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Geografia Geral - Globaliza��o
CAPITALISMO
O QUE �? "� o sistema s�cio-econ�mico em que os meios de produ��o s�o propriedade privada de uma classe social em contraposi��o a outra classe de trabalhadores n�o-propriet�rios". (Paul Singer) QUANDO SURGIU? O capitalismo, como sistema econ�mico e social, passou a ser dominante no mundo ocidental a partir do s�culo XVI. ONDE? A transi��o do feudalismo para o capitalismo, por�m, ocorreu de forma bastante desigual no tempo e no espa�o: foi mais r�pida na por��o ocidental da Europa (Inglaterra, Fran�a, Alemanha, B�lgica ...) e muito mais lenta na por��o central e na oriental ( Pol�nia, Hungria, Rom�nia, Iugosl�via, Ucr�nia). PORQUE? O capitalismo evolui � medida que novas dificuldades surgem. O sistema capitalista � din�mico. Devido � sua origem muito antiga (s�c. XVI), tem um forte contexto hist�rico-cultural, principalmente na Europa Ocidental e na Am�rica Anglo-sax�nica. Gradativamente se sobrep�s a outras formas de produ��o (feudalismo, mercantilismo ...). Em sua fase Industrial, torna-se hegem�nico, a n�vel mundial. DESENVOLVIMENTO DO CAPITALISMO: Divide-se em tr�s fases: CAPITALISMO COMERCIAL -Feudalismo -Mercantilismo expans�o mar�tima da Europa, acumula��o primitiva de capitais; -Colonialismo partilha da Am�rica; CAPITALISMO INDUSTRIAL -PrimeiraRevolu��oIndustrial Carv�o, T��xtil, Naval, Petroqu�mica (RU, Fran�a, Alemanha, EUA, Jap�o, Canad�, R�ssia). -Liberalismo (liberdade de mercado, livre concorr�ncia etc.); -Imperialismo = s�c. XVIII a meados do s�c. XX (monop�lios e oligop�lios, trustes e cart�is); -SegundaRevolu��o Industrial Petr�leo, Eletricidade, Qu�mica, Motor (EUA , Alemanha). CAPITALISMO FINANCEIRO Continua��o do Liberalismo e Imperialismo. -Keynesianismo (anos 1940 e 1950) interven��o do Estado na economia. -Descoloniza��o (ap�s 1950) Subdesenvolvimento Conglomerados, NIC's. -TerceiraRevolu��o Industrial Anos 70 em diante; Per�odo t�cnico-cient�fico; EUA, Jap�o. -Neoliberalismo (anos 70 ...) M.Thatcher(ReinoUnido). R. Reagan (EUA). Helmut Kohl (Alemanha) - Globaliza��o da economia Colapso do socialismo (final dos anos 80); Fim da Uni�o Sovi�tica (1991). CARACTER�STICAS DO CAPITALISMO: Estrutura de propriedade Predom�nio da propriedade privada; Os meios necess�rios para a produ��o pertencem aos agentes econ�micos privados (f�bricas, terras, m�quinas, usinas, portos, ferrovias etc.); Em muitos pa�ses o Estado � dono de muitos meios de produ��o(empresas estatais)em setores b�sicos e de infra-estrutura. Objetivo => Obten��o de lucros. Detalhe: enquanto uma empresa privada pode ir � fal�ncia, uma empresa estatal normalmente recebe ajuda financeira do governo (contribuinte). MECANISMO DE FUNCIONAMENTO DA ECONOMIA: Lei da oferta e da procura; Livre concorr�ncia; Detalhe: no capitalismo surge o Monop�lio, o Oligop�lio, o Cartel e o Truste. Monop�lio Situa��o em que uma �nica empresa domina a oferta de determinado produto ou servi�o. Quando o mercado � dominado por uma estrutura monopolista, os pre�os s�o fixados pela empresa monopolizadora e n�o pelas leis de mercado, o que garante-lhes enormes lucros. A maioria dos pa�ses t�m leis que impedem a forma��o de monop�lios. Oligop�lio Conjunto de empresas que domina determinado setor da economia ou produto colocado no mercado. Em geral, imp�e pre�os abusivos e elimina a concorr�ncia, atrav�s