Pós-Graduação
em Educação
Fundamentos Psicopedagógicos
da Aprendizagem:
A troika (Vygotsky,
Luria e Leontiev)
e a práxis Sócio histórica da atividade
Disciplina -
Fundamentos Psicopedagógicos da Aprendizagem – Vygotsky,
Luria e Leontiev
Docente: Eugenio
Pereira de Paula Júnior - Mestre em educação - UFPR
Ementa:
O
curso propõe habilitar os educadores na práxis sócio-histórica da atividade,
permitindo-os estabelecer implicações com sua prática pedagógica - tanto pelo
enfoque proativo quanto terapêutico. Três teóricos
serão estudados - L. S. Vigotski, A. R. Luria e A. A. Leontiev.
Abordar-se-á os métodos de investigação de Vigotski
na concepção Sócio-Histórica da Ativiade e sua
replicação, os estudos neuropsicológicos de Luria e a
concepção Histórica do Desenvolvimento Cognitivo de Leontiev.
Como avaliação, os alunos deverão propor um esboço de currículo e intervenção psicopedagógica por este enfoque.
E1 - pprimeiro
encontro.
&nbssp;
Apresentação
&nbssp;
A mesma linguagem.
1 - desenhe um ovo inclinado.
2 - embaixo do ovo duas paralelas verticais.
3 - embaixo de cada
paralela um triângulo.
4 - à esquerda do ovo duas paralelas
verticais.
5 - em cima destas uma bola.
6 - dentro da bola um ponto a noroeste.
7 - à esquerda da bola um
triângulo.
8 - à direita do ovo um
triângulo.
9 - dentro do ovo a letra S.
10 - Agora, complete o que faltou.
Falamos a mesma linguagem?
Curso sobre Luria, Vygotsky
e Leontiev - a mesma linguagem.
|
8 - 10h |
Apresentação, introdução - Grupos. |
|
10 - 12h |
A escola russa - dialética - troika. |
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13 - 15h |
Vygotsky. |
|
15 - 16h |
Discussão - encaminhamentos. Leontiev. |
Apresentação - livros.
1) A escola russa – 1920 – 1924/34
2) Histórico - a troika.
3) As contribuições de Vigotski,
Luria e Leontiev.
4) Aplicação prática dos conceitos.
2º encontro - A neuropsicologia
de Luria.
3º encontro - Aplicação - Apresentações.
Por que Vygotsky e Luria?
Assim como
podemos sentar em diferentes lugares para observar um objeto sobre uma mesa,
existem vários ângulos (teorias) de leitura do homem. É dever do bom
pesquisador tentar conhecer a todas, mas para isto precisamos partir de uma.
Sentei-me ao lado de Luria.
Vygotsky traz a concepção, Leontiev a
explicação e Luria os instrumentos.
Os conceitos da práxis
sócio-histórica na aprendizagem - Anexo 1. Lista
|
O conceito |
como explica - informação Conceito cotidiano/científico ZDP |
Mediação |
como aplica - conhecimento NDR |
1)
A escola russa
- 1
O suporte biológico (material - FPE - quantidade) da mente (psíquico
- qualidade - FPS)
-
o funcionamento cerebral é a base biológica para o psíquico.
- 2
A interação - sócio-histórica (ambiente e atividade)
-
a influência da cultura (a cultura é o palco
de negociações) como suporte histórico da existência humana.
- 3 O uso de instrumentos
(físicos) e signos (mental) - mediação e linguagem
- a atividade do homem no
mundo.
Sintetizar com a
interação entre os três pontos; o biológico transforma-se em sócio-histórico. A
biologia humana não é uma continuação da biologia animal, é uma biologia
socializada. Segundo Moscovici (1970) de uma
psicologia bipolar (suj-obj) para uma psicologia tripolar (Sujeito-outro-objeito), porém com uma leitura monista da relação mente/cérebro.
Uma psicologia humana, baseada no método do materialismo dialético.
Mas o que é
materialismo dialético?
Resumir o método dialético
do conhecimento. Texto 1 (Lakatos)
Ler em grupo de 4 - elaborar uma pergunta para ser sorteada
para o outro grupo.
Um exemplo em sala de aula.
Dialética
–
Lakatos e Markoni
1 Ação recíproca
- O mundo como processo - A idéia de
sistema aberto. Só a mudança é constante!
