Voltar

DROGAS
É QUALQUER SUBSTÂNCIA QUE NÃO SEJA ALIMENTO, QUE PREJUDICA O FUNCIONAMENTO DA SUA MENTE E CORPO .
CERTA DROGA, CHAMADAS DE PSICOATIVAS , PODE MUDAR O MODO DE UMA PESSOA, PENSAR, SENTIR E ATUAR.

 

O que é dependência química

É o consumo sem controle de determinada substância química, geralmente associada a problemas sérios para o usuário. A substância tem prioridade sobre outros aspectos da vida. 

 

diagnóstico

  o Forte desejo ou senso de compulsão para consumir a substância

 
Vida saudável sem drogas

Para que as drogas ?

Poderemos dizer que as drogas servem para anestesiar, para enfrentar depressão, solidão, para dar coragem etc.

Quem recorre às drogas o faz sempre para preencher algo que falta, utilizando uma substância externa. Na realidade o uso das drogas é a manifestação de um problema interno na pessoa.

Segundo indicam as pesquisas, as pessoas que injetam em si mesmo a droga, são provenientes de um pequeno grupo de indivíduos de tendências anti-sociais e muitas vezes criminosas. Tal fato há muito tempo é conhecido dos especialistas e estudiosos do problema da droga entre a juventude.

A auto-administração da droga apresenta vários perigos, notadamente no caso dos estimulantes. Qualquer que seja a droga usada, diante da forte tendência autodestrutiva que caracteriza quase sempre o comportamento dos delinqüentes, corre risco de representar para eles um atrativo.

O indivíduo que parou de consumir drogas durante um certo tempo, recomeça muitas vezes sob a influência de diversos fatores sociais, psicológicos e físicos. Para eles, é impossível, por exemplo, ter uma ocupação estável, obsedado que está pela droga, e pelos meios de obtê-la. Sua vida gira em torno da droga, à qual ele consagra todo o seu dinheiro. Para arranjar dinheiro alguns toxicômanos se entregam a prostituição ou procuram vender a própria droga.

Paulatinamente, eles cortam todos os liames que os prendem ao resto do mundo social. Não somente se afastam dos próprios amigos, mas também se desligam do mundo. 

Nem todas pessoas que tomam drogas são toxicômanos. Assim como existem os alcoólicos solitários e ocasionais, há também jovens que ingerem a droga num fim de semana, e que ficam muito tempo sem tomar nenhuma outra dose, para não cair na dependência. Este pequeno grupo, diga-se de passagem, está empenhado na busca da droga ideal.

 

A PREVENÇÃO DO USO DE DROGAS

É mais fácil do que pôr fim a seu uso depois de começado. A maioria dos que usam drogas começam a fazê- lo na adolescência ou no princípio da segunda década de vida.

Os jovens são menos propensos ao uso de drogas se os pais se comunicam com eles, confiam neles, e procuram compreende-los e ajudá-los na solução de seus problemas. Os pais de adolescentes deveriam estabelecer normas gerais razoáveis de comportamento. Além disso, os próprios pais devem dar bom exemplo aos filhos não usando drogas. Se um jovem se envolve em um problema de uso de drogas, os pais devem procurar ajuda de um médico, de um psicólogo, ou de uma instituição comunitária especialidade que possa dar esse tipo de assistência.

 
 
VERBETES RELACIONADOS
ALCOOLISMO
FUMO
MESCALINA
ALUCINÓGENO
HAXIXE
MORFINA
ANFETAMINA
HEROÍNA
NARCÓTICO
BARBITÚRICO
L.S.D.
ÓPIO
COCAÍNA
MACONHA
 

 
ÁLCOOL

Beber para relaxar. O primeiro efeito de uma taça de vinho ou de um gole de uísque traz uma sensação de grande prazer e bem-estar.

O fluxo sangüíneo aumenta, o coração acelera ,os reflexos melhoram. Pena que a sensação dura pouco. Daí a algumas doses, a euforia passa, vem o efeito sedativo. Não chega sozinho. Está acompanhado de dificuldades na fala, problemas de coordenação motora e até de depressão.

 

DEPOIMENTO: " A bebida me deixava alegre, fazia esquecer os problemas’’ Edson (nome fictício), 40 anos.