da aquisi��o de empresas (concorrentes). As empresas oligopolistas, estabelecem cotas de produ��o (isso eleva os pre�os) e a divis�o territorial do mercado consumidor entre si, com o objetivo de aumentar o lucro. Isso ocorre principalmente nos setores da economia que exigem grandes investimentos, como a ind�stria automobil�stica, a qu�mica, a farmac�utica, de eletrodom�sticos etc.. Cartel Conjunto de empresas que atuam no mesmo setor da economia e estabelecem acordos visando o aumento da margem de lucros (panificadoras). Adotam a seguinte estrat�gia: estabelecem cotas de produ��o, controle dos pre�os, controle das fontes de mat�ria-prima (cartel de compradores) e divis�o de mercado. Trustes Associa��o financeira que realiza a fus�o de v�rias empresas em uma �nica. Organiza��o financeira que disp�e de grande poder econ�mico. Exemplos: fus�o da Mercedez-Benz com a Ford; de grandes bancos internacionais. RELA��O DE TRABALHO: Predom�nio do trabalho assalariado; Tamb�m ocorrem rela��es n�o-capitalistas de trabalho: parcerias, arrendamentos, escravid�o e trabalho for�ado por d�vida. MEIOS DE TROCA E INSTRUMENTOS DE CR�DITO: O dinheiro � o principal meio de troca; Instrumentos de cr�dito: O cheque; O cart�o banc�rio (dinheiro virtual); O cart�o de cr�dito (visa, credicard etc..); A Duplicata; A Nota Promiss�ria. RELA��O SOCIAL: Divis�o de classes: burguesia e proletariado; Concentra��o de renda; Desigualdades Sociais; Aumento da dist�ncia econ�mica entre ricos e pobres n�o s� nos pa�ses subdesenvolvidos.
O ESPA�O GEOGR�FICO
1.1. CONCEITUA��O: resultado da A��O do HOMEM (ou TRABALHO) sobre o MEIO ECOL�GICO, condicionada e regulada pelas institui��es sociais (Fam�lia, Escola, Igreja,Estado, Empresa), pelas infraestrutura (cria��es materiais da sociedade), pela supraestrutura (componentes espirituais da cultura), pelos costumes (formas n�o institucionais de comportamentos) e pela evolu��o hist�rica e tecnol�gica do homem. O espa�o geogr�fico compreende os ESPA�OS DA PRODU��O (agr�cola e industrial), da CIRCULA��O e CONSUMO (meios de transportes, com�rcio) e o das ID�IAS (= m�dia que induz ao consumo, estimulando a produ��o, a circula��o e o consumo de mercadorias). Estes espa�os interagem uns com os outros atrav�s dos tempos. O trabalho humano (uso da energia f�sica e mental para exercer atividades prim�rias, secund�rias e terci�rias) sofre as influ�ncias do meio ecol�gico, como o relevo (as atividades humanas se exercem principalmente em plan�cies e planaltos), a hidrografia (rios: transportes, hidreletricidade, irriga��o), os climas (influem no ciclo vital e sazonalidade das plantas), a vegeta��o (as forma��es vegetais florestais, arbustivas e herb�ceas condicionam a ocupa��o humana), os solos (fertilidade natural diminui os custos de produ��o agr�cola, j� a fertilidade diferencial est� relacionada � dist�ncia do mercado consumidor, aplica��o de tecnologia...). � A a��o do homem � cada vez mais GLOBALIZADA E MULTIPOLAR, em virtude da a��o das transnacionais (com sua tecnologia),dos bancos internacionais (com seus empr�stimos subjugam os pa�ses pela d�vida externa) e dos fundos de pens�o e de investimentos (comprando a��es nas bolsas e t�tulos no mercado financeiro), que s�o agentes do neocolonialismo.Esta globaliza��o ampliou-se com a Revolu��o Cient�fica e Tecnol�gica (ap�s l970, iniciando a III Revolu��o Industrial nos pa�ses centrais).
