Geografia Geral - Vegeta��o

 

 

VEGETA��O

Dom�nios morfoclim�ticos ou fitogeogr�ficos da Terra (intera��o dos fatores naturais-relevo, hidrografia,clima, vegeta��o e solos): s�o as florestas de baixas latitudes(equatoriais e tropicais), savanas e os desertos e semidesertos- na Zona Intertropical da Terra; as florestas de folhas caducas, campos temperados e florestas de con�feras- nas Zonas Temperadas; a tundra- na Zona Polar �rtica. Vamos ao estudo da interdepend�ncia dos elementos desses ecossistemas:

Na Zona Intertropical:

  • Florestas de baixas latitudes: climas equatorial e tropical �mido com altas temperaturas e muitas chuvas e amplitude t�rmica baixa, que propicia a forma��o das matas mais biodiversificadas (devido ao calor e umidade).Os solos s�o muito lixiviados, later�ticos (ascens�o de �xidos de ferro e alum�nio lhes conferem acidez acentuada). A decomposi��o das folhas mortas no ch�o servem para automanuten��o das florestas. A biodiversidade gera uma densidade enorme da cobertura vegetal que dificulta a ocupa��o humana, mas incentiva o extrativismo vegetal.
  • Savanas (cerrados no Brasil)- como o clima � tropical com chuvas de ver�o e o inverno � seco, a vegeta��o � formada por �rvores dispersas, um extrato inferior de gram�neas e muitos arbustos com caracter�sticas xerom�rficas (folhas cerosas, ra�zes longas, casca grossa, galhos retorcidos para se adaptar ao inverno seco). Os solos �cidos podem ser corrigidos com a introdu��o de calc�rio (t�cnica da calagem), representando uma nova fronteira agr�cola do Brasil (soja).
  • Desertos e semidesertos- ocorrem devido aos anticiclones subtropicais (�reas de baixa press�o atmosf�rica junto aos tr�picos), �s correntes mar�timas frias (formando desertos litor�neos) e em encostas de sotavento (do lado contr�rio a ventos �midos, acontecendo chuvas orogr�ficas nas encostas de barlavento). Seus climas caracterizam-se por altas amplitudes t�rmicas di�rias e chuvas escassas e irregulares, da� a vegeta��o xer�fita (guarda �gua nos vac�olos celulares e apresenta espinhos para n�o evapotranspirar) ou sistema radicular desenvolvido. Os solos s�o esquel�ticos, isto �, finos (devido ao intemperismo f�sico causado pelas elevadas amplitudes t�rmicas di�rias); s�o alcalinos ou salinos (pois a evapora��o � > que precipita��o). As estepes s�o t�picas de clima semi-�rido que envolvem os desertos.

Na Zona Temperada do Norte :

  •  Florestas de Folhas caducas (folhas caem no inverno para reduzir o metabolismo) ou de m�dias latitudes- t�picas de clima temperado oce�nico- s�o homog�neas e por se situarem na �rea mais industrializada e urbanizada da Terra, s�o as mais devastadas.
  • Campos temperados (estepes da Ucr�nia, pradarias norte-americanas, pampas ga�chos): relacionam-se com o clima temperado continental, com invernos secos e rigorosos e amplitude t�rmica di�ria e anual grande. Os solos s�o muito f�rteis em face da decomposi��o das gram�neas mortas no inverno, n�o havendo quase lixivia��o no ver�o, formando mat�ria org�nica. A� est�o os solos de tchernozion da Ucr�nia e os cintur�es agr�colas norte-americanos.
  • Florestas de con�feras ou de altas latitudes - relacionam-se ao clima frio, com baixa insola��o e solos gelados. S�o as florestas mais homog�neas (praticamente s� de pinheiros), prestando-se � ind�stria extrativa vegetal (Canad�, Su�cia, Noruega, Finl�ndia s�o grandes produtores de celulose e papel). Solos podz�licos, isto �, �cidos e p�lidos, com turfa no horizonte A (parte externa dos solos) e pobres,dificultando a agricultura.
  • Tundra - no extremo N da Am�rica do N e da Eur�sia, com solos gelados durante 8 meses, devido ao clima subpolar, sobrevivendo apenas musgos e l�quens.
  • Vegeta�ao or�fila - t�pica dos dobramentos modernos devido ao ar seco (a umidade aumenta at� certa altitude,da� haver florestas, depois diminui escasseando a vegeta��o). A altitude, de certa forma, repete as forma��es vegetais da latitude em face dessas condi��es diversas de temperatura e umidade.

