Capitulo 6 - Na sala purpura
A chegada do almoço vinha lenta, Zelda acabara de conhecer Malon, todos estavam a mesa, terminando cada um de tomar seu leite Lon Lon. Mohsen e Zuphó se retiraram, deixando as crianças conversando alegremente. Zelda estava quieta, tentando entender do que tanto os meninos falavam: era sobre um skullkid rebelde que roubou uma mascara poderosa, sobre um tal Goron Darmani morto, sobre uma banda Zora, que o vocalista Mikau, sumiu, apareceu, sumiu de novo e fora encontrado enterrado. Até hoje ninguém sabe quem o enterrou. A princesa Deku, o macaco que fora condenado injustamente... Várias coisas. Citaram também Cremia, irmã de Malon... Zelda jurou que perguntaria dessas coisas meio sem nexo para Malon. Os garotos se divertiam com a cara de não-sei-o-que de Zelda a cada fato interessante. Depois de muito conversarem, se retiraram da mesa, correram para o portão que leva ao jardim. Zelda sem saber se ia para o seu jardim particular ou seguia os meninos, na dúvida foi levada pelo hábito. Pediu licença e foi para o quarto, na esperança de encontrar Impa. Subiu a grande escadaria, sob olhares dos garotos. No corredor escuro e silencioso seguiu em direção a seu quarto. Entrou fechou a porta, sentou-se na cama:
- Impa? - Chamou.
O silencio dominava o local. Desistindo, caminhou para a porta, decidindo que iria perguntar ao pai onde estaria Impa. Abrindo a porta, um vulto preto avançou para cima de si. Zelda soltou um grito e cambaleou até a cama. Ouviu risinhos a sua frente:
- Desgraçados!!! Isso não se faz comigo. -- Berrou Zelda entre soluços.
- ohhhh... buuuu vou pegar você - Disse enntre risos, Jim.
- Nossa, faz tempo que não assusto uma garrota - Riu Philipe.
- Não vejo a mínima graça, bobocas - dissee Zelda com desprezo.
- Claro, você que levou susto - gargalhavaam, Luke com todos.
Zelda queimava de raiva, se sentia humilhada. Impa não estava por perto para botar medo nos moleques atrevidos, até que disparou:
- Se Impa, minha babá estivesse aqui, vocês iriam sair correndo feito ratinhos - esbravejou.
- Babá? Nem a princesa Deku tem babá - riaam mais ainda.
- Mas eu tenho. Ela é uma Sheikah. - disse enfurecida.
- Sheikah? Sabe lá o que é isso - Desdenhou Jim. - E desde quando queremos babá, para você ficar dizendo que tem babá? - riu Jim.
- Todas as crianças de Hyrule sonham em ter uma babá. - disse séria.
- Gigantes, me livrem de babá. Já somos grandinhos, já. Quase um homem feito. Vocês hyruleanos que são bebezinho.
- Calem a boca!!! - Berrou zelda. - Hyrule vivia em pé de guerra. Havia sempre alguém mau querendo acabar com um povoado ou com todos. Papai é traumatizado, por isso nunca saio deste castelo. E eu tive a sorte de ter uma babá, Sheikah ainda por cima. E por motivo de força maior, desejo incontrolável de um ser maligno, nós povos de Hyrule tivermos de nos unir. - Berrava a garota.
Todos ficaram em silêncio, em Termina era tudo diferente, os problemas, geralmente eram todos particulares. Sheikah, Triforce, guerra eram palavras que os garotos não conheciam ou pouco entendiam. Jamais precisaram de alguém para protegê-los. Achavam que podiam proteger a si mesmo, andavam livres por Clock Tower. Só estavam a cuidado de Zuphó por causa da nova lei do prefeito, depois do caos que Termina viria a sofrer. Em Hyrule era diferente, povos lutavam um contra o outro: Gerudos tentando roubar, Gorons ralando Kakarito abaixo, Zoras eletrizando Hylias, Sheikahs assombrando o castelo... ah, sobre os Sheikahs, eles se aliaram a Família Real no Tempo de meu avô...Briga vai, briga vem. Até que o garoto Gerudo cresceu e todos tiveram que ficar contra ele.