1.2. VARIA��O HIST�RICA DO ESPA�O GEOGR�FICO Na medida em que evolue, o Homem vai criando novas t�cnicas com seus instrumentos de produ��o. Estas t�cnicas v�o se superpondo, antigas com as novas, at� que aquelas percam sua utilidade e n�o se adaptem �s realidades presentes. Geralmente s�o os grupos hegem�nicos que marcam sua presen�a no espa�o geogr�fico e exercem dom�nio sobre o conjunto geral das pessoas que constituem a sociedade. � Tempos Primitivos - O fato mais importante foi a Revolu��o Neol�tica, tendo como base a agricultura que criou excedentes de produ��o, gerando o com�rcio e novas classes sociais (elites de sacerdotes, reis, escribas, militares dominando as massas de camponeses e artes�os); al�m de sedentarizar os grupos humanos, que criam novas t�cnicas (fundi��o de metais, tecelagem) e domesticam animais para melhorar sua efici�ncia produtiva. � Na Antiguidade destacamos as civiliza��es de regadio do Egito (�s margens do Nilo), da Mesopot�mia (rios Tigre e Eufrates), da �ndia e China; e, no Ocidente, as civiliza��es cl�ssicas da Gr�cia e Roma, que foram as bases da civiliza��o ocidental e crist� da atualidade. � Na Idade M�dia o espa�o da produ��o era basicamente agr�cola, chamado de feudalismo, que vai conviver com o capitalismo comercial a partir do s�culo XII. A partir da� o com�rcio europeu desenvolveu-se em duas �reas: Sul da Europa, no Mar Mediterr�neo (com G�nova, Veneza, Floren�a) e N da Europa com as manufaturas de Flancres (N da B�lgica) e da Hansa Teut�nica. Ao longo das rotas comerciais surgiram cidades e feiras. � Idade Moderna - s�c. XV (Grandes Inven��es e Navega���es) ao s�c. XVIII.
� Idade Contempor�nea (do s�c. XVIII at� hoje)
Fases da Revolu��o Industrial :
o II Guerra Mundial (1939-45) - da bipolaridade � multipolaridade] - Os efeitos desta guerra foram: aniquiilamento da Europa (da� o Plano Marshall norte-americano para sua recupera��o econ�mica; Europa fraca n�o mant�m col�nias, ocorrendo o movimento de descoloniza��o na �frica e �sia); come�ou a bipolariza��o do mundo entre as superpot�ncias EUA (capitalismo) x URSS (socialismo), competindo entre si na chamada Guerra Fria e dividindo a Europa, a Alemanha e do mundo em suas �reas de influ�ncia. A Europa Ocidental (capitalista), sob influ�ncia americana, criou uma alian�a econ�mica (MCE) e militar (OTAN); por outro lado, a Europa Oriental (socialista), sob influ�ncia sovi�tica, criou uma alian�a econ�mica (COMECON) e militar (Pacto de Vars�via).A Guerra Fria foi montada sobre um grande arsenal nuclear (o chamado "equil�brio do terror") desenvolvido pelas duas superpot�ncias e criado por seus complexos industriais militares. As pesquisas nucleares e espaciais usadas para fins b�licos, paradoxalmente, foram os fundamentos da atual Revolu��o tecnocient�fica.
o Revolu��o M�dico-sanit�ria (d�cada de 50) acarretou a explos�o demogr�fica nos pa�ses subdesenvolvidos (aumento vertiginoso de sua popula��o) criando desafios a serem resolvidos at� hoje (ser�o estudados na Unidade III).
