Era uma vez
- Era uma vez...
- Era uma vez ? você não está no primário. – reclamou a professora.
- Ok... ERA UMA VEZ uma menina chamada Godofreda, sua mãe a amava muito e embora seu pai não fosse presente ela sabia que ele a amava. Sua avó sempre falava para o pai de Godofreda, ‘Um dia ela vai crescer e vai ser tarde demais’ mais ele não a escutava. Os anos se passaram e chegou uma época da vida que a menina precisava ter alguém que ela chamasse de pai para defendê-la das coisas da vida, aos poucos ela foi crescendo e fazendo amizades que não devia. Perdeu tudo, sua mãe não confiava mais nela, seus sonhos estavam destruídos, sua mente estava acabada. A única coisa que não perdera foi o poder de acreditar em contos de fada, o poder de acreditar que a única forma de viver é em um mundo mágico, e que depois de tudo que ela passou, ela só teria como se refugiar em um mundo onde só ela conhecia, o mundo que a pouca parte de sua mente deixava ela pensar, ela sonhar e acreditar que um dia tudo ia mudar.
- , sinto dizer, você escreve muito bem para a sua idade, mais você tem que parar de colocar esse era uma vez na frente dos textos você não está mais no primário, tem que crescer, parar de acreditar em contos de fada.
- Professora, você não entende, os contos de fadas existem de verdade, e se comunicam comigo através do era uma vez. – disse a menina com os olhos cheios de lagrimas.
- Não é verdade.
- É SIM !
- Você está muito velha para acreditar nessas coisas, tem que viver no mundo real , saia dessa vida.
- Não vou, não quero, só vou sair dela quando o meu príncipe encantado vim me buscar em seu cavalo branco e me levar para um lugar onde o era uma vez realmente seja feliz.
E nesse momento sentiu seu rosto arder. A professora tinha lhe dado um tapa e ela tentava segurar as lagrimas o maximo possível para que ninguém a visse daquele jeito.
- Está liberada.
- Obrigada professora.
Então ela pegou o seu material e saiu do colégio. Foi para os fundos e lá estavam e seus amigos, parados matando aula.
- Fala . – disse quando viu a menina.
- Ueh mais você não gosta da aula de literatura ? Não é a única aula que vale a pena assistir na sua cabeça – perguntou Dan.
- Era ! – respondeu com raiva.
- Ai ta afim ? – perguntou
- Bora. – Giu
E todos eles subiram, não é preciso ser mais especifico que isso.
- A ÚNICA AULA QUE VOCÊ FREQUENTA A SENHORITA É EXPULSA DELA ? – berrava a mãe de assim que ela chegou em casa.
- E o que você tem com isso. –
- TUDO, EU SOU A SUA MÃE !
- Não parece.
subiu para o seu quarto e trancou a porta. Olhou para a janela esperando ver seu príncipe sair dali não viu, então foi até a janela e subiu por uma escadinha que ela pediu até o telhado, ficou ali sentada olhando o céu imaginando como seria o mundo que ela queria viver até que começou a chover e ela resolveu ir descer, no momento que ela se levantou seu pé escorregou e ela se viu indo para o chão. Porem sentiu alguém segurar ela antes que caísse e a colocando no chão tranqüilamente.
- Teria sido uma queda e tanto – disse a voz de um garoto.
- Sim teria. Obrigada. – levantando e olhando pela primeira vez para o garoto.
- Você se machucou ? – perguntou.
- Não.
- Ah desculpe não me apresentei, me chamo Jonas.
- Prazer, .
- Eu sei..
- Aan ?
- Sua mãe vive falando de você para a minha, somos vizinhos a 3 anos.
- Serio ?
- Sim
- Como eu nunca te vi.
- Uma vez você falou comigo e com os meus irmãos.
- Desculpa, eu não lembro.
- Imaginei, desculpe o termo mais acho que vocês estavam muito altas.
- Vocês ?