 

Caracter�sticas

De todos os aspectos das paisagens naturais, nenhum � t�o afetado pelo clima quanto a vegeta��o. Cada esp�cie de planta sobrevive apenas dentro de certos limites, que incluem fatores como quantidade de luz solar que recebe, temperatura, precipita��o, umidade, umidade do solo e vento. Quaisquer varia��es nestes elementos ir�o refletir diretamente na vegeta��o terrestre. A vegeta��o � dependente direta do solo que, por sua vez, tamb�m depende do clima. Sabe-se que em climas quentes e �midos, a forma��o do solo acontece mais rapidamente do que em climas frios e secos. Consequentemente, os solos s�o, em geral, mais espessos na umidade dos tr�picos do que em desertos e regi�es que abrigam florestas polares, enquanto em climas secos, os solos tendem a ser mais f�rteis do que os de regi�es de clima �mido. As diversas regi�es do planeta apresentam, portanto, um tipo de vegeta��o para cada tipo de clima.

O Brasil abriga a maior riqueza em termos de diversidade de esp�cies em meio � vegeta��o da floresta Amaz�nica, tipicamente equatorial, que apresenta uma enorme riqueza em suas �rvores de grande porte e variedade flor�stica. Para se ter uma id�ia, apenas metade das cinq�enta mil variedades de plantas j� foi nomeada e classificada. No Planalto Central brasileiro, onde o clima � predominantemente tropical, a vegeta��o de savana apresenta um aspecto diferenciado, com �rvores de pequeno porte, de troncos e galhos retorcidos, cascas espessas. Este tipo de savana recebe o nome de cerrado. A caatinga, t�pica do sert�o nordestino, se caracteriza por uma mata rala, pela influ�ncia do clima permanentemente seco. A Mata Atl�ntica brasileira � t�o rica quanto a da floresta Amaz�nica, sendo suas �rvores de menor porte. A Mata dos Pinhais, tamb�m conhecida como Mata de Arauc�ria, se caracteriza-se por suas �rvores de copas em formato de ta�a, entre os quais est�o pinheiro-do-paran� e a arauc�ria. Os campos, ou campos limpos, encontrados no Brasil Meridional, apresentam vegeta��o rasteira, com esp�cies que atingem, no m�ximo, 50 cm de altura. A vegeta��o do Pantanal destaca-se pela presen�a das esp�cies t�picas de �reas alagadas, como a Vit�ria R�gia, cerrado em algumas �reas, e grande diversidade de palmeiras. A vegeta��o litor�nea � marcada por forma��es variadas, entre as quais est�o os manguezais. A Mata de Cocais, forma��o t�pica da �rea de transi��o entre o cerrado e a floresta Amaz�nica, apresenta entre suas principais esp�cies, a carna�ba.

As florestas tropicais compreendem grande parte da Am�rica, �frica e �sia. Existe na �ndia, uma grande variedade de plantas e l� s�o t�picas as florestas de �rvores altas, com folhas largas, e vegeta��o densa.

Com a crescente aridez, a enorme variedade de esp�cies de plantas do continente australiano vem sofrendo transforma��es di�rias, trazendo uma rigidez cada vez maior para a textura de suas folhas, hoje de formato pontiagudo e tamanho reduzido.