- Tudo estaria perdido, se não fosse pelo herói do Tempo... - terminava.
Zelda ia contando pouco a pouco aos garotos que ficaram boquiabertos. Mas se recusava a falar sobre a Triforce.
- Poxa, não sabia que Hyrule tinha tantas histórias quanto Termina. - Admirou Luke.
- E quanto a você, Zelda, já sofreu com algum imprevisto? - Perguntou Leo curioso.
Todos olharam para zelda, com ar de excitação.
- eu!? ah... Impa, minha babá me disse umaa vez que tentaram me raptar quando eu ainda era um bebê. Minha mãe estava viva.... Impa...Impa me salvou. Só sei disso. - Gaguejou.
-Nossa! Quem tentou te raptar? - perguntouu Johan.
- Só sei que foi Gerudos. Só poderia ser alguém do Deserto. - respondeu.
-Deserto!? Tem deserto aqui nesse lugar florido!? - Admirou Luke.
-Sim, só não sei em que direção.Afinal, é lá que vivem o povo Gerudos.
-Lá em Termina, as gerudos ficam numa espécie de fortaleza. Só tem mulher lá. É pra lá que vou quando crescer. - Brincou Jim.
Todos olharam para Jim, os garotos admirados e Zelda horrorizada:
- Nestas brincadeiras tem um fundo de verddade. - Esbravejou Zelda.
- Calma, só estou brincando. Não precisa generalizar... - Retrucou Jim.
- Não estou brincando. Algo me diz que você é capaz. - Respondeu Zelda séria.
- Ah, agora resolveu ser vidente, é? Parecce até aquela velha que fica lá no Market... - Respondeu Jim com desdém.
Zelda fechou a cara e pediu que todos se retirassem. Queria ficar sozinha em seu quarto, na esperança de que Impa, das sombras surgisse. Andou de um lado para o outro, já ficando preocupada, nem tinha parado para pensar no que seria capaz de tirar uma sheikah como Impa do castelo, até que lembrou: demissão. Saiu correndo do quarto, atravessou o corredor ultrapassando os garotos que mal desceram da grande escadaria. Correu para a sala do trono para encontrar seu pai. Os garotos a seguiam de longe:
- Pai, meu pai! - chamou Zelda.
- Venha minha filha, o que aconteceu para tanto desespero? - perguntou Mohsen preocupado.
Zelda só entra correndo no sala do trono quando há algo errado. A última vez foi quando seu pai ia receber a visita de Ganondorf. Ela não conseguia acreditar no que lhe passou pela cabeça uns minutos antes. Não era possível. Impa não poderia ir embora
- Onde está Impa? -Perguntou Zelda.
Houve um silêncio. Mohsen e Zuphó se entreolharam. Zoh pediu lincença e se retirou da presença do rei.
- O que houve, pai. O que aconteceu com Impa? - Perguntava Zelda entre lágrimas.
Mohsen ficou em Silêncio. Não sabia como começar a explicar para a filha o que realmente pretendia fazer.
- Filha, venha cá - chamou Mohsen.
Zelda se aproximou em passos lento, com a cabeça baixa. Os garotos espiavam da porta, cuidando para não serem pegos em flagrantes:
- A reforma em Kakarito terminou. Dei um dia a Impa, para que tratasse da vila. - Respondeu sério.
-Mas por que não me disse nada? Por que ela não veio falar comigo? Ela semrpe me avisa... - perguntou indignada.
- Tivemos uns probleminhas na última noite. Nada muito grave. Seu bom humor matutino, zuphó, os bombers me deram ânimo para não ficar estressado... - Respondeu.
