que as tropas americanas não sairão do Iraque até que os iraquianos possam tomar a responsabilidade pela segurança do país. Ele repetidamente rejeitou fixar um cronograma para a retirada das tropas, desencadeando grandes confrontos com o Congresso dos EUA, dominado pela oposição democrata.

A milícia xiita leal a Al Sadr, o Exército de Mahdi, enfrentou grandes confrontos com forças americanas e iraquianas nos últimos dias na cidade de Diwaniyah, no sul. Ontem, o clérigo pediu o fim dos conflitos. Segundo soldados americanos, os combates arrefeceram depois disso.

Aniversário

Quatro anos atrás, o mundo assistiu iraquianos e soldados americanos derrubarem uma estátua do ditador Saddam Hussein na praça Firdous, no centro de Bagdá. O dia ficou marcado como a data oficial da queda do regime de Saddam.

Em 2003, as forças da coalizão internacional encontraram pouca resistência na tomada de Bagdá. À época, o saldo de mortos era de 96 americanos, 30 britânicos e um número não especificado de iraquianos (que deve chegar aos milhares). 

(É verdade. Países trouxas ainda mandam seus filhos morrer para que ianques tenham lucro com o petróleo e com a venda de armas)

Hoje, os números subiram para mais de 3.270 americanos, 140 britânicos, 124 soldados da coalizão internacional de outras nacionalidades e dezenas de milhares de iraquianos.

(Quantos mais precisarão morrer para que esses idiotas percebam que quem lucra são os fabricantes de armas?)

Ontem, a violência elevou ainda mais a taxa de mortos. O Exército dos EUA informou que quatro soldados americanos morreram em ataques ao sul de Bagdá neste domingo, enquanto dois outros soldados morreram devido aos ferimentos que receberam durante operações no norte da capital.

Para a população civil, o saldo foi ainda pior. Ao menos 17 pessoas morreram e 24 ficaram feridas em uma explosão em Mahmudiya, que foi o último da série de ataques fora da capital iraquiana desde que o novo plano de segurança americano aumentou a presença do Exército em Bagdá.

O prefeito de Mahmudiya, Muaid al Amiri, afirmou que a explosão ocorreu quando um carro-bomba que tinha como alvo fábricas da região foi detonado. Um prédio de três andares próximo ao local da explosão ficou completamente destruído, além de muitas lojas e veículos estacionados ao redor.

Relatos separados afirmaram que a explosão ocorreu após a queda de mísseis Katiusha em fábricas da cidade. Ao todo, mais de 20 pessoas em episódio de violência por todo o país.

Apenas para despertar a curiosidade: Você sabe o nome do maior acionista pessoal da industria de armas americana?  (Gil)

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Hai-Kai:

O maestro sabe mas não ouve. O homem comum e o pianista não sabem, o violinista apenas intui. Mas o cão percebe sinfonias inteiras entre duas notas.

ASSALTO DISCRETO, ASSASSINATO ÀS CLARAS                        

Pode ter passado despercebido ao funcionário público. Eu só percebi ao ser atropelado pela nova lei. 

Em primeiro de janeiro de 2004 o governo deste país modificou as aposentadorias integrais, tanto as devidas ao trabalhador que cumpriu todo o seu tempo quanto aos que contraíram aquelas doenças graves que o tornaram invalido. 

O cálculo dos novos proventos de aposentadoria é feito sobre a MÉDIA de CENTO E OITENTA MESES (QUINZE ANOS), sem levar em conta a inflação. Incluindo os cargos menores que ele teve, com salários menores. E o aposentado deixa de receber os auxílios alimentação, GAE, GED, etc., com os quais seu salário era completado.  Mesmo deixando, no caso dos aposentados "pé na cova" (insuficientes cardíacos, renais, com aids, etc.), de pagar INSS e Imposto de Renda, a perda no poder aquisitivo pode ser da ordem de 30 por cento do salário. 

Quando a lei que protegia os aposentados por invalidez por doença grave foi criada, tinha a finalidade de compensar o aumento das despesas com medicamentos, permitindo maior sobrevida ao aposentado. Ao reduzir seus proventos líquidos, é clara a intenção expressa de matá-lo, para que as despesas se extingam. 

Isto tem cor, gosto e cheiro de GENOCÍDIO. Mais discreto que os praticados em Nagasaki, Viet-Nam ou Iraque, porque não atingem simultaneamente à todos, só aos idosos. 

MATEM OS VELHOS PARA REDUZIR DESPESAS! Sobrarão mais dólares para os juros da dívida, para as cuecas, para os mensalões e mesadões, para a compra de apoio político!

Ao passar o tempo, atingirá também a você, se tiver a falta de sorte de sobreviver até chegar a aposentadoria.