 

 

CHEIRINHO DA LOLÓ, BENZINA, LANÇA-PERFUME, COLA DE SAPATEIRO, CLOROFÓRMIO E ÉTER

Estas drogas fazem parte do grupo dos inalantes , assim chamados porque a absorção destas drogas se dá por via pulmonar ( entram no organismo aspiradas pelo nariz ou pela boca) que inclui basicamente dois subgrupos:

o Os solventes orgânicos 

o Clorofórmio e éter.

A Cola de sapateiro é uma mistura de vários solventes orgânicos. É normalmente usada por meninos de rua ou jovens de família de baixa renda.

Um dos sinais de uso que esta droga deixa, além do cheiro característico nas roupas ou na respiração do usuário ( o que é a todos os inalantes ),são os vestígios do produto na pele. Causa irritação nos olhos, nariz, garganta e pele; vômitos, diarréia, fraqueza acentuada, distúrbios da visão, dor de cabeça , perda momentânea da memória e do auto controle, tremores, ansiedade e irritabilidade. Seu uso contínuo pode produzir cólica intestinal, fraqueza muscular, falta de coordenação motora, problemas no fígado, confusão mental e sonolência.

A benzina é um composto derivado do petróleo, muito parecido com o querosone, utilizado na maioria das vezes como removedor de tintas. Sua utilização entre estudantes é comum pela facilidade de se adquirir a droga. Náuseas; vômitos, tonturas, dores de cabeça , irritação dos olhos, nariz e garganta são alguns dos efeitos que esta droga causa. Pode produzir ainda sonolência, confusão mental, convulsão e morte .

· clorofórmio é um liquido claro, incolor , de odor característico, não inflamável. Também é chamado de triclorometano; é administrado através da inalação de seus vapores. Foi um dos primeiros anestésicos gerais usados, mas seu para este propósito foi abandonado devido aos seus efeitos tóxico (morte por lesão do fígado ou parada cardíaca).

É utilizado sobre tudo como dissolvente, na extração e purificação de medicamentos, nos agentes de limpeza e em outros produtos farmacêuticos. Sobre a pele e mucosas ele age como um irritante, deixando-as vermelhas, capaz de provocar queimaduras. Age como um depressor do sistema nervoso central, deprimindo o centro responsável pela respiração. Podemos dividir os efeitos do clorofórmio de acordo com o tipo de exposição:

a. AGUDOS: analgesia, irritação da pele e mucosas, náuseas, problemas relacionados à circulação do sangue, depressão e coma ( inconsciência)

b. CRÔNICOS: toxidade do fígado e rins. Pode ocorrer depressão do centro da respiração e coração.

ÉTER, também um líquido incolor e com odor muito desagradável, é ainda volátil e muito inflamável. Do Poderoso anestésico, causa irritação nos olhos, nariz e garganta, podendo causar escamação da pele.

LANÇA PERFUME é uma combinação de éter, clorofórmio, cloreto de etila e uma essência perfumada. Embalado sob pressão dentro de um vasilhame adquire a forma líquida, evaporando se rapidamente quando em contato com o ar.

Seu uso è sazonal; está associado ao período de carnaval: antigamente, fazia parte das brincadeiras esguichar o produto nos outros foliões causando uma sensação gostosa por seu perfume e pelo ‘friozinho’ que produzia. Mas com o passar do tempo, este uso inocente do lança-perfume perdeu lugar para sua utilização como inalante : esguichado em lenços que as pessoas levavam ao nariz, produzia sensação de torpor e euforia. Depois de muitas mortes por parada cardíaca dos usuários desta drogas, as autoridades brasileiras proibiram a fabricação e comercialização deste produto a partir de 1965. Hoje, entra no Brasil como contrabando da Argentina e do Paraguai.

CHEIRINHO DA LOLÓ é um composto caseiro de éter, clorofórmio e perfumes ou essências caseiras. Estes dois primeiros componentes podem ser substituídos por qualquer outro tipo de solvente. Meninos de rua e estudantes são os maiores consumidores desta droga, muitas vezes consumida nos intervalos das aulas.

"A inalação repetida dos solventes orgânicos pode levar a lesões irreversíveis do córtes

0 cerebral, da medula óssea, dos brônquios e dos rins. A inalação da gasolina é mais perigosa porque contém chumbo ( aditivo chumbo tetra-etila) que lesa gravemente o organismo . Se ingeridos, os solventes orgânicos podem ser fatais.’’

A síndrome de abstinência provocada pelos inalantes entre seus usuários pode trazer hiperatividade, alucinações, delírios, ansiedade, calafrios e irritabilidade.

 

Drogas

Quais seus efeitos no organismo ?