Zelda se lembrou do que Impa tinha dito: "Não deixarei mais a sofrer assim. Farei uma coisa e mesmo que seja arriscado. Talvez você não me verá mais por um bom tempo, e quando me encontrar, será vitoriosa." Desnorteada, juntou forças para se controlar.Tudo começou a fazer sentido: a discussão e a ausência. Decifrar era uma especialidade de zelda, que aborrecia o pai sempre que entendia seus planos. Mas desta vez, zelda guardou para si mesma, não perguntou nada e se pos a retirar do local.
- Impa voltará amanhã. Você encontrará ela. - prometeu Mohsen. -Vocês vão conversar. - continuou.
- Com licença, o almoço está pronto - anunnciou Zoh e se retirou.
- Vamos almoçar minha princesa, não fique com coisas nessa cabeçinha. Vai doer, mas passará... - Sussurrou Mohsen.
Zelda se retirou, seguiu rumo a porta que dava ao salão, os garotos saíram correndo quando viram Zelda se aproximar.
- Não adianta fugir, eu sei que vocês ouviiram tudo - Resmungou zelda fechando a porta.
- Droga de vidente. Vamos atrás dela - Ressmungou Jim ao grupo.
Zelda, vendo que eles estavam juntos foi para um canto onde se encontrava o banheiro no andar de cima. entraram lavaram as mãos e logo já estavam descendo. Mohsen e Zuphó se encontravam na mesa, sérios. Zelda parou, trombando todos os meninos, ordenou que se abaixassem e atravessaram a cozinha sem que eles percebessem.
Do lado de fora, forçaram os ouvidos para ouvir a conversa que viria:
- Puxa, Mohsen. Não entendo porque pretendde dispensar Impa.
- Ah, é um longa história... Você cuidou de Impa, sabe mais do que eu... - resmungou.
- Ah, aquele rápido romance com a Mih...
- Por favor, nunca mais toque nesse nome pperto de mim. - interrompeu Mohsen.
houve um grande silêncio. Zelda e os garotos percebendo a gravidade da situação se colocaram de pé. Pronto a entrarem na cozinha e fingir que nada aconteceu e nada sabiam.
- Vamos almoçar, depois nós conversamos. Vou precisar de vocês. - Disse Zelda.
- Oba, aventura! - Animou Johan.
- Psiu - cutucou Luke.
Todos sentaram a mesa, desfrutando o delicioso banquete. Os tilintares dos talheres soavam como uma melodia. Todos estavam em silêncio, pensativos. Zelda se esforçava para lembrar de "Mih". Quem seria esse ou seria essa? O mistério estava no ar. Os garotos estavam curiosos, fingiam estar esfriando a comida, a espera de uma conversar “interessante” da parte de Mohsen. Nada aconteceu. Zuphó e Mohsen, mas uma vez se retiraram e rumaram para a enorme sala dos sofás purpura.
Trancaram-se. As crianças os seguiram se aproximando do enorme portão tentando ouvir alguma coisa, Zelda passou dizendo ser inútil tentar ouvir, pois empregados flagrariam em segundos e a porta era muito grossa.
Seguiram Zelda desanimados de volta para a mesa, para terminarem o restante do almoço.
O sol estava alto, a brisa fria de um outono batia nos rostos avermelhados dos garotos acompanhado de cantos de pássaros. O céu estava límpido, o jardim do castelo, verdejante como sempre, enfeitado com muitas flores e um pequeno parquinho, onde descansavam os garotos. Luke e Philipe, sentados na balança. Jim deitado sobre o escorregador de zelda e o resto no gira-gira. Todos estavam quietos, viajando em pensamentos, ansiosos para o jantar: Malon e Talon viriam participar do jantar. Leo olhava para cima, acompanhando o balançar das cortinas do quarto de Zelda. Sentia saudades de Termina, mas não adiantava voltar para lá. Todos iriam ficar presos em Clock Town do mesmo jeito que estão no castelo.
Só poderiam sair pelos campos de Termina, com apenas 13 anos.
- Maldita lei do Prefeito - resmungava Leo
- Nem me lembre... - Desanimou Jim.
