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[ Álcool
] - [ Alucinógenos
] - [ Anfetaminas ] - [
Antidepressivos ] - [ Barbitúricos
]
[ Cafeína ] -
[
Cocaína ] - [ Cogumelos
] - [
Cannabis Sativa ] - [ Crack ] - [
Ecstasy ]
[
Heroína
]
-
[
Inalantes ] -
[
LSD ] - [
Narcóticos ] - [ Nicotina ] -
[ Opio ]
[
Tabaco ] - [ Tranquilizantes ]
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O
que são as drogas?
São substâncias naturais ou sintéticas
que ao penetrarem no organismo humano sob qualquer forma
- ingeridas, injetadas, inaladas ou absorvidas pela pele
- entram diretamente na corrente sanguínea, atingem
o cérebro e alteram seu equilíbrio fazendo
com que a pessoa sinta tudo “diferente”.
As drogas, muitas
vezes, provocam alterações
no lado: físico, espiritual, mental ou emocional
de uma pessoa, mudando seu comportamento. O usuário
de drogas torna-se dependente químico, ou seja,
necessita ingerir a droga da qual se tornou dependente,
por causa das substâncias químicas que a
mesma contém. O sistema nervoso central comanda
com grande capacidade os nossos impulsos, reações,
informações, vontades, pensamentos, movimentos
e até as emoções. Então,
quando é atingido pelas drogas altera o nosso
comportamento. Sendo assim, um usuário de drogas
terá muitas vezes suas atitudes, ações
e reações distorcidas porque o sistema
nervoso central fica carregado de substâncias nocivas
que modificam as mensagens que ele distribui ao corpo.
Conseqüentemente, um usuário de drogas pode
ter uma personalidade desequilibrada e apresentar um
comportamento inconveniente ou até mesmo irresponsável.
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ÁLCOOL
Nome: cerveja, destilados e vinhos;
Origem: grão e frutas;
Quantidade média ingerida: 350 ml, 45 ml, 90 ml;
Princípio
ativo: Considerado uma droga psicotrópica,
o álcool é consumido em bebidas vendidas
comercialmente. O teor alcoólico - porcentagem de álcool
presente na bebida - varia de acordo com a marca e com
o tipo de bebida. A bebida alcoólica pode ser produzida
de duas maneiras: fermentação ou destilação.
A cerveja, por exemplo, é uma bebida produzida por
fermentação, com baixo teor alcoólico
(cerca de 8%). Já os destilados, como o uísque,
a pinga e a vodka apresentam teores alcoólicos mais
altos, que podem chegar a 45%.
Forma ingestão: oral;
Efeitos em curto prazo (quantidade
média): relaxamento, quebra das inibições,
euforia, depressão, diminuição da consciência;
Duração: 2-4 horas;
Efeitos em curto prazo (grandes quantidades): estupor, náusea, inconsciência,
ressaca, morte;
Efeitos: Os efeitos do álcool no organismo variam de acordo com o tipo
de bebida ingerida, organismo do consumidor e constância de consumo.
Os efeitos são os mais variados, desde um simples mal-estar até a
falência múltipla dos órgãos e morte. A mistura
de bebidas - fermentadas com destiladas - contribui para potencializar os efeitos
do álcool.
O consumo do álcool causa, em um primeiro momento,
euforia, desinibição e sociabilidade. Conforme
aumenta a dose, os efeitos passam ser mais depressivos,
causando falta de coordenação motora, diminuição
sensitiva, descontrole, sono e até uma espécie
de coma, denominado coma alcoólico. O álcool
pode deixar também o consumidor com o rosto vermelho,
causar dor de cabeça, dificuldade de falar e mal-estar
seguido de vômito.
O consumo contínuo de álcool traz conseqüências
graves, como doenças em todos os órgãos
do corpo humano, em especial o estômago, o fígado,
o coração e o cérebro.
O álcool está intimamente ligado ao aparecimento
de certas doenças como a cirrose, gastrite, polineurite,
anemia, pelagra e úlceras cutâneas. Além
disso, ele causa deficiência de vitaminas B1, B2,
B6, B12 e C. O álcool afeta também à parte
do cérebro que controla a freqüência
respiratória e cardíaca.
Durante a gravidez, o álcool pode causar sérias
deficiências físicas ou mentais no feto, assim
como uma predisposição ao consumo de álcool
na vida adulta.
Risco de dependência psicológica: alto
Risco de dependência física: moderado
Tolerância: sim
Efeitos em longo prazo: obesidade, impotência, psicose, úlceras,
subnutrição, danos cerebrais e hepáticos, morte;
Utilização médica: nenhuma;
Histórico: Segundo alguns registros arqueológicos, os primeiros
indícios do consumo de álcool pelo ser humano datam de mais de
oito mil anos. No primeiro momento, as bebidas eram produzidas apenas pela
fermentação e, por isso, tinham um baixo teor alcoólico.
Com o desenvolvimento do processo de destilação, começaram
a surgir às primeiras bebidas mais fortes e mais perigosas.
Com a Revolução Industrial, a bebida passou
a ser produzida em série, o que aumentou consideravelmente
o número de consumidores e, por conseqüência,
os problemas sociais causados pelo abuso no consumo do álcool.
Curiosidade: Um dos grandes problemas,
dentre os muitos causados pelo álcool, é a combinação
bebida - direção. Por afetar consideravelmente
a coordenação motora e o tempo de reação
do alcoolizado, muitos acidentes fatais ocorrem devido
ao motorista estar sob o efeito do álcool. Dirigir
sob efeito de álcool é proibido por lei no
Brasil e a quantidade máxima da substância
aceita no país é de 0,6 gramas por litro
de sangue.

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ALUCINÓGENOS
Nome: DMT, escopolamina, LSD, mescalina, noz-moscada,
psilocybina, STP;
Origem: sintética, mimendro (planta), cactus, moscadeira, cogumelo;
Quantidade média ingerida: variável, 5 mg, 150-200 mg,
350 mg, 400 mg, 25 mg;
Forma ingestão: oral, inalável, injetável, nasal;
Efeitos em curto prazo (quantidade média): alteração
da percepção, especialmente visual, aumento da energia, alucinações,
pânico;
Duração: variável;
Efeitos em curto prazo (grandes quantidades): ansiedade, alucinações,
exaustão, psicose, tremores, vômito, pânico;
Risco de dependência psicológica: baixo;
Risco de dependência física: nenhum;
Tolerância: sim;
Efeitos em longo prazo: aumento de ilusões e de pânico,
psicose;
Utilização médica: o LSD e a psilocybina foram
testados no tratamento do alcoolismo, drogas, doenças mentais e enxaquecas;
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ANFETAMINAS
Nome: benzedrina, dexedrina, methedrina, preludin;
Origem: sintética;
Princípio ativo: São diversos os tipos de anfetaminas no mundo,
não existindo uma única substância que as caracterize.