A proximidade do equador reflete diretamente no clima e, sendo a vegeta��o africana reflexo disto , a seq��ncia de zonas ecol�gicas se estende tanto � norte quanto � sul do equador, como se constata nas presen�as da floresta equatorial, da savana, da vegeta��o de deserto - onde predomina a vegeta��o rasteira, com gram�neas e ervas baixas, e at� na vegeta��o tipicamente mediterr�nea, que apresenta vegeta��o de arbustos e �rvores com caules e troncos grossos e folhagem rala. Igualmente rica na diversidade de esp�cies de plantas, encontra-se na China florestas t�picas da umidade dos tr�picos, ao mesmo tempo em que suas elevadas montanhas localizadas no lado ocidental do pa�s e do Tibet cont�m plantas alpinas. As estepes e savanas tamb�m fazem parte das paisagens chinesas, bem como p�ntanos, pradarias - que t�m a apar�ncia de um tapete de ervas baixas e gram�neas, muito prop�cias � cria��o de gado, e at� mesmo florestas con�feras, de vegeta��o uniforme, sem necessidade de renova��o de suas folhagens no inverno, como os pinheiros.

As florestas temperadas apresentam uma vegeta��o caracterizada por poucas variedades de esp�cies arb�reas. � muito comum a queda de suas folhagens no per�odo de inverno, abrindo espa�o para a passagem do sol, fertilizando o solo. A conseq��ncia disto � a forma��o de um vasto "tapete" de grama, resultando na cria��o de bosques. As florestas do tipo Taiga e Boreal, localizadas em �reas de clima frio, apresentam pouca varia��o de esp�cies sendo praticamente compostas de con�feras.

Existem tundras de musgo e as tundras de l�quens. O primeiro tipo se apresenta em �reas pantanosas, enquanto a outra se manifesta em regi�es secas e pedregosas. A altura deste tipo de vegeta��o chega em m�dia a 1 metro.

As liga��es entre clima, vegeta��o e solo podem ser claramente observadas na parte Oriental da Europa, onde a norte prevalece a vegeta��o pantanosa da tundra, enquanto na parte sul s�o encontradas florestas verdes, em solo cinza e �cido, de baixa fertilidade.

 

  • FLORESTAS

D�-se o nome de floresta a todo conjunto de �rvores que comp�e uma regi�o. Apesar da possibilidade de se encontrar ali diversas formas de vida, como microorganismos, ervas, arbustos, e animais, tem-se nas �rvores sua principal estrutura viva.

As �rvores podem sobreviver sob as mais variadas condi��es clim�ticas mas, em geral, as florestas ocupam as regi�es menos frias e mais �midas. S�o uma fonte inestim�vel de purifica��o do ar, da �gua e de in�meros produtos. As esp�cies variam de acordo com a localiza��o geogr�fica da floresta, no entanto, isto n�o impede que esp�cies origin�rias de determinada regi�o seja plantada em outra de clima semelhante. Os pinheiros, por exemplo, t�picos do Hemisf�rio Norte, podem ser eventualmente plantados no Hemisf�rio Sul, e o eucalipto, genuinamente australiano, � plantado em v�rias regi�es ao longo do mundo.

Os climas est�o em constante muta��o, mas este � um processo t�o demorado - pode chegar a levar de centenas a milhares de anos - que uma determinada �rea florestal parece conter um grupo permanente de esp�cies. As florestas existentes atualmente obedecem esta associa��o com o clima. As florestas do tipo Taiga e Boreal, localizadas em �reas de clima frio, apresentam pouca varia��o de esp�cies sendo praticamente compostas de con�feras, enquanto nas florestas Temperadas, as esp�cies mostram-se mais variadas apresentando con�feras e �rvores com folhas grandes e largas, compat�veis com climas subtropicais, de temperatura moderada no ver�o com chuvas, e invernos frios, como o leste norte-americano.

J� as regi�es que apresentam chuvas tropicais, abrigam em �reas quentes e �midas, florestas de estrutura complexa, com muitas esp�cies, como na �frica Central e Amaz�nia.

Nas �reas de invernos moderados e ver�es secos e quentes, as regi�es florestais s�o compostas de arbustos e pequenas �rvores sendo chamadas de Savanas tropicais, como o cerrado Brasileiro, e as savanas da �frica.

 

Existem florestas t�picas das regi�es atingidas pelo fen�meno das mon��es, comuns no sudeste da �sia e na �ndia, mas tamb�m presentes na costa do Pac�fico e em algumas �reas do M�xico e Am�rica Central, onde caem pesadas chuvas diurnas.

