A estrutura industrial
brasileira
A produ��o industrial do Brasil tem registrado um aumento consider�vel,
particularmente na primeira metade da d�cada de 1970, de modo que a participa��o
do setor secund�rio na economia nacional se ampliou, e o pa�s tornou-se
exportador de alguns produtos industrializados. Veja o gr�fico abaixo.

O crescimento ocorreu em praticamente todos os ramos, com mais intensidade nas
ind�strias modernas que nas tradicionais.
As ind�strias
tradicionais
As ind�strias tradicionais s�o aquelas que utilizam grande quantidade de
m�o-de-obra, com pouca aplica��o de capital e baixo desenvolvimento tecnol�gico,
como a de produtos alimentares e a t�xtil.
A ind�stria de produtos alimentares acompanhou o aumento quantitativo do mercado
interno, ao qual destina quase toda a sua produ��o. Grande parte das ind�strias
do setor localiza-se perto dos grandes centros de consumo, embora tamb�m haja
muitos estabelecimentos em zonas produtoras de mat�rias-primas. Subsistem,
contudo, numerosas e pequenas unidades fabris dispersas pelo territ�rio,
vinculadas �s necessidades de consumo di�rio da popula��o.
Nos gr�ficos a seguir pode-se observar que a ind�stria de produtos alimentares
aparece entre as que mais contribuem com o valor da produ��o industrial nacional
e, ao mesmo tempo, exige grande quantidade de m�o-de-obra.


A ind�stria t�xtil, que compreende a fia��o e a tecelagem, tamb�m
se destaca pela quantidade de pessoal ocupado, pois a automa��o � pouco
difundida. Em v�rios pa�ses o setor evolui para uma maior mecaniza��o,
principalmente na �rea de fia��o, mas, no Brasil, ainda s�o poucas as ind�strias
que t�m capacidade de investimento em tecnologia. Concentram-se no Sudeste, onde
S�o Paulo e Rio de Janeiro respondem por mais de 80% da produ��o nacional.
As ind�strias modernas
As ind�strias modernas utilizam menor quantidade de m�o-de-obra
e, em contrapartida, operam com base em aplica��o de tecnologia - tanto a
tradicional quanto a de ponta.
Ind�strias sider�rgica e metal�rgica
Com a cria��o da Companhia Sider�rgica Nacional (CSN) em 1942, na
cidade de Volta Redonda, no Vale do Para�ba, as ind�strias sider�rgica e
metal�rgica expandi ram-se no Brasil. O car�ter relativamente tradicional dos
dois setores fica expresso por sua depend�ncia em rela��o � localiza��o das
mat�rias-primas -jazidas de carv�o no Sul do pa�s e de ferro em Minas Gerais -,
al�m da proximidade dos mercados consumidores do Rio de Janeiro e de S�o Paulo.
Veja foto e mapa abaixo.

Como o carv�o brasileiro � de baixa qualidade, as usinas sider�rgicas e as
ind�strias metal�rgicas utilizam o carv�o vegetal, o que tem estimulado o
desmatamento e at� mesmo a destrui��o de muitas �reas do cerrado. Entre as
alternativas que t�m surgido, destacam-se a eletrossiderurgia, ou seja, o
preparo de ferro e a�o com o uso de eletricidade, como ocorre na Mannesmann, em
Belo Horizonte, e a utiliza��o do g�s natural na Usina Sider�rgica da Bahia
(Usina).
A explora��o do ferro do Quadril�tero Ferr�fero de Minas Gerais tem-se elevado,
e novas jazidas foram descobertas, como a de Caraj�s, nos anos 1970, permitindo
que o Brasil se tornasse auto-suficiente em rela��o � maior parte dos produtos
sider�rgicos e at� exportasse alguns deles. Esse desempenho resulta em grande
parte da pol�tica governamental de expans�o do setor, adotada desde a d�cada de
1970.