- Hyrule é esse castelo? - Reclamou Luke.<
- Nós passamos pelo Market quando...
Zelda entrou com um pulo interrompendo Jim.
- Cheguei! - Disse animada. - Vamos nos divertir.
- Desde que chegamos aqui, só ficamos nesse parquinho. Logo vamos passar até a noite aqui. - resmungou Leo.
- Ei, você não poderia nos levar ao Market? - Johan teve a idéia.
- Market? Ah... eu adorava correr por lá, principalmente no Shooting Gallery... - Suspirou Zelda.
- Se você foi lá, poderíamos ir. - Animou Leo.
- Vocês sim, mas não sei se meu pai vai deeixar... - Disse Zelda.
- Vamos pedir para Zuphó nos levar. E vocêê vai ir sim!!! - prometeu Jim.
- Primeiro deixem-os saírem da sala purpurra. - Advertiu Zelda.
A sala estava fechada, abafada. Do cortinado só se via poucos fachos da luz do sol. Parecia noite, e a sala estava iluminada apenas por candelabros. Na mesinha empoeirada estavam sentados dois homens:
- Você precisa assumir o seu passado. - diisse o homem de longa barbas.
- Por que você só diz isso? - retrucou o barrigudo.
- Não teve notícias da menina Nabooru?
- Não, e nem quero ter.
- Mas você precisa saber se ela realmente é sua...
- Pare! Tenho certeza que não. - Berrou Moohsen.
- Cedo ou tarde Zelda vai descobrir. VocÊ se esqueceu que ela é especial?
- Sobre o que se refere? - Espantou se Mohsen.
- A Triforce.
- Ela ainda não sabe.
- Isso não é mal. É até bom. Para todo nós e para você. Nada daquilo teria acontecido se você tivesse abrido o seu coração.
- Por favor, não me culpe - Disse redimidoo.
- Ok. Espero que não repita o mesmo erro. E quanto a Nabooru...
- Por favor!
- Ok. E quanto a Impa.
- Amanhã conversarei com ela. Terá que se despedir de Zelda.
- E quanto a Zelda.
- Ficará no castelo. Irei marcar um enconttro com o Rei Zora – disse tentando em vão fugir do assunto.
- Um coisa que me deixa curioso - pergunta Zuphó desviando do assunto - É saber o que Impa tem a ver com a história toda.
- Ela sabe demais. Serve o reino a anos, brincava com ela desde o reinado de meu pai Nohasen. Foi com ela que conheci aquela gerudo desgraçada. E qual homem não era atraído por aquele povo? Conheci Ganondorf também, menino ambicioso... Devia desconfiar. Quando meu pai morreu, comecei com Impa a levar o meu reinado. Tudo ia bem até ela se envolver com um outro Sheikah. Se não fosse por isso - Suspirou - Sarah estaria aqui.- Terminou entre lágrimas.
- E onde entra Nabooru nessa história todaa?
- Ganondorf. Dividimos a mesma mulher. Tuddo isso antes da loucura dele. Pouco antes de eu conhecer Sarah, Mihrele disse para mim que estava grávida dele. E estava feliz. Quando descobriu que ele era um canalha, e eu iria me casar, ela enlouqueceu. Tentou pegar Zelda e matou minha Sarah. E se jogou no inferno - disse com .
Zuphó ouvia atentamente. Impa e Mohsen eram grandes amigos. Confidentes.Sabia disso, mas agora os destinos dos dois tomaram rumos diferentes. Não era mais a mesma coisa, Impa poderia facilmente sumir do castelo, mas era um ensinamento Sheikah varrer o passado e seguir em frente. Seja lá qual for a marca do passado. E domínio próprio era uma das qualidades impecáveis de Impa perante qualquer situação. Zuphó deduziu facilmente que Mohsen não a suporta por perto. Impa se tornou uma lembrança negra para Mohsen.
Conhecendo as gerudos como ninguém, elas poderiam facilmente tirar proveito da situação. Para destruir sua família.