A metanfetamina é uma das mais difundidas nos Estados Unidos. Ela é normalmente
fumada com a ajuda de um cachimbo e é conhecida como "ice".
Na Europa, principalmente na Holanda e Inglaterra, a metilenodioximetanfetamina é a
anfetamina mais comum e é usualmente ingerida com bebidasalcoólicas;
Quantidade média ingerida:
2,5-5 mg;
Forma ingestão: oral, injetável;
Efeitos em curto prazo (quantidade média): aumento da atenção,
excitação, euforia, diminuição do apetite;
Duração: 1-8 horas;
Efeitos em curto prazo (grandes quantidades): inquietação,
discurso apressado, irritabilidade, insônia, desarranjos estomacais,
convulsões;
Risco de dependência psicológica: alto;
Risco de dependência física: nenhum;
Tolerância: sim;
Efeitos em longo prazo: insônia, excitação, problemas
dermatológicos, subnutrição, ilusões, alucinações,
psicose;
Utilização médica: na obesidade, depressão,
fadiga excessiva, distúrbios do comportamento infantil;
Efeitos: O efeito que caracteriza as anfetaminas é o aumento da capacidade
física do usuário, ou seja, a pessoa sob efeito da droga é capaz
de praticar atividades que normalmente não conseguiria. Isso ocorre
porque as anfetaminas aumentam a resistência nervosa e muscular do usuário,
aumentam também a capacidade respiratória e a tensão arterial,
deixando a pessoa "ligada".
Apesar de parecer um benefício, esse aumento geral
da capacidade é ilusório, já que acaba
com o fim do efeito da droga, levando o usuário
a extrapolar os reais limites do corpo, o que acaba sendo
nocivo. Além disso, ao perceber que "perdeu" sua
força, o usuário entra em depressão
e busca novas doses da droga para voltar a ter um aumento
da sua capacidade e autoconfiança.
Doses maiores da droga intensificam
seus efeitos e deixam o usuário mais agressivo, irritado e com mania de
perseguição (delírio persecutório).
Se as doses forem ainda maiores, podem provocar delírios
e paranóias, estado conhecido como psicose anfetamínica.
Fisicamente, as anfetaminas causam
taquicardia, dilatação
excessiva das pupilas e palidez, além de também
causarem insônia e perda de apetite. O uso contínuo
da droga pode levar à degeneração
das células cerebrais, causando lesões irreversíveis
ao cérebro.
Histórico: O primeiro tipo de anfetamina, a Benzedrina,
foi sintetizada pela primeira vez no final do século
passado na Europa. Seu uso medicinal foi gradativamente
sendo ampliado e nas décadas de 30 e 40 já eram
conhecidas 39 utilidades para as anfetaminas, que logo
passaram a ser usadas sem intenções medicinais.
O seu uso não medicinal começou a se espalhar
pelo mundo e hoje é uma das drogas que mais ganha
usuários a cada ano. Nos EUA, as autoridades revelam
que o número de óbitos relacionados com anfetaminas
como o Rohypnol ou o GHB cresceu 63% entre 95 e 98. No
Brasil, a ONU vem constantemente alertando sobre o crescimento
do consumo de anfetaminas.
Curiosidade: Os delírios e alucinações
causados pela droga podem levar o usuário ao suicídio
por razões ilusórias, como uma suposta perseguição. 
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ANTIDEPRESSIVOS
Nome: tofranil, ritalina, tryptanol;
Origem: sintética;
Quantidade média ingerida: 10-25 mg;
Forma ingestão: oral, injetável;
Efeitos em curto prazo (quantidade média): alívio da ansiedade
e da depressão, impotência temporária;
Duração: 12-14 horas;
Efeitos em curto prazo (grandes quantidades): náusea, hipertensão,
perda de peso, insônia;
Risco de dependência psicológica: baixo;
Risco de dependência física: nenhum;
Tolerância: sim;
Efeitos em longo prazo: estupor, coma, convulsões, insuficiência
cardíaca congestiva, danos ao fígado e aos glóbulos brancos,
morte;
Utilização médica: na ansiedade ou supersedação,
distúrbios do comportamento infantil;

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BARBITÚRICOS
Nome: doriden, hidrato de cloral, fenobarbital, nembutal,
saconal;
Origem: sintética;
Quantidade média ingerida: 400 mg, 500 mg, 50-100 mg;
Forma ingestão: oral;
Efeitos em curto prazo (quantidade média): relaxamento, euforia,
diminuição da consciência, tontura, coordenação
prejudicada, sono;
Duração: 4-8 horas;
Efeitos em curto prazo (grandes quantidades): discurso "borrado",
mal articulado, estupor, ressaca, morte;
Risco de dependência psicológica: alto;
Risco de dependência física: alto;
Tolerância: sim;
Efeitos em longo prazo: sonolência excessiva, confusão,
irritabilidade, graves enjôos pela privação;
Utilização médica: na insônia, tensão
e ataque epilético;
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CAFEÍNA
Nome: café, chá,
refrigerantes;
Origem: grão de café, folhas de chá, castanha;
Quantidade média ingerida: 1-2 xícaras, 300 ml;
Forma ingestão: oral;
Efeitos a curto prazo (quantidade média): agitação,
irritabilidade, insônia, perturbações estomacais;
Duração: 2-4 horas;
Efeitos a curto prazo (grandes quantidades): agitação,
insônia, enjôo;
Risco de dependência psicológica: alto;
Risco de dependência física: alto;
Tolerância: não;
Efeitos a longo prazo: agitação, irritabilidade, perturbações
estomacais, insônias;
Utilização médica: na supersedação
e dor de cabeça;
É o estimulante legal mais usado no mundo. A cafeína é mais
comumente associada ao café e às bebidas à base
de cola que contém cafeína e flavorizantes
extraídos de fontes naturais (grãos de café e
nozes de cola, respectivamente). O chá contém
quantidade significativa de cafeína e teofilina,
enquanto que o chocolate (cacau) contém quantidades
relativamente baixas de cafeína e teobromina. Teofilina
e teobromina são parentes químicos da cafeína.
