| O segundo grande adeus |
| Depois da França, a vítima foi o tão cobiçado elenco argentino, que jogou fora toda a bela campanha das Eliminatórias em um único jogo |
| De 14/06/02, Japão |
| O jogo da eliminação dos nossos vizinhos era contra a Suécia, que vinha correndo por fora mas chegou lá (e como!). E mesmo estando no "grupo da morte" especulava-se que a Argentina passaria adiante. Caso muito igual ao da França, não acha? O início da campanha dos orgulhosos dançarinos de tango foi contra o time teoricamente mais fraco da parada: Nigéria. E, apesar de vitória magra por 1 a 0, eles apresentaram um futebol bom e a imprensa começou a espalhar um certo "cuidado Inglaterra!" pelas ruas. Mas a Inglaterra veio com mais do que simples cuidados: com ousadia. Esta última que rendeu o gol de Beckham e a conseqüente vitória inglesa no troco de 98, quando a Argentina eliminou o país da Rainha Elizabeth nas oitavas-de-final. Pensaram: "poxa, que zebra!", mas não era isso... os argentinos jogaram mal e corriam, na a última rodada, o risco de sair mais cedo. E logo contra os escandinavos! Estes possuem um bom toque de bola e uma excelente zaga. Nem Batistuta (o "Batigol") conseguiu fazer um gol contra o time da camisa amarela. Se bem que o craque saiu cedo do jogo. E os argentinos ainda saíram de cabeça baixa por terem tido um jogador expulso (contando que houve um zagueiro que só não levou o vermelho por incompetência do juiz da partida). Agora falando do jogo: primeiro tempo comum num clássico, onde a cada momento um dominava o campo do outro, e esse outro passava a dar o troco em contra-ataques. Já no segundo tempo, a partida começou a ganhar ritmo. E o gol sueco saiu cerca de 20 minutos depois do início do período, de falta. Os argentinos empataram, mas isso não foi o suficiente para chegar em segundo com o empate entre Inglaterra e Nigéria. E o gol não foi dos mais bonitos: depois de Ortega bater um pênalti no meio do gol e do goleiro ter espalmado a bola, outro atacante argentino aproveitou e mandou pro gol, assim mesmo, de rebote de penalidade máxima... E esse jogador argentino estava dentro da área na hora da cobrança (o que significa que deveria ser impedido pelo árbitro). Depois do apito final, foi aquela choradeira. Na arquibancada, no campo, com certeza nas casas do país. Mas não paremos com essa eliminação surpresa! Outros três jogos rolaram definindo como iriam ficar as oitavas: Inglaterra 0 X 0 Nigéria (Grupo F) De jogos sem gols não se tem muito que falar, a não ser das conseqüências na tabela: a Nigéria pelo menos se despediu com um pontinho e a Inglaterra assegurou a classificação em segundo lugar, mas com o mesmo número de pontos da Suécia. Espanha 3 X 2 África do Sul (Grupo B) Um jogo vira-vira que mostrou a força sul-africana, mas, mesmo assim, mostrou também que nem mesmo essa força pode superar a técnica e garra espanholas. A África chegou a virar para 2 a 1 depois de começar perdendo, mas os espanhóis reagiram com 2 gols enão deixaram mais a rede balançar: entraram num jogo truncado onde não atacavam mas onde a bola estava segura na forte defesa montada pelo técnico.. O que determinou mesmo a desclassificação dos sul-africanos foi a reviravolta do Paraguai de Cuevas em cima da iniciante Eslovênia, mas isso é outra história... Paraguai 3 X 1 Eslovênia (Grupo B) Mesmo perdendo de 1000 a 0 para a Espanha, a classificãção dos africanos era certa dado o gol da Eslovênia no início, que complicou para os paraguaios. Até que o timo mudou: finalmente havia acordado para seu sonho de passar das oitavas-de-final de uma Copa. Acontece que, para chegar na segunda posição, Chilavert precisaria não levar frangos (como vinha levando ao longo das partidas anteriores) e o ataque do time ainda tinha de abrir dois gols de vantagem por causa da regra do saldo. Os eslavos surpreenderam ao fazer o gol de início, como já comentado, mas quem surpreendeu mais foi o fora de fotma Chilavert , que fez o gol acontecer. Era um cruzamento, mas ele teve as artimanhas de fazer a bola entrar antes de chegar a qualquer outro jogador adversário. Depois, com seu gênio que não é dos melhores, ainda tentou fazer um gol de falta para abafar o lance, mas em duas tentativas acertou a barreira e a trave. No segundo tempo, o Paraguai era outro: ofensivo ao extremo. E, depois de um gol de pênalti e mais dois gols do reserva (mas precioso) Cuevas (esse promete), o três a um que parecia impossível complicou tudo para os jogadores da outra partida que buscavam a classificação (os da África do Sul), logo em cima dos espanhóis. A Espanha, aliás, terminou com 100% de aproveitamento, a única nação a fazer isso além do Brasil. |