                Gil Carvalho Paulo de Almeida

"Não basta que a mulher de César seja honesta. É preciso também que pareça honesta e que não pairem dúvidas sobre a honestidade da mulher de César". (Julius Cesar, citado por Suetônio)

Não sei por que esta frase tem me martelado continuamente, já me incomodava antes da CPI dos correios, do mensalão, dos Delúbios e Severinos e Matisses e Dirceus e milhões e bilhões de reais e dólares lavadinhos e limpinhos transportados em malas e cuecas e aviões. 

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Do jornal "O Globo", de 5 de abril de 2007 - manchete da página 4.

O "rato" e o "hamster" trocam elogios.

 

O que é a política: Seis meses atrás, tratavam-se por "hamster do nordeste" e "rato gordo e etílico, ladrão do dinheiro público". Paz e amor. A única diferença entre as gravatas é a inclinação das listas. Os nós são iguais. Talvez a união tenha se originado da conclusão de que ambos tinham razão. 

Deu no site do PT

O site do PT pede aos eleitores de Lula que repassem todas as mensagens ofensivas para o site www.lulapresidente.org.br  e para o e-mail [email protected]. ...

Ponham vossas barbas de molho, ó vós que protestais. Provavelmente colocarão centenas de equipes de advogados para processar milhares de desiludidos. Mas só os que ainda não perderam todo o patrimônio. Convenhamos, processar famintos, desempregados, sem teto, sem terra não dá lucro. E os banqueiros, os mensaleiros, os que ganharam concessões de TV e rádio, não mandam mensagens ofensivas sobre a galinha dos ovos de ouro. É POR ISSO QUE NESTE SITE NÃO PERMITIMOS QUE SE OFENDA NENHUMA PESSOA HONESTA. 

Na primeira noite
 eles se aproximam
 e colhem uma flor
 de nosso jardim.
 E não dizemos nada.

 Na segunda noite,
 já não se escondem :
 pisam as flores,
 matam nosso cão,
 e não dizemos nada.

 Até que um dia,
 o mais frágil deles,
 entra sozinho em nossa casa,
 rouba-nos a lua,  e,
 conhecendo nosso medo,
 arranca-nos a voz
da garganta.

Maiakovisky

Influenciado pelo filme "Segredo", que afirma que o mundo se tornará melhor se pensarmos de forma positiva, criei em minha minha mente uma utopia. E como a achei viável, fiz este relatório. 

Um relatório no meu novo mundo.                                                   

Os políticos agora são honestos. Não existem mais países invadindo outros e a violência acabou. Todos andam pelas ruas com um sorriso nos lábios. As crianças já podem ir sem medo para as escolas, as únicas balas perdidas são as doces, que as amargas não mais são fabricadas. Lembra-se da burocracia? Também pertence ao passado. E traficante significa apenas aquele que trafega.

O Rio de Janeiro tornou-se uma cidade limpa. Os poucos donos de cães andam com saquinhos onde recolhem os detritos, e as pessoas só jogam o lixo nos recipientes de lixo, respeitando os recicláveis.

São Paulo conscientizou-se de que o gigantismo é a causa principal de todos os seus problemas e os paulistas mudaram-se para o campo. Ao ajardinar locais de antigos prédios e favelas, acabaram-se as enchentes. E o ar ficou gostoso de respirar. Quem tem pressa vai de bicicleta. As outras grandes cidades também estão se reduzindo.

As pessoas passaram a não desejar mais automóveis, perceberam que andar é mais saudável.  Começaram a planejar suas famílias, ter menos filhos. Tudo isso aconteceu depois que os homens e governos passaram a investir na educação, depois que todos os brasileiros com mais que seis anos já sabiam ler e aprenderam a gostar de ler. Quando a roupa voltou a ser usada apenas para dar conforto e proteger do frio, e os bolsos saíram de moda. Aliás, a moda acabou ao mesmo tempo que o perfume, a maquilagem e as drogas. E os religiosos não mais brigaram, depois que perceberam que todos afirmavam que seu Deus era único, e que portanto era o mesmo, embora chamado por nomes diferentes.

Foi quando a procura e a produção de energia foram relegadas para terceiro plano, porque se percebeu que a riqueza estava em ser e não em ter.  Quando a terra começou a ser  usada apenas para produzir o essencial, a alimentação, o oxigênio, a paisagem. Quando se percebeu que o mineral mais valioso era a água, e ninguém mais a poluiu. Quando até a terra devoluta à margem das estradas passou a ser plantada com árvores frutíferas e cuidadas até por quem não colhia frutas, e quando os pesticidas deixaram de ter utilidade porque se viu que o alimento era suficiente para todos. 

