
Como marco da ocupação do espaço cruz-altense deve-se destacar o trabalho dos Jesuítas e dos Tropeiros.
No
ano de 1634 os Jesuítas, com o apoio dos índios Guaranis,
fundaram a Redução a que chamaram de Santa Teresa.
A
agricultura prosperou rapidamente e a criação de gado proporcionou
o estabelecimento de “caminhos” que interligavam esta região a outros
pontos do Rio Grande do Sul.
Em
1637 apareceram os Bandeirantes, com a missão de expulsar os jesuítas,
consumado o fato permaneceu no entanto a presença viva do trabalho
missionário, a duas léguas da atual cidade, uma enorme Cruz
de madeira e a Capela do Menino Jesus aos poucos atraíram os demais
moradores da região que agrupados foram desenvolvendo a agricultura
e a criação de gado.
Mais
tarde em 1801, com a concessão de sesmarias a tropeiros paranaenses
e paulistas a ocupação do espaço intensificou-se,
desta maneira o território Missioneiro definitivamente passava para
o domínio português.
Um
dos primeiros moradores foi João de Barros, natural do Paraná,
que por aqui passava a negócios da compra de animais. Com o apoio
dos moradores organizou o lugarejo de maneira a protege-los contra os eventuais
ataques dos Guaranis que após serem expulsos do local pelos bandeirantes
paulistas temporariamente rebelavam-se invadindo a região.
Geograficamente o primeiro traçado da cidade aconteceu em 1821 por Vidal José do Pillar, grande proprietário das terras. No mesmo ano, em 18 de agosto, dava-se oficialmente a fundação do povoado. Nesta época, muitos moradores receberam títulos de propriedade de terras concedidos pelo Comandante Geral das Missões.
Em
1824, a capela de Cruz Alta foi promovida a Capela Curada, sendo seu primeiro
padre o paulista Antônio Pompeu Pais de Campos.
O decreto de uma Lei Provincial criava em 24 de outubro de 1832, a freguesia denominada “ Espírito Santo de Cruz Alta”, desmembrada de Cachoeira do Sul em 11 de março de 1833. Em maio do ano seguinte (1834) o lugarejo era levado à categoria de Vila, ocasião em que se realizaram as primeiras eleições para vereador, sendo Vidal José do Pilar o mais votado.
Por
ocasião da Guerra dos Farrapos, o município embora não
tivesse assumido posição radical, pronunciou-se a favor da
República Rio-grandense em 1837. Logo após o término
da Revolução, a comunidade, apoiada na produção
agrícola e na pecuária, entrou em franco desenvolvimento.
Cruz
Alta teve desempenho marcante na emancipação dos escravos.
Em 2 de setembro de 1870 criava-se a “Sociedade Libertadora Cruz-altense”,
a segunda associação, a Aurora da Serra, embora criada com
fins recreativos, inclui em seu programa o movimento libertador e o faz
com tal pujança que empolgou a toda a população. Assim,
a 31 de agosto de 1884, viu seus esforços coroados de êxito:
a Cidade foi declarada livre.
Proclamada
a República sentiram-se os reflexos do novo regime, logo após
eclodiu a Revolução Federalista, embora não tivessem
sido registrados combates expressivos na localidade, as forças chefiadas
por Aparício Saraiva invadiram a cidade por várias ocasiões.
Os
imigrantes chegaram ao município no final do século XIX,
os italianos constituíram núcleos em Saldanha Marinho, Visconde
do Rio Branco e Quinze de Novembro. Imigrantes germânicos sucederam
os italianos embora em menor escala que com seus antecessores prestaram
significativa colaboração à formação
cultural do município
![]()
Situada no meio norte do Rio Grande do Sul, Cruz Alta se destaca como um dos principais municípios.
Em
relação aos Conselhos Regionais de Desenvolvimento, Cruz
Alta pertence à Região do Alto Jacuí com sede no próprio
município.
Nesta região, Cruz Alta pode ser considerada como verdadeiro Centro Regional.