O café foi inicialmente usado para ajudar a manter
as pessoas acordadas nas noites frias, durante longos eventos
religiosos.
A cafeína não produz uma verdadeira euforia,
mas causa dependência psicológica, aumenta
a vivacidade, a performance mental e a motora, especialmente
nos fadigados. Estes sintomas, junto com alguns dos efeitos
de doses altas - por exemplo, agitação e
até convulsões - acontecem principalmente
pelo bloqueio dos receptores de adenosina. A adenosina é um
hormônio local auto-regulável que modula (normalmente
inibe) a função da maioria das células
no corpo. A quantidade de cafeína em 2 ou 3 xícaras
de café bloqueia 50% dos receptores de adenosina.
Entre os efeitos
conhecidos da cafeína estão
a estimulação do coração (aumento
do ritmo e potência, e às vezes, ritmo acelerado)
e a diurese (aumento do volume de urina). A dilatação
das vias respiratórias é um efeito menos
conhecido que ocorre com um grau ainda mais elevado de
teofilina, usado no tratamento da asma. O consumo muito
grande de cafeína pode causar o cafeinismo, um complexo
de ansiedade, irritabilidade e depressão e um aumento
do nível de vários hormônios no sangue
associados às estresse.
As adaptações celulares ocorrem com o uso
crônico, causando tolerância aos efeitos que
a cafeína produz. Uma retirada suave pode provocar
letargia, irritabilidade e dores de cabeça, em um
indivíduo com ingestão prolongada de 600
miligramas (6 xícaras de café) ou mais por
dia.
A adenosina comprovadamente
acentua os efeitos cardiovasculares causados pela nicotina.
Fumantes podem ser capazes de compensar isto com o alto
consumo de café, porque a maior
ingestão de cafeína bloqueia mais receptores
de adenosina e limita estes efeitos.
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COCAÍNA
Nome: cocaína;
Origem: folhas de coca;
Quantidade média ingerida: variável;
Forma ingestão: nasal, injetável;
Efeitos em curto prazo (quantidade média): sensação
de autoconfiança, vigor intenso;
Duração: 4 horas;
Efeitos em curto prazo (grandes quantidades): irritabilidade, depressão,
psicose;
Risco de dependência psicológica: alto;
Risco de dependência física: alto;
Tolerância: não;
Efeitos em longo prazo: danos ao septo nasal e vasos sanguíneos,
psicose
Utilização médica: anestésico local;
Princípio ativo: A cocaína é uma droga sintetizada em
laboratório e sua matéria prima é a folha de um arbusto
denominado Erytroxylon coca. A fórmula química da cocaína é 2-beta-carbometoxi-3betabenzoxitropano
e essa substância age na comunicação entre os neurônios
prolongando a ação de uma outra substância chamada dopamina.
A cocaína pode ser consumida de várias formas,
mas o modo mais comum é "aspirando" a
droga, que normalmente se apresenta sob forma de um pó.
Consumidores mais inconseqüentes chegam a injetar
a droga diretamente na corrente sangüínea,
o que eleva consideravelmente o risco de uma parada cardíaca
irreversível, a chamada "overdose fatal".
Efeitos: Os efeitos da cocaína, no corpo do ser
humano, dependem das características da droga que
está sendo consumida já que, como em seu
processo de refino são misturados diversos produtos
como cimento, pó de vidro e talco, a droga perde
em pureza ficando mais ou menos poderosa.
Euforia, excitação, sensação
de onipotência, falta de apetite, insônia e
aumento ilusório de energia são as primeiras
sensações que o consumidor de cocaína
tem. Esse efeito inicial dura cerca de meia hora e logo
a seguir vem uma forte depressão que leva o usuário
a consumir nova dose da droga para renovar as sensações.
Meia hora depois da segunda dose, a depressão volta
e o usuário busca uma terceira dose, que, com certeza,
vai ser seguida por uma nova depressão e assim o
consumidor entra em um perigoso ciclo que o transforma
em um dependente químico da droga.
O consumo de cocaína traz sérios danos ao
organismo do usuário. Os problemas começam
nas vias de entrada da droga, como a necrose (morte dos
tecidos) da mucosa nasal ou das veias, dependendo da forma
como é consumida. A quinina, uma substância
que pode estar misturada à cocaína, pode
levar à cegueira irreversível. Infecções
sangüíneas, pulmonares e coronárias
também estão na lista de conseqüências
do uso contínuo da cocaína.
Princípio
ativo: Os primeiros indícios de
utilização da folha de coca, matéria-prima
da cocaína, são encontrados há mais
de três mil anos, quando era mascada por povos que
habitavam a região andina da América do Sul.
A folha de coca era utilizada por
inibir a fome e estimular longas caminhadas na altitude.
Os povos da época
costumavam também usar o sumo da folha para aliviar
a dor, aplicando-o em diferentes áreas do corpo.
Em 1862, o químico Albert Niemann produziu, em
laboratório, um pó branco a partir da folha
de coca que foi denominado cloridrato de cocaína.
Esse produto passou a ser usado amplamente na sintetização
de remédios utilizados no fim do século XIX
como tônicos, supositórios e pastilhas expectorantes.
O cloridrato de cocaína chegou a ser utilizado até na
produção de vinhos.
No início do século XX, a cocaína
era livremente comercializada como um remédio comum,
mas logo apareceram as primeiras mortes por causa do abuso
do consumo da droga. Por conta das mortes, ela foi gradativamente
sendo proibida em quase todo o mundo.
Por ser uma droga cara chegou a ser
chamada de "caviar
das drogas" e, na década de 80, difundiu-se
muito na elite social americana, os "yuppies".
Em meados da década de 90, o número de usuários
alcançou a marca de 14 milhões de pessoas,
que consumiam quase 500 toneladas da droga a cada ano.
Curiosidades: Um dos grandes problemas
da cocaína é a
adulteração pela qual o produto puro passa.