o Supremacia norte-americana - iniciou-se desde o final do s�culo XIX gra�as a conjuga��o de uma pol�tica protecionista, ao grande mercado interno e � concentra��o vertical de empresas com os trustes.Se cristalizou, por�m, ap�s a II Guerra Mundial, como foi demonstrada: � pela imposi��o do Acordo de Bretton Woods (d�lar tornou-se o padr�o internacional monet�rio das rela��es de troca entre pa�ses capitalistas, sendo convers�vel em ouro na propor��o US$ 35= 1 on�a de ouro); ? pela cria��o do FMI e do Banco Mundial para evitar depress�es e fazer empr�stimos a pa�ses em crise; ? pela influ�ncia geopol�tica sobre Europa Ocidental e Jap�o x URSS (na Guerra Fria); ? pela revitaliza��o de ind�strias tradicionais norte-americanas, que transferem filiais para pa�ses subdesenvolvidos da Am�rica Latina (Brasil, M�xico, Argentina), acarretando mudan�as na divis�o internacional de trabalho. Esta �poca da Guerra Fria � considerada a Velha Ordem Mundial. A partir de 197l, por�m, come�a uma nova fase desta hegemonia norte-americana, quando o Presidente Nixon suspende a conversibilidade do d�lar em ouro - a partir da� o capital especulativo ou vol�til (que busca apenas lucros desmedidos) passa a ser negociado desenfreadamente nas bolsas do mundo. A hegemonia industrial passou a ser mais especulativaDesde 1973, segundo a economista Maria da Concei��o Tavares (FSP- 14/9/97), os EUA sofreram desequil�brios comerciais frequentes, aumentando a d�vida p�blica interna junto aos bancos e fundos de pens�o, que se tornaram instrumentos de "regula��o" dos mercados monet�rios e financeiros internacionais - o preju�zo sofrido no mercado internoo norte-americano foi compensado pela especula��o em t�tulos em bolsas (com a��es mais baratas) e mercados de c�mbio (com moedas de menor valor) e juros (mais altos que nos EUA) de outros pa�ses. Houve novas crises da Bolsa de Nova Iorque, como a de 1987, socorridas pelo marco alem�o e o yen japon�s (bancos japoneses detem grande quantidade de t�tulos da d�vida p�blica interna dos EUA). A partir da d�cada de 80 inicia-se o neoliberalismo com o Presidente Reagan (dos EUA) e Margareth Thatcher (do Reino Unido) contra o keynesianismo (que cerceava o livre mercado e mediava as rela��es capital-trabalho) e o Estado do Bem-Estar Social (gastos com benef�cios sociais aumentou a carga tribut�ria sobre os contribuintes e acarretou d�ficits p�blicos, estes gerados tamb�m pelos investimentos b�licos em face da Guerra Fria). O neoliberalismo caracteriza-se pelo livre-cambismo, privatiza��o de empresas estatais, redu��o do poder sindical e pelo desemprego.