O
município possui a forma compacta de um quadrilátero levemente
alongado no sentido Nordeste Sudeste, em relação à
posição do Rio Grande do Sul, sendo pequenas distâncias
entre pontos opostos e não havendo quaisquer obstáculos entre
os mesmos que impeçam as comunicações e os transportes
no seu interior.
A
cidade possui a forma de um funil, em que a ponta de despejo corresponde
ao sul. Sobre o eixo do mesmo existe um obstáculo a integração
da malha urbana: uma via férrea, que se bifurca sobre as bordas
e segmenta a cidade em três partes.
A
posição geográfica do município de Cruz Alta
é de 28º
38' 19'' de latitude Sul e 53º 36' 23''
de longitude oeste, com uma área de 2.436,0 km2 (2000) e possuindo
os seguintes municípios limítrofes em 2001:
A
NORTE: Pejuçara e Santa Bárbara do Sul;
A
SUL : Tupanciretã;
A
LESTE: Ibirubá , Quinze de Novembro, Fortaleza
dos Valos e Boa Vista do Incra.
A
OESTE: Boa Vista do Cadeado.
O município não apresenta bacias fluviais ou mesmo rios de importância, com exceção do Rio Jacuí, em sua fronteira oeste, que possui elevado potencial hidroelétrico, que já vem sendo devidamente explorado. Existem outros rios permanentes, mas de pequeno vulto tais como: Ivaí, Cambará e Conceição. Diversos arroios e córregos cortam o município da cidade, que se situam no prolongamento do divisor de águas das bacias do rio Uruguai e do rio Jacuí.
O clima é subtropical com temperatura oscilando em ºC, entre a máxima de 35,6 ºC e a mínima de -1,6 ºC é uma região fria, sendo freqüente as geadas e nevoeiros no inverno, a precipitação pluviométrica em média de 1600 mm, ocorrendo com maior freqüência entre maio e agosto.
A fundação da Universidade de Cruz Alta – UNICRUZ – recebe alunos dos três estados do país, num total de mais de 90 municípios. Cruz Alta é sede da 9ª Coordenadoria Regional de Educação. A Cidade possui escolas de ensino fundamental e médio.
O município conta com uma emissora de televisão – RBS TV CRUZ ALTA – que leva seu sinal a 21 municípios da região; a NET CRUZ ALTA, sistema de TV a cabo que dispõe de três canais locais: TV Câmara, TV Unicruz – canal Universitário e Canal 20 de entretenimento; duas emissoras de rádio AM e duas FM; um jornal de circulação diária; dois de circulação bi-semanal e dois de circulação semanal.
Cruz Alta é a sede da Diocese de Cruz Alta, com jurisdição em 18 municípios.
Possui quatro hospitais e a mais moderna tecnologia na área médica, atendendo pacientes de toda a região, realizando transplantes de rins e córneas. Também possui uma moderna Clínica de Fraturas.
Sedia o Quartel General da AD/3, o 29 GAC e ainda o Centro de Instrução e Formação de Sargentos (EASA). Também é sede do 16º BPM e possui três delegacias de polícia.
Cruz Alta é a sede de inúmeros órgãos de serviços e pesquisa, como: Fundacep-Fecotrigo (Fundação Centro de Experimentação e Pesquisa) Geratec (Biotecnologia Aplicada S/A).
É a Capital Gaúcha do Plantio Direto na Palha e sede do IV ENPDP (Encontro Nacional de Plantio Direto na Palha) e também sede da Coordenação estadual dos Clubes Amigos da Terra – RS.
.
Voltar
Trabalho realizado pelos alunos da 5ª série 20 por ocasião dos 180 anos da cidade:
- Aimée Mastela Sampaio
- Ariane Ventura Ferreira
- Bruno Bisognin Garlet
- Diego Furian Roberto
- Henrique Meira Guerra
- Isadora Santos Rotta
- Katherine Copetti Richter
- Leonardo Martins Brondani
- Miguel Furian Campos
- Sabrina Oliveira da Silva
- Thomas Cé de Oliveira
- Vanessa Oliveira de Freitas