As usinas sider�rgicas do pa�s concentram-se no Sudeste. Depois de Volta
Redonda, as principais usinas constru�das foram a Usiminas, na bacia do vale do
rio Doce, que come�ou a operar em 1962, e a Companhia Sider�rgica Paulista (Cosipa),
em Cubat�o, inaugurada em 1963 - as tr�s maiores usinas sider�rgicas da Am�rica
Latina.
At� 1990, a siderurgia brasileira era comandada pelo Estado ou por empresas das
quais o poder p�blico tinha a maioria das a��es, pois o setor era considerado um
dos fundamentos do desenvolvimento econ�mico do pa�s. Depois disso, teve in�cio
o processo de privatiza��o das ind�strias sider�rgicas nacionais, com o objetivo
de diminuir a interven��o do Estado na economia e reduzir o d�ficit p�blico.
Apesar de o parque sider�rgico brasileiro ter sido considerado moderno em meados
da d�cada de 1980, um dos principais argumentos para sua privatiza��o foi a
necessidade de o setor acompanhar o desenvolvimento tecnol�gico mundial,
principalmente como forma de manter ou ampliar a exporta��o do a�o. No Brasil, o
grau de automa��o ainda � baixo, e a concorr�ncia com as novas ligas e a�os
especiais tem sido cada vez maior, embora t�cnicos brasileiros j� estejam
realizando pesquisa tecnol�gica de alto n�vel.
Ind�stria mec�nica
A ind�stria mec�nica tamb�m representa uma contribui��o significativa para o
valor da produ��o brasileira e, desde a d�cada de 1980, recebe grande est�mulo
fiscal para importar equipamentos que possibilitem seu desenvolvimento
tecnol�gico. No entanto, o setor ainda � atrasado na produ��o de equipamentos
pesados, e as pequenas e m�dias empresas enfrentam problemas na produ��o
de ferramentas. A
ind�stria
automobil�stica,
por�m, que faz parte do setor mec�nico, acelerou a moderniza��o tecnol�gica,
principalmente na �rea da automa��o, a partir de meados da d�cada de 1990, com
destaque para a Mercedes-Benz, a General Motors e a Volkswagen.
No entanto, a globaliza��o da produ��o aumentou a competitividade internacional,
comprometendo as exporta��es brasileiras, pois o setor ainda � atrasado em
tecnologia, na organiza��o do trabalho e nas rela��es entre a ind�stria e o
governo.
Desde a expans�o das ind�strias sider�rgica e mec�nica por volta de 1950, o
setor tem recebido incentivos do governo federal, como a cria��o de
infra-estrutura e a amplia��o dos recursos energ�ticos. Entre 1980 e 1990, a
instabilidade da moeda e a constante interven��o do Estado na economia
comprometeram a expans�o industrial, mas o setor voltou a crescer quando a
economia se estabilizou, em meados da d�cada de 1990.
Um exemplo da moderniza��o da ind�stria mec�nica � a f�brica da Volkswagen em
Resende, no vale do Para�ba, Rio de Janeiro, projetada como "cons�rcio modu
lar": em uma mesma unidade, a Volkswagen e outras empresas se associam para
produzir todas as pe�as necess�rias � montagem de um carro, o que permite maior
controle de qualidade e maior velocidade de produ��o. Outro exemplo � a unidade
fabril da General Motors instalada em Gravata�, no Rio Grande do Sul.
Ind�stria qu�mica
O per�odo de maior expans�o da ind�stria qu�mica foi a d�cada de 1970, quando
foram criados os p�los petroqu�micos de S�o Paulo e de Cama�ari. O setor �
controlado basicamente por empresas estrangeiras que ainda preferem importar
muitas mat�rias-primas e alguns produtos finais a produzi-los no Brasil. Assim,
a balan�a comercial do setor tem sido deficit�ria, principalmente por causa da
importa��o de fertilizantes.