o Nova divis�o internacional de trabalho - representa a hierarquiza��o de produ��o e com�rcio entre os pa�ses, que mudou ap�s a II Guerra, pois alguns pa�ses perif�ricos da Am�rica Latina e depois os Tigres Asi�ticos, que se industrializaram, apresentaram mudan�as estruturais em suas balan�as comerciais, exportando produtos secund�rios. Antes desta Guerra s� exportavam produtos prim�rios. Mesmo assim, estes pa�ses emergentes continuam subjugados economicamente (causa: d�vida externa contra�da com bancos internacionais para executar pol�tica desenvolvimentista na Am�rica Latina) e tecnologicamente (devido a presen�a das transnacionais- que com sua tecnologia tradicional se transferiram para Am�rica Latina ap�s a II Guerra Mundial). A divis�o de trabalho � uma forma de coopera��o social que exige a especializa��o e a interdepend�ncia de fun��es. O capitalismo a estimulou, na medida em que se criam t�cnicas para cada setor de produ��o, a fim de aumentar sua produtividade e os lucros dos propriet�rios dos meios de produ��o. Nas f�bricas ocorre a divis�o t�cnica de trabalho, cujas formas t�picas atuais s�o o just-in-time (mercadorias devem ser entregues aos clientes com qualidade e respeito aos prazos, respeitando a originalidade e criatividade dos agentes produtivos) e o cons�rcio modular (os m�dulos ou fornecedores fabricam cada um dos componentes da linha de montagem do produto). Just-in-time e cons�rcio modular s�o m�todos de gerenciamento industrial, criados atualmente, para reduzir custos de armazenamento de pe�as e atender o mercado de acordo com suas necessidades. Ao conjunto de caracter�sticas geopol�ticas e econ�micas planet�rias reveladoras de uma situa��o de equil�brio de poder entre as pot�ncias dominantes chamamos de Ordem Mundial ou Internacional. A Velha Ordem Mundial compreender a Ordem da I e II fases da Revolu��o Industrial e a da Guerra Fria. A partir da� verificamos a forma��o da Nova Ordem Mundial com a globaliza��o e seus aspectos.
o Regionaliza��o e globaliza��o dos Mercados - A regionaliza��o consiste na elimina���o das barreiras alfandeg�rias, diminuindo os custos de comercializa��o e aumentando o poder de competi��o internacional das empresas. Atrav�s da regionaliza��o harmonizam-se os interesses dos Estados (mantendo a soberania pol�tica e arrecadando mais impostos) e das grandes empresas. A globaliza��o representa o aumento dos fluxos de produtos e capitais entre megablocos regionais, obtendo maior retorno do capital investido pelas empresas. At� hoje a globaliza��o representou a forma��o de blocos de pa�ses, ou "fortalezas", com seus mercados fechados ao exterior. A globaliza��o foi facilitada pela moderniza��o dos meios de transportes e comunica��es e se liga � necessidade de um retorno mais r�pido dos imensos capitais destinados �s pesquisas/ Em verdade, a globaliza��o � uma nova face do imperialismo resultante do neocolonialismo, atrav�s das transnacionais, bancos internacionais e os fundos de pens�o e investimentos. Al�m disso, a globaliza��o se caracteriza pela integra��o planet�ria de bolsas e mercados de c�mbio e t�tulos financeiros baseados em capital especulativo; pela acelera��o das pesquisas cient�ficas e tecnol�gicas para aumentar a produtividade e competitividade das grandes empresas, mas exigindo muito investimento e da� a necessidade de expandir o mercado; pela pol�tica neoliberal (abertura comercial e financeira dos pa�ses ao mercado externo, privatiza��o de empresas p�blicas nacionais, afastamento do Estado em rela��o � produ��o dentro dos mercados nacionais- o resultado desta pol�tica foi o enfraquecimento do Estado, o aumento do desemprego, a fal�ncia das empresas nacionais diante da concorr�ncia internacional). Os efeitos da globaliza��o: crescimento da depend�ncia econ�mica e tecnol�gica dos pa�ses perif�ricos e amplia��o do colonialismo dos pa�ses centrais (exercendo dom�nio no plano econ�mico, tecnol�gico e ideol�gico); padroniza��o de formas de consumo (ex.: moda, h�bitos de consumo e alimenta��o): diminui��o da autonomia dos Estados em suas pol�ticas internas; especializa��o de espa�os de produ��o: cria��o de nova divis�o internacional de trabalho; a C&T aumentou a produtividade mas dificultou o acesso ao mercado de trabalho (da� o desemprego, a pobreza e surgimento de grupos neonazistas e neoludistas), moderniza��o dos meios de transportes e comunica��es (facilitando a internacionaliza��o do capital, especialmente o especulativo). As grandes empresas criaram a estrat�gia global de produ��o, decompondo o processo produtivo em partes.
