Queria, hoje, dormir
Com as minhas pernas enlaçadas nas suas...
Roçando meu pé direito no seu esquerdo...
Meus braços em torno da sua cintura
E meu rosto perdido nos seus cabelos...
Dividindo o mesmo travesseiro...
Seus suspiros misturados aos meus...
Seu coração ensaiando com o meu...
Prá acertar os passos do nosso viver...
Sonhar que tudo isto é verdade...
Burlar a realidade e por lá ficar...
Ou então, trazê-lo (o sonho) para cá, meu
quarto...
E, de fato, acordar com você ao meu lado...
De noite, balbuciar palavras desconexas...
E você, meio sonolenta, me acariciar...
Como se eu uma criança fosse...
Eu, acordado, fingir que dormindo nada
percebia...
Prá aproveitar ao máximo, esse carinho...
O frio, às vezes, troca de posição na
gente...
Sentimentos dormidos, que estavam
esquecidos...
Mas que, um dia foram vividos...
Por uma paixão louca...
Voltam a ser vividos, e os sentimentos
vividos
Hibernam nas nossas memórias.
Nada novo, tudo novo...
Você confunde meus sonhos e realidades...
Dá vontade tê-la definitiva aqui...
Mas, tenho de me contentar como pouco que
temos...
Dá vontade esmurrar a parede...
De paixão de querer ter você aqui...
E somente a parede me acompanhar...
Gélida e incólume, ali...
Vou dormir agora.
Beijos carinhosos, frios e gélidos
como o inverno do nosso amor...