- Tudo se
relaciona - A mecânica quântica, Daisyland e o efeito
dominó.
2 Mudança dialética
-
Tese, antítese, síntese - tese...
O ser
e o vir a ser - a potencialidade.
Autodinamismo e mudança mecânica - A passagem do biológico
para o mental.
F.P.E e
F.P.S. - funções emergentes. Do embrião ao crepúsculo do homem.
3 Quantidade e qualidade
Cérebro
e consciência.
A
curva de aprendizagem. A Mediação interpsicológica
repetida até internalizar.
O
Salto qualitativo - Insight “Puxa! Até que enfim!”
4 Interpenetração dos
contrários
+/- habitando o mesmo ambiente. As contradições inerentes
ao sistema.[
- Estação carandiru - “não tema os monstros tornando-se um
deles...”
- é
interno - o mundo externo é o catalisador de um ou outro.
- é
inovador - o mundo interno é potencial. A presença do conflito - a gênese da
angústia.
- unidade de dois
- a mesma mônada = sinergismo.
Aprendizado (obuchenie) ensino + aprendizagem - é a área de conflito psíquico.
O mal aluno pode ser recuperado, o bom aluno pode ser perdido.
Histórico
- a tróika.
1900
- Pavlov e a reflexoloogia - As percepções não são passivas. Os
mapas de Broadmann.
1905,
1917 - As revoluções Russas -
o materialismo dialético é a concepção hegemônica em ciências.
1918 - Fim da I Guerra mundial. O flagelo
humano e o campo de Luria - as lesões cerebrais.
1924 - O
congresso de Leningrado - Vygotsky
a consciência e a crise da psicologia.
- O instituto e a tróika - Os
laboratórios de “reações” (o banimento da psicologia subjetiva).
1929 - Stalinismo - As obras de Vygotsky são
proibidas.
1934 -
Morte de Vygotsky.
1939-45 - A II guerra mundial - o Campo de Luria...
A neuropsicologia
1970 -
A guerra fria - A tradução de Vygotsky para o inglês.
1980 –
Vygotsky chega ao Brasil.
1989 -
Berlim - “o fim do marxismo”, mas não do materialismo dialético.
2003 - Um
modismo? Uma teoria coringa? As críticas ao construtivismo. Os paradigmas não
morrem, são superados.
A tróika
Lev S. VIGOTSKI (1896 - 1934)
Um homem
além de seu tempo, e do nosso... - A concepção sócio-histórica
A psicologia humana, superando a
crise materialista/mentalista
Alexandr R. LURIA (1902 - 1977)
A
neuropsicologia - A análise sindrômica.
- o instrumento para mediação
Alexis A. LEONTIEV (1903 - 1979)
A
teoria da atividade. A passagem do animal ao humano - a explicação
Cérebro/corpo ambiente
X
4) A contribuição de Vygotsky:
- A Teoria (Práxis)
Histórico-cultural, ainda não existe teoria sócio-histórica.
A crise - a Psicologia como:
|
ciência natural organicistas (materialistas) |
ciência mental idealistas (mentalistas) |
|
biológica, ambiental, física |
humana, cultural, metafísica |
A consciência como objeto de
estudo da psicologia humana. A “nova” psicologia.
mente X corpo = dualismo
corpo Þ mente = monismo (identidade).
o milagre do cérebro (água -
quantidade) e da consciência (do vinho - qualidade)
- a defectologia
- estudar o
patológico para explicar o normal e não o contrário.
- Trocar o modelo médico pelo modelo
pedagógico em ed. Esp. - mais interação/mediação.
- isonomia e constinuum
do desenvolvimento, normal e especial
- a linguagem instrumental
- a mediação
semiótica. O psiquismo potencializado.
funções da linguagem - intercâmbio social e
pensamento generalizante.
|
Linguagem animal biológico - pré-intelectual |
Comunicação humana Sócio-histórico Biológico/cultural |
pensamento animal biológico - pré-verbal |
- o mediador (Scafonding)
- o andaime e o
rebocador. Do animal ao humano. - Aprendizagem e desenvolvimento.
- ZDP -
o papel do jogo
5) Implicações práticas.
- O
método de Vygotsky.
1 - Analisar os processos e não os objetos (resultados).
- Observar como a criança faz uma atividaade, e não o resultado.