O venenoso asfalto aos poucos foi substituído pelo concreto. As águas drenadas começaram a ser  reaproveitadas, e com isso reduziram-se os desertos. Voltou-se a viajar em barco, em trem. Mas as pessoas viajam menos, porque estão felizes no lugar em que vivem. Como todos os esgotos foram tratados, os peixes voltaram aos rios e à beira das praias. Quando foram abolidas as redes, os peixes se multiplicaram tanto que não houve mais necessidade de colocar iscas nos anzóis. 

Foi após o desaparecimento dos países guerreiros e poluidores, que desabaram quando as indústrias que poluíam deixaram de existir. As primeiras a falir foram as industrias de armamentos. Os traficantes, políticos desonestos, ladrões e assassinos, torturadores e pedófilos, mentirosos e enganadores, profissionais da guerra, já haviam se transformado em adubo. Serviram muito bem para isso. Agora nunca mais alguém dirá que não tiveram utilidade. 

O planeta saiu do aquecimento global, e voltou a ser um paraíso. O homem aprendeu a co-existir com todos os animais, inclusive com o animal homem. E desistiu de se envergonhar de ser animal. Amem. 

03/04/2007 - 10h21                                                                                  DEU NO g1.com.br

Plano americano de seqüestro foi estopim para prisão de britânicos, diz jornal 

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"The Independent" revela que EUA queriam raptar general e diplomatas iranianos. Plano, que fracassou, era seqüestrar os dois no Iraque.

O estopim da crise originada pela detenção de 15 militares britânicos nas águas do Golfo Pérsico no dia 23 teria sido uma tentativa fracassada do governo americano de seqüestrar um general e um diplomata iranianos em visita oficial ao norte do Iraque. A informação foi publicada pelo jornal britânico "The Independent".

Foto: arte

Mapa do Golfo Pérsico onde foram capturados os militares britânicos (Arte: G1)

 

Na madrugada de 11 de janeiro, os Estados Unidos atacaram com helicópteros um escritório de cooperação iraniano que opera na cidade de Arbil, no Curdistão iraquiano, e capturaram cinco funcionários acusados de espionagem, mantidos sob poder dos americanos.

 

No entanto, os Estados Unidos, que não informaram as autoridades curdas sobre o ataque, procuravam dois membros destacados do aparelho de segurança iraniano, segundo o jornal britânico, que inclusive cita nomes. Trata-se de Mohammed Jafari, o poderoso chefe do Conselho de Segurança Iraniano, e o general Minojahar Frouzanda, chefe do serviço de inteligência da Pasdaran (Guarda Revolucionária iraniana), afirmaram ao jornal fontes curdas.

Os dois estavam em visita oficial ao Curdistão e tinham se reunido primeiro com o presidente iraquiano, Talal Talabani, e depois com o chefe do Governo regional do Curdistão, Massoud Barzani, em seu quartel-general em uma montanha.

 

"Queriam capturar Jafari", afirmou ao jornal Fouad Hussein, chefe de gabinete do presidente do Curdistão, que confirmou que o escritório iraniano funciona há muito tempo em Arbil e que muitos curdos vão a ele para obter vistos para o Irã.  "Os americanos achavam que Jafari estaria ali", disse Hussein. Jafari estava acompanhado do general Minojahar Frouzanda, chefe dos serviços de inteligência do Pasdaran, disse ao jornal Sadi Ahmed Pire, atual chefe de gabinete do presidente Talabani em Bagdá. Ahmed Pire vivia anteriormente em Arbil, onde liderava a União Patriótica do Curdistão, partido de Talabani.

Segundo o "Independent", a tentativa americana de seqüestrar os dirigentes iranianos, que tinham se reunido publicamente com os líderes iraquianos, é como se o Irã tivesse tentado seqüestrar os chefes da CIA e do MI6 (serviço secreto britânico) em uma eventual visita ao Paquistão ou Afeganistão. Segundo o jornal, não há dúvidas de que Teerã acredita que Washington pretendia capturar Jafari e Frouzanda. O próprio Jafari confirmou à agência iraniana "Irna" que estava em Arbil quando os Estados Unidos lançaram o ataque.

O ministro de Assuntos Exteriores do Irã, Manouchehr Mottaki, declarou à "Irna" que "o objetivo dos americanos era deter os funcionários da segurança iraniana que tinham ido ao Iraque para desenvolver uma cooperação bilateral sobre o assunto".

 

Dirigentes americanos acusaram os cinco funcionários seqüestrados pelos EUA, dos quais nada se sabe desde então, de "estarem supostamente envolvidos em atividades contra o Iraque e as forças da coalizão". É uma acusação absurda, afirma o jornal, que diz que nenhum membro da coalizão liderada pelos Estados Unidos morreu em Arbil, onde também não há rebeldes sunitas nem milicianos xiitas.