Dependendo, da droga, variam os efeitos , a intensidade e o perigo para o organismo. 

MACONHA ( fumada): Aceleração das batidas do coração, boca seca, congestionamento dos olhos ( cuja área branca se torna avermelhada ) e dilatação das pupilas. COCAÍNA (Cheirada ou aplicada na veia): inibição da fome e do sono, aumento de pressão sangüínea- pode provocar morte por parada cardíaca - ,amortecimento das vias nasais, comprometimento da mucosa nasal( pelo uso contínuo) e aumento da atividade cerebral. Como pode se ver, as drogas são perigosas, sobretudo porque, como a cocaína, podem provocar morte por overdose (superdose). Ou seja: por uma dose de droga superior à que o organismo está acostumado ou pode suportar. O uso de drogas injetáveis também pode causar doenças como a hepatite infecciosa ou a AIDS (se a pessoa se serve de uma seringa contaminada.) 

Há, ainda, o problema criado pelos traficantes que, para aumentar seu lucro, misturam às drogas outras substâncias nocivas ,como pó de mármore, pó de vidro , talco , anfetaminas que podem obstruir as vias respiratórias, causando sufocamento e levando à morte . 

No caso da maconha, há o perigo de contaminação por herbicidas ou pela mistura da erva com escrementos de bovino.

 

O QUE É DEPENDÊCIA DE DROGAS?

A dependência de uma droga pode ser física ou psicológica. A dependência psicológica é um estado mental que se caracteriza pela necessidade que a pessoa tem de sentir de modo permanente o efeito de uma droga e por sensações de desconforto quando é privada dela. A dependência física é a adaptação do organismo à presença constante de uma droga, cuja ausência provoca mal-estar físico e uma necessidade imperiosa de usar aquela droga. Tanto a dependência física quanto a psicológica são graves.

 

COMO SABER SE ALGUÉM ESTÁ ABUSANDO DAS DROGAS?

Todas as drogas que foram mencionadas aqui provocam modificações no comportamento das pessoas, e os sinais visíveis de abuso são parecidos em quase todas elas: a pessoa se torna arredia, passa a freqüentar " refúgios"( para comprar, tomar ou partilhar o efeito da droga com outros), não dorme em horários regulares, sua coordenação motora se altera, seu temperamento fica instável e a pessoa perde interesse pelo trabalho e pela escola.

A DROGA NA ESCOLA

 Este è um problema cada vez mais crucial, principalmente porque é preciso distinguir o que pode ser apenas um uso ocasional (e de uma droga como a maconha) daquilo que já é patológica (a dependência ).É necessário destinguir entre um comportamento caracterizado pela curiosidade, ou mesmo por uma fase crítica da adolescência é uma conduta que, de fato, representa a entrada na dependência da droga. Além do que já foi dito de modo geral a respeito dos motivos que levam uma pessoa a usar drogas, no adolescente existe a necessidade de se afirmar perante seu grupo, de se impor diante de seus colegas, ou a necessidade de demonstrar sua impossibilidade de se adequar a uma família por vezes desequilibrada. Ou, ainda, o que é muito grave, a necessidade de demonstrar a própria impotência diante de uma realidade miserável como ocorre nas grandes cidades : isso acontece entre os meninos que cheiram cola de sapateiro, uma droga barata, que conduz ao " paraíso artificial ’’, mas que aliada á subnutrição provoca danos irreparáveis ao organismo dessas crianças. São essas as principais dificuldades com que o professor se depara em seu cotidiano e com as quais, na maior parte das vezes, não consegue lidar de modo satisfatório. 

 

Tabaco: também perigoso, mas incentivado

O cigarro faz mal á saúde, muito mal. Mas será que a pressão para reduzir os apelos da publicidade vão chegar ao Brasil? 

 

A maconha é prejudicial e ilícita. Mas o tabaco é um assassino e, paradoxalmente, é oferecido nos meios de comunicação como um irresistível objeto de desejo. Segundo a OMS, o cigarro é o réu principal em 80% dos canceres do pulmão, 75% das bronquites e dos enfisemas do mundo, e aumenta em quase dez vezes as chances de derrame cerebral. A situação é tão delicada que diversos países, entre os quais a Alemanha e a França, proibiram o patrocínio dos carros da Fórmula 1 por companhias de cigarro. Existe pressão para que todos os países façam a mesma coisa a partir do ano 2000. No Brasil, um país em que o piloto Ayrton Senna virou herói nacional e ídolo das crianças usando as cores e a marca de um fabricante de cigarro, ainda não se combate com a necessária energia a propaganda do tabaco.

