“Claro
que vocês
estarão num de meus shows ou irão adquirir
um CD do projeto MUNDO DA MENTE para escutar-me, além
de curtirem a sonoridade do trabalho e eu estou aqui para
falar-lhes através do canto, mas é necessário
que entre nós haja uma verdadeira comunhão
de almas e que nos proponhamos a inquirir a nós
mesmos, indagar, buscar, tratar de saber... com o objetivo
evidente de conseguir uma orientação no caminho
da Auto-Realização Íntima
do Ser. Saber escutar é muito difícil; saber
falar é mais fácil. Acontece que quando alguém
escuta, precisa estar aberto ao novo, com mente espontânea,
livre de idéias pré-concebidas e de preconceitos.
Mas acontece que o Ego, o Eu, o Mim Mesmo, não sabe
escutar, traduz tudo com base em seus preconceitos e interpreta
tudo de acordo com o que tem armazenado no centro formativo”.
Foi
pensando em tudo isso, além da completa dificuldade
de encontrar pessoas com a mesma sintonia que eu decidi
abandonar o projeto musical anterior (Última
Dança) ao qual havia me dedicado com afinco e em 11 de Setembro
de 2006 [e.v] criei o projeto MUNDO DA MENTE.
Este projeto básicamente
flerta com as nuances sonoras da dita 'darkwave', 'anos 80' e 'Electro',
que são a minha escola musical, entre várias
outras influências.
Voltando a introdução do release: “Qual é o centro formativo?
A memória. Por que é chamado de centro formativo? Porque aí tem
lugar a formação intelectual dos conceitos.
Entendido isto, faz-se urgente aprender a escutar com mente nova, e não,
repito, com o que temos armazenado na memória.
Depois deste preâmbulo,
vamos tratar de nos pôr de acordo, vocês
e eu, sobre idéias, conceitos, etc.
Antes de mais nada, é imprescindível saber se o intelecto,
por si mesmo, pode levar alguém, alguma vez, à experiência
do Real. Há intelectos brilhantes, não podemos negar,
mas eles jamais experimentaram Isso que é a Verdade.
Também
não será demais saber que em nós existem três
mentes. Poderíamos denominar a primeira de Mente Sensual,
a segunda podemos considerar como a Mente Intermediária e
a terceira é a
Mente Interior.
Mas pensemos um pouco no que é esta
mente sensual, que todos usamos diariamente. Eu diria que
ela elabora seus conceitos de conteúdo com os dados
fornecidos pelos cinco sentidos, e com o conteúdo
desses conceitos forma seus raciocínios.
Vendo as
coisas deste ângulo, é óbvio que
a razão
subjetiva ou sensual tem por base as percepções
sensoriais exteriores. Se como único recurso de seu funcionamento
estão
exclusivamente os dados recolhidos pelos cinco sentidos, não
há dúvida
de que tal mente não terá acesso a algo que escape
do círculo
vicioso das percepções sensoriais externas e, obviamente,
nada poderá saber de real sobre os mistérios da
vida e da morte, sobre a Verdade, sobre Deus, etc. Pois de onde
poderá uma
mente assim conseguir informações, se sua única
fonte de nutrição
são os dados recolhidos pelos sentidos? Obviamente, não
tem como poder conhecer o Real”.