Como é comercializada por peso, diversas substâncias
são acrescidas ao produto inicial e, normalmente,
chegam ao consumidor final com apenas 30% de pureza. Os
mais variados produtos são misturados, como soda
cáustica, solução de bateria de carro, água
sanitária, cimento, pó de vidro, hormônio
para engorda de gado e talco.

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COGUMELOS
O uso do cogumelo ficou famoso no
México; seu nome
científico é Psylocybe mexicana e dele se
extrai uma substância de poderosa ação
alucinógena, a psilocybina. No Brasil, ocorrem pelo
menos duas espécies de cogumelos alucinógenos:
o Psylocybe cubensis e outro do gênero Paneoulus.
Os efeitos das substâncias alucinógenas são
muito variáveis e dependem de várias condições,
como a sensibilidade e personalidade do indivíduo,
expectativa que a pessoa tem sobre os efeitos, ambiente,
presença de outras pessoas, etc., podendo ocorrer
sensações agradáveis (boa viagem)
ou sensações desagradáveis (má viagem).
Além dos efeitos mentais, pode aparecer dilatação
das pupilas, suor excessivo, taquicardia e náuseas.
Embora praticamente não ocorra desenvolvimento
de tolerância e não induzam a dependência,
um dos problemas preocupantes com o uso de alucinógenos é a
possibilidade, felizmente rara, da pessoa ser tomada por
delírio persecutório, delírio de grandeza
ou acesso de pânico e, em virtude disto, tomar atitudes
prejudiciais a si e aos outros.

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INALANTES - Cola de
Sapateiro
É a famosa cola de sapateiro, dos meninos de rua.
Produz sensação de euforia e excitação,
perturbações auditivas, visuais e até alucinações.
A aspiração repetida do solvente pode resultar
na destruição de neurônios, provocando
perda de reflexos, dificuldade de concentração
e déficit de memória.
Nome: aerossóis (éter), colas, nitrato de
amido, óxido nitroso;
Origem: sintética;
Quantidade média ingerida: variável;
Forma ingestão: inalável;
Efeitos em curto prazo (quantidade média): relaxamento,
euforia, coordenação prejudicada;
Duração: 1-3 horas;
Efeitos em curto prazo (grandes quantidades): estupor, morte;
Risco de dependência psicológica: alto;
Risco de dependência física: nenhum;
Tolerância: possível;
Efeitos em longo prazo: alucinações, danos ao cérebro,
aos ossos, rins e fígado, morte;
Utilização médica: dilatação dos
vasos sanguíneos, anestésico leve.
A maioria dos inalantes deprime o sistema nervoso central (SNC) com efeitos
agudos muito semelhantes aos do álcool. Na verdade, muitos usuários
de inalantes usam simultaneamente outras drogas, especialmente o álcool.
Os efeitos sedativos combinados aos do álcool podem causar morte súbita.
Os sintomas agudos do abuso de inalantes
começam
com a desinibição, que pode surgir com a
excitação, seguida de falta de coordenação,
vertigem, desorientação e, então,
fraqueza muscular, às vezes alucinações
e certamente coma e morte. A morte pode ocorrer cedo e
rápido com o abuso de alguns inalantes que causam
distúrbios no ritmo cardíaco. Isto é chamado
de síndrome da morte súbita por inalação
(SSD). Os efeitos no coração são mais
prováveis se os níveis de adrenalina forem
aumentados através de corrida, excitação
ou medo, por exemplo.
Os fluocarbonos disponíveis hoje em dia, principalmente
em extintores de incêndio e certos gases anestésicos,
são os principais agentes causadores da SSD. Pode
ocorrer morte por asfixia se o inalante for aspirado de
um recipiente fechado. O vapor dos inalantes toma o lugar
do oxigênio no recipiente e nos pulmões.
A falta de oxigênio não é detectada
pelo cérebro durante a intoxicação
devido aos crescentes efeitos sedativos do inalante. No
caso de sobrevivência do usuário, podem ocorrer
danos cerebrais permanentes.
Nitritos, como o amil nitrito são exceções entre os inalantes
porque eles não deprimem o sistema nervoso central.
Eles relaxam os vasos sanguíneos e baixam a pressão
sanguínea, causando leves torturas e vertigens,
que podem ser sentidas como um "barato" por alguns,
mas a principal razão para o uso dos nitritos é a
sua pretensa capacidade de aumentar o prazer sexual.
Os inalantes podem reduzir o fluxo
de oxigênio para
o cérebro, o que pode matar células do cérebro.
Uma vez que um inalante chega nos pulmões, ele entra
na corrente sanguínea. As substâncias químicas
no sangue atingem o cérebro em segundos. O uso excessivo
de alguns inalantes pode causar danos à medula óssea.
Isto pode causar uma produção insuficiente
de glóbulos vermelhos. A fadiga constante é sintoma
deste estado. O contato crônico com alguns inalantes
pode danificar os rins e o fígado e reduzir suas
funções. Se isto acontecer, o corpo fica
menos apto para se livrar das toxinas ou produtos do metabolismo
(talvez até do próprio inalante). 
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LSD
Princípio
ativo: O nome LSD, ou LSD-25 é uma
abreviatura de dietilamina do ácido lisérgico.
O princípio ativo da droga é o MDMA, ou
Metilenodioxometanfetamina, e apenas algumas frações
de grama são necessárias para acarretar efeitos
no ser humano; 0.05mg podem causar até 12 horas
de alucinações.
O LSD é consumido normalmente por via oral. A droga
se apresenta em cartelas subdivididas em "pontos",
que é, efetivamente, onde está o princípio
ativo. Para se obter os efeitos da droga, esse "ponto" é ingerido
pelo consumidor, ou simplesmente deixado embaixo da língua.
Além de poder ser ingerido, o LSD pode ser também
fumado, apesar dessa forma de consumo ser pouco comum.
Principais
efeitos: O LSD é um alucinógeno
e, portanto, produz distorções no funcionamento
do cérebro. Os efeitos variam de acordo com o organismo
que está ingerindo a droga e de acordo com a ambiente
em que ela está sendo consumida. O usuário
pode sentir euforia e excitação ou pânico
e ilusões assustadoras.
A droga dá uma sensação de que tudo
ao redor do usuário está sendo distorcido.