As florestas con�feras de regi�es sub-�rticas e alpinas apresentam pinheiros que costumam ocupar as regi�es glaciais, e sua presen�a est� associada � lagos, p�ntanos, e rios.

 

O desmatamento em grande escala, a abertura de clareiras por meio de queimadas, a neglig�ncia, a explora��o e a destrui��o com fins econ�micos podem enfraquecer as florestas e deix�-las em estado de vulnerabilidade, sendo infectadas por doen�as e insetos, que resultar� em sua morte. No Norte da Europa, por exemplo, muitos hectares de florestas j� experimentaram os efeitos da chuva �cida.

     

     

 

  • Classifica��o - As florestas se dividem nos oito seguintes grupos em fun��o do clima e do tipo de folhagem.

1. As florestas caducif�lias das regi�es temperadas s�o a forma��o t�pica de grande parte da Europa e do leste da Am�rica do Norte.

2. As florestas mon��nicas caducif�lias s�o caracter�sticas de Bengala e de Myanma, e comuns no sudeste asi�tico e na �ndia.

3. A savana tropical. As savanas, comuns na �frica e na Am�rica do Sul, s�o dominadas por pradarias e zonas com jun�as.

4. As florestas de con�feras do norte formam um cintur�o ao redor do mundo nas regi�es sub�rticas e alpinas do hemisf�rio norte. As florestas de �rvores baixas predominam na regi�o setentrional conhecida como tundra.

5. As selvas tropicais s�o caracter�sticas da �frica Central e da bacia amaz�nica.

6. As florestas temperadas de folha perene est�o localizadas nas regi�es subtropicais da Am�rica do Norte e nas ilhas do Caribe.

7. As florestas mediterr�neas s�o uma varia��o da vegeta��o das regi�es de clima temperado. Trata-se de uma floresta escler�fila.

8. O monte tropical baixo, algumas vezes chamado de chaparral, est� localizado em regi�es com precipita��es escassas.

  • Floresta de manguezal

S�o forma��es vegetais que d�o aspecto not�vel aos litorais tropicais de todo o mundo. Sua localiza��o, restrita a faixa entre-mar�s (situada entre o ponto mais alto da mar� alta e o ponto mais baixo da mar� baixa), faz com que esses conjuntos de mangues sejam verdadeiros pontos de encontro entre o ambiente marinho e o terrestre.

Estima-se que haja cerca de 15 milh�es de hectares de manguezais em todo o mundo. As maiores florestas, com cerca de 7 milh�es de hectares, est�o localizadas na �sia (principalmente na �ndia, Bangladesh e Indon�sia), nas Am�ricas, com 5 milh�es (principalmente no Brasil, Col�mbia e Venezuela), e na �frica, com 3 milh�es de hectares, principalmente na costa atl�ntica desse continente.

No Brasil, estima-se a �rea total de manguezais em mais de 1,4 milh�o de hectares, distribu�dos ao longo de praticamente todo o litoral, desde o cabo Orange, no Amap�, at� Ararangu�, em Santa Catarina.

Os manguezais desenvolvem-se em um ambiente de dif�cil coloniza��o por plantas, j� que permanecem periodicamente inundadas com �gua salgada. Por isso, somente um pequeno n�mero de esp�cies de plantas (n�o mais que 80 esp�cies em todo o mundo) conseguiu se adaptar a esse ambiente. Essas plantas desenvolveram sofisticados sistemas de controle de seu balan�o h�drico e de absor��o de nutrientes, muito dificultado pelas condi��es salinas. Por�m, essas florestas est�o entre as mais produtivas do planeta e abrigam uma enorme quantidade de animais de grande import�ncia econ�mica.

Os manguezais abrigam grandes popula��es de caranguejos, siris e camar�es que sustentam uma fra��o significativa das popula��es humanas que habitam os litorais tropicais. Al�m disto, essas florestas s�o verdadeiros ber��rios para muitas esp�cies marinhas pescadas comercialmente e servem de ref�gio para diversos animais, inclusive alguns amea�ados de extin��o, como por exemplo o tigre de Bengala.