O ataque americano contra o escritório de cooperação iraniano em Arbil aconteceu poucas horas depois de o presidente George W. Bush ter acusado publicamente o Irã de "fornecer apoio logístico para os atentados contra as tropas americanas".  

O próprio Jafari criticou as acusações dos EUA e afirmou que "até agora não houve um só iraniano entre os que cometeram ataques suicidas com bombas" no Iraque.

Fontes dos serviços de segurança no Curdistão iraquiano afirmaram que os Estados Unidos apóiam as guerrilhas curdas no Irã. Washington também apoiaria os dissidentes árabes do Khuzestão, no sul do Irã, que se opõem ao Governo de Teerã. Em 4 de fevereiro, soldados do batalhão 36 do Exército iraquiano, que, segundo se acredita, é controlado pelos americanos, seqüestraram o diplomata iraniano Jalal Sharafi. Em Arbil, o ataque foi realizado diretamente pelos americanos e deu origem a uma "perigosa escalada que levou à captura dos quinze militares britânicos", segundo o jornal.

 

Perguntinhas do chato que assina este site:

 

Escritório de cooperação equivale à Consulado? Se sim, houve invasão de país. Isso é ato de guerra. Existem PROVAS do ato de espionagem?

 

Desde quando espionagem é feita por "Chefe do Serviço de Segurança" e general "Chefe do Serviço de Inteligência"? E em viagem oficial e pública? Nestes cargos não se faz, manda-se fazer. 

 

KUMÉKIÉ? A intenção era atacar com helicópteros dois altos funcionários iranianos que tinham acabado de conversar publicamente com o Presidente do Iraque e com o chefe do governo curdo? 

 

A palavra de George Walker Bush acusando publicamente outro presidente vale alguma coisa? Ainda mais de fornecer apoio logístico, que não pode ser materialmente comprovado, como aquelas armas de destruição em massa no Iraque (que não foram encontradas, mas os ianques ainda estão lá...)

 

O que os ianques fizeram com um país (Afeganistão) que TALVEZ APOIASSE um terrorista que TALVEZ TENHA FEITO atentados dentro de New York? Mas eles podem apoiar guerrilhas...Quem foi mesmo o treinador do Osama?

 

E finalmente, o que estavam os militares ingleses fazendo na região? 

Turismo? Pescando? Procurando vestígios da Atlântida?

 

OBSERVAÇÃO: Em 5/4/2007 os jornais anunciaram o perdão iraniano e a expulsão (devolução) dos quinze oficiais ingleses. Será que oficiais iraquianos em Guantanamo também serão devolvidos? 

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NO WAR - GUERRA NÃO

A recente invasão do IRAQUE por um povo arrogante, liderado por um pirata que deseja tomar o petróleo alheio pela força das armas inspira-me nojo e receio.  Hoje, querem petróleo e sustentar a falsa cotação do dólar - daqui a alguns anos, o bem de valor poderá ser a água ou as florestas produtoras de oxigênio, que povos chamados "civilizados" já conseguiram destruir.    RECUSO-ME A FINANCIAR ASSASSINATO DE IRAQUIANOS.  Portanto, tomei a resolução que comunico ao lado, convidando à todos os que pensam do mesmo modo a participar deste protesto.

 Enquanto durar a criminosa invasão do IRAQUE, não consumirei produtos de origem americana ou inglesa.  Já troquei a Coca-Cola por sucos, cancelei MacDonald e Kibon e MatteLeão e SucoMais, não comprarei veículos Ford, Crysler ou Chevrolet e quaisquer produtos com etiqueta em inglês. Sem violência. Sem passeata. Mas se vocês aderirem, sem lucros que financiam armas.

Gil Carvalho Paulo de Almeida, responsável por este site.

O protesto acima foi feito na madrugada em que os ianques e seus comparsas invadiram o Iraque. Desde então, segui a resolução declarada acima, à direita. E parei de fumar, pois as fábricas de cigarros no Brasil são de capital ianque. Você não precisa escrever para dizer que sou maluco. Tenho consciência disso. Mas essa loucura começa a me fazer bem.    

Que tristeza: A CocaCola comprou MatteLeão e Suco+Mais. Agora paro de tomar até o meu mate.  

E a pergunta que não me quer deixar é a seguinte:

Já que não se encontraram as armas denunciadas pelo BUSH, por que a ONU, o mundo e VOCÊ não estão exigindo que o exército ianque saia do Iraque? E que americanos e ingleses peçam desculpas e INDENIZEM aquele país e as famílias dos assassinados nesse  GENOCÍDIO ?

E já que falei em GENOCÍDIO, haverá algum dia o julgamento pelos genocídios no sul do Líbano, no Afeganistão, no Vietnam, Hiroshima e Nagasaki ?         

      

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