| Todos já sabiam o que iria acontecer dia 11... |
| A França diz adeus em lamentável jogo contra a poderosa Dinamarca. Pior: não marcou nenhum gol e viu Zidane sofrer pela camisa azul. |
| De 12/06/02, Coréia do Sul |
| Era bem difícil que os franceses conseguissem reverter a situação e chegar aos dois primeiros lugares no grupo A do Mundial. Depois de perder e empatar em dois jogos sem o mínimo brilho, os jogadores da seleção atual campeã vieram para a partida motivados com a volta de Zidane, mesmo que o craque estivesse praticamente impossibilitado de se movimentar. Mas, dar de 2 na Dinamarca não seria fácil... A torcida foi em peso e apoiou o time até o final. Então, os noventa minutos fatídicos começaram: em meados do primeiro tempo o time de vermelho e branco marcou, desapontando todos dentro e fora de campo. Mas nada disso parava o jogo, pois a bola tinha que rolar. E, por incrível que pareça, os dinamarqueses continuaram jogando melhor. O fim da primeira parte da derrocada francesa foi um alívio, pois a França estava sofrendo pressão. As únicas oportunidades reias para eles foram criadas pelo debilitado Zidane, num chute a gol e em alguns toques precisos. Intervalo, nenhuma substituição francesa. Sete minutos depois, entra Cisse. Por que isso logo no início em vez de ter feito a alteração logo antes do segundo tempo? Só Lemerre para explicar... Até que o jogador que entrou estava esbanjando criatividade, mas "não era o dia do futebol francês", segundo Galvão Bueno (lembra que em 98 foi "não era o dia do futebol brasileiro"?). É, a bola ia na trave, nas mãos do goleiro, na barreira, na rede pelo lado de fora, menos dentro do gol. Nada mais clássico para descrever o jogo nesse segundo período do que "quem não faz leva": Tomasson só precisou empurrar a bola pro gol depois de lindo passe. E olha que ele tinha puxado a camisa do zagueiro francês... 2 a 0 Dinamarca. Agora já era um milagre fazer-se 4 gols em 20 minutos para um time que ainda não marcaqra na competição inteira. Zidane tentou seus lances geniais: um chute por cobertura ao ver o goleiro adiantado. Mas não deu certo. O jogo se prolongou aos 49. Zidane e os outros dez em campo só ganharam mais sofrimento com esses minutos extras. Mas, enfim, o árbitro apitou. O fim das partidas do grupo A e das partidas do endeusado time francês era declarado. Sem mais que 1 ponto no único 0 a 0 até então e nenhum golzinho de consolo. a França viajou de volta pra Paris. Pior que foi homenageada por seus torcedores lá. Por que será que eles se contantam com uma campanha dessas? Eu sei que o FUTNATION é um site sério, que visa apenas passar informação, mas eu quero relatar aqui meu desabafo guardado há 4 anos na garganta (se não quiser ler, saia), afinal esse é um espaço democrático: Vai dizer que a França já jogou alguma coisa? Ah sim, nas gerações passadas, mas e essa, de Zidane & cia? É, Zidane se destaca mais que os outros, simples figurantes. Na verdade os franceses idolatram muito mais Zidane que a França. E eles têm razão: Zidane ganhou duas vezes o título de melhor do ano, enquanto que a França só ganhou uma Copa. E mal ganhou. Nunca reparou? Jogaram em casa e pegaram uma chave bem fácil na primeira fase. Ou seja: a Copa começava para eles só nas oitvas-de-final. E, se a Copa começava só ali, eles ganharam aos trancos e barrancos: 2 x 1 no Paraguai no Gol de Ouro (inovação desse Mundial); 4 x 3 nos pênalties contra a Itália (ainda traumatizada pela derrota de 94); 2 x 1 na Croácia no... sim, Golden Goal, Gol de lo Oro, Gol de Ouro. E a final? Tá, ninguém esquece uma goleada dessas numa final de Copa justo contra nossa seleção. Mas, com o apoio da torcida, o caso Ronaldinho dando insegurança aos nossos jogadores, Zidane e a imprensa já declarando eles os campeões, o que você esperava? Se você é um defensor desse grupinho de jogadores imprestáveis, veja que não foi só na Copa de 98 que eles se deram bem assim, se arrastando. A França ganhou a Eurocopa 2000 contra a Itália, NOS PÊNALTIES! Um absurdo um time que não ganha nada em tempo normal. É nisso que dá: na primeira fase não existe prorrogação. E o problema é que eles (e um bando de, desculpe o termo, otários) acharam que já estavam na final dessa Copa do Mundo, que só estavam de "café-com-leite" nesses jogos iniciais. Disseram que esse time agora estava melhor ainda, pois tinha atacantes. Três erros numa só afirmação: 1) Esse time nunca foi bom para que dissessem "melhor ainda". 2) Eles se tornaram piores do que estavam em 98, com essa "aura de imortais" toda. 3) Cadê os atacantes? Zidane não é atacante, nem Trezeguet, Cisse, Viera (esse eu ainda vou zoar mais pra frente) e Petit (este último, então, não chega nem a ser propriamente um jogador, levando mais talento para a profissão de pedreiro, mas, como esse é um posto mal-remunerado, ele deve ter optado pela carreira futebolística). Acabou? Não, ainda tem o técnico. Aimet Jaqueou (fala-se "Aimê Jaquê") era, além de Zidane, o responsável pela conquista do troféu em 1998. Um técnico realmente consciente. Fez o milagre de não perder nenhum jogo, até mesmo sem Zidane em dois deles. Mas o de agora (quer dizer, o do passado, porque esse já deve ter perdido o emprego após tal fiasco), Roger Lemerre, não usa muito aquilo localizado dentro de nosso crânio. E, depois de enxergar claramente a eliminação do time, esse homem ainda foi capaz de deixar um Zidane lesionado dentro do campo em tempo integral. Uma entrada violenta na perna esquerda dele poderia resultar num trágico fim de carreira. Agora sim o grande desfecho desse meu artigo improvisado: Viera, meia da França que escorregou em 2002 Fazer o quê se um jogadorzinho enxerga os problemas do outro lado do oceano e não os deles próprios? |
| "O Brasil está decadente" |