2 - Explicação X descrição. - A qualidade (etnográfico) x
quantidade (positivista).
A era da investigação
qualitativa (O zeitgeist)
Aristóteles queria explicar
(compreender Qualitativo - hermenêutico) X Galileu
queria descrever (“explicar” quantitativo - positivista)
Ver
curva de aprendizado. A qualidade da mudança e não a quantidade da mudança.
3 - O “comportamento fossilizado” - Identificar a origem
(Psicologia genética) e o processo de implantação dos comportamentos - A
análise dinâmica. “Estudar alguma coisa historicamente significa estudá-la no
processo de mudança; esse é o requisito básico do método dialético.” (Vygotsky, 1984 - p.74)
- O uso de instrumentos - Sua evolução e determinação na
cognição humana.
E2 - Segundo encontro.
|
8 - 10h |
Revisão/complemento do 1º encontro - as contribuições de Luria |
|
10 - 12h |
A primeira unidade funcional |
|
13 - 15h |
A segunda unidade funcional |
|
15 - 17h |
A terceira unidade funcional - aplicação. Considerações finais. |
1) As contribuições de Luria.
- A neuropsicologia: as três unidades funcionais, FPE e FPS, a
análise sindrômica, os testes de Luria.
- o cérebro faz parte do organismo, ambos interagem com o ambiente, a
mente é o resultado da sinergia desta
interação.
- cérebro e corpo são indissociáveis.
neuroanatomia é necessário
a
finalidade da neuropsicologia é explicar as relações
entre os sistemas neuronais e certas operações
cognitivas e não fazer diagnóstico de localização de síndromes.
A avaliação
(diagnóstico) vem antes do ensino (intervenção).
Os três cérebros
de McLean - Cérebro reptiliano,
límbico e cortical.
A
presença do materialismo dialético na neuropsicologia
|
Materialismo dialético |
neuropsicologia |
|
1 Ação recíproca O
mundo como processo Tudo se relaciona |
sistema aberto - a gênese de
funções: das inferiores para superiores e vice-versa. Sistema funcional -
análise sindrômica. |
|
2 Mudança dialética a potencialidade - Tese,
antítese, síntese... |
F.P.S - inéditas
emergentes (neuropsicológicas.). Do (primeiro) embrião ao
crepúsculo do (último) homem. |
|
3 Quantidade e qualidade Salto qualitativo: da
quantidade para a qualidade |
A passagem do biológico
para o mental. Do animal ao humano - do
orgânico ao psíquico. sinapses = genialidade |
|
4 Interpretação dos
contrários - unidade de n fatores- |
Sistema sinérgico - razão ¹ emoção, F.P.E ¹ F.P.S. O conjunto (¹) das unidades funcionais. Humano = orgânico
(material) + mental (imaterial). a Mônada
Dos Antagônicos |
A 1a. unidade funcional – O Cérebro desperto
A 2a. unidade
funcional – O Cérebro informado
- áreas corticais - Quadro.
- Lei da especificidade modal.
- lei da lateralização
progressiva.
- lei da hierarquia decrescente.
A 3a. unidade
funcional – O Cérebro humanizado
Três unidades
quadro comparativo
Implicações
práticas.
- A neuropsicologia - avaliação e intervenção.
Intervenção - Padrão de estimulação -
Complete a receita do gênio
e do idiota.
|
Organismo |
Pobre |
Normal |
Rico |
|
Handcap |
* |
|
|
|
Normal |
|
Normal |
|
|
Superdotado |
|
|
|
*nossas APAES - “A gente tá
atrasado com relação aos outros e aprende mais devagar par alcançar eles? Bart
Simpson - The Simpsons -
episódio: Só se muda 2 vezes.
E3 - Terceiro encontro.
|
8 - 9 h |
Revisão/complemento do 1º e 2º encontros - as 3 unidades funcionais. |
|
9 - 12h |
mapa/áreas cerebrais - colagem. FPS |
|
13 - 15h |
Pesquisa – Diagnóstico neuropsicológico |
|
15 - 17h |
Mesa redonda - fechamento |
- as três unidades funcionais
- A 1a. unidade funcional - favorece (atenção - hipotálamo) e impede
(hipotálamo) a aprendizagem. A importância da concentração - disciplina.
- a 2a. unidade funcional - a
sede da aprendizagem
as
áreas cerebrais. A importância da informação - interação (vivência) e leitura.
