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Geografia
Geral - Urbaniza��o
1. Expans�o e caracter�sticas do
Espa�o Urbano
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Urbaniza��o= processo de
crescimento da popula��o nas cidades, adotando-se novo estilo de vida,
induzido pela industrializa��o, pelas novas tecnologias de produ��o e consumo
e impondo a instala��o de novos equipamentos para tornar vi�veis as suas
atividades
(como com�rcio, ruas, saneamento b�sico, transportes, etc.)
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Popula��o urbana � mais receptiva �s inova��es,
ativando mais ainda o processo de produ��o-consumo. A cidade � um centro de
converg�ncia de capitais, pessoas, mercadorias e tecnologia, onde melhor
se organiza o ciclo da atividade produtiva - isso, desde a Revolu��o
Industrial. Ela � um espelho da sociedade com sua divis�o de trabalho e de
classes sociais.
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O processo de urbaniza��o gera uma rede urbana-
distribui��o e rela��es entre os centros urbanos, estabelecendo-se uma
hierarquia urbana (gradua��o entre cidades grandes, m�dias e pequenas) e
materializando-se no espa�o geogr�fico pelos fluxos de pessoas e mercadorias.
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At� a Revolu��o Industrial a cidade dependia do
campo, a partir da� adquiriu o papel de organizadora do espa�o geogr�fico e
hoje at� se fala em rurbaniza��o de pa�ses desenvolvidos, onde a popula��o
rural apresenta um estilo de vida semelhante � urbana.
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As formas de aglomera��o urbana, resultantes
da expans�o das cidades s�o as seguintes:
� conurba��es - conjunto urbano formado pela integra��o f�sica e funcional
de 2 ou mais cidades pr�ximas umas das outras;
� �reas metropolitanas - conurba��es hierarquizadas por uma metr�pole;
� megal�polis - conurba��o de v�rias areas metropolitanas, formando uma
grande �rea urbanizada quase que continuamente (ex.: Bos-Was com 700 km de
comprimento e Tokaido, com cerca de 500 km, entre Tokio-Yokohama e Osaka-Kobe).
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Com a Revolu��o
Tecnocient�fica aumentou a metropoliza��o, como verdadeiro p�lo irradiador
de influ�ncias pelos seus meios de comunica��o, bancos, transportes e padr�es
de consumo. Os fluxos de circula��o criados pela infraestrutura de vias
expressas, t�neis, elevados, grandes avenidas facilitam a localiza��o e o
abastecimento dos grandes centros de consumo e lazer.
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Nas metr�poles dos pa�ses desenvolvidos a
popula��o de classe m�dia vive nos sub�rbios (que recebem mais
investimentos em infraestrutura), enquanto a �rea central dessas metr�poles se
degrada socialmente (presen�a de ghetos), mas, simultaneamente, centraliza o
capital e a tecnologia. A metropoliza��o criou uma macrocefalia urbana,
isto �, o crescimento exagerado das cidades concentrando boa parte da
popula��o urbana, em especiaol nos pa�ses perif�ricos (ex.: Maputo= 83% da
popula��o urbana de Mo�ambique) , agravando os problemas urbanos e a
necessidade de investimentos em equipamentos urbanos (moradias, �gua, luz,
esgotos, ruas, pra�as, jardins...).
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A metropoliza��o aumentou muito na Am�rica Latina e
seu crescimento se explica de 2 formas:
� Concep��o materialista- capitalismo dependente criou uma
industrializa��o desintegrada e moderniza��o do campo, abolindo formas
tradicionais de agricultura e aumentando o �xodo rural. A massa rural vai
viver em condi��es subhumanas nas cidades e forma um "ex�rcito industrial de
reserva de m�o-de-obra" baixando os sal�rios. A solu��o ao problema est�
em reformas estruturais que incentivem os camponeses a permanecer no meio
rural.
�
Concep��o neomaltusiana- Revolu��o M�dico-sanit�ria criou excedente
demogr�fico no campo, ocorrendo o �xodo rural de massas n�o-qualificadas
profissionalmente e da� exercer fun��es marginais no mercado de trabalho urbano.
A solu��o � o controle da TN no campo, ou diminuir os investimentos
urbanos em infraestrutura, para desestimular o �xodo rural.
As metr�poles
exercem uma influ�ncia not�vel nos padr�es culturais de conduta (pela
m�dia, as elites de cidades do interior ou dos pa�ses subdesenvolvidos adotam
cada vez mais h�bitos metropolitanos) na economia (novas formas de
produ��o e consumo, converg�ncia de rotas). At� mesmo as classes populares de
menor poder aquisitivo, geralmente exclu�das do circuito superior da economia,
selecionam prioridades artificiais de consumo- � o chamado
"efeito-demonstra��o".
Na medida em
que aumenta o processo das aglomera��es urbanas, especialmente nos pa�ses
perif�ricos no p�s-guerra, v�o crescendo os problemas de moradia, de saneamento
b�sico, de transportes, de abastecimento d��gua e de alimentos, de polui��o
atmosf�rica e aqu�tica (rios e lagos degradados em face do lan�amento de dejetos
industriais e urbanos sem o devido tratamento).
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