Em regi�es como a desembocadura do rio Amazonas os manguezais desempenham tamb�m uma fun��o protetora da terra firme, diante da viol�ncia com que se chocam as �guas marinhas na mar� alta e a volumosa correnteza dos rios durante as �pocas de chuva. O entrela�ado das ra�zes, caracter�stico do manguezal, protege os barrancos impedindo uma eros�o maior.

Devido � sua localiza��o privilegiada junto ao mar, muitas florestas de manguezal t�m sido desmatadas para urbaniza��o e desenvolvimento tur�stico. Como resultado, al�m da perda de produ��o pesqueira, essas �reas perdem sua prote��o natural contra intemp�ries marinhas. Atualmente, em todo o mundo ocorre um intenso movimento ambientalista para preservar essas importantes florestas tropicais.

  • Floresta tropical �mida

S�o forma��es vegetais compostas por plantas sempre-verdes situadas na faixa entre os tr�picos do planeta, onde a temperatura � sempre superior a 20� C e a pluviosidade anual superior a 1200 mm. Elas ocupam cerca de 17 milh�es de km2 cobrindo, aproximadamente, 20% das terras do planeta.

Existem tr�s grandes �reas de florestas tropicais �midas no planeta: a americana, a africana e a indo-malaia. A floresta americana � a maior e a mais cont�nua delas, cobrindo cerca de 5 milh�es de km2. Abrange quase toda a bacia do rio Amazonas e estende-se � bacia do Prata, na Bol�via, e ao norte � bacia do Orinoco, na Col�mbia e Venezuela. A floresta africana � a menor das tr�s, cobrindo principalmente a bacia do rio Congo, prolongando-se ao norte e a oeste ao longo do golfo da Guin� at� a Lib�ria. A floresta indo-malaia � a mais fragmentada, abrangendo a maior parte das grandes ilhas das �ndias Orientais: Sumatra, Born�o, Celebes, Nova Guin� e Filipinas, al�m da costa da Indochina e da costa norte da Austr�lia.

A principal caracter�stica da floresta tropical �mida � o grande n�mero de esp�cies que constituem o estrato arb�reo. Geralmente, em apenas 1 hectare de floresta encontram-se cerca de 40, mas tamb�m at� 100 esp�cies de �rvores, a maioria pertencente � fam�lias diferentes.

O estrato arb�reo atinge uma altura de 50 a 60 metros e � tipicamente dividido em tr�s substratos, com as �rvores mais altas, de at� 60 metros, ocorrendo isoladas. Outra caracter�stica das florestas tropicais �midas � a grande diversidade de cip�s e ep�fitas.

As florestas tropicais abrigam a maior biodiversidade do planeta, tanto em plantas como em animais, possuindo cerca de 50% a 75% de todas as esp�cies vivas do planeta. Por exemplo, em uma extens�o de apenas 16 km de floresta tropical da Col�mbia foram registradas mais de 150 esp�cies de mosquito, enquanto o total encontrado em toda a Am�rica do Norte n�o passa de 130 esp�cies.

O homem vem explorando continuamente a floresta tropical por suas valiosas madeiras, para abrir �reas de cultivo e pasto e para explora��o de seus recursos minerais. Como resultado, a floresta tropical, em muitos lugares, tem sido destru�da e substitu�da por savanas pouco produtivas sujeitas � a��o do fogo. A floresta tropical �mida, quando n�o perturbada, mant�m um elevado n�vel de umidade que torna dif�cil a combust�o. Se pequenas �reas s�o desmatadas, estas rapidamente s�o revegetadas. Entretanto, se grandes �reas s�o destru�das � praticamente imposs�vel sua regenera��o.

  • Mata Atl�ntica

Depois da Floresta Amaz�nica � a segunda maior floresta tropical �mida do Brasil. Por ocasi�o do descobrimento, a mata atl�ntica ocorria de forma quase cont�nua paralela ao litoral, do nordeste ao sul do pa�s, com cerca de 1,5 milh�o de km2. Foi a primeira vegeta��o natural a ser explorada pelos colonizadores, que praticamente extinguiram essa vegeta��o na maior parte do litoral brasileiro. Durante o primeiro s�culo de ocupa��o portuguesa as madeiras, principalmente o pau-brasil, foram o principal produto de exporta��o da col�nia.

