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Os Homens:
PEDRO ÁLVARES
CABRAL
Navegador português, capitão-mor da segunda armada da Índia
(Belmonte, 1467 ou 1468 - Santarém, 1520 ou 1526)
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Nascido em
Belmonte, entrou na Corte em torno de 1478, nesta época, ainda era
chamado pelo sobrenome (Gouveia) que pertencia à sua mãe. A quem
Dom Manuel I confiou o comando da segunda armada que mandou à Índia.
Partindo de Lisboa em 9 de Março de 1500, desviou-se de sua rota e
descobriu o Brasil em 22 de Abril, efectuando-se o desembarque no
dia seguinte. A frota prosseguiu na viagem para a Índia em 2 de
Maio.
Foi recebido com entusiasmo ao
voltar e recebeu de Dom Manuel muitas honrarias. Nomeado para
comandar uma nova expedição, trabalhou nos preparativos, mas na última
hora foi substituído por Vasco da Gama.
Abandonou a Corte e retirou-se
para sua propriedade próxima a Santarém, não exercendo mais
nenhuma actividade de ordem política. Morreu provavelmente em
Santarém por volta de 1520.
Morreu no esquecimento.
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PERO VAZ
DE CAMINHA
Escrivão da frota de Pedro Álvares Cabral
(Porto ?, c. 1450 - Calicut ?, Índia, 1500)
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Pouco se sabe
sobre o mesmo.
Autor da Carta dirigida ao rei Dom Manuel I sobre o descobrimento do
Brasil, primeiro documento da história do país recém- descoberto
e que hoje se encontra na Torre do Tombo, em Portugal.
De estilo elegante e refinado, sua carta demonstra ser o autor um
homem muito culto de educação humanística, relatando com erudição
os nove dias de permanência da expedição no Brasil.
Presume-se ter morrido no massacre que os mouros promoveram na
feitoria de Calicut, em Dezembro de 1500.
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uarte
Pacheco Pereira era uma fidalgo nascido em Lisboa cerca de 1460 e
que servira D. João II em explorações geográficas do litoral
africano. Foi recolhido por Bartolomeu Dias em 1488, quando estava
na ilha do Príncipe. Entre 1503 e 1505 distinguiu-se na Índia por
importantes feitos militares, tendo-se depois destacado no plano
científico como autor de uma obra que intitulou Esmeraldo de
situ orbis, escrita entre 1505 e 1507, onde fez uma famosa citação
que se pode admitir corresponder a um testemunho de uma viagem que
teria feito à parte norte do Brasil, talvez à região do Amazonas.
Tal informação só passou a ser divulgada em 1892, ano em que a
obra foi impressa.
Face às notícias registradas
por Duarte Pacheco Pereira pode-se pensar que a sua viagem teria
sido uma forma de descobrir, de uma maneira informal, se haveria de
facto alguma terra aquém do meridiano de demarcação das 370 léguas
acordadas em Tordesilhas.
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Nem
em 1495, nem nos anos seguintes, havia sido feita qualquer viagem
para proceder ao cálculo da determinação dessa linha imaginária.
Caso isso seja verdade, o que tudo
leva a querer que sim, o primeiro português a chegar ao
Brasil foi o navegador Duarte Pacheco Pereira, um génio da
astronomia, navegação e geografia e homem da mais absoluta confiança
do rei de Portugal, D. Manuel I. Duarte Pacheco descobriu o Brasil
um ano e meio antes de Cabral, entre Novembro e Dezembro de 1498. O
primeiro português a confirmar que existiam terras para lá do
Oceano Atlântico desembarcou num ponto localizado perto
da fronteira do Maranhão com o Pará. De lá, iniciou uma viagem
pela costa norte, indo à ilha do Marajó e à foz do rio Amazonas.
E de tudo isto se fez um grande silêncio.
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