- a 3a. unidade funcional - a arquiteta da aprendizagem
as
áreas cerebrais. A importância da atividade - interação, novas experiências.
FPS
Quadro comparativo
|
FPE Psicofisológicas |
FPS Neuropsicológicas |
|
Do animal... Comportamento automático |
... ao
humano Ações intencionais |
|
Interação direta |
Interação mediada |
|
Cons. Biológica – perceber
o mundo |
Consciência psíquica –
perceber-se no mundo |
|
Reflexo de Orientação |
Atenção volutária/concentração |
|
Sensação – reação ao mundo
físico
- interoceptiva - 1a uf.
- inconsciente.
- próprioceptiva - 2a. uf - somestesia
- exteroceptiva - 2a. visual/auditiva |
Percepção – reflexo
psíquico - Percepção/cognição
- Dor, fome, sede. - posição/movimento Consciência - corpo/mundo -
coisas |
|
Percepção – mundo real |
Cognição – mundo mental |
|
Emoções |
Sentimento (a emoção nomeada) |
|
Pensamento (ensaio e erro) |
Raciocínio – Pensamento
verbal (P & L) |
|
Memória (STM) |
Memória mediada (LTM) |
|
Linguagem afetiva (sons) |
Linguagem racional (P
& L) - palavras |
|
Instrumentos físicos |
Instrumentos mentais |
|
|
Leitura – Linguagem
materializada |
|
|
Escrita – linguagem materializada |
|
|
Cálculo – A ação
mentalizada |
- Mais um modelo
fadado ao fracasso?
Não é o modelo teórico que fracassa, apesar das
limitações inerentes a qualquer corpo de conhecimento, mas o fracasso está na
desarticulação ou desmembramento que este modelo sofre ao ser incorporado pelo
professor.
Longevidade diretamente
relacionada com a qualidade do neocórtex e do
hipotálamo.
Os conceitos da práxis
sócio-histórica na aprendizagem
|
1.
1.
Práxis sócio
histórica da atividade - aspectos externos da aprendizagem. Da mão ao micro Social porque é coletivo Histórico porque evolui Da atividade porque exige ação
consciente (intencional) |
|
2. 2.
interação direta I Comportamento animal -
Exemplo, tomar água na fonte. |
|
3. 3.
X comportamento humano - Exemplo, tomar
água na fonte com a mão em concha, com um côco, uma
concha, um copo, um copo de cristal. atos - limites - superação e negação da situação limite. o inédito viável (humano) -
a possibilidade de ir além. |
|
4.
4.
Mediação - O
uso de instrumentos em determinada atividade, ou ação. - mediação
instrumental (física) - ferramentas. - mediação semiótica (psíquica) - Signos e sistemas;
linguagem, sistemas de cálculo, técnicas mnemônicas, símbolos algébricos,
obras de arte, escrita, esquemas, diagramas, mapas, maquetes, mundo virtual. A descontextualização é a construção
da mediação - Da presença do não-instrumento (físico/mental)
e a consciência (abstração) do instrumento (metafísico - transforma o físico)
no não-instrumento. Ver a pré-história da escrita. É criativa e reflexiva. Mediar para potencializar. A brincadeira de “faz-de-conta” é pedagógica. |
|
5.
5.
mediador - o
que produz e se apropria dos instrumentos nas interações. Faz uso de
instrumentos. Adulto, o mais experiente - agente reflexivo. Procurar a independência, partindo do nível real - fazer fazer. mediadores - consciência,
sociabilidade e instrumentos. Teoria da atividade - práxis. nem espontaneísta, nem diretivista. -
a imitação - criativa e recriativa. Interações: cooperação cca1>cca2,
tutela adulto>cca2, colaboração cca2>cca3 Rever |
|
6.
6.
instrumento -
Qualquer objeto, físico ou mental, usado em determinada atividade. É o objeto
de mediação (X). O primeiro instrumento foi a mão/língua até o computador. Decorre da
lógica imanente das condições materiais: “Com a mão não dá... logo, preciso de
outra coisa... borracha é mole... logo...” |
|
7.
7. signo - é o instrumento mental
(psicológico); media a passagem do nível psicofisiológico para o
neuropsicológico. Dá qualidade. um signo é supra-individual (social -
público, coletivo) e individual (privado, particular, capitalizado). O discurso
navega ente estes pólos. A linguagem
está inacabada, porém sendo usada como pronta. (Fsm - p. 59) |
|
8.
