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WATCHMEN: A MELHOR HISTÓRIA EM QUADRINHOS
DO SÉCULO!
Quando foi publicada pela primeira vez, em 1986, a minissérie
Watchmen revolucionou o mundo dos quadrinhos. Ao desconstruir os
super-heróis tradicionais, apresentando-os como indivíduos
complexos cujas ações e decisões têm conseqüências
na sociedade em que vivem, Watchmen provou que os quadrinhos também
podem ser dramáticos. Ou, até mais, que podem ser trágicos,
no sentido grego do termo.
Até meados da década de 80, os super-heróis viviam
em universos estéreis, onde os horrores e as incertezas da vida
real jamais transpareciam em suas páginas. Alan Moore e
Dave Gibbons elaboraram uma história em que os personagens
e o mundo onde existiam podiam ser ambíguos:
Nossa idéia era fazer uma variante do tema, explica Moore.
O que aconteceria se a gente aplicasse valores do mundo real numa história
de super-heróis? Essa idéia me fascinava.
É assim que os acontecimentos narrados em Watchmen têm
lugar num mundo à beira da guerra nuclear, onde Nixon não
sofreu impeachment, os Estados Unidos venceram a guerra do Vietnã
graças ao superpoderoso Dr. Manhattan e todos
os demais aventureiros uniformizados se tornaram foras-da-lei. A morte
de um desses heróis esquecidos, o Comediante, deflagra a
trama, que passa a se desenvolver num roteiro preciso, envolvente e cheio
de surpresas.
Comparada a clássicos do cinema e da literatura como Cidadão
Kane, de Orson Welles, e Ulysses, de James Joyce,
Watchmen é considerada a melhor obra em quadrinhos do século
20.
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