Capítulo 1- Hyrule
Hyrule... Antes que a vida existisse, antes do mundo tivesse forma, três deusas áureas desceram sobre a caótica terra de Hyrule, elas eram Din, a deusa do Poder; Nayru, a deusa da Sabedoria; e Farore, a deusa da Coragem.
Din, com seu fortes braços flamejantes, cultivou o terreno para criar a terra. Nayru semeou sua sabedoria na terra para dar o espírito da justiça ao mundo. A valorosa alma de Farore criou todas as formas de vida que fariam a justiça.
Essas três grandes deusas retornaram aos céus, deixando para trás a Sagrada Triforce Dourada. Desde então, a Triforce tornou-se a base para a providência de Hyrule. O local onde a Triforce estava tornou-se sagrado.
E a vida fluiu sobre Hyrule, gerações se passaram, muitas coisas aconteceram.
E por esta terra longínqua há uma lenda que hoje corre solta pelos ares puros,
de Hyrule, saltitando de povo em povo. A lenda fala de um garoto, corajoso que
salvou Hyrule, nomeado Herói do Tempo, do domínio do mal. Mas de uma forma
curiosa. Ninguém compreendia o que realmente houve e onde estaria o lendário
Herói do tempo. Só sabiam que, se não fosse pelo Herói do Tempo, talvez
não estivessem correndo pelo colorido campo de Hyrule aos passos do prosseguir
da vida.
O tempo misteriosamente havia corrido 7 anos a frente, ao som de
uma linda melodia, a Song of Time: A canção do tempo, aprendida pelo Herói e que
revelou uma Hyrule em trevas, totalmente dominada pelo maléfico Ganondorf, um
ser do povo Gerudo, povo dominado por mulheres e que a cada 100 anos, nasce um
homem gerudo para governar. Nesse tempo, era Ganondorf. Ambicioso e maléfico,
sua ambição e forte desejo era possuir a Triforce, que lhe daria imenso poder.
Mas graças ao Herói do Tempo, Ganondorf fora selado para sempre.
Depois que
tudo voltou ao normal, cantos dos pássaros puderam ser ouvidos novamente, o
renascer do sol abençoar Hyrule, o Herói voltou no tempo para reviver a sua
infância, e assim naturalmente se passaram os 7 anos.
Acostumado com a
incrível aventura, e por não fazer parte oficialmente dos Kokiris, povo dominado
por crianças que nascem acompanhados de uma fada guardiã , que nunca crescem e
têm como guardiã, uma enorme árvore falante, o espírito da floresta: Deku Tree.
Corre a lenda entre eles, que se, um kokiri sair da floresta eles se
transformarão em uma criatura nada agradável. E a Deku Tree não confirma e nem
desmente tal fato.
O Herói saiu em uma incrível jornada, em busca de um
inestimável amigo. Deixando sua terra para trás.
Sem sucesso na busca de tal
amigo, e com um novo mundo descoberto, voltou para Hyrule e viveu seus últimos
anos de infância. Agora os tempos são outros.
O dia estava ensolarado, os cantares dos pássaros alegravam mais ainda o dia
dos ocupados hyruleanos.
No Market Center, um centro comercial de Hyrule, os
Hylias corriam para todo os lados. Havia um estardalhaço em cima de um camelo
anunciando um novo lançamento, fila na loja de porção e crianças se divertindo
com diversas máscaras, uma mais engraçada que a outra. A mulher da galinha,
ainda não aprendeu a cuidar bem das galinhas, ocasionando fugas inesperadas e a
velha rotina de correr atrás das peludas prossegue até hoje. De um canto, várias
pessoas resmungavam e protestavam contra uma loja, onde ninguém conseguia passar
pelo jogo do baú e ganhar mais dinheiro.
Perto dali, saindo de Hyrule Market
à direita ficava a entrada para Kakarito Village, uma pequena vila, hoje
habitada por Hylias e que fora dominada por Sheikahs, o povo das sombras. Hoje
extintos. Só há uma autêntica Sheikah viva na vila: Impa, uma musculosa mulher,
com vestes Sheikah deixadas pelos ancestrais. Fora guardiã e literalmente, mãe
da Princesa de Hyrule, hoje foragida. Viveu bons anos trabalhando para o Rei de
Hyrule, cuidando de sua esposa, e logo em seguida da filha. Nada pudera fazer
pela própria raça, pois seu trabalho era proteger as mulheres do Rei.
Hoje,
desfruta a liberdade e cuida de sua vida em Kakarito, nunca deixando de lado
suas tradições Sheikahs.
Kakarito hoje é uma bela cidade, mais tranqüila que
o Market Center.
Atravessando Kakarito, se chega a uma enorme rampa que leva
a Goron Village, uma vila onde vivem o povo goron. Um povo forte, comedores de
pedras, altos, dono de uma força bruta.
Estava acontecendo um evento, que o
vencedor seria quem conseguisse rolar mais tempo montanha abaixo com uma Bomb
Flower. É de se assustar, mas eles eram fortes demais e só sentiam cócegas a
cada explosões violentas.
Saindo de lá e seguindo o rio se chega a Zora
River, um belo lugar aquático, cheio de pilares, rampas e cores vivas. Em um
canto, sapos falantes aguardavam ansiosos por uma melodia. Galinhas varriam o
chão, a procura de pequenos grãos. Águas por todos os lados, entoavam o rachar
das águas cachoeira abaixo.
Em um dos pilares, descansava um garoto, de aspecto forte, porte médio, cabelos dourados brilhantes que refletiam a luz do sol. sua pele, hoje morena do sol. Seu brinco azul, de gola ainda continua em sua orelha esquerda. Trajava vestes familiar, da cor verde, mas sem aquele comprido capuz verde e apenas com uma camiseta branca levemente solta pelo corpo, disfarçando aos poucos seus músculos. Descansava ao lado uma pequena bainha com uma curta espada dentro. sua pele, hoje morena do sol. Seu brinco azul de gola ainda continua em sua orelha esquerda. Descalço, com um cinto onde prendia a bainha. Aparentava uns 17 anos.
O sol ia se pondo, o céu escurecendo ao som da saudosa melodia: Zelda
Lullabys entoada pelo crescido garoto:
- Ainda sente falta "dela"? -
Perguntou uma voz provocante, emergindo das águas abaixo.
O garoto apenas se
manteve em silêncio, concentrado em sua melodia...