Mesmo assim, a ind�stria qu�mica tem apresentado certa expans�o para atender aos
setores mec�nico, eletroeletr�nico, extrativo-mineral e agr�cola, para os quais
produz termopl�sticos, solventes, corantes, produtos org�nicos e inorg�nicos,
fibras, detergentes, fertilizantes e pl�sticos diversos, entre outros produtos,
em suas unidades concentradas nas regi�es Sudeste (70%) - mais especificamente
em S�o Paulo - e Sul (16%).
Ind�stria de material eletroeletr�nico
A ind�stria eletroeletr�nica expandiu-se at� os anos 1980 gra�as a avan�os da
pr�pria engenharia brasileira.
A partir de ent�o, a pol�tica de incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus
atraiu muitas empresas nacionais para a Amaz�nia, mas elas acabaram se
especializando na montagem de kits eletr�nicos importados. O governo pretendia
ampliar as exporta��es para pagar os juros da d�vida externa, e o resultado foi
o atraso no desenvolvimento da tecnologia nacional.
Ind�stria de telecomunica��es
Atrelada � ind�stria eletroeletr�nica, a ind�stria de telecomunica��es
praticamente inexistia no pa�s at� 1950. A instala��o de um parque industrial do
setor come�ou com os investimentos da empresa sueca Ericsson e da
norte-americana Standard Electric. Logo depois vieram a NEC (japonesa), a
Siemens (alem�) e a Philips (holandesa). Em 1972, o governo militar criou uma
empresa estatal de telecomunica��es, a Telebr�s, o que contribuiu para a
amplia��o dos servi�os de tel�grafo, telex, r�dio e televis�o.
Na d�cada seguinte, as aten��es do governo voltaram-se para a �rea da
inform�tica, e a Telebr�s associou�se �s multinacionais que atuavam no Brasil na
�rea de telecomunica��es para desenvolver a tecnologia digital. A partir da
segunda metade dos anos 1990, juntamente com as privatiza��es de empresas
estatais, houve uma consider�vel expans�o das telecomunica��es no pa�s, gra�as a
vultosos investimentos das multinacionais que atuam no setor.
Distribui��o espacial das ind�strias
0 parque industrial do Sudeste
A raiz da concentra��o industrial na regi�o Sudeste, inicialmente no interior do
estado e, depois, na capital, � a economia cafeeira no estado de S�o Paulo.
Muitos fatores representavam atrativos para as novas ind�strias, que formaram na
regi�o o maior parque industrial da Am�rica Latina: a maior concentra��o
demogr�fica e de capital; a presen�a de densas redes ferrovi�ria e rodovi�ria;
um amplo mercado consumidor e de m�o-de�obra, o aproveitamento energ�tico dos
cursos de �gua, a expans�o da atividade agropecu�ria; a proximidade dos dois
principais portos (Santos e Rio de Janeiro) e da capital pol�tico-administrativa
(Rio de Janeiro).
As �reas industriais
A maior concentra��o e diversifica��o fabril ocorre na capital paulista e seus
arredores, estendendo-se principalmente em dire��o a Santos. Essa �rea inclui a
regi�o conhecida como ABCD (Santo Andr�, S�o Bernardo do Campo - veja foto
abaixo -, S�o Caetano e Diadema), que se destaca pelas ind�strias de base,
pesadas e de material de transporte, e Mogi das Cruzes. A expans�o industrial
tamb�m se fez na dire��o noroeste, criando muitos centros de atividades
diversificadas, entre as quais Jundia�, Campinas, Piracicaba, Americana, S�o
Carlos, Ribeir�o Preto e Bauru.
A segunda maior �rea industrial do pa�s � formada pelo Rio de Janeiro e lugares
pr�ximos, abrangendo Niter�i, S�o Gon�alo, Duque de Caxias, S�o Jo�o do Meriti,
Nil�polis e Nova Igua�u.
Entre essas duas grandes �reas est� o eixo formado pelo rio Para�ba do Sul que,
por ligar Rio de Janeiro e S�o Paulo, constitui uma zona de acentuada
industrializa��o.