- É você e uma amiga sua.
- .
- Acho que é isso.
A chuva estava começando a apertar e resolveu subir para o quarto, se despediu de e foi tomar um banho, ainda sentia o cheiro daquilo em sua roupa.
No dia seguinte chegou na porta do colégio e lá estava seus amigos fazendo o de sempre, sim na porta do colégio. (na: cara não tenho que ser mais especifica que isso, imaginei aqueles bandos de drogados de filmes americanos na porta do colégio só isso). estava conversando com até ver o garoto da noite anterior, eles estudavam na mesma escola ? Então se despediu de seus amigos e foi falar com .
- Oi .
- Oi !
- Porque ta me chamando pelo sobrenome ?
- Porque você quer ser vista falando comigo ?
- Aaan ?
- Quer que os professores pensem que uma das drogadas do colégio está andando com pessoas que não precisam de certas coisas para se divertir e preferem não se matar ?
- Porque..
- Faz o seguinte. Vai viver a sua vida.
E ficou paralisada no corredor, como alguém que tinha tratado ela tão bem na noite anterior estava tão frio com ela. O sinal de inicio das aulas tocou e correu para o banheiro. Enquanto chorava procurava um estilete em sua mochila até que encontrou e pressionou o mesmo em seu pulso até que visse o sangue escorrendo e o puxou cortando assim uma linha da parte inferior de seu pulso. Seu sangue caia no chão se misturando com as lagrimas no momento que ia fazendo outro corte em seu pulso escutou alguém bater na porta da cabine que estava.
- Ta tudo bem ai ? – perguntava uma garota.
- Ta sim – dizia enquanto enxugava as lagrimas e limpava o sangue de seu pulso.
saiu da cabine a menina estava olhando para ela com um ar de preocupada, aquela garota estava na sua turma de literatura, mais ela não sabia o seu nome. Até que reparou que a menina olhava seu pulso cortado que continuava a sangrar.
- Sei que não fala comigo, mais porque fez isso ? – perguntou a menina
- Não sei..
- Vem vamos sair daqui.
E a garota foi puxando até a quadra do colégio que estava vazia
- Eu sou ! Mais porque você está assim ? – disse a garota
- .
- Se quiser não falar nada tudo bem, mais eu não vou te deixar sozinha pra você fazer outra besteira dessas.
O tempo passou e elas ficaram ali paradas só olhando pro nada sem falar nada até que falou.
- É estranho, se fosse um dos meus amigos eles subiriam comigo.
- Você faz isso porque eles pedem ?
- Não sei... a minha amiga entrou nisso sabe..e eu fui atrás porque me acalma um pouco e me deixa refletir sobre a vida.
- Sabe que isso pode te matar...
- Pensando nisso me da cada vez mais vontade de exagerar...
- Porque você quer se machucar tanto ?
- Eu não tenho mais nada para que lutar para continuar vivendo.
- O Jonas...
- Quem ?
- Jonas.
- Sei.
- Ele gosta muito de você.
- Ele só falo comigo duas vezes segundo ele três.
- Depois da aula, quer fazer alguma coisa ?
- Eu ia... Esquece.. Quero sim.
Pela primeira vez em dois anos, os dois anos que ela tinha amizade com aquelas pessoas assistiu quase todas as aulas, menos as duas primeiras que ficou conversando com na quadra, mais as outras ou professores e os alunos estranharam a presença de em sua turma e alguns alunos ficavam bem longe dela. A menina pode sentir os cochichos das pessoas a sua volta, mais tudo ficou pior na hora do almoço quando Dan chamou ela para se sentar e ela apenas olhou para ele logo em seguida olhou para e foi se sentar com ela.
- o que essa drogada ta fazendo aqui ? – perguntou Ethan um amigo de
- Ela é minha amiga e vai almoçar conosco a partir de hoje. – respondeu
- Se quiser eu posso me juntar aos meus amigos. – disse com uma voz fraca.