O hábito de fumar como causa de morte

Numa mesma faixa de idade, observam-se diferenças significativas no número de mortes e na expectativas de vida entre fumantes e não fumantes. Estudos feitos em larga escala demonstraram que:

- A mortalidade geral é de 30 a 80% mais elevada entre os fumantes

- A mortalidade aumenta proporcionalmente à quantidade de cigarros consumidos. As pessoas que começam a fumar mais cedo morrem em maior número do que aquelas que iniciam mais tarde.

 

Direitos dos não- fumantes

 

Em vários países do mundo os não- fumantes estão se organizando no sentido de garantir o que julgam ser os seus direitos. Nos Estados Unidos, em 1974 foi alcançada a seguinte declaração de direitos:

1. Direito de respirar ar puro- Os não- fumantes têm o direito de respirar o ar puro, livre da fumaça irritante e prejudicial dos cigarros e assemelhados

2. Direito de reclamar- Os não-fumantes têm o direito de manifestar-se quando a fumaça dos cigarros os incomoda e irrita.

3. Direito de agir- Os não- fumantes têm o direito de agir no sentido de evitar a poluição da atmosfera e de obter restrições ao hábito de fumar em locais públicos.

MACONHA
Uma droga perigosa, sim

 

Por trás da cortina de fumaça

A Organização Mundial da Saúde publica o mais completo relatório sobre os efeitos da maconha. E afasta a onda desinformação que cerca a droga ilegal mais consumida do mundo.

Era para ser uma festa. Era para ser o triunfo da pesquisa médica em seu esforço de esperar, cientificamente, o que é mito e o que é fato sobre os efeitos da Cannabis, conhecida como maconha. Mas o relatório sobre o droga publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), das Nações Unidas, teve uma outra recepção. Entidade começou a trabalhar em 1993. Convocou os maiores especialistas do mundo e incumbiu-os de, nos cinco anos seguintes, examinar o resultado de centenas de pesquisas. Finalmente, em dezembro de 1997, as conclusões dessa equipe foram reunidas num documento de 49 páginas, publicado sob o título Cannabis: uma Perspectiva de Saúde e Agenda de Pesquisa. Surgia o mais completo relatório produzido sobre a maconha nos últimos dezessete anos. Aí, o que era para ser uma festa virou guerra política.O trabalho da OMS mal foi lido. Até o início do mês de março, pouco mais de 500 cidadãos, nos cinco continentes tinham tido acesso a ele. Quase não houve repercussão. O motivo é que seu conteúdo foi encoberto pela campanha dos que pregam a legalização da droga. Nada contra a polêmica, que pode ser até saudável. Mas o fato é que, no caso, ela fez sombra sobre o texto da OMS e favoreceu a onda de desinformação.

A confusão chegou ao ápice quando a revista semanal inglesa New Scientist, a sua edição de 21 de fevereiro, pôs em sua capa uma reportagem explosiva em que acusava a OMS admitiu a supressão do capítulo, mas negou os motivos. Declarou que o texto comparando as três drogas fora excluído por prudência, pois os estudos nos quais ele se apoiava não eram conclusivos. De fato, isso só levaria a mais confusão.

Tanto é que a confusão, com capítulo ou sem capítulo, alastrou-se. E desviou, ainda mais, a atenção do público daquilo que, afinal, era o mais importante - o próprio relatório da OMS. Quem foi apanhado de surpresa pela guerra de versões pode ter ficado desorientado. E pode até estar pensando que a maconha nem é tão perigosa. Mas ela faz mal, sim, e cria riscos sérios para a saúde.

Quem tem dúvida, é só consultar o relatório. "Ele confirma diversas conseqüências nocivas comumente apontadas em relação à maconha", resume a psicobióloga brasileira Maristela Monteira, da OMS, uma das responsáveis pela versão final do texto. "E além disso aponta novos perigos." Ao mesmo tempo, o trabalho desmontou mitos antigos, livrando a droga de acusações que ainda hoje se escutam. A verdade é que não, a maconha não reduz o número de espermatozóides nos homens, não induz à violência nem tira a disposição para o trabalho e para o estudo.

Os resultados dos apresentados pela OMS ajudam, e muito, a reverter a maré de dúvidas e de mistificações em torno da droga. Para começar , admite que ela possa ter aplicações medicinais . Mas aponta, com a precisão científica, os males que o uso indiscriminado dessa substância pode causar. Não são poucos. E não são suaves. É bom você se informar a respeito e escapar da cortina de fumaça que ainda onde muitos riscos.