As formas, cheiros, cores e situações, para
a pessoa que está sob o efeito da droga, se alteram,
criando ilusões e delírios, como paredes
que escorrem, cores que podem ser ouvidas e mania de grandeza
ou perseguição. Além disso, uma pessoa
sob o efeito do LSD perde o juízo da realidade e
com isso a capacidade de avaliar corretamente uma situação
qualquer, por mais simples que possa ser.
Por perder a noção da realidade, o usuário
de LSD pode se julgar capaz de fazer coisas impossíveis
como andar sobre as águas, produzir fogo ou mesmo
voar. O LSD também causa um fenômeno chamado
de "flashback": o usuário, semanas ou
meses sem consumir a droga, começa a sentir os efeitos
da droga, como se tivesse acabado de consumi-la. Os flashbacks
podem acontecer a qualquer momento.
No corpo, os efeitos do LSD são relativamente leves,
aceleração de batimentos cardíacos,
pupilas dilatadas e aumento do suor. Casos mais graves
como convulsões podem ocorrer apesar de serem muito
raros. O maior perigo do consumo de LSD não é,
mesmo em doses mais fortes, de intoxicação
física, mas suas conseqüências psíquicas.
Histórico: O LSD é uma droga relativamente
nova. As primeiras notícias de uso vêm do
final da década de 30 e início dos anos 40.
Inicialmente, como a maioria das drogas, foi utilizada
para fins medicinais, no tratamento de doenças psiquiátricas
como a esquizofrenia, mas se mostrou ineficiente e caiu
em desuso medicinal.
Nos anos 60, teve uma explosão de consumo. Os consumidores
buscavam, com a droga, "novas formas de expandir a
mente" ou "aumentar o estado de consciência".
Hoje, no Brasil, o Ministério da Saúde não
reconhece nenhum uso para a droga e proíbe seu uso,
produção e comércio no país.
Curiosidade: O consumo do LSD pode
não trazer graves
problemas físicos para seus usuários, mas
o uso pode causar variações nos cromossomos
do usuário. Isto pode fazer com que seus filhos
nasçam com doenças congênitas.

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CANNABIS
SATIVA
Nome: haxixe, maconha, thc;
Origem: cannabis, sintética;
Quantidade média ingerida: variável;
Forma ingestão: inalável, oral, injetável;
Efeitos em curto prazo (quantidade média): relaxamento, quebra
das inibições, alteração da percepção,
euforia, aumento do apetite;
Duração: 2-4 horas;
Efeitos em curto prazo (grandes quantidades): pânico, estupor;
Risco de dependência psicológica: moderado;
Risco de dependência física: moderado;
Tolerância: não;
Efeitos em longo prazo: fadiga, psicose;
Utilização médica: na tensão, depressão,
dor de cabeça, falta de apetite;
Princípio
ativo: A maconha é uma erva de
nome científico Cannabis sativa que, dependendo
das condições de cultivo, pode sintetizar
uma porcentagem maior ou menor de uma substância
denominada THC, ou tetrahidrocanabinol, que é a
principal responsável pelos efeitos da droga no
organismo humano.
A forma de consumo varia desde a
inalação
de sua fumaça por meio de cigarro ou incensos. Pode
ser também ingerida sob forma de chá ou comprimido.
Os usuários fumam em cigarros feitos artesanalmente
pelos próprios consumidores ou com a ajuda de objetos
como cachimbos.
Principais
efeitos: Os efeitos causados
pelo consumo da maconha, bem como a sua intensidade,
são os mais
variáveis e estão intimamente ligados à dose
utilizada, à concentração de THC na
erva consumida e à reação do organismo
do consumidor com a presença da droga.
Os efeitos físicos mais freqüentes são
avermelhamento dos olhos, ressecamento da boca e taquicardia
(elevação dos batimentos cardíacos,
que sobem de 60 - 80 por minuto para 120 - 140 batidas
por minuto).
Com o uso contínuo alguns órgãos,
como o pulmão, passam a ser afetados mais seriamente
pela maconha. Devido à contínua exposição
com a fumaça tóxica da droga, o sistema respiratório
do usuário começa a apresentar problemas
como bronquite e perda da capacidade respiratória.
Além disso, por absorver uma quantidade considerável
de alcatrão, presente na fumaça de maconha,
os usuários da droga estão mais sujeitos
a desenvolver o câncer de pulmão.
O consumo de maconha também diminui a produção
de testosterona. A testosterona é um hormônio
masculino que é responsável, entre outras
coisas, pela produção de espermatozóides.
Portanto, com a diminuição da quantidade
de testosterona, o homem que consome continuamente maconha
apresenta uma capacidade reprodutiva menor.
Os efeitos psíquicos são os mais variados,
sendo que a sua manifestação depende do organismo
e das características da erva consumida. As sensações
mais comuns são um bem-estar inicial, relaxamento,
calma e vontade de rir. Pode-se sentir angústia,
desespero, pânico e letargia. Ocorre ainda uma perda
da noção do tempo e espaço além
de um prejuízo na memória e latente falta
de atenção.
Em um longo prazo, o consumo de maconha
pode reduzir a capacidade de aprendizado e memorização além
de passar a apresentar uma falta de motivação
para desempenhar as tarefas mais simples do cotidiano.
Histórico: A maconha, como a maioria das drogas,
tem seus primeiros indícios há mais de cinco
mil anos, quando povos como os chineses e persas usavam
a droga como incenso em cerimônias religiosas. Era
também utilizada como recompensa para mercenários,
para fins medicinais.
Seu uso na medicina perdurou até o início
do século XX, quando a droga passou a ser consumida
apenas para alterar o estado mental do usuário.
No Brasil, a droga também foi muito utilizada, no
século passado, como medicamento para vários
males, mas devido ao crescente número de usuários
que passaram a consumir a droga abusivamente e para fins
não medicinais, ela foi proibida. Em todo o Ocidente
a droga foi proibida na década de 40.
Nos anos 70, os hippies começaram a usar a maconha
não só para alterar seu estado mental, mas
também como uma demonstração de protesto
contra o sistema social e político vigente na época.
Hoje existem diversos defensores
da legalização
do uso da droga e, em alguns países europeus como
Suíça, Holanda e mais recentemente Portugal,
o consumo da droga já foi regulamentado.
Curiosidades: A maconha sempre esteve
ligada à religião
e à medicina. As primeiras notícias que se
tem sobre o uso da droga são em cerimônias
religiosas na China ou no tratamento de doenças.