- Nem pensar, você vai se sentar aqui . – disse Ethan ao entender o que a amiga estava tentando fazer.
- Serio não precisa. –
- Precisa sim . – e chegou e logo foi empurrando para se sentar.
olhou para com um olhar de tipo ‘como assim agora vem dar uma de legal’, e recebeu em troca um sorriso que dizia ‘sim, agora você teve coragem de mudar na frente dos seus amigos.’ E foi prestar atenção na conversa de e uma garota entre ela e Ethan.
- , Essa aqui é a . –
- Prazer , posso de chamar de neah ? -
- Pode sim. Prazer. –
- Você se interessa em moda ? –
- Acho que sim, não sei tem muito tempo que não me interesso por nada. –
- Quer entrar para o jornal do colégio com a parte de moda ? –
- O QUE ? – Ethan
- Vou estragar o jornal de vocês, a escola inteira me odeia. –
- Vai ser uma grande idéia, você se veste bem, e ninguém da escola pode negar isso. –
- Aceita ai . –
- Aceitar o que – chegara o irmão de .
- Ela pode entrar com a parte de moda no jornal. –
- Boa Idéia. –
- Aceita. – Ethan
- Ta bem – .
E o sinal tocou, era o fim do intervalo, e a hora que ia começar a aula de literatura.
- Eu não vou. – disse se lembrando do episodio passado.
- Vai sim, aquela professora vai ter o que merece, se você faltar, ela vai te encher mais.
–
- Ta.
Eles foram para a aula, na turma dela estava , e como ela nunca tinha falado com eles antes ? Praticamente todas as aulas dela eram junto com .
- Senhorita , voltou para a aula. Que bom que temos a sua presença, vamos nos divertir bastante. – Professora
- Obrigada. – E se sentou.
- Bem vamos começar com a leitura. como você foi a ultima a ler aula passada vai começar lendo o que vez de dever de casa. – professora.
- Dever de Casa.? –
- Sim eu passei para vocês logo que você saiu. Acho que seria uma boa começar por você.
- Continua a historia que você contou semana passada, esse é o dever, mostra pra ela quem é você. –
- Ta bom – Então a menina se levantou e foi para a frente da sala pensando em como iria fazer isso, não tinha tempo de pensar. Então começou a contar. – Godofreda parava de sonhar, ela ia morrendo aos poucos, seus sonhos não existiam, seu coração cometeu suicídio, até que um vizinho que ela nunca tinha notado apareceu então para tirar desse mundo perdido. Os dias não passavam mais ela sabia que agora ela teria mais chances de sobreviver a essa vida, seus sentimentos com o era uma vez nunca iria mudar, a única coisa que ainda a mantia viva era o seu tão sonhado contos de fadas, que estava prestes a começar, pela primeira vez depois de muito tempo ela sentia que as fadas, os duendes e todos os seres mitológicos iriam vim para salvá-la disso tudo. E seu príncipe chegaria sim em um unicórnio branco e assim ele a levaria para um mundo onde existe o final feliz.
- Pode se sentar, não quero mais escutar essas baboseiras. – Professora.
se sentou e anotou tudo o que tinha falado na mesma folha que usou na ultima aula com o inicio da historia. O sinal tocou e puxou ela para ir ao shopping com .
- Acho que eu não me diverti tanto como eu me diverti hoje, engraçado como vocês vivem num lugar diferente do meu, mais vivemos no mesmo mundo. –
- Você vai superar esse lugar , você vai sair dessa vida. –
Os dias tinham passado, já tinha um mês que não falava com , Dan e os outros. Ela estava sentada em seu telhado ao lado de enquanto os outros irmãos de estavam brincando no quintal de suas casas.
- Tem um mês que to limpa. –
- Serio ? –
- Ahanmp
- Que bom ! Mais você senti falta disso ?
- Não, as vezes me da vontade, mais ai eu penso nas pessoas que me fizeram sair de lá e esqueço de tudo.