A �rea de Belo Horizonte tamb�m se destaca, sobretudo pela presen�a de recursos
minerais, pelo aproveitamento hidr�ulico do estado e pela proximidade dos
principais centros do pa�s. Ali, a ind�stria minerometal�rgica orienta seu
crescimento ao longo do vale do rio Doce, com atividades industriais
diversificadas na capital e em Contagem, e desenvolvendo-se tamb�m nas cidades
de Conselheiro Lafaiete e principalmente Juiz de Fora.
0
processo de desconcentra��o
no Sudeste e as demais regi�es
Al�m da desconcentra��o intra-regional, em que as ind�strias passaram a se
instalar fora da regi�o metropolitana de S�o Paulo, em cidades do interior ou em
outros estados da regi�o Sudeste, ocorreu uma desconcentra��o no �mbito
nacional. Esse processo, contudo, n�o eliminou as grandes desigualdades da
distribui��o da produ��o industrial no pa�s. Veja o gr�fico abaixo.
Sul - A regi�o j� havia se beneficiado com o processo de desconcentra��o
econ�mica do Sudeste, gra�as � sua proximidade geogr�fica e � densa rede de
transpor tes e comunica��es. Mais recentemente, com a cria��o do Mercosul,
v�rias empresas nacionais e estrangeiras t�m sido atra�das para a regi�o,
interessadas no amplo mercado dos pa�ses do Cone Sul.

Nos tr�s estados, o setor secund�rio foi o que mais se desenvolveu ao longo das
�ltimas d�cadas.
A regi�o nordeste do Rio Grande do Sul, al�m da �rea metropolitana de Porto
Alegre, tem aumentado sua participa��o na produ��o industrial do estado (eixo
Porto Alegre
Caxias
do Sul), com destaque para a moderniza��o do setor manufatureiro. Veja a foto
abaixo.
0 parque industrial de Curitiba � um dos mais importantes e diversificados da
regi�o Sul, com a presen�a das tradicionais ind�strias alimentares e
madeireiras, al�m de empresas dos setores qu�mico, de material el�trico e de
transporte, com destaque para o recente p�lo automotivo. Tamb�m as ind�strias
tradicionais de Santa Catarina se modernizaram, atraindo empresas dos setores
mec�nico e el�trico, dispersas por quase todo o estado.
Nordeste - A desconcentra��o iniciada na regi�o gra�as � forte interven��o
estatal acabou desenvolvendo nos �ltimos anos v�rios setores industriais, quase
todos muito dependentes do mercado da regi�o Sudeste.
As empresas adquirem do Sudeste cerca de dois ter�os das mat�rias-primas e mais
da metade dos servi�os de que necessitam. Do total produzido no Nordeste, grande
parte � remetida ao Sudeste, principalmente para o estado de S�o Paulo.
Essa forte depend�ncia marcou a orienta��o do desenvolvimento industrial
nordestino e explica a expans�o das ind�strias de bens intermedi�rios dos
setores qu�mico (Recife), petroqu�mico (Bahia) e de material el�trico, bem como
a moderniza��o das ind�strias de bens de consumo: bebidas, couro e peles,
t�xteis e produtos alimentares em geral.
Centro-Oeste - A ind�stria do Centro-Oeste consiste sobretudo nas atividades
ligadas ao setor agropecu�rio. As ind�strias de alimentos que se destacam s�o
aquelas que se expandiram para a regi�o a partir do Sudeste. Ao longo do eixo
Campo Grande-Goi�nia-Bras�lia, h� ind�strias madeireira, farmac�utica, de
borracha e de papel.
Norte - A participa��o da regi�o Norte no total produzido pela ind�stria do
Brasil elevou-se com a expans�o da Zona Franca de Manaus. Os setores que mais
cresceram foram as ind�strias de produtos eletroeletr�nicos e do setor �ptico e
as atividades industriais extrativas (minerometal�rgicas) ligadas � riqueza
mineral do Par�. Tanto no Amazonas quanto no Par�, o setor industrial tem-se
expandido mais que o agropecu�rio, e o mercado consumidor caracteriza-se por ser
extra-regional, ou seja, a produ��o est� voltada em sua maior parte para a
regi�o Sudeste.