8.
palavra - A
senha de entrada para o mundo humano. “as palavras são instrumentos do pensamento: formam o canal
pelo qual o pensamento flui; são ou moldes nos quais o pensamento é modelado”
(Huxley, in Humphey,
1994) intersubjetividade - nem particular (para
si) nem coletivo (para o outro). A palavra bola tem um uso particular e
coletivo - ver significado e sentido. Significado
Ü Linguagem +
pensamento. e. g. “sapato”, provoca alguma reação?
Emocional? Intelectual? -
o significado evolui - este “breguets ai”, “au-au”,
minha uva. significado - social, coletivo,
objetivo. sentido - individual, particular,
subjetivo “não foi a minha intenção” - o outro dá significado próprio
às coisas. Os sentidos e
significados são as maiores dificuldades entre professores e alunos. - o compartilhar dos significados é fundamental para que
haja compreensão nas relações interpessoais. |
|
9. 9.
interpsíquico (intermental) -
objetivo (coletivo) - o uso conjunto (coletivo) de instrumentos/signos. |
|
10. 10. intrapsíquico (intramental)
- subjetivo (diferenciado) - independência. Uso autônomo (apropriação) de instrumentos/signos. |
|
11. 11. internalização - Processo de internalização
e sistemas simbólicos. (Oliveira p. 34) “descontextualização dos
instrumentos de mediação”- o processo de internalização.
Pensem em limão. A passagem
do interpsíquico para o intrapsíquico.
A internalização não é simples cópia do uso interpsíquico, é a reconstrução do instrumento/signo. |
|
12. 12.
Consciência - consciência -
conhecer alguma coisa com os outros. Matéria inanimada -
consciência zero. Humano - consciência máxima, tendendo ao infinito. Consciência
biológica - psiquismo animal -
rumo à independência do biológico. -
consciência e organismo (corpo + ambiente) água O2
+ H Consciência -
é ser (algo constituído) o autor (agente) de sentimentos cerebrais
(manifestações orgânicas) reverberantes (autopoiético,
ciclíco) Consciência
psicológica - “Eu” - o animal transformado em humano pelo signo. psicons, a unidade da consciência, surgem quando qualquer
unidade de tecido conectivo (sinapses) entre neurônios individuais é energizada. Consciência social - a evolução da humanidade. A
ação-reflexão na história. É a consciência que permite distinguir o sonho da
realidade. |
|
13. 13. atividade, ação e
operação - Atividade - busca consciente (ação mental planejada) de objetivos. -
-
Atividade
determinada pelas necessidades (coletivas) e desejos (individuais). E.g. “dar aula”. Evolução (filogenético) + sobrevivência (ontogenético). Atividade, dirigida à meta.
Interação direta. Atividade (processo externo) @ sistema funcional (processo interno). - Ação - antagônica à meta
(redundante). interação mediada. Ação - objeto ¹ motivo - determinada pela situação (situação de
contorno - o que fazer). - Operação - organização dos meios para 1
ação, determinada pelo ambiente.
Operação, meios para a
ação. Uso de instrumentos (como fazer). Aplicação - a atividade é o fator motivador
(significativo). Meta atingida
= atividade > ação > operação. Se o aluno não entende a atividade e fica
apenas na ação/operação ele não terá interesse em
trabalhar. - Atividade
(metas) e consciência (reflexão e relação com os meios) devem andar juntas.
Quantas vezes não presenciamos a dissociação entre atividade e consciência
nas nossas salas? “o papel do sentido nos processos de aquisição do
conhecimento”. imprescindível é a formação do
professor. Necessidade (atividade) + ferramenta
(ações) + funções mentais (operações) |
|
14. 14. |
|
15. 15.
zona de desenvolvimento real - Vygotsky e Piaget diziam que as crianças transformam a
experiência em base para a construção de novas compreensões. ZDR - retrospectivamente - o que já
aprendeu. ZDP - prospectivamente - o que vai aprender. “A criança sozinha faz arte porque não tem mediação”. |
|
16. 16. zona de desenvolvimento
proximal - Ë a distância entre o que o indivíduo realiza com ajuda e o que
ele realiza sozinho. a aprendizagem
ocorre na zdp - a região de sensibilidade à
instrução. A ZDP implica a existência do outro (mediador), que provoca
ou visa a alteração de desempenho. a mediação não funciona
fora da ZDP. |
|
17. 17. zona de desenvolvimento
potencial - É a atividade, ação que o indivíduo consegue realizar na
interação com o mediador. O aluno que reproduz um exercício de matemática com
auxílio do professor. |
|
18. 18.