- Ela tem te ligado ?
- A ?
- É
- Uma vez ou outra ela ligou perguntando se eu queria sair que ia ter uma festa em não sei onde e essas coisas todas mais eu não fui – disse a menina com um tom orgulhoso
- Se você tivesse ido eu te matava.
- hahahaha
Os dois ficaram ali conversando por um bom tempo até que ficou tarde e eles foram se deitar.
- . – uma voz falava na janela de quarto da menina.
- ?
- Vim te tirar daqui, o Dan conseguiu um bando de parada para nós vamos lá aproveitar.
- Não to afim
- Ah vamos deixa de ser otária. – disse a menina entregando o casaco na mão de
- Ta.
E elas foram..tudo que vinha na cabeça de era ‘eu vou decepcionar meus amigos.’ Mais em uma dessas horas ela escutou falando
- Sei o que ce ta pensando, seus amigos somos nós e não aqueles otários que você ta andando.
Chegando na festa, para não utilizar palavras que todo mundo entenda eu vou ser simples e falar que elas usaram de tudo que tinha na festa, misturaram e depois voltou para casa, subiu pela escada da janela e viu no seu quarto.
- Você foi com a não é ? Porque !
- Ela é minha amiga.
- Sua amiga ? Se fosse sua amiga não te levaria para isso. Você não vê que ela tem inveja por você ser quem você é ?
- Não é da sua conta o que ela pensa ou pensou de mim.
- É sim .
- NÃO É NÃO ! SAI DAQUI !
- Se é assim que quer, é isso que vai ter, amanhã sua vida volta ao normal.
Logo depois que saiu, ficou andando pelo quarto em círculos até que pegou sua bolsa e injetou algo em sua veia. Naquele momento entrou no quarto para pedir desculpas e ver se estava tudo bem e viu aquilo. estava caída no chão se contorcendo toda e berrando, provavelmente estava tendo uma bad trip seguida de uma overdose. entrou em pânico e viu a maçaneta se mexendo foi lá e abriu a porta era a mãe de e ele falou rapidamente que a menina estava tendo uma overdose. Levaram ela para o hospital e ali ficou alguns dias. nem nenhum de seus supostos amigos, foram ver ela algum dia, só saia do quarto para que pudesse comer porque a mãe de mandava ele ir. e todos os outros iam todos os dias saber como ela estava.’ Desacordada’ era sempre a resposta de , até que um dia no meio da tarde abriu o olho e perguntou o que tinha acontecido e explicou tudo para ela. Sem mencionar que e os outros não foram vê-la nenhum dia sequer.
- E você ficou aqui comigo esse tempo todo ? – perguntou a menina
- Sim. Eu não vou te deixar sozinha, nunca , nunca. – e o menino deixou que lagrimas escorressem pelo seu rosto.
- Podia ter me deixado morrer, seria melhor para todos.
- Não fale besteira.
- Não é besteira ninguém se importa com o que eu faço ou o que eu deixo de fazer, incluindo meu pai.
- Por mais que seu pai não te de atenção ele te ama e você sabe disso. E sua mãe ? Ela te ama e está muito preocupada com você. , , Ethan, meus irmãos todos eles gostam de você e não querem que você morra por culpa de uma qualquer como a .
- E você ? Não se importa comigo ?
- Claro que me importo, você é tudo que eu tenho, se você morrer eu vou junto com você, eu sempre vou estar aqui do seu lado, não importa o que aconteça.
- Obrigada, e a menina fechou o olho e voltou a dormir.