0 trabalho na ind�stria
Em 1940, dois ter�os da popula��o brasileira residiam na zona rural e um ter�o
nas cidades. Em 1980, essa propor��o era invertida.
0 trabalhador dispensado no campo pela introdu��o de m�quinas agr�colas
dirigiu-se, ent�o, para as cidades e engrossou o contingente de desempregados
urbanos. N�o havia emprego para todos, porque o processo de industrializa��o
chegou ao Brasil com o capitalismo em sua fase monopolista, quando a tecnologia
industrial j� apontava para a redu��o da m�o-de-obra. A especializa��o se
aprofundou, e hoje a ind�stria chegou a tal n�vel de sofistica��o que seu novo
perfil t�cnico-cient�fico exi�ge trabalhadores altamente qualificados.
No Brasil, a defici�ncia do sistema educacional e o baixo investimento das
empresas em treinamento resultam em uma composi��o afunilada da m�o-de-obra, com
uma parcela �nfima de trabalhadores especializados que recebem altos sal�rios e
uma imensa maioria de n�o�qualificados que trabalham por sal�rios cada vez
menores. Para manter o emprego, aceitam reduzir sal�rios e perder direitos
trabalhistas. Nas montadoras de autom�veis, por exemplo, a jornada de trabalho
tem sido reduzida para evitar a amplia��o do desemprego no setor. Como resultado
de todos esses fatores, o custo do trabalhador na ind�stria brasileira � um dos
mais baixos do mundo (gr�fico a seguir).

A economia competitiva de hoje imp�e a necessidade de aumento
cont�nuo da produtividade, isto �, obten��o do m�ximo rendimento por tempo de
trabalho empregado. Isso � buscado por meio da moderniza��o tecnol�gica e da
qualifica��o da m�o-de-obra: novos equipamentos, operados por trabalhadores mais
competentes, permitem maior produ��o com menos pessoas empregadas.
Moderniza��o tecnol�gica, trabalho qualificado e desemprego s�o,
portanto, os aspectos principais do trabalho industrial em toda parte. Assim, na
medida em que
o Brasil se integra ao mundo globalizado de hoje, mais esses
aspectos s�o sentidos, sobretudo o flagelo do desemprego. Na �ltima d�cada do
s�culo passado, enquanto a produtividade no pa�s aumentou em 40%, o n�vel de
emprego na ind�stria caiu em 30%.
Em resumo, o crescimento industrial deixou de significar gera��o
de emprego. Essa foi a grande mudan�a no mundo do trabalho no transcurso do
final do s�culo XX para o novo mil�nio. Observe o gr�fico abaixo.

Qualifique-se
O novo paradigma tecnol�gico est� associado a novas exig�ncias
quanto aos atributos da for�a de trabalho, aos conhecimentos necess�rios para
operar os sistemas produtivos e �s formas de aquisi��o desses atributos e
conhecimentos.
Esse novo paradigma privilegia a capacidade de aprendizado dos
trabalhadores, que devem ser treinados para o exerc�cio de fun��es mutantes, a
capacidade de comunica��o escrita e verbal e a capacidade de iniciativa. Mais
especificamente, as novas t�cnicas organizacionais exigem maior relacionamento
com v�rios n�veis hier�rquicos e a automa��o industrial requer racioc�nio
l�gico, concentra��o geral, coordena��o motora, destreza manual e capacidade de
aprendizado. Idealmente, al�m do conhecimento t�cnico geral, essa for�a de
trabalho deve ter uma vis�o do processo de produ��o, conhecimentos de gest�o da
produ��o e de estat�stica (para as novas t�cnicas organizacionais), bem como
conhecimentos de eletr�nica, inform�tica, geometria e mec�nica (para a
automa��o). Tal perfil de qualifica��es deve resultar de uma s�lida educa��o
geral, correspondente ao ensino m�dio completo, e do aprendizado espec�fico
dentro da empresa.