Aprendizagem/desenvolvimento - Aprender é fazer sinapses - a
aprendizagem é provocada. O
desenvolvimento é expontâneo (pode ser acelerado),
segue a aprendizagem. Sem
aprendizado desenvolve-se somente o animal, com aprendizado desenvolve-se o
humano. Desenvolvimento
- emersão de funções neuropsicológicas - catalisadas pela aprendizagem. -
o processo de desenvolvimento é de fora para dentro (empirismo? não, interacionismo!) Aprendizado (obuchenie) -
processo de ensino/aprendizagem. Ensino (o outro,
ambiente), aprendizagem ( o indivíduo). A aprendizagem só ocorre na zdproximal
- entre o real e o potencial. Abaixo do real, não há motivação (tédio), não há
aprendizagem. Acima do potencial, não há motivação (raiva), não há
aprendizagem. |
|
19. 19. neuropsicologia - aspectos internos da
aprendizagem – o organismo com a medição ambiental (cultura) forma o humano. |
|
20. 20. Funções psicológicas
elementares (psicofisiológicas) - ref. de orientação, memória,
linguagem animal, sensações (propriocepção, viscerocepção e interocepção). consciência biológica (psiquismo animal). |
|
21. 21. Funções psicológicas
superiores (neuropsicológicas) - atenção, memória mediada, uso de
instrumentos, linguagem (leitura, escrita), percepção, cognição, pensamento,
Consciência. |
|
22. 22.
sensação - as sensações (7 notas) são os regentes
das (infinitas) sinfonias cerebrais da minhoca ao olho - a evolução sensorial círculo sensorial - reverberação neuronal Sensação - Bastante estímulo - a base para aprendizagem.
Ambiente rico + organismo. Predomínio interpsíquico.
Ativação da 1a. unidade funcional. |
|
23. 23. percepção - sensação e percepção envolvem atenções
diferentes, como saber se a 5a. sinfonia está sendo
tocada por Lima ou Mattar. Organização -
bastante organização (aprendizagem escolar). Organismo estimulado +
subjetividade - predomínio interpsíquico. Ativação
da 2a. unidade funcional |
|
24. 24. cognição - predomínio intrapsíquico - ativação das 3 unidades funcionais |
|
25. 25. sistema - Sinergismo . a turma X |
|
26. 26. Análise sindrômica - |
Extratos de DANIELS, Harry, (1994) (org.) Vygotsky em foco: pressupostos e desdobramentos. Campinas : Papirus.
35 - a aprendizagem é internativa. A cultura
é construída socialmente.
37 - o pensamento de Vygotsky está
relacionado à luta cultural e política.
38 - Vygotsky = Kant + Marx
47 - Brunner desloca Vygotsky
do marxismo para o pragmatismo yankee.
50 - a psicologia soviética é marxista e pavloviana
(Joravsky)
55 - o contexto dos anos 20.
56 - a busca da materialidade da consciência.
69 - Vygotsky e educação especial - Evans,
Peter.
71 - Trocar o modelo médico pelo modelo pedagógico em ed. Esp. - mais interação/mediação.
- isonomia e constinuum
do desenvolvimento, normal e especial
79 - o currículo como meio de pesquisa, construído pelos professores.
82 - o signo como elo da cadeia psíquica; ele une dois campos
cognitivos (verbal e não verbal - concreto e abstrato)
84 - crianças educadas em escolas especiais têm uma forma de pensar
culturalmente diferente da nossa. Lembrar do Skate
(esqueci!)
- A fonte de leitura de Vygotsky são esboços e fragmentos, logo exige cuidado.
100 -
105 - mediação buscada em Hegel e a natureza
social da cognição vem de
Durkhein
111 - a instrução constitui o indivíduo.
122 - Social ou intermental (interpsíquico), individual ou intramental
(ou intrapsíquico).
Piaget enfocava a ontogênese, Vygotsky a filogênese (a história socio-cultural
e a microgênese).