Depois de muito tempo teve alta do hospital. Estava tudo bem até o dia em que voltou para o colégio e viu aqueles que diziam ser seus amigos, eles a chamaram mais ela continuou andando até que viu olhando para ela do alto da escada ao lado de Ethan que estava rindo. Sentiu seus lábios ficarem no formato de um sorriso de leve, então eles três entraram juntos na escola mais quando olhou em volta todos estavam olhando, rindo e fazendo comentários, ela já podia saber o que estavam falando, virou no seu ouvido e falou para ela ficar calma que eles não tinham nada a ver. Mais ela não conseguia ficar tranqüila, se as pessoas já não olhavam ela direito imaginem depois do que aconteceu. Ela pediu licença para Ethan e e foi na direção do banheiro. Pegou o estilete de dentro de sua mochila e começou a cortar e chorar ao mesmo tempo, até que escutou alguém batendo na porta da cabine.
- Eu sei que você está ai ! – era . – Não vamos repetir a mesma cena né?
- Como você sabia que eu tava aqui ?
- O ficou preocupado e me mandou vim procurar você.
abriu a porta da cabine e abraçou a amiga.
- Vem a ta nos esperando na quadra para conversamos lá.
E ela foi com que andava a seu lado segurando o pulso cortado novamente por . Quando viu as meninas e o sangue escorrendo pela mão de a menina saiu correndo para ajudar.
- Como ? –
- Ela se cortou –
- Porque você teima em fazer isso ?-
- Eu não mereço viver, eu não mereço ter vocês como amigas, não mereço o , não mereço minha mãe. Porque eu não posso acabar comigo de uma vez ? Porque vocês não deixam ? Hein me respondam ? Porque não me deixaram caída no chão do meu quarto ? Porque não me deixaram cortas meus pulsos ? Porque não me deixam morrer de uma vez ? Porque querem me ver neste estado que estou ? Porque eu não posso ficar sozinha e me matar ? – disse a menina com as lagrimas escorrendo pelo seu rosto.
- Porque você é nossa amiga ! – disse chorando
- Nós te amamos e queremos te ajudar, não queremos ver você assim – falou aos soluços
- Vocês nem me conheciam a algumas semanas. Como podem gostar de mim ? –
- você não se lembra desde o acidente. –
- ME LEMBRAR DO QUE ? –
- , a dois anos você estava começando a ficar amiga da e daquele povo. Então vocês estavam voltando bêbados de uma festa e o Dan bateu o carro, você perdeu a memória. Antes de começar a falar com a você era nossa amiga, você foi se afastando aos poucos de nós e se juntando com aquelas meninas, por isso sempre nos preocupamos com você, o sempre gostou de você, ele sempre cuidava de você sem você saber, por isso eu fui procurar você naquele dia. Como a foi a ultima pessoa que você viu antes do acidente você criou laços com ela. Da onde pensa que o Dan conseguiu aquele arranhado na mão ? Desde que você saiu do hospital naquela ocasião você foi se juntando mais com a e esqueceu de nós. Agora veja o que aquela víbora fez com você ! – disse chorando mais do que nunca.
- Eu não acredito ! – e saiu correndo.
- Dan tem alguma coisa ai pra mim ? – perguntou quando viu Dan e os outros.
- Ih olha quem chegou ! Como foi a viajem ao seu inferno particular ? – disse Dan
- Cala a Boca ! Eu te fiz uma pergunta ! Tem alguma coisa ai para mim ?
- Eu também te fiz uma pergunta garota. Mais eu respondo a sua se você fizer um favorzinho para mim !
- Jamais Dan !
- Peguem ela.
- O que ?
E os amigos de Dan pegaram a menina pelo braço a jogaram sobre o capo do carro de um deles. só estava parada rindo e observando Dan querendo se aproveitar de quem ela dizia ser sua melhor amiga. Quando Dan estava quase se aproveitando da situação sentiu alguém cutucar ele e quando se virou para ver quem era receber um soco na cara.
- Vai com as meninas . Agente cuida disso – disse Ethan logo atrás de que estava olhando para . A menina saiu correndo e foi ao encontro de e . Quando olhou para os meninos eles estavam espancando Dan e todos os outros e continuava a rir então foi até ela e perguntou:
- Porque ?
- Porque o que ?
