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Nome: Edson Arantes do Nascimento
Posição: meia-atacante Idade: 66 anos Filiação: João Ramos do Nascimento (Dondinho) e Celeste Arantes do Nascimento Data e Local de Nascimento: 23/10/1940, em Três Corações (MG)- Brasil Altura: 1,725 m Peso: 75 KG Chuteira: 39 Estréia como profissional: Santos FC 7 X 1 Corinthians de Santo André |
| Jogos: 1.365 jogos
Gols: 1.281 gols Jogos pelo Santos: 1.116 jogos Gols pelo Santos: 1.091 gols Jogos pela Seleção Brasileira: 114 jogos Gols pela Seleção Brasileira: 95 gols Clubes: Santos FC (1956 a 1974) e Cosmos (1975 a 1977) |
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| O craque da camisa número 10. O deus do futebol. Essas e mais outras denominações foram e continuam sendo dadas a Édson Arantes do Nascimento, mesmo quase duas décadas e meia após sua aposentadoria do esporte.
Pelé continua causando paixões nos amantes do futebol. Vários outros atletas tentaram e ainda tentam assumir seu posto de rei. Críticos dizem que não houve ninguém melhor do que ele. Alguns discordam, sugerindo os argentinos Maradona e Di Stefano ou o holandês Cruyff para o posto. Entretanto, até hoje, ninguém conseguiu tirar o trono de Pelé. Eleito o atleta do século, continua exercendo forte influência no futebol para os jovens atletas brasileiros e do exterior. Todos querem ter um pouco da magia do menino de Três Corações. Os primeiros dribles em Bauru Pelé jogou, pela primeira vez, no time que fundou e batizou: o Sete de Setembro. Para conseguir comprar os uniformes, Pelé e seus amigos, sem dinheiro, resolveram vender amendoim na entrada dos cinemas da cidade. Só que o trabalho seria obter o amendoim. A alternativa era pegar o produto dos vagões da Estrada de Ferro Sorocabana, que ficavam estacionados em Bauru. Muitas vezes, as crianças tiveram que correr de guardas que percebiam a intenção deles. Mas, o resultado final foi gratificante: o Sete de Setembro virou atração na cidade. Foi atuando no time que Pelé recebeu seu primeiro cachê como jogador: 4.500 réis na partida contra o Ipiranguinha. |
| Pelé ainda jogou pelo Ameriquinha, que conquistou o Campeonato Infantil de Bauru. Mas foi sua passagem pelo Baquinho, também um time bauruense, que chamou a atenção para seu talento. O Baquinho foi campeão da cidade em 1955 e conquistou o direito de jogar contra o Flamengo nas categorias 15 anos e até 18 anos, em São Paulo.
A estréia dos garotos de 15 anos foi ofuscada pelo brilho de Pelé. Os organizadores do evento decidiram proibi-lo de jogar na linha de frente nessa categoria. Segundo eles, a competição não teria graça com o garoto solto nas quadras. Pelé assumiu a posição de goleiro nessa categoria e na de 18 anos permaneceu como atacante. O resultado? Nas duas o Baquinho foi campeão e Pelé ficou com o título de goleiro menos vazado e de artilheiro. Elba de Pádua Lima era o treinador do Bangu, time carioca e, em março de 1956, durante viagem pelo interior de São Paulo em busca de novos talentos, encontrou Pelé. Quis levar o menino para o Rio de Janeiro onde o futebol dele seria reconhecido. Mas, dona Celeste não queria deixar o filho sair de casa. 'Isso é coisa de louco. O Dico ainda é um menino de calças curtas. Não pode ir morar sozinho numa cidade grande'. |
| Entretanto, a resistência de dona Celeste não poderia durar muito tempo. O ex-técnico do Baquinho, Valdemar de Brito, também teve a idéia de levar Pelé para outra cidade. Dessa vez era Santos, próxima a Bauru, onde Valdemar tinha amigos que poderiam cuidar bem do garoto. Mesmo com todas essas vantagues, Dona Celeste permanecia impassível: o filho não iria para outra cidade. Mas, o argumento final de Valdemar foi o que conquistou o apoio de dona Celeste: 'Seu filho é uma dádiva de Deus', disse ele.
Pelé chegou ao Santos com 15 anos, no meio de feras do futebol como Zito, Del Vecchio e Pepe. Com a fama de craque e o 'apadrinhamento' de Valdemar, Pelé já começou treinando entre os profissionais. Ele impressionava nos treinos e, com pouco tempo, conquistou um lugar definitivo no time titular. A estréia entre os profissionais aconteceu em um amistoso contra o Corinthians de Santo André. O time vencia por 5 x 0, quando o ponta-de-lança Del Vecchio se machucou. Pelé foi chamado para substituí-lo e, em sua estréia, já marcou um gol. Pelé e a seleção Aos 16 anos, Pelé recebeu sua primeira convocação para a seleção brasileira. Participaria da Copa Rocca, troféu disputado entre Brasil e Argentina. A felicidade do garoto era tanta que, ao ouvir seu nome na lista de convocados pelo rádio, ele rodopiava e beijava freneticamente a mãe. Já no primeiro jogo da seleção Pelé marcou um gol. O primeiro dos 95 que marcaria com a camisa amarela. Mas, a consagração jogando pela seleção viria na Copa da Suécia, em 1958, na qual ele quase ficou de fora devido a um problema no joelho. O médico da seleção garantiu que o craque não estaria pronto para o primeiro e segundo jogos da Copa. No terceiro jogo Pelé entrou, contra a União Soviética, ao lado de Garrincha. O mundo começava a conhecer o talento da dupla brasileira. A seleção conquistaria, enfim, sua primeira Copa do Mundo. Pelé ainda cederia seu talento e bom futebol nas conquistas da Copa do Mundo de 1962 e de 1970. A despedida da Seleção Pelé se despediu da Seleção Brasileira no dia 11 de julho de 1971, em um amistoso contra a Áustria, no Morumbi, com um público de quase 100 mil torcedores rezando para que ele desistisse de abandonar a seleção. A despedida definitiva do futebol veio em 1977, no amistoso Cosmos (o time americano pelo qual Pelé jogou quando saiu do Santos) e Santos. O dia 1º de outubro de 1977 marcou a data em que o futebol perdia sem o seu maior jogador de todos os tempos. O atleta do século Qual seria o jogador mais completo do século? Para resolver essa questão, o jornal francês L'Equipe organizou um júri com 20 jornais de todo o mundo. 'O Globo' representou o Brasil. A disputa ficou entre Pelé e o americano Jesse Owens, o herói negro que humilhou Hitler e suas teorias sobre supremacia da raça branca. Pelé venceu mais essa disputa. Em 1996, o feito se repetiu. Pelé novamente foi considerado o atleta do século. Desta vez, na Europa. A empresa francesa DuPont realizou uma pesquisa de opinião pública durante três meses em cinco países europeus - Itália, Alemanha, Espanha, França e Inglaterra - para saber quem era o melhor esportista do mundo. O craque brasileiro foi o escolhido, mesmo sem nunca ter jogado em nenhum time europeu. |
| PELÉ - O REI DO FUTEBOL |