Era uma noite fria e chuvosa, feixes de raios clareavam o quarto escuro, nobre. Na cama ao fundo, dormia um homem de aparência nobre, porte baixo, barrigudo, cabelos e olhos claros, com uma bigodeira invejável. Sozinho. O céu rugia feito um leão, depois de cada clarão que iluminava o castelo e o deixava tenebroso...
O homem dormia profundamente, quando...
- Passe a criança já! - berrava uma voz de mulher.
- Não, não por favor, poupe-a! - dizia uma voz chorosa e assustada.
- Por favor, não façam isso! Eu dou tudo o que desejarem, mas poupe minha família...
- Cala a boca!!! - Gritava a mulher, com uma enorme adaga em punho avançando para a mulher corando ao fundo:
- Diga onde está a menina! - gritava outra voz de mulher.
- Não vou dizer! - berrou a mulher, que antes chorosa, tomou toda a fúria ao ver seu marido ser ameaçado.
- Vai se arrepender se fizer isso, creio que não queira sofrer perda dupla, Sarah.
- Você é uma covarde, Mihrele! Só porque vocês são um bando de encalhadas invejosas - berrou Sarah
- Cuidado com o que fala Sarah, como ousa dizer uma coisa dessas?
Ecoa um choro de bebê no andar de baixo e vai aumentando, acompanhado de passos. Todas se entreolham admiradas acompanhada da expressão de horror dos pais:
- Quem pegou o bebê? - perguntou uma das mulheres.
De repente, a porta abre com violência, e uma figura minúscula aparece no quarto mal iluminado, um ser jovem, de cabelos compridos, preto como a noite, roupas provocantes e o rosto semi coberto pelo cabelo e véu, aparentando ter uns 10 anos adentra no quarto segurando um bebê:
- Nabooru - Grita Mihrele
- Sim, mãe! Eu mesma. Consegui o que você tanto queria, aqui está: a princesa. - responde Nabooru.
- Filha, como você chegou aqui? Agora não importa vamos cair fora daqui, antes que...
Nabooru voltou-se rapidamente para a porta .Houve um estalo e um vulto enorme tomou a criança dos braços de Nabooru e sumiu na escuridão. Nabooru tremia.
- Que houve, Nabooru?- perguntou Mihrele. - Você está bem?
- Não sei mamãe... Um ser gigante levou o bebê!
- Sheikahs!!!!!!!!!! Droga! - berrou Mihrele
A raiva foi tanta que ela se virou e partiu em direção a Sarah. Apunhalando a enorme adaga com qual ameaçou o pai da criança. Sarah, recuou uns passos a janela, pois as outras gerudos foram cercando-a. Mihrele, explodindo em raiva correu em direção a Sarah com sua adaga em punho acertando Sarah na barriga. O impacto foi tanto que as duas acabaram despencando torre abaixo, Nabooru correu e tentou segurar nas vestes de Mihrele, mas foi em vão.
- Mãe!!!! - soluçava a menina horrorizada.
O marido horrorizado com o que vira, recuou até a parede e foi escorregando, entre gritos de Sarah, Mihrele e Nabooru.
De repente, o ambiente ficou escuro e a porta do quarto abriu:
- Sr. Mohsen? O Sr. Está bem?
- Ah... sim, sim... foi só um pesadelo, por favor, traga-me um copo d'agua - Pediu.
- Pois não - Saiu a empregada.
Mohsen, o rei de Hyrule, estava assustado com o que sonhará, na verdade não era um sonho, e sim uma lembrança. Não contara isso a ninguém, guardara fundo para si mesmo. Esta lembrança o atormentava... Com um salto, saiu da cama vestiu seu roupão, seguiu a direita, abriu a porta de um quarto uns metros de distância e viu uma garotinha linda sonhando alto: Zelda, a princesinha que perdera a mãe numa noite trágica, hoje com 12 anos dormia tranqüila em seu aposento. Aproximou-se da filha, alisando seus lindos cabelos loiros, acariciando suavemente suas bochechas rosadas, agachou-se e lhe deu um beijo na testa. Sentia se aliviado, sabendo que o tempo de trevas já passou, e todos os povos estão do seu lado... Sua única guerra era contra aquela lembrança, a lembrança que lhe doía no coração... Sarah fora a mulher que mais amou em sua vida, sofrera muito com sua perda... sua recuperação se deve a Zelda, a pedido da rainha, de Hyrule e de seu coração.