- Porque você é assim, porque você faz isso com as pessoas ?
- Porque é divertido.
- Um dia você vai perder tudo que tem , você só vai ter suas drogas e aqueles que estão no seu mundo. Porque os amigos de verdade, aqueles amigos que gostam de você, vão desaparecer aos poucos, e você vai ficar ai parada rindo sozinha.
O diretor do colégio chegou para ver que barulheira era aquela no fundo do colégio. Dava para sentir o cheiro das drogas. O diretor chamou a policia antes que qualquer um tivesse uma reação. teve que depor e falar que os meninos só queriam defendê-la daqueles garotos que estavam tentando abusar dela. Os dias passavam, andava sozinha pela escola já que seus supostos amigos tinham sido presos. Ela conseguiu se livrar apenas por estar sóbria naquele dia. conseguia ir a todas as aulas. Mais volta e meia tentava cortar os pulsos ou tomar alguns tranqüilizantes por se sentir culpada pela prisão daqueles garotos, mais sempre que tentava alguém a surpreendia e ela não conseguia terminar o que começou.
As férias tinham chegado eles iam viajar para uma fazenda que os pais de tinham. A mãe de estava preocupada em deixar a filha ir, e se ela tentasse mais alguma coisa ? Porem decidiu confiar na filha, talvez assim ela voltasse a acreditar na mãe. fingia que não sabia sobre o sentimento de por ela, e ele fingia que só gostava dela como amiga. e estavam namorando a algumas semanas, Ethan morria de ciúmes pois era afim de desde o prézinho, brincadeira, ele tava feliz na dele e se importava mais com o jornal do colégio do que com as garotas. estava tendo uma quedinha pelo irmão de e , o , mais não admitia de maneira alguma para ninguém.
- Quando você vai contar para ela ? –
- Quando eu achar que é a hora. –
- Aah deixa de ser idiota, fala logo com ela. –
- É melhor esperar um pouco para ver se ela realmente está bem –
- Cara a ta bem e vai ficar melhor se você falar com ela. –
- Falar o que ? – estava parada na porta.
- Você ta ai a muito tempo ? –
- Não. Acabei de chegar e escutar meu nome. –
- É contar que vamos dar uma volta pela trilha amanhã. – disse rapidamente.
- Ah ta.
Os dias iam passando e não falava com desde então.
- Posso falar com você ? –
- Ah Claro. –
- Porque ta me ignorando ?
- Eu não to te ignorando.
- Ta sim.
- Não to não.
- Que seja. Você ta me tratando mal pelo que aconteceu nesses anos ?
- O que quer dizer com isso ?
- , eu sei de tudo que tem acontecido, a me conto, eu sei do acidente, sei o que senti ou sentia sei lá, eu sei de tudo. Você sabe que andei muito mal durante esse tempo, mais eu estou melhor, não precisa ficar se afastando de mim assim, eu não vou voltar a andar com aquela garota, vocês são os meus amigos, sempre foram, e nunca deixarão de ser.
- A não sabe de nada. O seu mundo é aquele, o nosso é esse. Somos diferentes, tentamos te ajudar, mais não conseguimos, você está muito no fundo do poço, nada vai te tirar daí agora. NADA.
Ela não podia acreditar no que escutava. Ficou ali parada olhando para até que ele se virou e entrou dentro da casa. O que pareceu ser a eternidade para ele que não conseguia parar de pensar nela, não conseguia parar de pensar no que tinha feito. E quando se deu por si de que ela ainda não tinha voltado foi procurar por ela.
ainda estava perplexa quando entrou dentro da casa então ela resolveu dar uma volta. A menina estava perto do lago, estava jogando pedras para ver se conseguia esquecer o que tinha feito. Foi procurar outra pedra boa para jogar mais quando se abaixou para pegar ela escorregou e bateu a cabeça naquela paradinha que eu não sei o nome(n.a:é não sei mesmo) e desacordada ficou flutuando na agua.