Hoje a droga ainda apresenta funções na medicina,
como no tratamento da epilepsia e no abrandamento dos efeitos
colaterais no tratamento do câncer como vômitos
e náuseas. Além das atuais funções
medicinais, a droga ainda é considerada sagrada
em algumas religiões de países da América
Central e Ásia. 
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CRACK
O crack é uma mistura de cocaína em forma
de pasta não refinada com bicarbonato de sódio.
Esta droga se apresenta na forma de pequenas pedras e pode
ser até cinco vezes mais potente do que a cocaína.
O efeito do crack dura, em média, dez minutos.
Sua principal forma de consumo é a inalação
da fumaça produzida pela queima da pedra. É necessário
o auxílio de algum objeto como um cachimbo para
consumir a droga, muitos desses feitos artesanalmente com
o auxílio de latas, pequenas garrafas plásticas
e canudos ou canetas. Os pulmões conseguem absorver
quase 100% do crack inalado.
Efeitos: Os primeiros efeitos do
crack são uma
euforia plena que desaparece repentinamente depois de um
curto espaço de tempo, sendo seguida por uma grande
e profunda depressão. Por causa da rapidez do efeito,
o usuário consome novas doses para voltar a sentir
uma nova euforia e sair do estado depressivo.
O crack também provoca hiperatividade, insônia,
perda da sensação de cansaço, perda
de apetite e conseqüente perda de peso e desnutrição.
Com o tempo e uso constante da droga, aparecem um cansaço
intenso, uma forte depressão e desinteresse sexual.
Os usuários de crack apresentam um comportamento
violento, são facilmente irritáveis. Tremores,
paranóia e desconfiança também são
causados pela droga. Normalmente, os usuários têm
os lábios, a língua e a garganta queimados
por causa da forma de consumo da substância. Apresentam
também problemas no sistema respiratório
como congestão nasal, tosse, expectoração
de muco preto e sérios danos nos pulmões.
O uso mais contínuo da droga pode causar ataque
cardíaco e derrame cerebral graças a um considerável
aumento da pressão arterial. Contrações
no peito seguidas de convulsões e coma também
são causadas pelo consumo excessivo da droga.
Histórico: Ao contrário da maioria das drogas,
o crack não tem sua origem ligada a fins medicinais:
ele já nasceu como uma droga para alterar o estado
mental do usuário.
O crack surgiu da cocaína, feito por traficantes
no submundo das favelas e guetos das grandes cidades sendo,
portanto, difícil precisar quando e onde realmente
ele apareceu pela primeira vez. O nome "crack" vem
do barulho que ele faz quando está sendo queimado
para ser consumido.
Curiosidade: Existe uma variação do crack
que tem um poder alucinógeno ainda maior, trata-se
de uma droga chamada Merla. A Merla apareceu pela primeira
vez nas favelas do Grande ABC em São Paulo e é feita
com sobras do refino da cocaína misturada com querosene
e gasolina.

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ECSTASY
Princípio
ativo: O princípio ativo do ecstasy é o
mesmo do LSD, a Metilenodioxidometaanfetamina (MDMA). Sua
forma de consumo é por via oral, através
da ingestão de um comprimido. Os usuários
normalmente consomem o ecstasy com bebidas alcoólicas,
o que intensifica ainda mais o efeito e agrava os riscos.
Efeitos: Os principais efeitos do
ecstasy são uma
euforia e um bem-estar intensos, que chegam a durar 10
horas. A droga age no cérebro aumentando a concentração
de duas substâncias: a dopamina, que alivia as dores,
e a serotonina, que está ligada a sensações
amorosas. Por isso, a pessoa sob efeito de ecstasy fica
muito sociável, com uma vontade incontrolável
de conversar e até de ter contato físico
com as pessoas. O ecstasy provoca também alucinações.
Os malefícios causados pela droga ao corpo do usuário
são ressecamento da boca, perda de apetite, náuseas,
coceiras, reações musculares como câimbras,
contrações oculares, espasmo do maxilar,
fadiga, depressão, dor de cabeça, visão
turva, manchas roxas na pele, movimentos descontrolados
de vários membros do corpo como os braços
e as pernas, crises bulimicas e insônia.
A principal causa de óbitos dos consumidores da
droga é o aumento da temperatura corpórea
que ele provoca no usuário. A droga causa um descontrole
da pressão sangüínea, que pode provocar
febres de até 42 graus. A febre leva a uma intensa
desidratação que pode causar a morte do usuário
do ecstasy. Associado a bebidas alcoólicas, o ecstasy
pode provocar um choque cardiorespiratório.
Histórico: O ecstasy é uma droga relativamente
nova e, diferentemente de drogas como a cocaína
e a maconha, só foi sintetizada pela primeira vez
já neste século. A primeira notícia
que se tem da droga é de 1912, quando foi sintetizada
pela primeira vez por um laboratório alemão.
Sua primeira utilidade foi medicinal, em sessões
de psicoterapia, e como um inibidor de apetite.
Curiosidade: O ecstasy é conhecido com a "Pílula do Amor", já que
aumenta a concentração de um neurotransmissor (substância
responsável pela comunicação entre os neurônios)
chamado serotonina. A serotonina está intimamente ligada às sensações
amorosas. 
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HEROINA
Princípio
ativo: A heroína é uma
variação da morfina, que por sua vez é uma
variação do ópio, obtido de uma planta
denominada Papoula. A designação química
da heroína é diacetilmorfina.
A heroína se apresenta no estado sólido.
Para ser consumida, ela é aquecida normalmente com
o auxílio de uma colher onde a droga se transforma
em líqüido e fica pronta para ser injetada.
O consumo da heroína pode ser diretamente pela veia,
forma mais comum no ocidente, ou inalada, como é,
normalmente, consumida no oriente.
Efeitos: A heroína é uma das mais prejudiciais
drogas de que se tem notícia. Além de ser
extremamente nociva ao corpo, a heroína causa rapidamente
dependência química e psíquica. Ela
age como um poderoso depressivo do sistema nervoso central.
Logo após injetar a droga, o usuário fica
em um estado sonolento, fora da realidade. Esse estado é conhecido
como "cabeceio" ou "cabecear". As pupilas
ficam muito contraídas e as primeiras sensações
são de euforia e conforto. Em seguida, o usuário
entra em depressão profunda, o que o leva a buscar
novas e maiores doses para conseguir repetir o efeito.