OMC ou regionaliza��o? Uma das caracter�sticas da globaliza��o, como j� vimos, � a forma��o dos blocos econ�micos re�gionais. Seriam eles rivais da OMC? Na verdade, s�o processos de com�rcio diferen�tes. Por�m, se por um lado a forma��o de blocos favo�rece o livre-com�rcio, como a OMC, por outro, amea��a o princ�pio da Na��o mais Favorecida (NMF), porque h� regalias para os pa�ses membros (o artigo 24 do GATT abre exce��o para participantes dos blocos). Apesar disso, a organiza��o pretende que a cria���o de blocos seja um aliado para um com�rcio cada vez mais aberto, uma vez que o com�rcio regional deve complementar e n�o amea�ar o funcionamento multinacional das atividades comerciais.
O mundo em blocos BLOCOS ECON�MICOS Desde que os pa�ses europeus ocidentais op�taram pela integra��o econ�mica para enfrentar a concorr�ncia dos Estados Unidos, no mundo p�s�guerra, a f�rmula tem sido seguida em outros con�tinentes, por�m com o mesmo objetivo: ficar mais fortes no cen�rio internacional. A atual Uni�o Europ�ia tem um alto grau de in�tegra��o, mas nem todos os blocos que se formaram adotaram as mesmas medidas. Podemos considerar diferentes graus de integra��o entre as diversas as�socia��es: Zona de livre-com�rcio. Nesse tipo de bloco, a inten��o � apenas criar uma �rea de livre circula��o de mercadorias e capitais: Ex.: Nafta-Acordo de Li�vre-Com�rcio da Am�rica do Norte. Uni�o aduaneira. Al�m da zona de livre cir�cula��o de mercadorias e capitais, na uni�o adua�neira � usada uma tarifa externa comum (TEC) em rela��o a pa�ses que n�o pertencem ao bloco. Ex.: Mercosul. Mercado comum. Al�m de apresentar as mes�mas caracter�sticas das associa��es anteriores, o mercado comum compreende a livre circula��o de pessoas e a padroniza��o das legisla��es econ�mica, trabalhista, fiscal e ambiental. Ex.: Uni�o Europ�ia at� dezembro de 1998. Uni�o pol�tica e econ�mica. Atual est�gio da Uni�o Europ�ia, ap�s a ado��o da moeda �nica, o euro. Os maiores blocos econ�micos da globaliza��o s�o: Uni�o Europ�ia, Nafta, Mercosul e Apec (Coo�pera��o Econ�mica da �sia e do Pac�fico). Abandeira azul, salpicada de estrelas dou�radas, j� pode ser vista junto �s bandeiras na�cionais de alguns pa�ses europeus, como mos�tra a foto ao lado. � a bandeira da UE - sigla da Uni�o Europ�ia, uni�o econ�mica e monet�ria que re�ne quinze pa�ses da Europa. Em confer�ncias internacionais, a posi��o da UE substitui a voz individual de seus asso� ciados. O valor do euro, moeda �nica, j� vinha expresso nas mercadorias antes mesmo de en�trar em circula��o em janeiro de 2002. Nenhum bloco econ�mico atingiu ou pretende, por enquanto, atingir o grau de integra��o dos pa�ses da Uni�o Europ�ia. Foi preciso um longo caminho para chegar a essa situa��o.