Ninguém sabe o que ele sentiu quando ele viu aquela cena tudo o que quis foi voltar no tempo e nunca mais deixá-la. Jogou-se no lago para socorrer a menina. Ao mesmo tempo em que nadava na direção de , sentia suas lagrimas se misturarem com a água do lago, sentiu seu coração acelerar quando chegou perto dela, sentiu medo de que sua pequena não agüentasse. Levando a garota para terra firme ele tentou fazer de tudo para acordá-la, mais ela não tinha reação, sua respiração estava lenda, cada vez mais lenta. Ele gritava para que o alguém ajudasse mais ninguém o ouvia. Ele estava ali com ela deitada no chão morrendo aos poucos, e tudo que ele podia fazer era simplesmente ficar ali...Olhando a pessoa que mais amava morrer em seus braços.
- Você não pode morrer, é muito nova, você tem que sobreviver, apenas mais uma vez, apenas mais essa vez você poderia viver, mais uma vez, por favor, sorria para mim, sorria meu amor, não morre, por favor, eu imploro meu Deus, não a deixe morrer...Não a deixe morrer...Meu amor...Pequena...
As lagrimas escorriam de seus rostos e caia sobre a menina que abriu o olho ainda fraca falou com um pequeno sorriso no rosto.
- Eu me lembro . Eu te amo, não chora, por favor, não chora, eu sempre vou estar aqui do seu lado, eu te amo muito Jonas.
E se abaixou para dar um primeiro e ultimo beijo na menina. Podia sentir o coração dela parar de bater...ela estava morrendo aos poucos...ela estava morta e ele não conseguia acreditar.
- Eu também te amo , muito e para todo o sempre. O seu era uma vez não termina aqui pequena. O seu era uma vez apenas disse até logo. O fim ainda não acabou.
foi procurar pelos amigos, quando a menina viu chorando abraçado ao corpo de uma menina de cabelos , ela percebeu...Era sua amiga, sua amiga estava morta no chão...ela começou a chorar e a berrar. Os outros foram ver o que tinha acontecido e então viram aquilo. O que eles sentiram naquele momento não podia ser transformado em palavras. Doces palavras não descreveriam aquele sentimento.
- Era uma vez...
- Vocês não acham que as senhoritas estão velhas demais para falar era uma vez ? – disse a professora.
- Era uma vez, uma menina chamada Godofreda
- Varias vezes nada dava certo para ela
- E quando finalmente achou que tinha encontrado o seu final feliz
- Vem a vida e lhe deu essa facada
- Godofreda partiu para um mundo onde só ela iria conhecer
- O mundo dela, o mundo de seus sonhos
- Deixando para trás, seus amigos, sua família e ele
- Ele quem ? – perguntou a professora.
- O seu príncipe encantado do cavalo branco
- Um príncipe em um grande e belo unicórnio, para deixar um conto ainda mais fantástico.
- Para poder o esperar em algum lugar.
- Uma vida curta
- Mas cheia de aventuras
- E um coração tão doce como a nuvem
- E seus amigos realmente esperam que nesse mundo ela simplesmente possa viver o seu felizes para sempre, esperando que ele a encontre
- As saudades serão enormes cada vez que uma estrela no céu brilhar, cada vez que um sorriso abrir, um conto de fadas existir.
- Essa historia...me fez lembrar...- disse a professora segurando o choro.
- É o final da historia da
- Ela merecia ser contada até o final.
e não paravam de chorar. estava olhando para elas, e tudo que desejava era concluir aquela vida e poder encontrar .
Não importava no que ele acreditava, não importava as suas crenças, preferia acreditar que existia vida após a morte e o fim ainda não havia terminado para os dois.
The End
Agradecimentos a vocês que leram, a Babu e a Júh que me irritaram até a morte, aos Jonas, e a parte completamente dramatica do meu cerebrozinho querido e burrinho.
Beijos, Giiu.
contato:[email protected]