Jd. São Paulo

Elevado
a condição de bairro nobre no início da década de 80 pelo então prefeito Theodoro Mendes, o Jardim São Paulo,
localizado na região do Cerrado, ainda sofre pela falta de infra-estrutura básica.
Com
cerca de seis mil habitantes, o bairro não possui área de lazer gratuita,
centro de saúde e nem um CEI (Centro de Educação Infantil).
Como
era destinado quase que exclusiva-mente a residências, quem morava no Jardim
São Paulo há 20 anos era considerado membro da classe média alta de Sorocaba.
Por isso, até hoje, é possível ver grandes e belas casas entre as muitas
árvores de suas ruas.
O
Jardim São Paulo foi loteado pela Construtora e Imobiliária Espírito Santo, a
partir de 1956. O projeto de loteamento do bairro determinava a divisão da
gleba em lotes de 250m² e 48 ruas.
Naquela
época, tinha até prédio para cinema e clube de campo. Hoje, este espaço, que
passou por obras de ampliação, é de propriedade da ACM (Associação Cristã de
Moços). Vizinho da Ceagesp (Companhia de Entre-postos e Armazéns Gerais do
Estado de São Paulo) o Jardim São Paulo é um dos mais tradicionais da
cidade.
Os moradores do Jardim São Paulo que
necessitam de atendimento médico gratuito sofrem com a falta de um centro de
saúde no bairro.
“A principal reivindicação do nosso bairro
é a instalação de um centro de saúde. O mais próximo fica na praça Márcia
Mendes, no Jardim Vera Cruz”, conta Felismino Neto Almeida, presidente da SAB
(Sociedade Amigos de Bairro) do Jardim São Paulo.
“É uma longa caminhada até o centro de
saúde Márcia Mendes”, lamenta Lúcia Góes.
E
quem precisa do serviço de saúde público à noite tem de ir ao PA (Pronto Atendimento)
do bairro Humberto de Campos.
Felismino afirma que a falta
de um centro de saúde não é o único problema dos mora-dores do bairro.
“O
Jardim São Paulo é esquecido pela prefeitura. Não temos centro de saúde, nem
uma creche municipal, muito menos uma área de lazer”, protesta o presidente da
SAB.
O Jardim São Paulo conta com uma unidade da
ACM (Associação Cristã de Moços).
Outra reclamação dos moradores do bairro é a
falta de opções de lazer gratuitos e de espaços para a prática de esportes no
bairro.
“Acho
que merecemos uma pista de caminhada. Ficaríamos contentes se o prefeito
lembrasse da gente”, desabafa Marlene Tondin Duarte. Ela sugere que a pista
seja construída perto do condomínio Vila dos Ingleses.
Região
conta com comércio variado
A população do bairro do Jardim São Paulo
está bem servida por vários estabelecimentos comerciais e de serviços.
Os
moradores podem contar com supermercado, salão de cabeleireiro, açougue, pizzaria,
lojas de roupas, padarias, mercadinhos e até uma churrascaria.
A
farmácia é um desejo antigo que virou realidade.
Os
moradores lamentam o fato de o bairro não possuir uma casa lotérica convencionada
à Caixa Econômica Federal e nenhuma agência bancária.
“Quando
preciso pagar as contas, tenho de ir até a avenida General Carneiro. É uma
longa caminhada”, re-clama Luis Ricardo Teixeira de Góes.
Os
moradores do bairro solicitam à Urbes (Empresa de Desenvolvimento Urbano e
Social) a colo-cação de mais ônibus na linha Jardim São Paulo – Capitão.
Eles
reclamam que o intervalo entre os ônibus é muito longo. “ O ônibus demora muito
para passar pelo bairro. Temos que ir até a avenida Armando Pannunzio”, reclama
Ana Maciel.
Os
moradores do Jardim São Paulo estão preocupados com o trânsito intenso da
avenida Luiz Menes de Almeida, principalmente no cruza-mento com a avenida
Getúlio Vargas.
“O trânsito fica muito confuso na altura da
ACM (Associação Cristã de Moços), no cruza-mento das avenidas Luiz Mendes
Almeida e Getúlio Vargas. Não há nenhuma sinalização neste trecho. É comum
acontecerem pequenos acidentes e atropelamentos”, conta Diva Ribeiro Gonçalves.
Outro
ponto problemático da avenida é o cruzamento com a rua Armando Fabri, no Jardim
Guarujá.
Os
motoristas que se dirigem deste bairro para avenida Luiz Mendes de Almeida não
encontram nenhum tipo de sinalização neste cruza-mento.
Pedestres correm perigo em trecho
sem calçadas
Um longo trecho da avenida Luiz Mendes de Almeida,
logo após a ACM (Associação Cristã de Moços) e em direção à Ceagesp (Companhia
de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo), não possui calçada.
Os
pedestres têm de andar pela rua, no meio dos carros, motos, ônibus e caminhões que
passam em alta velocidade.
Os moradores pedem à Prefeitura de Soro-caba
que providencie a construção de uma calçada na avenida.
“Nós
vemos tantas avenidas sendo revitalizadas, duplicadas e até prolongadas em
Sorocaba e a Luiz Mendes Almeida não recebe nenhuma atenção do Poder Público. É
lamentável”, declara Antônio Carlos Vieira.
Por
incrível que pareça, ainda existe uma rua sem asfalto no Jardim São Paulo.
A
rua Constantino Matucci é motivo de dor de cabeça para os moradores: quando o
tempo está seco, ninguém agüenta a pó-eira. Se chove, a rua se transforma em um
lamaçal. “É um absurdo um bairro, com 50 anos, ainda ter rua sem asfalto”,
protesta João de Abreu.
Uma
grande área verde, atrás da avenida Luiz Mendes de Almeida, é motivo de
reclamação dos mora-dores há muito tempo. Segundo a população do bairro, essa
área é da Prefeitura de Sorocaba e está totalmente abandonada.
O mato alto está invadindo a calçada e servindo de esconderijo para os maus elementos.