| A OUTRA |
| Toda noite ele me aparece Aquecendo minh�alma vazia Vem sorrindo, me abra�a, me beija E conta as hist�rias do dia Se espalha feliz em meus bra�os E esquece a vida l� fora Passa horas felizes comigo Meda uma flor e depois vai embora Mas as vezes ele me procura Cometendo as piores loucuras Me ofendendo, brigando comigo Bastante nervoso, falando sozinho E o que faz aumentar meu desgosto � a m�goa que vejo em seu rosto Pois s� eu � que sei a raz�o De tamanha explos�o Eu sou a outra, a segunda, a amante Que ningu�m perdoa Mas n�o ligo pra isso Sei que ele me ama e doa a quem doa Eu sou aquela, que sofre calada Um destino marcado Mas sou eu sempre eu, que curo as feridas Que ele arranja l� do outro lado Eu sou a porta aberta O elo perdido da sua engrenagem Eua for�a invis�vel, o seu bra�o direito Se lhe falta coragem E enquanto ele parte, curtindo os carinhos Que eu sempre lhe dou Eu fico sozinha na minha, comendo do p�o Que o diabo amassou |
| Geraldo Cunha |