123 - Signos e sistemas - linguagem, sistemas de cálculo, técnicas
mnemônicas, símbolos algébricos, obras de arte, escrita, esquemas, diagramas,
mapas, maquetes, mundo virtual. Mediar para potencializar.
125 - cognição (na nomenclatura clássica) ¹ cognição (nas diferentes teorias), precisam
sobrenome, ou seja, modificadores do discurso contemporâneo.
126 - Quando é coletivo e quando é
individual?
- quasi social - o intrapsicológico não pode ser
só individual.
136 - a voz receptora nunca é passiva.
137 - I.R.A.R. - Iniciação, resposta, avaliação, reinicio.
143 - a polifonia do discurso e da personalidade.
151 - a contribuição de Vygotsky para o
desenvolvimento da psicologia. Davidov & Zinchenko
152 - Vygotsky’s Biography.
160 - A consciência conduz o indivíduo, porém o indivíduo conduz a
consciência. Por. Ex. Hitler e os neonazistas.
- em Piaget a aprendizagem é um
apêndice e em Vygotsky a aprendizagem é uma chave.
163 - um signo é supra-individual (social - público, coletivo) e
individual (privado, particular, capitalizado). O discurso navega ente estes
pólos.
170 - Geofrey B Saxe
propõe unir Vygotsky e Piaget.
171 - Vygotsky e Piaget diziam que as
crianças transformam a experiência em base para a construção de novas
compreensões.
173 - a aprendizagem ocorre na zdp - a região
de sensibilidade à instrução.
210 - H2 + O e água - cérebro e psiquismo -
estudamos as propriedades da água e não seus componentes.
221 - cérebro - caixa de ferramenta cultural - (fazer
montagem)
226 - avaliação estática X dinâmica (processual, mediada ou assistida)
233 - a instrução só é útil quando ultrapassa do desenvolvimento.
236 - NDR - retrospectivamente - o que já aprendeu.
NDP - prospectivamente -
o que vai aprender
237 - maturação.
244 - procedimento teste - treinamento - reteste.
253 - a psicologia de Piaget é centrada na criança.
263 - situações de alto risco e muita ambigüidade.
272 -
adulto - agente reflexivo.
Referências Bibliográficas.
BAQUERO, R. Vygotsky e a aprendizagem escolar. Porto Alegre :
Artes médicas, 1998.b
BRAGA, L. W. Cognição
e PC: Piaget e Vygotsky em questão. Salvador : Sarah, 1995.
CHANGEUX, J.P. O homem neuronal.
Lisboa : Dom Quixote, 1984.
DANIELS, Harry Vygotsky em foco: pressupostos e desdobramentos. Campinas : Papirus, 1994.
DUARTE, N. Vygotsky
e o aprender a aprender...
FREIRE, Paulo Pedagogia do
oprimido Rio : Paz e terra, 1974.
GARNIER, Catherine Após Vigotski e Piaget: perspectiva social e construtivista Porto Alegre : Artes médicas, 1996
GARTON, Alison Social interaction and the development of
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HUMPHEY, Nichollas Uma história da mente Rio : Campus, 1994
DAMÁSIO, Antóniio R. O erro de Descartes - emoção, razão, e
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LEONTIEV, Alexis O
desenvolvimento do psiquismo Lisboa : Horizonte, 1978
LERNER, Richard On the nature of human plasticity
LURIA, A.R. Curso de Psicologia Geral (Vol. 1)
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-------- Desenvolvimento cognitivo: seus fundamentos culturais e
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-------- A construção da mente São Paulo : Ícone, 1992.
MACHADO, Ângelo Neuroanatomia Fundamental Porto Alegre
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MOYSÉS, Lúcia <Aplicações de Vygotsky à educação matemática (Coleção magistério:
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OLIVEIRA, M. K Vygotsky e o Processo de Formação de Conceitos In Oliveira, M. K., Dantas,
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POPPER, K. R.
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ROMANELLI, E. JJ. & alli Tradução da bateria de testes
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VIGOTSKI, L. S. Obras escogidas Tomo 1; Madrid: Aprendiage Visor y ministerio de Educación y Ciencia, 1991
------ A formação social da mente (2a edição
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WERTSCH, James The semiotic mediation of mental life: L. S. Vygotsky
and M. M. Baktin In: Mertz & Parmentier (edts) Semiotic
mediation. Orlando,
Florida : Academic Press, 1985, p. 49 - 69
Tarefas - A tal da avaliação*
Para o primeiro
encontro:
1. 1. Explicar os conceitos e sua
aplicação em sala de aula. (folha anexa - em grupo; 4
pessoas).
