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O alimento vivo
no dia-a-dia
Para quem deseja
iniciar-se na culinária crua, Alberto recomenda o suco verde -
ou leite da terra, como ele prefere chamar. Em seu livro - Lugar de
Médico é na Cozinha - ele diz que o leite da terra
é o eixo central da culinária viva, com
características sinérgicas, probióticas,
nutracêuticas, fitoterápicas e nutricionais.
O ideal é
acordar bem cedo e acompanhar o sol nascendo para sair desse ciclo
vicioso que não leva a nada. Ir para a cozinha preparar seu
suco, cortar frutas, mexer na semente germinada. A pessoa antes de
dormir põe as sementes dentro d'água. Enquanto dorme,
elas "acordam". De manhã estão prontas para serem usadas
no suco.
Estamos lidando
como uma população que está viciada num
padrão alimentar. Para largar o vício tem que ter muito
amor. Meu trabalho não é de restrição, eu
não falo "não faça isso, não faça
aquilo" Faça tudo que você quiser, mas inclua. Inclua na
hora do almoço um pouco de paz, inclua na sua vida um pouquinho
de amor.
Dr. Alberto faz
questão de dizer que não faz um trabalho de
restrições: "se eu disser: 'não coma isso, coma
aquilo', fico igual a essas dietas que saem todo dia no jornal.
Não se trata apenas de dieta, mas sim de uma
transformação. No meu trabalho eu indico os alimentos que
eu como, minha família come, minha filha come".
Ao falar da filha de
três anos, Alberto deixa transparecer sua alegria. Não
hesita em nos contar do sucesso na competição de
natação - em que a menina venceu com grande facilidade -
e do crescimento feliz e saudável de uma criança criada
com base na culinária viva.
Ela come muita
linhaça, gergelim e sementes variadas, sem açúcar.
Todo açúcar vem das frutas. Quando lhe oferecem
açúcar ela diz: 'não vou comer isso porque isso
é comida de bruxa' - lembra da história de João e
Maria. Quando lhe oferecem carne ela diz ser amiga dos bichinhos.
Para a correria do
dia-a-dia, ele propõe uma pausa: "Uma pessoa que vive no
corre-corre deve revisar sua própria vida. Se você vive
num ritmo que não consegue parar pra comer, alguma coisa
está muito errada".
Quando confrontado
com as usuais desculpas de 'falta de tempo' para uma
alimentação saudável, ele prefere dar seu
próprio exemplo. Afinal é médico, professor e
responsável pela Oficina da Semente.
Eu acordo às
5 da manhã, chego na oficina às 7h, trabalho até
às 8:30. Vou para a universidade, dou aula até o meio-dia
e venho almoçar. À tarde faço endoscopia ou dou
consulta.
Uma visita à
laje - último andar da Oficina - nos revela uma autêntica
padaria. É lá que o pão essênio - outro
grande segredo - é deixado ao sol para a
desidratação. Enquanto corta o pão, à base
de trigo germinado, Alberto nos fala da importância da economia
de energia para a nossa vida.
Um outro elemento
chave desse trabalho é a economia de energia que podemos abordar
por 2 aspectos: primeiro economizar as reservas naturais de energia do
planeta. Segundo, economizar energia das nossas células para ter
mais combustível para realizar trabalhos que mantenham a nossa
saúde. Um dos maiores gastos que temos de energia de nosso corpo
é com a digestão. Após comer um prato de bife com
batata frita, exaurimos todo o nosso sistema
enzimático-digestório. Essa sobrecarga tem um custo.
Quando nós comemos o alimento cru, esse alimento está em
completa atividade enzimática, pronto para nos nutrir.
Ainda na laje,
podemos ver alguns galões que serão a base de uma horta.
Isso mesmo, Dr. Alberto terá uma horta em sua laje. Será
uma "laje biogênica", diz. E ainda nos conta da idéia de
expandir a idéia para comunidades carentes.
Estamos
preparando uma invasão de Paz. Imagine em toda laje, uma horta.
Cada um processando seu lixo e plantando alimentos orgânicos.
Certamente, Dr.
Alberto terá muito a nos contar da próxima vez.
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