CÉREBRO ABERTO Á INVESTIGAÇÃO
 
VERDADE
MENTIRA
-A capacidade de aprender, de raciocinio e a memória diminuem 
-Os neurônios ficam estragados.
-Quem fuma muito tempo pode acabar caindo na dependência
- Todos ficam viciados
-Quem fuma maconha pode partir para drogas mais fortes
- Sempre que um usuário procura outra drogas, a culpa é da maconha.
-A maconha provoca desastres de trânsito.
- O motorista perde totalmente a capacidade de se controlar
- A fumaça traz danos ao pulmão e está associada ao aparecimento da bronquite.
- Causa cancêr com certeza.
-A produção de hormônios sexuais femininos pode ficar reduzida, alterando o ciclo menstrual.
-Os homens produzem menos espermatozóides.
- Fumar durante a gravidez prejudica a criança.
-O sistema de defesa do organismo fica desorientado.
-As crises de esquizofrenia podem ficar mais 
fortes nos pacientes que fumam.
-A erva pode levar o usuário à esquizofrenia.
 

 
Viagem virtual

Chega ao Brasil o ice, uma versão turbinada de afetamina usada pelos internautas 

Cristina Poles e Ricardo Galhardo

Há uma nova droga na praça. Depois do ecstasy, chegou a vez do ice(gelo, em Inglês).É o adjetivo dos internautas adolescentes e aficionados por videogame aquela turma capaz de passar horas e horas de olhos vidrados na tela do computador, surfando ou lutando contra exércitos de alienígenas na rede. Vendido sob a forma de pedras de cristais transparentes, o ice pode ser dissolvido em bebidas, fumado e até mesmo injetado na veia. Vinte minutos e o coração dispara. A pressão arterial sobe. As pupilas dilatam. O cérebro é inundado por substâncias relacionadas à sensação de bem- estar. Tem-se a impressão de que o corpo é um poço de energia. O raciocínio parece mais rápido. Os reflexos motores, mais aguçados. A luz vinda do monitor incrementa a dança cerebral. Cansaço, o usuário não sente nenhum. Nem depois de doze horas ininterruptas na frente da máquina.

Como tudo relacionado ao consumo desse tipo de substância, a viagem proporcionada pela droga virtual" é uma aventura perigosa. Pode levar a convulsões e até à morte por parada cardíaca. As autoridades mal a conhecem. No último verão, tirou o sono da polícia Européia. Agora, chegou ao Brasil. Alguns médicos , especialistas na recuperação de dependentes químicos, já ouviram relatos de pacientes que experimentarem as pedras. Uma equipe de investigadores paulistas está infiltrada nos pontos mais prováveis de circulação de ice - as lojas de videogame e os salões de fliperama.

O ice é uma versão mais potente das antigas anfetaminas, classe de drogas estimulantes do sistema nervoso central, utilizadas desde a década de 30,ele é uma espécie de crack sintético e pode ser tão devastador quanto ele.

 

AS DROGAS E SEUS EFEITOS

COCAÍNA

Substância natural extraída do epadu ou folha de coca (Erythroxylum coca ).

Efeitos no cérebro

Sensação intensa de euforia e poder. O uso intensivo da droga leva a uma sensação de cansaço e ansiedade.

Efeitos tóxicos no resto do corpo

Dilatação das pupilas, o coração pode disparar. O aumento das doses pode provocar irritabilidade, delírios e alucinações - "psicose cocaína ". Pode causar convulsão.

CRACK

Cocaína fumada ( pasta - base ) .

Efeitos no cérebro

Semelhantes aos da cocaína, mas sentidos mais rapidamente ( em 10 ou 20 segundos) .

Efeitos tóxicos no resto do corpo

Praticamente os mesmos da cocaína.

COGUMELOS

Alucinógeno natural

Efeitos no cérebro

Induz à alucinações e delírios. Sons incomuns são percebidos e as cores ficam mais brilhantes.

Efeitos tóxicos e no resto do corpo

Pode haver dilatação das pupilas, suor excessivo, taquicardia e náusea/ vômito.

COLA

Hidrocarbonetos

Efeitos no cérebro

Os efeitos são rápidos, mas também duram pouco. Eles vão desde uma estimulação inicial, seguida de depressão até alucinação.

