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O Brasil no mundo

Brasil, Canadá, China, Estados Unidos e Rússia são os países mais extensos do mundo.

Para se fazer uma idéia da extensão territorial do Brasil, basta lembrar que tanto no sentido norte-sul quanto no sentido leste-oeste o território brasileiro cobre uma distância de mais de 4.300 quilômetros. Uma enorme extensão que traz benefícios e dificuldades ao País.

Situado na América do Sul, o Brasil faz fronteira com todos os países sul-americanos, exceto Chile e Equador. (Veja mapa) . Esta aproximação deveria ter dado maior integração entre os países, o que não ocorreu porque o sistema de colonização europeu produziu espaços distanciados e desarticulados.

Desde que os europeus chegaram ao continente americano, impondo seu domínio aos povos aqui existentes, a economia desse novo mundo" foi organizada para atender aos interesses das metrópoles. Para estas, o papel das colônias era o de fornecedor de produtos de alto valor no mercado europeu, principalmente minerais valiosos (ouro, prata, ferro...) e produtos tropicais (açúcar, algodão, tabaco, café). A economia do Brasil seguiu o mesmo modelo.
s colônias relacionavam-se quase que exclusivamente com suas metrópoles. O Brasil, por exemplo, tinha pouco relacionamento com outros países, inclusive os vizinhos sul-americanos. Uma situação que só agora e com dificuldade vem sendo modificada pelas novas relações entre os governos dos países é a criação de organizações regionais, como o Mercosul, o Nafta e a ALCA, que pretendem ser um grande mercado abrangendo todo o continente.


As potencialidades do País

lém de extenso, o território brasileiro poderia ser melhor aproveitado, pois não possui áreas desérticas naturais nem regiões excessivamente frias. Na maior parte do território, o relevo não é obstáculo à ocupação e desenvolvimento de atividades econômicas. O país não está em áreas sujeitas a terremotos, maremotos, tufões e furacões. Sua localização no. planeta resulta em muitas áreas com condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento da agricultura e da pecuária durante todo o ano.

Os recursos minerais, alguns abundantes, outros de grande importância econômica, outros raros mas de alto valor, são potencialidades para o seu desenvolvimento econômico.
riqueza hídrica do Brasil coloca-o entre os principais países do mundo com disponibilidade de água, tanto potável, quanto para geração de energia.

Outra potencialidade do País é a extensão de seu litoral, banhado pelo oceano Atlântico, de grande tráfego comercial e navegável o ano todo. Isso facilita as comunicações com os países vizinhos e com outros continentes, sem falar do potencial pesqueiro e da exploração de petróleo. Apesar dessa extensão e da grande concentração de população junto ao litoral, o Brasil não tem priorizado a navegação de cabotagem, dando preferência ao transporte rodoviário, mais caro na implantação e operação.

Essa imensa potencialidade do Brasil não vem sendo usada integralmente para o desenvolvimento e bem-estar social do povo. Ao contrário, vem servindo mais aos interesses de um pequeno número de brasileiros e a outros países, principalmente os industrializados que investem aqui vultosos capitais, como Estados Unidos, Japão, França, Alemanha, Inglaterra e outros.

A população brasileira

Com mais de 157 milhões de habitantes em 1996 (segundo o IBGE), o Brasil é um dos países mais populosos do mundo.

O ritmo de crescimento da população vêm-se desacelerando nos últimos anos. As taxas de mortalidade vêm sendo reduzidas, mas ainda são preocupantes, apesar dos progressos da medicina, das campanhas de vacinação, das melhorias das condições sanitárias e de outras medidas preventivas.

Existem bolsões de miséria que apresentam taxas de mortalidade, principalmente infantil, superiores às de países mais atrasados. A característica da população brasileira de ser urbana em sua maioria vem sendo uma das causas da queda dos índices de mortalidade, pois o meio urbano favorece o acesso à assistência médica, ao controle de doenças, a uma infra-estrutura em saneamento e outras condições de controle das condições de saúde melhores que a do meio rural.

Quanto às taxas de natalidade, vêm-se notando quedas, porém em ritmo lento. A urbanização cada vez maior da população brasileira vem contribuindo para a diminuição da natalidade, devido a alguns fatores como: as dificuldades econômicas e sociais que têm levado muitas famílias a planejarem o número de filhos, o maior uso de anticoncepcionais, os casamentos mais tardios no meio urbano e a entrada da mulher no mercado de trabalho.

Uma população que envelhece

Devido a vários fatores, dentre eles as altas taxas de natalidade de décadas anteriores, o Brasil é um país com grande proporção de jovens - O a 19 anos (46,5%). A partir do censo de 1991, acentua-se o crescimento da população adulta. O fato de se ter numerosa população jovem é uma potencialidade, quando se pensa no futuro, mas, por outro lado, exige muitos investimentos em vários setores como, por exemplo, educação e geração de empregos. Nessa faixa etária, os jovens deveriam estar na escola, formando-se como cidadãos e profissionais. Entretanto, milhares deles estão enfrentando o trabalho como massa operária desqualificada, com baixos salários e sem perspectivas de melhor qualidade de vida. Assim, o Brasil continua desperdiçando uma de suas maiores potencialidades: o seu povo.

Os contrastes no Brasil

Para compreendermos a posição que o Brasil ocupa no mundo contemporâneo, temos de saber por que, com tantas possibilidades, não somos um país desenvolvido.
análise dos recursos que possuímos mostra as contradições que o Brasil enfrenta. Temos, ao mesmo tempo, um país rico e pobre, com espaços semelhantes aos de países desenvolvidos e áreas miseráveis nas cidades e nos campos.

O Brasil só deixará a situação de subdesenvolvimento quando a maioria da sociedade beneficiar-se de seus recursos naturais e do fruto do trabalho dos brasileiros. Não podemos aceitar um modelo de economia que concentra a maior parte das riquezas do País nas mãos de uns poucos, enquanto a grande maioria da população vive na pobreza ou na miséria.
o apresentarmos o Brasil com esse enfoque, não queremos difundir o pessimismo. Queremos, sim, conhecer melhor a nossa realidade, pois só assim poderemos contribuir para mudar a situação atual, criando um Brasil melhor para nós e para as futuras gerações.

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