Hosted by www.Geocities.ws

Cleópatra

Cleópatra VII Thea Filopator(em grego Κλεοπάτρα θεά φιλοπάτωρ ou Cleópatra Téia, mais fácil e também certo) nasceu em 69 a.C., possivelmente em Alexandria, no Egito. Seu nome completo significa A deusa Cleópatra Amada de seu Pai.

Cleópatra era filha de Ptolomeu XII, sua mãe é desconhecida e tinha 3 irmãs e 2 irmãos: Cleópatra VI, Arsínoe IV, Berenice IV, Ptolomeu XIII e Ptolomeu XIV.

Não se sabe muito sobre a infância de Cleópatra, ela falava cerca de outras 7 línguas além do egípcio, e recebeu uma educação de ouro. Claópatra adorava ler, e na adolescência escreveu livros sobre cosméticos, magia, pesos e medidas.

Suas irmãs viviam em constantes brigas pelo o reinado, sendo talvez por isso que em 58 a.C., quando Ptolomeu XII refuigou-se em Roma, e Berenice IV foi a nova soberana, essa tenha sido assassinada em 55 a.C., a pedido de Cleópatra VI, a filha mais velha, que reinou depois com Ptolomeu XII, mesmo que ele tivesse idade para ser seu filho. Mas irmã não ficou muito tempo no trono, também foi morta.

Antes de falecer em 51 a.C. Ptolemeu XII nomeou os seus filhos Cleópatra e Ptolemeu XIII como novos reis do Egito. Seguindo o costume da sua dinastia, Cleópatra casou com o irmão que teria cerca de quinze anos de idade, Ptolomeu XIII.

Os dois estavam cercados por homens da corte que ambicionavam o poder e que exerciam um domínio sobre o irmão de Cleópatra: Teódoto, preceptor de Ptolemeu XIII, o eunuco Potino e o oficial do exército Aquilas.

Cleópatra sempre quis governar tudo sozinha, deixando sempre o irmão de fora, e ainda ficando com todo o crédito. Mas quando ele se tocou do que estava acontecendo exigiu que Cleópatra mudasse aquilo. Como estavam em momentos difíceis para governar a rainha foi muito criticada, e, o irmão também. O jovem era muito influenciado pelos ambiciosos já citados.

Desde o início Cleópatra compreendeu que Roma era a nova potência do Mediterrâneo e que caso desejasse manter-se no poder deveria manter relações amigáveis com ela.

Em 49 a.C. Cleópatra forneceu ao filho do triúnviro Pompeio, Cneu Pompeio, 60 barcos para se juntarem à frota que lutava contra Júlio César. Perante o comportamento da rainha, os conselheiros insinuaram que Cleópatra pretendia governar sozinha e colocaram o povo de Alexandria contra Cleópatra, que foi obrigada a fugir para o sul do Egito e depois para a Síria.

A rainha não se deu por vencida e conseguiu juntar um pequeno exército de mercenários, tendo regressado ao Egito para lutar contra o irmão. Entretanto a situação internacional alterou-se em 9 de Agosto de 48 a.C. Pompeu é vencido por César na Batalha de Farsália, na Tessália. Após a derrota procurou um refúgio em Alexandria, e Ptolemeu XIII aceitou recebê-lo.

Contudo, o verdadeiro plano do rei consistiu em ordenar a morte de Pompeu, julgando que desta forma agradaria a César. O assassino de Pompeu, um romano ao serviço de Ptolemeu XIII, cortou-lhe a cabeça, que o rei apresentou a César. No entanto, esta atitude foi um erro, dado que César ficou horrorizado com o ato bárbaro. Apesar de inimigos políticos, Pompeu tinha casado com a filha de César, que morreu dando à luz um filho. César toma Alexandria e decidiu resolver o conflito entre Ptolemeu XIII e Cleópatra.

Afastada do palácio real, Cleópatra desejou encontrar-se com César. É então que se acontece famoso episódio do tapete, relatado pelas fontes antigas.

Conta Plutarco, num episódio lendário da sua biografia dos Césares, que Cleópatra marcou um encontro com Júlio César, quando este chegou ao Egipto, no inverno de 48 a.C. – 49 a.C., a fim de lhe dar um presente, que consistia num tapete. Este, ao ser desenrolado, mostrou que a própria rainha estava em seu interior (Cleópatra tinha sido enrolada no tapete pelo seu servo Apolodoro).

Cleópatra teria então argumentado que tinha ficado encantada com as histórias amorosas de César, tendo ficado desejosa de o conhecer. Tornou-se, assim, sua amante, o que ajudou a estabelecer o seu poder no país.

Tentando solucionar a crise César procurou assegurar que o testamento de Ptolemeu XII fosse respeitado e confirmou Cleópatra e Ptolemeu XIII como co-regentes do Egito. E além disso, propôs que os irmãos mais novos de Cleópatra, Arsínoe e Ptolemeu XIV, deixassem o Egito e se tornassem soberanos de Chipre.

Contudo, Arsínoe era ambiciosa e conseguiu que o exército a declarasse rainha do Egito. Arsínoe mandou matar o oficial Aquilas que começava a fazer-lhe oposição e em breve o seu irmão Ptolemeu XIII juntou-se à sua causa. Em 47 a.C. o exército egípcio seria derrotado por César. Arsínoe foi feita prisioneira e Ptolemeu XIII afogou-se no Nilo quando tentava escapar, assim morrendo.

Em Junho de 47 a.C. Cleópatra teve o filho Ptolomeu XV César, conhecido como "Cesarião" (pequeno César). Embora César tenha reconhecido a paternidade da criança, a historiografia moderna coloca em causa esta paternidade. César recusou-se contudo a torná-lo seu herdeiro, honra que coube a Octaviano.

Por sugestão de César, Cleópatra casou-se com o seu irmão Ptolemeu XIV, tendo César partido para Roma. O Egito continuou independente, mas sob a proteção de Roma que aí deixou três legiões romanas.

Pouco depois do assassinato de César, Cleópatra voltou para o Egito onde Ptolomeu XIV haia morrido em circunstâncias misteriosas. Há quem suponha que a própria Cleópatra o tenha mandado envenenar, ou então que comeu algo contminado, numa epécie de epdemia. Cesarião (seu filho) passou a ser seu co-regente.

Em 42 a.C., Marco António, um dos triúnviros que governava Roma após o vazio governativo causado pela morte de César, convocou-a a encontrar-se com ele em Tarso para responder a questões relacionadas com a sua lealdade. Cleópatra chegou com grande pompa e circunstância, o que encantou António. Passaram juntos o inverno de 42 a.C. a 41 a.C. em Alexandria. Ficou grávida pela segunda vez, desta vez com gêmeos que se chamariam Cleópatra Selene e Alexandre Helios.

Quatro anos depois, em 37 a.C., António visitou de novo Alexandria, quando se encontrava numa expedição contra os Partos. Recomeçou então a sua relação com Cleópatra, passando a viver em Alexandria. A rainha teve o seu terceiro filho: Ptolomeu Filadelfo.

Após serem derrotados por Otávio na batalha naval de Actium, ambos cometeram suicídio, C´leópatra pegou uma serpente e deixou ser mordida por ela, já que seria uma morte nem tão dolorosa e sem sofrimento, em Alexandria, no ano 30 a.C., e toda a região do Egito se tornou numa província romana. 1