Essa explora��o foi seguida de um imenso desmatamento para a instala��o da cultura de cana-de-a��car. Posteriormente, outras �reas foram desmatadas para o desenvolvimento da cultura do caf�. Finalmente, com a industrializa��o do pa�s, outras grandes �reas foram desmatadas para a produ��o de carv�o vegetal em locais pr�ximos dos centros de consumo.

A explora��o n�o controlada dessa vegeta��o, aliada a sua distribui��o geralmente em encostas, resultou na redu��o de sua �rea em quase 90%. Os principais remanescentes dessa vegeta��o encontram-se hoje no litoral sudeste do pa�s, ainda submetido � amea�a constante da polui��o e da especula��o imobili�ria. (Ver Ilha Grande e Serra da Bocaina.)

Apesar disto, o pequeno remanescente dessa vegeta��o preserva um alto n�vel de biodiversidade, um dos maiores do planeta, abrigando um grande n�mero de esp�cies amea�adas de extin��o, das quais o representante maior � o mico-le�o-dourado.

  • Vegeta��o de restinga

A continua��o da mata atl�ntica sobre as plan�cies arenosas do litoral forma uma vegeta��o t�pica, a restinga. Essa vegeta��o � muito influenciada pela proximidade com o mar. As restingas s�o muito ricas em ep�fitas, principalmente brom�lias e orqu�deas, mas est�o sendo destru�das a taxas alarmantes devido a sua localiza��o privilegiada junto ao mar. 

  • Pradaria

Ecossistema em que as gram�neas, jun�as e outras plantas de pastio constituem a vegeta��o dominante. Em geral, duas ou tr�s esp�cies de gram�neas formam mais de 60% da biomassa do terreno.

As pradarias podem ser classificadas como naturais, seminaturais e cultivadas. As pradarias naturais ocupam grandes �reas de massas continentais. As pradarias da zona temperada prosperam em lugares com precipita��o anual entre 250 e 750 mm, um alto grau de evapora��o e secas anuais e estacionais. A pradaria tropical � t�pica de regi�es com esta��es secas e �midas bem definidas.

As pradarias seminaturais aparecem em lugares com umidade suficiente para permitir a subsist�ncia da floresta. S�o resultado do desmatamento e voltariam a abrigar �rvores se n�o fossem objeto de queimadas, ceifa ou pasto. As pradarias cultivadas s�o introduzidas e conservadas de forma artificial.

Em seu estado natural, as pradarias abrigar�o e alimentar�o uma fauna muito variada.

Os solos das pradarias s�o muito f�rteis. A escassez de chuvas evita a dissolu��o dos nutrientes. 

  • Savana

Pradaria tropical habitada por de arbustos e �rvores dispersas de v�rios tamanhos. O aparecimento da savana pode decorrer das caracter�sticas do solo, de inc�ndios peri�dicos provocados por raios ou pela a��o humana, ou da influ�ncia do clima.

As savanas que surgem por raz�es clim�ticas se desenvolvem em regi�es com esta��es �midas e secas bem definidas e precipita��es anuais entre 100 e 400 mm.

Em regi�es de pluviosidade mais elevada, como o leste da �frica, a vegeta��o da savana � mantida por inc�ndios peri�dicos.

  • Caatinga

Nome comum que recebe no nordeste do Brasil um tipo de mata baixa, pouco desenvolvida, formada por arbustos espinhosos e �rvores de folhas fr�geis, que tamb�m se encontra no sul da �frica, Austr�lia e �ndia. O clima � de tipo tropical semi-�rido, com um per�odo de seca seguido por chuvas irregulares, o que provoca que a vegeta��o perca suas folhas durante a esta��o seca. A paisagem da caatinga varia desde as zonas mais arborizadas at� �reas mais abertas, com �rvores e arbustos muito esparsos. Entre as plantas deste tipo de forma��o se pode encontrar a �rvore barril (Chorizia ventricosa), com seu tronco volumoso, algumas cact�ceas como Cereus squamosus, ou bromeli�ceas como a Bromelia laciniosa. Entre os mam�feros deve-se mencionar o moc� ou moco (Kerodon rupestris), roedor end�mico do nordeste do Brasil; o sagui (Callithrix jacchus) e o tatu-bola (Tolypeutes tricinctus). Um exemplo de ave caracter�stica desta zona � a arara azul de Lear (Anodorhynchus leari), da qual, entretanto, restam menos de cem indiv�duos na natureza.  

