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QUADRINHOS - OBRAS
SUPREMO Criado pelo pseudo-artista Rob Liefild, Supremo nada mais era do que uma cópia violenta e vazia do Super-homem, e seguia a tendência dos heróis da Image: personagens sem personalidade, histórias sem conteúdo, recheadas de violência desnecessária e desenhos que, embora detalhados e cheios de efeitos de cor realizados em computador, eram repletos de erros de anatomia, composição e colorização. Eis então que, em 1996, Alan Moore assume a direção da revista, a partir do número 41. Nesta edição, o escritor refaz o conceito do personagem, desconsiderando todas as histórias anteriores, e assume que, para efeito de cronologia, Supremo estava fazendo parte de um universo alternativo, no qual foi jogado enquanto sofria de amnésia. A partir daí, Moore nos surpreende com uma enxurrada de novos personagens e novos conceitos imersos em uma maravilhosa onda de nostalgia. Todas as idéias e conceitos referentes ao Super-homem desde sua criação até a era pré-crise, e que foram abandonados pela DC após esse evento, foram resgatados por Moore. As novas aventuras de Supremo começam quando ele, do espaço avista um planeta Terra que achava ser o seu. A visão do planeta é a de duas Terras que parecem se mesclar, como em uma fotografia com dupla exposição de imagens. Decidido a investigar o fenômeno, ele se aproxima do planeta e começa a tomar conhecimento de novos poderes, como a micro-visão e de como suas memórias estão completamente apagadas. Na Terra, ele vê duas dimensões coexistindo num mesmo plano de realidade: enquanto uma reflete o estilo de vida dos anos noventa, a outra é o reflexo dos anos dourados na América; edifícios, carros e até as pessoas apresentam as suas versões modernas e antigas, ambas quase sobrepostas, ambas congeladas no tempo. Quando a desolação começa a atingir nosso herói, ele recebe a visita de três versões de si mesmo: Um Tecno-Supremo, uma Suprema dos anos setenta e um Supremo dos anos quarenta (este não é capaz de voar, mas pode pular sobre um edifício com um único salto). Achando ser lacaios de Loki, seu suposto arqui-inimigo, ele os ataca, apenas para ser sobrepujado por - pasmen - Guincho, o Supremundongo. Após uma rápida explicação de que ele está passando por uma espécie de revisão, ele é convencido a seguí-los até a Supremancia, um lugar repleto de toda uma variedade de supremos, localizado em um limbo branco. A partir desse ponto, Supremo segue na sua maravilhosa jornada em busca de si mesmo, e os elementos de sua vida são compostos com maestria por Alan Moore, tomando a liberdade criativa de usar inúmeras referências ao universos do Super-homem, da própria DC, da Marvel e até de extintas editoras, como a EC Comics. Assim, se Super-homem tem Lex Luthor, Brainiac, Bizarro, a Kriptonita, a Fortaleza da Solidão, Smallville, Kripto, o super-cão, a Mulher-Maravilha, Batman e Robin, o Menino Prodígio, o Espectro, a Legião de Super-Heróis e é reporter no Planeta Diário, Supremo tem Darius Dax, Optilux, Supremo Negativo, o Supremium, a Cidadela, Littlehaven, Radar, o cão supremo, Glory, Professor Noite e Crepúsculo, a Garota Maravilha, Jack-da-Lanterna, a Liga do Infinito e é desenhista de HQs na Dazzle Comics. Isso só pra citar algumas das comparações. Mas não se engane, Supremo e todo o seu universo não
são meras cópias, mas conceitos vistos de uma pespectiva
inteiramente inédita. Tente pensar da seguinte forma: É
assim que as atuais histórias do Super-homem deveriam ser
escritas.
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