2. 2. Ler e discutir (questões) os
textos (dupla ou grupo):
> 1 -
Método dialético - Lakatos & Marconi
<> 2 - A contribuição de Vygotsky... - Daniels
<> 3 - Aparecimento da
consciência humana - Leontiev.
3. 3. Apresentar um resumo do 1º
encontro e uma avaliação/sugestões para o 2º
encontro.
Para o segundo encontro:
4. 4. Trazer um levantamento
bibliográfico sobre os temas - Teoria Sócio-Histórica, Luria,
Leontiev e Vygotsky (em
duplas). Qual o último
livro que você leu sobre este assunto?
5. 5. Trazer a síntese de um
capítulo de qualquer obra dos autores (individual).
6. 6. Fazer uma síntese do segundo
encontro, relacionando os tópicos teóricos com exemplos de sala de aula.
Terceiro encontro:
7. 7. Trazer a replicação do
experimento sobre memória e pensamento de Leontiev -
Capítulo III - O domínio sobre a memória
e o pensamento (Formação Social da mente - Vigotski,
1984 - p. 43-58) ou de um outro experimento realizado por Luria
e/ou Vygotsky (duplas,
trios).
8. 8. Organizar uma mesa redonda
elegendo um dos temas discutidos (grupos; 6 pessoas - 1 relator).
A Práxis Sócio-Histórica e aprendizagem.
Um currículo sócio-histórico?
O professor sócio-histórico?
Ser é
nada, tornar-se é tudo
(F. Pessoa)
Nota é nada, aprender é tudo
(Eugenio em pessoa)
Conceitos da escola russa de
psicologia
|
Conceito |
Teoria |
Práxis (Sala de aula) |
|
1.
1.
Práxis sócio
histórica da atividade - |
|
|
|
2.
2.
interação
direta |
|
|
|
3.
3.
interação
mediada |
|
|
|
4.
4.
Mediação - |
|
|
|
5.
5.
mediador - |
|
|
|
6.
6.
instrumento -
|
|
|
|
7.
7.
interpsíquico (intermental) |
|
|
|
8.
8.
intrapsíquico (intramental) |
|
|
|
9.
9.
internalização - |
|
|
|
10. 10. Consciência - |
|
|
|
11. 11. atividade, ação e operação - |
|
|
|
12. 12. nível de desenvolvimento real - |
|
|
|
13. 13. zona de desenvolvimento
proximal - |
|
|
|
14. 14. nível de desenvolvimento
potencial - |
|
|
|
15. 15. Aprendizagem/desenvolvimento - |
|
|
|
16. 16.
Aprendizagem Filogenética, ontogenética e sócio-genética. |
|
|
|
17. 17.
Funções psicológicas
elementares (psicofisiológicas) |
|
|
|
18. 18.
Funções psicológicas
superiores (neuropsicológicas) |
|
|
|
19. 19.
Linguagem significativa |
|
|
|
20. 20. signo - |
|
|
|
21. 21. palavra - |
|
|
|
22. 22.
Sentido e significado |
|
|
|
23. 23.
Pensamento e linguagem |
|
|
Conceitos da escola
russa de neuropsicologia
|
Conceito |
Teoria |
Práxis (Sala de aula) |
|
1. 1.
Neuropsicologia - |
|
|
|
2.
2.
Neuroanatomia |
|
|
|
3.
3.
Unidades
funcionais |
|
|
|
4.
4.
O cérebro
desperto |
|
|
|
5.
5.
O cérebro
informado |
|
|
|
6.
6.
O cérebro
humanizado |
|
|
|
7.
7.
Áreas
primárias |
|
|
|
8.
8.
Áreas
secundárias |
|
|
|
9.
9.
Áreas
terciárias |
|
|
|
10. 10. Sensação - |
|
|
|
11. 11. Percepção - |
|
|
|
12. 12. Cognição - |
|
|
|
13. 13.
Sistema funcional –
psicofisiológico e neuropsicológico. |
|
|
|
14. 14. Análise sindrômica - |
|
|
|
15. 15. Mediação neuropsicológica |
|
|