Av. Rio Branco, meu Rio de Janeiro

Vou ao Rio! Na Próxima semana estarei lá. Quinta-feira tem reunião com a equipe do Sinergia, projeto SAP que está sendo implantado em toda a Petrobrás. O pessoal estará no bairro do Maracanã, Rio. Uhh, que felicidade. Tenho saudades da Av. Rio Branco, do Centro do Rio. Meu Rio de Janeiro. Como tenho saudade das avenidas entulhadas de gente apressada. Av. Rio Branco. Quando trabalhava lá, adorava caminhar por ela, no horário do almoço, e observar o semblante das pessoas, não só o semblante mas a postura, as roupas, enfim, as pessoas. Sempre na última semana do ano dá nostalgia, mas é bonito. As pessoas jogam os papéis acumulados durante o ano pela janela, tudo picadinho. As lembranças me fazem sofrer. Mas, como um presente de Natal, estarei lá, na Av. Rio Branco, no último dia útil do Ano. Vou à Livraria Saraiva. Meu Deus, que felicidade poder novamente andar entre as prateleiras entulhadas de livros! Adoro livros. Quando ainda trabalhava no Centro do Rio de Janeiro, comprava sempre. No horário do almoço corria para os sebos da praça Tiradentes e rua da Carioca. Todo mês gastava uma grana preta com livros. Amo os livros. Vou lá, correndo, na Saraiva Mega Store. Vou também no meu jornaleiro, gente boa, na Rua São José, que guarda os volumes da minha coleção de Música Erudita. Talvez pegarei os últimos volumes, a coleção irá se completar.  Estou ansioso por tudo isso. E tem também a lotada, rs, vontade de fazer sinal para o táxi de farol aceso e me sentar ao lado de uma mulher bonita. Ir de Bangu até o Centro, pela Av. Brasil. Estou nostálgico hoje, tenho saudades, saudades, muitas saudades!

 Meu coração bate forte quando ando pela Av. Rio Branco.  Minhas lembranças ficam à espreita na janela do pensamento, como que esperando ver pessoas do passado, amigos, colegas ou simplesmente seres que eu avistava no passado. Meu coração bate forte sempre. Atravesso a rua para não passar em frente do prédio 25, Edifício Avenida 25. Não que não quisesse ver as pessoas, mas é que dói, sei lá o porquê. Parece que há um choque do passado com o presente. Parece que o passado vem como uma enorme onda de um mar bravo e quer encobrir, passar por cima, afogar o presente. Dá agonia de afogado. Os prédios parecem ondas por cima de mim. Sinto-me como um ser insignificante perdido em mil lembranças. Os carros parecem tubarões que passam por mim a mil. Ninguém me conhece, ninguém me vê. Quero correr e sumir daqui!

 

 
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