  • Campos abertos

Vastas plan�cies presentes em quase todas as regi�es do Brasil, ainda que com caracter�sticas diferenciadas em cada uma delas. Apesar de a floresta tropical �mida amaz�nica ser a vegeta��o que mais identifica o Brasil no exterior, s�o os campos ou regi�es abertas que ocupam a maior parte do territ�rio brasileiro. As �reas de vegeta��o aberta classificam-se em dois grandes grupos.

O primeiro grupo � composto pelos campos cerrados ou simplesmente Cerrado. � estruturado em dois estratos: o superior, formado por �rvores e arbustos de at� 10 metros de altura, com troncos e galhos retorcidos, recobertos por casca espessa e geralmente apresentando folhas grandes e �speras, e o inferior, composto por um tapete de gram�neas. O afastamento entre as �rvores e a altura da cobertura de gram�neas variam conforme a natureza do solo, sua declividade e as condi��es clim�ticas da �rea, tais como regularidade ou n�o das chuvas e maior ou menor incid�ncia dos raios solares. Para caracterizar essa varia��o os bot�nicos subdividem ainda mais a classifica��o, indo do cerrado ralo at� o fortemente arb�reo ou Cerrad�o. Esse tipo de vegeta��o cobre praticamente todo o planalto central brasileiro, englobando o oeste da regi�o sudeste, todo o centro-oeste, o oeste da regi�o nordeste e o sul da regi�o norte. Embora apresente certa semelhan�a com a savana africana, a vegeta��o de cerrado n�o deve ser confundida com aquela, pois o solo e as esp�cies que as comp�em n�o s�o id�nticos.

O segundo grupo de vegeta��o aberta � composto pelos campos, �reas onde as gram�neas predominam, que apresentam grandes varia��es. Um tipo � o dos "lavrados", campos do norte do estado de Roraima, no extremo norte da Amaz�nia, que apresentam uma fisionomia de estepe, isto � com vegeta��o de clima semi-�rido combinada com grupos mais ou menos espessos de palmeiras junto aos cursos d'�gua, que representam uma continua��o dos llanos venezuelanos em territ�rio brasileiro. Outro tipo � representado pelos campos de v�rzea do m�dio e baixo vale do rio Amazonas e do rio Paraguai, no Pantanal mato-grossense, que s�o periodicamente inundados durante a esta��o das chuvas e, quando as �guas baixam, se cobrem de pastagens tenras que proporcionam excelente alimento ao gado e herb�voros selvagens. Finalmente est�o os campos limpos da campanha ga�cha, conhecidos por Pampas, �rea t�pica de pecu�ria bovina e eq�ina do extremo sul do Brasil caracterizada por suaves ondula��es e uma rica rede hidrogr�fica, com matas ciliares em processo de extin��o. S�o a continua��o das plan�cies pampeanas argentinas, que chegam at� o Uruguai, o Rio Grande do Sul e uma pequena parte do sul do Paraguai.

  • Pampa

� uma vasta plan�cie do centro da Argentina, que se eleva de modo impercept�vel desde a costa do Atl�ntico em dire��o � cordilheira dos Andes, da qual est� separada por estepes. O Pampa tem a maior superf�cie da Am�rica. Sua parte oriental, conhecida como pampa �mido, � uma das regi�es mais f�rteis do pa�s. Entre o pampa �mido e as estepes situa-se o pampa seco, uma regi�o menos povoada onde predomina a pecu�ria e o cultivo forrageiro.

Conta com uma cultura agr�ria e urbana pr�prias. � considerada uma das regi�es agr�colas mais desenvolvidas do mundo e em suas terras � produzida a carne bovina Argentina consumida em v�rias partes do mundo. O rio Salado � seu principal sistema hidrogr�fico.

 

 

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