Efeitos tóxicos no corpo

Os solventes praticamente não atuam em outros órgãos, além do cérebro. Podem causar lesões na medula, nos rins, no fígado e nos nervos periféricos (pessoas andam com dificuldade).

 

ANFETAMINA

Conhecidas como "bolinhas" ou "rebites", são drogas sintéticas estimulantes.

Efeito no cérebro

Provocam insônia e perda de apetite. A pessoa se sente cheia de energia e fala mais rápido

Efeitos tóxicos no corpo

Dilatam as pupilas e aumentam o número de batimentos cardíacos. Podem causar degeneração de células do cérebro.

 

HEROÍNA

Substância seminatural obtida a partir da modificação química da morfina que, por sua vez, é sintetizada a partir do ópio.

Efeito no cérebro

Aumenta o sono, diminui a dor, provoca estado de torpor e calmaria, em que realidade e fantasia se misturam.

Efeitos tóxicos no corpo

Contração das pupilas, paralisia eventual do estômago e vômitos. Pode causar depressão cardíaca e respiratória, levando a pessoa ao estado de coma.

LSD E ECTASY

São perturbadores ou alucinógenos - substâncias fabricadas em laboraatório.

Efeitos no cérebro

O LSD causa distorções preceptivas: cores, forma e contornos. Provoca fusão de sentidos - sons parecem adquirir formas, que ficam coloridas - perda de noção de tempo e espaço. Já o ectasy, além de alucinação, provoca excitação.

Efeitos tóxicos no corpo

O LSD tem poucos efeitos no corpo: o pulso pode ficar mais rápido, as pupilas dilatarem e a pessoa sentir excitação. Pode causar flashback - efeito da droga é sentido semanas ou meses depois de ela ser consumida. O ectasy provoca sede, fome e insônia.

 

DOENÇAS DE JALECO

do outro lado da dependência

· a dependência química não respeita o jaleco branco. A doença atinge cada vez mais médicos, impotentes diante da frustração profissional do estresse, da ilusão do conhecimento e do controle sobre a farmacologia .O consumo descontrolada de drogas entre médicos é antigo . A diferença é que , nos últimos anos, as péssimas condições de trabalho tem empurrado cada vez mais profissionais para o abismo do vício. A boa notícia é que também tem aumentado o número de médicos dependentes com coragem de romper o estigma e procurar a ajuda de colegas.

· Os especialistas apontam vários motivos para explicar o vício de branco. O estresse é um dos componentes.

· O médico hoje tem de lidar com o fato de ser um profissional mal remunerado , aumentando seu estresse e diminuindo sua capacidade profissional porque não tem tempo para estudar. Isso gera vulnerabilidade à dependência química. Mas o estresse não explica sozinho o fenômeno. O acesso mais fácil ao medicamento de uso restrito ou controlado pode estar fazendo diferença para os médicos.

· Os médicos raramente procuram médicos quando estão doentes. Às vezes, eles começam se automedicando e acabam dependentes de algumas drogas. Conhecer a farmacologia cria a ilusão de que podem controla-las.

· O álcool é de longe, o responsável por mais vítimas.

· Os opiáceos são quase exclusividade de cirurgiões e anestesistas, suscetíveis por terem acesso a esses medicamentos, usados como anestésicos em cirurgias ou para aliviar dores intensas de doenças como câncer. As demais adições, como tranqüilizantes e ao fumo, não respeitam especialidades.

· Para entender o absurdo que é um médico dependente químico precisamos entender que a dependência é uma doença como outra qualquer.

· Mesmo com o aumento da procura por tratamento, o médico dependente químico ainda sofre o estigma.

 

Voltar

COMPONENTES DO GRUPO: 

                              Turmas: 5ª 18 e 19

BIBLIOGRAFIA Lopes, Caho; Cara a cara com as drogas; Editora Sulina 

· Revista Veja; Editora Abril; outubro de 2000

· Super Interessante; Editora Abril; abril de 1998 

· Schmidt, Ivan; A Ilusão Das Drogas; Casa Publicadora Brasileira

· Revista A Saúde No Rio Grande

· Enciclopédia Delta Universal

 · Site http://www.galileuon.com.br/mensal/_materias/rep_ drogas.htm

· Polígrafos Temas transversais

· Jornal ZERO HORA; 10 de setembro de 2000 

· Folheto Drogas na Escola 

( este trabalho foi realizado no ano de 2000)

 

Hosted by www.Geocities.ws

1