1.3.- DESENVOLVIMENTO E SUBDESENVOLVIMENTO
1.3.1.- Caracter�sticas gerais dos pa�ses capitalistas desenvolvidos:
1.3.2.- Caracter�sticas dos pa�ses perif�ricos
4.- PROBLEMAS DAS �ECONOMIAS DE TRANSI��O� At� 1989 denominava-se II Mundo ao conjunto de pa�ses socialistas. Caiu o Muro de Berlim e a maioria destes pa�ses, a come�ar pela antiga Uni�o Sovi�tica, hoje CEI (Comunidade de Estados Independentes), est� mudando em dire��o ao capitalismo - da� o nome de "economias de transi��o". Teoricamente o socialismo identificava-se pela propriedade coletiva dos meios de produ��o e consequentemente havendo uma planifica��o da economia pelo Estado, sendo o �nico empres�rio, gerando pleno emprego, tendo seus lucros aplicados especialmente em educa��o e sa�de. O socialismo ut�pico pregava a igualdade entre homens e mulheres, o fim do lucro e das heran�as e a socializa��o dos meios de produ��o. J� o socialismo cient�fico, criado por Marx e Engels, n�o imaginava uma sociedade ideal como o primeiro, mas baseava-se na evolu��o da Hist�ria e do capitalismo para criar uma sociedade sem classes. Assim afirmava que a evolu��o hist�rica � determinada pela luta de classes; os oper�rios devem organizar-se como uma for�a revolucion�ria para organizar uma ditadura do proletariado, que seria uma transi��o para criar uma sociedade igualit�ria e socializar a produ��o. Na pr�tica ocorreu o chamado "socialismo real": firmou-se a ditadura do Partido Comunista e da burocracia (classe de administradores p�blicos ligados ao PC e ao Estado), centralizando as decis�es pol�ticas, culturais e econ�micas, inadequando assim o processo econ�mico entre o mercado e a produ��o (socializou a produ��o e o consumo, ampliou o mercado com o pleno emprego da m�o-de-obra, mas n�o a produtividade, o que resultou em dificuldades de abastecimento de bens de consumo da popula��o. A origem do "socialismo real" decorreu do fato de que, quando o Partido bolchevique tomou o poder no Imp�rio Russo, em outubro de 1917, expropriou os meios de produ��o e acabou o poder dos sovietes existentes (reuni�es democr�ticas de debates dos problemas nacionais pelas classes populares) e criou uma elite privilegiada de burocratas, que monopolizava o poder. Essa ditadura do PC e da burocracia se cristalizou com Stalin, durante e ap�s a II Guerra Mundial, que transformou a URSS em superpot�ncia gra�as aos planos quinquenais. Na d�cada de 80 vieram � superf�cie os problemas sovi�ticos: a popula��o estava descontente em face do desabastecimento de bens de consumo no pa�s (haviam filas para tais- a raz�o disto � que o governo totalit�rio investia mais em ind�strias de bens de produ��o, especialmente as voltadas para o aumento do seu prest�gio internacional durante a Guerra Fria, como a ind�stria b�lica e aeroespacial), como tamb�m do ritmo lento de transforma��es internas - tudo era engessado pela centraliza��o da burocracia ligada ao PC, tornando deficiente a produ��o agr�cola e industrial (exatamente por este dirigismo estatal). Em 1985 subiu ao poder a ala reformista do PC da URSS, sob a lideran�a de Gorbachov, que criou as pol�ticas da perestroika (reestrutura��o econ�mica) e da glasnost (abertura pol�tica) para tentar resolver estes problemas. Foi a partir da� que o mundo socialista come�ou o processo de transi��o (ora dolorosa como na antiga Iugosl�via, ora pac�fico como na antiga Tchecoslov�quia): caiu o Muro da Vergonha, a Cortina de Ferro, a URSS deu lugar � CEI, reacenderam-se nacionalismos e surgiram in�meros problemas decorrentes da inefic�cia econ�mica (produtividade insatisfat�ria do trabalho e das empresas, com d�ficits constantes na autosufici�ncia alimentar e produ��o de bens de consumo) e da crise de autoridade (corrup��o, infla��o, m�fias, desemprego) como est� acontecendo hoje na R�ssia, sob o governo inerte de B�ris Yeltsin. A China ainda � socialista, mas desde 1978 ( com Deng Xiaoping) come�ou a organizar o "socialismo de mercado"com reformas econ�micas no campo e na cidade e com a abertura das ZEE para atrair transnacionais e sua tecnologia. Em consequ�ncia deu-se um crescimento econ�mico de 9% na d�cadade 90 e a invas�o mundial de produtos chineses.
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