Fisicamente, o usuário de heroína pode apresentar
diversas complicações como surdez, cegueira,
delírios, inflamação das válvulas
cardíacas, coma e até a morte. No caso de
ser consumida por meios injetáveis, pode causar
necrose (morte dos tecidos) das veias. Isto dificulta o
viciado a encontrar uma veia que ainda esteja em condições
adequadas para poder injetar uma nova dose.
O corpo fica desregulado deixando
de produzir algumas substâncias vitais como a endorfina ou passando a
produzir outras substâncias em demasia, como a noradrenalina
que, em excesso, acelera os batimentos cardíacos
e a respiração. O corpo perde também
a capacidade de controlar sua temperatura causando calafrios
constantes. O estômago e o intestino ficam completamente
descontrolados causando constantes vômitos, diarréias
e fortes dores abdominais.
Histórico: Há mais de cinco mil anos a Papoula,
planta de onde deriva a heroína, é conhecida
pela humanidade. Naquela época, os sumérios
costumavam a utilizá-la para combater algumas doenças
como a insônia e constipação intestinal.
No século passado, farmacêuticos obtiveram,
da Papoula, uma substância que foi chamada de morfina.
O uso da morfina foi amplamente difundido na medicina do
século XIX devido, principalmente, a suas propriedades
analgésicas e antidiarréicas.
Da morfina, logo foram sintetizadas
várias derivações
como diamorfina, codeína, codetilina, heroína,
metopon. A heroína é a mais conhecida delas.
Na década de 20 foi constatado que a heroína
causava dependência química e psíquica,
por isso foi proibida sua produção e comércio
no mundo todo.
A heroína voltou a se expandir pelo mundo depois
da II Guerra Mundial e hoje é produzida no mercado
negro principalmente no Sudeste Asiático e na Europa.

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NARCÓTICOS
Nome: codeína, demerol, metadona, morfina, ópio,
percodan;
Origem: papoula de ópio, papoula de ópio sintética;
Quantidade média ingerida: 15-50 mg, 50-150 mg, 05-15 mg, 10
mg;
Forma ingestão: oral, injetável, nasal;
Efeitos em curto prazo (quantidade média): relaxamento, alívio
da dor e da ansiedade, diminuição da consciência, euforia,
alucinações;
Duração: 4 horas;
Efeitos em curto prazo (grandes quantidades): estupor, morte;
Risco de dependência psicológica: alto;
Risco de dependência física: alto;
Tolerância: sim;
Efeitos em longo prazo: letargia, prisão de ventre, perda de
peso, esterilidade e impotência temporária, enjôos pela privação;
Utilização médica: na tosse, na diarréia,
analgésico, combate à heroína;

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NICOTINA
Nome: cachimbos, charutos, cigarro, rapé;
Origem: folhas de tabaco;
Quantidade média ingerida: variável;
Forma ingestão: inalável, oral;
Efeitos em curto prazo (quantidade média): relaxamento, contração
dos vasos sanguíneos;
Duração: 1/2-4 horas;
Efeitos em curto prazo (grandes quantidades): dor de cabeça,
perda de apetite, náusea;
Risco de dependência psicológica: alto;
Risco de dependência física: alto;
Tolerância: sim;
Efeitos em longo prazo: respiração prejudicada, doença
pulmonar e cardiológica, câncer, morte;
Utilização médica: nenhuma (usado em inseticida);
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OPIO
Mais conhecida como "papoula" é um suco
resinoso, coagulado, o látex leitoso da planta dormideira,
extraído por incisão feita na cápsula
da planta, depois da floração.
O Ópio tem um cheiro típico, que é desagradável.
Manifesta-se, especialmente, com o calor. Seu sabor é amargo
e um pouco acre, sendo castanha a sua cor. Os principais
alcalóides do ópio são: a morfina
(10%), a codeína, a tebaína, a papaverina,
a narcotina e a narceína.
Sua ação apresenta-se
em duas formas:
1 - alcalóide de ação
deprimente: morfina, codeína, papaverina, narcotina
e narceína;
- influência no córtex cerebral - morfina;
- influência no sistema respiratório - codeína;
- antiespasmódicos e paralisantes das fibras musculares dos órgãos
de musculatura involuntária (estômago, por exemplo) - papaverina,
narcotina e narceína.
2 - alcalóides de ação
excitantes - laudanosina e tebaína.
O número de viciados, no Brasil, é pequeno. Para se fumar o ópio,
utiliza-se um cachimbo especial, com uma haste de bambu e um fornilho de barro,
e os seus adeptos seguem um verdadeiro ritual. Pode ser utilizado ainda, como
comprimido, supositórios, etc.
Causa, em longo prazo, irritabilidade crescente e lenta deterioração
intelectual, com declínio marcante dos hábitos sociais.
Quanto aos aspectos físicos, os viciados ficam
magros e com cor amarela, diminuindo, ainda, sua resistência às
infecções.
A crise de abstinência pode começar dentro
de aproximadamente, doze horas, apresentando-se de várias
formas, indo desde bocejos até diarréias,
passando por rinorréia, lacrimação,
suores, falta de apetite, pele com arrepios, tremores,
câimbras abdominais e insônia ou, ainda, inquietação
e vômitos.
Os opiláceos determinam violenta dependência
física e psíquica, podendo-se dizer que a
escravidão do viciado é total, deixando-o
totalmente inutilizado para si, para a família e
para a sociedade, pois a droga passa a agir quimicamente
em seu corpo, de forma que a retirada brusca da droga pode
ocasionar até a morte.

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TABACO
Definição
e histórico: O tabaco é uma planta
cujo nome científico é Nicotiana
tabacum, da qual é extraída uma substância
chamada nicotina. Seu uso surgiu aproximadamente no ano
1000 a.C., nas sociedades indígenas da América
Central, em rituais mágico-religiosos com objetivo
de purificar, contemplar, proteger e fortalecer os ímpetos
guerreiros, além de acreditar que a mesma tinha
o poder de predizer o futuro. A planta chegou ao Brasil
provavelmente pela migração de tribos tupis-guaranis.
A partir do século XVI, o seu uso foi introduzido
na Europa, por Jean Nicot, diplomata francês vindo
de Portugal, após ter-lhe cicatrizado uma úlcera
de perna, até então incurável.
No início, utilizado com fins curativos, através
do cachimbo, difundiu-se rapidamente, atingindo Ásia
e África, no século XVII. No século
seguinte, surgiu a moda de aspirar rapé, ao qual
foram atribuídas qualidades medicinais, pois a rainha
da França, Catarina de Médicis, o utilizava
para aliviar suas enxaquecas.
No século XIX, iniciou-se o uso do charuto, através
da Espanha atingindo toda a Europa, Estados Unidos e demais
continentes, sendo utilizado para demonstração
de ostentação. Por volta de 1840 a 1850,
surgiram as primeiras descrições de homens
e mulheres fumando cigarros, porém somente após
a Primeira Guerra Mundial (1914 a 1918) seu consumo apresentou
uma grande expansão.
Seu uso espalhou-se por todo mundo
a partir de meados do século XX, com ajuda de técnicas avançadas
de publicidade e marketing, que se desenvolveram nesta época.
A partir da década de 60, surgiram os primeiros
relatórios científicos que relacionaram o
cigarro ao adoecimento do fumante e hoje existem inúmeros
trabalhos comprovando os malefícios do tabagismo à saúde
do fumante e do não-fumante exposto à fumaça
do cigarro.
Hoje o fumo é cultivado em todas as partes do mundo
e é responsável por uma atividade econômica
que envolve milhões de dólares. Apesar dos
males que o hábito de fumar provoca, a nicotina é uma
das drogas mais consumidas no mundo.
Efeitos no cérebro: quando
o fumante dá uma tragada, a nicotina é absorvida pelos
pulmões, chegando ao cérebro geralmente em
9 segundos.
Os principais efeitos da nicotina
no Sistema Nervoso Central são: elevação leve no humor (estimulação)
e diminuição do apetite. A nicotina é considerada
um estimulante leve, apesar de um grande número
de fumantes relatarem que se sentem relaxados quando fumam.
Essa sensação de relaxamento é provocada
pela diminuição do tônus muscular.
Essa substância, quando usada ao longo do tempo,
pode provocar o desenvolvimento de tolerância, ou
seja, a pessoa tende a consumir um número cada vez
maior de cigarros para sentir os mesmos efeitos que originalmente
eram produzidos por doses menores.
Alguns fumantes, quando suspendem
repentinamente o consumo de cigarros, podem sentir fissura
(desejo incontrolável
por cigarro), irritabilidade, agitação, prisão
de ventre, dificuldade de concentração, sudorese,
tontura, insônia e dor de cabeça. Esses sintomas
caracterizam a síndrome de abstinência, desaparecendo
dentro de uma ou duas semanas.
A tolerância e a síndrome de abstinência
são alguns dos sinais que caracterizam o quadro
de dependência provocado pelo uso de tabaco.
Efeitos no resto do organismo
A nicotina produz um pequeno aumento
no batimento cardíaco,
na pressão arterial, na freqüência respiratória
e na atividade motora.
Quando uma pessoa fuma um cigarro,
a nicotina é imediatamente
distribuída pelos tecidos. No sistema digestivo
provoca queda da contração do estômago,
dificultando a digestão. Há um aumento da
vasoconstricção e na força das contrações
cardíacas.
Efeitos
tóxicos: a fumaça do cigarro contém
um número muito grande de substâncias tóxicas
ao organismo. Dentre as principais, citamos a nicotina,
o monóxido de carbono, e o alcatrão.
O uso intenso e constante de cigarros
aumenta a probabilidade da ocorrência de algumas doenças como, por
exemplo, a pneumonia, câncer (pulmão, laringe,
faringe, esôfago, boca, estômago, entre outros),
infarto de miocárdio; bronquite crônica; infisema
pulmonar; derrame cerebral; úlcera digestiva; etc.
Entre outros efeitos tóxicos provocados pela nicotina,
podemos destacar ainda náuseas, dores abdominais,
diarréia, vômitos, cefaléia, tontura,
bradicardia e fraqueza.
Tabaco
e gravidez: q uando a mãe fuma durante a
gravidez "o feto também fuma", recebendo
as substâncias tóxicas do cigarro através
da placenta. A nicotina provoca aumento do batimento cardíaco
no feto, redução do peso do recém-nascido,
menor estatura, além de alterações
neurológicas importantes. O risco de aborto espontâneo,
entre outras complicações durante a gravidez é maior
nas gestantes que fumam.
Durante a amamentação, as substâncias
tóxicas do cigarro são transmitidas para
o bebê também através do leite materno.
Tabagismo
passivo: os fumantes não são
os únicos expostos à fumaça do cigarro,
pois os não-fumantes também são agredidos
por ela, tornando-se fumantes passivos.
Os poluentes do cigarro dispersam-se
pelo ambiente, fazendo com que os não-fumantes próximos ou distantes
dos fumantes, inalem também as substâncias
tóxicas.
Estudos comprovam que filhos de pais
fumantes apresentam uma incidência 3 vezes maior de infecções
respiratórias (bronquite, pneumonia, sinusite) do
que filhos de pais não-fumantes.
Aspectos
gerais: o hábito de fumar é muito
freqüente na população. A associação
do cigarro com imagens de pessoas bem-sucedidas, jovens,
esportistas é uma constante nos meios de comunicação.
Este tipo de propaganda é um dos principais fatores
que estimulam o uso do cigarro. Por outro lado, os programas
de controle do tabagismo, vêm recebendo um destaque
cada vez maior em diversos países, ganhando apoio
de grande parte da população.

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TRANQUILIZANTES
Nome: dienpax, librium, valium;
Origem: sintética;
Quantidade média ingerida: 5-30 mg, 5-25 mg, 10-40 mg;
Forma ingestão: oral;
Efeitos em curto prazo (quantidade média): alívio da
ansiedade e da tensão, supressão das alucinações
e da agressão, sono;
Duração: 12-24 horas;
Efeitos em curto prazo (grandes quantidades): sonolência, visão
perturbada, discurso "borrado", reação alérgica,
estupor;
Risco de dependência psicológica: moderado;
Risco de dependência física: moderado;
Tolerância: não;
Efeitos
em longo prazo: destruição de células
sanguíneas, icterícia, coma, morte;

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